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História Less than Evil - interativa kpop - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


isso deve estar um lixo. Mas vamo que vamo
Eu até revisei, mas provavelmente tem uns erros grotescos de ortografia, então já peço sinceras desculpas.


Aqui está o primeiro (de quatro) teaser. Este é da princesa e advogada Jang Sorah. A filha do ministro Jang.

Os teasers vêm com intuito de mostrar a vida dos personagens antes do começo da história e não, não vai ter dos personagens selecionados pois demoraria muito.

Capítulo 2 - Teaser 01 : ao vivo da realidade


 

11 de janeiro de 2018 - sexta-feira

quatro meses antes do assassinato do ministro

Yeongdeungpo gu, Seul Coréia do Sul

18:47pm

 

teaser 01 - Jang Sorah

AO VIVO DA REALIDADE

 

— Corta! Muito obrigado pessoal, vocês foram ótimos — exclamou o diretor após o final da gravação. O programa era de debates. Economia, política… Seria um porre destinado a homens velhos e ricos, se não fosse pela bela especialista que fazia uma presença vip na segunda temporada. Jang Sorah, advogada, bonita e perfeita nas horas vagas. — Doutora Jang você foi ótima como sempre.

— Muito obrigado — agradeceu enquanto se curvava em reverência aos “colegas de trabalho” — , devo tudo a vocês. Eu ainda estou me acostumando a estar em frente as câmeras.

— Quem não a ouve falar assim pensa que faz isso a anos… — continuou o homem de 47 anos, de estatura baixa, calvo, com um sorriso amarelo e cheiro de cigarro, chamado muitas vezes de “diretor Jung” — mande um olá para sua mãe, faz tempo que não a vejo.

    Sorah sorriu, sem mostrar seus dentes e seguiu seu rumo para a saída do estúdio, em seu curto caminho a morena foi parada diversas vezes, senhoras e senhoras oferecendo chás, mostrando fotos de seus filhos e questionando sobre sua família e seu noivado — quem a visse e não soubesse quem era — o que era difícil dada as circunstâncias — , facilmente pensaria que a dona de longos cabelos pretos era uma celebridade. Não que a primogênita Jang se sentisse incomodada com isso, a menina — agora mulher — nasceu sendo ensinada a ser a melhor e mais simpática pessoa do universo, em seus 30 anos de existência nunca houve uma vez sequer que tenha levantado a voz ou sido rude. Seus pais a criaram muito bem.

    — Advogada Jang Sorah! — Foi chamada assim que entrou no camarim dos convidados, duas mulheres na casa dos vinte anos abriram a porta lentamente e entraram no pequeno cômodo. A mais baixa das duas era dona de cabelos loiros platinados, usava um macacão jeans preto e tênis conversa, a mais alta por sua vez, tinha cabelos ruivos e usava uma camisa branca e jeans azuis. — Você foi ótima!

    — Muito obrigada, me desculpem vocês são as roteiristas não é mesmo? Eu não pude agradecer vocês previamente — disse seguida de uma leve reverência com a cabeça, sem se levantar da poltrona preta a qual estava sentada. 

    — Nós que agradecemos, se você não tivesse aceitado nós estaríamos mortas, a doutora Do Ye-eun acabou por ter um problema na família e não pode comparecer hoje, você foi um anjo em aceitar fazer isso de última hora — enquanto a loira agradecia, os olhos da ruiva se abriam em pânico e em um rápido movimento ela tampou a boca da colega de trabalho. Se ela falasse mais, as duas estariam arruinadas. Após o olhar matador da colega, a mais baixa entendeu o que estava dizendo e imediatamente a sala ficou em silêncio. Jang Sorah, continuava sentada, apenas olhando para o que as duas estavam fazendo. Sorah mantia seu semblante calmo e seu sorriso pequeno, enquanto as duas se encaram sem saber o que fazer. — Eu não quis dizer que nós só chamamos você pois estávamos sem convidados, eu particularmente gosto mais de você e acho que você fez um trabalho muito melhor que ela, além de você ser bem mais bonita. — dizia em desespero, suas palavras eram ditas rápido e sem pausas.

