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História Leonardo e Meredite - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Parte 8


     Um dos últimos dias do festival seria apenas outro a transcorrer tranquilamente para Tamara e Meredite enquanto elas passeavam entre centenas de barraquinhas que ofereciam esculturas feitas com os mais variados materiais. As obras representavam desde seres mitológicos até pequenos animais. Estavam entretidas com esses universos, selecionando uma ou outra peça que pretendiam adquirir, quando em determinado instante foram abordadas por um homem que aparentava uma origem nobre e estava acompanhado por outro que tinha um jeito brusco de cavaleiro. O primeiro, assim que viu que contava com a atenção delas, falou:

     - Bom dia! Perdoem-me por interceptá-las, caras damas!

     E continuou, olhando para Meredite:

     - Você poderia me informar que cristais são esses e em que lugar os conseguiu? Já vi muitas coisas preciosas e conheço todas as raridades que consagram adornos reais. Estou observando a vários minutos as que estão presentes nesses seus enfeites, e, de nenhuma maneira consegui identificá-las.

     A criadora das peças esclareceu:

     - Bom dia! Não são cristais. São pedras, das mais vulgares. As encontro em alguns recantos de bosques ou sendo arrastadas pelos rios e as recolho.

     Um vendedor presente em uma tenda próxima sussurrou para um ambulante que se encontrava a seu lado:

     - Esse é o príncipe... Não é?!

     - Acho que é. Não tenho certeza. Pouco o vi. Ele quase não se expõe. - respondeu o outro.

     Tamara não ouvira essa conversa, mas, alarmada com o jeito de quem inspira autoridade que o estranho possuía, ela se apressou em acrescentar à fala de sua amiga:

     - É verdade! Ela pega essas rochas grosseiras, faz os amuletos e os distribui. Ela jamais recebeu uma moeda por um deles!

     O homem manteve o silêncio, olhou de uma para outra, e, incrédulo, perguntou:

     - Então são amuletos? Não se tratam de simples jóias?

     Uma mulher que ao passar pelo local logo no início da conversa resolvera parar para acompanhá-la até o fim, tinha ouvido os sussurros dos comerciantes próximos. Não conseguindo controlar sua dúvida, gritou para o nobre:

     - Ei! Você é o príncipe?

     O que causou certo constrangimento nos mais recatados e risos nos mais extrovertidos, mas todos permaneceram atentos aguardando a resposta. O cavaleiro, que até então havia se mantido quieto, tomou a palavra:

     - Bom dia, madame! Sim... Nós estamos diante de um de nossos soberanos, guardião de nossas terras e de nossa gente.

     Diante dessas palavras, os gracejos que ainda restavam desapareceram por completo.

     O soberano pareceu não ter apreciado ter a sua identidade descoberta. Mas superou serenamente e sua postura até mesmo pareceu ficar mais humilde. Olhou para Meredite e voltou a perguntar:

     - São amuletos?

     Ela explicou:

     - Alteza, eu não trabalho com elementos mágicos, nem tenho poderes extraordinários. Apenas tento sentir que pedra aliada à determinada nuance de linha ficaria inspirada a ponto de tocar determinada pessoa e acentuar o Bem de que ela necessita. É somente a ação do belo e da natureza.

     As pessoas ficaram paralisadas diante daquela declaração que, sem que Meredite percebesse, se tornara capaz de marcá-la como uma seguidora de práticas místicas.

     O príncipe não demonstrava deboche ou crítica. Apenas falou:

     - Produza um para mim!

     Ela se mostrou desesperada:

     - Mas eu não posso! As coisas não são dessa forma!

     E ele já se retirando, insistiu:

     - Daqui a duas estações eu espero contar com sua presença em meu palácio. E não esqueça de levar a jóia.

     Depois desses dizeres, ele e o cavaleiro sumiram em meio à multidão.



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