História Lesson After Class - Capítulo 5


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekyeol, Chanbaek, Exo, Naibao
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Palavras 16.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BUH!

Desculpem qualquer erro, pois o capítulo ainda não foi betado.

Capítulo 5 - Aulas Frustradas


Baekhyun remexeu-se inquieto na cadeira. Estava na aula de literatura. A velha e rancorosa Professora Jung lia uma das dramáticas peças de Shakespeare para a turma, mas Byun não conseguia prestar atenção. Soava frio e sentia calafrios a cada segundo. Não podia manter a atenção nela quando seu corpo estava tão sensível. Maldito Park-Gostoso-Chanyeol! Grunhiu baixo ao lembrar-se do homem. Como podia deixar que ele o manipulasse tão facilmente? Nesses últimos dois meses, o que começara com sexo casual, segundo suas próprias conclusões, haviam avançado para necessidade de sexo. Não sabia explicar. Era como se seu corpo e o de Park não pudessem ficar longe por muito tempo. Não importa onde estivessem eles sempre acabavam transando.

Recordar, mesmo que brevemente, de seus encontros fervorosos com o professor fez seu pênis latejar. Sem se conter, fechou os olhos, deitando a cabeça na carteira. Por seus lábios, deslizou-se um gemido deleitoso. As mãos fortes de Park em sua cintura, as bolas dele batendo em sua bunda enquanto o estocava forte. Ou então, a forma em que enfiava seu pênis entre os glúteos do mais velho. Que delicia!

—Senhor, Byun — a voz estridente da professora quebrou o silêncio da sala e Byun quis se enterrar em um buraco para nunca mais sair. — Está se sentindo bem?

Não. Ele não estava nada bem. Naquele exato momento, tudo o que conseguia imaginar ou pensar se resumia a Park Chanyeol e ele transando em algum canto da escola. Ele desejava muito aquilo. E ter a porra de um dildo cravado fundo em seu ânus não ajudava em merda alguma. Ele não conseguia se quer prestar atenção na aula.  Então, apenas grunhiu baixo, levantando a cabeça para negar com um maneio.

A mulher entrecerrou os olhos. Os óculos escorregaram pela ponta do nariz e ela o encarou sob ele. Baekhyun estava suando. Suando muito e as bochechas estavam vermelhas. Isso tudo com a sala de aula climatizada por causa do ar-condicionado. A mulher depositou o livro que lia sobre a mesa e aproximou-se do aluno, colocando uma das mãos na testa dele. Que bom que ela não entendia nada de temperatura corporal!

Byun agradeceu o fato de ela ter usado a mão para medir sua temperatura. Era fato que ele estava quente, afinal, estava excitado. Porém, não o suficiente. No entanto, as mãos são uma parte fria do corpo, enquanto a face é quente. É claro que haveria um tipo de choque térmico. Ele não pode estar mais grato quando ela sobressaltou, afastando-se preocupada.

—Temo que esteja resfriado, Senhor Byun — Só se ter um dildo no ânus agora tenha mudado de nome, pensou o nomeado, apenas assentindo baixo e a encarando com cara de cachorro que caiu da mudança para dar ênfase à suposição que ela fizera. A mulher caminhou rápido até sua pesa, tomando papel e caneta entre os dedos. — Vou lhe dar uma dispensa para ir até a enfermaria, Byun.

O adolescente agradeceu internamente. Recolheu suas coisas sobre o olhar atento de seus colegas de classe enquanto a senhora Jung continuava a escrever sua dispensa. Não estava planejando ir à enfermaria. Não. Lá não teria nem uma medicina para sanar sua doença. Iria procurar Park. Era ele o causador de sua enfermidade e era o único que poderia lhe curar também.

Quando terminou de arrumar seu material, jogou a bolsa no ombro e levantou-se, lançando uma breve olhadela para seu melhor amigo, Chen. O garoto levantou os ombros, em um mudo dizer que não estava entendendo. Chen sabia que Byun não estava doente.  E Baekhyun sabia bem disso. O garoto de sorriso de Cheshire o conhecia em demasia para saber que, sim, algo estava errado, mas não se tratava de nem uma enfermidade.

Baek faz sinal a ele enquanto caminhava dramaticamente até a mesa da Sra. Jung, dizendo que depois conversavam. Não foi difícil fazer um caminhar dramático. Por causa do maldito dildo, seu andado estava torpe e desuniforme. Conforme movia suas pernas, sentia o objeto mover-se entre seus glúteos, fazendo-o estremecer e querer gemer. De sua testa nascia gotas de suor, deslizavam por seu rosto e perdiam-se por trás de seu uniforme. Merda! Estava quase enlouquecendo.

—Aqui está, Sr. Byun — disse a mulher, encarando-o por sob a armação do óculos enquanto entregava-lhe a dispensa.

Mal teve o papel entre os dedos, o adolescente apenas se retirou, sob o olhar atento de todos na sala. Chen permanecia com o cenho franzido e Baekhyun sabia que não conseguiria fugir do interrogatório que o amigo lhe faria. Oras, como iria dizer a seu melhor amigo que vinha transando com o professor de matemática por semanas? Jurava que esteve buscando a forma de dar a notícia, contudo era bastante difícil encontrar palavras e forma para fazê-los.

Chen sempre soube de sua paixonite. E, aliás, Jongdae –nome verdadeiro de Chen– também possuía sua própria parcela de interesse. Foram muitas às vezes em que Byun teve de ouvi-lo falar sobre sonhos eróticos ou sobre como achava esse ou aquele traço em Chanyeol perfeito, bonito ou atraente. O problema maior era que esses comentários, desde que começara a transar com o professor, passaram a fazê-lo se sentir mal. Era como um soco no estomago, um aperto no coração, um gosto amargo na boca. Queria calar a boca de Chen. Não só a dele; queria calar a boca de cada uma das pessoas que faziam comentários sobre o professor, por mais absurdo que fosse.

Quando Baekhyun esteve no corredor, sua única preocupação foi a de caminhar apressado em direção à sala de Chanyeol. Sabia que naquele horário o mais velho não tinha nem uma aula. Havia decorado a grade do homem assim como ele o fizera com a sua. Byun teria rido pela estranheza da coisa e o pensamento de que pareciam namorados com aquela atitude detalhista, mas sua situação estava se tornando um tanto quanto desesperadora. Andar fazia o dildo incita-lo, mover-se em seu ânus, criando uma fricção prazerosa e fazendo seu pênis, agora ereto, latejar. Estava difícil dissimular seu estado. Dava para notar o volume em sua calça. Merda! Como podia ter cedido à Chanyeol e essa insanidade?

Quando chegara à escola naquela manhã, Park o chamou em sua sala. Haviam se beijado fervorosamente quando estiveram a sós, com as mãos do homem tateando todo seu corpo. E Baekhyun terminara entre as pernas do professor, chupando-o daquela forma que adorava chupar, fazendo-o delirar e gemer baixo e contido até gozar em sua boca. Era um ótimo café da manhã, dissera o aluno lambendo os lábios sedutoramente. Park certamente o teria fodido ali, pouco se importando com os infortúnios. Nem uns dos dois pensavam nas consequências quando seus corpos acendiam, pegando fogo, e explodiam em desejo, luxúria e prazer. Não importava lugar e nem hora. Apenas se jogavam de cabeça... Afogando-se. Era tão intenso. E então, depois de ter gozado e ao recuperar o fôlego, Park pegou uma daquelas caixinhas de veludo, cuja qual o adolescente já se acostumara, entregando-lhe.

 

Baekhyun ainda se espantava. Não sabia como, mas ainda tinha a audácia de se espantar com os brinquedos eróticos que Park lhe apresentava. Era claro que sempre tivera uma vida sexual ativa, porém, como dissera o loiro uma vez, tudo o que tivera eram apenas relacionamentos baunilha. Chupadas, beijos, mordidas, penetração, gozar e fim. Nada mais. Até aquele dia da primeira sexcam, nunca fora de se aventurar muito nessas coisas. Às vezes, quando sentia muito tensão ou ficava muito tempo sem transar, divertia-se com um consolo assistindo pornô gay, ou apenas usava seus dedos, que apesar de finos e longos, lhe proporcionavam certo prazer. Mas Park lhe apresentara um mundo muito mais diversificado. Quando viu o dildo na caixa com um pote de lubrificante compreendeu que era para a noite, porque, agora, era natural que Yeol fosse a sua casa para fode-lo ou então que ficassem até tarde no webcam. Mas não era nada disso, Chanyeol dissera com aquele olhar inebriado de desejo, deixando-o desconcertado.

Sem perceber, havia acedido à proposta do homem, de passar o dia letivo com um dildo no ânus porque seria recompensado à noite. E merda! Amava as recompensas que Park tinha para lhe oferecer. E ainda não havia descoberto uma forma de se mostrar redundante a ele e negar suas petições. Era impossível. Quando deu por si, já estava debruçado sobre a mesa, com a calça no joelho, as pernas afastadas e a bunda empinada na direção do homem, deixando-se à mercê dele. Recebera um beijo grego delicioso que o fizera gozar e depois o dildo foi instalado entre seus glúteos.

Achou que pudesse aguentar. Conseguira suportar muito bem as três primeiras aulas e o primeiro intervalo. No entanto, a partir do segundo período a coisa começou a ficar tensa. Tudo porque ele esbarrara-se com Chanyeol no corredor enquanto caminhava em direção à cantina. Park estava com uma camisa de linho bastante justa, os primeiros botões abertos e as mangas arregaçadas até a altura do cotovelo. Seus músculos se viam bem marcados sob o tecido da roupa e tudo o que Byun pensou foi no quanto queria recorrer aquele corpo com seus lábios. Chen até fizera um comentário sobre isso, mas aquele foi o momento em que começara a ficar sensível, então de fato não prestara atenção no amigo. Tudo o que sabia era que nada iria melhorar se não sentisse Chanyeol dentro de si o quanto antes.

 

Teve de apoiar-se na parede para não cair quando uma corrente elétrica transpassou por seu corpo. Estava suando muito mais que antes, o uniforme já se encontrava empapado, assim como seu cabelo. Sentia o rosto vermelho e quente. Estava quente... Malditamente quente!!! Com muito esforço e penúria, Byun finalmente assomou-se no corredor onde estavam os gabinetes de professores. Estava vazio e silencioso. Não foi difícil encontrar Chanyeol. Felizmente, afinal, não queria nem imaginar as consequências por estar ali quando, na verdade, deveria ter ido à enfermaria. O professor estava logo à frente, os braços cruzado sobre o peito, recostado na parede. Havia um sorriso tranquilo em seus lábios e sua pose pareceu bastante despojada para Byun. Ora, Baekhyun conhecia apenas duas facetas de Park Chanyeol: a seriedade de professor e a luxuriosa de quando transavam. Então, não pode deixar de ficar embobado.

 

Contudo, algo o fez se sentir mareado e até mesmo esquecer-se de sua atual condição. Havia uma mulher com ele. Ela estava de costas, mas possuía curvas bem definidas e avantajadas, pode perceber. Uma de suas mãos estava apoiada nos braços cruzados de Yeol de forma íntima e informal. Baekhyun apenas parou, observando a cena. Sua respiração começou a ficar irregular. Ele sentiu-se confuso, com um sentimento amargo na boca, o mesmo gosto que sentia sempre que Chen falava do professor.

 O que era aquilo?

 

Park riu. Um sorriso leviano e despreocupado, algo que os olhos cafeinados nunca tinham visto, e aquilo o fizera sentir-se traído. De repente, a fúria cresceu em seu interior, quase ultrapassando seu desejo. Park era um idiota! Arrependeu-se de ter ido até ali e muito mais por ter sido tão facilmente maleável para ele até então. Iria tirar aquele maldito dildo de dentro de si e enfiar na goela de Park-cafajeste-Chanyeol. Entrecerrou os olhos, franzido o cenho enquanto continuava a observar aquela cena tão repudiante aos seus olhos, debatendo internamente se deveria se retirar agora ou continuar a vê-los para saber até onde iriam chegar. E então, aconteceu aquilo que mais amava, mas que naquele momento queria evitar.

 

Seus olhares se esbarraram.

Olhos de âmbar e olhos de café deslizando um sobre o outro.

 

Park mudou de posição no mesmo instante, descruzando os braços e pondo-se de forma ereta. Engoliu em seco e seja-lá-o-que a mulher lhe falava, passou para um segundo plano. Baekhyun estava há alguns passos de si. Vê-lo com o peito frenético, provavelmente por conta de uma respiração errática, cabelo desgrenhado e bochechas róseas fez aquela vontade de tranca-lo num potinho ressurgir. Por que raios um adolescente tinha que ser tão desejoso? E, pior, por que tinha que estar tão fascinado por ele? Por um momento, quis empurrar a mulher para longe e correr de encontro ao garoto, contudo, sabia que aquilo seria passar os limites da imprudência.

