História Let Me Love You - Capítulo 18


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Categorias The 100
Personagens Anya, Clarke Griffin, Costia, Dra. Abigail "Abby" Griffin, Echo, Indra, Lexa, Lincoln, Octavia Blake, Raven Reyes
Tags Clarkegriffin, Clexa, Lexawoods, Octaven, Octaviablake, Ravenreyes
Visualizações 71
Palavras 4.401
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Clexa's. Como vcs estão.
Acabei o cap agr e não revisei direito, mas irei fazer isso em breve.
Beijinhos de Polis 💋

Capítulo 18 - Capítulo 18


POV LEXA


Clarke simplesmente desmaiou em meus braços, por sorte a mãe da loira estava ali perto e rapidamente levou pra examinar ela.

Eu estava com esperanças de Madi levar isso numa boa, que iria ficar feliz por me conhecer, mas não foi assim que aconteceu, meu peito doeu ao ouvir as palavras da garotinha, mas o choque maior foi o de Clarke, a loira era apegada a ela e ouvir tudo aquilo deve ter sido uma das piores coisas desse mundo.

A loira estava melhor, trouxe ela pra casa e me recusei deixa-la sozinha, meus dedos deslizavam pelo rosto dela, sorri ao ver ela dormindo tranquilamente, me sentei na poltrona ali ao lado e olhei pra todos os cantos do quarto, Clarke ainda parecia uma adolescente o que me fazia sorrir por dentro.

Ver a loira dormindo é uma das coisas mais bonita desse mundo, o rosto amassado no travesseiro, os cabelos levemente bagunçado.

Tinha combinado de jantar com Lincoln e Anya, mas preferi ficar com Clarke, algo me dizia que ela ainda iria precisar de mim. Uma batida na porta me chamou a atenção, me virei e vi a mãe da loira na porta fazendo sinal para o corredor, me levantei e a segui.

- Como ela está? - Abby perguntou assim que parou perto da escada.

- Está dormindo desde que a trouxe pra cá.

- Obrigada por trazer ela, se quiser pode ir, eu fico de olho nela, querida.

- Na verdade... eu gostaria de ficar, claro se não tiver problema. - Abby me olhou de um jeito que não sabia explicar.

- Não tem problema, mas queria saber tudo que aconteceu.

- Bom... - Me encostei no corrimão da escada. - Eu finalmente quis conhecer a Madi e pedi pra Clarke estar ao meu lado, mas Madi disse que odiava a Clarke por saber que eu era a mãe dela e nunca ter falado nada, acho que ouvir isso foi demais pra ela. - Olhei rapidamente pra porta.

- Eu sinto muito, Lexa. Deve ter sido difícil pra garotinha, mas vamos dar um tempo á ela, quem sabe ela não mude de ideia.

- Espero que sim, Clarke se apegou a ela e vai ser...

- Mas e você? - Olhei pra ela sem entender. - Clarke vai ficar mal, mas e você?

- Eu passei oito anos da minha vida evitando pensar na criança que abandonei por conta de um trauma, eu nunca senti amor por ela... e não sei se um dia irei sentir. Isso me torna uma pessoa ruim?

- Não querida. - Abby colocou a mão em meu ombro. - Apesar do que você fez, você a deixou com pessoas que sabia que iria cuidar bem dela. Não pense mais no passado, você tem um futuro pela frente e agora tudo pode ser diferente. Apesar de tudo você quer conhecer ela, isso mostra que você sente algo por ela, só não sabe exatamente o que é esse sentimento.

- Acho que você tem razão. - Dei um breve sorriso pra ela. - Obrigada pelas palavras, eu precisava disso.

- Eu também quero te agradecer... pela Clarke, você mudou ela, odiava ver ela " usando " - ela fez aspas com os dedos. - as garotas, eu fico feliz por ela ter você.

- Clarke é incrível, você tem uma filha maravilhosa e eu sou feliz por ter ela.

Abby me abraçou, eu senti o que ela quis passar pra mim, ela estava feliz e aliviada pela filha ter mudado e eu agradeço pelo mesmo, a medica me deu o melhor abraço que eu já recebi, meus pais morreram quando eu era criança, tia Indra me criou, ela foi incrível, mas não era muito carinhosa, então o abraço de Abby foi a coisa mais maternal que já recebi.

- O que está rolando ai? – A mais velha me soltou e olhamos pro lado, uma Clarke com os cabelos bagunçados nos encarrava.

