História Let me love you (Destiel) - Capítulo 4


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Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Destiel, Drama, Romance
Visualizações 341
Palavras 2.120
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus bombonzinhos❤️

Aki está mais um cap, espero que gostem 😘

Boa leitura ❤️❤️❤️❤️

Capítulo 4 - Onryõ, um espírito triste


Fanfic / Fanfiction Let me love you (Destiel) - Capítulo 4 - Onryõ, um espírito triste




Dean não havia dado um fim a carta. Ela ainda estava dobrada no bolso da frente da sua calça, só a tirava quando ia tomar banho e, consequentemente, trocava de roupa.

- Esse tipo de espírito parece indestrutível.- Sam murmurou passando a mão pelo cabelo.- Acha que não devemos pedir ajuda a Charlie? Ou ao Bobby?

Dean olhava pela janela da biblioteca, com as mãos nos bolsos, alheio à pesquisa do irmão, seus pensamentos estavam longe, revivendo um único momento, repassando aqueles poucos minutos, o fazendo se torturar com os flashes do toque de lábios que Cas lhe deu, assim como todas as palavras da carta já estavam grudadas à sua mente, gravadas, que nem se quisesse conseguiria esquecer.

Ele só podia ser o homem mais azarado do mundo. Essa era a única explicação. É claro que ficou confuso quando Castiel o beijou, não esperava aquilo do melhor amigo. Mas também não o imaginava fazendo isso com outra pessoa, o que era confuso, por que até o ex-anjo dizer que estava apaixonado ele não tinha se preocupado com esse lado da questão. Imaginava em Castiel um bom amigo, alguém que sempre estava lá, ingênuo e cheio que uma inocência cativante, mas nunca havia ousado ir mais além.

Só que ali estava ele.

Arrependido por ter feito uma tempestade com um simples beijo.

Querendo morrer por que sabia que tinha ferido o cara que sempre lhe fora fiel, ele tinha seus erros, mas quem não tinha? E mesmo assim Dean pisoteou seus sentimentos como se não fossem nada.

E principalmente, Dean Winchester queria bater em si mesmo, por que só naquele momento percebeu que tinha acabado com sua amizade, Castiel tinha deixado claro que não iria tocar no assunto novamente, e disse que seguiria normalmente como se nada tivesse acontecido, mas ele não era capaz de fazer isso, daquele momento em diante sempre que olhava para o ex-anjo se lembrava da textura dos seus lábio, se lembrava do babaca que fora e tinha ainda mais certeza que tinha se fodido.

Por que Dean queria mais.

Não sabia se era gay ou não, mas queria sentir Cas perto novamente. Queria aquele olhar em si novamente.

- Dean? – Sam chamou pela terceira vez.

O mais novo desconfiava do motivo que fez o irmão ficar tão aéreo desde o dia anterior, sabia que Castiel estava envolvido, e sabia que aquela carta, da qual o irmão não se afastava, era um dos pontos, mas mesmo que não quisesse se intrometer ele se viu levantando da mesa redonda e indo até o irmão.

- Cara, o que tá acontecendo entre você e o Cas? – Perguntou direto recebendo total atenção do loiro.

Dean estava cansado, não tinha dormido quase nada durante a noite, sua cabeça doía, e ele queria muito concertar a idiotice que havia feito, mas não sabia por onde começar sem estragar ainda mais o que já estava fodido. Ele queria muito pedir desculpas, queria poder conversar civilizadamente com o ex-anjo e dizer tudo...

- Eu não sei, sinceramente, eu não sei...- Soltou deixando os ombros caírem.- Estávamos bem, e em um momento... A casa caiu.

Sam analisou o rosto exausto do irmão.

- Quer conversar?

O Winchester mais velho suspirou, olhou para o sol da manhã, Cas tinha ficado no quarto, disse que iria pesquisar nos livros que tinham e que ia descansar, as costelas quebradas estavam reclamado de ter saído no dia anterior.

- Vamos beber alguma coisa Sammy.

Sam ia reclamar que beber aquela hora da manhã não podia ser algo bom, mas então desistiu, aquilo parecia ser a última coisa que Dean queria ouvir no momento.


      (...)


- Então quando eu acordei essa carta estava embaixo do meu travesseiro.- Disse dando mais um gole na cerveja.- Eu não sei o que fazer.