 

Baekhyun o encarou estático, sem saber como reagir à reação do mais velho. Fora bastante visível o choque que ele levara ao ver que estava ali e Byun não sabia se aquilo era positivo ou não. Nesses últimos tempos, mal se falavam, pois estavam ocupados demais transando, porém uma coisa era certa, Byun Baekhyun jamais deveria procura-lo em seu gabinete para foderem. Era colocar em risco a licenciatura de Park. O adolescente sabia disso. Contudo, fora o próprio homem quem o chamara ali mais cedo, então, em sua cabeça nada tinha de errado. Era justo que estivesse ali para prestar contas, afinal, fora o Professor quem o deixara em tais condições.

Uma forte contração em seu ânus o fez dobrar-se para frente. Seu pênis palpitava furioso, clamando por um alivio. Byun não pode segurar, gemeu manhoso, apoiando-se na parede ao seu lado. Merda! Estava se sentindo como uma cadela no cio. Seu corpo todo clamava para ser tocado, para ser penetrado. Precisava sair dali. Estudando suas possibilidades, chegou à conclusão de que demoraria cinco minutos para chegar ao banheiro mais próximo, onde poderia masturbar-se, gozar e jogar aquele maldito dildo fora. Virou-se nos seus calcanhares, dando as costas a Park e a sua companheira.

—Senhor Byun Baekhyun — a voz grossa de Chanyeol encheu todo o corredor, ressonando no espaço vazio até chegar ao nomeado. Park não pode controlar-se ao vê-lo disposto a ir embora. Agora que havia visto aquela expressão só conseguiria ficar satisfeito quando ambos tivessem chegado ao limite. A mulher que estava consigo, virou-se levemente para trás, curiosa em dar rosto ao nome que lhe era desconhecido. — Com licença, Hanui. — Desculpou-se, passando apressado por ela. — É um aluno meu — Apenas foi capaz de informar, sendo ele a dar as costas para ela, esbaforido em chegar à Baekhyun.

Não foi necessário mais que cinco passos para que Park lograsse alcançá-lo. Byun estava dobrado sobre o próprio corpo, arrastando-se até o banheiro mais próximo. Sua ojeriza havia sumido. Estava muito mais excitado que antes. Seu pênis doía ereto e pulsante em sua cueca. O volume em sua veste era impossível de ser escondido e foi a primeira coisa que o loiro notou ao rodeá-lo com seus braços, segurando-o firme. O aluno agradeceu. Céus! Suas pernas mal podiam suportar-se em pé! Estavam moles feito gelatinas. 

—Está com algum problema, Baekhyun? — Sussurrou Park, com sua voz rouca enviando milhões de fios elétricos a percorrerem o pequeno corpo. Byun grunhiu em resposta, odiando o sorriso ladino de Park. —Sabe que está sendo um péssimo aluno vindo até aqui me preocupar quando sabe que não deveria. — Talvez devesse haver mais seriedade em sua voz, no entanto, ela estava carregada de picardia e provocação.

Baekhyun fechou os olhos, sentindo os dedos apertarem sua cintura. Como havia desejado o toque de Chanyeol... Sentiu vontade de gemer alto, de esfregar-se contra ele, de beijá-lo, de tocá-lo. Sentiu vontade de deixar-se levar, como sempre fazia quando o assunto era o professor de exatos, e quase o fez. Estivera praticamente tomando a iniciativa quando abriu os olhos, mas a imagem da mulher de antes o fez sustar a ação. Ela os encarava com o cenho franzido.

Tinha cabelos longos e pretos, a boca estava pintada de batom vermelho, destacando-se na pele clara e o vestido florido acentuava muito bem suas curvas. Era difícil de concordar, porém, não podia negar o fato de que se tratava de uma linda mulher. E isso o fez se sentir meio raivoso. Apoiou ambas as mãos nos ombros de Park e incorporou-se na direção dele, sem nunca deixar de encarar a morena.

—Quero que você me foda, Oppa. Esse é o maldito problema — sussurrou baixinho, quase inaudível, sentindo uma grande satisfação quando Park grunhiu baixo e estremeceu. Então, o homem o arrastou pelo corredor até sua sala. Passou pela mulher sentindo-se vitorioso, sem nem se importar com o fato de que deveria estar aparentando ser um aluno bem mal comportado. Estava suado, descabelado, acalorado e, o pior, passeando em horário de aula.

 Park o colocou em sua sala e retirou-se, fechando a porta. Baekhyun deveria estar bravo porque a assistência não veio tão logo quanto imaginou. Contudo estava muito excitado. Teve apenas a delicadeza de baixar as cortinas da sala antes de desabotoar a calça e desvestir a peça, ficando seminu. Seu pênis estava inchado e gotejando liquido seminal. Mordeu o lábio quando o tocou. A pele estava sensível e dolorida. Não se sentou. Pelo contrário, debruçou-se sobre a mesa de Park, onde havia pilhas e mais pilhas de provas a serem corrigidas, e começou a masturbar-se.

A porta foi aberta abruptamente por um Chanyeol desesperado. Ele sentiu um aperto no estômago ao deparar-se com a imagem de Byun. Seu membro despertou, criando um volume em sua calça. Preocupou-se apenas em girar a chave da porta, trancando-a. Havia dito a si mesmo que não tocaria o aluno quando estivessem na escola, que evitaria o máximo qualquer tipo de contato e que se limitariam apenas as informações escolares. Mas isso era tão impossível quando a possibilidade de cair ouro do céu. Seus dedos coçavam para tocá-lo. Foram inúmeras às vezes em que se trancara em seu gabinete e se masturbara, imaginando-se com o aluno, até gozar.

Aproximou-se do adolescente por trás, depositando um leve selar na nuca exposta pela cabeça abaixada. Uma das mãos apoiou-se nas costas vestidas pelo uniforme e a outra se juntou à do mais jovem, masturbando-o. Park percorreu o corpo semidesnudo com o olhar, deliciando-se, como sempre, com cada pedaço de pele exposto. O dildo, um pontinho preto entre os glúteos, o fez arquejar.

A ideia lhe pareceu absurda quando surgiu em sua mente. Quer dizer, não era nada sano pedir a alguém para enfiar um dildo no ânus e simplesmente passar o dia com ele como se não fosse nada. No entanto, era excitante. Muito excitante. De veras, havia ficado bastante surpreso quando Byun aceitara e fora tão memorável a forma em que o aluno estava quando o penetrou com o dildo e depois voltou a vesti-lo. Por vários minutos, o corpo de Baekhyun ficara dando espasmos involuntários. Sua ideia era a de fodê-lo ao fim da aula, quando pudesse estacionar seu carro em um lugar afastado e fodê-lo da forma que quisessem.

Mas Byun Baekhyun sempre tinha que se portar mal. Sempre tinha que desobedece-lo, buscando ser castigado. E era difícil admitir que adorasse isso. Era difícil assumir que estava quase de quatro por um aluno despistado, que ia mal em suas aulas e havia repetido várias vezes a mesma série. Park lançou uma olhadela para o relógio no alto do armário, em seu canto esquerdo. Tinha exatamente trinta minutos antes que batesse o sinal para a troca de aulas.

—Se você quer ser fodido, Senhor Byun — sussurrou ele ao pé do ouvido do mais novo, uma das mãos espalmou-se contra o glúteo branco, forte e rápida, criando um audível Plaft na sala.  — Fodido você será.

Baekhyun derreteu. Era exatamente isso o que queria. Ser fodido. Então, deixou-se manejar. Deixou Chanyeol amarrar suas mãos com uma gravata esquecida em um dos cantos da sala e bater em sua bunda até deixa-la dolorida, como castigo por estar ali. Não se beijaram, e Byun não queria perder tempo. Só queria que seu pênis parasse de doer e latejar. Só queria que Park enterrasse aquele pênis grosso em sua bunda.

O Professor não se despiu, abrira o zíper da calça e passara membro e testículos por ele. Havia lubrificante em seu bolso. Sempre carregava um, mas depois que passou a transar com seu aluno, era um objeto essencial. Abrira o pote, despejando torpemente o liquido viscoso em seu membro. Sua respiração estava pesada, mesmo sem ter tocado em seu corpo. Era fabuloso isso que sentia quando se tratava do adolescente. Saia completamente de si, indo para um mundo onde havia apenas Byun Baekhyun e Park Chanyeol e seus corpos flamejando em desejo.

Olhou para o relógio. Perderam cinco minutos. Respirou fundo e abaixou os olhos até o dildo. Segurou a ponta do objeto e puxou-o, retirando metade de dentro do aluno. Byun gemeu contido quando o loiro voltou a penetrá-lo com o objeto. Não se demorou muito penetrando o garoto com o brinquedo. O tempo era curto e Baekhyun já havia suportado tempo demais. Retirou o objeto e o jogou no chão.

O adolescente jogou o quadril para trás, desesperado em sentir qualquer contato com Chanyeol. Não estava reclamando, mas estava difícil suportar aquela explosão em seu corpo com as mãos amarradas. Park não o beijara, não o tocara, não o penetrara. Aquilo era alucinante. Era torturante. Estava sofrendo, desesperado. Sentiu seu cabelo ser puxado e, instintivamente, arqueou-se para trás.

—Isso vai ser rápido, Baekhyun — murmurou Chanyeol, penetrando-o sem aviso prévio. Por seus finos e rosados lábios escorregou um gemido sôfrego, sonoro o suficiente para ser ouvido em todo o corredor. Park deslizou os dedos por seu rosto, colocando três dedos em sua boca e começou a penetrá-lo. Ardia um pouco. Sempre ardia no começo, no entanto, apreciava até mesmo isso no sexo com o Professor.

O pênis de Park era tão bom. Era delicioso senti-lo entrar e sair. Sentir o falo escorregar por suas paredes anais o fazia querer gemer e gritar por mais. Estava tão sensível e excitado, que o toque da carne em seu interior era nítido e quente.  Era enlouquecedor o som e o toque rápido dos testículos em seus glúteos. Chanyeol o estava penetrando rápido e rude, de um jeito que amava que ele fizesse. Estava de costa para o homem, mas sabia que ele deveria estar com os olhos fechados, lábios entreabertos e parte dos fios loiros colados no rosto por conta do suor.

Já conhecia muito bem aquela expressão.

Park delirava. As mãos firmes ao redor da cintura fina do garoto encaixavam-se tão perfeitamente ali, que parecia feito sob medida. O esfíncter de Byun contraia-se em seu membro, sugando-o para mais fundo. E ele ia. Socava até sentir os testículos grudados à bunda macia e carnuda. Enfiava até sentir que iria fundir-se completamente com o outro, e então, retirava-se, sentindo o membro liberto antes de voltar a enfiar-se nele.

 

Sua mesa já estava completamente fora de lugar. As folhas espalharam-se completamente pela sala, porque Byun esticara os punhos amarrados no móvel, amassando e espargindo os papéis. Teria outro trabalho para recolher e reorganizar as provas, pensou, sem de fato prestar muito atenção. Enquanto o penetrava, seus olhos votaram a dirigir-se à esquerda. Quinze minutos. O estocou lento e forte, deliciando-se com a forma em que a abertura fechava-se ao redor de seu falo.

 

Baekhyun enlaçou a língua ao redor dos dedos em sua cavidade bucal. A saliva escorreu pelos cantos de seus lábios, melando seu queixo e caindo na madeira. Sentia como se fosse entrar em combustão. Dera um jeito de espremer seu pênis entre seu abdômen e o assoalho da mesa, incitando-o a cada movimento que seu corpo fazia ao ser estocado. Não era o mesmo que masturbar-se, porém, suas mãos estavam fortemente atadas, lhe seria impossível utilizá-las para tal finalidade, então, aquilo deveria bastar. E estava. O sentia latejar, vibrando e palpitando. Sua pélvis formigava e de sua glande escorria líquido seminal. Iria gozar. Podia sentir. Sentiu a mão de Park o apertar forte, machucando sua pele branca. O dorso do homem repousou-se em suas costas. E desfez-se quando o sentiu penetrar-lhe lentamente enquanto mordiscava sua nuca.

 

Aquilo fora realmente rápido refletiu Chanyeol, notando como seu próprio corpo começava a desregular os movimentos. O estocava de forma rápida e frenética, sentindo o tronco de seu membro aquecer, a pélvis formigar e os músculos contraírem-se. Agarrou-se a Byun com força quando seu pênis latejou e gozou, gemendo baixo e rouco. Seu corpo estremeceu, caindo rendido sobre o do aluno. Rodeou Baekhyun com os braços firmemente enquanto se entregava ao momento de gozo, aliviado.

Baekhyun poderia ter se desesperado quando sentiu o sêmen quente de Park escorregar em seu interior. Ele não usara camisinha, e o adolescente nunca fizera tal coisa consigo mesmo. Mas a sensação era diferente. Havia notado como era ávida a carne macia e dura do pênis de Chanyeol escorregando entre suas paredes anais. Era bastante real e perceptível. No entanto, não foi capaz de discernir o porquê. Havia passado uma manhã inteira com um dildo enfiado na bunda, achava que a sensibilidade se devia a isso.

