1. Spirit Fanfics >
  2. Let me hear you - Taekook >
  3. Capítulo 9

História Let me hear you - Taekook - Capítulo 9


Escrita por: ArmyLaala

Notas do Autor


Sim, eu sou muito ansiosa e não consegui esperar até o sol nascer pra postar capítulo novo, por isso eu tô postando de madrugada, enfim, espero que gostem. Bom dia.

Capítulo 9 - Capítulo 9



Jungkook


Os dias têm se passado rapidamente. Eu não tenho escutado a música de violino, o que era normal, afinal, quando almas gêmeas se encontravam, elas tinham o poder de querer mostrar sua música para sua destinada ou não, ou seja, o anjo não tem me deixado ouvir sua música, e eu, vingativo como sou, fiz o mesmo.


Cada vez mais o dia da minha alta estava chegando, consequentemente o dia em que irei para a casa dele. Eu estava com os nervos à flor da pele, suando frio apenas em lembrar que dividiríamos o mesmo teto. Apenas cogitar a ideia de que eu o veria com roupas informais e talvez com uma toalha na cintura por ter acabado de sair do banho, era ótimo, mas ao mesmo tempo, sufocante.


O que me deixava ainda mais aflito nessa situação toda, era o simples fato de que, com certeza, a pessoa que ele namorava morava com ele. Então era óbvio que ficaria um clima estranho. Ontem mesmo, perguntei devidamente para minha mãe o porquê de ter que morar com o anjo, e ela me explicou que não está bem financeiramente e que por conta disso, teve que vender a casa pela metade do preço, e agora está morando com uma amiga. Quando perguntei como ela estava conseguindo pagar tudo o que o hospital me proporcionava, ela mudou de assunto, da mesma forma que mudou quando perguntei sobre meu pai, sabia muito bem que essa conversa estava muito mal contada.

Neste exato momento, eu estava assistindo Bob Esponja na televisão, já que não tinha nada de interessante para fazer. O meu quarto estava um pouco frio por conta do ar-condicionado, então eu estava embrulhado com entorno de três edredons, e mesmo assim, ainda tremia de frio.

O relógio marcava 11:30, já estava tarde, portando me preparei para dormir. Desliguei a televisão e virei para um lado mais confortável, fechei os olhos para esperar o sono vir, mas ele não veio. Era difícil conseguir pegar no sono sem escutar a música do violino, bufei irritado. Minutos se passaram, e quando ia descontar minha decepção no controle da televisão, a música do violino começou a soar pelos meus ouvidos de forma suave. Pelo visto, o anjo permitiu que eu escutasse a melodia maravilhosa, e quando me dei conta, já estava sonhando com o Bob Esponja caçando águas vivas junto com o Patrick.

[...]

Amanhã, amanhã eu iria receber alta, mas principalmente, iria para a casa do anjo. Eu não tinha mais unhas para roer, o nervosismo já havia dominado todos os cantos possíveis do meu corpo.

ㅡ Jungkook, no que você está pensando tanto? - Jin perguntou mexendo nos meus cabelos. ㅡ Você nem ao menos está piscando.

ㅡ Estou com a cabeça um pouco na lua. - virei meu pescoço me deparando com seus olhos atentos.

ㅡ Pensei que você estava com a cabeça no doutor. - sorriu sacana, ele sabia mais sobre mim do que eu mesmo.

ㅡ Isso não está ajudando meu nervosismo.

ㅡ O que eu quero dizer é, não se preocupe tanto, vai dar tudo certo. - puxou forte um fio do meu cabelo, me fazendo soltar uma careta e um gemido de dor. ㅡ Caso ele te desrespeitar ou te machucar, me ligue imediatamente que eu dou na cara dele.

ㅡ Não se preocupe, você já me machucou aqui. - sorri enquanto fazia uma massagem circular na área puxada.

ㅡ Nossa, desculpa, a raiva foi tanta que não deu para segurar. - se levantou devagar, indo até o armário para pegar sua chave de carro. ㅡ Já deu minha hora, nos vemos mais tarde. - veio até mim e deu um beijo na minha testa.

ㅡ Desculpe, estou interrompendo algo? - escutei a voz tão bem conhecida por mim, passei meus olhos pelo quarto até chegar na porta, vendo a figura do anjo com os braços cruzados e com uma cara nada boa.

