História Let Me Love You - Capítulo 17


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Brianna Carson, Jarianna, Justin Bieber
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Palavras 3.756
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, amores. Desculpe a demora pra postar. Eu estava atolada. A capa nova é graças à uma das leitoras. Aleh, muito, muito Obrigada. Bom capítulo pra vocês. Beijos da Camz.

Capítulo 17 - Smoke and mirrors


Woodberry, Baltimore – 2017, 17:55min

Justin Bieber PON

Quando estou estacionando em frente à boate, vejo Brianna de conversinha com um cara que a olha de um jeito muito estranho. Como se ela fosse dele. Como se ela realmente pertencesse à ele.

Sinto meus dentes rangerem quando travo o maxilar e desço do carro, decidido a acabar com a alegria dos dois.

Enquanto caminho até eles e chego mais perto, noto que é o namorado dela. James Callaghan não é tudo isso. Com suas diversas tatuagens e um cabelo tingido de loiro, não há mais nada nele que seja tão “incrível” quanto escutei Charlotte dizer ao fundo das chamadas de voz que fiz com Ryan nos últimos meses.

—Espero não estar atrapalhando o momento romântico do casal. —entro no meio da conversa deles, fuzilando o idiota.

Brianna arregala seus olhos para mim e olha para o namorado que me encara com irritação evidente no olhar.

—Desculpe, mas quem é você?

—Sou o novo proprietário dessa boate, Justin Bieber. —sorrio falsamente para ele. Noto faíscas saltarem dos seus olhos e me sinto vitorioso por dentro.

—Aquele Justin? —James observa Brianna e eu fico com vontade de rir da expressão em seu rosto.

—Sim, ele voltou de Boston dias atrás. —ela revira os olhos, como se estivesse entediada. Posso dar a ela muitos motivos para

—Voltei pra ter o que é meu de volta. —destaco fixando meus olhos na garota ao meu lado, impressionado em como a camisa social vermelha com listas pretas ficou bem nela.

—Então você é o cara que larga garotas em bailes de formatura e foge da guerra antes mesmo de lutar? —ele pergunta debochado e eu fico com vontade de meter um soco em sua boca bem aqui.

—O que é a vida sem alguns erros, não é mesmo? —encaro seu rosto, me sentindo momentaneamente atingido. —Além disso, eu estarei preparado pra lutar pelo que eu quero agora, caso seja preciso. —deixo claro ao que eu estou me referindo quando encaro Brianna e James ri pelo nariz.

—Tomara que você seja um bom perdedor. —ele fala abusado e Brianna entra no meio de nós dois quando ergo meus ombros.

—Justin, pare com isso por favor! James, você precisa ir agora. —ela diz aflita, com medo de que eu saia na mão com esse idiota.

—Nos vemos depois, preta. —ele beija ela bem ali, na minha frente.

Sinceramente, eu realmente não sei o que me deixa mais puto. O fato de ele usar o apelido que eu dei para ela há anos atrás ou eu não poder simplesmente empurrá-lo para longe dela e socar sua boca. Por sorte, antes que eu tenha um ataque de ciúmes doentio, Brianna quebra o beijo e se afasta.

Olho o sorriso no rosto do imbecil e penso como seus dentes ficariam perfeitos manchados de sangue. Por um segundo ou dois, vejo a cena de nós dois rolando no chão e em seguida eu socando sua cara até quebrar seu nariz e sentir o sangue dele nas minhas mãos.

—Foi um prazer conhecer você, Justin. —o deboche em sua voz me irrita mais, mas o que realmente faz com que eu perca a paciência é quando ele tromba em meu ombro ao passar por mim.

—Você tá ficando louco, cara? —pergunto, o puxando e fazendo com que me encare.

—Louco eu já sou, mas você ainda não sabe disso. —ele revida, abrindo os braços para mim. —Tá mordido porque a garota que você dispensou no baile de formatura arranjou alguém melhor que você, é? —ele provoca, vindo pra cima de mim.

—James, não faz isso! —Brianna entra na frente dele, mas o babaca a empurra e ela cai no chão.

Nesse momento, eu esqueço quem eu sou e arregalo os olhos para ele, metendo um soco bem na sua boca e o empurrando longe.

—Nunca na sua vida encoste a mão nela, tá me ouvindo? —grito com ele. James limpa o sangue no canto da sua boca e ri.

—Isso tudo é só porque você sabe que ela está comigo, Bieber. Brianna é minha agora e não há nada que você possa fazer para... —agarro sua camisa, rolando com ele no concreto.