 

— Eu disse que seria rápido — falou Park entre ofegos, depois de alguns minutos de fútil tentativa de acalmar-se. Lançou uma olhada para o relógio. Cinco minutos. Afastou-se do aluno, acomodando o pênis dentro da calça para depois subir o zíper. — E foi, mas não menos prazeroso — sorriu safado, passando uma mão no cabelo enquanto reparava na desordem.

 

Byun riu, deslizando ao chão com as mãos erguidas. Park entendeu o recado e o desatou. Quando teve as mãos livres, Baekhyun deu-se ao trabalho de vestir-se, observando Park atento em recolher os papéis no chão. Ele estava com aquela expressão séria que possuía quando dava aulas – cenho levemente franzido e os lábios crispados –, separando com cuidado cada uma das provas caídas no chão.

 

Baekhyun o estimava. Não só pelo sexo ou pela beleza. Mas, oras, Park era inteligente e elegante. Sentia-se esplendido quando estava na presença dele. E isso não era recente. Sentia-se dessa forma desde que o conhecera, anos atrás. E esse sentimento só piorava conforme o tempo passava. O adolescente riu com seus pensamentos, achando-se ridículo por eles, e abaixou-se para ajudá-lo.

 

— Você não usou camisinha — comentou o mais novo, como quem não quer nada, levantando-se para deixar uma pilha de folhas na mesa. A verdade era que um pequeno pedaço de si estava meio preocupado. Quer dizer, de Chanyeol não sabia nada além de seus fetiches sexuais e o fato de que era um bom professor, ainda que Byun fosse péssimo em matemática. Mas era fato que tinha consciência dos perigos do sexo sem proteção. E quando se revelara gay a sua mãe, prometera a ela que jamais transaria sem camisinha.

 

Park o encarou, aproximando-se da mesa. Depositou a pilha de folhas que recolhera ao lado da outra e começou a folheá-las.

 

— Estou limpo, Baekhyun — anunciou, dando de ombros. — E acredito que você também esteja.

 

— Sim, mas... — o adolescente afastou-se, mordendo o lábio inferior e desviando o olhar. Park estava tão sexy com aquela blusa de linho. Ela estava bem colada a seu corpo, demarcando os músculos definidos sob o tecido fino. Ficar perto de Chanyeol não o deixava pensar corretamente. Havia aquela atração magnética entre os dois, que o atraia irredutivelmente para o homem. — Mas...

 

— Se quiser — o interrompeu o loiro —, tenho os resultados do ultimo exame aqui, em algum lugar. — O aluno negou, adotando uma expressão ofendida que compadeceu o mais velho. Aproximando-se do adolescente, Park o segurou pelo rosto e beijou-o de forma lenta e calculada. — Eu jamais colocaria em risco a saúde de um aluno, Sr. Byun.

 

Era realmente incrível e peculiar a forma em que as palavras de Chanyeol o afetavam. Naquele momento, Baekhyun sabia que a voz não era do Park Chanyeol que transava consigo praticamente todos os dias. Aquela era a voz do Professor Park Chanyeol: O sério e atraente professor de exatas. E o aluno não sabia como lidar com aquilo, com aquela mudança na personalidade do homem nem mesmo se deveria interpretá-la de forma positiva. Quando falava como Professor, o loiro parecia distante e indiferente e aquilo fazia Byun sentir-se amuado e triste.  Sem confiar na própria voz, apenas assentiu em resposta.

 

Ambos olharam para o relógio ao mesmo tempo. Três minutos.

Baekhyun coçou a nuca, constrangido. Era ridículo sentir-se daquela forma quando acabava de gemer e esfregar-se em Park desavergonhadamente.  Mas aquela era sua marca de inexperiência. No final, ele era apenas um adolescente irresponsável. Encarou Park concentrado em procurar algo entre as inúmeras folhas misturadas na mesa. Quantos anos ele tinha? Perguntou-se o adolescente. Não sabia nada sobre Chanyeol e, céus, como queria saber. Como queria pode um dia sentar-se com ele e conversarem de forma casual como ele estava fazendo com aquela mulher. Como queria saber sua cor favorita, o que mais gostava de comer, qual música gostava de ouvir... Desejava fervorosamente saber todas e cada uma de suas preferências. Por mais que gostasse, Byun não queria apenas conhecer o Chanyeol sexual ou profissional. Queria conhecer o Park Chanyeol. Contudo, aquilo parecia realmente impossível.

Bom, já estava há tempo demais ali e ainda tinha que dar um jeito de ir à enfermaria e explicar sua demora de quase quarenta minutos para chegar lá, e era óbvio que Chanyeol já não queria nada consigo, ao menos não naquele momento. Estava sendo completamente ignorado. Suspirou. Pegando sua mochila, jogou-a no ombro, sujeitando forte a alça, e se dignou a arrastar os pés à saída da salinha. Era difícil admitir a si mesmo que se sentia decepcionado ao fim de toda vez que transavam.

Park o comprazia de todas as formas. O fodia forte como gostava que fizessem. O beijava lento de um jeito que adorava. O elogiava durante o sexo e sempre se preocupava com seu bem-estar. Com o Professor, havia descoberto o orgasmo, algo completamente diferente do gozar. Com ele estava descobrindo muitas coisas, inclusive que podia estar habitando em seu estômago em zoológico inteiro. Às vezes, sentia como se elefantes furiosos estivessem lhe dando patadas e em outras, mais pareciam borboletas rodopiando suavemente. E isso não parecia um bom sinal.

— Byun — a voz séria e grossa de Chanyeol o interrompeu no ato de destrancar a porta. Baek quase chorou, emocionado. Normalmente, cada um seguia seu caminho sem maior satisfação. Virou-se para encara-lo. Park esticou um papel em sua direção. — Esse é seu boletim. Suas notas estão piorando cada vez mais, Senhor Byun. — Comunicou ele encostando-se à mesa, pernas esticadas e braços cruzados no peito. Havia um expressão de profunda seriedade adornando seu rosto. — Se continuar assim, será reprovado uma vez mais. E, francamente, Byun — suspirou ele, com expressão austera —, não nos dê esse desgosto novamente.

Aquilo doeu.

Desgosto? Chanyeol estava desgostoso de lhe dar aulas todos esses anos? Porque a Baekhyun realmente não lhe parecia verídico. Quis socar a cara do loiro por dizer algo assim sem tomar em conta como se sentiria. Mas Byun era orgulhoso. Apenas enrugou os lábios e fingiu observar o papel, como se aquilo não o afetasse. Depois o colocou sobre a mesa, apenas inclinando um pouco o corpo para alcança-la, sem sair de seu lugar próximo a porta. Já sabia que suas notas eram um asco na matéria dele.

O que diria a Park? Era fato que suas notas eram péssimas. Só que, merda, a culpa era dele mesmo. Quem foi o idiota que permitira que alguém tão lindo e atraente como Chanyeol desse aula? Deveria ser proibido. Baekhyun jurava que tentava, tentava com todo o afinco prestar atenção nas aulas, só que lhe era impossível. Park o desconcentrava com aquela pose sexy. E, maldita seja, por que ele usava óculos? Porque ele deixava o cabelo desgrenhado? Quem o permitia ir trabalhar com roupas tão coladas ao corpo? E ele ainda tinha audácia de dizer que estava desgostoso de dar aulas a Baekhyun!

Argh, como o odiava mesmo sabendo que era impossível odiá-lo.

O adolescente queria dizer tudo a ele. Quis fazê-lo saber que todos esses anos lhe fora impossível seguir adiante porque sua paixão platônica por Park o fazia querer ficar, e somado a sua dispersão nas aulas dele, fora muito fácil. Queria dizer que era difícil se concentrar, principalmente depois que transaram, em suas aulas, pois a cada vez que via o Professor sua mente tinha espaço só para divagar sobre como seria a próxima vez que fizessem sexo.

—Então, façamos isso mais fácil a nós dois. Peça para me trocarem de turma — aquilo era ir contra tudo o que desejava dizer. Não obstante, não poderia dar ao homem uma mostra do que realmente sentia quando ele falava coisas como desgostar de sua presença. — Assim você não vai ter o desgosto de me dar aulas, Professor.

Caralho! Chanyeol sentiu como se um soco lhe fosse desferido na boca do estomago. Por alguns segundos apenas conteve o ar, e voltou a raciocinar quando o som da fechadura se fez presente. Antes que pudesse evitar, alcançara o aluno, virando Byun em um rápido e brusco movimento, prendendo-o entre seu corpo e a madeira da porta, e o beijou. O beijou sem nem mesmo saber porquê o fazia, sendo correspondido com torpeza e ansiedade. Quando se separam, os olhos cor-de-café o encaravam surpreso.

 — Eu me preocupo, Byun — respondeu Park, pigarreando ao se afastar. Meio minuto e estava ardendo novamente. — Se digo isso, é para o seu bem.

—Obrigado por sua compaixão, Professor — Baekhyun pareceu ácido e irritado. E estava. Não podia tratar Chanyeol com doçura logo após do que ele dissera. O empurrou levemente, afastando-se.

—Se quiser, posso lhe dar aulas particulares — propôs o homem de forma casual, dando de ombros, e o sinal bateu. — Pode me dar sua resposta depois, Baekhyun. Mas tenha em conta que isso se trata muito mais de você do que de mim. Afinal, quem reprova é o aluno e não o professor.

O adolescente riu, ganhando em resposta aquele lindo e descontraído sorriso do loiro. O mesmo que ele dera para aquela linda mulher. E então, com o coração calmo e saltitante, abriu a porta, seguindo seu caminho.

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Baekhyun pegara uma carona com Park até seu prédio. Estava caminhando quando o homem passara ao seu lado na rua e lhe oferecera uma carona, cuja qual aceitara muito cordialmente. E pela primeira vez estando juntos, não tiveram nenhuma atitude sexual. Pelo contrário, o professor lhe cobrara uma resposta à oferta que fizera enquanto mantinham uma conversa amena sobre escola.

—Eu aceito com uma condição — respondera o aluno.

Park o olhara de soslaio, desviando rapidamente o olhar da rua para encara-lo. O sol refletindo na janela de Byun o fazia parecer um anjo. Os raios brilhante e amarelo-pálido estavam emoldurando a pele branca e macia. Fora difícil não se dar ao luxo de perder-se ali mesmo.

—Qual condição? — Perguntara o professor, muito relutante em desviar o olhar do aluno.

—Se eu passar — começara Baek —, você terá que me dar a honra de um encontro.

Park rira, achando graça na petição. Mas também não pode deixar de dizer a si mesmo que fora pego de surpresa. Encarara novamente Byun com o canto dos olhos. O menino o encarara de forma ansiosa e sonhadora, e Chanyeol não pudera deixar de colocar na balança os dois lados da moeda. Era perigoso sair com Baekhyun para qualquer lugar, mesmo quando lhe oferecera uma carona, sabia que corria o risco de serem visto juntos. E também estava o lado de que aquilo seria um incentivo para Byun sair-se bem e finalmente deixar o colegial para entrar em uma faculdade.

—Feito — dissera Chanyeol em resposta.

Quando desceu do carro, estacionado a algumas quadras do prédio, tomou a iniciativa de despedir-se com um leve e rápido beijo nos lábios de Park. O homem pareceu surpreso, mas nada disse. Despediu-se do aluno com um leve aceno de cabeça e arrancou.

Baekhyun estava saltitante. O coração descompassado de forma inexplicável enquanto caminhava as poucas ruas que o separavam de seu apartamento. Em sua cabeça, milhões de possíveis encontros surgiam seguidamente. O que fariam? Poderiam ir tomar um sorvete, depois sentarem em um parque e conversarem. A verdade era que poderiam apenas ficar no carro e já seria o suficiente. Se pudesse conhecer um pouco mais de seu professor, já seria satisfatório.

O adolescente cumprimentou o porteiro quando adentrou o pequeno portão do prédio e franziu o cenho ao reconhecer uma cabeleira preta sentada no hall do lugar. Era Chen. Byun grunhiu baixo, caminhado com certa relutância. Havia se enfurnado na enfermaria depois que largara Park e evitara Jongdae todo o resto do período, ignorando mensagens e ligações. É que sabia que seu amigo iria lhe bombardear de perguntas. E ainda não havia encontrado respostas para elas.

Quando Chen o viu adentrando o prédio, colocou-se de pé; braços cruzados sobre o peito e cenho franzido profundamente. Só com essa imagem de seu melhor amigo, Byun sabia que aquela seria uma séria conversa.

—Posso saber por que o Professor Park lhe ofereceu uma carona? E pior, por que você aceitou como se a coisa toda fosse natural? — Foi a primeira pergunta que lhe foi desferida, antes mesmo de estarem a um metro de distância. Opa! E aquilo sim o surpreendeu. Como raios Chen sabia? — Eu vi, Baekhyun, então, nem pense em negar — respondeu o amigo, o conhecendo bem o suficiente para saber ler sua expressão confusa.

