História Let me know - Capítulo 30


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook
Tags Adolescentes, Amor, Bangtan, Bts, Ciumes, Diversão, Jungkook, Romance
Visualizações 156
Palavras 4.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Festa, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oiiiieee!!! Desculpem pela demora!!! E, bom... vamos ao que interessa rsrs. Desculpem qualquer erro e, tenham uma ótima leitura!

E lembrem-se sempre...

Capítulo 30 - Two ways.


Fanfic / Fanfiction Let me know - Capítulo 30 - Two ways.

 Meus olhos batem em direção ao teto, mais uma vez. Seus insistentes movimentos, não me surpreendem, tendo observado que eles se fecham por um instante, tornando a se abrir logo depois, fitando cada canto do teto branco e vazio.

Eu poderia dizer que a causa de não ter conseguido dormir, foi por não estar em minha cama, na minha própria casa, mas não... mesmo que estivesse no conforto de ambas, duvido que teria conseguido. Mas ainda assim, estar nesse quarto de hotel não ajudou em nada.

Cansada e irritada por causa dos pensamentos que não me deixam, me levanto, sentando na cama, não demorando a fitar o relógio acima da cabeceira. Oito horas da manhã. É o que está marcando no relógio, que carrega atrás de si, as cinco horas sem sono. As cinco horas desde que tudo, novamente desabou. As cinco horas que já se passaram, desde do último abraço que lhe dei. Desde o último beijo. Desde de o...

E isso só faz cinco horas. As cinco horas que acompanharam meus momentos de tristeza e amargura durante a madrugada.

Fico de pé e começo a caminhar em direção ao banheiro. Uma tontura me pega, me levando a fechar os olhos, fazendo com que eu pare e leve ambas as mãos até a cabeça.

Minha noite não foi nada boa, avaliando o estrago que se seguiu até a madrugada, então não posso estar surpresa por estar assim.

Voltando a caminhar, adentro o banheiro, fechando a porta logo atrás de mim. O espelho acima da pia, não oferece um reflexo muito bom da minha cara. Não esperava que oferecesse.

Ligo a torneira e, aparo um pouco de água em minhas mãos, passando sobre meu rosto. Voltando a fitar o espelho, analiso-o, todo respingado da água que vem seguida por borrões pretos.

É. Pelo jeito esse lápis não era a prova d’água.

Ainda me analisando, baixo um pouco os olhos,  deparando com o vestido da formatura ainda em meu corpo. Minha cara de desconforto é inevitável, assim como o movimento de minhas mãos, que vão direto para as costas. Assim que entram em contato com o zíper, não hesitam em puxar para baixo, mas ele não se move. Me irrito, forçando-o a se mover, até escutar o som do tecido rasgando, o que não me importa. Na verdade, suspiro aliviada ao conseguir desce-lo, não demorando a retirar as alças de meus ombros e logo deixando-o cair até o chão. Sem demora, faço o mesmo com a calcinha e o sutiã, logo caminhando até o boxe.

Assim que a água morna cai sobre meu corpo, as lágrimas começam a descer. Por mais que não queira admitir, em parte, elas são o motivo por eu estar debaixo do chuveiro. Do meu ponto de vista a alguns minutos atrás, é uma boa maneira de deixá-las fluírem sem que permaneçam por muito tempo em meu rosto.

- Filha?

Fungo, forçando o choro a cessar.

Me odeio por não poder conter as lágrimas, mas meu ódio será maior se não conseguir me conter na frente dos outros.

- Estou no banho! – Grito, enquanto passo minhas mãos abaixo dos olhos, como se a água já não tivesse lavado as lágrimas. – Já vou sair! - Disposta a me esforçar para não deixá-las mais cair, respiro fundo, expirando fortemente. - Eu consigo passar por isso. – Sussurro, fechando os olhos, enquanto assinto firme. – Eu consigo.

