História Let her go. - Capítulo 11


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Relevem os errinhos, e boa leitura!

Capítulo 11 - Capitulo 11.


Fanfic / Fanfiction Let her go. - Capítulo 11 - Capitulo 11.

Se pudesse, seus membros gritariam irritados pela posição na qual foram submetidos a permanecer durante toda a noite, do contrário, caso se movesse, perturbaria o repouso tranquilo de Reese; Que caíra em sono profundo em seus braços.

Nem mesmo percebeu quando adormeceu sentindo o toque macio das mãos dela afagarem seu maxilar, inclusive distribuindo carícias suaves por toda a lateral do rosto, como se ela soubesse que, desde o ataque contra o ônibus da delegação, Roman vinha sofrendo com as noites mal dormidas. Suas madrugadas pareciam ainda mais duradouras e silenciosas, o vazio ecoando por todos os cômodos escuros e solitários de sua cobertura.

O sofá novo dela era confortável, mas não indicado para um longo descanso, tampouco, para dividir o pequeno espaço com mais alguém por várias horas seguidas; A não ser que esta pessoa seja capaz de neutralizar todas as dores e fazer desaparecer da mente certas coisas apenas com a presença, nem que seja por um tempo limitado.

 Reese estivera tão atarefada com os preparativos do casamento que se aproximava que sequer teve tempo de estudar minuciosamente a feição abatida do melhor amigo, visivelmente cansado. Roman não a culpava por ter outras prioridades disputando com ele sua atenção, apenas tentava não demonstrar infelicidade por vê-la cada dia mais afastada e, obviamente, mais comprometida amorosamente com outro homem.

Logo Reese seria casada e acrescentaria o sobrenome francês do marido ao seu, um grande tormento para o goleiro, que tinha como propósito defender bolas chutadas contra o seu gol, mas falhara em segurar Reese com toda dedicação quando teve chance.

O braço que servia de apoio a ela adormecera há tempos, a almofada antes macia, que usava como suporte para as costas, tornou-se um objeto incômodo. Tudo desapareceu, no entanto, quando a viu serena apoiada em seu peito, a mão livre o abraçando pela cintura.

Amanhecia do lado de fora, a luminosidade natural adentrando a sala de estar pela fresta das cortinas que cobriam a imensa janela de vidro. E, ao invés de voltar a dormir, Roman escolheu usar o tempo que lhe restava — até Reese despertar — para admirar intensamente cada pequeno ponto da bela face dela sem se importar em estar assemelhando-se a um maníaco obcecado.

Cada mínimo detalhe da mulher parece ter sido criado para abalar todas as suas estruturas, despertar desejos desconhecidos que se encontravam adormecidos dentro de si, avivados depois do primeiro beijo do casal. Deu-se conta que somente ela fora capaz de lhe trazer tais sensações, para seu desespero, notou a importância dela em sua vida tarde demais para voltar atrás e conquista-la como devia ter feito no passado. Havia outro ocupando o lugar no coração dela que nem chegou a ser seu em definitivo.

 

**

 

— Vai se casar debaixo de neve? — debocha, preferindo esconder a vontade de revirar os olhos, mesmo porque não era culpa dela se ele não gostava de tocar no assunto, enquanto observa-a concentrada em um generoso pedaço de Schwarzwälder Kirschtorte*, seu preferido. Reese tinha a ponta nariz suja de creme chantilly, devido à cobertura do bolo, fazendo Roman se esforçar para não rir da expressão infantil que tomava conta do rosto dela toda vez que se via diante daquela sobremesa específica.

— Estaremos todos protegidos dentro do enorme salão. — os olhos azuis finalmente focados em algo que não fosse o prato a sua frente, e sim em Roman.

— Porque não se casa no verão?

— Infelizmente passarão por uma pequena reforma, e as datas mais próximas não me dão tempo suficiente para organizar quase nada. E a ultima coisa que quero é fazer tudo às pressas, porque isso nunca dá certo. — suspira, descontente com este pequeno empecilho, visto que, gostaria de poder escolher a data da cerimônia. — Se Manu não tivesse obtido sucesso em convencer a outra noiva, eu só me casaria no ano que vêm. Não sei se conseguiria esperar até lá, e Olivier aceitou casar-se no frio mesmo, nem questionou. — termina dando de ombros.

Os olhos de Roman eram voltados ao anel de noivado abraçado ao delicado dedo de Reese de maneira assídua, era impossível não ter a atenção roubada pela brilhante pedra.

