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História Leom (Vkook - Taekook) - Capítulo 20


Escrita por: e kimiejeon


Notas do Autor


Oii como vocês estão? Graças ao nosso bom Odin eu consegui atualizar mais uma vez nesse período de uma semana que eu meio que impus para mim mesma kkkkkk e olhem só, percebem algo? CONSEGUI ADICIONAR CAPA kkkkkkk to me sentindo muito aliviada, porque meu toc estava me matando, socorro!
Mas então, o título desse capítulo está BEM spoiler, né? Mas é que eu não consegui pensar em algo que o definisse melhor kkkkk bom, já adianto que não revisei o capítulo, porque estava doida para atualizar logo, então como sempre, desconsiderem os erros e bora lá <3

Capítulo 20 - Marinha coreana


Fanfic / Fanfiction Leom (Vkook - Taekook) - Capítulo 20 - Marinha coreana

Eu não consigo parar de pensar em como meu bisavô e esses outros reis eram tão inteligentes. Pelo que os piratas descobriram, aquela gruta que escondia o Leom, nunca foi propriamente dita, uma gruta. O lugar era aberto e eles simplesmente fecharam para esconder o navio.

Ele está numa mini praia, como a que Taehyung me levou, quando passamos por baixo da pedra. A diferença é que aqui não tem aquela cachoeira particular, mas ainda assim é cercada por areia, e foi aí que eles montaram uma parede de pedras, deixando bem alto, para que ninguém encontrasse o navio ao simplesmente navegar em volta da ilha. Eu admito que estou aqui pensando em como que eles fizeram para montar isso tudo, mas minha cabeça parece sair até fumaça, de tanto pensar nas possibilidades, então eu meio que desisto, porque não me importo realmente, e também, não quero me preocupar com isso, visto que tenho um assunto mais importante para tratar: Taehyung.

Não vamos zarpar hoje, porque está tarde. A tripulação só quer tirar a parede de pedras, para deixar o nível da água subir, para que eles consigam passar com o Leom por lá, porque um navio tão grande como esse, nunca passaria pelo baixio, sem ficar com metade do casco para trás. Ouvi um boato também, de que alguns piratas vão buscar o Baem para que eles possam tirar o Leom daqui, mas isso realmente não me importa, e eles que se virem para tirar essa nau desse tamanho daqui.

— Que barra, hein? — Jimin murmura, passando a mão sobre a mesa, onde tinha o papel com o nome do rei Feng.

— Eu nem sei o que pensar. — Abaixo a cabeça e suspiro profundamente.

— Como que ele foi capaz de fazer isso? Digo, o capitão.

— Frieza no sangue. Se você duvidar, a mãe do Tae não fugiu para ficar com ele. Se me contarem que ele a sequestrou e depois deu um jeito de matar a princesa, eu vou acreditar.

— E cadê o Taehyung?

— Ele pediu um tempo sozinho. — Meu coração dói quando me lembro da forma que ele chorou na frente de todos, desmanchando completamente aquela pose de forte e seguro de si. — Eu estou respeitando isso, apesar de estar sendo difícil não ir atrás.

— Eu no seu lugar, iria. Ele precisa de você.

— Mas eu ainda acho que seria melhor dar esse tempo. Foi muita informação, não acha? Ele deve estar querendo pensar um pouco.

— Ele é sozinho, Kook. Deve estar sendo difícil encarar isso, sem ninguém para apoiá-lo. Por que você não tenta, mas se ele pedir para se afastar, você sai?

— Eu tenho um certo receio. — Admito, mesmo sem querer fazer isso. — Eu já presenciei Taehyung num momento de raiva quando o assunto era a mãe dele, e confesso que não quero presenciar de novo.

— Bem, eu acho que ele não faria nada contra você, mas se prefere esperar, espere, então. Deixa ele chorar tudo o que tem vontade e quando ele liberar um pouco esse peso do peito, aí vocês conversam. — Ele me dá um sorriso fofo, e mais uma vez eu sinto vontade de levar ele junto, para bem longe desse navio, quando eu voltar para a Coréia. — E também, Namjoon me disse que ia atrás dele. Realmente pode ser que seja bem melhor para que eles dois conversem sobre isso, afinal, quem teve a vida inteira enfiado em mentiras, foram os dois.

— Namjoon também deve estar sofrendo muito. Os pais dele deviam ser uma parte importante na história, mas agora eu nem sei se a versão que eu conheço, é a verdadeira. — Estalo a língua no céu da boca e vejo Jimin assentir. Namjoon já deve ter contato a história para ele também. — Bem, mas… e sobre esse tesouro, o que achou dele?

— Estou deslumbrado. Acho que realizei um sonho, ao ter participado disso. Sinto que posso até me aposentar.

— E por que você não faz isso? — Pergunto baixinho. — Eu gosto de você, gosto do Tae e do Namjoon. Gosto até do coitado do John que me carregou tanto nesta ilha. — Rio nasalado e ele concorda, rindo também. — Eu queria que você, o Nam e o Tae fossem embora desse navio comigo.

