História Let Me Know - Capítulo 10


Escrita por: e Nah_seok

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Jihope!brotp, Jinmin, Menção!jikook, Menção!taekook, Nah_yoongi, Otp's, Protectsope, Yoonseok
Visualizações 54
Palavras 2.915
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey gente kkkj nos desculpem por ficar duas semanas sem postar, houveram uns imprevistos, mas a gente está de volta.

O Bangtan vai no Amas e eu to nos berros aksoaksoak rindo de desespero. To muito ansiosa pra ver meus meninos.

Pra esse capítulo de hoje, indicamos que vocês leiam ouvindo:

Home - Ailee e I'm Not The Only One - Sam Smith

Capítulo 10 - Capítulo 10 - " I don't want to go home today"


  Seokjin arrastou a caixa de papelão que estava embaixo da sua cama, vendo a quantidade de poeira que havia em sua superfície. Abriu-a, podendo, assim, observar a enorme quantidade de revistas e folhas soltas que continham alí. Retirou uma quantidade excessiva de folhas, até achar um velho livro de receitas - que havia herdado da avó -, e rapidamente levantou-se, indo em direção á cozinha, onde testaria uma das receitas.

Depositou o livro sobre a mesa e tratou de folheá-lo.

  Passou os dedos pelas páginas amareladas e comidas por traças, até achar uma receita específica.

  Jin faria um doce estrangeiro - sabia pelas anotações que sua avó havia feito no rodapé da página. Parecia simples, deliciosa e, o melhor, não precisa de muitos materiais.

  Seokjin caminhou até os armários a fim de encontrar os materiais necessários para sua receita; acabou descobrindo que faltava alguns específicos, e amaldiçoou-se mentalmente por ter esquecido de fazer compras aquela semana.

  O Kim suspirou frustrado, tentando decidir se valia a pena sair de casa apenas para comprar aqueles ingredientes; decidiu que, sim, iria comprar os materiais necessários para sua receita, pois sabia que não ficaria quieto até conseguir realizá-la.

  Voltou para o quarto e procurou em seu guarda-roupa algo quente para vestir - pois trajava roupas de tecido fino e, provavelmente, fazia frio lá fora.

  Após a escolha das roupas, o Kim rapidamente se dirigiu a saída, escolhendo descer pelas escadas - visto que o elevador estava em situações precárias. Adentrou a recepção e correu até a saída, evitando olhar diretamente para os vizinhos, a fim de evitar conversas prolongadas.

  O Kim pôs as mãos dentro dos bolsos do seu moletom quando o frio da tarde atingiu seu corpo e passou a caminhar com passos largos até o mercado mais próximo. Acabou, por fim, encontrado às portas do estabelecimento fechadas e amaldiçoou-se mentalmente por não ter desconfiado, afinal era um domingo e era notável que os estabelecimentos menores fechassem suas portas mais cedo.

  Suspirou frustrado; estava longe de casa, e não queria voltar para buscar o carro, por isso, decidiu prosseguir seu caminho até achar um mercado maior.

  Caminhou por mais alguns minutos, observando a pouca movimentação das ruas naquele fim de tarde e não demorou a encontrar um mercado com suas portas quase fechadas.

- Espera só um segundo! - Consegui gritar para o funcionário.

- Nós já estamos fechando.

- Prometo que não vou demorar. - Disse meio ofegante assim que parou em frente às portas do estabelecimento.

  O funcionário olhou de cima a baixo para o Kim, tentando decidir se atenderia ou não ao seu pedido. Acabou permitindo a passagem, vendo o loiro correr para buscar o que estava procurando.

  Seokjin agradeceu veementemente ao atendente antes de sair do mercado com a sacola plástica em mãos.

  Voltou seu caminho um pouco mais devagar, observando as vitrines de algumas lojas ainda se mantinham abertas. Prosseguiu calma e lentamente, vendo o céu adquiri tons de laranja e amarelo. Sorriu com aquilo; Seokjin não negava que adorava a forma como o Sol parecia derreter sobre o seu no findar da tarde.