E, é nesse pensamento que me agarro, afim de terminar meu banho sem mais lágrimas. Coisas ruins acontecem com todo mundo, isso não é novidade. O que difere é que você tem dois caminhos a pegar. Ou você deixa que as coisas ruins te assolem, ou você faz algo a respeito. Eu, com certeza, não quero e não vou pelo primeiro caminho. O segundo parece óbvio, só que meio difícil a percorrer por conta do que pode vir pela frente. Mas se isso vai garantir a minha paz... ou seja lá o que for, mais tarde, vale a pena.

Assim que termino meu banho, saio do box, dando de cara com um par de roupas na pia. Sorrio fechado, agradecendo minha mãe mentalmente. O short e a regata adornam meu corpo, me fazendo sentir bem ao sentir algo de casa.

- Bom dia. – O sorriso de minha mãe, é o que encontro ao sair do banheiro. – Dormiu bem?

Caminhando em direção a penteadeira do quarto, suspiro com sua pergunta.

- Boa dia, mãe.

Com um olhar de entendimento, ela parece ver a inutilidade de sua pergunta anterior.

- Eu pedi o café da manhã, para podermos comer juntas. – Ela sorri, se ajeitando na beirada da cama. – Já deve estar chegando.

- Vamos ficar o dia inteiro nesse quarto?

- Ah... – Seu sorriso se torna sem graça. – Eu acho que é o melhor... bom...

Suspiro irritada, enquanto enxugo o cabelo com a toalha.

- Quando voltamos para casa?

Pelo reflexo do espelho, vejo seu olhar baixar, e uma feição triste invadir seu rosto. Desvio o olhar, me recusando a ficar na mesma.

- Bom... você sabe, filha... – Ela tenta outro sorriso, sem sucesso. – Você sabe que não podemos voltar agora... a casa...

- Eu sei.

Estou tentando ao máximo não me deixar abalar. Como disse à minutos a trás, o segundo caminho pode ser difícil. Essa dificuldade é tão filha da mãe, que começou antes do previsto.

Enquanto tudo desmoronava ontem, os desgraçados por trás de tudo fizeram um agrado à nossa casa. Segundo agente Turner, um agrado e tanto. Eles a queimaram e destruíram por dentro. Isso só me fez pensar em como isso ocorreu sem que a polícia pudesse impedir. Só confirmou o fato de eu realmente não saber nada sobre esse caras, a não ser que querem destruir a minha familia.

- Assim que a reformarem, podemos voltar, você... – Ela se levanta, me olhando, carinhosamente. – Não vai demorar, filha.

- E enquanto isso, teremos que ficar aqui.

- Só até que seu pai receba alta. – Suas mãos cobrem meus ombros, me confortando. – Ele não quer nos ter longe, e disse que assim que ter alta, podemos comprar outra...

- A nossa casa é aquela, mãe. – Balanço a cabeça em negativa. – Lugar onde passamos a maior parte de nossas vidas. Não podemos sair por causa de uns... de uns...

- Tudo bem. – Ela enlaça os braços em minha cintura, me abraçando por trás. – Você tem razão. Aquela é a nossa casa, não podemos deixá-la. O seu pai diria a mesma coisa.

Batidas na porta recebem nossa atenção. Minha mãe me solta, e vai em direção a mesma. Seguido do agente Turner, um jovem adentra o quarto com uma bandeja em mãos.

- Com licença, senhora.

- Claro. – Minha mãe assente. - Pode colocar sobre a mesa, por favor.

A caminho da mesa, o garoto tropeça, quase derrubando o café da manhã.

- Cuidado aí. – Turner o repreende.

- M-me desculpe, senhor.

Reviro os olhos, encarando Turner que se encontra na porta do quarto de braços cruzados e feição impassível.

- Você está assustando o garoto com essa cara.

- Fico feliz em saber disso, senhorita.

O garoto, enfim, deixa a bandeja sobre a mesa e, como se estivesse sendo perseguido, sai do quarto.

- Mais tarde, queremos ir até o hospital. – Minha mãe diz à Turner. – Acha que tem algum perigo?