— Quer tirar o filho da capitão daqui?

— Quero e eu vou. Ele não merece isso. E acho que vocês também não merecem passar o resto da vida nesse navio asqueroso.

— Sair daqui e viver na Coréia? — Ele parece pensar, e isso faz um luzinha de esperança se acender dentro de mim. — Huum, não sei, sabe, Kook. Acho que meu coração é de tantos lugares, que não sei se eu ficaria bem em um só.

— Eu acho que o que você quer dizer é que seu coração é de uma princesa maluquinha que vive em Xangai, não?

— Ah, a Qian — ele abre um sorriso apaixonado, e nem é preciso dizer nada para que eu entenda tudo. — Ela é uma princesa, Jungkook. Longe de mim, sabe? Eu sou um pirata.

— Eu sou um príncipe, e o Tae é um pirata. — Subo as sobrancelhas, sugestivamente.

— Ah, mas é diferente. Não sei se a Qian lutaria contra tudo para ficar comigo, da forma que eu sei que você lutará para ficar com o Taehyung. E também não é só ela, sabe? Tem minha amiga Hikari, e não é que eu esteja apaixonado por ela, mas eu gosto de estar no Japão também e… sei lá.

— O Baem não vai te levar para passeios, Jimin. Você vai navegar onde o capitão quiser fazer pilhagem. Pode ser que te levem para a América e você nunca mais volte pra cá. E eu quero é salvar vocês dessa tripulação nojenta. Não serei feliz se voltar para casa e deixar vocês aqui, a não ser que escolham continuar aqui, é claro.

— Na verdade, essa tripulação me acolheu. Digo, o Tae me acolheu, porque eu era uma peça importante no quebra-cabeça deles. Eu sou amigo da Qian e isso faria tudo ser mais fácil. Depois dessa descoberta, não sei o que será de nós. Eu tenho curiosidade de saber como serão as coisas daqui pra frente, neste navio.

— Entendo. — Assinto. — É uma escolha sua, não tem como eu ir contra. — Dou um apertinho de leve no ombro esquerdo dele. — Mas saiba que você terá alguém para te acolher na Coréia também, tá? Se desistir disso tudo, ainda vai ter um lugar para você, por lá.

— Obrigado, Jungkook. Você é um príncipe muito gentil.

— Sempre me esforcei para ser.

A gente ri e mais uma vez, seus olhos vão até a coroa do Feng.

— Mas antes de tudo, eu quero levar esta coroa e esta espada para a Qian. Se não fosse por ela, não estaríamos aqui, e isto pertence a ela. Nem que eu precise roubar, estas coisas ficarão comigo.

{...}

Eu não consigo dormir. Já devem ser umas três da manhã e eu estou sozinho na barraca, porque depois que os piratas tiraram a parede improvisada de pedras, eles voltaram para o acampamento para descansarem, afim de acordarem bem cedo no dia seguinte, para darem um jeito de tirar o Leom de lá.

Taehyung não está aqui. Encontramos apenas Namjoon, que nos disse que ele saiu para dar um volta, depois de terem conversado, e até agora ele não voltou.

Imagino que deva estar na parte secreta da ilha. Eu queria muito ter ido até lá, mas eu não sei nadar e é impossível eu atravessar aquela pedra sozinho. Então o que me resta é ficar aqui, esperando ele voltar.

Eu ainda estou sem conseguir entender o coração do capitão, se é que ele tem um. Quando voltamos, ele sequer procurou pelo filho e apenas ficou falando do tesouro que está no navio. Ele está deslumbrado com a quantidade de jóias que está dentro do Leom, e isso parece que fez o coração de pedra dele simplesmente esquecer que jogou uma bomba na cabeça de Taehyung, porque ele não falou absolutamente nada sobre o assunto. Voltou para perto da fogueira, bebeu mais um pouco de rum e depois foi dormir, como se nada tivesse acontecido. Mas por mais que a tripulação agisse com naturalidade, eu notei que alguns piratas ficaram incomodados com o que aconteceu. De duas, uma: ou eles são novatos na tripulação e ficaram assustados com o ocorrido, ou eles são exatamente os que sabem de toda a verdade e estão com medo do Taehyung, porque imaginam que ele pode fazer algo contra eles.

Eu acabo suspirando e me virando para o canto. Não vai adiantar nada eu ficar pensando nessas coisas, sendo que não há nada que eu possa fazer agora. O que eu posso fazer neste momento é esperar que ele volte, para tentar conversar e ver o que ele pensa em fazer. Mas eu nem preciso esperar muito, porque ouço barulhos do lado de fora e de repente, a barraca está sendo aberta.

Sento-me e vejo ele entrar. Está escuro, então eu só consigo enxergar o pouco que a fogueira ilumina. Ele fecha a barraca e se ajoelha, vindo para perto de mim.

— Ainda está acordado. — Murmura e solta logo um suspiro.

— Não consegui pregar o olhos. Onde você estava?

— Por aí, pensando um pouco. — Ele se deita e solta o ar pesadamente. — Precisava colocar os pensamentos no lugar, para não fazer uma besteira.

