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História Les Freres Kim Taehyung - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 1 - Sr. Kim


 

 _flashback _

 

Quinta-feira 14 de maio de 2020

 

— Acho que isso não irá ter bons resultado se continuar assim — digo de forma despreocupada.

— O'Que disse querida? — perguntou papai distraído com as papeladas que acabo de entregá-lo.

— Quero dizer que.. é muito fácil ir lá e jogar esse tipo de propaganda em cima dos acionistas entende — arrisco — Eles são peixes grandes e nós temos que ser o mar em que eles anseiam imigrar, eu como futura CEO arriscaria sim a oferta da sra.Jessi papai;

— Querida, entenda que esses assuntos não te diz respeito — diz curto e grosso — Não entendo essa ganância em se prontificar em assuntos que não são pra vocês.

 — O'Que o senhor quer dizer com isso?! ganância!? — digo ao perceber sarcasmo em suas palavras.

— Quero dizer que você, assim como a Sra. Jessi deveriam se preocupar em construir uma família do que opiniões — diz — E mais uma coisa! — exclama com seu olhar firme em minha direção—  Que pela última vez tentarei colocar em sua cabecinha meu anjo — Aponta para mim — Você não irá ser a herdeira substituta das indústrias Hyundai Heavy, isso cabe somente ao seu futuro marido, isso… — sentado em sua cadeira Monique marrom, gira apontando para toda a sala — ...cabe somente a um homem forte, responsável e dedicado a suportar todo o peso da grandeza.

Suas palavras foram não só machistas como esnobe.

— Me magoa tanto seu pensamento mesquinho e antiquado papai — digo me levantando, recolho minha bolsa e com um dolorido nó na garganta o respondo — Primeiramente; não irei me casar, não com ele, o senhor não manda em minha vida, não como antes, eu já sou adulta, e o senhor infelizmente irá perceber isso tarde demais — caminho em direção a porta.

— Lamentavelmente tarde você irá perceber que sem mim não iria ser nada — grita socando as mãos em sua mesa que dá um leve salto do pelo impacto.

— Com ou sem você, isso não faz diferença alguma — parada de costas a ele coloco a mão na maçaneta cinza gelada e digo — Agora entendo porque a mamãe foi embora, o senhor suga as esperanças de qualquer um em sua volta, ela foi embora e o senhor nem se lamentou, eu só espero que assim que eu fizer o mesmo o senhor se arrependa — abro a grande porta de madeira para sair — Se é que seja possível — sussurro.

Assim que fecho a porta respiro fundo, não consigo suportar tamanha ignorância do meu progenitor. Para que ninguém me veja choramingar, caminho em passos largos em direção ao elevador.

 

Infelizmente tinha uma pessoa lá dentro. 

 

— Se me permite — O senhor aponta delicadamente com uma mão ao teclado na intenção de clicar meu destino por mim,e a outra segura sua bengala de madeira com detalhes dourados de ponta levemente curvada, arrisco dizer que aquilo ali tinha diamantes.

Eu demoro um pouco para raciocinar o'que ele queria.

— Ah?! ah sim, perdão, primeiro andar, por favor. 

Ele aperta o botão fazendo as portas se fecharem, sinto o elevador tremer levemente.

Encosto na parede me sentindo um pouco zonza. Lugares fechados não me fazem bem, ainda mais com o forte cheiro de charuto que emanava daquele senhor, mas não era um charuto qualquer, suspeito que seja um Cohiba.É o preferido do papai.

— Perdoe minha deselegância — Levanta levemente o charuto que estava apoiado entre seus dedos — É um hábito horrível entendo, mas não sei oque fazer — ri de forma desajeitada, acabo rindo junto.

— Não, tudo bem estou acostumada, fui obrigada a passar 27 anos da minha vida com isso então não é nada espetacular — rio, levemente sarcástica.

— Desculpe a intromissão, mas estás bem?.. parece tão triste minha jovem.

— Não é nada, é só cansaço do trabalho — suspiro.

— Entendo, entendo… bom nem tudo é um mar de rosas. Não para todos — diz a última frase sussurrando.

Tento ignorar mas é impossível não reparar em sua vestimenta. Por um momento sinto que já o vi em algum lugar. 

 

Seu olhar me soa muito familiar.

 

— E como — penso alto.

— O'Que disse?

— Está chegando — digo apressada — meu andar tá chegando — solto um 

leve riso nervoso.

Ele calçava sapatos pretos e lustrosos com um símbolo peculiar no calcanhar. Parecia ser uma cobra, ou um dragão não sei.

Minha vontade era de me ajoelhar ali mesmo e ver de perto. Mas eu não era tão louca assim.

Por experiência própria podia o julgar ser muito bem vestido. Com seu terno de três-peças preto lápis acompanhado de uma bela gravata vermelha e um pino dourado dava um ar de elegância. Sem contar com seu sobretudo aveludado também preto e um chapéu Fedora clássico, a cor!? adivinha só?! era preto (hahaha).

