História Let me love you - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
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Palavras 1.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, eu sei que esse demorou bastante, mas perdoem uma pobre estudante que sofre com química como ninguém.

Capítulo 8 - 8.My songs know what you did in the dark


P.D.V Sarah 

Quando entrei em casa, o silêncio dominava o local. Fui para a sala e encontrei meu pai dormindo em sua poltrona com Talia no colo, igualmente adormecida. Eles provavelmente acabaram dormindo enquanto me esperavam.

Com cuidado, tirei a pequena do colo do Xerife e a levei para o quarto. No momento em que a coloquei na cama, minha lobinha abriu os olhinhos cansados.

-Como foi com o papai?-Ela perguntou em voz baixa.

-Foi tudo bem, conversamos bastante.-Respondi, passando a mão pela cortina sedosa que eram seus cabelos negros como a noite.-Mas quero descobrir o que esse novo Alfa faz em Beacon Hills e por que ele mordeu seu tio Scott, depois que essa confusão estiver resolvida eu vou contar a verdade para o seu pai e para o vovô.

-Tudo bem, você precisa de tempo.-Talia respondeu com toda a sua sabedoria de 5 anos de idade.-Eu posso esperar.

-Boa noite lobinha.-Dei um beijo no topo de sua cabeça.

-Boa noite mamãe.-Ela tornou a fechar os olhos e se virou para o outro lado da cama, caindo no sono logo em seguida.

Assim que sai do quarto, encontrei um Stiles agitado no corredor. Ele fazia gestos esquisitos com as mãos, parecia que estava tendo um ataque. Fiquei com uma rara cara de interrogação no rosto, pelo menos até o meu irmãozinho esgotar sua paciência.

-Venha aqui, precisamos conversar.-Deu um daqueles sussurros gritantes.

Apenas bufei e o segui até seu quarto. Eu realmente devia muitas respostas a ele e ao Scott, mas o cansaço estava me deixando levemente mal-humorada.

-O que você quer saber Stiles?-Cruzei meus braços após fechar a porta atrás de mim.

-Desde quando você sabe sobre lobisomens?-Ele ficou de frente para mim, fazendo com que eu me sentisse um dos anões da Branca-de-Neve (Eu tenho 1,57 enquanto o meu querido maninho tem 1,80). Poxa, a mais velha aqui sou eu!

-Desde que Talia Hale me mordeu quando eu tinha 12 anos.-Disse enquanto encarava os meus pés.-Mas eu não tive muita escolha, talvez menos do que o Scott.

-O que aconteceu?-Stiles se sentou na ponta da cama, me olhando com curiosidade.

-Eu e o Derek estávamos brincando com a irmãzinha dele, Cora, e Talia acabou sentindo um cheiro estranho vindo de mim.-Comecei a me lembrar daquela sensação de fraqueza e cansaço, de sentir que estava ficando doente.-Era câncer.

-Meu Deus.-Ele me olhou em choque.

-Ela me contou a verdade sobre sua família e me ofereceu a mordida.-Contei.-Era a minha única chance de sobreviver, se não fosse por isso, eu com certeza não estaria aqui hoje.

-É por isso que você passava tanto tempo com os Hale, não é?-Meu irmão me olhou com tristeza.-Para não ficar como o Scott ficou hoje.

-Lembra daquela parte do filme do Capitão América, em que o Dr.Erskine diz para o Steve sobre os efeitos do soro em uma pessoa?-Ele assentiu.-A mordida é mais ou menos assim, a maioria das pessoa muda muito depois dela.

-Mas você continuou a mesma, ainda que tivesse problemas por ser filha da Melissa e não da minha mãe, mesmo que as pessoas te julgassem por isso sem ao menos te conhecer.-Stiles me olhou, como se tentasse decifrar como era aquela sensação.-Como?

-Eu tinha você, o papai e o Scott, não precisava e também não tinha motivos para me tornar uma vadia arrogante.-Me sentei na cadeira, de frente para ele.-Não me importa o que as pessoas digam sobre mim, desde que vocês e a minha filha estejam comigo.

-Pra mim, você sempre será a minha irmã mais velha, que estava sempre aqui quando eu precisava.-Uma lágrima escapou do meu olho, rolando pela minha bochecha.-Do mesmo modo que a Talia é minha sobrinha.

-Você também vai ser sempre o meu caçulinha, e o Scotty também.-Coloquei minha mão no rosto dele.-Me desculpe por ter surtado naquela noite em que achamos o corpo na floresta.

-Tudo bem, agora eu entendo que você só queria nos proteger.-Stiles respondeu.-A baixinha também é uma lobisomem?

-Não sei, ela pode não se transformar quando a idade chegar.-Suspirei, às vezes eu torcia para que isso acontecesse.-Mas acho quase impossível, ela tem sentidos muito aguçados, é forte e rápida para uma criança humana, e também nunca ficou doente.

-E o pai dela?-Mas que raios de pergunta é essa?-Ele era um lobisomem também?

-Era.-Sabia que se eu mentisse, meu irmão saberia na hora.-Olha, eu só peço que vocês não me perguntem sobre o pai da minha filha.

-Não preciso.-"Hoje realmente não é o meu dia", pensei ao vê-lo tirar um colar com uma corrente de prata fina e um delicado pingente de lua minguante coberto de pequenos diamantes.-É o Derek, não é?

Aquela dedução foi o suficiente para fazer meu corpo inteiro travar. Como Stiles tinha descoberto a verdade e como ele achou aquele colar?