- Não, senhora. Assim que terminarem o café, se quiserem, já posso levá-las.

- Hm... - Resmungo. - Acho que o perigo é de eu morrer de irritação com toda essa sua formalidade.

- Emily... – Minha mãe repreende.

A expressão dele não muda, mas eu posso jurar que vi um indício de diversão em seus olhos.

- O que posso fazer para recompensá-la?

- Que tal parar com isso agora?

- Parar com o que exatamente, senhorita?

Reviro os olhos e bufo.

- Quando fingia ser um mendigo, você parecia ser mais legal.

Um sorriso, mesmo que fechado e de lado, invade seu rosto.

- Mendigo? – Minha mãe pergunta.

- Se for de seu agrado, - Turner continua, olhando em minha direção.- posso chamar o Cage para ficar em meu lugar.

- Ah, que ótimo... – Ironizo. – Tem uma grande diferença entre vocês.

- Sem dúvida. - Meu olhar de irritação em sua direção, não vacila. Minha ironia não deixa de ser verdade, já que se não fosse por ele, nós não iríamos ao hospital assim que ficamos sabendo do meu pai. – Vou estar aqui fora. – Ele diz, se virando para sair. – Se precisarem de algo...

- Claro. – Minha mãe o responde. – Obrigada.

- Disponha.

Assim que a porta se fecha, minha mãe vem até mim. Já me preparo para seu interrogatório sobre o por quê de eu ter agido daquela maneira. Posso dizer que é porque estou de tpm, o que me deixa bem irritada. Ou posso dizer que é porque formalidade me irrita, ou só que o Turner me irrita, assim como o Cage e o resto dos policiais. Tenho muitas razões para essa irritação e, essas são só algumas delas. Mas o que importa, é que não estou com vontade de responder nenhuma das perguntas que têm como respostas minhas irritações.

- E então? – Ela começa, se sentando na cama. - Vamos comer?

(...)

Uma semana se passou e, agora estamos aqui. Eu estava muito feliz pelo meu pai ter recebido alta ontem, isso significava que poderíamos sair do hotel e, ficar em um lugar melhor até tudo se resolver. E foi o que aconteceu. Só que, o que é um lugar melhor para eles, não é o mesmo para mim.

Minhas pernas balançam insistentemente, enquanto meus olhos varrem cada centímetro do quarto, que infelizmente, ainda não é o meu. Estou quase aceitando e implorando para podermos ficar em um quarto de hotel mesmo, até reformarem nossa casa. Qualquer outro lugar seria ótimo.

Sentada na cama, apóio os cotovelos nos joelhos, levando as mãos até a cabeça. As coisas só pioram. Mas que merda!

- É só até a nossa...

- ...casa ficar reformada. Eu sei, mãe. – De cabeça baixa, assinto. – Vou me agarrar a isso até darmos o fora daqui.

Um suspiro escapa de seus lábios, até ela se sentar ao meu lado. Sua mão vai para minhas costas, onde ela afaga por toda a extensão.

- Não entendo essa rixa entre você e a Mirian.

Uma risada seca escapa de meus lábios.

É claro que não entende, já que nunca lhe contei o que houve. E por mim, continuará assim. Decidi esquecer aquilo tudo e, estou bem com isso.

- Eu aceito ficar em um hotel até tudo se resolver. – Digo, a olhando com certeza. – Sem problemas.

Seu olhar de irritação não demora a chegar.

- Para quê isso, Emily? Já aceitamos ficar aqui. – Ela balança a cabeça e, em seguida, sorri, continuando a afagar minhas costas. – Ben e Marcie disseram que é um prazer nos ter aqui.

- Ah, é? – Murmuro baixo. – A Mirian acha o mesmo?

- Veja pelo lado bom, - Sua insistência em me convencer, continua. – aqui o banheiro é maior, igual ao de casa. Você havia dito que odiou o banheiro do hotel.

- Eu amei aquele banheiro. – Sorrio em sua direção. Torcendo para o meu sorriso falso, não se forçar muito. – Podemos voltar para lá?