    — Não tem problema — riu — , eu particularmente acho que a Doutora Do teria feito um trabalho melhor, visto que ela tem mais experiência na televisão. — em poucas palavras, Sorah conseguiu tirar um peso grotesco das costas de ambas as roteiristas. A ruiva abriu a boca para falar algo, porém foi interrompida pelo celular da morena vibrando, após olhar para tela, a Jang apenas desligou e pediu para que continuassem, mas mais uma vez seu celular vibrou. Sorah finalmente se deu por vencida e atendeu o aparelho — me desculpem é meu noivo… Alô?

    — Sorah, eu preciso falar com você hoje. Eu sei que está tarde para te perguntar isso, mas nós podemos jantar juntos? — disse rápido, sua voz não mostrava qualquer tipo de sentimento. Havia bastante barulho atrás de si, como se o homem estivesse no meio de uma obra.

    — Me desculpe Yi ahn, eu já falei que jantaria com a equipe do programa. Mas o almoço com a minha mãe amanhã vai começar mais cedo então eu posso te encontrar no meu intervalo, pode ser? 

    — Qual a parte de “eu preciso falar com você hoje” você não entendeu? Se eu disse hoje, eu quis dizer hoje. Então não, não pode ser amanhã. — O Lee aumentou se tom de voz, e foi ouvido com clareza pelas três mulheres que estavam na pequena sala sala, que arregalaram os olhos imediatamente. A Jang apenas sorriu e tirou o celular do ouvido.

“a opinião que as pessoa têm de você é sua responsabilidade”

    — Eu esqueci nosso aniversário de primeiro encontro… Ele fica chateado quando eu esqueço as datas importantes, com licença — em seguida Sorah levantou-se e foi para o corredor, abaixando o volume do celular. — Okay, nos vemos no restaurante italiano perto do seu trabalho em uma hora. E eu quero deixar claro, se você quer gritar, grite no seu apartamento.

    Enquanto a morena se dirigia em retorno ao camarim, as vozes das duas roteiristas amigáveis eram audíveis, todos nos arredores podiam ouvir claramente ambas as vozes.

    “A Jang Sorah fica se achando a perfeitinha do universo. Eu aposto que o noivo dela bate nela”, “Não me surpreenderia, ela só é uma mimada, sem o pai dela ela não teria nada. E ainda age como se fosse superior a todos. Não julgaria ele, ela deve ser insuportável, ele tem que fazer ela calar a boca.”, “Ela age como se fosse legal, e que só de respirar já está nos fazendo um favor.”

    A Jang riu, não por ser engraçado. Mas sim por ter 100% de certeza que essa era a primeira vez conversando — e possivelmente vendo — aquelas duas. 

Em meio as gargalhadas a citada entra calmamente na sala, um silêncio cortante foi instaurado. O barulho dos saltos da Jang e os batimentos cardíacos das duas mais novas eram os únicos sons em todo prédio. Como se todos parassem para escutar o que iria acontecer em seguida. Sorah pegou sua bolsa e andou novamente para a porta, sem tirar o sorriso do rosto. As rezas de ambas as senhoritas parecem ter funcionado, Jang Sorah não parecia ter ouvido. 

— Eu não vou poder ir para o jantar hoje… Vocês avisam todo mundo, sim? Sinto muito. — Antes de esperar uma resposta a primogênita de uma das famílias mais importantes de toda Coréia se retirou com a mesma expressão que entrou: sorrindo.