James acerta um chute na minha barriga, mas isso não me afeta. O ódio que eu estou dele por ter o que é meu, por empurrar ela e fazê-la cair e por todas as merda que aconteceram fazem com que eu esqueça que há uma plateia em volta. Começo a desferir vários socos no rosto dele, sentindo os gritos da garota que eu amo ficando mais distantes à medida que meu único foco se torna acabar com o idiota.

—Justin, você vai matar ele! —sinto mãos frágeis tentando me puxar e só paro quando meu olhar se cruza com os olhos assustados de Brianna.

Olho para minha mão machucada e encaro James com o rosto todo ferido, me levantando de cima dele e olhando para os dois seguranças da boate.

Scarlett e Mason estão ali na porta, olhando tudo com sorrisos divertidos em seus rostos.

—Levem esse cara pra bem longe daqui. —ordeno aos dois homens vestidos com roupas largas e eles assentem, levantando James do chão.

Encaro Brianna indo até ele e segurando seu queixo, o olhando com uma preocupação de dar nojo.

—Brianna... —seguro o braço dela.

—Não me toque, Justin! Você ser o dono da boate não te dá o direito de espancar meu namorado. —ela diz irritada, virando a cabeça e sussurrando algo no ouvido dele.

Assim que assente, James deixa que meus funcionários o levem e eu vejo ele me olhar por cima do ombro e sorrir rapidamente antes de caminhar para longe.

Brianna passa direto por mim e eu a sigo para dentro da boate, vendo as pessoas se dispersarem agora que o show acabou.

Penso por qual motivo ela está com aquele panaca. Não é possível que Brianna ame aquele cara, eu me recuso a aceitar essa merda.

Woodberry, Baltimore – 2017, 18:35min

Brianna Carson PON

Depois que Justin desce a porrada em James, penso em como vai ser complicado para mim terminar com ele amanhã. Como vou olhar em seus olhos e dizer que não quero mais ficar com ele depois do seu nariz ter sido quebrado, basicamente, por minha causa?

Justin não só voltou rico, sensual e todo cheio de si. Voltou completamente perturbado da cabeça. A forma como ele estava batendo em James, como se o coitado tivesse sei lá. Me dado um tapa ou feito algo absurdo comigo. Eu sinceramente não sei o que o Bieber tem na cabeça.

—Brianna, cacete! Dá pra me escutar, porra?! —ele me segue até a cozinha e eu pego a prancheta com a lista de coisas que chegaram hoje.

—Justin, eu estou tentando trabalhar. Você pode, por favor, não atrapalhar ao menos isso? —pego uma caneta e abro uma das geladeiras, conferindo as frutas e as caixinhas de leite condensado.

—Eu realmente não acredito que você está mesmo com aquele cara, Brianna. Ele não merece você. —Justin fala parado próximo à mim e eu dou uma risada nervosa.

—E quem me merece, Justin? —anoto a falta de morangos e a quantidade exagerada de uvas, passando para o freezer e checando os sacos de gelo. —O que eu tenho com James não é da sua conta, Bieber. Além do mais, você não... —Justin está absolutamente sério agora e eu me viro para olhar para ele, vendo que a tal Scarlett está na porta nos encarando.

—Vamos lá em cima pra eu dar uma olhada na sua barriga. —ela fala, chamando a atenção dele.

Um clima estranho se instala e eu franzo a testa. Dar uma olhada na barriga dele? Que porra é essa agora? Ela vai... Antes de concluir o pensamento, me lembro que James conseguiu dar um único chute em Justin, bem no abdômen. Deve ser por isso que ela quer olhar a barriga dele. Mesmo assim, a ideia das suas mãos pálidas tocando Justin me deixa enjoada.

—Pode olhar aqui mesmo, Scar. —me engasgo com o vento, só pode. Minhas tossidas constantes chamam a atenção dos dois e eu reviro meus olhos, voltando a fazer o meu trabalho e tentando ignorá-los.

Justin tira sua camisa por cima da cabeça e eu não consigo forçar meus olhos a não olharem seu corpo. Seu peitoral quase completamente marcado pelas tatoos e seus braços fortes... Aí, merda.

Scarlett se aproxima dele e começa a analisar o hematoma roxo no lado da sua costela esquerda, inclinando a mão para tocar nele.

—Dói quando eu faço isso, Jus? —ela pergunta de um jeito irritante e Justin ergue os olhos, me pegando fitando os dois. Viro a cabeça rapidamente e quase entro dentro do freezer, querendo me esconder.

—Só um pouco, Scar. —Justin fala todo cheio de manha. “Scar”. Scar meu cú.