Sam estava terminando de ler as últimas linhas quando ergueu o olhar, estava... Surpreso? Sim, mas não podia imaginar outra reação do irmão, afinal, eram o Dean, ele sempre falou antes de pensar, nunca se importou com o que saia da sua boca e nem se aquilo ia machucar alguém. Mas não estavam falando apenas dele, estavam falando de um cara que tinha os acompanhado e sido firme desde o início.

- Cas te beijou? – Foi a única coisa que conseguiu verbalizar de imediato.

Viu o irmão confirmar ao esfregar o rosto.

- É Sam, beijou.- Resmungou.

- Com toda a certeza você ferrou com a amizade de vocês.- Disse por fim.- Isso sempre vai pairar entre um e outro.

Dean rolou os olhos.

- Me diga algo que eu não saiba.

- O que você sente por ele? – Questionou encarando o outro, tentando ver algum vestígio de inquietação ou nervosismo.

Mas o loiro já tinha se feito aquela pergunta muito mais vezes do que podia imaginar e não havia chegado numa conclusão satisfatória, por que no fim sempre teve Cas consigo, numa amizade ou não, Castiel nunca foi uma possibilidade de ser algo mais, mas sempre o Cas. Só que a partir do momento que ele havia se declarado, tudo mudava, por que não era só o Cas, era o homem Castiel apaixonado por ele.

Era confuso, mas ainda sim consistente.

Por que Dean nunca precisou pensar na possibilidade do ex-anjo ser algo mais, mas quando a questão foi levantada Dean não sabia o que sentia.

- Eu não sei.- Confessou.- Nunca pensei no Cas como alguém além de um amigo.

Dean esfregou o rosto novamente. Ele achava que era hetero firme até ouvir que o seu Cas poderia ser de outro. Era complicado definir, mas estava ali, o tempo todo, só que ele nunca tinha visto. O problema era que ele tinha se apavorado quando Cas se declarou, quando o beijou, quando confirmou seu amor, Dean se apavorou completamente.

Então encheu a cara para não pensar. Por que pensar o fazia se sentir entranho, até o momento que se questionou o que de não ter ficado e conversado com o amigo. Que não podia mais ser seu amigo, por que ele queria fazer coisas que amigos não faziam...

- E agora pensa?

Ele olhou para Sam por um tempo, tentado a dizer um “Não” e pronto, mas ele já tinha passado da idade onde fugia das coisas, já tinha visto muito dos que amava morrer, já tinha presenciado famílias destruídas, sabia que em algum momento a verdade sempre batia à sua porta. Não queria ser um estúpido, ele não controlava o tempo, nem a vida, quando a morte o buscasse e o levasse direto ao inferno, ele queria ter certeza que havia feito pelo menos as pessoas que amava feliz. De alguma forma.

Então balançou a cabeça desviando o olhar ao teto enquanto dava um último gole na cerveja.

Sam suspirou, Dean estava diferente, agindo com calma. Era como se Castiel tivesse arrancado de dentro dele a vontade de ser melhor.

- O que pretende fazer?

- Eu não pensei nisso ainda.

- Está consciente de que acabou de admitir que gosta do Cas né?

Dean franziu a testa.

- Quem não gosta do Cas Sammy?

O outro riu com a resposta evasiva. Dean sabia ser chato quando queria.

- Você entendeu o que eu disse.

- Eu estou velho Sam, velho e com uma batata quente nas mãos, que eu joguei para o ar, mas que voltou a cair no meu colo. Cas merece ao menos uma conversa civilizada.- Disse finalmente encarando o irmão.- Eu não sei o que sinto, estava bom até que ele disse que estava amando, e agora estou aqui, pensando em coisas estranhas.

Sam balançou a cabeça, concordava com o irmão.

- Com toda a certeza você foi um imbecil.

Dean riu fraco.

- O mais impressionante é que ele disse que vai ficar.- Passou uma mão pelos cabelos loiros e cruzou os braços.- Mesmo que isso custe a sanidade dele.

Isso o fazia querer se resolver logo, não podia imaginar o quanto o outro estava sofrendo.

- Quando pretende falar com ele?

Era novo e estranho ver como o irmão estava pensando tão normalmente, como não havia machismo ou uma insistência em recriminar, Sam o conhecia bem o suficiente para saber que era verdade o que ouvia, e por isso estava tão curioso.

- Quando o caso acabar, hoje nós vamos à Mansão, com sorte podemos exorcizar esse espírito e então... Cas e eu nos resolvemos.

Havia um medo em seu peito, que gritava insanamente que Castiel poderia não querer ouvi-lo, não aceitaria as desculpas e nem... O que mais ele falaria? Havia muito a ser dito, mesmo sabendo que não estava preparado para por para fora nem a metade do que sentia.

