História Let Me Love You: The Worst Is Coming - Capítulo 19


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
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Palavras 3.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Amores minhas, a Bri vai aderir um novo visual desse Capítulo em diante até os primeiros da terceira.

Além de roupas de um estilo extremamente igual ao da foto, a tatuagem na mão e tals, tem esse corte de cabelo que é o que ela vai ter daqui pra frente.

Bom Capítulo para todas e até qualquer dia. Beijos da Camz

Liz, amo você!! ❤❤❤

Capítulo 19 - Happy forever?


Fanfic / Fanfiction Let Me Love You: The Worst Is Coming - Capítulo 19 - Happy forever?

“A vingança é uma vadia má e, meu bem, eu sou a pior de todas.”

Miami, Flórida — 2019, 10:13min

Justin Bieber PON

—Qual a programação de hoje? —Brianna pergunta curiosa enquanto eu passo pomada nos bicos dos seus seios.

Os rachados estão diminuindo e ela disse que não sente mais dor, o que me deixa tranquilo.

—Hum. Temos o dia livre e um luau para ir à noite. —sorrio beijando sua testa e ajudando ela a colocar sua blusinha.

—Parece ótimo para mim, J. Então depois do café quero ir ao salão de beleza daqui do hotel e fazer um novo corte de cabelo. Quero mudar o visual.

—Como achar melhor, preta. O que quer fazer?

—Quero que seja surpresa. —ela sorri misteriosa enquanto veste um short e coloca o par de vans.

—Hum, quero só ver. —visto uma camisa e volto para o banheiro, secando meu cabelo em frente ao espelho.

—Seu cabelo está enorme. —ela comenta, surgindo na porta.

—Corta pra mim? —pergunto a olhando pelo reflexo.

—Corto, amor. Eu tinha visto uma tesoura em uma dessas gavetas. —ela se aproxima, olhando nas gavetas da bancada.

—Queria te pedir uma coisa, preta. —digo enquanto me sento na beira da banheira e puxo Brianna para o meu colo.

—O quê, J? —ela pergunta, começando a cortar as laterais do meu cabelo.

—Faz uma tatuagem comigo? Eu trouxe a máquina e tudo. —Brianna franze a testa.

—Desde quando você tatua?

—Não vai responder minha pergunta?

—Sim, eu faço uma tatuagem como você. —ela ri, concentrada enquanto continua seu trabalho de cortar meu cabelo. —Qual tatuagem?

—Podemos fazer agora e aí você vai descobrir.

—Agora? Tipo, nesse momento? —assinto com a cabeça, vendo seus lábios se curvarem.

—Eu faço em você e depois você em mim.

—Eu não sei tatuar, amor.

—Ah, o desenho que eu quero é bem simples. Você vai se sair bem. —garanto a ela, a vendo rir e negar com a cabeça quando termina.

—Tudo bem então, J. Agora que já acabei aqui, podemos fazer essa tatuagem tão especial. —beijo seu queixo e a tiro de cima de mim.

—Me espere aqui, eu já volto. —me levanto e me olho rapidamente no espelho antes de sair do banheiro e ir até minha mala largada no chão e pegar tudo que preciso.

Brianna permanece sentada aonde a deixei e eu abro a embalagem da agulha, usando um pouco de álcool para desinfeta-la.

—Vai doer? —ela pergunta curiosa enquanto me vê ligar a máquina na tomada.

—Vai ser como uma picada de formiga constante, mas vai ser rápido. —encaixo as peças e me ajoelho perto dela. —Aonde vai querer?

—A tatuagem? —balanço a cabeça, rindo pelo nariz. —Bem, como você não quer me contar o que é, acho que aqui, na mão. —ela estende a mão direita e eu pego um algodão e molho com álcool.

—Tem certeza? —depois que a vejo confirmar, ligo a máquina e começo a desenhar concentrado.

Brianna faz caretas e eu paro por um ou dois segundos. A mão não é um lugar muito agradável de se tatuar por causa dos ossos, mas ela está aguentando bem.