— E como você está?

— Muito mal. — Assume. — Eu não sei mais o que esperar do meu pai. Já sabia que ele não gosta muito de mim, mas saber que ele escondeu isso tudo me deixa bem… triste. Agora eu sei que isso tudo não passou de interesse, e que agora ele vai me usar para ir atrás do trono.

— Não se você fugir dele, antes.

— Ah, eu não quero pensar nisso agora. — Ouço ele estalar a língua no céu da boca e percebo sua movimentação, se virando para mim. — Você pode me dar um abraço?

— Claro. — Sussurro, indo até ele e o abraçando.

Seus braços estão frios, assim como seu nariz, que ele esconde em meu pescoço. Eu decido ficar em silêncio, porque acho que nada do que eu disser, será o suficiente para ele neste momento, e eu sei bem que quando estamos mal, é melhor ganhar um abraço do que ficar ouvindo palavras de pessoas que não sabem realmente o que estamos sentindo. Só que aí ele começa a chorar.

— Eu sinto muito. — O aperto mais forte. — Eu não posso dizer que sei o tamanho da sua dor, mas eu sei que dói muito.

— Ela morreu por causa do egoísmo, você sabe o que isso significa?

— Sei, eu sei o que significa.

— Eu sinto tanto a falta dela, Jungkook. Eu sempre sonho que ela está me abraçando e isso parece tão real. Sabe como eu me sinto por dentro, agora? Eu estou destruído, acabado. Meu próprio pai foi capaz de fazer isso comigo. Ele me tirou de lá por pura vingança, me ensinou a ser um maldito criminoso, nunca me deu carinho e nunca se importou comigo. Ele nunca disse que me ama, nunca quis conversar comigo sobre minha mãe, porque devia ter medo de deixar algo escapulir.

Taehyung está me apertando tão forte, que eu sinto até um pouco de falta de ar.

— Eu já sofri tanto dentro daquele navio. Já ouvi alguns piratas dizendo que eu deveria ter morrido durante o incêndio e quando eu era menor, meu pai me tratava como se eu fosse igual a eles. Ele nunca hesitou em me corrigir na frente da tripulação e vive me batendo perto deles. Alguns ficam rindo de mim, outros têm medo e outros sentem pena, como por exemplo, o John. — Fungou e eu ouço sua voz falhar. — Quando eu fiquei um tempo fora e conheci a Hikari, ele foi atrás de mim e me fez voltar. Eu odeio isso aqui e odeio ter que fingir que sou algo que eu não sou. Eu não posso demonstrar o verdadeiro Taehyung, porque se não essa tripulação vai acabar comigo e ele não vai fazer nada para me defender.

— Você virou o motivo de orgulho dele por ter se tornado o patife que ele te ensinou a ser, não foi?

— Para eles eu sou um monstro. E muitas vezes, eu tenho que ser, para impor medo e não fazer com que eles se aproximem de mim. Desde pequeno, eu faço coisas para assustá-los, e como eu fui crescendo assim e meu pai começou a gostar da forma que eu agia, ele passou a defender essas atitudes, então se alguém fala algo de mim, ele briga, mas só por isso. Eu não sou um orgulho para ele, minhas atitudes de canalha, são.

— Entendo. — Deixo um beijo em sua bochecha. — Eu vou te ajudar com o que você precisar, Tae. Não se preocupe. 

— Eu só quero que você me abrace. — Murmura. — Eu vou me segurar para não fazer nada sem pensar, porque ele diz estar de bom humor e vai te deixar na Coréia em segurança. Não posso estragar tudo agora.

— Está tudo bem. Eu estou aqui para te dar carinho, tá? Estou do seu lado, independente do que você fizer.

— Obrigado. — Ele funga. — Me perdoe por ter sequestrado você, mas… obrigado por estar aqui.

— Eu sempre vou estar. — Me viro um pouco e faço minha boca ficar colada bem em seu rosto. — Eu sempre vou estar aqui por você, Tae, porque eu me orgulho de você pelo que você é. Forte, dedicado, destemido, corajoso e… sensível. Eu gosto disso e te admiro demais, por ter vencido seu pai e por não ter se deixado levar por essa falta de caráter dele. E eu vou te levar junto comigo quando chegarmos à Coréia, independente do que meus pais disserem, eu vou te proteger de qualquer um.

— Por quê está fazendo tudo isso? — Sua voz está tão manhosa, tão triste, que meu coração despedaça ao ouvir.

— Você sabe.

— Mas eu quero ouvir de novo, por favor.

Eu sorrio e dou mais um beijo na bochecha dele. Não estou conseguindo lidar com esse Taehyung, e acho que estou me apaixonando mais um pouquinho, depois de conhecer esse lado frágil que ele nunca demonstrou ter.

— É porque eu te amo. — Falo baixinho.

Me ajeito sobre o colchão e fico bem de frente para ele. Não posso ver seu rosto, mas sinto sua respiração próxima, e eu acabo colando nossas testas.

— Se você quiser, Tae, eu faço você ser feliz para sempre. É só deixar.

