História Let her go. - Capítulo 12


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Palavras 1.563
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Vamos à um POV do francês?

Relevem os errinhos, e boa leitura!

Capítulo 12 - Capitulo 12.


Fanfic / Fanfiction Let her go. - Capítulo 12 - Capitulo 12.

Os dias que passara em Dortmund ao lado de Reese só o fez perceber o quão fodido estava, em decorrência de uma sequencia de deslizes que podiam muito bem terem sido evitados. Perdera completamente a razão quando persistiu no erro; Duas, três, quatro vezes não bastou para Olivier, que se viu seduzido pelo desafio, deslumbrado a ponto de cegar-se.

Perdera o rumo assim que decidiu enfiar-se em um buraco sem saída, possuía duas escolhas somente e optou por aquela que o satisfazia momentaneamente, algo sem valor. Não existia um futuro brilhante naquilo, ainda assim, deixou ser levado pelo ego inflado e a facilidade com que se obtinha tal alívio.

Estava tentando resolver os erros cometidos no passado com mais erros, a chance de acertar em sua única tentativa era quase nula, mas, independente dos trajetos percorridos, toda a verdade viria à tona um dia; Como uma súbita tempestade, causaria estragos quando chegasse e atingisse os desavisados, e também aqueles que, no fundo, já esperavam tal atitude por parte de Olivier.

E, no fim, quem mais sofreria seria aquela que menos queria que fosse vítima de seus atos egoístas.

— E, então, como está a futura sra. Giroud?

Sem Reese em casa o silêncio tornava tudo duplamente torturante. Olivier passava tempo demais trancafiado dentro da mansão em Londres, sozinho com seus pensamentos, exceto quando algum de seus companheiros, no caso da noite em questão, Mesut Özil, invadia sua residência e se negava a deixa-la.

— Empolgada. — solta um longo suspiro, mantendo os olhos vidrados na televisão à frente, mesmo que não prestasse atenção.

— Você também não deveria estar empolgado? — o alemão dá uma generosa mordida no sanduiche que acabara de preparar com tudo de comestível que encontrou na sua frente.

Mesut pôs os pés no interior da casa e seguiu direto para a cozinha, abrindo a geladeira como se estivesse em sua própria moradia. Ele tinha liberdade pra fazê-lo, e Reese era culpada por deixa-lo tão à vontade.

— Estou. — ignora o celular tocando sob a mesa de centro. Sente o olhar questionador de Mesut, que estava longe o suficiente para não conseguir ver o visor do aparelho, Olivier evita encarar o amigo a fim de fugir das perguntas que o mesmo certamente faria.

— Não parece. — mais um motivo para acrescentar à culpa que carregava. Estava ansioso para casar-se, não imaginava que ficaria tão entusiasmado com a união definitiva do seu relacionamento com Reese, embora estivesse apavorado pelo mesmo motivo. — Olha, eu não sou a pessoa mais indicada para falar sobre casamentos, mas achei que você fosse ficar mais feliz. Faz anos que estão namorando sério e aquela mulher é apaixonada por você, francês.

— Devo estar apreensivo, só isso. — dá de ombros, a voz soando baixa.

Ouvir de uma pessoa tão próxima, como Özil, que Reese o ama, deveria, no mínimo, fazê-lo se sentir aliviado. Mas apenas conseguia questionar-se se tudo o que estava fazendo era certo com ela.

— Conversei com Reese após a nossa vitória no clássico aqui em Londres. — Olivier sabia perfeitamente de qual dia estava falando, a última noite que Reese dormiria ao seu lado se não tivesse a deixado esperando. Um calafrio percorre todo o corpo de Giroud, temendo onde Mesut queria chegar com aquele assunto. — Ela me ligou preocupada com você.

— O que disse? — se move inquieto no sofá, balançando as pernas em um sinal claro de nervosismo.

— Perguntou se você estava bravo com ela ou algo do tipo. Eu disse que se tivesse me ligado pouco antes teria conseguido falar com você, pois ainda estávamos dentro do estádio comemorando.

— Meu celular ficou sem bateria, não consegui avisar que me atrasaria antes que acabasse. — era uma verdade.

O último contato que tivera fora uma mensagem do número desconhecido solicitando sua presença ainda naquela noite. Sabia que Reese estava o esperando, como sempre fizera, e lhe partiu o coração saber que a decepcionaria mais uma vez.

— Você saiu sem que ninguém percebesse, eu não soube dizer a ela onde você estava.

— Tinha ido encontrar Pierre. — dá de ombros. Torcia para que Mesut acreditasse, pois o seu empresário devia estar no conforto de sua casa assistindo ao jogo naquela noite junto da família, e não o chamando tarde da noite para uma conversa após uma partida alucinante.

— Reese pensou que tinha algo a ver com o fato de ter sido convidada para ser madrinha do bebê da Jen.

— Porque está comentando sobre essa conversa comigo só agora? — franze a testa.

— Tem algo te incomodando, francês, e estou tentando encontrar respostas que façam sentido.