—Eu queria ter feito essa tatuagem naquela noite na praia em San Diego, mas não é aconselhável que grávidas façam tatuagens antes de ganhar o bebê. —explico, vendo Brianna dar um sorriso tenso.

—Como sempre muito cuidadoso comigo. —ela diz e eu faço o contorno e reforço, sorrindo ao terminar.

—Pronto. —sopro sua mão antes de deixa-la ver.

—O símbolo do Yang? —Brianna me olha feliz.

—Acho que é uma boa definição de nós dois. Não foi à toa que foi o tema do nosso bolo de casamento. —a beijo na testa. —Sua vez agora, quero que tatue em mim o símbolo do Yin. —estendo minha mão para ela.

—Na mão, que nem eu? Vai me imitar? —ela me zoa enquanto limpa minha pele.

—Mas é na mão esquerda, sua implicante. —aperto a bochecha dela, fazendo-a rir.

—Já que meu marido tem habilidades de um tatuador, ele poderia fazer uma outra tatuagem para mim.

—Todas que quiser, preta. —observo ela fazendo a minha tatuagem e depois fazendo a pintura.

—Quero que faça uma tatuagem na minha mão esquerda agora, J. Me surpreenda. —Brianna fala se animando e eu penso no que desenhar, sorrindo por estarmos no chão do banheiro do hotel tatuando um ao outro. Vai ser uma lua de mel inesquecível.

Boston, Massachusetts — 2019, 08:11min

Mason Yates PON

—Por que viemos aqui mesmo? —Aleh pergunta enquanto entramos na mansão.

—Antes de viajar Justin pediu que eu checasse se estava tudo em ordem por aqui uma vez todos os dias. —explico para ela, olhando a sala e a cozinha.

—Então, vou ir lá em cima dar uma olhada nos quartos, amor. —Aleh me dá um beijo e sobe as escadas.

Decido ir ao banheiro mijar e deixo a porta encostada, abrindo o zíper da calça e tombando a cabeça de alívio.

Quando termino, vou dar a descarga e percebo um barulho estranho na caixa acoplada. Franzindo a testa, tiro a tampa e acho pequenas garrafas de bebida ali.

Pego as cinco nas mãos, negando com a cabeça ao ter a certeza que Scar continua bebendo. Mesmo desconfiado, eu desejei muito estar errado. Que merda, Scarlett!

—Mason, lá em cima tá tudo normal. Podemos ir agora? —Aleh vem vindo e eu jogo as garrafinhas no lixo, saindo do banheiro rapidamente e fechando a porta. —Tudo bem com você? —ela analisa meu rosto.

—Tudo sim, minha gata. Eu vou te deixar no escritório e ir visitar Scarlett.

—Tá bom, amor. Nos vemos à noite? Queria te mostrar umas possíveis decorações pro nosso casamento na praia.

—Certo, eu faço o jantar. —beijo a lateral da cabeça dela, sorrindo de lado.

Scar vai me ouvir hoje. E eu vou dar a ela a chance de contar para todo mundo que não parou de beber porra nenhuma e depois se internar em uma clínica de reabilitação.

Miami, Flórida — 2019, 13:42min

Brianna Bieber PON

—Seus cachos são lindos, querida. Tem certeza que quer fazer isso? —Lilian, a gerente do salão, pergunta com a tinta em mãos.

—Sim, eu tenho. —sorrio para ela, me sentindo corajosa.

Enquanto começa a passar a tinta descolorante em mexas do meu cabelo, procuro meu celular na bolsa para ligar para Pattie e saber como as coisas estão por lá.

Disco o número dela e chama várias vezes até cair na caixa postal, o que já faz com que eu fique paranoica.

Tento me manter calma e digo a mim mesma que quando eu estiver acabando minha transformação vou ligar outra vez. Justin ficou dormindo no quarto lá em cima e eu estou realmente ansiosa para ver qual será a reação dele.

Depois de esperar por longos minutos, ela enxágua meu cabelo e faz uma massagem capilar. Noto parte dele descolorida e depois observo enquanto ela passa a tinta roxa.

Olho as horas no relógio, ansiosa. Depois fico encarando as tatuagens que Justin fez em mim. Sorrio porque agora temos uma tatuagem semelhante à do outro e que se completam de certa forma.

