História Let Me Love You: The Worst Is Coming - Capítulo 21


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
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Palavras 4.776
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, meus amores. Beijos da Camz. Liz... amo tu. ❤❤

Capítulo 21 - Sons of the mafia


Fanfic / Fanfiction Let Me Love You: The Worst Is Coming - Capítulo 21 - Sons of the mafia

Boston, Massachusetts — 2019, 07:17min

Justin Bieber PON

Em três anos de amizade, eu nunca tinha visto Mason perder a cabeça, até agora.

—Como assim ela sumiu e ninguém viu porra nenhuma? —ele berra, andando aflito de um lado para o outro.

—Mason, Aleh, eu... todas meninas bebemos e dançamos a noite toda. Estávamos exaustas. Quando acordei para ir ao banheiro, ela tinha desaparecido. —Brianna explica, agarrando minha mão como se estivesse com medo dele.

Encaro todos os rostos aqui. Estamos todos com a pior ressaca, não conseguimos nem raciocinar direito.

—Será que ela não foi pra casa? —Ryan pergunta, confuso.

—Não, ela não foi pra casa. Ela não ia sair assim, sem falar com as meninas e ainda deixar o celular pra trás. —Mason aperta o aparelho nas mãos, negando com a cabeça. —Eu sei o que aconteceu, eu sei quem a levou. —ele surta, começando a quebrar tudo que vê pela frente.

—Do que você está falando? —Scar o puxa pelo braço e segura o rosto dele.

—Savannah, ela veio até mim uns dias atrás. Me ameaçou dizendo que se eu não rompesse com Aleh ia dar um jeito de impedir o casamento.

—Ela não deve estar longe daqui, vamos achá-la. —Brianna vai até ele, o abraçando.

—E se acontecer alguma coisa? E se Savannah machucar Aleh por minha causa? Eu não posso perder ela, Bri. Não posso. —Mason começa a chorar, bem ali. Na frente de todo mundo.

Ele desaba completamente no ombro da irmã e eu penso no que fazer. Tiro meu celular do bolso e disco o número do Scooter.

—Fala, dono do meu mundo. —ele faz graça e eu me afasto um pouco do pessoal.

—Scooter, me ouve. Para tudo que estiver fazendo agora e rackeie todas as câmeras ao redor da boate Sombra da Noite. Preciso que veja se encontra alguma filmagem da Aleh entre as quatro e cinco da manhã.

—Tá, tá. Eu já entendi. Estou procurando. —consigo ouvir as teclas do computador do outro lado e olho as horas no relógio, tentando manter a calma. —Eu achei uma gravação da saída de trás desse lugar. Mostra dois homens fantasiados a enfiando em um Corolla preto.

—Isso! Consegue ver a placa do carro?

—Estou ampliando a imagem e... achei.

—Rastreia essa placa, procura esse carro em qualquer esquina através das câmeras de trânsito.

—Isso vai levar um tempo, duas horas no máximo. Te ligo quando acabar.

—Tá, não enrola. —desligo e volto para perto deles. —Scooter conseguiu achar o carro que a levou, está rastreando a placa. Enquanto isso podemos fazer alguma coisa. Procurar por ela por conta própria...

—Eu vou até a casa da Savannah, depois posso procurar em possíveis lugares pra onde ela poderia ter levado Aleh.

—Certo, então. Brianna, vá pra casa com os outros e...

—Não, Justin. Eu não vou a lugar algum, vou ficar e ajudar Aleh. Já liguei pra sua mãe, ela e Ava estão bem lá em casa. —Brianna me olha decidida. —Mason, me passe um endereço por mensagem.

—Charlotte e Emily podem ir com você, Bri. Eu vou com Rebecca e Alfredo procurar em outro lugar. —Scar fala e as duas assentem uma para a outra.

—Eu vou sozinho pra algum lugar no norte da cidade, há muitos lugares abandonados por lá. —Connor diz pegando a chave do seu carro. —Chaz e Ryan, querem vir comigo?

—Demorou, então.

—Obrigado pelo que estão fazendo. —Mason agradece antes de sairmos.

—Família é pra essas coisas. —Ryan diz a ele e os dois tocam as mãos.

Passamos pela porta e entramos no meu carro, indo procurar a jovem advogada que está por aí sendo mantida presa por uma louca sem noção.