—Você vai ficar bem, é forte como um touro. —ela fala, babando o ovo dele. Reviro meus olhos outra vez, tentando me distrair colocando algumas coqueteleiras novas nos armários.

—Vocês poderiam fazer isso, o que quer que seja, longe de mim? —solto essa, querendo me estapear por não ter conseguido segurar a porra da língua. Inferno!! Não consigo olhar para o Justin agora, mas pelo canto do olho vejo o sorriso enorme que surge em seu rosto. Idiota.

—Acredite, querida, eu queria fazer muito mais com esse pedaço de mal caminho. —Scarlett passa uma das suas unhas escurecidas pelo esmalte preto no caminho da felicidade do Justin e para, bem na barra da calça e brincando com a beirada da cueca dele. —Mas ele não dá a mínima pra mim. Diz estar apaixonado por uma garota aí. Mas ela não quer nada com ele, por isso eu não vou desistir. —ela sorri maliciosa e depois beija Justin quase no pescoço e eu sinto uma vontade louca de pegar ela pelos cabelos e afasta-la dele.

—Obrigado, Scar. Eu não sei o que eu faria sem você. —eles piscam um pro outro antes que ela olhe para mim, depois joga um beijo e sai.

—Devia aproveitar e comer ela já que obviamente quer tanto abrir as pernas pra você. —comento com ele, irritada de um jeito que eu não deveria estar.

—Só tem uma garota que eu quero que abra as pernas para mim e eu estou olhando pra ela agora. —ele sorri de forma sensual, vestindo a camisa lentamente.

Estalo minha língua no céu da boca e termino de fazer minhas coisas. Rebecca entra na cozinha e olha para nós dois, franzindo a testa.

—Senhor Justin, Stella não está se sentindo muito bem hoje. Será que poderia deixar Brianna trabalhar no bar só hoje e amanhã? —ela o encara e o idiota pensa um pouco.

—Certo, Brianna você fica no bar nos próximos dias. Senhorita Price, diga para a senhorita McDonavan ir para a casa. Tenham uma ótima noite de trabalho, meninas. —ele diz e sai, subindo as escadas para o seu escritório.

Rebecca me arrasta para o bar e eu começo a atender as pessoas ali junto dela e da Lauren. Vejo quando Scarlett sai do meio das pessoas e vai atrás do Justin, provavelmente indo tentar mais uma vez dar pra ele.

—O Justin nem disfarça que te quer desesperadamente. —Rebecca diz, me fazendo rir.

—Por que acha isso?

—Ele te chama direto pelo nome, ele deu uma surra em James na frente de todo mundo por sua causa e comprou a boate pra ficar mais perto de você. Não é óbvio isso? —ela diz fazendo um drink de vodka e limão e eu dou de ombros.

—Minha preocupação é Scarlett tentando roubar você de mim. —admito, revirando os olhos.

—Bri, podemos fazer um belo de um sexo a três. Eu, você e ela. —só a ideia me irrita. Eu nunca iria pra cama com aquela garota.

—Você sabe que esse tipo de perversão não é comigo. Além disso, só a cara dela me dá vontade de vomitar. —digo, entregando a rodada de margaritas com hortelã para um grupo de estudantes.

—Ela é bem legal, Bri. Vai por mim.

—Só não quero que essa garota simplesmente tome minha única amiga nesse lugar. —Rebecca me abraça rapidamente, enchendo meu rosto de beijos.

—Ninguém vai me roubar de você, sua ciumenta! —a palhaça se diverte e eu afasto ela de mim, rindo junto.

O tal de Mason que anda sempre com Justin se senta em um dos bancos vazios e começa a me encarar, sorrindo para mim de vez em quando.

—Você vai querer alguma coisa? —pergunto, gentil até demais.

—O que você quiser preparar para mim hoje, eu bebo.

—Até urina? —pergunto debochada, mas baixo. Justin e seus dois seguidores têm um poder estranho de me irritar só por estarem aqui.

—O que você disse?

—Nada, eu vou te fazer um Mojito. —sorrio forçadamente e começo a preparar a bebida dele, olhando ora ou outra pras janelas de vidro negro lá em cima e achando estranho não ver a sombra de Justin ali enquanto me observa.

—Ele está ocupado. —Mason fala, tendo minha atenção outra vez.

—Oi?

—Justin, é por ele que você está procurando não é? Ele está conversando com Scarlett. —se eu ouvir o nome dos dois na mesma frase outra vez essa noite eu juro que tenho um surto.

—Tá aqui seu Mojito. —ignoro o comentário dele e vou atender dois casais, pensando no que Justin pode estar fazendo lá em cima que abriu mão do seu hábito estranho de me observar enquanto trabalho.

