História Let Me Know - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Min Yoongi (Suga)
Tags Drama, Fluffy, Min Yoongi, Romance, Suga, Yoongi
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Palavras 2.735
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Me apoiem. ♥

Capítulo 3 - A gente tá em um relacionamento Min Yoongi


Gostei da sandália, agora ela é minha.

Depois de ajudar minha prima a escolher a roupa, ela já estava quase terminando de se arrumar enquanto eu ainda estava lá empatando a vida dela, acho que ele tinha esquecido de mim.

Enquanto estávamos no quarto meu celular tocou na sala, mas como estava no vibracall eu não escutei, era um número desconhecido, mas eu sabia que era ele.

Depois da última festa, como eu estava evitando não só a presença dele, mas também as ligações e as mensagens, tinha excluído seu número de celular, e antes que esquecesse, salvei na agenda de novo, mas agora quem não atendia era ele.

Sentada no sofá verde claro da minha prima eu ia mandar uma mensagem para Yoona e perguntar onde diabos o irmão estava enfiado que me largou há séculos e ainda não tinha vindo me buscar.

Assim que peguei o celular, ela me ligou.

— " Vem pra minha casa agora. " — a voz dela estava tão exaltada que eu imaginei quantas outras latinhas ela tinha tomado.

— " Eu tô esperando o seu irmão Yoona, acho que ele me esqueceu aqui na Duda." 

— " Você não tá entendendo." — só aí que eu percebi que a voz dela estava exaltada não pela bebida, mas porque ela estava chorando. — " Aconteceu uma briga na Pizzaria, vem pra casa."

Tum tum. Tum tum. Tum tum.

Droga.

— " Cadê ele, ele tá bem? " — perguntei já sentindo a voz falhar.

— " Vem pra casa. " 

— " Cadê ele Yoona??? " 

Marcelo chegou na hora que eu gritei, ele disse que estava sabendo de tudo já que no caminho viu o incidente ao passar na frente da Pizzaria.

— " Eu te levo lá, só fica calma. " — Duda já estava ao meu lado, espelhando a minha expressão de desespero.

— " Yoona o Marcelo vai me levar, eu já tô indo." — desliguei o telefone sentindo as mãos tremerem em volta do celular.

Eu não quis pensar em nada, só tentei manter minha mente calma e não pensar no pior.

Não pensar no pior.

Não pensar no pior.

A caminho da casa dos Min, passamos pela frente da Pizzaria e estava um caos, as luzes do lugar se misturavam com as luzes dos carros da polícia, que se misturavam com as luzes das ambulâncias da Samu. Com um monte de gente em volta, eu avistei o Seu Min e pedi aos berros para o Marcelo parar o carro. Ele não queria mas eu já estava abrindo a porta antes mesmo do carro diminuir a velocidade. Uma ambulância estava saindo bem depressa assim que eu cheguei, avistei também a minha mãe ao lado da Dona Min, e corri até lá o mais rápido que eu pude.

— " Cadê ele? " — perguntei direto para a sua mãe. — " Cadê ele? "

Elas vieram para o meu lado e assim que eu avistei vários corpos pelo chão, tapados com o plástico preto da polícia, eu finalmente entrei em desespero.

Pedro estava dentro de uma das ambulâncias, larguei elas lá e fui atrás dele já cega pelas lágrimas.

— " Pedro o que aconteceu? Cadê o Yoongi? " — sua camiseta branca estava manchada de um vermelho vivo, ele sangrava por um corte feio na cabeça e parecia ter um ferimento de bala na altura do braço esquerdo, mas era de raspão, e agora todos os piores cenários já tinham me invadido.

Ele parecia meio zonzo por causa do medicamento que tinha tomado, mas respondeu da melhor forma possível se desvencilhando dos paramédicos.

— " Quando a gente tava saindo um casal que já tava lá começou uma discussão e em meio aos xingamentos do nada o cara agrediu a garota, e você sabe como o Yoongi é." — minha cabeça estava girando sem parar, sim eu sabia como ele era, sempre querendo mudar o mundo, sempre se metendo na merda dos problemas dos outros. — "E logo depois a gente se meteu também e aí a confusão se formou, mas o cara sacou uma arma e saiu atirando pra cima de todo mundo. "

Minha mãe passou os braços em volta de mim e eu senti minhas pernas tremerem como todo o resto do meu corpo já estava. Só o que passava pela minha cabeça eram os corpos pelo chão e eu já imaginei o inimaginável.