— Vamos parecer um bando de pinguins congelados. — resmungou, alto suficiente para ser ouvido. — E as mulheres, vários embrulhos de diferentes cores, exceto você, que irá se perder em meio à neve com o vestido todo branco, antes mesmo de encontrar o caminho do altar. — cai na risada após ouvir a gargalhada descontraída de Reese. A última parte, no fundo, gostaria que acontecesse.

Que Reese não fosse capaz de ouvir pensamentos, caso contrário, estaria fodido para explicar o porquê de tais absurdos que passaram a tomar conta de sua mente; Tendo estes, ganhado mais força nas últimas semanas.  

— Não exagera. — o acerta com um pedaço de papel que encontrara largado sob a mesa. — Falando em vestido, preciso que me ajude com uma coisinha.

Roman ergue os olhos, dando de encontro com o tom azulado que julgou ser o mais lindo que já vira na vida, ultrapassando assim os limites da perfeição. Como negaria algo com Reese o olhando desta forma?

— Vou precisar matar alguém? — perguntou brincalhão, embora o nome de Olivier tivesse passado pela cabeça no momento em que lançara a questão. Um sorriso maldoso molda os lábios finos do homem, o olhar semicerrado causando risos por parte dela.

— Por enquanto, ninguém. — Roman se distrai com os poucos segundos que o lábio inferior de Reese, que tanto lhe chamava atenção, esteve por entre os dentes brancos e alinhados dela. — Mas já sei quem chamar quando alguém me incomodar.

— Já que não precisa dos meus serviços como justiceiro, em quê posso lhe ser útil, senhorita? — se mexe incomodado na cadeira de madeira do estabelecimento, no qual se tornara desconfortável muito de repente. 

— Como sabe, eu mesma desenharei meu vestido. — concorda positivamente, sempre esteve ciente da vontade de Reese em usar algo especial que remetesse unicamente a ela. — Queria que fosse comigo à uma loja de vestidos aqui perto, gostaria de dar uma olhada nos modelos para as minhas madrinhas.

— Eu? — por pouco não cuspiu café quente para todos os lados, muito pelo contrário, acabou por absorver, queimou a língua e sentiu o líquido descendo ardente pela garganta. A ideia de adentrar uma loja de vestidos lhe parecia um tanto absurda, não sabia onde encontrar uma em Dortmund, sequer se lembra de alguma vez ter passado em frente à uma. Reese apenas assente, confirmando. — Não é que eu não queira te acompanhar, mas porque não suas primas?

— Manu está visitando os pais e vai passar uns dias com eles, seria insensível da minha parte se viéssemos à nossa cidade e a fizesse priorizar o meu casamento e não os meus tios. — explica, sorrindo pequeno. O acontecimento marcaria o inicio da nova etapa na vida de Reese, mas, ainda assim, as necessidades de quem ela amava seriam sempre levadas em consideração. Pequenos atos como este fazia de Roman um pouco mais atraído pela moça que nem mesmo parecia perceber a importância de suas gentilezas. Manu era sua assistente pessoal, a quem depositava toda sua confiança, portanto, podia exigir prioridade, e ainda assim optava por liberá-la mesmo quando precisava de companhia. — E Ann está ocupada cuidando do Marc, mimando-o mais do que o normal.

— Bem, já que é assim, tudo bem.

Reese iria à loja de uma amiga de sua mãe, localizado bem próximo do local onde estavam, com Roman seguindo a seu lado. O jogador já havia ido àquela cafeteria inúmeras vezes, contudo, nunca vira aquele lugar que, segundo Reese, existia há vários anos.

O tilintar do sino posto propositalmente encima da porta anunciara a entrada do casal, roubando a atenção de todos os presentes. Havia algumas clientes no local, talvez tão ansiosas quanto Reese, auxiliadas por mulheres de vestidos igualmente pretos, que Roman julgou serem as vendedoras. Ele era o único homem ali, como imaginara que seria, e, obviamente, estava recendo olhares nada discretos.

Sentia-se perdido em meio a tantos vestidos, todos semelhantes a seus olhos, alguns diferenciados pela cor e tamanho somente, detalhes ignorados completamente pela percepção masculina de Roman. Estava rodeado por várias peças à mostra em manequins com poses que imitavam os movimentos de uma mulher real, e se perguntava como Reese faria para escolher entre um vestido e outro já que, para ele, eram exatamente iguais. 

Nunca entenderia como a mente feminina trabalhava.