- Coisas nossas. - Abby disse rapidamente e se aproximou da filha. - Vou preparar o jantar e Lexa, você fica com a gente e não aceito um "não".

Sorri pra ela e concordei com a cabeça, ela beijou o topo da cabeça da loira e saiu, voltei pro quarto e abracei Clarke, vi ela me encarrando.

- Sua mãe é incrível.

- Estou vendo que vocês ficaram bem próximas. - Clarke deu um breve sorriso.

- É quase isso, mas agora vou cuidar um pouco de você.

- Não era pra você estar trabalhando?

- Era, mas mandei uma mensagem pra minha tia, ela me deu o resto do dia de folga. - Dei um beijo na canto da boca dela. - Vou preparar um banho pra você.

- Lexa... - Olhei pra ela. - Não precisa fazer isso.

- Eu sei. Vou encher a banheira. - Clarke sorriu e balançou a cabeça.

Tentei evitar falar de Madi, não queria que Clarke pensasse tanto no que aconteceu, temos que ter paciência e esperar as coisas se acalmarem e eu iria manter Clarke distraída e quando Echo me disser que Madi esta disposta a finalmente me conhecer eu falaria com Clarke, algo me dizia que ela estava pensando na pequena, mas ela também iria evitar isso.

Clarke estava com a cabeça encostada na banheira, meus dedos deslizavam nos cabelos com um leve tom dourado, nossos olhares estavam fixo um no outro.

- Por que está fazendo isso?

- Pode ser mais clara? - Me sentei na beira da banheira.

- Por que está aqui cuidando de mim?

Muitas respostas se passaram em minha mente e pensei em citar todos os motivos pra estar fazendo isso.

- Pelo mesmo motivo que você cuidou de mim quando doei medula óssea pra Madi.

Ela apenas sorriu, ela sabia o motivo e não precisávamos explicar isso, os nossos olhares, os sorrisos, os carinhos já deixavam claro o porque disso, era amor, eu estava ali porque amava Clarke Griffin.


***


Eu não sei o que mais me deixava nervosa, estar finalmente jantando com a mãe de Clarke ou ter Abby e a filha me encarrando, mantive meu olhar no prato quase o jantar todo.

- Acho que ela está nervosa, Clarke. - Ouvi a Griffin mais velha

- Claro, vocês estão me olhando, isso me deixa nervosa.

- Desculpa querida, eu só estou curiosa e estava esperando alguém me dizer. - Clarke e eu olhamos pra ela. - Então, vocês estão oficialmente...

- Nos conhecendo, mãe. - Olhei pra Clarke e concordei.

A loira e eu já conversamos sobre isso e escolhemos ir com calma e deixar rolar, não queríamos apressar tudo e acaba estragando de algum jeito.

- Bom, isso é muito bom. É melhor conhecer a pessoa antes de começar algo serio.

- Penso o mesmo, mas tem pessoas que você acaba conhecendo bem em pouco tempo. - Falei olhando pra Clarke.

A loira bateu lentamente na minha perna, percebi ela levemente com vergonha, voltei a olhar pra Abby, ela sorria com a cena.

- Vocês ficam bem juntas. - Abby disse fazendo Clarke se engasgar com a bebida.

- Sabe que eu penso o mesmo? - Clarke me olhou, segurei a mão da loira.

Clarke aos poucos ia percebendo que a mãe apoiava qualquer coisa que temos e foi relaxando, eu evitei tanto um jantar com a medica, mas agora vi o quão agradável podia ser, ter o apoio da mais velha me deixava mais relaxada, Clarke se manteve quieta boa parte do jantar só olhando Abby e eu conversando, o foco ali mão era mais sobre a loira e eu e sim sobre tudo, A médica me contou tantas coisas, ate sobre o marido ela falou e eu gostei de cada conversa que tivemos.



POV ECHO

Madi se recusava a sair da cama, não queria comer e quase não falava, achei que ela iria ficar animada ao conhecer a mãe biológica, mas a reação dela foi um choque pra mim, demorou um pouco para acalmar ela no hospital, ela insistia em gritar que odiava Clarke e Lexa, ela se debatia em meus braços, como uma criança de oito anos tinha tanta força assim? Tentei dizer a ela que Lexa tinha motivos pra tudo o que fez, mas acho que não era isso que a deixou magoada e sim o fato de Clarke saber a verdade.