Depois de cortar meu cabelo, Lilian faz uma escova progressiva com produtos que me garantiu não serem prejudiciais aos meus fios e eu sorrio vendo meu reflexo no espelho, adorando o resultado.

Meu celular toca e eu atendo Justin com um sorrisinho nos lábios.

—Preta, ainda está no salão? —ele pergunta rouco do outro lado.

—Cadê minha gostosa? —um homem chega perguntando pela esposa e eu não consigo responder o Justin porque a ligação cai.

—Terminei aqui, querida. Veja só como ficou atrás. —passo a mão no meu cabelo, adorando sentir a maciez dele.

Pelo reflexo do espelho, vejo Justin entrando no salão com uma expressão estranha no rosto e franzo a testa para ele.

—Justin, o que está fazendo aqui?

—Eu escutei uma voz masculina aqui. —ele diz perturbado, olhando para os lados e vendo o homem sair de mãos dadas com a mulher e as duas filhas.

—Justin, pelo amor de Deus! Eu só... —Pattie começa a me ligar e eu atendo a ligação dela. —Pattie, eu só liguei porque... —ela me interrompe.

—Eu sinto muito, Brianna. Sinto mesmo. —Pattie está chorando do outro lado da linha e eu me levanto da cadeira.

—Pattie, o que aconteceu? Avalanna está bem? —a expressão do Justin muda completamente e ele me encara tenso.

—Eu a deixei por dois minutos com uma moça e fui comprar um balão pra ela. Quando voltei Avalanna estava sozinha no banco do shopping, chorando e... com um corte no rosto. Um corte enorme.

—Pattie, cadê minha filha? O que fizeram com ela? —começo a gritar desesperada, chamando a atenção de todos no salão.

Justin toma o celular da minha mão e eu olho para os lados, vendo os olhares confusos na minha direção. Minha filha.

—Mason? Mason, que porra tá acontecendo aí? O que houve com Avalanna? —ando de um lado para o outro, tentando ficar calma. Justin agarra minha mão e me lança um olhar cúmplice. —Mas ela está bem? Foi só um corte?... Certo. Brianna e eu vamos arrumar nossas coisas agora e voltar pra Boston. Leve minha mãe e Ava lá pra casa, em algumas horas estaremos lá. —Justin encerra a ligação e eu soluço.

—Nossa filha está bem? O que aconteceu?

—Hey, olhe pra mim. —ele segura meu rosto. —Avalanna está bem, aparentemente ela teve um corte no rosto. Mas não foi grave.

—Eu vou arrumar minha mala para irmos pra casa. —digo a ele e saio andando na frente, nervosa e sentindo minhas mãos trêmulas. Eu quero saber que merda fizeram com a minha filha.

...

Boston, Massachusetts — 2019, 16:52min

Justin Bieber PON

Ao descermos do carro, Brianna caminha rápido até a porta e entra correndo. Vou atrás dela e paramos na sala ao ver todo mundo aqui e Avalanna brincando com Mason e alguns carrinhos de brinquedo.

Ela está concentrada, mas como se sentisse nossa presença, ergue seus olhos e sorri para nós dois.

—Oi, meu amor. —Brianna vai até ela e a pega com cuidado, caindo de joelhos no chão.

Minha mãe está abraçada ao Cyrus com os olhos inchados e uma expressão de culpa no rosto. Observo o curativo na bochecha da minha filha e passo os dedos por ele, franzindo a testa.

—Que aconteceu com ela? —me ajoelho no chão, abraçando as duas.

—Eu estava no shopping. Uma moça chegou e começou a brincar com ela. Fui pagar um balão para Avalanna e quando voltei ela estava esperneando em cima de um banco com o rostinho cortado. —minha mãe explica, encarando Brianna que desvia o olhar dela.

—As câmeras de segurança do shopping filmaram isso, Justin. —Alfredo traz um notebook e me mostra o vídeo. É Felícia, Felícia com minha filha no colo.

Ela tira um canivete do bolso e corta o rosto da Avalanna e depois a larga no banco e vai embora. Brianna tem o maxilar travado e fecha os olhos.