Logo Roman fora apresentado à Andrea Weber, dona da marca que levava o seu nome e antiga amiga de Lisa Straub. As duas tinham tudo para serem sérias concorrentes, mas decidiram se unir nos negócios, rompendo a parceria somente com o falecimento da mãe de Reese. A mulher fora extremamente simpática, acolhendo-a em seus braços de forma maternal.

Iniciaram uma conversa, para Roman, um tanto quanto confusa, deixando-o absorto em seus próprios pensamentos enquanto observava Reese gesticular e falar sem parar com Andrea. Entender o que elas diziam pouco importava, não queria saber de vestidos, se contentava em somente admirar a empolgação em todos os gestos e comportamentos de Reese.

— O que acha desse? — a poltrona que se apossara era confortável, se fechasse os olhos cairia em sono profundo sem fazer esforço algum, tanto que perdera a noção do tempo.

— O que disse? — pergunta sonolento, Reese sorri da feição preguiçosa no rosto de Roman, o corpo grande dele quase caindo para fora do móvel.

— Gosta desse? — indica o vestido rosa em frente ao corpo, seguido por um azul. — Ou deste?

— Mas as noivas não se casam de branco? — não entende as duas opções dadas por Reese, tampouco a risada dela e de Andrea. Não conseguia raciocinar direito quando pego desprevenido, pior ainda é ter o sono interrompido subitamente.

— Estou procurando os vestidos das madrinhas, Bürki. — sorri, como se explicasse a uma criança, então se volta novamente para o espelho. — Pelo visto, preciso voltar aqui mais vezes.

— Fique a vontade. — Roman escuta a voz de Andrea soar, parecendo tão frágil quanto seu corpo franzino.

O goleiro tinha o rosto enterrado nas mãos, a luz do ambiente em contraste com a decoração clara incomodava seus olhos, portanto, não vira Andrea sorrir admirada com a forma como ele olhara para Reese durante todo o tempo em que ela esteve concentrada nos mais variados estilos de vestidos.

— Eu tenho algo pra você, querida. — Andrea os deixa e se encaminha para uma grande porta mais ao fundo, um sorriso brilhava em seu rosto magro ao virar-se de costas.

Reese ainda voltaria à loja para decidir qual vestimenta as madrinhas usariam na cerimonia,   dando por encerrado o primeiro passo para a escolha destes. Já havia descartado vários, facilitando na tarefa de definir qual o melhor modelo para o dia em questão.

— Está guardado há anos, só esperando o momento para ser entregue a você. — a mulher loira retorna com uma caixa retangular em mãos. — Lisa me pediu que o fizesse.

— Como assim? — Reese se aproxima, estendendo os braços para segurar o objeto oferecido à ela.

— Nós duas podemos imaginar o que tem aí dentro, não é mesmo? — Andrea sorri grande, emocionada por estar entregando o presente que Lisa confiara a ela, desejando que este fosse entregue no momento certo. — Sua mãe tinha convicção que você seguiria os mesmos passos que ela, e certa vez me disse que era muito provável que quisesse fazer o seu próprio vestido.

— Então é um...

— Nunca abri esta caixa, querida, não me permiti fazer isso. Está exatamente do jeito que Lisa me entregou. — sentia as lágrimas inundarem os olhos, os momentos com a mãe rondando sua mente. — Ela só queria que você tivesse algo dela com você, Reese. Não se sinta obrigada a desistir de suas vontades. Lisa nunca se ofenderia por você não usá-lo no dia do casamento, desde que estivesse feliz.

Não havia mais os vestidos feitos por Lisa na loja, apenas os de Weber, mas, em sua homenagem, Reese assinava suas criações com o nome da mãe; Portanto, os modelos que levavam o nome de Lisa Straub, após seu falecimento, eram desenvolvidos pela própria filha como forma de eternizá-la naquilo que mais amava fazer: Criar.

Algumas lágrimas foram derramadas ao recordar do sorriso amplo estampado no rosto da mãe, sempre que esta se via diante de uma noiva prestes a escrever um novo capítulo em sua história. Sem palavras, e abraçada à caixa fechada com um perfeito laço, deixou a loja na companhia de um calado Roman. Em completo silêncio caminharam em direção ao carro estacionado próximo dali.

Dentro do automóvel, Reese permitiu que as lágrimas caíssem livremente por seu rosto. 


Notas Finais


Schwarzwälder Kirschtorte — Conhecido no Brasil como "bolo Floresta Negra".


Favoritem a fic se estão gostando, e continuem comentando, isso ajuda muito. Até a próxima att. <3


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