È, ele cheirava a muita grana.E perigo,porque?... intuição.

 

— Como estou mal educado hoje, deve ser pelo fato de estar na presença de uma bela dama é por isso. Como se chama minha jovem?

— Quem?! Eu!? — sem perceber rio de forma escandalosa — Desculpa — digo assim que percebo seu olhar desentendido para mim — Hea _________, mas pode me chamar de __________ senhor….?

— Por Favor me chame de Senhor Kim. Não é por você, mas prefiro não dizer meu nome, então me chame somente de Sr. Kim senhorita.

— Ah sim, entendo Sr. Kim.

— Você daria uma bela chefe Sra.__________, sua postura me lembra muito minha ex mulher, que Deus a tenha — tira o chapéu por um segundo e o recoloca em sua cabeça grisalha — Seu elegante sorriso e presença de espírito exala poder senhorita __________.

Fico levemente chocada com sua pronúncia e por um momento, queria que quem me dissesse isso fosse meu pai, não um estranho.

As portas de ferro se abrem trazendo com sigo o leve frio daquela manhã.

 

— Bom, foi um grande prazer ter essa curta conversa com a senhorita, mas os compromisso me chamam — Diz pegando seu relógio reluzente do bolso do paletó — Espero nos ver novamente. — diz assim que saímos para fora do cúbliclo de ferro — Se me permite — o senhor pega de forma delicada com suas duas mãos  em minha mão esquerda e da um leve beijo.

— Digo o mesmo Sr. Kim, foi muito bom descontrair com o senhor.

Sr. Kim para na calçada e olha para sua esquerda.

— Olha só minha carona já está chegando.

Acompanho seu olhar, não podia acreditar no que vi, fiquei mais chocada ainda quando aquele automóvel parou em sua frente.

— Puta que pariu isso é uma Maybach!? Uma limousine Maybach!?

 

Nao consegui esconder minha surpresa, já imaginava que ele era rico mas ter um carrão desses….jamais. 

 

— Gostaria de dar uma volta qualquer dia desses querida? — pergunta rindo pela minha cara.

— Adoraria, mas não posso meu pai surtaria se soubesse que deixei meu trabalho para passear por aí, e também tem o tato de eu nem conhecer o senhor muito bem, como posso saber oque vai acontecer eu-

— Calma, calma — me interrompe ainda rindo — Eu posso mandar meu motorista te buscar em seu horário de folga, e como presente pela sua magnífica companhia, ofereço ele para que possa ficar a sua disposição o quanto quiser.

— Não acho que seja necessário, muito obrigada, mas dispenso.

— Bom, é uma pena, mas seja como quiser — diz, logo em seguida alguém abre a porta de trás e desce.

— Está novamente jogando seu charme em cima das belas jovens papai, que coisa feia — um belo homem de cabelos longos e olhar afiado diz.

— È só uma amiga que fiz hoje meu filho, não a faça pensar que eu sou assim — diz soltando sua risada desajeitada .

— Bom, sé é só uma amiga porque não me apresente então!?

— Sra. __________, esses é meu filho mais velho Kim Woon Bin

 

O tal Woon Bin se aproxima me dando um leve beijo na bochecha.

 

— È um prazer conhecer uma senhorita tão bela assim — sussurra ao meu ouvido e logo se afasta.

Arrepiei instantaneamente. Não pude deixar de sentir seu doce perfume. Me lembrava a pipoca. Incrivelmente não combinava com sua personalidade que julgo ser muito….muito não sei, só não fazia jus a ele.

 

— Woon Bin essa é minha amiga de poucas horas Sra.__________, ou só __________ como ela mesma me disse.

 

Apontando para parte de trás do carro, em direção a escura janela Sr. Kim diz.

 

— Vamo Binbin ou vamos nos atrasar, você sabe que seu irmao nao é paciente pra essas coisas.

 

Não pude deixar de rir. Achei fofo.

 

— Pai por favor não me chame assim em público — diz de forma envergonhada — Até outro dia __________, espero poder conversar mais com você.

— Até Sr. Woon.

— Meu deus e eu achando que Binbin era ruim, mas ser chamado de senhor é ainda pior — diz de forma dramática — Mas eu vou te perdoar seee…. você aceitar sair comigo.

— Me desculpe, são os hábitos.

 

Tiro meu celular do bolso apressadamente para disfarçar. Como se eu não tivesse escutado sua última fala.

 

— Alô!? sim ….sim sim ok….estou agora mesmo buscando….claro ….até — digo de forma rápida — Desculpa preciso ir tenho que comprar umas coisas, foi um prazer conhecer você, até Sr. Kim — aceno e vou embora sem olhar para trás.

 

Caminho rápido em direção a cafeteria que fica do outro lado da quadra para despistar qualquer que fosse o olhar que esteja me acompanhado. Que eu sei que está.

 

 

Eu ainda podia sentir um olhar me acompanhar quando dobrei a esquina.

 


Notas Finais


👀 fui!


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