— " E cadê ele pelo amor de Deus? " 

A Dona Min chegou ao meu outro lado e o Pedro terminou dizendo que na Pizzaria também estava um policial reformado que trocou tiros com o cara e no meio disso, Gabriel, Ricardo, Léo e Yoongi tinham sido atingidos. Um dos corpos no chão era do Ricardo, o outro do cara que tinha começado a briga e o outro de um dos atendentes.

— " O Yoongi acabou levando dois tiros e levaram ele pro Hospital Silvestre com os outros. " — o paramédico pediu que eu me afastasse que iam levá-lo também para o Hospital, a Dona Min estava chorando ao meu lado e eu estava paralisada de alívio por saber que não era ele que estava ali deitado no chão, mas ao mesmo tempo ainda tremendo de preocupação por saber que ele ainda estava correndo risco.

A mãe do Ricardo estava inconsolável ao lado do corpo do filho, suas lágrimas também doeram em mim e eu não fazia ideia do tamanho da dor que ela estava sentindo nesse momento.

— " Vá para casa querida, nós vamos ao Hospital e qualquer coisa nós avisamos para vocês lá, a Yoona está só com o Thiago, fique com ela tá bom?" — o filho tinha herdado o dom de chegar de mansinho do pai, porque o Seu Min tinha chegado ao meu lado e me direcionado de volta ao carro do Marcelo sem eu nem perceber.

— " Por que você não atendeu a ligação que ele te fez minha filha? " — minha mãe fechou a porta e perguntou pela janela do carro.

Expliquei enquanto balançava a cabeça freneticamente que não tinha atendido porque estava no quarto junto com a Duda e que quando tinha ligado de volta ele já não me atendia e agora eu sabia o motivo.

— " Calma minha filha, eu entendi. Olha, eu vou passar a noite com os pais dele, a família dos outros meninos também já está indo para o Hospital, fique com a Yoona hoje, e amanhã vocês vão, ok? "