Boston, Massachusetts — 2019, 08:04min

Alessandra Thirlwall PON

Sentindo pontadas fortes na cabeça e ânsias constantes de vômito, abro lentamente os olhos e encaro o quartinho aonde estou. Que merda de lugar é esse?

Me mexo um pouco e meu corpo dói, provavelmente por causa da forma como dancei durante a noite.

Me levanto com dificuldade por causa dos degraus de escada acima da minha cabeça e me sinto o próprio Harry Potter durante a trágica morada que teve com seus tios. Droga!

Eu não consigo me lembrar de nada depois da dança. Não faço ideia de como cheguei aqui e não sei onde estou, mas consigo notar que já amanheceu por causa dos raios solares que entram por debaixo da porta.

—Alguém me tire daqui! —começo a esmurrar a porta, preocupada porque nesse momento eu deveria estar indo para o SPA com as meninas. Meu casamento com Mason é em algumas horas e eu... ah, eu não posso entrar em pânico. Mas eu estou entrando em pânico.

Puxo a maçaneta, tentando abrir a porra da porta. De repente, ouço passos acima da minha cabeça e vozes. Uma delas muito familiar.

—Vai, pode abrir. —quando a porta é aberta, uma claridade muito forte atinge meu rosto e no segundo seguinte meus braços são agarrados e amarrados por uma corda.

Ao ser puxada para fora do pequeno cômodo e empurrada no chão, encaro o rosto alegre de Savannah Biscate Campbell.

—Aleh, quanto tempo não? Feliz em me ver? —ela sorri falsamente e eu lamento muito estar amarrada e não poder meter um soco em sua boca.

—Qual o seu problema, Savannah? Me sequestrar? Sério isso? Estava tão desesperada assim? —dou uma risada sem humor, revirando os olhos para o homem ao lado dela. Quem é esse babaca, afinal?

—Bom, nosso Mason não me deu muitas opções depois de desperdiçar a chance que dei a ele. —ela dá de ombros e faz um sinal para o cara que me levanta à força e me empurra para a sala.

—Nosso Mason? —ergo uma sobrancelha para ela, debochada. —Ele deixou de ser seu há muito tempo, linda. Se tem dificuldades para superar o pé na bunda deveria procurar uma ajudinha. Um psiquiatra, quem sabe. —Savannah arregala os olhos para mim de forma que eu pense que vão saltar para fora do seu rosto.

Se aproximando devagar, como uma serpente pronta para dar o bote, ela me dá um tapa forte e eu sinto minha bochecha arder. Ah, mas essa cretina pode esperar que eu vou devolver isso.

—Sabe, Aleh. Eu sempre te admirei por ser tão... independente. Quero dizer, você tem personalidade forte. Eu gosto disso. Mason realmente tem bom gosto para mulheres.

—Ele passou a ter depois de ficar comigo. Antes o gosto dele era bastante... —a encaro de cima embaixo e faço uma careta. —Comum.

—Posso ser tudo, menos comum.

—Pra mim é uma vadia bem comum. —balanço os ombros, vendo seu rosto ficar vermelho de raiva.

—Você se acha bem esperta, né? Sempre com uma resposta na ponta da língua. —ela pega uma mexa do meu cabelo e enrola no dedo. —Jogue-a de volta no quartinho embaixo da escada, Clint. E fique de olho nessa daí enquanto eu vou comprar nosso almoço. —Savannah me encara friamente e eu sinto meu estômago roncar. Almoço, comida. Aah, que fome!

Sendo arrastada de volta para o cubículo aonde acordei, sou lançada ao chão de forma bruta e solto um gemido de dor ao bater minha cabeça no pé da cadeira.

Me sento e fico encostada à parede, dizendo a mim mesma que preciso arranjar o meio mais rápido para sair desse lugar. Hoje é o dia do meu casamento. Essa vadia não vai estragar isso.

Boston, Massachusetts — 2019, 10:48min

Mason Yates PON

—Não tem porra nenhuma aqui, Justin! Nenhuma pista! —falo nervoso, jogando uma das gavetas do escritório de Savannah pela janela.

—Mason, perder a cabeça agora não vai te ajudar em nada. Fica calmo, cara. Vamos achar ela.