  O Kim ainda mergulhava em devaneios quando, repentinamente, ouviu seu nome ser chamado. Olhou em volta até encontrar uma das suas colegas de trabalho acenando para si dentro de um estabelecimento.

  Acenou de volta se preparando para seguir seu caminho, mas a Park dentro da pequena lanchonete fez questão de chamá-lo, fazendo o Kim suspirar por sua aparente falta de sorte e adentrar o estabelecimento com um sorrisinho forçado.

- Boa tarde, noona! - O Kim conseguiu dizer, vendo a mulher levantar afobada para lhe dar um abraço.

  Percebeu que a Park não se encontrava sozinha, avistando outro colega de profissão ali, cumprimentando-o com um aceno de cabeça.

- Sente-se conosco, querido! - A Park exclamou, puxando uma cadeira para que o Kim se sentasse.

  Apesar de não ter gostado muito da idéia, o Kim acabou aceitando o convite, sentando-se ao lado da mulher, colocando sua sacola plástica sobre a mesa.

- Diga-me, como você está, Jinnie? - A mais velha perguntou.

- Espera. - O terceiro presente na mesa interrompeu.

- “Jinnie”? Então você também ganhou um apelido? Pensei que fosse o único azarado nessa vida.

  O moreno comemorou, fazendo a Park revirar os olhos pela audácia do mais novo em ter criticado sua habilidade indiscutível de dar apelidos aos outros.

- Os meus apelidos são ótimos, Seungie. - Respondeu, mostrando língua infantilmente.

- Sei. - Bufou, dando de ombros. - Leite condensado, huh? - Seung acabou perguntando, deixando a curiosidade falar mais alto quando viu o que o Kim trazia na sacola.

- Ah, sim. Eu ia tentar fazer um doce. - O Kim murmurou um pouco tímido pela intromissão.

- Então você cozinha? - A mais velha entre os três perguntou.

- Talvez eu saiba cozinhar uma coisa ou outra. - Deu de ombros com um sorriso modesto.

- Está vendo, Seung? - A mulher virou-se para o citado. - Se você soubesse cozinhar, não precisaríamos comer a comida gordurosa das lanchonetes.

- Se você soubesse cozinhar, Yuna, eu não precisaria dar gorjeta ao mototaxista da pizzaria. - Defendeu-se.

  Seokjin sorriu minimamente para a discussão completamente infantil que os mais velhos travavam á sua frente. Apesar de não manter amizades em seu ambiente de trabalho, Seokjin não negava que gostava daqueles dois que, além de ser os profissionais mais estranhos da Sogang, eram os únicos que não o tratavam com diferença devido a sua pouca idade - já que seus outros colegas de trabalho eram muito mais velhos que si.

  A tarde que se seguiu foi deveras agradável, e o Kim não se importou nem um pouco em passar aquelas longas horas ali, com o Seung que sempre tinha uma piada na ponta da língua ou a Yuna que tinha as melhores histórias que alguém poderia ouvir na vida.

  O Kim nunca fora fã de contatos físicos e amizades, mas aceitou de bom grado o suco de laranja que o Choi insistiu em pagar para si e não reclamou quando a Park ajeitava os fios rebeldes do seu cabelo.

XxXxX

- O Kim, por exemplo, já estudou na Sogang. - Yuna prosseguiu com a sua observação.

- E como você sabe disso? - O Kim questionou com os olhos levemente saltados.

- Eu já disse, Yuna sabe sobre a vida de todo mundo daquele colégio.

- Não utilize essas palavras, Seung! - A mais velha bateu levemente no braço do Choi. - Ou Seokjin vai acabar achando que sou algum tipo de bisbilhoteira.

- E não é?