“não faça escândalos, no final o seu nome será o único lembrado”

///

    Sorah checou a hora pela segunda vez no relógio em seu pulso. A mulher estava sentada no local marcado, “olive garden”, um restaurante italiano na cobertura de um enorme arranha céu em gangnam. Só para estar ali, exigia um nome de respeito ou muito dinheiro e Sorah tinha os dois. Seu noivo estava atrasado, não que se importasse muito, continuava bebendo seu vinho e jogando um jogo aleatório e besta em seu celular, gostava e apreciava sua própria companhia mais que a de qualquer outro apesar de tudo. 

    — Desculpe o atraso — disse Yi ahn, sobrinho de terceiro grau de Suh Kyung-bae, segundo homem mais rico da coréia. A Jang apenas respondeu um: “sem problemas, eu gosto de ficar sozinha”. O homem se sentou, um garçom veio pegar os pedidos da mulher que estava a mais de meia hora sentada evitando pedir algo, dizendo que estava esperando alguém e deixando uma fila de clientes com raiva. — Não vamos querer nada, isso não vai demorar — Sorah deixou seu noivo falar, permaneceu quieta até o homem à sua frente entender que essa era a hora de falar o que quer que fosse. — Eu quero desfazer nosso noivado.

    O jovem garçom não tinha dado três passos quando a frase foi dita. Aquele era um restaurante silencioso, facilmente as mesas ao redor haviam ouvido. Novamente Jang Sorah havia virado motivo de cochichos — desta vez mais baixo que o anterior e mais depreciativos que os do início do dia.

    — Você o que? Você não pode decidir uma coisa dessas sozinho, você não é o único envolvido. — ao contrário do Lee, Sorah mantia sua voz baixa, quase que sussurrando. Sua postura, no entanto, não estava mais tão correta. Seus ombros iam para frente, fazendo-a chegar mais perto do homem á sua frente, tendo uma mesa de mármore separando os dois.

    — Você acha que eu não sei disso!? Seus pais estão mais envolvidos nisso que você, digo, sua mãe está mais envolvida que você. — mais uma vez, Yi ahn não parecia tão preocupado em não chamar atenção dos outros sua voz era grave e alta, o corpo magro estava encostado no estofado branco de sua cadeira. Mas apesar da distância, pode ver com clareza as lágrimas nascendo no canto inferior dos olhos da mulher de cabelos negros.

    — Você não tinha o direito… você podia muito bem ter me dito isso por mensagem, ou me contado em casa. Mas você escolheu em um lugar público, você escolheu me humilhar no meio de um restaurante lotado — dizia com o rosto rosado, cobrindo o mesmo com a cartela de vinhos.

    — Eu vou te contar algo que você talvez não saiba: nem tudo é sobre você, quando algo dá errado na sua vida, não é o universo contra você. 

    — Eu tenho que me importar com o que pensam de mim, você sempre soube disso.

    — Talvez esse fosse meu problema… — respirou fundo e encarou a mulher a sua frente enquanto retirava o anel da mão esquerda e o colocava no prato vazio no centro da mesa — você é tão cínica que me dá nojo. Nós acabamos de terminar e você nem me perguntou o motivo — Sorah abriu a boca para dizer algo, mas foi cortada — sua imagem é mais importante, eu sei — pausou — eu só quero dizer que você colhe o que planta. E eu tenho medo de estar perto quando você colher os punhados de narcisismo que você tem.

    — Narcisismo? — riu — Eu estou realmente curiosa para saber o que eu plantei para estar tão bem.

    — Você não tem nada, você sequer é feliz — o sorriso de Sorah imediatamente se desmanchou — você é apenas uma mimada, narcisista, cínica e extremamente política.

    Da mesma forma que chegou, Lee Yi ahn foi embora, sozinho. Deixando sua — antes noiva — 

para trás. Sozinha em um dos restaurantes mais bonitos de toda Seul, cercada de famílias e casais. Depois de sua volta ao banheiro, Sorah apenas pegou suas coisas e deixou a conta na mesa. A mulher considerou deixar a aliança do ex-noivo para trás. Mas acabou por colocar dentro de sua carteira vermelha. Em passos rápidos a advogada se dirigia para a saída, trajada com um vestido preto longo, os saltos vermelhos combinavam perfeitamente com sua carteira e seus lábios.