Byun suspirou. Não dava para fugir disso.

—Vamos até meu apartamento — passou por Chen, caminhando em direção aos elevadores.

Chen era conhecido por apenas uma coisa: Não calava a boca. Baekhyun estava com a cabeça cheia de questões antes mesmo de entrar em seu apartamento. Seu amigo não calara a boca um segundo durante todo o caminho que fizeram, o enchendo de perguntas ridículas e toscas. Enquanto destrancava a porta, perguntou-se seriamente como fora possível que se fizesse amigo de um pirralho tão irritante.

Bom, vejamos, haviam se conhecido quando tinha apenas onze anos, Chen possuía nove – tinha um QI acima da média, o que o levara a seguir adiante muito rápido–, logo no começo do Fundamental II. Jongdae havia caído em seu grupo em um trabalho de Ciências, e céus, não calava a boca um único segundo quando se reuniam. Falava de filmes, de comida, de jogos, do tempo, da borboleta verde que sempre estava na beira de sua janela à noite. Falava tanto, mas tanto, que Baekhyun fora o único a permanecer no grupo. No final, acabaram por formar uma dupla. E lhe foi gracioso, pois, com o tempo, já estava tão familiarizado com Chen, que passara a ser ele quem procurava o garoto, mesmo após o término do trabalho.

As melhores coisas eram assim, pensou Byun ao deixar Chen na sala para ir a cozinha pegar Coca-Cola e Doritos para comerem. Elas vinham de repente, como algo que não se deve dar muito importância e ficam marcadas como fogo em nossas vidas. Estava sendo assim com Park também. O homem lhe parecia uma ambição juvenil. Dessas que ficamos idealizando, no entanto sabemos que nunca iremos possuir. Mas agora Byun possuía, ou quase isso. O fato era que Chanyeol estava cravado fundo em seu ser.

Suspirando, retornou para a sala com duas latinhas de refrigerante e um enorme saco de salgadinho. Todavia, Chen permanecia tagarelando e calou-se apenas quando o viu sentar-se no chão, com as costas apoiadas no estofado.

—Pode começar a falar — incentivou Jongdae, abrindo e bebericando de sua lata.

Byun ponderou. Por onde deveria começar? Pelo inicio, é claro. Contudo, não podia simplesmente dizer a seu amigo que andara dando a bunda para Park como um desesperado. Além disso, queria poupa-lo de todo esse constrangimento.

—Park e eu, acidentalmente, nos tornamos próximos — soltou, enfiando um punhado de Doritos na boca.

Jongdae entrecerrou os olhos, o encarando desconfiado.

—Espero que as marcas roxas que andei vendo em seu pescoço semana passada não tenha nada a ver com isso — instintivamente Baekhyun arregalou os olhos e tossiu, engasgando. Levou uma mão ao pescoço, tapando-o. — Merda! — Jongdae sobressaltou-se no sofá. — Não acredito! Você está transando com o professor Park, Baekhyun!

Aquilo não saiu com uma pergunta, e não era mesmo. Era uma acusação. Chen o conhecia. Sabia como Baekhyun agia quando se tratava de estar saindo com alguém. Quando dissera sobre as marcas, que de fato vira, afinal, elas era bem evidentes na pele clara, como se seu amigo tivesse sido atacado por um vampiro, era apenas uma brincadeira. Sempre faziam esse tipo de gozação, principalmente quando se tratava do Professor Park, para quem sempre demonstraram atração. Só que seu amigo reagira daquela forma tão culpada e na cabeça de Kim Jongdae toda a coisa fez sentido.

—Chen — finalmente se pronunciou Byun, de cabeça baixa e os dedos a lhe massagear as têmporas. De verdade que não sabia como explicar. — Eu não sei como dizer isso.

—Pode começar a dizer se estou certo ou não — Chen parecia ao mesmo tempo emocionado e decepcionado, uma mistura das duas emoções lhe adornando as expressões. — Bom, só pelo seu silêncio já sei que estou certo; você está transando com o professor Park. — Voltou a acusar ele, mastigando ferozmente um punhado de salgadinho. — E então — ele encarou seriamente Baekhyun, inclinando o corpo na direção do amigo —, ele realmente tem um pau grande?

—Chen! — Gritou Byun, sentindo o rosto ferver em vergonha. Tacou um punhado de salgadinho no amigo, quem começou a rir sem parar. — Como pode fazer uma pergunta dessas? Mas a resposta é sim, ele tem um pau enorme! — E então, sem poder evitar, o riso brotou em seus lábios.

Quando deu por si, ambos estavam envoltos em uma guerra sem sentido. Havia nachos industrializados voando para todo lado. As cortinas brancas logo se mancharam de laranja por conta do pó utilizado no produto. O chão ficou cheio de farelos, mas pararam somente quando o saco encontrou-se vazio. Era assim que a amizade funcionava. Ela os relaxava,  os fazia rir, os fazia se esquecerem dos problemas. Chen era expert em fazer isso, em amenizar os momentos tensos.

Byun deitou-se no carpete salpicado de Doritos, sentindo-se nostálgico. Quando confessara a Chen que era gay, seu amigo arregalara os olhos surpresos e perguntara: “Você vai chupar meu pau se eu não arrumar uma namorada no futuro?” e Byun rira, porque aquele sorriso de gato de Cheshire estava plasmado no rosto de Chen. Depois daquilo, soubera que estaria tudo bem.

—Pode dizer agora como foi — falou Jongdae, deitando-se no chão, o corpo esticado para o lado oposto, mas a cabeça sobre o ombro de Baekhyun, quem fizera o mesmo, ajeitando-se para apoiar a cabeça no ombro de Chen.

E então, Byun começou a contar, enfatizando muito bem que era apenas sexo e fazendo Chen jurar que aquilo jamais seria dito para qualquer outra pessoa. Contou tudo e com o menor número de detalhes possíveis, contudo estava confessado algo a Jongdae, e Jongdae não se contentava com qualquer coisa. Perguntava, queria saber, buscava respostas.

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No dia seguinte, Byun não teve aula com Park Chanyeol, e não o havia visto durante todo o período. A verdade é que morria por vê-lo, por falar com ele, por perguntar quando seria possível começarem as aulas, porque morria por ter um tempo com o professor. Baekhyun tentou dizer a si mesmo que não estava emocionado e excitado com a possibilidade de ir a um encontro com Park, mas lhe era impossível desmentir algo tão óbvio. No dia anterior, após ter confessado a Chen toda a história com Chanyeol, quando o amigo fora embora, o coreano se trancara em seu quarto e estudara a pouca matéria que tinha em seu caderno.

A matemática lhe pareceu um bicho de sete cabeças. Não era fácil ver a lógica em um X se tornando um número, muito menos que aquelas contas enormes com várias letras, fossem coerente. Desde que se conhecia por gente, odiara as aulas que envolviam números e contas. E sempre se perguntou como alguém poderia gostar da matéria a ponto de tornar-se professor. Em contrapartida, quando Chanyeol lhe fora apresentado no colegial, ele não pode estar mais grato de alguém querer se tornar professor de matemática, sempre e quando esse alguém fosse tão lindo como o homem que se colocara a frente da sala cheio de autoconfiança e seriedade. E então, lhe fora ainda mais impossível achar atrativa a matemática quando o professor era um ímã gigante, roubando toda sua atenção.



Baekhyun suspirou, ouvindo o sinal bater e dispondo-se a recolher seu material. Mandara uma mensagem a Park fazendo a dita pergunta, mas ele não se conectara no Skype, ou seja, havia ficado sem resposta. Recriminou-se várias vezes por ainda não ter pedido o número do professor, só que lhe parecia ousado demais. Quer dizer, sim, Park e ele vinham transando, no entanto, era óbvio que isso estava estritamente envolvido em apenas sexo. Afinal, não havia perguntas, mal havia conversação que não envolvesse as palavras foder, chupar, transar. Não havia nada de muito profundo, nada que lhe desse a liberdade ou a segurança para pedir o número do mais velho. A conversa que tiveram no dia anterior fora a mais descente que já mantiveram e durara, o que? No máximo cinco minutos.



Byun caminhou de cabeça baixa pelo corredor, mordendo o lábio inferior, pensativo. Chen tinha uma consulta médica naquele horário. A Sr. Kim era praticamente hipocondríaca e levava o filho uma vez na semana para exames de rotina, então estaria sozinho naquele intervalo. E até estava grato por ter um respiro de seu amigo. Jongdae havia se colocado de cupido, parecia uma sarna ao seu ouvido, perguntando e perguntando tudo de mais inimaginável sobre o professor, como se Baekhyun e Chanyeol na verdade fossem namorados há anos, e não somente duas pessoas que transavam por transar. Quando levantou o olhar, seu coração disparou. O dono de seus pensamentos vinha virando o corredor. Estava trajando uma camisa polo, calça jeans bem justa na coxa e trazia nos lábios aquele lindo sorriso casual. Baekhyun apressou o passo na direção dele, exaltado para lhe falar, lhe falar qualquer coisa. Por mais banal que fosse, sentia algo como uma abstinência da voz rouca e grave.

 

—Professor Park — saudou com um largo sorriso nos lábios, mesmo estando distante. É que Park o fazia saltitar, o tirava de sua zona de conforto.

 

O nomeado o encarou, sentindo-se agraciado por seu pequeno aluno. Era gracioso vê-lo com o uniforme mal colocado e o cabelo desgrenhado. Dava a Byun o aspecto do adolescente que era. Mas, ao mesmo tempo, era torturante. Quando Baekhyun ia até ele naquele estado, normalmente um acabava entre as pernas do outro, sempre acabavam com os lábios vermelhos e inchados, com ereções perceptíveis. Merda! Como podia estar tão declinado por um mero adolescente?

 

— Oh! Baekhyun, né? — Byun sentiu-se murchar ao ouvir tal voz sendo dirigida a ele. Ao lado de Park surgira a mulher do outro dia. Com o cabelo preso em um rabo de cavalo no topo da cabeça, camisa social e saia. Ela era muito mais bonita de perto. E Baekhyun nem estava tão perto, mas aqueles olhos fortemente delineados o fizeram frear. Ele encarou por alguns segundos o casal à frente. A mulher estava com o braço enganchado no cotovelo de Park de uma forma muito despreocupada, muito intima até. Como não notara antes? Se não tivesse deixado a emoção lhe dominar, teria percebido. Sentindo-se decepcionado, o adolescente apenas deu meia volta e afastou-se. — Esse seu aluno vem muito seguidamente ao seu encontro, né? — Hanui, chamava-se, comentou de forma reflexiva e irônica, deslizando de forma provocadora a mão pelo braço de Park.

 

Park apenas viu Byun afastar-se, reprimindo em seu ser a vontade que sentiu de correr atrás de seu aluno e afastar-se da mulher.

 

— Ele tem problemas com a matéria — respondeu, dando de ombros e voltando a caminhar sob o atento olhar de sua acompanhante.

 

 

 

Se Baekhyun era péssimo em Matemática, agora poderia somar várias outras matérias no repertório. Depois do breve encontro com Park, ele não pode concentrar-se em nenhuma outra aula. A imagem daquela mulher grudada em Chanyeol o fazia desconcentrar-se, e imaginá-lo pegando-a forte e com desejo, como fazia consigo, o fazia querer vomitar. Será que Park tinha esse tipo de relação com ela? A Byun nunca lhe pareceu bonita ou emocionante a atitude de ser amante. Na verdade, repudiava isso. Era asqueroso saber que uma pessoa pudesse ter esse tipo de ralação e achar-se importante ou ficar bem com isso. O pior é que nem mesmo podia negar-se esse fato, afinal, quais eram as informações pessoais que possuía de Park? Pois, nem uma puta informação. Por ele, só botava a mão no fogo se o assunto fosse sexo!

 

Quando finalmente esteve livre das malditas aulas, apenas saiu correndo, afinal, mal havia se dignado a retirar o material da mochila. Mandou uma mensagem para Chen, pedindo para que ele lhe ligasse quando chegasse de sua consulta. Precisava daquele falador para manter-se distraído. Aparentemente, aquele dia, tão pouco teria um pouco de tempo com Chanyeol. E nem queria mesmo, pensou enquanto caminhava lentamente a casa, tentando se convencer de que não sentia falta de Park quando passara todo o dia sentindo.

 

— Baekhyun, — aquela voz grossa e rouca lhe era bem conhecida. Não precisava olhar para saber que se tratava de Park Chanyeol, mas havia um magnetismo grande e incontrolável dentro de si que o atraía diretamente para aquele homem, por isso, não pôde evitar, desviando levemente o olhar para a direção dele. O homem estava com metade do corpo para fora da janela do carro enquanto dirigia lentamente, acompanhando seu ritmo lento. — Entra no carro — pediu de forma despreocupada, pouco ligando com o fato de estarem apenas algumas quadras à frente da escola. Aquele tom suave e tranquilo fazia parecer que aquilo era comum.