Odiava ver Madi quieta, era como se ela não estivesse ali, amava tanto a energia que a garota trazia em minha vida e sem isso era como se uma parte da minha vida tivesse se apagado.

Me aproximei da cama, a pequena estava com um livro sobre as pernas, ela passava os pequenos dedos sobre cada desenho, coloquei a bandeja perto dela.

- Não estou com fome, titia. - Ela ainda mantia o olhar no livro.

- Você nem viu o que eu preparei.

- É comida e eu não quero. - Ela me olhou, os olhos ainda vermelhos devido ao choro.

- Meu amor, você precisa comer alguma coisa.

- Você também sabia, não é? - Ela fechou o livro. - Sabia onde ela estava, sabia que Clarke a conhecia.

- Sim, pequena... Eu sabia. - Alisei lentamente o rosto de Madi.

- Por que não me falou? - Madi disse com tanta tristeza na voz.

- Querida, Lexa tinha que decidir sozinha quando iria querer te conhecer, eu não podia arrastar ela pra te ver, ela tem motivos pra ter feito isso.

- Por isso Clarke nunca me falou nada?

- Sim, meu amor. Não podemos falar de algo que não é assunto nosso, se você quer saber de tudo pode falar com Lexa.

- Não, eu não quero ver ela. - Ela desviou o olhar do meu.

- Eu não vou te obrigar a falar com ela, mas saiba que quando estiver pronta posso te levar até ela.

- E se eu nunca quiser falar com ela? - Ela voltou a me olhar.

- Se essa for sua escolha pegamos nossas coisas e voltamos pra casa, okay?

- Está bem titia.

- Tome o seu tempo para pensar, querida. - Depositei um beijo na testa dela e a vi sorrindo.

Esse é o momento que Madi precisa ficar sozinha e poder pensar, quero que ela escolha o melhor pra si e ninguém pode interferir nisso.

Me sentei no sofá no mesmo momento que a porta se abriu, Roan entrou junto com Lincoln, acenei pra eles. Lincoln se mostrou bem presente na vida da sobrinha, mesmo ela não sabendo que o rapaz é seu tio.

- Como ela está? - Roan perguntou depois de me dar um rápido beijo.

- Ainda não quer comer, mas conversou um pouco. Acho que ela precisa de um tempo sozinha.

- Acha que ela vai aceitar ver a Lexa?

- Não sei Lincoln, Madi é igual a mãe, teimosa e nunca sabemos o que ela vai fazer, temos que esperar. - Ele concordou com a cabeça. - Soube alguma coisa da Clarke?

- Lexa disse que ela está bem, foi só um susto.

- Lincoln, você acha que elas vão dar certo? - Lincoln e eu olhamos pra Roan.

- Eu ainda não confio muito em Clarke, sabe por causa do passado dela, mas parece que elas estão se curtindo, eu espero que nenhuma delas se machuquem.

- Seria incrível ver Lexa, Clarke e Madi juntas. - Falei olhando pra Roan.

- E se Madi quiser ficar com a mãe, o que vamos fazer?

- É direito das duas, falamos sobre isso no momento que Lexa nos entregou a Madi.

- Eu sei querida, só que se isso acontecer vai ser difícil, oito anos criando ela, é como se fosse nossa filha.

Concordei com a cabeça, Roan estava certo, Lexa tinha total direito de ter a filha de volta, mas pensar na possibilidade de não ter a garota com a gente me deixa triste, mas entendo e irei respeitar qualquer escolha que Madi tomar.

- Vocês não pensam em ter filhos? - Lincoln perguntou.

- Sempre pensamos em ter, mas Echo nunca conseguiu engravidar, quando começamos a procurar um médico, Lexa apareceu gravida. - Mantive meu olhar em Roan. - Ela sabia que o processo para engravidar poderia ser longo, então decidimos juntos ficar com o bebê que Lexa estava carregando, mas quando Madi nasceu, não conseguimos nos nomear pais dela, amamos ela como uma filha, mas sabemos que a mãe dela sempre será a Lexa.

- Vocês tinham esperanças da Lexa voltar e querer a filha de volta? - Lincoln disse olhando pra mim.

- Eu tinha... Roan sempre achou que isso seria impossível. Sempre achei que tudo que sua irmã precisava é tempo. Demorou um pouco - Soltei um riso baixo. - Mas Lexa quer conhecer a filha.

- Agora é esperar que filha tome seu tempo. - Roan disse e concordei com a cabeça.