— Você me disse que não é meloso e eu estou começando a duvidar disso. — Ele brinca me provocando e eu me sinto bem melhor ao ouvir esse tom divertido em sua voz.

— É, talvez eu seja um pouquinho, mas só com você.

Ele ri nasalado mas não diz nada. Sinto apenas seus toques em minha cintura, fazendo um carinho fraco.

Puxo a coberta para cima de nós dois e chego mais perto dele, porque quero esquentá-lo. A ilha é bem fria de madrugada e ele está gelado desde que voltou para a barraca.

— Tente dormir um pouquinho. — Falo baixinho, deixando um carinho em seu rosto. — Quando amanhecer será um novo dia. Vamos dar um jeito de tirar esse navio daqui e ir logo para casa.

Ele assente e me dá um selinho rápido.

— Boa noite, Kook.

— Boa noite, Tae.

{...}

Eu realmente acho que Taehyung pode seguir a carreira de ator, porque desde a hora que acordamos, ele está agindo como se nada tivesse acontecido. O capitão também está da mesma forma, e eles interagem da mesma forma que interagiam antes, com frieza e falando apenas sobre o Leom, nada além disso.

Namjoon segue mais calado, apenas acatando as ordens, e não questionada nada. Às vezes eu vejo ele fazendo alguma careta para alguma ordem do capitão, mas ele não contesta e nem opina sobre nada, apenas vai e faz.

O clima na tripulação está meio pesado entre aqueles mesmos piratas que eu acho que ficaram mexidos com a situação, ou sabem da verdadeira história. Eles estão mais calados, não estão fazendo piadas sobre tudo, como costumam fazer e estão olhando para Namjoon  para Taehyung com um certo receio — eles com certeza estão com medo de acontecer alguma coisa.

Mas enfim, o nível da água subiu, e muito. O Leom facilmente vai ser tirado daqui, eu só não sei dizer se ele funciona, mas por via das dúvidas, ele tem botes, e os piratas colocaram todas as joias sobre os botes. Alguns estão lá dentro, tentando fazer algo para tirá-lo daquele espaço pequeno e outros estão verificando se os botes estão bem presos.

— Ninguém foi atrás do Baem, e eu estou achando isso uma burrice. Se o Leom não funcionar, vamos ficar mais tempo aqui. — Jimin resmunga. — Pra quê levar um navio desse tamanho, se o tesouro são as joias?

— O navio também faz parte do tesouro, Jimin. Muita gente acha que ele é uma lenda e que isso tudo é mentira. Tirando ele daqui, esses piratas serão idolatrados para o resto da vida. Eles têm que provar que o tesouro é o tesouro do Leom.

— Só para ter fama. — Ele revira os olhos. — Esse navio é enorme, vai ser muito difícil tirar ele daqui.

Eu concordo, mas ainda assim, prefiro ficar calado e não falar nada a respeito. Estamos em cima do navio, o acampamento já foi todo recolhido e literalmente estamos prontos para zarpar. 

Como eu não entendo nada sobre navegação, eu prefiro ficar no convés apenas vendo eles tentando tirar o Leom. Para a sorte da tripulação, está ventando muito e o navio começou a ir para trás, por estar com as velas içadas. Alguns comemoram e outros parecem achar uma loucura, mas ainda assim, tentam.

O capitão está na roda do leme principal, visto que o Leom tem três delas. O navio está bem lento, mas a tripulação continua mexendo em suas velas e em mais alguns lugares que eu não faço ideia do nome, e com isso, ele pega um pouquinho mais de velocidade.

— Estou imaginando esse navio se desmanchando quando chegar no mar. Ele é muito velho e não vai aguentar o que o Serpente aguenta.

— Ele vai aguentar. — Namjoon chega perto de nós. — É uma madeira muito firme e ele foi feito com com reforço no casco inteiro, para aguentar a fúria do mar. Ele é grande e potente também.

— Mas ainda assim, velho.

— Velho, mas forte. É mais fácil quererem navegar com ele e puxarem o Baem.

Eu obviamente não contesto, porque ele é um pirata há muito tempo, e eu sou apenas um prisioneiro neste lugar, então se ele me diz que uma velharia dessa é sim potente, só me resta acreditar e torcer para que ele não esteja errado, e do nada acabarmos desmanchando no meio do mar.

O Leom continua saindo da gruta falsa. Já estamos com sua maior parte fora dali. Os botes vem seguindo firmes, com todas as jóias, muito bem amarrados nas laterais no navio, e o capitão continua guiando os lemes, enquanto Taehyung dita algumas ordens lá em cima, as quais eu não consigo ouvir.

Quando saímos completamente do espaço pequeno, o navio vira sobre as águas com uma facilidade que eu não esperava, e pega uma velocidade mais assustadora ainda. Eu me pergunto como isso é possível, até eu chegar na beirada e ver o tamanho dos remos que eles liberaram nas laterais dele. Esse piratas devem ter revirado esse navio do avesso, para encontrarem tanta coisa assim, tão fácil.