Confirmei com a cabeça, me despedi da minha mãe, Duda e Marcelo me levaram em casa, peguei algumas coisas e voltei para a casa dele para me juntar com a irmã. Fiz tudo no automático e no caminho, pedi a Deus que ele ficasse bem e voltasse para mim só para podermos implicar um com o outro mais uma vez. 

~~~~~~~~~~~~~

Domingo.

Meus olhos mal conseguiam se abrir de tão inchados.

Yoona estava com o braço em volta de mim e mesmo dormindo ela não parava de soluçar, pela janela a madrugada escura finalmente chegava ao fim e diversos tons de azul claro começavam a salpicar o céu.

Após 8h de cirurgia ele tinha saído da sala de operação e estava em observação sem ter sido necessário ir para a UTI. Seus outros amigos tirando infelizmente o Ricardo, foram alvejados em locais não tão perigosos por assim dizer, ou foi na perna, ou foi no ombro, ou foi no braço, mas em nenhum lugar crítico. Yoongi tinha levado dois tiros, um no abdômen e um no peito, passei a noite inteira pensando nele e no tempo em que me mantive afastada me privando da sua companhia e do seu carinho por causa de uma bobagem, se eu não tivesse vindo a festa de ontem e algo de pior tivesse acontecido com ele sem nós dois termos tido a chance de conversar e nos acertar, se a essa altura ele não estivesse mais aqui, agora eu estaria me sentindo tão mal que poderia facilmente morrer junto.

Desisti da minha tentativa de sono e fui fazer café.

Com a cabeça da irmã encostada no ombro, contei sem parar os tic tacs do relógio até que Thiago chegou para nos levar ao Hospital.

No corredor uma fila interminável de pais desorientados lotava o andar, levamos café quentinho e mesmo que ele não servisse de nada para aquecer a alma daquelas mães, aqueceria a garganta.

— " Omma?" 

Quando estava nervosa Yoona sempre chamava a mãe de 'omma', elas se abraçaram e eu me pus ao lado da minha própria 'omma'.

2h se passaram.

Um médico veio avisar que assim que Yoongi pudesse receber visitas, ele voltaria.

4h se passaram.

Thiago teve que ir ficar com a própria família.

Na 6° hora, minha mãe e eu, Yoona e o pai fomos para a lanchonete do Hospital comer um sanduíche e por mais que a minha tivesse insistido, a mãe dele não quis vir, não estava com fome e eu entendia perfeitamente já que meu lanche passava de uma mão para a outra desde o momento em que eu o peguei.

Hospitais são tão feios.

Aquelas paredes brancas, beges e monocromáticas na minha opinião só faziam quem estava lá ficar mais apático ainda.

Contei quantos tons de azul tinham do refeitório até o corredor, enquanto voltávamos para a sala de espera. Eu tinha mania de contar, cores, palavras, tic tacs e sorrisos, assim que viramos o corredor a mãe dele estava de pé já saindo ao lado de um médico e eu não consegui segurar meu arfar.

— " Sua mãe tá falando com o médico, Yoona. Vai lá, vai lá." — correndo ao encontro da mãe e com o pai andando apressado logo atrás, eles seguiram pelo corredor a fora.

As minhas próprias pernas estavam mais correndo do que andando, mas mesmo que quisesse não poderia passar na frente da família na fila das visitas.

De pé e fazendo um belo buraco no chão da sala de espera, minha mãe tentava me acalmar.

— " Sente aqui ao meu lado minha filha. " — como pedido de mãe não se nega, sentei ao seu lado e deixei que ela me confortasse. — "Desde que eram crianças eu sempre soube que vocês dois tinham algo sabia? Passei muito tempo me perguntando quando esse algo iria realmente sair das profundezas e florescer para todos nós da superfície. "

Meus ombros balançavam com essa analogia maluca que só poderia ter saído da cabeça da minha mãe, por isso eu ficava por aí contando coisas, a loucura era hereditária.

— " Será que ele tá bem mãe? " — ainda estava com medo, receosa, e ela só me abraçou e me apertou junto de si, as mães não precisam falar nada para nos aconchegar, só basta um abraço, um carinho e você já se sente melhor.

Ouvi vozes e passos do corredor ao levantar a vista, a Dona Min veio direto na minha direção e embora seus olhos estivessem vermelhos, sua boca estava sorrindo, ela tinha algo nas mãos e antes que eu visse o que era me abraçou tão apertado que eu quase fiquei sem ar.

— " Ele está bem, ele está bem, o médico disse que você o salvou, eu nem sei o que dizer." — ela estava confusa, Yoona estava me agarrando do outro lado e ao tirar os óculos de grau seu pai limpou o canto dos olhos discretamente.

O que estava acontecendo aqui?

E então a Dona Min me estendeu um emaranhado de amarelo amassado e eu a fitei sem entender por 5 segundos inteiros, olhei para seus olhos ansiosos e voltei meus olhos para a minha mãe, mas meus próprios olhos não encontraram os dela, caíram sobre o seu colar de ouro de coração.