- Claro que não! Eu descubro tudo por acaso. - Defendeu-se. - Eu sei que o Jinnie já estudou na Sogang porque eu vi um troféu com seu nome um vez.

- Troféu? - Seung lançou um olhar inquisidor ao Kim.

- Eu lembro disso. - Seokjin deixou um sorrisinho nostálgico escapar pelos lábios. - Eu ganhei na Competição Estadual de Matemática.

- Você já ganhou a Competição Estadual de Matemática? - O Choi perguntou, arregalando os olhos.

- Eu também já participei dessa competição. - Yuna comentou, bebericando sua limonada. - Não passei da segunda fase. - Concluiu, arrancando risadas dos seus saengs.

- Essas competições não eram em dupla?

- Eram. Inclusive, tinha outro nome no troféu do Jinnie… um outro Kim, se não me engano. - A mais velha coçou o queixo tentando lembrar o outro nome havia visto, mas parou assim que percebeu a repentina mudança de humor do loiro, que estava com uma expressão dura e os ombros retesados. - Parece que nós atrapalhamos a sua tarde, Jinnie. - Mudou, rapidamente, de assunto, apontando para a sacola plástica do Kim.

- Nós? - Seung novamente interrompeu. - Você não parou de falar desde que o Seokjin chegou e nós atrapalhamos a tarde dele? - Riu incrédulo, arrancando uma careta de contestação da mais velha.

- Não, tudo bem. - O Kim respondeu com um sorriso de canto.

  O Sol já havia se posto quando saíram da minúscula lanchonete - a qual, Seokjin descobriu, ficava aberta até mais tarde aos domingos. Ambos, tanto o Kim quanto o Choi, fizeram questão em levar Yuna até a porta de seu apartamento naquela noite, fazendo a Park agradecer veemente a boa vontade dos seus saengs.

- Bem - O Kim foi o primeiro a falar quando a mais velha já havia sumido pelas portas do prédio. -, acho que já vou indo.

- Por que tão cedo?

Seokjin abriu e fechou a boca algumas vezes, sem conseguir achar uma desculpa coerente para responder o mais velho.

- Vamos sair para beber um pouco. - Seung decidiu por si, rodeando os ombros largos do Kim com um braço, e fazendo o loiro andar consigo.

- Beber? Tipo, bebidas alcoólicas?

- Claro! Ou você acha que eu prefiro suco de laranja? - Perguntou com um meio sorriso divertido.

- É, acho que sim.

- A Yuna não gosta de bebidas alcoólicas, então, eu respeito a escolha dela. - Deu de ombros, entrando em uma rua até então desconhecida pelo Kim.

- Vocês parecem ser bem próximos. - Jogou no ar, fingindo pouco interesse no assunto.

- Ah, sim! Somos amigos desde a adolescência. Ela é casada com meu melhor amigo.

- Oh! - O Kim espantou-se com a notícia. - Nunca vi nenhuma aliança em seu dedo.

- Bem, ela era casada com meu melhor amigo. Eles estavam em Lua de Mel quando descobriram um câncer maligno no pulmão dele… depois da descoberta, só ficaram juntos por mais três meses. - O Choi suspirou fatídico, perdendo um pouco da alegria que tinha a segundos atrás.

- Eu sinto muito. - O Kim murmurou, afagando o ombro do mais alto. - Isso aconteceu há quanto tempo?

- Tem uns dois anos.

- Sério? Ela parece estar sempre tão feliz.

- A Yuna costumava me dizer que cada um lida com a dor de forma diferente. Esse é o jeito dela; eu prefiro uma garrafa de vinho, e você, Jin? Como lida com as suas dores?

O Kim parou para refletir sobre aquela pergunta. Como lidava com suas dores? O Kim não saberia dizer, afinal, sempre procurava esconder o que sentia debaixo de máscaras, a qual usava constantemente.

Seokjin ainda procurava uma resposta quando, repentinamente, Seung-Hyun parou em frente a um pequeno bar de construção simples, porém muito bonita - O Kim admitia.