—Se Savannah fizer qualquer coisa com Aleh eu juro que mato ela, Justin. Juro pela minha vida. —sinto a culpa me corroer por dentro. —Talvez se eu tivesse rompido com Aleh ao menos por um tempo... ou simplesmente levado ela pra longe dessa bagunça.

—Ei, agora não é hora pra ficar se lamentando. Aleh é esperta, não vai deixar aquela cadela machucá-la. Vamos encontrá-la, tá me ouvindo? —Justin me abraça e eu fecho os olhos, rezando pra que Aleh esteja bem.

—Vamos dar uma volta de carro, esperar que Scooter ligue dando mais alguma informação. —me afasto dele e saio dali, descendo as escadas.

Penso em tudo que pode acontecer, em todos os possíveis desfechos que toda essa merda de situação pode ter. Mas o único que quero considerar é aquele em que Aleh volta para mim, bem e sem nenhum arranhão.

Quanto à Savannah... eu vou acabar com ela.

Boston, Massachusetts — 2019, 12:35min

Alessandra Thirlwall PON

—Vamos ficar aqui brincando de casinha? É esse o seu plano? —pergunto a ela enquanto o homem me amarra à uma cadeira velha.

—Não, meu anjo. Não por muito tempo. Quando eu acabar de me divertir com você, Clint vai te estrangular e enterrar seu corpo no terreno baldio lá fora.

—Vai fazer seu capacho me matar? Ué, Savannah. Se foi mulher pra me sequestrar, seja mulher pra terminar o serviço. —digo a ela, olhando em volta e buscando algo que me ajude a sair daqui.

—Vou ir lá fora fumar, madame. —Clint sai depois de me deixar bem presa.

Em cima da mesa, há um garfo e duas facas. Se eu conseguir pegar uma delas posso cortar a corda e...

—Não quero sujar minhas mãos, querida. A única coisa que importa é mandar você pro inferno.

—Só uma de nós duas vai morrer hoje, Savannah. E não vai ser eu. —ela se vira de costas e vai rindo até as sacolas em cima da bancada da cozinha.

—Acha que vai conseguir sair daqui? Isso seria impossível. —a observo distraída e me inclino um pouco, pegando uma das facas com a boca e a jogando na minha mão.

—Está com fome? Comprei algumas coisas ótimas para você comer. —quando ela vem trazer pequenas caixas até a mesa, viro a mão e escondo a faca com a manga da blusa. —Temos três porções diferentes. Qual você quer primeiro? —ela destampa os três potes brancos e eu dou um impulso para trás, querendo me afastar. —Minhocas, aranhas ou baratas?

—Você é louca, garota! —ela ri e dá as costas outra vez.

Começo a cortar a corda o mais rápido que posso, olhando para a porta e me certificando que o tal Clint não está vindo.

Quando consigo finalmente livrar meus pulsos, pego o garfo em cima da mesa e ando devagar até ela. Savannah se vira e antes que possa revidar, meto o garfo em um dos seus olhos e a empurro no chão.

—Como eu disse, só uma de nós vai morrer hoje sua biscate. E adivinha quem vai ser? —pergunto antes de pegar uma frigideira e dar com tudo em sua cabeça, fazendo com que ela desmaie.

Puxo seu corpo até a cadeira aonde eu estava sentada e amarro ela o mais firme que posso, prendendo seus braços e suas pernas.

—Madame, a senhorita já... —Clint entra na cozinha e eu me assusto. —O que você... —ele vem com tudo pra cima de mim e agarra meu pescoço.

Consigo pegar a faca em meu bolso e a enfio com tudo no pescoço dele. Acho que acerto em cheio a jugular porque ele começa a sangrar e cai no chão gemendo feito um animal.

Endireitando o corpo e voltando a respirar normalmente, olho para Savannah desacordada e decido dar a ela uma lição que eu devia ter dado há muito tempo.

Boston, Massachusetts — 2019, 13:55min

Mason Yates PON

—Nada, Connor? —pergunto tenso, me sentindo torturado.

—Sinto muito, Mason. Rodamos de carro nas últimas seis horas. Fomos em algumas casas abandonadas, mas não tem nenhum sinal delas. —passo as mãos pelo cabelo, em pânico.

—Certo, então. Obrigado pela ajuda, cara.