—Eu vou matar essa mulher. —Brianna se levanta e as meninas vêm até ela.

—Não fale besteira, amiga. —Emily diz a ela.

—Eu não estou brincando, Emily. Quem essa vagabunda pensa que é pra encostar a mão na minha filha? Ela ficou doida? —Brianna grita alto e Avalanna começa a chorar em seu colo. —Ô, meu amor. Perdoe a mamãe. Eu não quis assustar você.

—Felícia vai estar em um racha no lado sul da cidade hoje à noite. Podemos ir até lá e... —Mason começa a dizer.

—De hoje essa vadia não passa. —Brianna diz e dá as costas, ignorando todos da nossa família e subindo as escadas para o nosso quarto com a nossa filha nos braços. Merda!

Boston, Massachusetts — 2019, 18:00min

Brianna Bieber PON

Depois de amamentar Ava e dar banho nela, faço com que durma e a deito na minha cama, a cercando com um monte de travesseiros.

Sorrindo enquanto acaricio seu rostinho, decido trocar de roupa para ir atrás da vadia Bristol.

—Você tem certeza de que vai fazer isso? —Justin surge na porta e eu entro no closet, escolhendo o que vestir.

—O quê? Matar a Felícia? Sim, tenho. —saio dali e jogo minhas roupas na cama.

Tiro minha blusa e coloco um sutiã preto antes de vestir uma camiseta cinza e colocar um blazer preto por cima.

—Brianna, me deixe cuidar disso. Eu faço Felícia pagar e você fica aqui, cuidando da nossa filha. —Justin caminha na minha direção e eu coloco uma calça jeans preta rasgada e uma bota de veludo com salto grosso.

—Não, Justin. Não dessa vez. Essa patricinha louca está me provocando a semanas e agora que ela colocou a mão na minha filha não vou deixar passar. —ponho meus anéis e depois pego a arma reserva presa embaixo da cama, conferindo o pente antes de guardá-la atrás das costas.

—Eu não vou impedir você, preta. É a sua decisão, eu respeito. Mas eu vou junto. —Justin fala sério.

—Nós vamos com vocês. —olho para a porta, vendo Scar, Aleh e Mason parados ali.

—Não precisa de tudo isso, gente. Eu sei me virar sozinha.

—Aí é que está, somos sua família. Você nunca vai estar sozinha. —Aleh diz dando um passo a frente.

—A propósito, adorei o novo corte de cabelo e esse seu estilo gótica elegante. —Scar comenta, me fazendo dar um pequeno sorriso.

—Vocês não existem mesmo. —nego com a cabeça.

—Pode ir tranquila, Bri. Vamos ficar aqui de olho na Ava. —Rebecca aparece ali ao lado de Lottie, Emily e Ryan.

Eu nem falei com eles depois que cheguei. Que bela amiga eu sou.

—Prometam que vão cuidar dela para mim. —peço encarando os rostos que me olham com carinho.

—Sim, nós vamos. —me viro e subo na cama apenas para beijar Ava na testa.

—Ótimo, é melhor nós irmos pessoal. Não quero perder a chance de acabar com aquela vagabunda. —passo por eles e desço as escadas, sendo seguida por Justin, Scar, Aleh e Mason.

—Vamos com vocês. —Connor e Alfredo se levantam.

—Logan, Gavin e Woods. Fiquem aqui para proteger minha filha. —ordeno aos três que assentem com a cabeça. Pattie e Cyrus me encaram e eu não consigo dirigir a palavra à eles.

—Aonde vai ser a corrida? —pergunto enquanto descemos para a garagem.

—Perto das docas, eles fecharam as ruas. —meu irmão explica.

—Eu quero ir sozinha no meu carro, se importa? —pergunto ao Justin antes de entrar na minha Ferrari preta.

—Tudo bem, mas vê se não corre. —ele dá a volta na garagem e entra em sua Lamborghini branca.

—Estamos indo pra um racha, amor. Correr é a única regra. —dou uma piscada, sentindo o ódio queimando dentro de mim.