Poucos sabiam da perda do casal, e Mesut não era um deles. Se dependesse de Olivier ninguém saberia de absolutamente nada a respeito da gravidez não planejada, tampouco, o aborto espontâneo que Reese sofrera. Olivier não contara aos amigos, estava lutando para absorver a ideia de que seria pai mesmo não fazendo parte dos seus planos.

— Reese perdeu o bebê um tempo atrás. — pego de surpresa com a declaração do amigo, Özil o encara boquiaberto sem conseguir se pronunciar. — E logo na noite que ela aceitou ser a madrinha do filho da Jen voltou a ter pesadelos. Obviamente não foi algo positivo à minha mulher.

— Mas Jen sabia da perda de Reese?

— Não sei. — hesita em responder, os olhos azuis cravados nos próprios pés.

— Acho que ela só está tentando fazer com que Reese vivencie a maternidade de perto, mesmo que a criança não tenha sido gerada por ela. — comenta o pensativo e desconfiado Mesut, não queria pensar que havia maldade no gesto de Jen. — Eu lamento pela sua perda, meu amigo. — termina dizendo com sinceridade.

Olivier, certamente, omitiria a parte em que este episódio quase levara seu relacionamento ao fim. Quanto menos Özil soubesse de suas merdas, melhor seria para ambos.

Atualmente, o jogador descreveria o seu eu de anos atrás como um merda insensível, que gritou com Reese e se negou a acreditar que seria pai. A deixou com medo, apavorada a ponto de provocar uma carga absurda em seu emocional, e este provavelmente vinha a ser o principal motivo do aborto sem explicação de Reese pouco tempo depois.

Enquanto Olivier, da sua maneira, descarregava a tensão instalada entre o casal ao ser anunciada a gravidez, Reese se via sozinha.

Giroud não estava em casa quando tudo aconteceu, havia chego tarde após um jogo, não encontrando o jantar posto a mesa e nem a namorada. Para o seu total desespero, fora descobrir mais tarde, por Manu, que Reese pegara o primeiro voo com destino à Alemanha, e se jogado nos braços Roman Bürki a procura de apoio. A prima de Reese deixou claro naquela ligação que o culpava por todo transtorno causado. Haviam perdido o que seria o primeiro filho deles, e Olivier ficou mais preocupado em matar o goleiro por acolher e consolar sua mulher. Um completo imbecil.

— Obrigado. — suspira pesado, passando as mãos pelo rosto abatido, arrependido pelas dores que já causou a amada. Definitivamente, não era digno de Reese. — Ela ainda te procura?

— Quem? Jen? — Olivier assinala positivamente, querendo saber se o amigo ainda mantinha seu caso sem compromisso com a mulher. — Parou de me procurar, e confesso que estou ficando preocupado com essa paz toda.

— Por quê? — adota uma postura mais rígida, interessado no que Mesut tinha a dizer a respeito.

— Nada de bom vem do silêncio de alguém que faz questão de ser a atenção por onde passa. — sem dizer nada, Olivier concorda com tal pensamento. — Estou aliviado por ela ter largado do meu pé, mas estranho esse sumiço repentino.

— Deve estar na cama de outro jogador. — debocha, a verdade é que Jen estava longe de ter uma relação séria com alguém, era conhecida pelos inúmeros casos com futebolistas.

— Eu não duvido nada. — Mesut diz entre risos. Foram noites ao lado de Jen, e não passou disso para ele. — Ela é tão diferente das meninas, sinceramente, não entendo como são tão amigas.

— Também não consigo entender.

 

**

 

No inicio pensava que poderia contornar a situação sem causar ainda mais danos, faria o que fosse preciso para separar a vida pessoal e deixa-la o mais distante possível de seu trabalho. Na teoria seria uma tarefa fácil. Não contava que toda a tensão extracampo pudesse afetar negativamente seu empenho profissional, contudo, a derrota desastrosa em mais uma partida e a péssima atuação de Olivier em campo diziam exatamente o oposto.

A cabeça baixa, o rosto escondido nas mãos. As luzes apagadas destacava o clima melancólico dentro da enorme casa. Estava sozinho, e deveria se acostumar com a sensação.

O toque do celular interrompe seus pensamentos. O pior erro foi tê-lo atendido sem identificar a chamada, sequer olhou para o aparelho, apenas queria se livrar de quem o incomodava.

Estou indo aí. — a voz conhecida o desperta, precisa respirar fundo para não soltar inúmeros palavrões.

— Não quero que venha até a minha casa. — rosna, a mão livre massageando a têmpora. Sentia a cabeça latejar só de ouvir o riso debochado ecoar em seu ouvido.

Você não está em condições de exigir nada a mim. — desliga, ignorando-o completamente. 


Notas Finais


O capitulo anterior foi o mais comentado até agora, gostei de ver ;)

Favoritem a fic se estão gostando, e continuem comentando, isso ajuda muito. Até a próxima att. <3


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