—Aleh vai aparecer. Ela está viva e bem. Confia nisso. —ouço ele dizer antes de encerrar a chamada.

—Como vamos achar ela? Justin? O que eu faço agora? —ele abre a boca para me consolar, mas é interrompido pelo toque do seu celular. —É a minha irmã? Ela encontrou Aleh? —ele nega com a cabeça e faz um sinal com a mão para que eu fique quieto.

—Oi, Scooter. Pode falar... Sei, sei onde fica. Tem certeza que é lá que elas estão?... Você rastreou o celular da Savannah? Ah, ótimo. Estamos indo pra lá. Valeu. —Justin dá a partida no carro e eu fico agitado.

—E aí?

—Elas estão em um casebre velho no final da estrada no sul.

—Então corre, Justin. Corre pra lá. —ele acelera e eu me mexo no banco, ansioso para ter minha gata nos meus braços outra vez.

Boston, Massachusetts — 2019, 15:02min

Alessandra Thirlwall PON

—Acorda, sua vagabunda! —dou um tapa forte em seu rosto e depois outro, descontando o que ela deu em mim.

Savannah abre o olho que não está ferido enquanto o outro sangra.

—Me solte daqui, garota. Nós duas sabemos que você não vai acabar comigo. —ela fala e eu seguro uma colher, pegando algumas minhocas e enfiando na garganta dela, tampando sua boca em seguida.

—Se você vomitar eu vou enfiar o dobro na sua boca, agora engole. —ela começa a chorar e eu imagino que esteja sentindo os bichinhos vivos se contorcendo na sua língua. —Ótimo, mais um pouco? —pego mais minhocas e forço ela a comê-las.

Savannah começa a tossir e querer vomitar, me fazendo rir.

—Acho que não está bom ainda. Que tal aranhas agora? —ela pressiona os olhos com força e tenta se soltar, fazendo com que eu me divirta. —Você vai comer essa caixa inteira pra aprender a não mexer com quem está quieto. —enfio tudo de uma vez e ela se contorce. —Sabe qual a diferença entre você e eu, Savannah? —pergunto, segurando o rosto dela. —Eu sempre termino o que começo. Não deixo nada pela metade. —começo a enforcá-la e vejo seu rosto perder a cor.

Tomada pelo ódio, ignoro qualquer princípio que eu tenha e só penso no coração dela parando de bater. Quando seu olho começa a fechar, aperto com mais força . 

—Aleh, não! —a voz do Justin grita e eu pisco várias vezes, me virando e sentindo meus olhos marejarem ao enxergar ele e Mason ali, na porta da cozinha.

—Mason... —solto Savannah e dou um passo na direção deles, mas sinto meu corpo ser puxado com brutalidade.

—Isso não vai acabar bem pra você, princesa. —Clint diz contra o meu ouvido, prendendo o braço ao redor do meu pescoço.

—Mata ela, Clint. Mata ela agora! —Savannah grita e eu vejo Mason pegar sua arma e mirar na cabeça do homem atrás de mim.

—Solte ela e eu deixo você ir. Vale mesmo a pena morrer por causa da Savannah? —Mason pergunta a ele e eu prendo a respiração, vendo seu dedo se mover para o gatilho.

O barulho do disparo ecoa alto nos meus ouvidos e meu corpo é empurrado. Mason me segura e eu agarro ele, chorando contra o seu peito.

—Você veio me buscar. —fungo o nariz, me afastando para olhar para ele.

—Claro que eu vim, amor. Eu iria até o fim do mundo por você. —ele enche meu rosto de beijos.

—Ah, que lindo o... —antes que Savannah conclua a frase, Justin saca sua arma e mira nela, disparando três vezes.

—Garota chata da porra! —ele revira os olhos e guarda seu revólver outra vez, nos fazendo rir. —Eu ainda tenho um casamento pra ir, não tenho? —Justin pergunta e Mason me olha.

—Sim, você tem. —depois de beijar minha testa, damos as mãos e saímos dali enquanto Justin incendeia a pequena casinha de madeira. Eu disse que aquela garota não ia impedir meu casamento.

Boston, Massachusetts — 2019, 16:21min

Brianna Bieber PON

—Você fez ela comer as minhocas e as aranhas? —Rebecca pergunta horrorizada enquanto estamos no salão do SPA, recebendo um tratamento especial.