Dou a partida no carro e saio na frente, sendo seguida pelo carro do Justin. Aleh e Mason vêm logo atrás em um Bugatti azul marinho.

Scar dirige sua Maserati cinza em uma velocidade tão alta quanto a minha e quando emparelha comigo, vejo o olhar cúmplice que me lança.

Alfredo e Connor estão juntos em um Impala de colecionador e eu sorrio, mudando a marcha e pisando fundo no acelerador. É bom que Justin já providencie uma nova reunião com os mercadores porque Felícia é uma mulher morta.

Boston, Massachusetts — 2019, 20:10min

Mason Yates PON

—Acha que Brianna vai mesmo matar Felícia? —Aleh pergunta enquanto seguimos o carro da minha irmã.

—Viu o olhar no rosto dela? —pergunto, rindo pelo nariz. —Brianna é mãe agora. Uma mãe é capaz de tudo por um filho. —falo simplesmente, contornando a avenida.

—Eu só não quero que ela se machuque. Felícia é louca e já demonstrou que não joga limpo.

—Mesmo assim eu sei que minha irmã não vai poupar a vida dela dessa vez. E Brianna sabe se defender. —diminuo um pouco, vendo a multidão à nossa frente e prestando atenção quando Brianna estaciona o carro.

Scar para logo ao lado dela e eu penso no fato de ainda não tê-la confrontado.

Quando estava indo para o apartamento dela Pattie me ligou aos prantos dizendo que estava no shopping e que Ava tinha sofrido um acidente.

Fui correndo para lá e não pude falar com Scarlett. Mas de amanhã não passa. Ela precisa parar com essa merda se não vai acabar com a própria vida.

—Aí, rapaziada. Vejam só quem veio se misturar com os pobres. —Cleveland, um dos distribuidores sob o comando do Justin, surge por entre as garotas semi nuas.

—Sugiro que pense bem antes de abrir a boca, Lucca. —ele me olha estranho quando falo seu nome verdadeiro.

—Acha que eu seria louco de desrespeitar o rei e a rainha dessa cidade, Yates? —ele estende a mão para minha irmã que o encara com a sobrancelha erguida e depois aceita.

Justin observa calado quando o ruivo de barba beija a mão da Brianna, mas o empurra para longe dela quando começa a fazer graça.

—A famosa dama do tráfico. —ele exibe seus dentes de ouro ao sorrir. —O que traz a gangue do Bieber na minha humilde comemoração?

—Felícia Bristol, queremos saber aonde ela está. —Brianna toma a frente e Justin segura sua mão.

—Ah, a herdeira das empresas de diamante. Não chegou ainda, mas disse a um dos meus homens que participaria da corrida hoje. —Lucca analisa os rostos que ainda não conhece, parando para olhar o decote da loira de mãos dadas comigo.

—Se não quiser perder os olhos eu aconselho que os tire de cima da minha mulher.

—Você continua o mesmo cabeça quente de sempre, Mason. Mande lembranças ao seu pai por mim —ele pisca e me joga um beijo.

—Ótimo, eu quero correr também. —Brianna fala e Justin a encara de boca aberta.

—Vai ter que contribuir com um agrado, boneca. —ela enfia a mão no bolso da calça e tira quinhentos dólares dali.

—Vamos correr também. —Justin entrega mais quinhentos.

Passo mil dólares para o idiota do Cleveland e Scar mais quintetos.

—Os dois bonitões ali não vão participar da brincadeira? —ele pergunta terminando de contar o dinheiro.

—Não, vamos só observar. —Connor dá de ombros.

—Beleza, então. Boa sorte à todos, a corrida já vai começar. —ele dá as costas e vai para a pista. É, isso vai ser interessante.

Boston, Massachusetts — 2019, 20:52min

Brianna Bieber PON

—Hey. —seguro Justin pelo braço antes de entrar no carro. —Me deixe fazer isso sozinha, por favor.

—Se eu achar que você precisa de ajuda eu vou intervir. —ele fala e se aproxima para beijar minha testa.

—Mas eu não vou precisar. —dou as costas e entro no meu carro, indo para a linha de partida.