- Bem-vindo ao melhor lugar de Seul. - O mais velho abriu os braços com um sorriso divertido no rosto bonito.

O Kim entrou em silêncio na pequena construção, sendo guiado por Seung. Observou o Interior do ambiente com extrema atenção, achando muito bonitinho a forma como o pisca-pisca adornava o teto do lugar.

Seokjin observou o Choi ir até balcão cumprimentando o barista como se conhecessem a muito tempo, e logo o chamou para sentar-se em um daqueles bancos extremamente altos que se dispunha por todo o balcão.

O Kim não era de beber com frequência, por esse motivo ficou meio receoso quando viu o Choi virar metade do copo com um líquido amarelado - o qual Seokjin nunca havia visto na vida. E apesar de querer agradecer o convite do seu hyung e voltar para casa, o Kim não viu problema em aceitar o copo cheio de um líquido vermelho com um forte cheiro de álcool.

  Mas no terceiro copo de whisky, Seokjin já sorria abobalhado para qualquer coisa que o dissessem, principalmente para o garoto que provavelmente era jovem demais para estar alí e, mesmo assim, insistia em passar a mão pelo cós da sua calça.

E no sexto copo de vodka, Seokjin tirou Seung para dançar, rodopiando pelo bar de mãos dadas com o mais velho como se fossem duas crianças - atraindo olhares e reclamações dos outros clientes.

  E no décimo terceiro copo de rum, os dois foram expulsos do estabelecimento pelo gerente que bufava irado por ter que limpar metade da bebida que o Kim consumiu e que agora pintava o seu tapete novinho em folha.

  O Kim mal conseguia enxergar com clareza devido a quantidade de álcool que circulava pelo seu organismo naquele momento; precisou se apoiar no Choi para não ir de cara no chão quando tentou descer do meio fio. Continuou meio cambaleante até encontrar o banco da praça e não tardou em se jogar, arrastando Seung para que se sentasse ao seu lado também.

Olhou para o céu estrelado e estranhamente sentiu o coração comprimir em seu peito. Não deveria ter bebido daquela forma, sabia que havia dito e feito coisas demais para ser simplesmente ignoradas.

- Sabe, - Seung quebrou o silêncio, bebendo o resto da bebida alcoólica que tinha na garrafa em suas mãos. - aquele rapaz parecia estar muito interessado em você. - Fingiu pouco interesse, vendo o Kim sorrir de canto.

- Ele não faz o meu tipo.

- Entendo. - Seung comprimiu os lábios ao ter a confirmação da pergunta que não saía de sua cabeça desde que o Kim havia começado a beber. - Sabe, eu não ligo para essas coisas. Acho que cada um faz o que quiser da vida. - Prosseguiu, fazendo o Kim rir nasalado. - Então, qual é o seu tipo?

- Nem eu sei.

- Mas você já deve ter namorado alguma vez, não é?

- Há um tempo atrás, na época da escola. - O Kim murmurou com um sorriso amargo nos lábios.

- Não deve ter sido tão ruim assim. - Seung torceu o nariz ao notar a tristeza estampada nos olhos do Kim.

- Nós namorávamos escondidos, sabe? Estudávamos na mesma classe e ele era aquele típico garoto popular, mas, apesar disso, era o mais inteligente da escola. Foi com ele que eu venci a Competição Estadual de Matemática.

“Fazíamos um casal perfeito, hyung. Planejamos entrar para a faculdade juntos, arranjar emprego e comprar uma casa para nós dois.”

  Seokjin fez uma longa pausa, sentindo o coração apertar de forma sobrenatural em seu peito. Era como se fosse se sufocar a qualquer momento e ele sabia que a visão embaçada não era por conta do álcool.