ㅡ Não está, já estou de saída, fique à vontade. - Seokjin sorriu em sua direção e deu um leve tapa em seu ombro antes de sair do quarto e fechar a porta.

Depois que o mais velho saiu, o silêncio predominou o quarto, fazendo ficar um clima desconfortável. Tentei não olhar para seus olhos atentos em mim, sentia que não era seguro. O silêncio foi cortado pelo som de sua voz.

ㅡ Como você já sabe, sua alta é amanhã. - falava calmamente, sem pressa alguma. ㅡ Sua mãe já levou todas as suas roupas para minha casa ontem à noite, e eu tive o trabalho de guardá-las. - suspirou.

ㅡ Você não precisava fazer isso. - disse baixo.

ㅡ Não suporto ver nada bagunçado ou fora do lugar. - revirou os olhos. ㅡ Trouxe umas peças de roupa para a sua saída do hospital amanhã de manhã. - abriu a porta do quarto, saiu por alguns segundos e logo entrou carregando uma mochila. ㅡ Veja se você gosta ou quer que eu traga outras. - jogou a mochila na cama.

Levantei devagar na cama e estiquei minha mão até pegar a mochila, a abri e enfiei minha mão lá dentro, pegando primeiro um casaco, depois uma calça moletom. Quase morri de vergonha quando tirei uma cueca e duas meias, ambas vermelhas com o desenho do homem de ferro.

Minha visão parou em seu sorriso ridículo.

ㅡ Bom, é isso, nos vemos amanhã de manhã. - saiu do quarto sem mais nem menos, apenas se despedindo com o balançar das mãos por trás das costas.

Anjo coisa nenhuma, é um projétil atualizado do capeta.

[...]

Fui acordado com três batidas na porta logo de manhã cedo. O sol mal havia acabado de nascer. Eu estava morrendo de sono pelo simples fato de não ter conseguido dormir absolutamente nada noite passada, a ansiedade falou mais alto. Abri os olhos aos poucos para me acostumar com a claridade do quarto, vendo uma médica ao meu lado junto a um buquê de rosas amarelas.

ㅡ amarelo...? - perguntei meio sem noção do que estava acontecendo ao meu redor.

ㅡ Uma pessoa veio até a recepção e pediu para entregar a você essas flores. - sorriu gentil.

Tentei me sentar de forma mais elegante para não mostrar a lástima que eu ficava quando acordava de manhã cedo. Peguei o buquê coberto por um plástico branco com detalhes lindos, procurei algum bilhete ou informação de quem teria mandado o presente, mas não encontrei.

ㅡ Não tem nada escrito. - falei confuso.

ㅡ Talvez a pessoa não quer que você saiba que foi ela quem enviou. - estava quase saindo do quarto quando pareceu se lembrar de algo e se virou. ㅡ Alguns dos enfermeiros virão para te ajudar a tomar banho e se arrumar, parabéns pela alta. - sorriu e saiu do quarto.

Eu queria muito tomar um ar puro, mas as janelas estavam fora do meu alcance. Não demorou nem cinco minutos para os enfermeiros chegarem para me ajudar a tomar banho. Depois de feito, me vesti com cuidado. As roupas pareciam estar ainda mais folgadas do que antes, já que emagreci. Quando já estava tudo pronto para a minha saída, me deitei confortavelmente na cama e liguei a televisão, me concentrando em assistir qualquer tipo de desenho infantil que passasse.

ㅡ Vamos. - quase dei um pulo de susto por conta da fala inesperada. ㅡ Oh.

ㅡ Você quer me matar do coração? - pus as mãos no peito em sinal de indignação.

O anjo pegou a mochila, que estava em cima da cômoda e colocou em suas costas. Foi até a cadeira de rodas, trazendo-a para perto da cama. Ele veio em minha direção e sem aviso prévio, percorreu as mãos por debaixo das minhas costas e pernas, me levando para seu colo com facilidade, como se eu fosse um saco de batatas. Me pôs com cuidado na cadeira de rodas.

ㅡ Espera, me dá aquelas flores que estão em cima da cama, por favor.

Ele foi em direção às rosas amarelas e as pegou, me dando logo em seguida. Fui conduzido pelos corredores. Pude perceber os olhares estranhos de várias pessoas para nós, o que me incomodou, mas tentei não me importar tanto. Já estávamos passando pela saída do hospital, e finalmente senti o vento colidir gentilmente pelo meu cabelo, fazendo os fios balançarem para todos os lados. Nem havia percebido o quanto sentia falta da realidade.