Byun o ignorou, mantendo-se com o olhar fixo a frente e os passos firmes. Chanyeol não podia fazer isso. Não mesmo. Não podia ignorar Baekhyun por causa de uma branquela de belas curvas e depois procura-lo como se nada. Não podia também deixar de respondê-lo no Skype, e fizera ambas as coisas em um mesmo dia.

 

—Baekhyun — voltou a chamar Park, inclinando ainda mais o corpo na direção dele. — Entra no carro. — E dessa vez foi igualmente ignorado.

 

Chanyeol bufou irritado. Qual era o problema do garoto? Um dia atrás, ele havia aceitado sem pestanejar a carona que oferecera e agora estava lhe ignorando como se tratasse de um pernilongo no meio da noite, inclusive, achava que Byun daria mais atenção ao pernilongo do que estava dando a ele.

 

—Byun — tentou mais uma vez, soando baixo e desanimado e quando não obteve resposta, apenas pisou no acelerador e arrancou em alta velocidade.

 

Baekhyun não pode ignorar a decepção que se abalançou em si ao ver o carro de Park afastando-se, sem que o homem se despedisse ou que continuasse a insistir. O adolescente não era tão duro com o Professor no final das contas. Já estava quase cedendo ante o pedido dele, afinal, morria mesmo por entrar no carro com Park e se deixar levar até mesmo para o inferno com o homem. Com um largo suspiro, continuou seu caminho.

 

Seu prédio ficava um pouco longe da escola, mas sempre preferiu caminhar ao invés de utilizar o transporte público. Se fosse sincero, meio que repudiava ônibus e metrôs, cheio de pessoas suadas esfregando-se umas às outras. Então, preferia esses quarenta minutos que levava para chegar a casa em uma caminhada tranquila e amena. Também era bom para relaxar e pensar na vida.

 

Não que Byun pensasse demasiado na vida. Era só que, ultimamente, vinha fazendo isso. Não podia mesmo reprovar mais uma vez de ano, porque, raios, um dia ele teria que sair do ensino médio e pensar em fazer uma faculdade. Também precisaria muito em breve de um emprego, e aquilo iria foder com seu currículo. Afinal, era um repetente. Chanyeol tinha razão, ascender nas aulas de Matemática não tinha nada a ver com Park, tinha a ver consigo mesmo. E, se Park não queria ajuda-lo teria que pedir para Chen. Se fosse sincero, em sua cabeça nunca havia cogitado tal possibilidade. Contudo, seu amigo tinha o QI alto, inclusive assistia aulas avançadas em algumas matérias. Então, teria que servir, mesmo que Jongdae não tivesse pinta de ser bom professor.

 

—Você anda bem devagar para um adolescente de dezoito anos, Senhor Byun — Baekhyun despertou de seus pensamentos, pouco crente da voz que acabava de se dirigir a sua pessoa, rouca e viril. Encarou Park de cenho franzido e coração palpitante. O homem havia estacionado logo depois de uma esquina que Byun acabava de virar. Estava encostado na porta do piloto, bebericando um refrigerante. — Tive tempo suficiente de comprar uma bebida e comer um lanche — informou ele com tom sarcástico, sinalizando o saco de papel com o emblema no Mcdonalds recém-jogado na lata de lixo.

 

Byun pensou em ignora-lo novamente, mas não o fez. A quem queria enganar? Morria por trocar palavras com Park, por estar no mesmo espaço que ele. Merda! Aproximou-se e de forma picardia, roubou-lhe a bebida, sugando metade do conteúdo pelo canudo.

 

—Professor Park — falou, inclinando-se de forma cordial na direção do Professor. Park riu, porque Baekhyun não fazia isso nem mesmo quando não mantinham uma relação de sexo. — Quanto tempo! — Exclamou fingido.

 

—Se você estiver falando do tempo que passamos sem transar ou do tempo que passamos sem que um tente engolir a língua do outro, é. Realmente faz um tempo, Senhor Byun — respondeu Chanyeol deliciando-se com a forma em que Baekhyun corou e baixou o rosto, envergonhado. — Tempo demais, eu diria.

 

E céus! Byun ainda tinha a decência de corar, de se envergonhar, evidenciando aquilo que sempre rondava sua mente quando estava com o homem. Era um adolescente. Não passava disso. Se fosse um homem, poderia responder Park de forma lasciva, coquete, poderia corresponder à altura aquela atitude sexy do homem. Contudo, não era.

 

—Lembra-se da proposta sobre as aulas? — O loiro questionou mudando bruscamente de assunto, notando como Baekhyun estava distraído e indeciso. Sua vontade era de beijá-lo ali mesmo, jogá-lo no banco traseiro do carro e fazê-lo seu ou deixar-se fazer dele. Byun levantou o olhar, ainda de bochechas coradas, para encara-lo. — Então, podemos começar hoje. — O acastanhado enrugou o cenho, pensativo, e Park notou que ele estava debatendo-se. Então, aproximou-se e lhe tocou o braço. O contato foi como um choque. Sentiu como uma corrente elétrica percorreu todo seu corpo, estremecendo-o, acelerando seu coração. O pequeno suspiro saindo dos pequenos lábios de Baekhyun delatava que ele também havia sentido. — Baekhyun, faltam poucos meses para as férias de inverno. Depois, o tempo é curto demais para correr atrás do prejuízo. — Dessa vez, Chanyeol foi sério, um olhar duro adornando seus contornos viris.

 

 Park Chanyeol realmente estava preocupado com Baekhyun. Se fosse sincero, anteriormente, quando ainda não tinha algum tipo de relação com Byun, quando não o flagrara masturbando-se e gemendo seu nome no banheiro, o adolescente não lhe parecia nada mais do que um vagabundo que estava apenas com preguiça de estudar. Mas não era assim. Depois da primeira vez que transara, Park se dignara a bisbilhotar a vida acadêmica de Baekhyun e, céus, o adolescente ia demasiado bem nas outras matérias como para estar ficando atrás por ser ruim em matemática. Não era justo!

 

A ideia de ajuda-lo fora repentina. Quando percebeu que Byun só tinha dificuldade em sua matéria, havia buscado algum método diferente para atrair a atenção do adolescente, contudo, as tentativas se mostraram completamente inúteis. Era como se Baekhyun viajasse para algum outro lugar quando a matéria era matemática. Ele adotava aquela expressão distante, os olhos desfocavam e Park o perdia para qualquer outra coisa que não parecia fazer parte daquele plano espiritual.

 

—Baekhyun — chamou Park, mediante a falta de resposta.

 

Baek estava dubitativo, pensando seriamente se deveria rechaçar o convite ou aceitar, como realmente queria. O problema era que um pequeno pedaço dele estava lhe gritando para não aceitar, para recusar Park Chanyeol, porque, raios, aquele mulher estava dependurada em seu cotovelo de forma tão intima e o homem nem parecia se importar. E, demônios, aquilo o molestava demais. Queria gritar, socar alguma coisa e, mais do que qualquer coisa, perguntar ao loiro qual era a relação que mantinha com ela. Contudo, que direito tinha? Byun sabia que não tinham nada concreto. Aquilo, aparentemente, se tratava apenas de sexo casual e esse termo o fazia se sentir estranhamente enfermo.

 

—Byun — Chanyeol o chamou novamente, puxando levemente seu ombro. Baekhyun não respondeu, os olhos fixos em um grupo de adolescentes ao outro lado da rua. Não os conhecia, mas sabia que eram de sua escola. Aquilo o aterrou, porque Park estava tocando-o de forma intima em público.

 

Uma das meninas do grupo estreitou os olhos na direção dos dois, e Baekhyun reagiu quando ela apontou para que o resto do grupo também visse. Estúpido Chanyeol! Será que ele não tinha consciência de que os dois parados ali, frente a frente, com tanta naturalidade podiam dar a entender coisas que não eram reais? E que podiam mal interpretar a imagem dos dois juntos de forma maliciosa? Idiota! Byun deu a volta no carro murmurando um vamos e perdeu o lindo sorriso de contentamento que adornou os lábios de Park antes de ele girar-se e meter-se frente ao volante.

 

— Isso porque se preocupa com a segurança de seus alunos — comentou o acastanhado referindo-se ao objeto de segurança e fazendo alusão ao comentário que Park fizera sobre quando transaram sem camisinha.

 

—Você está corando, Baekhyun — Chanyeol só reparou nas bochechas rosadas porque estavam parados em um sinal vermelho e ele abraçava qualquer momento em que pudesse apreciar a beleza de seu aluno. — Gostaria que parasse de pensar em mim desse jeito pervertido. Mas se quiser, posso me desnudar para você — provocou sorrindo ladino enquanto passava lentamente a língua pelos lábios, umedecendo-os.

 

— Yah! — Baekhyun quis morrer porque Park havia sido tão malditamente sedutor naquele gesto e ele havia passado de rosado a vermelho-pimentão, porque era verdade. No momento em que soltou o comentário, de forma inconsciente, flashes do dia anterior invadiram sua mente. Céus! É que transar sem camisinha havia sido maravilhoso! Havia sido tão nítido e prazeroso o pênis duro e grande de Park deslizando em seus glúteos e penetrando-o tão deliciosamente. E aquilo era malditamente errado. Baekhyun pouco ligava para o prazer quando sua saúde estava no meio. Já havia recusado muitas vezes os pedidos incessantes de ex-namorados para transarem sem camisinha. Só que, merda, inclusive sem que Park pedisse, se deixaria levar sem esforço se estivesse se tratando do homem.

 

Park apenas riu, achando graça na reação de Baekhyun. Quis dizer ao garoto que estava tudo bem, que ele mesmo vivia para reviver esses momentos e que o enlouquecia a vontade insana de sempre repetir a dose. Bom, era perceptível. Ele procurara Byun desde um princípio. É que, raios! Desde que vira aquele garoto se masturbando no banheiro, suando e gemendo baixo, não pode mesmo deixar de deseja-lo e achara que não ficaria satisfeito até tê-lo provado.

 

Mas, surpresa! As coisas não seguiram o planejado. Não, nada disso. Transar com Baekhyun havia surtido um efeito completamente contrário ao que desejava. Agora, não se reconhecia mais, porque, merda, ele tacara o foda-se para a ética e a moral, mandara ao caralho qualquer norma que o proibia de ficar com alunos, e tinha o prazer de pisotear cada um desses conceitos todas e cada vez que ambos estavam juntos. Porque quando Baekhyun gemia ou quando seu pênis latejava, clamando pelo garoto, era demasiado fácil se esquecer do resto do mundo.

 

Park sabia o quanto aquilo era malditamente errado! E, acima do errado, o quanto aquilo poderia destruir sua carreira como professor. Tinha tanta consciência disso quanto do fato que já não podia mesmo ficar sem tocar em Baekhyun. E isso nem se tratava do sexo. Somente a presença de Byun o fazia se sentir diferente. Era como se estivesse completo quando o adolescente estava consigo, mesmo que fosse durante as aulas, com o garoto ignorando completamente a matéria.

Park acelerou quando finalmente se viu livre do trânsito de velocidade reduzida das vias habitacionais. Baekhyun, de olhos fechados, nem pareceu se atentar ao fato de que seu prédio ficara para trás há minutos. Não tinha a intenção de irem à casa de Baekhyun. Arriscava-se demais todas as vezes que fazia isso. Bom, em sua defesa, dizia que o desejo pelo adolescente era grande demais para pensar nas consequências, além disso, nunca fora até lá antes das dez horas da noite. De qualquer forma, recém eram as cinco tarde, Park não estava, por mais incrível que parecesse, movido pelo desejo, ele realmente estava pensando em Baekhyun como seu aluno e na forma em que poderia ajudá-lo. Que esse pensamento permaneceria o mesmo... Bom, isso é outra história.

 

—Para onde estamos indo? — Perguntou Baekhyun, quebrando o silêncio ameno que havia entre os dois. Havia ficado alguns minutos de olhos fechados, tentando de forma ineficaz se desfazer das lembranças de seus momentos acalorados com Park. A verdade era que ficar de olhos fechados piorou muito as coisas, por isso, preferiu encarar as ruas movimentadas enquanto não chegavam a sua casa.

 

Baekhyun havia feito e refeito aquele caminho a vida toda. Desde quando era um crio. Desde quando sua mãe morava no apartamento, antes de juntar-se com outro cara. Sabia onde ficava cada maldito tijolo de cada uma das construções ao redor. Então, foi muito fácil para ele perceber que, em definitivo, não estavam indo para sua casa. Primeiro, pelo tempo em que já estava no carro com Park. Antes de encontrar o homem, já havia feito mais da metade do caminho a pé. Mesmo com o trânsito lento pelo horário de pico, já deveriam ter chegado. Depois porque não precisava pegar uma puta pista a 150 km/h para chegar a seu prédio! Foi só aí que percebeu que não estavam indo para sua casa.