- Emily!

- Mãe, olha só. – Me levanto, ficando de frente para ela. – Mirian e eu... – Remexo as mãos, como se só com seus movimentos, a explicação estaria óbvia. – Não vai dar muito certo nós duas em baixo do mesmo teto.

- Faremos dar. – Ela também se levanta. – Quem sabe nesse tempo aqui, a rixa entre as duas, se resolva.

A risada que escapa de meus lábios, é verdadeira. Mas só por que o motivo dela, é impossível.

- Está pronta para podermos passar o elefante pelo buraco da agulha? – Pergunto, ainda sorrindo. – É realmente mais fácil.

- Então, pegue o caminho difícil. Ele oferece dificuldades pela frente, mas também oferece um final decisivo para a paz interior. – Meu sorriso se esvaia, enquanto penso em suas palavras. Sem saber, ela disse exatamente o que estou fazendo com a minha vida. Ela está certa, eu sei. Mas ainda assim, estou com o pé bem atrás, sobre aplicar essa tática na minha relação com Mirian. – Vá ficar pronta para descer para o jantar, ok? – Ela diz, se virando e indo em direção a porta do quarto. – Te espero lá embaixo.

Assim que a porta se fecha, me encaminho ao banheiro, onde tomo um banho relaxante que me faça aguentar qualquer bobagem vinda de Mirian. Depois do banho, visto um vestido leve e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo.

Pego meu celular sobre a cama e, vejo mais uma mensagem.

Megan: Onde você está agora?

Apenas ontem, pude falar com Megan. Depois de quase uma semana depois da formatura. Nem preciso dizer o quão preocupada ela estava, me perguntando a todo o tempo o que havia acontecido. Expliquei tudo à ela e disse que estava em um hotel, porque a minha casa... bom, ela não precisou de mais palavras para entender, já que, junto de Mike, foi até a minha casa me procurar e se deparou com o estrago.

Emily: Você nem imagina... Falo com você mais tarde. Agora, tenho que descer para o incrível jantar.

Coloco o celular no bolso do vestido, afim de levá-lo para baixo. Quem sabe ele pode me distrair da Mirian quando estivermos na mesa.

Sem querer ficar me azucrinando com pensamentos em relação a aquela criatura, saio do quarto.

Sou muito sortuda.

Assim que fecho a porta atrás de mim, outra mais a frente, também se fecha. Meu desagrado em vê-la, se controla na medida do impossível, porque, possível de controlar, é difícil.

- Ora, ora... – Ela diz, enquanto um sorriso cínico preenche seu rosto.

Eu apenas a encaro por mais alguns segundos, antes de caminhar pelo corredor e passar por ela, descendo as escadas que levam até a sala de estar.

- Oi, filha! – Escuto a voz de minha mãe, assim que desço o último degrau. Olhando para o lado, a vejo acenar do corredor, que leva até a cozinha. – Venha até aqui!

Sem alternativas, caminho até ela, adentrando a cozinha de vez.

- Olá, Emily. – Marcie sorri para mim, enquanto mexe algo na panela do fogão. – Que ótimo vê-la!

Sorrio de lado.

- Digo o mesmo, tia Marcie.

- Encontrou a Mirian lá em cima?

É lindo a forma como meu sorriso tende a desaparecer facilmente com a menção de certo nome.

- Ouvi o meu nome. – Mirian diz, adentrando a cozinha. Ela logo olha para mim.  – Que mal estavam falando de mim?

O fato de ela perguntar isso, olhando especialmente para mim, é apenas para mostrar que nesta cozinha, sou a única que tem possibilidade de fazer tal coisa.

Ah, me poupe.

- Oras, quê isso, filha... – Marcie ri, junto com minha mãe. Ambas levando sua pergunto como uma brincadeira, apenas. – Você e a Emily podem arrumar a mesa enquanto terminamos o jantar? Seus pais já devem estar chegando do trabalho.