- E se tudo der certo, se Madi quiser ficar com Lexa, o que vocês vão fazer? - Lincoln se ajeitou na poltrona, seu olhar era fixo em mim.

- Acho que voltar pra casa, começar uma nova vida.

- Ou podemos vir pra cá, fazer nossa vida aqui, isso vamos ver com o tempo. - Sorri ao ouvir Roan.

Ele me conhecia, ela sabia que apesar de tudo eu gostaria de estar perto da Madi, poder ver ela crescer mais, ver ela construindo um futuro, Lexa sempre será a mãe dela, mas se ela me permitir eu quero fazer parte na vida da garotinha, oito anos é muito tempo para eu deixar ela simplesmente ir embora, querendo ou não eu fui uma grande mãe pra Madi e ela tem que aceitar isso.

Ficamos um bom tempo conversando, em certo momento fui ver como Madi estava e a garotinha dormiu praticamente pelo resto da noite, o sanduiche com uma mordida apenas, Roan tirou a bandeja da cama, depositei um beijo na testa da garotinha. Me peguei lembrando dos momentos que passei ao lado da menina, os primeiros passos, as primeiras palavras, que nesse caso não foi " mamãe " como é da maioria, os primeiros dentes, o primeiro dia na escolinha, Madi não se atreveu a chorar quando entrou na sala, mas eu sim, chorei como criança, mas ela sempre foi forte, uma das coisas que admiro nela, ela pode passar pela pior coisa, mas sei que ela não vai derramar uma lágrima, mais uma coisa que puxou da mãe.

Me deitei a lado dela e vi Roan fazer o mesmo, fazíamos isso quando ela estava triste ou doente, era nosso jeito de mostrar que ela não estava sozinha e que podia sempre contar com nós dois.



POV OCTAVIA

Raven, Anya, Lexa e eu estávamos juntas na casa de Clarke, Lexa achou que seria um belo jeito de animar a loira, bom, esperamos que isso seja verdade, pois Clarke e eu não abrimos a boca pra falar nada, minha cabeça estava no colo da loira enquanto ela passava seus dedos em meu cabelo, meu olhar fixou em um ponto da janela, eu tentava ao máximo me focar na conversa das meninas, mas eu só pensava no Bellamy e tentava descobrir se ele estava tramando alguma coisa, toda vez que estou voltando pra casa sinto que alguém está me seguindo e ter essa sensação me apavora, Raven acha que eu estou exagerando, não importa o que eu diga ela sempre vai dizer que é coisa da minha cabeça e eu preciso de mais pra provar que ele está tramando algo e eu não posso suportar sofrer mais uma vez nas mãos dele, isso seria demais pra mim. Rae sempre pergunta o por que do meu medo, mas eu não sou capaz de falar tudo que aconteceu, tudo que ouvi, nem Clarke sabe das coisas que aconteceu dentro daquela casa e não vai ser agora que irei revelar.

- Octavia. Ei, Blake. - Senti a almofada acertar meu rosto e olhei pra Lexa. - O que aconteceu com você?

- Ela está assim esses dias, jura de pé junto que Bellamy está planejando algo contra ela. - Raven disse revirando os olhos

- E está sim, eu sei que tem alguém me seguindo, isso é coisa dele.

- Octavia, chega. Você está ficando paranoica com isso.

- Então me diz o por que ele estava em frente do hospital ontem?

- Sei lá, talvez foi buscar a namorada.

- Qual é. - Respirei fundo. - Ontem era a folga dela. - Lexa e Anya nos olhava e Clarke nem parecia estar prestando atenção. - Você tem que acreditar em mim, Rae. Ele está...

- Chega, Octavia. Não quero mais saber desse assunto.

O que você faz quando a pessoa que você ama não acredita em você? Eu tinha muitas escolhas, mas resolvi sair dali, caminhei até o jardim dos fundos e me sentei no banco próximo a piscina, era melhor evitar qualquer tipo de briga, afinal não estava com cabeça pra essas coisas, logo percebi a morena sentar ao meu lado, deitei minha cabeça em seu ombro.

- Quer conversar? Eu vou te ouvir...

- Posso te fazer uma pergunta, Lex? - olhei pra ela, os olhos verdes me encarrava.

- Claro, Blake.

- Você não superou o abuso que sofreu por causa da gravidez, mas se não tivesse acontecido essa gravidez você acha que iria superar de algum jeito?