—Só fiz com ela o que ela ia fazer comigo. —Aleh dá de ombros enquanto uma das garotas termina de arrumar o seu cabelo. Ela está quase pronta, está tão linda.

—Que agonia pensar em comer esses bichos. Credo. —comento, fazendo as meninas assentirem. —Imagino como foi a cena do meu irmão chegando pra te salvar que nem um cavaleiro de armadura. —Aleh sorri toda apaixonada e suas bochechas ficam coradas. Ah, ela ama muito ele.

—Ah, eu comecei a chorar na hora. Justin ficou nos zoando o caminho todo de volta pra cidade. —Aleh ri, negando com a cabeça.

—Eu gosto da forma como as coisas estão dando certo pra todas nós. —Lottie comenta, teclando mensagens constantes no celular.

—E você já está de paquera nova. —Emily sorri, tomando uma taça de champanhe.

—Claro que estou. Conheci ele no tinder. Tem vinte e sete anos, é médico e vamos nos ver amanhã. —Charlotte parece empolgada, mas no fundo sei que queria que Ryan e ela ainda estivessem juntos.

É, parece que vou ser obrigada a falar com aquele cabeça dura.

—Quem sabe você não vai ser a próxima a subir no altar? —Rebecca sugere enquanto terminam de fazer cachos em seu cabelo perfeito.

—Casar, eu? Isso não vai acontecer. —Lottie joga o cabelo e eu dou uma risada baixa. Ah, vamos ver se não.

—Ei. —olho para Aleh, um pouco distraída enquanto encara o chão. —Vocês conseguiram, Aleh. É hoje. E vai dar tudo certo. —seguro sua mão e a vejo assentir com a cabeça.

—Obrigada, Bri. Eu não sei o que seria de mim sem você. —continuamos rindo com as meninas, conversando sobre coisas aleatórias.

Então eu penso no susto que passamos hoje e em como Aleh foi forte e corajosa. Fecho meus olhos por um momento, agradecendo a Deus por tê-la protegido e pedindo que hoje ela tenha a melhor noite da sua vida.

Boston, Massachusetts — 2019, 17:11min

Mason Yates PON

—Você tem um cabelo maneiro. —Summer, a irmã de oito anos da Aleh, diz enquanto estou abaixado conversando com ela e Luna, de seis.

Aleh sempre me contou como as irmãs eram travessas e a tiravam do sério, mas sei que as ama demais.

—Vocês gostaram? Eu estava com dreads até uma hora atrás, decidi tirar. —dou uma risada, vendo Luna me observando com curiosidade.

Ver as duas me faz pensar quando Aleh e eu teremos nossos próprios filhos. Imagino que ela ficará ainda mais linda quando estiver grávida. E eu sei que vou ficar bobo ao ver minha gata esperando nosso filho.

—O que são dreads? —Luna me olha curiosa.

—São aquelas coisinhas que vimos no cabelo daquela moça no shopping, Luna. Você não se lembra? —Summer diz para a irmã de um jeito engraçado.

—Podemos tocar? —Luna me olha fazendo biquinho e eu balanço a cabeça, vendo Helena, minha futura sogra, sorrindo para mim enquanto conversa com o marido, Pattie e meu pai.

—Claro que podem. —inclino a cabeça, vendo suas mãozinhas se erguerem.

Os convidados já estão todos aqui. Acredito ter menos pessoas do que teve no casamento do Justin. Aleh e eu quisemos algo ainda mais reservado do que ele e minha irmã. Definitivamente, só nossa família.

—É legal de mexer, eu gostei. —Summer dá um sorriso ingênuo para mim e eu abraço as duas.

—Vocês são muito fofas, como conseguem? —ela riem, ficando com as bochechas vermelhas.

—Você é legal, Mason. Gostamos de você. —Summer corresponde meu abraço.

—Faça Aleh feliz, certo? Ela era chata com a gente às vezes, mas Summer e eu já perdoamos . —Luna fala, me fazendo rir alto.

—Pode deixar que eu vou fazer ela feliz, sim. —beijo a bochecha delas e as solto, vendo quando correm para onde foram colocadas as mesas com toda a comida que serviremos na festa. Crianças.

—Você está mais calmo? —Pattie se aproxima de mim e eu nego com a cabeça.