— Para minha casa — a resposta de Park saiu tranquila demais para as informações que traziam. Estaremos mais tranquilos ali.

Byun Baekhyun achou que seus olhos iriam saltar, pulando para o para-brisa do veículo, quicando como uma bola de gude. Mas isso não aconteceu. O que ocorreu foi que seu coração disparou, batendo acelerado e pesado no peito. Por alguns minutos não soube o que fazer. Sua mente tornou-se um borrão branco e as únicas palavras que havia nela eram as que Park acabava de proferir.



Para minha casa!



Merda!

 

Ia à casa de seu estimado professor de matemática. Não sabia se chorava de desespero ou se começava a rir de felicidade. Em seu estômago, havia toda uma revolta de seu pequeno zoológico particular. Eles batiam enfurecidos em cada pedacinho de seu ser, interrompendo sua respiração, fazendo-o estremecer. E, céus! Tremia igual uma vara verde. Parecia que Park havia dito "Vamos a minha casa para te pedir em casamento na frente de meus pais" e não era nada disso. Mas a emoção era tão grande, tão avassaladora.

 

Foi-lhe impossível não lembrar-se de uma conversa em uma tarde qualquer de verão na casa de Chen. Como sempre, estavam jogados no chão, olhando o ventilador de teto girar lentamente em sua inútil tarefa de refrescar o ambiente e, diabos, aquela tarde estava quente como o inferno.

 

—Ele é sexy como o Cristian Grey — dissera Chen, concentrado na propaganda do filme Cinquenta Tons de Cinza em um canal de filme da TV fechada. — Não acha?

Baekhyun lembrava-se de como encarou o homem através do LCD da televisão de LED, achando-o pouca coisa se comparado com Park. Sem nunca ter visto, tivera certeza de que os abdominais de Chanyeol eram mais definidos, mais firmes e sexys – e bendito seja o fato de ter estado certo. Não teve o mínimo interesse no conteúdo do filme. Se aquela época tivesse sabido das inclinações de Park, ah, com certeza teria entrado de cabeça no assunto.

 

—Não acho — respondera, desinteressado. — Park é muito melhor.

 

—Como acha que é a casa dele? — perguntara Jongdae com uma expressão bastante séria, como se estivesse imaginando a fórmula para a Paz Mundial. — Será que tem um quarto vermelho também?

E passaram toda aquela tarde imaginando como era a casa de Chanyeol e, merda, Baekhyun iria conhecer a casa do Professor e a simples ideia o estava deixando enlouquecido. Não achou a própria voz para vocalizar uma resposta. Tudo o que pode fazer foi assentir de forma bastante robótica a informação e se atentar ao caminho.

 

Aqui vamos nós, conhecer o quarto vermelho!

 

Chanyeol morava em um condomínio fora da cidade. Estava bastante afastado e Baekhyun não se surpreendeu muito. Sempre se sabia sobre a vida dos professores, mas de Park Chanyeol não havia informação alguma. Ele era bastante reservado em relação a vida pessoal. O carro reduziu a velocidade ao atravessar os portões de segurança e Park dirigiu a 30km/h como mandava as placas de trânsito.

 

—Baek —, chamou o loiro. — Pegue o controle do portão no porta-luvas, por favor.

 

O homem não desviou o olhar da rua enquanto pedia o favor ao aluno, então Chanyeol não pode ver a expressão surpresa adornando o pequeno e delicado rosto de Byun. A boca abriu-se, descompondo-se, assim como os olhos. Isso não tinha nada a ver com o favor, claro que não. Aliás, Baekhyun atendeu prontamente, abriu o porta-luvas a sua frente e procurou o controle naquele monte de lixo enfurnado ali. O que o deixou surpreso fora a forma em Park se referiu a si. Não o chamou de Baekhyun, Byun e nem usara o Senhor antes do nome, respeitosamente como fazia o tempo todo. Chanyeol o chamara de Baek, de forma fortuita e íntima, fazendo com que o adolescente sentisse cócegas em seu estômago, como se todo um panapaná levantassem voo, batendo suavemente suas asas frágeis.

 

—Encontrou? — Park estava fazendo uma curva para deixar o carro rente a uma casa de grande e fechado portão branco. Desviou atenção para Baekhyun quando não obteve resposta, espantando-se quando o aluno evitou o olhar, parecendo envergonhado, esticando o pequeno controle preto em sua direção. — Pode apertar o botão, por gentileza.

Byun o fez, notando e ignorando as mãos trêmulas e suadas. O portão começou a subir lentamente e Chanyeol adentrou, desligando o carro logo em seguida.

—Pode fechar — pediu Park, tirando a chave do painel é girando-se sobre o banco para pegar algo na parte traseira. Baekhyun apertou o botão, jogou o controle onde o havia encontrado e desceu, aguardando ao lado da porta do copiloto, coçando o braço e nervoso demais para reparar em qualquer coisa que não fosse a grama verde baixo seus pés. — Pode entrar, Byun. Eu não mordo.

Chanyeol adentrou a casa e Baekhyun, segurando fortemente as alças de sua mochila o seguiu. Adentrou a pequena porta de madeira e, merda, não pode não reparar naquilo porque Park Chanyeol morava em um lixão!

 

Bom, quer dizer, não era um lixão de verdade, mas estava tudo tão desordenado que foi impossível não pensar nisso. Havia tantas embalagens de biscoitos, salgadinhos, sacos de papel de grandes redes de fast food e latas de refrigerante, suco e cerveja pelo chão que não havia outra coisa para comparar se não a um lixão. Byun manteve-se estático por uns segundos, apenas reparando a bagunça ao seu redor.

—Bom — começou Chanyeol, achando um espaço no estofado para colocar sua pasta e uma pilha de papéis que tirara do carro. —Me desculpe pela desordem. Estive tão atarefado nas últimas semanas que não me sobrou tempo para nada. — Desculpou-se, coçando a nuca, envergonhado.

 

Raios! Havia esquecido completamente da desordem em sua casa. Havia esquecido que apenas vinha acumulando o lixo pelos cantos porque nunca tinha tempo, nem mesmo para ir até a cama, porque normalmente dormia sobre uma pilha de provas recém-corrigidas. Por que demônios havia chamado Byun para ir até ali? Bom, realmente não tinha resposta para essa pergunta. A coisa toda lhe parecerá tão natural, que só agora percebia que havia sido ridículo. Encarou o adolescente, quem perscrutava cada canto da casa, julgando-o provavelmente um relaxado.

 

Lutava muito para manter sua reputação intacta. Sabia que a cada vez que tinha sexo com Byun estava correndo o risco de o garoto delatar ele, fazer uma denúncia ou qualquer coisa do tipo. Mas, vamos, Park era inteligente o suficiente para saber que Baekhyun jamais faria isso. Afinal, era tão nítida aquela paixão nos olhos do garoto cada vez que o via. Se não fosse isso e o fato de Byun já ser maior de idade, Chanyeol jamais se atreveria a se quer dirigir palavra a ele com segundas intenções.

—Pode me esperar no quarto se não se importar — Chanyeol sentia-se nervoso com a falta de reação do mais novo e temia que sua imagem fosse abalada justo na frente de seu adorado aluno. Não queria nem imaginar o que Byun estava pensando sobre si e toda aquela desordem. — É a primeira porta, à esquerda — falou, abaixando-se para colher algumas latas vazias.

 

Baekhyun deixou a mochila deslizar por seu ombro até encontrar o assoalho de madeira que revestia a casa de Park, então a empurrou com o pé para o lado e começou a pegar os saquinhos vazios de salgadinhos no chão. A verdade era que estava bastante surpreso. Park era tão estrito com organização nas aulas, odiava sujeira ou desordem. E nem podia acreditar que Park vivia basicamente de fast food, comida pré-cozida e salgadinhos e biscoitos.

 

—Sério que você vive desse monte de porcaria? — Perguntou, jogando as embalagens vazias em uma sacola que achara sobre a mesa de centro.

 

— Parece minha mãe falando — Park rira sem graça, sentindo-se meio ridículo por ficar nervoso pela opinião de Baekhyun. Oras, era um homem adulto. Dono de si mesmo, não precisava que um adolescente de dezoito anos, com síndrome de mão o repreendesse pelo tipo de comida que vinha consumindo.

 

Estava ciente de que sua alimentação era uma porcaria. Mas o que podia fazer? Normalmente, só tinha uma refeição descente quando estava na escola. Não era muito bom cozinhando, além disso, gastaria muito tempo. E tempo era o que menos tinha para gastar à toa, ainda mais nessa época do ano. Era muito mais prático comer coisas industrializadas ou qualquer porcaria que pudesse pegar na prateleira do mercado ou na rua mesmo.

 

—Espero que você não foda sua mãe como fode a mim — Baekhyun quis morrer quando percebeu que dissera aquilo em voz alta, quis enfiar-se em um buraco e nunca mais sair. Céus! Era meio intenso demais. Era para ter sido somente um pensamento. Era tão natural que pensasse nessas coisas.

 

Chanyeol riu provocador. Largou todo o lixo que recolhera na sacola e caminhou até Byun, quem estava baixado recolhendo mais latas vazias, a bunda empinada no ar. O homem o agarrou por trás, puxando a cintura contra seu membro. Byun gemeu baixo, por instinto e Park grunhiu quando seu membro pulsou.

 

—Pobre de minha mãe se alguém foder ela como eu te fodo, Byun — sussurrou rouco, sentindo o corpo de Baekhyun estremecer. — A pobrezinha já não tem mais estrutura para isso.

 

Por inércia, Byun levantou-se, colando seu corpo ao do loiro e rebolou contra o pequeno volume nas calças dele, lento e abusado, movendo o quadril em círculos enquanto erguia o braço para apoiar-se no pescoço do mais velho de uma forma não muito confortável.

 

Oh, não! Aquilo estava mal. Primeiro porque, raios, estavam usando sua pobre mãezinha para falarem vulgaridades, e depois porque, supõe-se que Park o levara até ali para estudarem. Não para arrumarem a desordem de sua casa, menos ainda para transarem. Mas, céus! Naquele exato momento, com aquela bunda farta rebolando contra sua pélvis, tudo o que sua mente processava era em tacar Baekhyun no sofá e fodê-lo até que não restasse mais energia em nem um dos dois.

 

E isso estava mal!

 

Muito mal!

 

Byun girou-se encarando Chanyeol de forma lasciva, descendeu as mãos pelo peitoral definido, e a enfiou calça adentro quando os dedos toparam-se com o cós dessas. Seus dedos encontraram a carne dura e a massageou, deliciando-se quando o homem gemeu baixou e entrecerrou os olhos, maldizendo.

 

—Byun — chamou Park, esforçando-se para que sua voz saísse firme, o que era praticamente impossível quando o adolescente o estava masturbando daquela forma tão torpe e excitante. — Baek — gemeu arrastado, tomando os ombros do menino entre as mãos e afastando-o.

 

Baekhyun pareceu despertar de sua excitação. As bochechas coradas e a respiração frenética. Encarou Park, deslizando lentamente os olhos pelo corpo dele e salivou, passando a língua pelos lábios. Como se supõe que iria aprender alguma coisa daquele jeito? Park Chanyeol era tão sexy e a conexão entre os dois tão forte que não puderam ficar nem dez minutos dentro da casa sem que tivessem pensamentos sexuais.

 

Byun suspirou, resignado com a simples ideia de que aquilo não daria certo. Ele não teria autocontrole suficiente para ficar longe do professor, muito menos pará-lo se o homem pedisse. Seus hormônios estavam à flor da pele. Não tinha autonomia nem uma sobre si mesmo, principalmente se isso tivesse a ver com sexo. Essa era a nítida diferença entre os dois. Todas às vezes, quando precisavam interromper o que faziam por qualquer motivo, Park o chamava, e ele ignorava. Então, o loiro tinha que gritar ou afastá-lo como fizera naquele momento.

 

No entanto, queria tanto ascender! Queria tanto passar ou apenas melhorar um pouco, pois isso significava que Chanyeol lhe faria caso, lhe daria a honra de irem a um encontro e isso era tão malditamente emocionante! Nem em seus melhores sonhos pensou que teria qualquer oportunidade com o Professor, e então transaram na sala da escola após a aula. Não pensou que voltaria a se repetir, e então já haviam transado várias vezes. E, agora, tinha a pequena oportunidade de passar um tempo a mais com ele. De se divertirem sem sexo e de saber um pouco mais sobre os gostos de Park.

 

Oh, merda! Por que sexo tinha que ser tão bom e Chanyeol tão tentador? Baekhyun bagunçou o cabelo, frustrado consigo mesmo. Afastou-se do mais velho e voltou a recolher o lixo, ignorando-o a contragosto.