- Eu me sentia em um filme! Nos encontrávamos escondidos e ele sempre ia “estudar” na minha casa. - Fez aspas com os dedos, fazendo o mais velho rir quando entendeu o que o loiro queria insinuar. - Era tão perfeito… e tinha aquelas malditas covinhas que afundavam em suas bochechas quando sorria.

- Parece perfeito mesmo. - Seung comentou, vendo o rosto do Kim se retorcer em uma careta.

- Mas, então, chegou o fatídico dia em que eu voltava para casa depois de um dia cansativo de aulas e percebi que havia esquecido um livro na sala. Eu até poderia pegar no dia seguinte, mas precisava dele para fazer a lição de casa, então decidi que voltaria à escola para poder pegar.

“Então eu me aproximei da porta da minha classe e a abri lentamente… e ele estava lá, hyung, agarrado com uma garota, beijando-a com todo vigor que existia em si. Eu corri até ele e o fiz olhar em meus olhos, mas não havia arrependimento em sua face, muito pelo contrário, ele apenas sorriu cínico e perguntou o que eu queria alí como se nem me conhecesse.”

Seokjin respirou fundo tentando normalizar as batidas aceleradas do seu coração; apesar de ter se passado anos, aquela pequena parte da sua história ainda mexia muito consigo e o Kim sempre fizera questão de escondê-la em algum canto escuro de sua memória.

- Eu me senti tão sujo, tão usado. Uma semana depois, a escola inteira sabia sobre a ‘bichinha’ que havia se apaixonado pelo bonitão popular; mas eles não sabiam da história verdadeira e eu também não fiz questão de que soubessem, afinal, quem acreditaria em mim? Um mês depois eu deixei de ir ao colégio; não aguentava mais todas as ofensas e agressões físicas e a verbais.

“Meus pais acabaram descobrindo, claro; e eu nunca vou esquecer a cara de decepção da minha mãe quando eu contei toda a história. Dois meses depois, levaram meu diagnóstico de depressão à direção do colégio e, se não fosse as minhas notas excelentes, eu teria reprovado pelo número de faltas.”

  Seokjin não fez questão de enxugar os olhos quando a primeira lágrima rolou pela sua bochecha, logo sendo secada pelo vento gélido da noite. Também não se importou com a segunda, nem com a terceira ou a quarta, e muito menos quando perdeu a conta de quantas lágrimas já haviam caído.

  Seus lábios tremiam pelo choro quando decidiu abraçar o próprio corpo naquela noite e levar a testa até seus joelhos - quase em posição fetal. Não se importou em chorar feito criança, sentindo as lágrimas molharem o tecido de sua calça, sendo observado penosamente pelo Choi.

Então o Kim percebeu o porquê de evitar bebidas; ficava fraco e exposto, não sabia esconder o que sentia como sempre fazia quando estava sóbrio.

  Chegou a odiar-se naquele momento. Maldita mania que tinha em estragar tudo; não deveria ter aceitado o convite do seu hyung, sequer deveria ter saído de casa naquele dia; deveria ter permanecido em seu canto, pelo menos, assim, somente as paredes poderiam ouvir seus lamentos.

Seu coração parecia pesar uma tonelada e aquilo doía. Doía demais. E quanto mais se derramava, mais se enchia. E quanto mais deseja não sentir, mais sentia.

  O Kim continuou chorando, mesmo quando foi ajudado pelo Choi a se levantar do banco da praça; continuou chorando, mesmo quando ouviu o mais velho chamar um táxi; e continuou chorando, mesmo quando o Choi fê-lo entrar no automóvel, deitando sua cabeça em seu peito assim que se acomodaram nos bancos do veículo que cheirava a tabaco barato.

- Hyung, - O Kim sussurrou minutos depois que o táxi já havia começado a andar. - hoje eu não quero voltar para casa.


Notas Finais


Muito obrigada a você que leu até o final.

Se quiserem conversar, meu user do twitter é @protectsope, me chamem :(

Um beijo e até o próximo capítulo.


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