São nove carros ao todo, mas ainda falta Felícia. Uma mulher morena e siliconada vai para o meio da pista, chamando a atenção de todos.

—Vocês estão prontos? —ela pergunta erguendo as mãos e os motores são ligados. —Atenção durante o caminho e que o melhor vença! —deixando seus braços caírem de volta, os carros dão a partida e saem disparados.

Olho pelo retrovistor, à procura de Felícia. Um carro em um tom claro de rosa surge ali e eu desacelero um pouco, querendo que ele me alcance.

Viro a cabeça e vejo a vadia abaixar o vidro e sorrir para mim antes de me ultrapassar. Justin emparelha ao meu lado, tentando me impedir de segui-la.

Acelero, tentando passar por ele e ficando irritada quando se mantém na minha frente.

—Merda, Justin! —tiro minha arma da cintura e abaixo meu vidro, mirando no pneu do carro dele. Acerto os dois de trás e lanço um olhar para ele antes de meter o pé no acelerador.

A vadia sai da rota da corrida e entra em um parque, fazendo curvas para desviar das árvores. Noto pelo retrovisor Mason me seguindo e nego com a cabeça, vendo o velocímetro ir para cento e cinquenta por hora.

Deixando o carro do meu irmão para trás, sigo Felícia para uma área de galpões abandonados e agarro o volante, batendo com tudo em sua traseira.

Seu carro rodopia duas vezes, mas ela consegue mantê-lo na direção da avenida. Mudo de marcha e acelero mais, batendo outra vez contra o veículo que agora está ao meu lado.

Observo quando ela perde o controle e o carro capota três vezes, invadindo um galpão. Freio bruscamente e desço do meu carro, pegando minha arma no banco e indo até ela.

Felícia rasteja para fora dele e eu me aproximo, pisando em seus dedos antes de pegá-la pelo cabelo e arrastá-la.

—De todas as coisas que você podia fazer para me atingir, ter ido atrás da minha filha foi a mais estúpida. —a empurro contra o chão.

—Não gostou do presente que eu dei a ela? Agora vai ficar com a mesma cicatriz que eu. —ela ri debochada e joga a cabeça, tirando o cabelo do rosto para que eu veja a marca ali.

—Sua vadia louca, qual o seu problema? Ela é só um bebê! —berro com ela, sentindo minhas mãos tremerem de raiva.

—Pensando bem eu achp que devia tê-la levado comigo e a jogado no mar, o que acha disso? —Felícia ri com a boca saindo sangue.

Vou para cima dela e rolamos descontroladas no chão. Ela acerta um tapa em meu rosto e eu solto um grito quando sinto algo perfurar minha perna.

—Não achou que eu estaria despreparada como da primeira vez, achou? —ela pergunta debochada e eu olho para a faca cravada na minha perna.

A tiro dali e a jogo longe, agarrando o pescoço da vadia embaixo de mim.

—Você nunca mais, nunca mais vai encostar na minha filha, Felícia. Nunca mais! —arranho o rosto dela todinho.

—Me solta, sua maluca! —ela tenta tirar minhas mãos de cima dela e eu lhe dou dois tapas fortes no rosto.

Felícia consegue me empurrar para longe e se levanta, pegando um pedaço de madeira para me bater.

—Eu vou acabar com você sua... —fico de pé com um pouco de dificuldade e quando Felícia vem para cima de mim pego minha arma e engatilho, dando três tiros nela e fazendo seu corpo cair ao chão.

Cambaleio para o lado por causa do corte na perna e quando vou cair, sinto braços me envolverem e me pegarem no colo.

—Hey... —Justin me olha preocupado e eu passo meus braços ao redor do seu pescoço, fungando o nariz.

—Me leva daqui, J. Por favor. —sussurro para ele, ignorando os pares de olhos sobre nós.

—Mason, Alfredo e Scar. Cuidem do corpo, sumam com ele daqui. —Justin fala com eles e beija minha testa antes de me levar de volta para o meu carro.

Fecho meus olhos com força, me sentindo cansada e querendo chegar logo em casa para me deitar com ele e a nossa filha. Nossa Avalanna.



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