Os remos iniciam seus trabalhos e o Leom pega mais velocidade. Se eu perco o equilíbrio fácil no Baem, não quero nem arriscar de ficar em pé aqui, então eu procuro um cantinho e me sento.

— Caralho, esse navio é foda. — Jimin gargalha, encarando os remos.

— Só de pensar que ele é meu por direito, mas que não vai ficar comigo, me faz até querer rir pela ironia. — Resmungo. E realmente, parando para pensar, ele era do meu bisavô, e se o tesouro pertence ao herdeiro, tudo isso aqui é meu, e na prática, nada disso ficará comigo.

Eu olho para trás e observo a ilha. Realmente seria impossível chegar até ali, pelo mar. O único caminho possível, era de fato o que fizemos, de atravessar a ilha, a pé. Mas agora, estando a bordo de um navio, eu fico até assustado com a rapidez que ele percorre parte do caminho, que se estivéssemos a pé, demoraríamos pelo menos mais um dia e meio, como foi para chegar lá.

Aos poucos, a cachoeira vai ficando mais distante, e mais distante, e com aproximadamente uns vinte minutos de navegação, eu posso ver o Baem flutuando sobre as águas mais à frente. Eu me sinto até meio triste por estar me despedindo de um lugar que eu gostei tanto de conhecer. Me despedindo do lugar em que eu disse que amava Taehyung, me despedindo de um lugarzinho que marcamos como nosso.

Tsushima é acolhedora, e por mais que meus momentos nela não tivessem sido em cem por cento bons — porque afinal, eu machuquei o pé, fui chamado de putinha, vi a pessoa que amo, chorar, e ainda fui obrigado a dar meu tesouro para uma tripulação imunda —, eu começo a sentir aquele pequeno vazio, por estar deixando um lugar que há muito tempo, foi protegido por meu bisavô.

— Eles vão começar a fazer a baldeação das jóias para o Baem. — Namjoon se aproximou, segurando uma corda e uma faca. — A ideia é manter o Leom desocupado, para que chegue inteiro até sei lá onde que querem levá-lo. Vão esticar uma prancha de um navio ao outro, e o Taehyung mandou que você fique na cabine dele, Jungkook, por segurança.

— Tudo bem. — Assinto, sabendo que não há com o que contestar. Na verdade, eu quero realmente estar na cabine, talvez deitado na cama dele e descansando um pouco. Sei que não irão me deixar ajudar com nada, e se eu insistir muito, vão acabar me enfiando na cela de novo. Então eu aceito essa ordem sem contestar, e assim que os navios ficam lado a lado, eu simplesmente atravesso de um para o outro, e me guio para a cabine.

— Kook? — Taehyung me chama logo atrás, e eu nem sabia que ele estava perto de mim. — Fique aqui, tá? Eu sei que disse que não faria isso, mas eu acho que vai ser melhor para você, ficar aqui. Não devemos irritar meu pai em nada, para que ele não mude de ideia sobre te levar em segurança para casa.

— Tudo bem, eu fico aqui, sem problemas.

— Não podemos perder tempo. Isso tudo está quase acabando, e daqui, já vamos direto para a Coréia.

Assinto.

— E aí a gente vai ficar junto. — Completa, com um semblante fofo e apaixonante.

Eu dou um sorriso quando olho em seus olhos e vejo um brilho que havia se apagado, ou que talvez antes nem existia. Ele se aproxima tocando meu queixo e me dá um selinho rápido.

— Eu vou lá ajudar a subir com as jóias. Fique aqui e tente dormir um pouco, você não dormiu quase nada durante a noite e está claro que quer descansar. Depois eu te acordo para você comer.

— Está bem.

Taehyung me dá um sorriso e já se afasta, saindo de perto de mim, para ir até a tripulação, que gritava igual a uma doida, entre os convés.

Eu entro na cabine e fecho a porta, torcendo para ninguém se atrever a chegar até aqui e me acordar. Vou até a cama quase que arrastando, me jogo sobre ela e resmungo, feliz por estar neste conforto.

O barulho lá fora está demais, mas eu nem me preocupo com isso, porque estou cansado demais para ligar. Sinto minhas pálpebras pesarem e acabo dormindo.

{...}

O capitão está muito feliz. Estamos bem longe de Tsushima já e conseguimos sair com o Leom, tranquilamente, passando pelo mar bizarro que tem em torno da ilha.

Ele mandou que fizessem um jantar especial e comeu com todo mundo no convés, comemorando a vitória por ter achado o tesouro.

Ele nem menciona o fato de que isso tudo é meu, e muito menos fala com Taehyung sobre a descendência dele. O assunto a bordo é exatamente o tesouro do Leom e em como agora eles serão piratas respeitados e famosos, por terem encontrado uma lenda.

O Leom está preso no Baem, e eles estão navegando juntos. Não há nenhum tripulante nele, mas ele consegue seguir o rumo sozinho, apenas por estar preso no Serpente, e também, os ventos e o mar, estão ajudando.

É noite e eu sei que já navegamos muito, e que provavelmente estamos quase saindo dos mares japoneses, o que me faz até sentir aquele frio na barriga, por estar cada vez mais perto de casa.