Como eu queria estar no hotel agora...

- Claro, mãe! – Seu sorriso falso, me enoja. – Pode me ajudar com isso né, Emily?

Sem responder, apenas pego um amontoado de pratos, junto com os talheres, e faço meu caminho de volta. Passando pelo corredor, sigo para a sala de jantar. Assim que coloco os pratos sobre a mesa e começo a distribuí-los em seus devidos lugares, a boca venenosa não demora em soltar veneno.

- E olha só... – Diz, colocando os pratos da mesma maneira. – Estamos morando na mesma casa.

Suspiro, arrumando o último prato em seu lugar.

- Infelizmente.

Ela solta uma risada debochada.

- Você realmente não gosta de mim, não é?

- Você ainda tinha alguma dúvida? – Digo tranquila, arrumando os talheres como se fossem a única coisa na sala. – Não enche, Mirian. A reciprocidade entre ambas, está nítida. Vamos só nos ignorar até eu ter felicidade de não olhar mais para sua cara.

- Ui... – Ela ri, se divertindo, como sempre. – Você sabe que isso só me faz querer te irritar mais.

- Querer me irritar? – Dessa vez, sou eu quem rio. Assim que arrumo os últimos talheres, levanto a cabeça, encarando-a. – Isso você faz a muito tempo, validando que agora eu não dou a mínima. – Ainda sorrindo, balanço a cabeça. – Me irritar? Não vê o quão criança isso te faz parecer? Huh? – Seu sorriso cínico, continua, mas vejo que está sendo forçado. – Você é tão carente de atenção que precisa parecer uma puta, megera, irritante a cada momento?

Seu sorriso se esvaia, enquanto seu rosto adquire uma expressão de raiva.

- Sua corna, idiota...

- Não, para. – Sorrio de lado. – Isso já ficou lá atrás. Eu quis assim. Pelo jeito, a única a querer remoer o que passou, é você. E por quê, Mirian? – Adquiro uma feição impassível, até fingir uma expressão de reconhecimento. – Ah... – Assinto. – Você precisa se agarrar a algo para tentar me ferir, me irritar, fazer da minha vida um inferno.

Seu sorriso irônico, volta.

- Pelo que podemos ver, a sua vida já está um inferno, não é mesmo?

- Exatamente. – Suspiro e assinto, não desviando nossos olhares. – Isso só mostra o quão baixa  a sua criancice é. – Meu sorriso, então, se esvaia de vez e meu rosto adquire uma expressão séria. – Eu não estou nessa casa por minha vontade. Ambas sabemos disso. Mas, infelizmente, terei que ficar aqui. Teremos que nos aguentar todos os dias, tem coisa pior que isso? – Novamente, finjo uma expressão pensativa. – Ah, é... tem o inferno que está sendo a minha vida, então me desculpe por não poder dar a mínima para suas merdas. – Apoiando minhas mãos nas costas da cadeira, me inclino para a frente, encarando-a do outro lado. – Vê se cresça, garota.

Seus lábios venenosos se movem querendo revidar. Nunca fui de responder à ela dessa forma, pois antes, como agora, eu não dou a mínima. Mas com tudo o que está havendo, a vontade que tenho de lhe jogar coisas na cara, está alta.

- Estamos em casa! – O tom de voz claro, indica que é o tio Ben.

Mirian me dá um último olhar de nojo, e depois vai em direção à sala de estar. Pelo jeito minha estada aqui não vai ser nada fácil. Já deu para perceber que ela vai garantir que isso não aconteça, não é?

- Kookie!

Minha respiração se cessa, junto com meu coração que parece estar correndo de algo em alta velocidade. Franzo a testa.

Como assim o Jungkook está aqui?

- Oh, querido... – A voz de minha mãe certifica que meu pai também está aqui, então, por quê trouxeram o Jungkook? – Que bom que chegaram bem!

- Já vamos pôr o jantar na mesa. – Tia Marcie diz. – Se quiserem, já podem se sentar lá.