 

—Vou ao banheiro, já volto — falou Park, quebrando o silêncio que havia se formado. Deu meia volta e caminhou apressado até o banheiro. Estava tão irritado que quase quebrou o espelho quando viu seu reflexo nele. Molhou o rosto, tentando apagar aquela expressão luxuriosa do rosto e respirou fundo, tratando de cessar aquela maldita respiração frenética.

 

Infernos! Era um homem adulto, dono de si mesmo, independente e não um puto adolescente na puberdade. Não lhe entrava na cabeça o porquê se sentir tão necessitado de Baekhyun e, merda, nem fazia tanto tempo que estava se envolvendo com aquele garoto para já estar em tais condições. Mas estava. Estava todo bagunçado, de coração acelerado e respiração frenética. Não dava para negar o quanto o menino mexia consigo.

 

Park mordeu o lábio inferior, encarando o volume evidente em sua calça. Não era mais um moleque que ficava se masturbando no banheiro. Nada disso. Chanyeol podia muito bem conseguir uma pessoa para poder matar suas necessidades, mas o problema era que ele queria Baekhyun, contudo sabia que levara o adolescente ali com a intenção de ajuda-lo, não de fodê-lo, por mais tentadora que fosse essa ideia.

 

—Merda — esbravejou, observando seu reflexo. — Ao caralho a moral! — Baixou a calça que trajava, suspirando de alivio quando o pênis ereto chocou-se contra seu abdômen antes de estabilizar-se a frente.

 

Não teve de pensar muito para segura-lo com a mão destra, começando a mover lentamente os dedos na carne endurecida. Seu corpo estremeceu quando a primeira imagem que cruzou sua mente foi a de um Baekhyun com pinças nos mamilos e dildo no ânus masturbando-se para si no webcam. O pênis latejou, pulsando, e ele teve de morder o lábio para evitar gemer alto.

 

Chanyeol masturbou-se escorado na pia do banheiro, encarando seu reflexo no espelho. Era um homem adulto. Era um homem com autocontrole. Ao menos o era antes de se enredar com Byun Baekhyun. Agora, tratava-se de um maníaco sexual, que se masturbava a cada curta lembrança que tinha do aluno. Era um imoral. Se o seu professor de ética e conduta o visse naquelas condições, estaria decepcionado.

 

Contudo, como podia se manter imutável com a imagem de Baekhyun? Encarou o reflexo no espelho, suando e gemendo. Sua pupila estava dilatada, delatando seu nível de excitação. Um gemido baixo preencheu seus ouvidos, arrepiando todo seu corpo. Merda! Era sério que Byun estava se masturbando? Teve de controlar a vontade que sentiu de sair dali e ir até o garoto. Teve de controlar o anseio que o invadiu para sentir o adolescente penetrá-lo. Ao invés disso, apenas deixou sua forte e grande mão mover-se com mais rapidez e torpeza em seu pênis até se desfazer em um gemido languido.

 

Teve de apoiar-se na pia para não cair, tentando inutilmente normalizar a respiração. Como era se quer plausível que estivesse daquele jeito por um aluno? Teve de rir. Sempre fora alguém estritamente profissional. Nunca ousara se quer aceitar os cortejos de alguma professora, porque, merda, era antiprofissional isso de sair com colegas de trabalho. E era completamente fora da ética sair com alunos. Sabia disso! Como sabia! Por isso sempre fora mais sério e reservado, nunca dava muita abertura as suas alunas.

 

Mas então, encontrou Baekhyun, todo bochechas vermelhas e sedução. Gostaria muito de dizer que tentou ir contra a atração ou ao sentimento que o garoto trouxera para sua vida. Porém, o sentimento era tão forte e avassalador, que não teve muito no que pensar.  Não havia como se rebelar contra algo que consumia sua mente e o deixava com os nervos à flor da pele, sem contar naquela maldita excitação que corroía todo seu âmago e só passava quando ele masturbava-se, como acabara de fazer.

 

Seu reflexo delatava que estava um desastre. Ligou a torneira, deixando a água cair por alguns segundos. Seguia encarando sua imagem através do espelho, tentando regular a respiração. Tinha que ajudar Baekhyun a melhorar nas aulas, não leva-lo para sua casa para se trancar em seu banheiro e masturbar-se com a imagem de seu aluno cravada em sua mente. Merda! Ouvir os baixos gemidos vindos do garoto tão pouco ajudava. Abaixou-se, e com as mãos em concha molhou o rosto, respirando fundo. Molhou também atrás da nuca e deixou-se ficar até ouvir um ganido sôfrego e arrastado. Conhecia muito bem aquele som, então soube que seu aluno havia gozado.

 

Chanyeol respirou fundo e saiu.

 

Baekhyun tratou de fingir que nada tinha acontecido. Esfregou a mão com força na calça que vestia, tentando limpar os vestígios de seu gozo nos dedos.  O liquido viscoso e grosso deixou sua mão grudenta, ele a passou no cabelo suado, em uma vã tentativa de penteá-lo. Os dois encararam-se e ambos sabiam o que havia acontecido, mas não disseram nada. Byun baixou-se no chão e pegou uma lata vazia. 

 

— Deixa isso, Baekhyun — pediu Park, encaminhando-se para a cozinha. A Sala e a cozinha eram separadas apenas por um pequeno balcão de mármore. — Comeu algo quando saiu da escola?  — Baekhyun não confiou em sua voz para responder, apenas maneou a cabeça, negando. — Então, vamos comer e começar logo essa aula.

 

Chanyeol abriu as portas do armário, buscando alguma coisa que pudessem comer, mas encontrou apenas duas embalagens de Cup Nuddles. A verdade era que estava tentado a pegar Byun pelo braço e tranca-lo em seu quarto. Acabava de masturbar-se, gozara, contudo, quando se deparou com a imagem do aluno, foi impossível não excitar-se. É que raios! O menino tinha aquela expressão de ‘fui um menino ruim, me castigue, por favor’.  O loiro suspirou, enchendo os dois copos com água antes de coloca-los no micro-ondas.

 

—Sério que vamos comer cup nuddles? — Baekhyun aproximou-se, sentando-se em uma banqueta ao lado do balcão de mármore preto. A cozinha de Park era muito bonita, observou. Armário preto, geladeira de inox e um cooktop sobre a pia. Era simples, porém elegante.

 

—Bom — Chanyeol coçou a nuca, meio constrangido pela pergunta. Realmente não havia nada descente em sua casa para comer. Não era a melhor pessoa do mundo cozinhando. — Se quiser tem Doritos.

 

Baekhyun riu, achando graça na falta de jeito do Professor.

 

—Está tudo bem. — Deu de ombros. — Eu gosto de cup nuddles.

 

Por algum motivo, Park respirou aliviado. Era como se seu inconsciente estivesse esperando algum tipo de aprovação por parte de seu aluno. E era óbvio que Byun desaprovara sua alimentação. Se tivesse tempo, iria pedir para sua mãe lhe ajudar a preparar pelo menos o básico, para que a próxima vez o garoto comesse algo descente. Oh, no que estava pensando? Uma próxima vez? Chanyeol encrespou os lábios, pensativo. Bom, se quisesse ajudar Byun teriam próximas vezes. Falando nisso... Desviou o olhar para o garoto.

 

Baekhyun estava alheio. Os braços apoiados sobre o balcão, as pernas movendo-se frenéticas no ar e os olhos, cor-de-café, dançando pelo teto da residência. Essa era sua melhor ideia para não encarar Chanyeol. Porque mesmo ali parado, os braços apoiados na pia, ele parecia tão sexy. E supõe-se que estava ali para aprender um pouco de matemática. A ideia disso já havia sido mandada ao caralho. Até agora fizeram tudo, menos rever alguma dos milhares de fórmulas da matemática. Ao menos, a casa de Park já não estava tão suja como antes. Havia conseguido pegar mais da metade de todo o lixo espalhado.

 

Ainda não conseguia acreditar que seu adorado professor tivesse aquele tipo de comportamento. Byun não se espantaria se fosse um adolescente como Chen ou ele mesmo. Mas, raios! Justo Park Chanyeol, o lindo, o sexy, o sério professor de matemática era meio difícil de digerir a informação. Se dissesse a alguém, não iriam acreditar. Não que tivesse essa pretensão. Claro que não. Só planejava contar a Chen, afinal, ele havia conhecido a casa do Professor e, para a tristeza do melhor amigo, não havia nenhum resquício de quarto vermelho à vista.

O micro-ondas apitou, sinalizando que a comida estava pronta. Park pegou garfos na gaveta e sentou-se de frente para Baekhyun, colocando os dois potes de cup nuddles no balcão. O adolescente pareceu raciocinar. Deslizou seu olhar de Park para a refeição e murmurando um obrigado, começou a comer.

 

—Byun — falou Park depois de permanecerem alguns minutos em silêncio. O adolescente o encarou. — Pode pegar seu caderno, por favor?  Tenho que dar uma olhada no que tem para que eu possa saber o ponto de partida.

 

Bakhyun engasgou com a garfada de lámem que acabava de engolir. Tossiu, de olhos arregalados, sentindo-se repentinamente nervoso. Assentiu para o Professor, levantando-se para ir até sua mochila esquecida no chão ao lado da porta de entrada. Não estava com muito ânimo para mostrar seu péssimo desempenho a Chanyeol. Ok. Era ridículo. Afinal, o homem sabia. Todo mundo sabia que Byun era péssimo naquela matéria e não havia remédio para isso. Mas era diferente de mostrar ao professor diretamente que não havia mais do que algumas poucas palavras em seu caderno do fato de ele apenas ouvir por aí e ver sozinho em sua desordenada casa enquanto corrigia suas provas.

 

Quando colocou o caderno no balcão e voltou-se a sentar, tentou disfarçar o nervosismo que o possuiu quando Park começou a folhear lentamente o caderno, de cenho franzido e lábios crispados. Ficou óbvia a consternação do homem quando ele girou uma folha e retornou, como se estivesse procurando algo. Procurando algo que não iria encontrar, pois não estava ali. O garfo parou a meio caminho da boca e os olhos âmbar encararam Byun com seriedade.



—Só isso? — Interrogou de forma demandante o mais velho. Byun encolheu-se na cadeira, sentindo-se pequeno e envergonhado de seu péssimo desempenho. —  Sério isso? — Chanyeol trazia na voz algo como desespero e tristeza. — Tem que me dar um porquê, Baekhyun. — Park suspirou, massageado as têmporas antes de encarar seriamente o aluno. — Eu estudei sua ficha escolar. Você é excelente na maioria das matérias, menos em matemática. Eu cogitei que o problema poderia ser eu, mas posso perceber que não, afinal, estamos aqui. Então, o que há de errado? — Na verdade, não planejava revelar isso ao aluno, se expor dessa forma, deixá-lo saber que andou bisbilhotando sua vida. Mas queria entender o que havia de errado. Se soubesse a raiz do problema, seria mais fácil para sana-lo.

Baekhyun entrecerrou os olhos, pensando seriamente na resposta. Demorou em retomar o fio de meada com o detalhe de que Park havia investigado sua vida, demonstrando interesse nela. Assim de interessado o homem estivera em sua pessoa! Foi impossível não ilusionar-se um pouco. Mas não sabia o que lhe dizer a respeito do que havia lhe perguntado. Não achava que seria muito bom ou coerente dizer a ele que lhe era impossível se concentrar na aula porque; primeiro, realmente odiava cálculos e depois, merda, Chanyeol o levava para uma outra dimensão!

 

O acastanhado bem sabia que exatas não era sua praia. E se até então havia conseguido ascender, isso nada tinha a ver com seu cérebro. Talvez, os outros professores tivessem piedade de sua situação e o deixavam passar para não terem de lidar com sua cara uma vez mais. E então, estava Park todo sério e estrito, e Byun reprovou. Anteriormente, quando corria o risco de reprovar, ele corria atrás do prejuízo, pedindo trabalhos e dando muito mais do que seu melhor para lograr finalizá-lo. Na maioria das vezes fora Chen quem os fizera, e Baekhyun sabia que isso não era suficiente para passá-lo de série, mas passara. Só que seu amor platônico o tornara relaxado, e ficou fácil, fácil deixar-se ficar. Afinal, o que faria quando se formasse e não pudesse ao menos cumprimentar Park?

 

Park o encarou, perscrutando cada reação. Byun adotava uma expressão de inocência quando pensava seriamente em algo e aquilo era muito ruim, porque nesses momentos, o desejo do professor era ainda pior. Ficava difícil controlar os anseios por toca-lo, beija-lo, fazê-lo gemer. E, merda, de verdade, não queria ver seu adorado aluno uma vez mais ficando para trás. Baekhyun só precisava de um pouco mais de motivação, um pouco mais de atenção, um pouco mais de paciência. Sabia que seria complicado ensinar a ele em um ambiente particular, pois a cada minuto em sua cabeça surgia a ideia de transar com ele, de colocá-lo contra alguma superfície dura e fode-lo até estarem esgotados. Mas iria tentar. Não viria mal terem sexo enquanto explicava a fórmula de Báskara.