Woodberry, Baltimore – 2017, 20:11min

Justin Bieber PON

—Eu sabia que fazer ciúmes nela seria uma ideia fantástica. —Scarlett comemora enquanto tomamos uma cerveja. Eu nunca pensei que além de minha aliada, ela se tornaria minha amiga.

—Brianna ainda não sabe que você gosta totalmente da mesma fruta que eu, mas ela vai descobrir logo.

—Bem, eu pedi pra Rebecca não contar que eu sou lésbica. Ela meio que sabe que estou ajudando você a reconquistar a amiga dela. —ergo uma sobrancelha.

—Você já está pegando a Rebecca?

—No jogo do amor não há tempo a perder, Justin. —Scarlett pisca para mim, sorrindo maliciosa. —Quem era o cara que você espancou lá embaixo?

—É o namorado da Brianna.

—Ele não é tão ruim. Eu curti as tatuagens. —encaro ela de cara fechada. —Mas é óbvio que eu tô na torcida por você. Eu respiro Jarianna. Jarianna é vida. —ela diz sorrindo e se remexendo na cadeira.

—Deixa de ser besta, menina! —nego com a cabeça, rindo dela. —Tem algo nesse cara que não me desce.

—Eu também me sentiria assim se tivesse que ver as mãos dele na minha garota. —ela comenta, dando de ombros.

—Não é só isso. James é... estranho. Mason mandou entregar os equipamentos que eu pedi na minha casa. Preciso descobrir mais sobre esse sujeito.

—Vai hackear ele?

—Talvez.

—E o acordo com a polícia?

—Eles não vão saber que eu invadi o computador e os dados pessoais dele. Ninguém vai. —garanto a ela, pensando na garota que foi embora depois de passar mal. —Eu acho que preciso de mais funcionários.

—Eu me encarrego de achar alguns, mas suponho que vai querer que a Brianna aprove eles.

—Ela é a gerente agora, esse é o trabalho dela. —dou de ombros e jogo minha garrafa vazia no lixo.

—Certo, eu vou começar minha busca então. Nos falamos depois. —fico sentado na cadeira, balançando de um lado para o outro enquanto acendo um charuto.

Tem algo muito errado com esse James. E eu não vou sossegar enquanto não descobrir o que é.

Woodberry, Baltimore – 2017, 08:04min

Brianna Carson PON

Rebecca saiu mais cedo junto com Scarlett e todos os outros funcionários ajudam a fechar as portas da boate depois que os clientes vão embora.

Assim que fecho o caixa, arrumo minhas coisas para ir até o café onde marquei de me encontrar com James, sentindo meu corpo mole só de pensar que vou mesmo terminar tudo com ele.

Justin não saiu mais do escritório desde a hora que Rebecca foi me buscar na cozinha e me ocorreu que ele pode ter finalmente desistido de mim.

Quando entro no meu carro e coloco o cinto, dou a partida e dirijo para o café não muito distante da boate e penso se vou mesmo pra aula hoje. Talvez eu falte, acho que mereço um descanso.

Estaciono na rua e desço, fazendo o sininho tilintar quando entro na lanchonete.

—Um energético e uma torta salgada, por favor. —peço a uma das atendentes, indo me sentar ao fundo.

No meu estado de cansaço excessivo, café seria a melhor saída. Mas eu não gosto de café e tento evitar ao máximo consumir.

Fico mexendo no celular e vendo notícias aleatórias sobre o mundo dos famosos enquanto espero James chegar e me dou conta de que não faço a mínima ideia de como vou terminar com ele.

—Então, James. Eu sei que você se meteu em uma briga por minha culpa, e eu sinto muito que o Justin quase tenha feito você perder um olho, mas eu não posso mais continuar com você. Não é você, sou eu. —comento comigo mesma, treinando. Aí, merda! Não está bom assim. —James, você é legal e atencioso, eu gosto de você. Mas eu sinto que não devemos continuar juntos porque... —a porta se abre de novo e eu o vejo entrar, calmo como se não tivesse saído na mão com Justin ontem.

—Ei, gata. —James tira seus óculos escuros e vem até mim. Quando ele se inclina para me beijar, eu viro o rosto.

—Precisamos conversar, James. —falo séria, quase rasgando minha pele de tanto que aperto minhas unhas na palma da mão.

—Aqui está seu pedido, senhorita. —a garçonete traz minha torta e meu energético. James fica ali parado, me olhando. É um pouco desconfortável encarar o rosto dele cheio de hematomas, mas o que me incomoda mesmo é o quanto seu olho está roxo em volta.