Som de passos vindo em minha direção, me apavoram. Não sei o que fazer. Se fico parada aqui, ou corro e me escondo em algum lugar. Minhas pernas parecem ter travado, então, a escolha já foi feita.

- Não sabíamos que teríamos mais convidados. – Tia Marcie diz, sendo a primeira a entrar na sala, seguida pelos outros. – Mas, colocarei mais dois pratos à mesa.

Minha confusão é evidente, mas logo se esvaia quando vejo que agente Turner, também está aqui.

- Olá, minha pequena. – Meu pai sorri, vindo em minha direção. – Você está linda.

- Obrigada, pai. – Digo, retribuindo seu abraço, aproveitando para sussurrar em seu ouvido. – O que o Jungkook faz aqui?

- Calma, filha. – Ele sussurra de volta. – Só precisamos conversar, ok?

Não. Não está nada ok.

Assim que nos desvencilhamos do abraço, vejo-o, parado atrás de Turner. Não preciso de uma confirmação para saber que seu olhar já estava em mim, muito antes de eu vê-lo. Desviando o olhar, me sento em uma das três cadeiras na lateral da mesa. É quase que planejado ela ter exatamente oito lugares.

- Bom, - Minha mãe pronuncia. - Marcie e eu já traremos a comida.

Meu pai se senta ao meu lado, assim como tio Ben senta ao lado de Mirian em uma das três cadeiras a nossa frente. As duas cadeiras de ambas as pontas, são ocupadas por Turner e Jungkook.

Depois que o jantar está posto, minha mãe se senta ao lado de meu pai. Tia Marcie faz o mesmo, se sentando ao lado de tio Ben.

- Podem se servir. – Tio Ben, diz. – Fiquem a vontade.

Todos começam se servir e, apenas o som dos talheres contra os pratos, são escutados, até...

- E então? – Tia Marcie, começa. - Correu tudo bem na delegacia?

Apesar de tentarmos levar a vida normalmente, a ansiedade por estarmos livres de qualquer coisa relacionada a essa situação, é inevitável.

- Claro, querida. – Tio Ben, a responde. – Aos poucos, resolveremos tudo.

- Ainda estamos em perigo? – Pergunto.

- Ainda há um risco, pequena. – Meu pai, responde.

Mordo o lábio, irritada, logo levando outra colherada de lasanha à boca.

- Então... – Mirian, começa. – O que vai ser?

Meu pai afasta o prato para o lado e, com uma expressão séria, junta ambas as mãos sobre a mesa. É o que ele faz quando vai começar um assunto sério.

- Seguranças estão a postos para vocês. – Ele diz, olhando para cada mulher na mesa.- Apesar de minha família ser o alvo principal, temos que garantir a segurança de ambas as famílias.

- E assim será. – Tio Ben, assente. – Vocês não podem ficar sempre escondidas, precisam continuar a rotina diária, por isso os seguranças são de extrema importância. – Ele suspira, se reencostando na cadeira. – Conseguimos pegar metade, ou até mais dos traficantes por trás de toda essa confusão. E tudo acabará quando pegarmos o cara que comanda tudo. Depois do que ocorreu, ele está afastado, pois perdeu uma boa parte de seus capangas, então será difícil querer atacar tão cedo novamente. Mas ainda assim, é um risco.

- Karen e Marcie, já têm seus seguranças a postos. – Meu pai continua. – Estarão por perto quando Ben e eu, não pudermos. Isso serve à vocês duas também. – Ele olha para mim e depois para Mirian. – Para vocês duas, o perigo pode ser maior. Os dois melhores agentes estarão com vocês. Turner vai se responsabilizar por uma e Jeon, por outra.

- O Jungkook pode ser o meu guarda costas! – Mirian diz, toda animada, como se o fato de precisarmos de segurança, fosse uma brincadeira. – Tudo bem para você, Emily?

A vontade de jogar o prato a minha frente na cara dela, é tanta, mas eu apenas sorrio em sua direção.

- É claro.