Chegamos no estacionamento e paramos de frente a um carro diferente de todos os outros que estavam estacionados. Ele era simplesmente magnífico, deveria custar uma fortuna. Eu estava tão hipnotizado olhando para o carro que nem percebi que o acastanhado já estava colocando minhas coisas no porta-malas.

Ele abriu a porta dos passageiros e logo depois veio na minha direção. Ver seu olhar tão fixo no meu dava arrepios por todo o meu corpo, até mesmo em lugares que não deveria.

O anjo me pegou no colo mais uma vez, me levando para o banco do passageiro. Depois de feito, deu a volta no carro e entrou. Pôs seu cinto de segurança, tudo bem até aí, mas as coisas ficaram um pouquinho complicadas para a minha situação quando eu senti sua respiração quente perto do meu pescoço, fazendo-me ofegar.

Ele iria me beijar?

Me afastei de si com os olhos arregalados e com a respiração acelerada. Conseguia ouvir os batimentos rápidos do meu coração.

ㅡ Você ia m-me beijar?

ㅡ O quê? Eu estava tentando colocar o cinto de segurança em você. - disse com a confusão estampada em seu rosto.

ㅡ Ah, certo... o cinto... claro.

Me ajeitei na cadeira para pegar o cinto e rodá-lo pelo meu corpo. Sentia minhas bochechas arderem de vergonha, com certeza eu estava todo vermelho. O pior de tudo, era saber que ele me encarava sem nenhum pingo de constrangimento.

ㅡ Está parecendo um tomate.

Feito, piorou tudo. Coloquei minhas mãos no meu rosto para cobri-lo, e pude escutar claramente o som de sua pequena risada, o que me fez lembrar da conversa com minha mãe, talvez eu realmente fosse capaz de colocar um sorriso no rosto dele.

Ele deu partida do carro e saímos do estacionamento. Estávamos andando pelas ruas, as coisas tinham mudado bastante nesses três anos. Acabei passando por um lugar conhecido, muito bem conhecido. Era a cafeteria onde eu trabalhava, Delicious Coffee, o que me fez passar pela enorme nostalgia que era estar lá.

ㅡ Pare o carro agora. - quase gritei, fazendo o anjo se assustar e estacionar o carro.

ㅡ Você está se sentindo mal? O que foi? - perguntou olhando para todos os pontos do meu corpo para ver se encontrava algo estranho.

ㅡ Estou bem, apenas quero ir naquela cafeteria, me leva. - pude vê-lo suspirar fundo e me olhar com cara de poucos amigos. ㅡ Por favorzinho.

ㅡ Você me assustou, não faça mais isso. - tirou as chaves do carro para sair.

ㅡ Ande logo, escravo.

O acastanhado foi até minha porta, a abrindo. Ergui meus braços em sua direção e fui pego no colo, circulei meus braços pelo seu pescoço e apoiei minha cabeça em seu ombro, sentindo suas mãos irem para a parte debaixo das minhas coxas. Eu estava amando isso, mas ao mesmo tempo... me sentia mal. Ele foi até o porta-malas, tirando a cadeira de rodas de lá, fez tudo isso apenas com uma mão, enquanto a outra, me segurava.

ㅡ Agora que eu percebi, eu pensei que você era da minha altura, mas não, é baixinho... deve bater onde em mim? No meu queixo. - sorriu.

Aquele anjo estava brincando com fogo.

ㅡ Eu não sou baixinho, você é que é alto. - falei emburrado. ㅡ Quanto você tem de altura?

ㅡ 1.89. - certo, eu estava surpreso.

ㅡ Um poste.

Ele me levou até a cafeteria enquanto ria, ou melhor, gargalhava, o que causou inúmeras borboletas no meu estômago. Eu não estava nem um pouco acostumado em ouvir o som melodioso de seu riso, afinal, ele não demonstrava com tanta facilidade o que sentia.

Entrei no local, sentindo o cheiro maravilhoso de café, doces e salgados. Porém, o que foi mais nostálgico, foi o sino tocar assim que entrei.