Há dois anos eu tinha comprado dois colares de ouro, um para a minha mãe e outro para mim, ontem eu tinha tirado e posto no bolso da camisa dele, a intenção era de que quando ele voltasse para me buscar na casa da minha prima, me devolvesse o colar. Eu dei para Yoongi como uma forma de demonstrar que meu coração estava indo com ele, mesmo que essas palavras não tenham saído da minha boca.

— " Obrigada, obrigada." — ela voltou a me abraçar enquanto eu pegava o que restou do colar.

— " Yoongi tá perguntando por você." — Yoona estava como a mãe, com o olhar vermelho, e vários soluços pelo corpo, mas com o mesmo sorriso lindo do irmão. — " Corre, corre. "

E eu corri.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Fechei a porta devagar e seus olhos voltaram a se abrir, me mantive encostada nela, com medo de me aproximar demais e machucá-lo.

Ele estava tão pálido, e foi exatamente por isso que eu reclamei das paredes dos hospitais, seu cabelo escuro contrastava com sua pele branquinha, e quando ele me olhou, na hora senti meus olhos tremerem.

— " Ouw cadê a minha pizza?" — perguntei baixinho tentando ignorar a lágrima que escorria da minha face sem permissão.

Ele continuou me olhando, seus olhos pequenos estavam menores ainda, mas mesmo assim eu contei 29.

Meu sorriso predileto embora fraquinho, estava ali, bem ali na minha frente.

Batendo ao seu lado na cama, ele me chamou.

— " Vem cá." — sua voz também estava fraquinha, mas alta o suficiente para ser entendida.

Ao andar até ele limpei os olhos e me coloquei ao seu lado na cama.

Apoiei minha mão em sua face e logo seus olhos se fecharam novamente, com as pontas dos dedos desenhei suas feições, cada pedacinho do rosto dele estava gravado na minha memória, na minha retina, no meu peito há anos.

Sem resistir bem de levinho encostei meus lábios nos dele, só para ter certeza de que ele estava ali, de que ele realmente estava ali.

— " Não chora, eu tô bem." — ele passou a mão pelo meu rosto e limpou outra lágrima que escorria sem ser chamada.

— " Eu não tô chorando, é só o alívio que tá transbordando em mim de dentro para fora. " 

Nossos olhos estavam presos.

Conversamos sobre o que aconteceu ontem, sobre o meu colar que impediu que a bala atravessasse o coração dele, sobre seu amigo que tinha levado a pior e o motivo dele sempre querer ajudar todo mundo, muitas vezes sendo inconsequente para tal.

— "Confesso que se fosse egoísta minha vida seria mais fácil, mas eu não podia permitir aquilo, você sabe que eu não podia. Também nunca quis que os outros se envolvessem e que meu amigo tivesse pagado o pato, e é esse tipo de situação que eu quero evitar, não consegui evitar que acontecesse comigo, mas quero trabalhar para evitar que aconteça com outras pessoas. "

Respirei fundo porque ele sempre tinha sido assim, desde criança defensor dos frascos e comprimidos, ao se meter na briga dos outros no parquinho por causa de um pirulito roubado, ou se intrometendo nas surras dos bullyings na adolescência e agora englobando o mundo embaixo das suas asas na fase adulta.

— " Eu entendo mas se a gente vai começar algo aqui, eu só quero que você pare um pouco com essa sua mania de sair por aí salvando todo mundo e se salve primeiro, se mantenha seguro Yoongi, ontem você quase acabou com a sua família e de brinde quase acabou comigo junto."

Sua mãe já tinha dito a mesma coisa, e ela era a mãe, eu não queria brigar com ele pela a mesma coisa, pelo menos não agora, e após confirmar para ela, ele confirmou que teria mais cuidado para mim.

Minha mão estava entrelaçada na dele, e eu beijei cada um dos nós dos seus dedos antes de voltar a beijá-lo nos lábios, e aquele era meu sabor preferido, o gosto da boca dele na minha.

— " Então agora a gente tá em um relacionamento de verdade? Eu precisei levar dois tiros pra que você me aceitasse?" — sua voz rouca estava baixa, mas quase brincalhona.

30.

Me dando espaço para sentar ao lado dele na cama e torcendo para que ninguém viesse brigar comigo, encostei bem devagarinho o corpo ao lado do dele. Sua cabeça descansou no meu ombro e a minha na dele, Yoongi inspirou o perfume do meu cabelo enquanto eu começava a fazer um carinho lento pelo dele englobando também a sua nuca.

Suspirei pesado ao seu lado.

— " Desde que eu te vi pela primeira vez com a cara toda suja de AÇÚCAR de jujuba a gente tá em um relacionamento Min Yoongi. " 

E mesmo não podendo enxergar, eu sabia que ele estava sorrindo.

31.

 


Notas Finais


Sim, acabou !
Como disse antes, eu sonhei com essa fic !
Mas mudei o final porque a fic é minha, e por não aceitar como terminou o sonho, já que no sonho não sobrava nadinha do Yoongi.
Um dia acho que vou voltar para ela, mas vai demorar porque tenho outras fics, espero que me acompanhem !

Tenho outra fic com o Yoongi, caso se interessem:
Não Me Abandone Jamais:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/nao-me-abandone-jamais-11856336

Beijos !


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