—As irmãs dela me distrairam um pouco, mas agora a ansiedade voltou. Cadê a Aleh que não chega? —Pattie dá uma risada e ergue as mãos para ajeitar minha gravata, sorrindo para mim.

Ela e meu pai estão juntos há quase um ano e eu já enxergo nela traços e atitudes maternas quando se trata de mim.

Ela é a mãe do Justin, mas tem um carinho comigo que me faz pensar que eu poderia ser como um filho para ela. Isso me deixa feliz. Há anos atrás eu perdi minha mãe. Ela era meu mundo assim como era o mundo do meu pai. E agora que Pattie está em nossas vidas penso em como tem cuidado de nós dois.

—Ela já está vindo, querido. Acabei de falar com Brianna por telefone.

—Não conte ao Justin que estou nervoso assim. —olho para os lados, procurando por Drew.

Ele está falando algo com Ryan que ri e nega com a cabeça, como se não acreditasse no que Justin diz.

—Vocês dois parecem irmãos mesmo, a forma como implicam um com o outro em alguns momentos... —ela nega com a cabeça. —Estou feliz por você, Mason. Feliz de verdade. Sei que devo parecer uma intrusa que quer tomar um lugar da sua mãe, mas eu realmente amo seu pai. E eu amo você. E... —Pattie começa a dizer e eu agarro as mãos dela, fazendo com que me olhe surpresa.

—Você não é uma intrusa, Pattie. Meu pai... ele está feliz de novo, vivo de novo. E não é só porque achou Brianna. Sei que o sorriso no rosto dele é por sua causa também, porque você o encontrou. Obrigado por estar em nossas vidas, eu te amo. —seus olhos se enchem de lágrimas à medida que as palavras saem da minha boca e então ela me abraça e eu dou um sorriso, emocionado.

Durante nosso abraço, vejo um carro parando no alto do penhasco e sei que Aleh chegou. Meu coração martela no peito e tudo que sinto agora é um frio na barriga que me faz pensar que vou cair duro no chão.

—Sua noiva chegou, querido. Está na hora. —Pattie me dá um beijo na bochecha e se afasta.

Fico olhando para o alto, esperando que Aleh saia do carro e repassando meus votos de casamento para ela na cabeça. Eu não posso errar nada, tenho que manter a calma. Vai dar tudo certo. Já deu.

Boston, Massachusetts — 2019, 18:00min

Alessandra Thirlwall PON

Podendo ver todos lá embaixo, ansiosos e cheios de expectativa, eu respiro fundo e seguro o buquê com força observando o sol se pondo no horizonte.

Eu consegui chegar até aqui, Mason está lá embaixo me esperando, provavelmente quase tendo um ataque do coração assim como eu.

—Está pronta? —Alfredo pergunta depois de abrir a porta e estende sua mão para mim. Balanço a cabeça, colocando os pés para fora do carro.

—Como eu estou? —pergunto, sentindo minhas pernas tremerem por baixo do vestido.

—Perfeita. —Alfredo sorri com carinho, me dando um beijo na cabeça. —Nervosa? —ele me olha e eu viro o rosto, encarando os músicos em seus lugares.

—Sim, eu estou. Mas me sinto mais feliz do que jamais pensei que seria. —minha mãe, minhas irmãs e as meninas... Toda a minha família está aqui por mim.

"Photograph" começa a ser tocada por dois violonistas e um pianista e eu começo a chorar à medida que meus pés deslizam pela areia.

Mason me olha com um sorriso enorme estampado no rosto e eu sinto seu amor me cobrir enquanto caminho lentamente até ele.

As meninas choram juntas e Brianna me faz rir e nagar com a cabeça quando pega a mão de Ava e joga um beijo para mim.

É estranho como você vive normalmente até encontrar aquela pessoa e depois simplesmente não pode mais imaginar sua vida sem ela.

Mason me amou mais do que eu pensei que um homem pudesse me amar e mesmo fazendo as borradas e me deixando ir uma vez, aqui estamos nós.

—Oi, amor. —sussurro para ele depois que Alfredo toca em sua mão.

—Eu sou tão sortudo, Aleh. Você está incrível. —ele beija a minha testa e eu sorrio encantada.

O pastor começa a falar e eu não consigo parar de olhar para o homem ao meu lado e agradecer por estar aqui, por termos conseguido.