ㅡ Jungkook? - escutei meu nome ser pronunciado. Olhei para cima até ver Chanyeol, meu ex chefe, que parecia estar espantado com minha chegada. ㅡ Gente, Jungkook está aqui.

Ele praticamente gritou, chamando atenção de todos os clientes. Pelo o que eu me lembrava, uma das principais normas de lá, era tentar não fazer barulhos desnecessários, para manter um ambiente agradável, mas quem quebrou a regra, foi o próprio dono.

No mesmo segundo, vários funcionários saíram de suas áreas de trabalho, inclusive os que ficavam responsáveis pela cozinha. Todos vieram na minha direção para me abraçar, alguns até mesmo choravam, e eu também, afinal, eu conhecia todos os rostos dali, mas sentia ainda mais falta de um, que não estava lá.

ㅡ Como você está? - todos perguntaram ao mesmo tempo, arrancando risadas da minha parte.

ㅡ Estou bem, claro que é um pouco difícil assimilar tudo isso, mas estou conseguindo aos poucos.

ㅡ Sabe, Kookie, a sua vaga ainda está em aberto desde aquele dia. Então, quando você se recuperar, saiba que as portas continuam abertas para você. - Minho disse sorridente, fazendo todos concordarem. E eu, molenga como sou, chorei ainda mais. Eles sempre foram muito acolhedores e amáveis comigo, uma família.

ㅡ É bom saber que não vou ficar desempregado... - funguei.

ㅡ Vou trazer sua sobremesa favorita junto com seu café, fique à vontade. - sorriu carinhosamente

Levantei minha cabeça até ver a figura parada ao meu lado. Sua postura parecia um pouco rígida, o que era estranho. Chamei sua atenção com a mão, até vê-lo me olhar.

ㅡ Podemos comer aqui? - perguntei por conveniência, mesmo se ele negasse, eu iria do mesmo jeito.

ㅡ Sim, por que não?

Nos sentamos em uma das mesas perto das janelas, era meu lugar favorito. A paisagem da janela me lembrava um pouco as lembranças do sonho que tive. Não demorou muito para Minho chegar com um pedaço de torta de chocolate com morangos em cima, junto a um café. Quando ele estava saindo, senti sua mão acariciar meu cabelo, sorri em sua direção. Me virei para comer minha sobremesa com um sorriso empolgado no rosto, mas acabei me deparando com a expressão nada agradável do anjo.

ㅡ Sua cara está péssima. - falei fazendo careta.

ㅡ Infelizmente, esta é a única que eu tenho. - cruzou os braços e revirei os olhos com sua ação. ㅡ Eu sou mais velho, você não pode revirar os olhos para mim.

ㅡ Sim, senhor. - quando estava prestes a comer, fui impedido com sua mão na frente do meu prato.

ㅡ Esqueceu que não pode comer esse tipo de coisa? Sua dieta está balanceada e restrita. - seu tom de voz era sério.

ㅡ Ah! Olha um gafanhoto comendo um golfinho ali na árvore. - apontei para a janela vendo ele virar seu pescoço para tentar enxergar o que eu havia dito, me dando tempo para enfiar uma colherada enorme de torta na boca.

ㅡ Não acredito... - mastiguei a torta com vontade, era tão boa, a comida do hospital era horrível. ㅡ Seu irresponsável.

ㅡ Huuuum, é tão bom ser irresponsável. - terminei a torta quase chorando de alegria.

Como já estava na hora do almoço, saímos da cafeteira depois de me despedir de todos os funcionários. Entramos no carro e começamos a ir em direção ao apartamento do anjo, que ficou quieto por todo o caminho.

ㅡ Pelo visto, você é bem querido por lá. - disse concentrado no trânsito. ㅡ Principalmente por aquele tal de Minho... Kookie...

Não entendia o porquê dele estar agindo daquela forma, por que ele ficava emburrado quando me via com alguém?

ㅡ Sim, eles são muito especiais para mim. - respondi.

ㅡ Você também chora muito. - comentou.

ㅡ Um pouco. - sorri.

ㅡ Essas flores... - apontou para as flores amarelas ㅡ Quem te deu? Sei que não foram seus amigos.

ㅡ Eu não sei, não "tava dizendo o nome da pessoa no cartão. - dei de ombros. 

Minutos depois, ele estacionou o carro. Eu nem havia percebido que já tínhamos chegado. O apartamento era enorme, o maior de todos que eu já tinha visto ao longo do caminho. Quase babei encarando o edifício tão grande. Ele realmente era rico.