Eu saí de perto da tripulação depois de ter comido e voltei para a cabine. Taehyung está aqui comigo, sentado de frente para mim e estamos jogando xadrez — na verdade, ele está me ensinando a jogar, porque meu irmão nunca teve a boa vontade de fazer isso e eu nunca consegui aprender sozinho.

— Como é na sua casa? — Ele pergunta, movendo um de seus peões.

— Como assim?

— As pessoas. Quem mora lá?

— Eu, meus pais, meu irmão mais viaja do que fica lá, mas ele também mora, então… ele; os empregados também moram lá e tem meus dois amigos Hoseok e Yoongi, que são filhos dos empregados.

— Como seu irmão se chama?

— Seokjin.

— E vocês são muito próximos?

— Nunca. — Rio, movendo minha pecinha, mas sendo impedido por ele, por ser uma jogava inválida.

— Essa peça só pode vir pra cá.

— Ah tá. — Coloco-a no lugar certo. — Mas… Seokjin é bem ocupado, sabe? Ele é orgulho da mamãe e gosta de viajar em busca de novas fragâncias para os perfumes dela.

— Ah é, sua mãe tem uma linha de perfumes, né?

— Tem. — Assinto. — Ele é mais velho que eu, e sempre gostou disso de mostrar serviço, sabe? Sempre acompanhou minha mãe nos coquetéis dela, nas reuniões, nos lançamentos, enquanto eu só queria aproveitar a infância e ouvir histórias do Leom, ou jogar vídeo-game.

— Seus pais são legais?

— Sim. — Dou de ombros. — Minha mãe só é preocupada demais e meu pai fica querendo ser um bom rei, mas como família, eles são ok. Seokjin é meio chato, isso eu confesso, mas sei que é só o jeito dele de querer tudo certinho demais.

— Ele é perfeccionista?

— Nu, demais! Deus me livre. Ele acha meu jeito todo informal. — Rio. — Ele diz que eu preciso agir como príncipe, e que eu sou um moleque cheio de manias. Diz que eu preciso ser mais cavalheiro e mais educado ao comer à mesa.

— Mais educado? — Taehyung arregala os olhos. — Eu acho você cheio de frescuras na hora de comer um frango e ele quer que você seja mais educado?

— Ah, isso é porque você nunca viu ele comendo um frango. — Não posso deixar de gargalhar. — Seokjin é bem boiola e eu sempre disse isso para ele.

— Isso soou preconceituoso.

— Não, não é preconceito. Eu sempre chamei ele assim e nunca deu problema, porque no fundo, ele sabe que ele é. Ah e eu também sou, olha só.

— É verdade. Imagine só se seu irmão aparecer com uma namorada, do jeito das que você achava que seria sua esposa ideal?

— Nossa, vai ser um susto até para minha mãe. Ela não fala nada, mas eu acho que ela acha o máximo ele ser assim, do jeito que ele é. Tem vez que eu penso que é o sonho dela que ele chegue com um homem bonito na minha casa, dizendo que é o namorado dele.

— Sério?

— Sério. Ela já falou para mim sobre casamento, mas com ele… — Nego com a cabeça, rindo. — Ela nunca falou com ele sobre ter filhos e essas coisas.

— Então significa que ela espera que você se case com uma moça.

— Com Certeza. — Assinto. — Porque até eu sair da Coréia, eu desejava uma moça, e não um homem.

— E tinha alguém em especial?

— Não! Assim, eu não desejava ninguém em especial, mas por exemplo, se eu fosse mencionar casamentos e namoros, eu sempre referia a me casar com uma donzela e não com um homem.

— Entendi. — Ele faz um biquinho e eu chego a desconfiar que ele não acreditou muito no que eu disse.

— Que foi? Não acreditou?

— Acreditei, por que eu não acreditaria?

— Não sei, você fez uma carinha tão desconfiada.

— Impressão sua.

— Huum, então me dá um beijo. — Eu faço um bico e ele me encara, se rendendo e rindo.

— Para, vamos jogar.

— Está me negando um beijo, senhor Taehyung?

— Não, estou guardando para te beijar muito quando a gente for dormir.

— Até lá você pode me dar muitos beijos, não acha? — Provoco, vendo seu olhar se direcionar para minha boca. Ele se inclina na cama e vem para cima de mim com tudo, derrubando nossas pecinhas e acabando com o jogo. Eu caio para trás e ele vem logo por cima, enchendo meu rosto de beijos. — Ah, não era assim. — Rio tentando impedi-lo, porque eu estou sentindo cócegas. — Taehyungie.

— Eu preciso te beijar assim todas as noites depois que formos para a Coréia. — Ele brinca, enfiando os dedos nos meus cabelos. — Eu vou invadir seu quarto e aí a gente vai ficar assim a noite inteira.

— Certo. — Mordo o lábio inferior. — É só você subir a escadinha que tem escondida nas plantas que cercam uma parte da minha casa. Meu quarto fica na parte da frente então é fácil de achar. E minha sacada tem uma poltrona bege claro, a única que tem uma poltrona só.