(Podia jurar que tinha perdido aquela coisa durante a mudança para Palo Alto).

-Onde você encontrou esse colar?-Perguntei assombrada.

-Depois que você foi para Stanford, eu e o papai fomos arrumar a casa um dia.-Contou.-Enquanto eu arrumava a sala, encontrei um livro seu com um vão estranho entre as páginas, o colar estava lá.

-Ok, só me faça um favor.- Ele escutou sem dizer um pio, o que significava que ele estava a um passo de concordar com os meus termos.-Não conte nada a ninguém por enquanto, principalmente ao pai e ao Derek.

-Você sabe que mesmo que eu não diga nada, a verdade vai vir à tona um dia.-Nunca pensei que um dia Stiles diria algo com tanta seriedade.-Mas prometo que não vou dizer nada.

-Obrigada.-O abracei, deixando que as lágrimas caíssem, em um momento de fraqueza.

-Está tudo bem Sarah, eu estou aqui.-Ele retribuiu o abraço. Um momento como esse era algo inexistente na minha vida profissional, e muito raro na minha vida pessoal.- Você sabe que chorar não é proibido.

-Quando você é mãe solteira e agente do FBI ao mesmo tempo, esse não é um luxo que se possa ter.-Ri com amargura.-E eu não gosto que pensem que eu sou fraca.

-Você nunca foi fraca irmãzona, é uma das pessoas mais fortes que eu conheço.-Ele estendeu o colar.-Isso é seu e precisa guardar com mais cuidado.

-Vou guardar.-Peguei o colar e me levantei da cadeira.-Boa noite maninho.

-Boa noite Sarinha.-Soltei um rosnado baixo, porém ameaçador ao ouvir aquele maldito apelido.

Fui para o meu quarto e me joguei no assento da janela, admirando o céu iluminado pela lua. Ela brilhava, com tudo a sua glória pálida, atiçando o meu instinto animal.

Me sentindo suja e exausta, tirei o vestido sujo de terra e folhas, e joguei aquele par de saltos diabólicos na sapateira do armário. Peguei um pijama qualquer e o passei por cima da cabeça, com quase nenhuma energia para escolher um apropriado para o frio.

Na minha cama, fiquei olhando para o teto, como se ali fosse encontrar alguma resposta para todos os meus problemas. O colar estava em cima do criado-mudo que ficava ao lado da cama, atraindo-me como um imã.

Já não conseguindo conter a minha ansiedade, peguei o colar e o coloquei no meu pescoço, lugar de onde ele nunca deveria ter saído. Ao sentir a fina corrente de prata o redor do meu pescoço e o familiar peso do pingente, senti um efeito calmante passar pelo meu corpo.

Antes mesmo que eu percebesse, senti meus olhos ficarem pesados e se fecharem. Depois disso, cai na inconsciência.

Sonho/Flashback-On

"Eu estava na floresta esperando Derek para a nossa corrida matinal na floresta e ele estava atrasado. Desde que ele e a Paige começaram a namorar, era como se várias barreiras estivessem se erguendo entre nós. Admito que era mais por minha culpa, já que ela era minha melhor amiga e Derek era meu melhor amigo, por quem eu era apaixonada.

Já estava cansada de esperar e pronta para ir embora quando o Hale chegou. Ele estava com as mãos atras das costas, como alguém inocente que não quer nada. Que sorte que eu o conhecia bem o suficiente para não cair naquele truque.

-Olha só quem eu achei, a nadadora e ginasta mais talentosa de Beacon Hills.-Derek estava com um sorriso tão largo que chegava a parecer o gato Cheshire.

-Vish, sempre que você começa a me bajular desse jeito, quer dizer que vai aprontar alguma.-Disse com deboche.

-Você acertou, mas não é nada ruim.-Ele tirou as mãos de trás do corpo, revelando a caixinha azul clara com bolinhas brancas e um lacinho prateado em cima.-Pense nisso como um pedido de desculpas pelo furo no seu aniversário semana passada.

-Ah, não precisava Der...-Fiquei desconcertada com o "gesto de paz", mesmo após ter sido grossa com ele.

-Claro que precisava, você sempre se lembra dos meus aniversários e dos do resto da minha família.-Ele me puxou para um abraço de urso.-Seria quase um crime deixar o seu passar em branco.

-Obrigada.-Eu peguei a caixinha e a abri com cuidado.

Dentro dela, estava o colar mais lindo que eu já vira. Era de prata, com uma corrente fina e lisa, que dava a sensação de estar deslizando sobre a pele, e um pequeno pingente de prata em forma de lua minguante, coberto por pequeninos diamantes.

-Meu Deus, é lindo, muito obrigada Derek.-Dei um beijinho em sua bochecha, fazendo com que o mesmo corasse.

-De nada, quando vi, achei a sua cara.-Ouvi seu coração acelerar um pouco. Não, não podia ser, era coisa da minha cabeça.

Tirei o cordão da caixa com cuidado e o coloquei ao redor do pescoço, tentando prender o fecho, sem sucesso. Pelo menos até meu amigo resolver me ajudar.

Senti suas mãos tirarem as minhas de cima do fecho com gentileza, fazendo com que eu estremecesse um pouco. O toque dele, por incrível que pareça era leve e cuidadoso.

-Prontinho, você está linda.-Se afastou de mim"

Sonho/Flashback-Off


Notas Finais


Tcharam!


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