O que ele sentia de fato por Cas?

Dean precisava definir esse sentimento antes de tentar falar qualquer coisa com o outro, sabia que chegar de mãos vazias numa discussão não era a melhor das coisas, sabia também que Castiel exigiria uma resposta verdadeira e ele não sabia se conseguiria mentir.

Ele poderia não saber o que sentia, mas sabia o que pensava. E era suficiente se distrair por alguns instantes para sua mente voltar para a imensidão de possibilidades que haviam. Dean imaginou se não tivesse recuado, e ao invés disso tivesse segurado Cas e aprofundado o beijo.

Ele pensava em sentir por mais tempo o toque de Castiel, a textura macia dos seus lábios... Merda, Dean queria muito poder beijar o ex-anjo novamente.

Balançou a cabeça, eram muitos pensamentos e poucas respostas.

- Vamos voltar, Cas está sozinho e com dor.- Dean murmurou se levantando.


(...)


Suas costelas doíam mais do que no dia anterior ou no dia do pequeno acidente. Mas mesmo assim Castiel se acomodou na cama que Sam havia lhe cedido com o exemplar de lendas que tinha sido muito útil até então.

Demorou até conseguir se concentrar, na maioria das vezes se pegava olhando para lugar nenhum e pensando em Dean, era mais forte que ele e mesmo que lutasse contra as lembranças, elas vinham mesmo assim, o assombrando, ferindo e machucando seu interior ainda mais.

As coisas não eram fáceis, nunca foram, mas naquele momento pareciam realmente impossíveis.

Ele não sabia quando havia dado início aquela paixão improvável, tinha suas suspeitas, as vezes quando estavam sossegados, no fim de mais um caso, Dean era agia como um ser humano normal, rindo, brincando e fazendo planos, seu sorriso era contagiante e gostoso. Seu rosto se iluminava de uma forma que o ex-anjo tinha que se segurar para não demonstrar o quão abalado ficava.

Castiel teve que se esforçar para não pensar pela milésima vez em como teve seu sonho realizado ao beijar Dean e ele o corresponder, mesmo que por breves minutos, foi magnífico ter a sensação de seus lábios nos dele, saber que eram tão sedutores ao toque quanto à vista.

- Controle-se Castiel, controle-se.- Murmurou para si mesmo.

Disposto a focar na pesquisa o ex-anjo se concentrou na leitura, tentando achar alguma coisa que havia deixado passar, leu e releu o mesmo trecho várias vezes, até encontrar algo que julgasse bom o suficiente.


“Onryõs são espíritos com uma carga emocional imensa, muitas das vezes eles foram mortos cruelmente, sendo obrigados a enfrentar a morte com o coração cheio de sentimentos tenebrosos... Na maioria, quando são invocados o motivo é uma vingança cruel, nesses casos, esses espíritos se alimentam da tristeza da vítima e executa a tarefa atormentando, assombrando e em muitos dos casos, leva o infeliz a morte...

Em sua grande maioria, os homens são os mais prejudicados. Um Onryõ invocado para se vingar de um homem dificilmente matará uma mulher, mas nunca se sabe, já que ele não tem um alvo fixo após a morte principal, se não for detido, ele continuará matando quem achar necessário.”


Castiel levantou os olhos com uma careta. As coisas só estavam se complicando ainda mais. Voltou a ler o último parágrafo.

“... Não é uma regra, mas o tempo máximo entre um assassinato é 72 horas, um espírito sedento por sangue e vingança tem pressa...”

“... Esses espíritos são ligados ao local do crime, seja onde for, ele só ataca naquele lugar.”

Arquejou. Eles estavam no início do terceiro dia, isso queria dizer que... Por tudo que era mais sagrado! Ele precisava falar com os irmãos, o espírito iria atacar essa noite.

Totalmente dolorido Castiel se pôs de pé, procurou pelo sobretudo e saiu do quarto alerta, eles precisavam evitar aquela morte, precisavam impedir que mais uma vítima fosse feita.

Deu de cara com Sam e Dean no corredor.

- Cas? O que aconteceu? – Sam deu um passo a frente.

Evitando olhar para Dean Castiel puxou o ar pelos dentes, estufou o peito antes de falar.

 - O espírito vai atacar essa noite.


Notas Finais


E aí meus amores❤️❤️❤️

Gostaram?
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Comentem o que acharam, eu adoro responder comentários ❤️😘


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