ㅡ Vamos. - o anjo saiu do carro e abriu o porta-malas para pegar minhas coisas.

Já estávamos no elevador, este que começou a tocar uma música de piano. Ouvi o anjo suspirar e ficar tenso de repente, senti suas mãos tocarem meu ombro. Ele não parecia estar bem. Apertei suas mãos com cuidado. Eu não sabia o que ele estava passando, mas se eu pudesse ajudá-lo pelo menos um pouco para tirar um pequeno peso de suas costas, eu faria. Demorou bastante para chegarmos no andar dele, que pelo visto, era a cobertura.

Finalmente o elevador parou e saímos do mesmo. Havia só uma porta nesse andar. Escutei um barulho de chaves e logo o anjo se pôs na frente para abri-la. Entramos no apartamento rapidamente. Eu estava deslumbrado com tamanha organização e beleza do apartamento.

ㅡ Vocês chegaram. - virei meu pescoço na direção da voz desconhecida, me deparando com um homem baixinho, loiro e dono de um sorriso lindo.

ㅡ Jimin... - vi um pequeno sorriso se formar no rosto do anjo, o que fez meu coração quebrar. Pelo visto, eu não era o único que podia fazer ele sorrir.

ㅡ Então você é o famoso Jungkook. - veio na minha direção e empurrou o acastanhado, me levando até um dos sofás sem nem avisar ou pedir permissão, ele parecia ser alguém animado.

ㅡ Famoso? - perguntei com estranhamento.

ㅡ Ah, é que o Taehyung vive falan- Jimin foi interrompido de falar qualquer outra coisa pela mão do anjo tampando sua boca.

ㅡ Jungkook, você quer alguma coisa para beber? - o acastanhado falou rapidamente, parecia nervoso.

ㅡ Não, obrigado. - ele saiu da sala junto das minhas bagagens. ㅡ Esse apartamento é bem grande. - disse olhando em volta.

ㅡ Sim, às vezes eu me perco nele quando durmo aqui. - coçou a nuca.

ㅡ Você... dorme aqui? - perguntei pausadamente, tentando assimilar o que eu mesmo havia dito.

ㅡ De vez em quando. - seu sorriso era incrivelmente fofo, principalmente pelo fato dele fechar os olhos para fazer isso.

ㅡ Ele é bem sortudo por ter alguém como você como namorado. - comentei, por fora parecia que eu não me importava com isso, mas por dentro, eu estava quebrado em pedaços.

ㅡ Que? Namorado? - começou a gargalhar se inclinando um pouco para frente, ao ponto de se desequilibrar e cair, tendo que se apoiar com as duas mãos no chão. ㅡ Ele não é meu namorado, claro que não, somos apenas melhores amigos. - falou enquanto enxugava as lágrimas que escorriam por sua bochecha.

ㅡ Desculpe, eu pensei que-

ㅡ Tudo bem, não pense demais nisso. - virou o pescoço até a direção em que o anjo tinha ido. ㅡ Taehyung provavelmente foi arrumar suas coisas lá no seu quarto.

ㅡ Arrumar? Eu mesmo posso fazer isso. - falei um pouco espantado, eu não queria dar trabalho. O que ele estava fazendo por mim já era o suficiente.

ㅡ Não se preocupe com isso. - um pequeno silêncio predominou o local, mas foi cortado em seguida pelo ronco vindo de sua barriga. ㅡ Opa, vou preparar uns sanduíches naturais para a gente. - falou se levantando do sofá, indo em direção à cozinha saltitando fofamente.

ㅡ Não precisa. - falei sem graça.

ㅡ Mas vou fazer! - gritou já da cozinha.

E foi assim que iniciou meu primeiro dia, de muitos, na casa do anjo. 




Notas Finais


O início de um sonho... esperamos que não dê nada errado hahahahaha

AAAAHH!! Esqueci de dizer hehe, eu tenho um grupo de WhatsApp que criei para os leitores, lá eu dou alguns spoilers e às vezes esqueço que o grupo existe... errar é humano, enfim, o link tá na minha descrição do perfil!!!

Até a próxima segunda, fiquem bem 💛

Me desculpem qualquer erro.

Beijos da Laala~ 🌻


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...