—Eu não estou entendendo, Brianna. O que houve?

—James, eu quero terminar. —abordagem sutil nunca foi o meu forte. Preparar o terreno antes de fazer alguma merda é algo que eu ainda não sei fazer.

—Quê? —ele pergunta, fazendo uma careta como se não acreditasse no que acaba de ouvir.

—Nós dois não vamos dar certo, James. Eu vou ficar atolada em trabalhos da faculdade e no serviço da boate. Não vou ter tempo para você na minha vida. Não quero levar um namoro de qualquer jeito. —digo, ocultando alguns motivos. Como o fato de que eu não amo ele do jeito que ele demonstra me amar.

James só fica parado me olhando fixamente, por longos minutos. Consigo me concentrar no barulho das cafeteiras e dos liquidificadores de tão nervosa e angustiada por ele não dizer absolutamente nada. O olho dele que não está totalmente ferrado começa a se mexer, mas não de um jeito normal. Fica trêmulo, como um tic nervoso ou sei lá. E então vejo seu maxilar inteiro se travando à medida que ele respira. Quando penso que James vai me xingar de todos os nomes possíveis, ele sorri pacientemente e apenas balança a cabeça.

—Tudo bem, eu entendo você. —a compreensão em sua voz me deixa perplexa. Eu esperava que ele gritasse e começasse a dizer as coisas mais absurdas, como por exemplo deduzir que estou terminando com ele porque Justin voltou para a cidade.

—Sério? Sério mesmo? —pergunto, e ele assente outra vez. —Então, tá tudo bem entre a gente?

—Claro, sua boba. Vamos ser ótimos amigos. Você e eu. —James se levanta e eu seguro o braço dele.

—Você já vai?

—Sim, eu tenho coisas à fazer. Nos falamos depois. —antes de colocar os óculos de novo, ele me olha uma última vez e eu noto faíscas saltando deles na minha direção.

James sai, indo embora dali e fazendo eu respirar aliviada. Bem, não foi tão difícil assim. Agora eu posso ir pra casa descansar e me preparar para mais uma noite trabalhando para o cara que foi de meu melhor amigo e sonho de consumo para o meu estúpido e odiado patrão.

Hampden, Baltimore – 2017, 16:22min

Justin Bieber PON

Assim que chego em casa, tiro a roupa e decido tomar um banho. Mason se encarregou de que os aparelhos e o computador de última geração fosse instalado no meu quarto e eu vou passar o dia inteiro vasculhando tudo que eu puder sobre James Callaghan.

Tomo um banho rápido e lembro que Pattie volta de Toronto essa semana. Me pergunto o que minha mãe pode ter feito com o dinheiro que eu mandei pra ela durante todo esse tempo.

Eu teria ficado na boate o dia todo resolvendo umas coisas, mas eu precisava vir pra casa resolver isso.

Fico um tempo embaixo do chuveiro, a cabeça apoiada no box, pensando na merda que foi não ter deixado Brianna se explicar. Estaríamos juntos desde aquela noite do baile se eu não fosse incrivelmente idiota.

Ela é linda, mano! Irritantemente linda. Eu quero que todas essas provocações acabem logo, quero poder sentir ela nos meus braços e proteger ela de tudo que possa ser uma ameaça.

Lavo minha cabeça e tiro o shampoo rapidamente porque daqui a pouco eu já volto pra boate. Como dono daquele lugar, eu não tinha necessidade nenhuma de ir pra lá todas as noites, mas eu só faço isso pra ficar mais perto dela.

Quando termino de enxaguar meu cabelo, saio enrolando uma rolha na cintura e visto um jeans rasgado, um vans preto e uma camisa xadreza preta e vermelha.

Me sento na cadeira e ligo o computador, buscando James no Facebook. Jogo o email dele no Google e depois dou um jeito de invadir seus dados pessoais.

Assim que consigo acesso ao computador dele, acho pastas e mais pastas de fotos de paisagens. Mas uma em especial me chama a atenção por ter o nome da Brianna nela.

Abro e franzo a testa, vendo todas as mil e duzentas fotos dela. Todas dela dormindo, e as que Brianna está acordada, ela nem percebeu que foi fotografada.

 No mais, o que eu encontro são receitas de remédios que eu não faço a mínima ideia para o que servem e eu passo as mãos no rosto, frustrado por não achar nada comprometedor demais como eu pensava que acharia. A não ser sua clara obsessão pela Brianna, ele parece alguém normal. Mas, independente disso, sei que ele não é bom o bastante pra ela. Eu não fui bom o bastante pra ela. Mas eu sei que posso ser agora.



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