Todas as pessoas aqui são a nossa família e talvez se não a tivéssemos não estaríamos tendo esse momento. Eu sei que Brianna, Justin e todos os outros nos ajudaram de mais formas do que podemos enxergar.

Brianna e Justin trazem as alianças depois das breves, porém profundas, palavras do pastor McCartney e Mason se vira para mim, sorrindo antes de recitar seus votos.

—Uma vez, eu li uma citação que dizia que diante do amor verdadeiro não se desistia, mesmo que a pessoa lhe implorasse para desistir. Acho que, das muitas frases que eu já associei a nós duas, essa é a que mais define o verdadeiro significado do nosso amor. —ele diz um pouco nervoso, seus olhos fixos em mim. — Sei que, desde o início, nada foi fácil para nós duas. Sei que, por causa de alguns erros que cometi, tudo se tornou cada vez mais complicado. Sei que feri você quando tomei decisões que achei serem a melhor solução para nós, mas não eram. Sei que, grande parte da culpa por termos passado anos separados é minha. —Mason segura minha mão e beija meus dedos enquanto soluço cada vez mais. — Cheguei a pensar que era realmente o fim e que seguiríamos em frente com outras pessoas. Mas isso nunca me pareceu certo. Pensar em você nos braços de alguém que não fosse eu e chamando outra pessoa de amor sempre pareceu o maior erro que poderíamos cometer. —penso sobre como eu me sentia mal quando Alfredo comentava sobre Mason estar se envolvendo com outras garotas e choro mais ainda porque nunca mais vou sentir aquilo de novo. —Quando nos conhecemos, você me enxergou Aleh. Eu estava lá para quem quisesse ver, mas você me enxergou de verdade. Você viu além do que eu deixava transparecer e enxergou a minha alma. Acho que, por isso, você me ganhou. E eu prometo, Alessandra. Você sempre vai me ter. —respiro fundo antes de conseguir falar tudo que eu vim treinando durante os últimos dias.

—Você trouxe calmaria pro caos que havia em mim, Mason. Por você, eu fui mais forte do que jamais pensei que seria. E não sabe quão grata eu sou a Deus por ter sido escolhida para amar e lutar por você. E por ter tido força e coragem para isso. —sinto meus dedos tremerem e minha garganta seca, mas continuo enquanto ouço o som das ondas pouco distantes de nós. —Você tornou-se a paz que meu coração sempre almejou encontrar. E além de ter se tornado meu lar, você se tornou o meu mundo. Com você, todas as dores insuportáveis se tornaram suportáveis. —dou uma risada, incapaz de controlar o choro. —Pensar em nós dois juntos aqui hoje, foi o que me fez não desistir. Sei que uma nova jornada nos espera agora. E eu sou abençoada por vivê-la ao seu lado, meu amor. —sorrimos um para o outro e eu sei que esse momento estava marcado para acontecer, Mason e eu estávamos destinados a ser um do outro muito antes de eu entrar naquela delegacia para livra-lo de lá.

—Eu, Mason Carson Yates, aceito Alessandra Thirlwall Jensen como minha legítima esposa para ama-la, honra-la e respeita-la na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe.

—Eu, Alessandra Thirlwall Jensen, aceito Mason Carson Yates como meu legítimo esposo para ama-lo, honra-lo e respeita-lo na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe. —colocamos as alianças e o pastor faz uma oração antes de dar a bênção.

Mason me puxa cuidadosamente pela cintura e me beija, e eu dou risada ouvindo as meninas gritando feito loucas junto com os garotos.

Parando para tirar uma série de fotos, Justin se aproxima com Brianna e todos da nossa família, sorrindo para nós.

—É, as aventuras estão só começando pessoal. —Alfredo sorri fazendo um sinal com a cabeça para Mason.

—Do que ele está falando? —encaro confusa meu marido. Marido. Ah!

—Justin decidiu dar um nome à nossa... gangue? —Mason o encara sugestivo.

—Filhos da máfia. É quem nós somos. —Justin agarra Brianna e vejo Pattie e Cyrus se aproximando junto com minha mãe e minhas irmãs.

—É um ótimo nome. —dou um sorriso alegre, feliz porque independente do que houver daqui pra frente, eu tenho cada um desses foras da lei ao meu lado. Sempre vou ter.



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