- Essa é uma pergunta complicada, O. Mas acho que não iria superar pelo fato que talvez iria acabar escondendo isso e é pior quando você sofre sozinha. - Lexa ainda me olhava. - Por que fez essa pergunta? - Desviei meu olhar e cruzei as pernas. - Octavia, não me diga...

- Podemos deixar essa conversa só entre nós?

- Claro. - Senti a morena puxar levemente meu rosto, me fazendo olhar pra ela. - Seu irmão fez isso com você?

- Não exatamente. - Ela me olhou tentando entender. - Ele pediu a um amigo para fazer isso e ele ficou assistindo. Eu queria gritar, Lex... Mas ele me ameaçou. Nunca tive coragem de falar sobre isso com a Clarke ou com a Rae. - Lexa me abraçou forte.

- Eu te entendo, sei o que é passar os dias com medo. - Ela me soltou devagar e segurou meu rosto. - Eu entendo o seu medo, saiba que você não está sozinha, O. Tem pessoas que se importa tanto com você e quanto estiver pronta e quiser falar disso com as meninas eu vou estar ao seu lado e se você um dia estiver com medo ou sentindo que algo vai acontecer liga pra mim, eu posso te levar em um lugar seguro.

- Você não imagina o quanto fico feliz em ouvir isso, Lex. É bom saber que tem alguém por perto que me entende.

- É menos doloroso quando conhecemos pessoas assim como nós, a ferida parece menos profunda e vamos fazer isso com a sua, O. Não tente sofrer calada.

- Se eu soubesse que você era boa com as palavras eu daria um jeito de você e Clarke ficarem juntas bem antes. - Ouvi a morena rindo. - Você acha que foi o destino?

- Como é? - Ela levantou uma sobrancelha.

- Vocês começaram a ficar praticamente quando Clarke começou a ser voluntaria no hospital e Madi estava lá...

- Sei bem onde você quer chegar. Clarke tem uma parcela de "culpa" por eu querer conhecer a Madi. - Lexa olhou pro céu, meu olhar ainda se mantia na morena. - Nunca acreditei em destino, O. Mas se foi ele que nos juntou eu só tenho que agradecer.

- Você a ama? - Um sorriso brotou nos lábios da mais velha.

- Sim, eu amo ela. As vezes é tã-tão inacreditável, sempre achei que Clarke nunca iria mudar, mas ela mudou e eu sou o motivo.

- Acho que todas nós ficamos surpresas com isso, espero que vocês sejam felizes e se um dia vocês se casarem eu quero ser madrinha. - Lexa ria e concordava com a cabeça.

- Pode deixar que eu faço o convite pessoalmente.

Ficamos bons minutos ali conversando sobre Clarke e Madi, Lexa em momento algum se sentiu mal ou triste por falar do passado, ela se sentia confortável ao falar comigo e eu entendo o motivo e eu agradeci cada palavra de conforto que a morena passou pra mim.


***


Meus olhos se prendeu no filme que passava na tv, depois da minha conversa com Lexa voltamos pra dentro e tudo parecia melhor, Clarke até conversou, Raven não parecia tão chateada, mas mesmo assim o clima estava estranho e agora em casa ela estava totalmente em silencio, percebia ela me olhando de canto algumas vezes. Eu queria tanto contar tudo pra ela, eu não suportava esse silencio, mas ainda não sou capaz, apesar de tudo eu tinha que acabar com aquele clima.

- Rae, me desculpa se eu...

- A culpa não foi sua, eu estava tão cansada e você ter falado aquelas coisas de novo me deixou mais irritada, eu que peço desculpas pra você.

- Isso quer dizer que estamos bem?

- Me diz você.

Ela sorriu, me agarrou e começou a me beijar, coloquei minhas mãos na cintura dela, o beijo era rápido, nossas línguas deslizavam uma na outra, puxei Raven pro meu colo e me levantei, não precisei confirmar, aquilo dizia que estávamos bem e que nada naquele momento iria estragar aquele momento, estava tão desesperada pra sentir a morena que não me atrevi a ir pro quarto, senti as costas dela baterem na parede fazendo ela soltar um gritinho, eu agradeci aos céus que Rae ainda estava usando o vestido, deslizei meus dedos até a calcinha dela e a senti molhada, senti ela puxar meu cabelo e suspirei, nossos olhos se encontraram, o sorriso malicioso brotou nos lábios avermelhados, meus dedos não esperou nenhuma palavra ou gesto, ele só pedia para estar dentro dela e foi o que fiz, comecei lentamente, meus dedos foram gentis no começo enquanto depositei beijos no pescoço de Rae.