— E se alguém me achar? Na parte da frente é bem visível.

— Não acha, te garanto. É relativamente escondido. Hoseok e Yoongi me ajudaram a escondê-la lá perfeitamente.

— Ah, então eu-. — A fala de Taehyung é cortada, quando ouvimos o barulho de um tiro. Ele para de falar na hora e se levanta, voltando a ficar sentado na cama.

Os piratas começam a correr do lado de fora e isso chama nossa atenção. Mais tiros são disparados, e aí ele se levanta correndo.

— Estamos sendo atacados. — Calça suas botas às pressas. — Esses tiros não estão saindo do Baem. Fique aqui, vou ver o que está acontecendo.

— Mas, Tae-

— Fique aqui, Jungkook. Pelos tiros, não são adversários tão amigáveis.

— E você vai lá?

— Eu sou o melhor aqui em dar um tiro certeiro. Não sei quem são, mas posso precisar de atirar em alguma coisa para que possamos passar.

— Taehyung-

— Jungkook, meu pai está te levando de volta, e eu não vou deixar nada atrapalhar isso agora. Fique aqui.

Ele sai correndo da cabine, e os gritos estão cada vez mais altos. Eu estou morrendo de medo e mais alguns tiros são disparados, o que me faz ficar apavorado.

Os outros ataques que sofremos durante a expedição, não foram nada comparados a estes, e se continuar assim, a gente vai afundar rapidinho.

Nem dois minutos se passam, quando ele volta até a cabine, com o rosto pálido e as mãos tremendo. Vejos seus lábios fraquejarem e seus olhos lacrimejarem.

— O que foi? — Pergunto, me aproximando e tocando seu rosto frio.

— Eles nos encontraram.

— Quem?

— A marinha coreana.

Sinto meu coração pesar no peito.

— Lute contra eles de novo! Tae, você pode afastar o navio igual aquela vez, sem machucar ninguém!

— Não, eu não posso.

— Pode sim, Taehyung! O Baem é veloz, vocês conseguem fugir!

— Não dá, Jungkook, não dessa vez. Me desculpe.

Eu o deixo na porta da cabine e saio correndo. Quando chego no convés, me surpreendo com o que eu vejo.

Devem haver uns vinte navios cercando o Baem. A tripulação está apontando as armas na defensiva, mas sabendo bem que não tem como fugir.

No meio, há um navio bem maior que os demais, e eu consigo ver que Hyungsik está lá, comandando a frota.

Seu navio está cada vez mais próximo. Ele é bem rápido, e em questão de minutos, ele já está parado bem perto de nós.

— Não se aproxime mais! — O capitão grita, enquanto me puxa para ele. — Ou eu mato o príncipe!

— Pai! — Taehyung tenta dar um passo à frente, mas um dos piratas o segura. — Me solta! — Ele grita sem paciência, se soltando do homem.

— Alteza, você está bem? — Hyungsik grita do outro navio, abrindo um sorriso para mim.

Balanço a cabeça positivamente.

— Finalmente encontramos você, Jungkook. Seu pai está preocupado. Viemos para te resgatar.

Eu olho de lado para Taehyung, que parece estar perplexo. Nosso plano foi todo por água abaixo, depois dessa.

— Vamos, solte o príncipe, ou nós vamos afundar esses navios! Inclusive, acho que deveríamos levar todos vocês junto com a gente. Bando de sequestradores imbecis!

— Eu só solto o príncipe, se vocês deixarem a gente livre!

— Claro que não! Acha mesmo que sendo os sequestradores do príncipe, vocês vão ficar impunes?

Eu olho para os lados e vejo os olhos assustados de Jimin, que quer levar a coroa e a espada para Qian, além de se encontrar com Hikari. Vejo Taehyung que quer encontrar a família materna e finalmente sair das mãos desse pai nojento que ele tem. Consigo alcançar Namjoon, que também precisa de ir em busca de sua verdadeira história e tentar recuperar tudo o que não teve até hoje.

Vejo John, segurando uma pistola e com o olhar assustado. Ele olha para mim, quase implorando por sua vida e eu não posso negar isso a ele, afinal, se ele não me carregasse, eu teria ficado para trás em Tsushima.

São quatro pessoas dentro de uma tripulação inteira de um bando de patifes. Eu terei que tomar uma atitude que irá salvar a vida de vários criminosos, por causa de quatro. Mas eu não posso fazer nada que os machuque. Se a marinha pegar eles, todos serão mortos, e eu não quero ver meus amigos morrerem.

Eles foram muito importantes para mim durante essa jornada. Namjoon que era meu babá particular, Jimin que ficava idolatrando Taehyung, e que foi uma companhia incrível durante todo o percurso até Tsushima; Taehyung que se tornou mais importante do que qualquer coisa para mim, e alguém que eu quero manter sempre ao meu lado.

— Hyungsik! — Chamo. Minha voz está falhada e eu nem havia percebido que estava chorando. — Não os machuque, por favor!