- Filha, - Meu pai fala baixo perto ao meu ouvido.  – sei que você e Turner não têm se dado bem nas vezes em que se encontraram. – Ele acaricia minhas costas. - Se quiser posso te arrumar outro segurança, mas te garanto que ele é um dos melhores.

- Não, tudo bem. – Sorrio. – Eu gosto do Turner.

- Hm... – Mirian sorri maliciosa em minha direção. – É claro que gosta, já que ele é um gato.

- Mirian! – Tio Ben a encara. – Quê isso, minha filha?

Reviro os olhos, discretamente. Uma vez vadia...

- Tudo bem. – Meu pai diz. – Já está decido. Agora vamos terminar esse jantar sem mais conversas incômodas. – E assim se faz.

Queimando em minha direção, posso sentir os olhos de Jungkook em mim. Não ouso olhar em sua direção. Estou sedenta para que esse jantar termine e, eu não precise mais olhar em sua cara.

Mirian o escolheu como guarda costas e, quero me socar por me importar com isso. Não que eu fosse escolhe-lo, não mesmo. Desde a última vez que nos falamos no hospital, resolvi esquece-lo, deixar para trás tudo que vivemos, toda a mentira imposta por trás de tudo. É o único jeito de não olhá-lo sem que bote para fora toda minha real vontade de querer esmurra-lo e dizer o quanto estou odiando-o.

Poderia dizer que o jantar foi normal, já que a conversa entre eles correu bem, mas não, porque infelizmente, as bobagens saídas da boca de Mirian, estavam presentes. Ela não perdeu nenhum segundo em se atirar, da forma vadia discreta dela, para cima do Jungkook. E como se não bastasse, fez o mesmo com o Turner. A cada vez que a voz de Jungkook se pronunciava, uma mistura de raiva e saudade, me invadiam. E com Mirian bancando a vadia, a irritação arranhava a minha garganta. Os pais dela já estão acostumados, ou eles não conseguem ver isso por trás daquele sorriso falso.

Assim que terminamos de jantar, tio Ben se levanta.

- Venham, garotos. – Ele diz, se referindo a Turner e Jungkook. – Vou mostrar seus quartos.

Se eu estivesse comendo algo, com certeza já teria me engasgado.

- O que? – Minha confusão me faz encarar Jungkook, que agora se encontra de pé, seguido de Turner. – Como assim?

Ele apenas me olha, parado próximo a cadeira, como um real segurança. Um que deixei me levar pelas sua falsas palavras, mascarando sua real personalidade. Sentindo a raiva crescer cada vez mais, desvio o olhar.

- É o mais prático a se fazer. – Tio Ben, explica. – Eles precisam estar a disposição na hora exata em que vocês precisarem e...

- Mas, não é necessário que durmam aqui.

- Filha, - Minha mãe intervêm. Pela sua cara, ela também não queria isso. – É para sua segurança.

- Tio Ben e o papai estão aqui, - Insisto. – não vejo utilidade em ficarem.

- Economizar tempo é importante, filha. – Meu pai, diz. – A partir de amanhã, seu tio e eu, estaremos bem mais ocupados. A qualquer hora que vocês quererem sair ou fazer algo, é preciso que eles estejam aqui no mesmo segundo, entendeu?

- Os seguranças da mamãe e da tia Marcie...

- Eles também dormem aqui. – Ele continua. – E são aqueles que você viu pela manhã. Logo mais estarão aqui. – Ele aperta minhas mãos dentre as suas, enquanto se abaixa para sussurrar, novamente. – Me desculpe por isso, ok? Mas, prefiro te ver chateada comigo, se esse for o jeito de te manter em segurança.

Meus olhos fixados nos seus, estão em puro conflito. Já está sendo difícil ter que suportar Mirian, agora Jungkook...

Ou Deus está testando até onde posso aguentar com isso tudo, ou eu simplesmente estou destinada a sofrer... pagando por algo que nem sei o que é.


Notas Finais


... bons momentos, virão.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...