- Oc-Octavia...

Ela gemeu meu nome, sua mão veio de encontro com a minha e eu entendi o recado, ela queria mais, penetrei mais um dedo e aumentei o ritmo fazendo ela gemer mais, suas unhas fazia o trabalho de me arranhar. Meu olhar fixou na morena, o jeito que ela mordia os lábios e o gemido abafado, eu jamais iria me cansar de ter essa visão na minha vida, Raven assim como eu sabíamos que isso iria rolar por algum tempo e não me importava se horas atrás estávamos zangadas, nossa noite não iria acabar com brigas e sim cheia de prazer e eu não queria mais nada que isso.



POV BELLAMY

- Você tem certeza disso? - Josephine me perguntou outra vez.

- Você quer ou não se vingar de Clarke? - Olhei pra ela enquanto andava de um lado pro outro.

- Claro que quero, mas isso é um pouco demais. E para de andar assim, as pessoas estão olhando.

Respirei fundo e me sentei no banco, olhei em volta, Josie segurou minha mão e me olhou.

- Logo ele vai estar aqui. - Concordei com a cabeça. - Bell, você explicou direito pra ele, não é?

- Que merda, Josie. Já falamos sobre isso. Ele vai fazer o que eu mandar.

- Eu sei, amor. Mas estamos falando de possíveis abusos. - Ela sussurrou e aperto minha mão. - Não acha que isso é demais, digo podemos assustar elas e depois nos vingar de outro jeito.

- Se quiser desistir pode ir embora, mas irei mostrar pra Octavia que o passado dela voltou pra assombrar ela.

Josephine soltou minha mão e mexeu a cabeça, ela estava pra desistir, achei que ela fosse mais forte que isso, revirei os olhos e voltei a me levantar.

- Pode pensar na sua vingança sozinha, ele não vai mexer com a garota. - Desviei meu olhar dela e vi o rapaz se aproximar. - Acho melhor você ir pra casa. - Josie não respondeu, apenas concordou e foi embora.

- Ei, Morley. Quanto tempo. - O rapaz apertou minha mão e logo se sentou.

- Muito tempo, Murphy. Mas vamos direto ao assunto, teve uma pequena mudança. O alvo agora é só a Octavia.

- Entendi, mas me diz... sua irmã continua gostosa desde a ultima vez que fizemos isso?

- Isso você vai me dizer depois. Só espero que ela te reconheça.

- Sua garota não vai participar com a gente? - Murphy tirou o cigarro do bolso, ascendeu o mesmo e logo deu um trago.

- Ela está apenas me informando dos horários e ainda está atrás do endereço de Octavia, mas assim que for a hora certa eu entro em contato, você apenas segue nosso plano.

- Não precisa explicar novamente, sei bem o que vou fazer.

Murphy mais uma vez iria me ajudar a fazer minha irmãzinha sofrer, uma vez não era o suficiente, ela tem que sofrer mais. Primeiro alvo, Octavia Blake, segundo alvo Josephine Lightbourne, a vadia iria pagar por pular fora do plano que ela mesma ajudou a criar, a minha vingança estava em pé e não me importo com a da loira, até que foi bom ela ter caído fora, assim eu não irei mais ter que suportar ela, meu prazo com ela acabou e a partir do momento que ela me entregar o endereço de Octavia eu coloco meu plano em pratica e dou adeus a ela.

- Você voltou pra ficar? - Olhei pro rapaz.

- Não, Murphy. A única coisa que tenho aqui em Sanctum é a sede de vingança, mas depois disso irei sair do País, se quiser ir junto...

- Sua namorada não vai se incomodar? - Murphy ascendeu outro cigarro.

- Ela não sabe que irei embora e não quero ela comigo.

- Sendo assim, acho que irei contigo, até porque acho que não vou poder dar as caras por aqui.

- Vamos fazer nossa vida em um lugar melhor, meu querido amigo. - Dei um rápido soco no ombro de Murphy.

- A uma vida nova e cheia de garotas. - O rapaz jogou o cigarro na grama e olhou em volta.

Logo iriamos poder aproveitar a vida que sempre desejamos e Octavia irá implorar por sua vida, eu não poderia estar mais satisfeito com minhas escolhas.



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