— Mas senhor-

— Isto é uma ordem! — Grito em meio aos soluços. — Capitão, me deixe ir. Só assim vocês irão sobreviver.

— Você pode ir, garoto. Eu não faço questão da sua presença em meu navio.

Eu soluço ainda mais e minhas lágrimas escorrem sem limites por meu rosto. Olho para Taehyung mais uma vez e ele também está chorando.

— Tae-

— Vá logo! — O capitão me empurra. — Coloquem a prancha!

— Pai, não!

— Segurem ele!

Taehyung não consegue dar mais um passo, porque dois piratas musculosos o seguram. Ele está chorando ainda mais e eu continuo sendo guiado para a beirada do navio. A prancha foi colocada com muita agilidade e isso me faz pensar que todo mundo ali está doido para me ver fora daquele navio.

Eu continuo sendo empurrado, ouvindo Taehyung gritar atrás de mim, pedindo para o pai parar com aquilo, mas o capitão não lhe dá ouvidos.

Hyungsik já organizou uma equipe de resgate ao mar e estão todos preparados para pular, quando eu cair, e eu estou com medo.

Não me preocupo em cair no mar, porque a marinha é treinada para agir na água e eu sei que eles não irão me deixar morrer; mas eu estou com medo do que vai acontecer com Taehyung, agora que o capitão sabe que ele está sentido com o que está acontecendo.

— Pai, por favor, ele não sabe nadar! — Ele grita. — Pai, não faça isso!

— Cale a boca, Taehyung! — O capitão esbraveja atrás de mim e me empurra com mais força. Eu já estou sobre a prancha e este empurrão me desestabiliza. Eu perco o equilíbrio e caio, ouvindo outro grito vindo do ruivo.

Assim que eu atinjo a água, já vejo outras movimentações de outras pessoas caindo junto, e em questão de segundos, os marinheiros conseguem me resgatar.

Subimos a bordo do Universe III, e já sou recebido com cobertores e toalhas, para me manterem no conforto.

— Senhor, me deixe matá-los? — Hyungsik pede e eu direciono o olhar para o capitão, que desfere um tapa do rosto de Taehyung. — Eu só preciso da sua ordem.

Eu sei que se eu deixar ele matar o capitão, ele vai matar todo mundo. Hyungsik tem disso de enfrentar tudo e todos por seus senhores, e se eu der a ordem, ele vai afundar o navio. E além disso, eu me lembro de Taehyung me dizendo que os piratas só não fazem nada contra ele, porque seu pai defende sua índole perversa. Se Hyungsik matar o capitão, a tripulação vai matar o Taehyung.

— Não. — Murmuro. — Deixe-os viver.

— Senhor, eles pegaram o Leom! — Ele parece assustado.

— Deixe-os ir embora. — Insisto, tremendo de frio. — Você não pode matá-los agora.

— Mas por quê?

— Eu fiz amigos ali, Hyungsik. E eu não vou autorizar que você os mate.

— Jungkook, seu pai me deu ordens.

— Deixa que eu me viro com meu pai. Sua ordem agora é não fazer nada contra eles.

Percebo que ele fica nervoso. Acho que se pudesse, me amarraria e me enfiaria em sua cabine, só para poder afundar os navios.

— Por favor, Sik, deixe-os irem embora.

— Mas e o Leom?

— Se você tentar tomar o Leom deles, eles irão contra-atacar.

Ouço ele gargalhar e apontar para a frota atrás de si.

— Eles estão na desvantagem.

— Mas ainda assim alguém pode se machucar. Vamos embora, por favor.

Eu saio andando na direção da escada. Dou uma última olhada para trás e vejo o capitão batendo em Taehyung mais uma vez. Eu queria muito poder pegar uma arma e eu mesmo atirar contra ele, mas sei que não posso, não se eu quiser que Taehyung fique vivo. E eu espero que ele entenda o motivo de eu ter deixado o Leom para trás.

O navio do meu bisavô, será a fuga que ele precisa.


Notas Finais


Huuuuum, Hyungsik, Hyungsik...
Então pessoal, estou pensando em fazer um capítulo, de preferência pequenininho para falar sobre o Tae, tipo, o ponto de vista dele sobre isso tudo, após o Jungkook ser levado pela marinha. Vocês querem que eu faça? Porque assim, se eu não fizer, ninguém vai saber o qq aconteceu com ele, até ele surgir de volta na fanfic, porque é óbvio que ele vai surgir aí em algum lugar, né? Mas então, o que acham? Se quiserem, eu tento fazer o mais rápido possível, para postar aí no meio da semana — já que a quarentena tá servindo pra isso, né kkkkkkk mas então, me contem aí o que acharam, e se querem um capítulo do Tae contado o que vai acontecer com ele.
Espero que tenham gostado, e pessoal, uma dica da tia aqui, que com certeza vocês estão cansados de ouvir, mas conselho bom nunca é demais: lavem bem as mãos, passem álcool, fiquem em casa, saiam apenas para fazer o que for necessário meeesmo, e pratique algum exercício físico em casa, nem que seja dança, mas cuidem de sua saúde.
Um beijão e até o próximo :*


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