    Sem apressar seu caminhar, a Jang entrou no motorista que a esperava, finalmente estaria indo para o seu lar.

“dentre todos os momentos, em específico este eu não queria estar sozinha. mas eu odiaria estar acompanhada”

///

    Todas as luzes da mansão em Jung-gu estavam ligadas, mesmo que lá não houvessem pessoas o suficiente nem para preencher um terço dos cômodos. Porém, a senhora que lá morava odiava escuro, então quem seria o empregado que discutiria com a atriz? Sorah chegou, ninguém a estava esperando, não que se importasse muito, de verdade. Enquanto subia as escada para ir ao seu quarto, um som de pantufas rapidamente batendo no chão se aproximavam. Quando seu virou, a primogênita se deparou com sua mãe ofegante, com uma taça de vinho em uma mão e um garfo com um queijo espetado na outra. 

— Jang Sorah! Eu já te disse para prestar atenção na sua dicção e na sua respiração quando falar na televisão. Eu estava vendo e você parecia um touro. — repreendeu a atriz

— Oi mãe, sim. Vou prestar atenção na próxima vez — Sorah continuava subindo as escadas, sem dar muita importância ao que sua mãe dizia. Nem tinha ouvido direito, mas ela provavelmente repetiria no almoço de amanhã.

— Isso se te chamarem… — a Jang virou-se de frente para a mãe, que arregalou os olhos e tomou mais um gole de seu vinho. A morena suspirou e apertou com força o corrimão branco á sua esquerda.

— Aliás, o Lee Yi ahn disse que queria cancelar o noivado. — a frase saiu como se estivesse falando sobre uma novela, nenhum sentimento foi transparecido diante das palavras.

— Ele o quê? Como ele ousa fazer uma coisa dessas sem nos avisar antes! Ele está tentando nos passar a perna, bem agora que eu estava confiando no pai del…

— E o papai? — cortou-a

— Você sabe, trabalhando… E então, ele já avisou a mídia sobre o noivado? Nós não podemos sair perdendo, temos que anunciar antes deles…

— Sim mãe, eu estou bem. Obrigado por perguntar.

— Querid…

— Eu estou cansada. Vou me deitar — disse e continuou subindo a escada até seu quarto. Não demorou muito até que estivesse lá, Sorah ligou a televisão em um drama qualquer que estava passando as onze da noite e entrou no banheiro.

Enquanto se despia de suas roupas caras, Sorah olhava para seu corpo no espelho. Ela tinha emagrecido nos últimos dois meses, suas costelas e clavículas estavam mais evidentes, sua mãe disse que isso era bom. Aos poucos foi se desfazendo de suas jóias, uma por uma, deixando-as por cima da pia. O chuveiro foi ligado e a Jang lembrou de sua aliança, ainda abraçando seu anelar esquerdo. Toda a cena do restaurante passaram diante de seus olhos, todas os milhares de dias iguais a este vieram a toda. Nem toda a água do mundo podia lavar a sujeira dos olhares curiosos das pessoas sobre si. Era assim que Sorah se sentia: suja, suja de todos os que a ficavam a encarando. A água fervente decía correndo pelo corpo alto e esguio da mulher. Que pela primeira vez em muito tempo se permitiu chorar, sentada do chão de seu box, sozinha. As lágrimas se misturavam com as gotas vindas do alto, sua aliança foi parar do outro lado do banheiro enquanto suas mãos puxavam os longos cabelos negros em desespero. 

Jang Sorah não conseguia respirar.

“Eu serei bom, eu serei bom

E eu vou amar o mundo, como deveria

Sim, eu vou ser bom, eu vou ser bom

Por todas as vezes que eu nunca pude ser”

— Jaymes Young, I’ll be good


 


Notas Finais


Era isso


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