 

A resposta do adolescente nunca chegou, porque não havia mesmo nada que pudesse ser dito para amenizar o óbvio. Ele não era bom em exatas, nunca fora. Como diria seu amigo, nascera para ser de humanas. Fazer arte e vender na praia. E, não, Byun não era um hippie, muito menos sabia fazer arte.

— Bom — suspirou Chanyeol, fechando o caderno e apoiando-se nos cotovelos para observar o garoto. — Vamos tentar, Baekhyun. Eu confio que você vai conseguir.

 

O acastanhado torceu a boca. Estava entre emocionado e duvidoso com as palavras do homem. Ele confiava em si. Aquilo era bom, muito bom. Mas conhecia-se o suficiente para saber que não seria fácil. Logo, o professor estaria cansado de suas dúvidas constantes, de sua distração. Rapidamente ele iria enjoar de todos os dias tentar fazê-lo ver lógica em cada uma das fórmulas, e quando isso acontecesse, tudo teria acabado. Sabia como funcionavam essas coisas de sexo. Se ele acabasse descobrindo um ou outro defeito, acabaria também o tesão, não importaria o quão atraente ele o achasse. E, merda, Baekhyun odiava a coisa que Park Chanyeol mais amava: Matemática.

 

Encarou os olhos âmbar sentindo o coração bater acelerado. Céus! Queria tanto aquele homem! Por mais que soubesse que deveria estar sendo apenas uma diversão para ele, seu inconsciente se ilusionava com a inexistente possibilidade de que era correspondido. Descendeu os olhos pelo rosto forte e expressivo do homem, e deixou-se fixar nos lábios finos. Merda! Precisava muito de Park Chanyeol. Sem dizer coisa alguma, desceu de sua banqueta, dando a volta no balcão.

 

Park o encarou, mas nada disse quando o menino girou sua banqueta e subiu sobre suas pernas, sugando-lhe a cordura e os lábios em um beijo fervoroso! Ao caralho sua decisão de não tocar nele enquanto estivessem ali. Passou os braços por baixo das coxas fartas, enganchando-as e levantou-se, caminhando torpemente para fora da cozinha. O beijou com o desejo à flor da pele, sentindo as pernas firmar-se ao redor da sua cintura. Merda! Deveria ser pecado alguém tão lindo caminhar sobre a terra.

 

O corpo do adolescente foi depositado violentamente no estofado de dois lugares, mas isso não foi impedimento para Byun, nada disso. Havia evitado que a chispa fosse alimentada, e era tarde demais, pois ela havia explodido fazendo tudo em seu corpo pegar fogo. Puxou Park pelo colarinho da camisa, fazendo o corpo do homem cair sobre o seu, e o beijou. Sua língua sedenta abrindo caminho nos lábios finos, e enredou-se à alheia de forma desesperada. As mãos finas abriam ansiosas os botões do jeans que ele usava, os dedos hábeis enfiando-se cueca adentro para acariciar o membro ereto.

 

Chanyeol gemeu alto, sentindo o coração acelerar pela emoção e o pênis pulsar pelo toque dos dedos gelados na pele quente. Oh , merda! Como adorava sentir o toque do adolescente em seu corpo, como era aditivo aquela expressão de excitação e admiração que o garoto mantinha sobre si quando estavam juntos. Estava completamente fodido. Puxou as pernas de Byun, caindo sobre o corpo dele para beija-lo novamente. E o beijou. O beijou com fervor, suas mãos dançando sob a camisa do colégio, preocupada em tatear todo o pedaço de corpo que pudesse explorar.

 

Byun gemeu baixo, jogando a cabeça para trás quando o loiro começou a mordiscar e chupar seu pescoço. Como sentira falta daquelas carícias, e não se passara nem vinte e quatro horas que estiveram juntos! Como era possível se sentir tão desesperado por alguém daquela forma? Nem podia acreditar que estava ali, na casa de Chanyeol, prestes a transar com ele sobre o sofá da sala. A ideia era emocionante. Emocionante demais.  Encarou o teto deliciando-se com a boca do mais velho contra sua pele.

 

Os olhos negros do adolescente deslizaram-se lentamente  pela parede oposta e então Baekhyun sentiu uma dor profunda e inexplicável em seu peito. Foi como se toda a excitação saísse pela janela, fugindo de seu corpo. Seu coração pesou como uma âncora de um grande navio sendo jogada ao mar. Havia na estante, ao lado da televisão, um quadro de Chanyeol abraçado a mulher que estivera com ele mais cedo e no dia anterior. Ela sorria, com as mãos atrás da nuca de Park, e as mãos dele estavam envolta da fina cintura dela. Ambos vestidos de beca e chapéu de formando na cabeça.

 

—Baekhyun? — Chamou Park, afastando-se levemente. Encarou o adolescente de cenho franzido e expressão confusa, sem entender porque repentinamente ele apenas deixou-se murchar, deixando de acaricia-lo e de gemer. — Está tudo bem?

 

Não! Definitivamente não estava. Byun queria chorar. Queria se trancar em seu quarto e nunca mais sair. Não deveria ser normal aquela dor agoniante em seu peito. Deslizou pelo corpo de Park sem dizer uma palavra e caminhou rápido para a cozinha atrás de sua mochila, ignorando completamente os chamados incessantes do mais velho.

 

—O que aconteceu? — Chanyeol o segurou pelo braço quando tentou cruzar a sala novamente, impedindo-o. — Fiz algo que não gostou, é isso? — Se não estivesse se sentindo tão mal, o adolescente teria rido. Mas aquela tristeza o impedia de esboçar qualquer sentimento. Ele apenas negou com a cabeça, de olhar fixo no chão.  — Então, o que foi?

 

—Apenas lembrei que tenho um compromisso — falou rápido, atropelando as palavras, temente de que sua voz delatasse aquela decepção crescente em seu peito.

 

Park o encarou em silêncio, passando os dedos pelos frios desgrenhados para tentar se distrair. Se fosse sincero, não, não acreditava nas palavras de Baekhyun. Ele saberia se realmente tivesse um compromisso. Quis indaga-lo e saber o que de fato ocorreu e até abriu a boca para fazê-lo, no entanto, qual era o seu direito em receber satisfações do menino? Pois é, nem um. Aquela ideia o frustrou. Então, teve de respirar fundo para acalmar-se. Teve que rodopiar pela sala até sentir que o nó de revolta se desfazia em seu âmago, mas isso não aconteceu.

—Eu te levo — falou por fim, sentindo-se um completo idiota porque, raios, não queria se separar de Baekhyun. Ansiava por permanecer mais tempo ao lado dele, respirando o mesmo ar, ouvindo sua voz e, se a vida lhe fosse grata, sentindo o sabor de sua boca.

 

Byun passou o dedo entre os fios acastanhados, ponderando. Estar com Chanyeol o fazia se sentir como no céu. Oras, se tratava do amor platônico de toda sua vida, porém, o que ele era para o Professor? Sutilmente, deslizou o olhar até o porta-retratos, encarando a imagem dos dois. Eles pareciam genuinamente felizes. Inclusive, o adolescente era capaz de ouvir o riso solto e leve de seu professor, um riso gostoso, que o fazia ter vontade de se aconchegar contra Park e nunca mais sair.

 

Esse era o maldito problema!

 

Merda, ele estava completamente seduzido pelo Professor, enquanto o homem só estava se divertindo com ele. Provavelmente, ele estava com aquela mulher há anos. Pela foto, no mínimo uns dez anos. O que acontecia era que o homem estava querendo, sei lá, algo diferente algo novo. E quem não se deixaria entregar por alguém que mostrou-se tão fácil como o acastanhado deixara aparecer? Céus! Park Chanyeol estava lhe usando para dar uma escapada da relação monótona que deveria ter com uma esposa de anos.

 

Byun sentiu que se desfaria em lágrimas ao se dar conta dessas coisas. A sensação era a mesma que alguém sentiria se lhe apertasse o coração e lhe chutassem o estômago ao mesmo tempo. Não era muito gostoso descobrir que seu amor platônico só te via como uma diversão. Se fosse mais esperto teria logo se dado conta dessas coisas. Não teria sido estupido o suficiente para pedir um encontro a ele.

 

Merda, como pode por um segundo achar que aquilo era normal? Não o era. Não passava de um adolescente mimado, cujas aventuras sexuais mal enchiam os dedos das mãos. Não sabia controlar seus impulsos sexuais e o professor... Ah, ele era um maldito aficionado dos jogos eróticos, sabia se controlar e sabia muito bem o que estava fazendo. Com certeza, jamais se deixaria encantar por alguém tão mesquinho como o aluno o era. O que ele vira em Baekhyun deveria ser facilidade de acesso.

 

—Baekhyun? — a voz grossa de Park o fizera se situar. Estava parado próximo a porta da sala, olhando para o chão enquanto seus pensamentos divagavam nas hipóteses daquela relação. — Eu te levo — dessa vez, o homem estava afirmando.

 

—Não precisa — desesperou-se o nomeado. Se o loiro fosse leva-lo, sabia como isso terminaria, e seria basicamente com ambos no banco traseiro gemendo e suando. Agora que havia descoberto as intenções de Chanyeol, não podia deixar-se ser usado, não podia permitir-se ser amante. — Um amigo vai passar para me buscar. — mentiu, sinalizando uma mensagem qualquer no celular. — Então, tchau, Professor Park. Até mais. — Byun não esperou uma resposta, apenas abriu a porta e passou à toda velocidade por ela, fechando-a atrás de si.

 

Park o observou ir embora pela pequena janela da sala. Sua vontade era a de sair correndo atrás dele e entender o que demônios havia acontecido, por que diabos ele havia mudado completamente de comportamento, mas algo o impediu. Ele não tinha direitos sobre Baekhyun, o garoto não lhe devia explicações. Não ali, em sua casa. Não quando não estavam se encontrando fora da escola, sem ser aluno e professor. Ali eram apenas Byun Baekhyun e Park Chanyeol, vivendo algo que nem um dos dois podia explicar.

 

O loiro suspirou, chocando a cabeça contra o vidro da janela. Aquele garoto estava enlouquecendo-o. E não se tratava apenas da ereção que sempre surgia quando o via. Se fosse isso, estaria tudo bem. Tratava-se do coração palpitante e a vontade insana de estar com ele, ouvi-lo falar e sorrir. Isso não podia ser saudável.  Encarando novamente a rua, Chanyeol o viu virar uma esquina e segundos depois notou a grande Hilux estacionando em seu portão. Era Hanui. Não estava a fim de receber visitas, mas não havia forma de recusar a dela.

 

Baekhyun encostou-se no muro, tentando acalmar o coração e a respiração. Merda! Por que aquilo estava acontecendo? Precisava que parasse. Necessitava com urgência que não tivesse aquelas reações quando se tratava de Park, um homem casado. Céus! Como pudera ser tão mesquinho ao ponto de se relacionar com alguém casado? Sentia-se decepcionado de si mesmo, Chen também estaria, assim como sua mãe. Por isso, estava prometendo a si mesmo que não se deixaria render aos pés do homem. Iria, sim, aceitar a oferta das aulas particulares, porém, era apenas porque precisava ascender, agora mais que nunca. Precisava sair do Ensino Médio para que essa paixonite fosse embora de seu coração.

 

Com os pensamentos revigorados e a certeza de que seria capaz de superar seu amado professor de matemática, o acastanhado ajeitou a mochila, disposto a encontrar um ponto de ônibus para ir à sua casa. No entanto, a curiosidade falou mais alto. Antes de completar a volta na esquina, lançou uma olhadela para trás, na direção da casa de seu professor. O que seus olhos viram apenas confirmaram suas teorias. Chanyeol estava na calçada, abraçando intimamente Hanui pela cintura. Virou-se rapidamente, começando a caminha apressada, sem um rumo certo. Aquilo o despedaçou por dentro e Byun quebrou a promessa que fizera há anos, de que nunca choraria por homem algum.

 

 


Notas Finais


Gente, essa fic é algo muito importante pra mim e desde o começo eu pretendia fazer uma história. Estive indecisa sobre ser uma long ou uma short, mas quando iniciei, percebi que a história era uma short mesmo, com bastante sensualidade e erotismo. Gostaria de relembrar que Byun é maior de idade, ele tem 18 anos e é repetente. Com isso, me despeço dizendo o quanto amo vocês, o quanto amo cada comentário, o quanto amo cada favorito e o quanto sou grata a vocês. Sério! Muito obrigada.

Esse capítulo é puro drama mesmo. PSOKAPSKAPSOKAPSKAPK
Quem não adora um draminha em uma história em que tudo parece ir bem? SALKSÁLSÁPLS
Me façam saber o que vocês acharam. <3

Deixo também o link da minha PWP Kaisoo e minha longfi HunHan

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