História Letras Supercorp - Capítulo 1


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Categorias Supergirl
Personagens Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor
Tags Kara, Karlena, Lena, Supercorp, Supergirl
Visualizações 498
Palavras 1.554
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Yuri (Lésbica)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu adoro essa música, Gustavo Mioto, sério sem igual. Voltei com uma nova fic, que só vai pra frente se vocês quiserem, sério.

Capítulo 1 - Impressionando Os Anjos


 Era uma noite como todas as outras na cidade, a fria brisa de vento vinda do Norte colidia com os corpos dos corajosos que ainda permaneciam nas ruas de Nova York as 22h da noite. A brisa que vinha do Norte não era inexplicável, algo que poderia assustar alguns, era uma simples brisa fria de inverno, o inverno que para muitos, como Lena, é a melhor estação do ano. O frio que congela seu corpo, que te faz tremer, rachar os dentes, te faz desejar ficar sem nada para fazer, mesmo com pilhas de trabalho sobre a mesa. Era um frio que fazia você desejar estar em casa, deitado no seu sofá da sala de estar, debaixo de uma coberta com a sua namorada maratonando séries na tv. A brisa entra pelas frestas das janelas e assim que toca seu corpo você se encolhe nos braços da sua namorada, procurando o conforto e o calor dos seus braços. Era esse frio, era essa brisa fria que colidia com o corpo retraído de Lena. A mulher acabara de sair do trabalho, um longo dia duro e satisfatório na empresa, e o que se passava em sua mente era a sua casa, e como ela queria chegar antes que fosse tarde demais.

 Lena se levantou de sua mesa, na sua sala do último andar do grande edifício onde trabalhava, e se direcionou ao elevador. Sua mente estava longe, ela pensava em uma coisa apenas: Chegar em casa. Lena se mantinha firme, mesmo que estivesse apertando aquele botão a mais de dois minutos e nada do elevador se abrir, mesmo assim ela pensava apenas em chegar em casa antes da hora. Ela respirou fundo, tentando manter a calma que parecia se esvair rapidamente de seu ser estressado, pela longa jornada de trabalho. A porta do elevador se abriu, Lena abriu um sorriso, não apenas para cumprimentar a mulher que estava no elevador, mas pela chegada do elevador ao andar. Lena tentou não chamar atenção, o dia não havia sido como ela esperava que seria, ter uma conversa com qualquer pessoa não seria agradável no momento, mesmo que ela conhecesse a mulher ao lado.

 Não havia música no elevador, apenas duas mulheres em silencio olhando fixamente seus reflexos dentro de uma caixa de metal fria, esperando o seu andar chegar. Lena fechou os olhos e começou a contar, ela viu que Alex iria iniciar uma conversa com ela, não era um bom momento para os sermões de sua cunhada.

- Lena eu sei que você não tem saído muito, sei que não faz muito tempo que... Você sabe, mas você vai ter que superar, e eu acho que seria melhor... – Alex abriu sua boca para, o que ela pensava, ser um conforto para Lena, mas soou como uma ordem, isso para Lena.

 Lena apenas a ouvia de olhos fechados, Alex ainda a dizendo o que fazer, mas sua mente se mantinha em casa, era apenas o que importava.

- Escuta, Alex obrigada por se preocupar, mas eu sei o que eu faço, então me deixa em paz, eu vou superar. – Lena segurou no ombro de Alex como se tentasse acorda-la para vida, a mulher não cessava sua longa proza.

 Lena deixou o elevador calma, de cabeça erguida, como se nada tivesse acontecido, porque para ela o que quer que aconteça não importa, o que importa é deixar o trabalho que acabava com ela seis dias por semanada, chegar em casa antes das 23h e colocar seus pestinhas para dormir, era só o que lhe importava agora. Lena entrou na sua Land Rover Discovery, e sem olhar para trás, deixou o estacionamento da empresa, sem nem mesmo dizer um ‘Até’ para Alex, ou apenas um acenar com a cabeça, nada, apenas acelerou seu carro em direção a sua casa.

 

 Lena abriu a porta do quarto de seus filhos com cuidado, o quarto estava de luz apagada, estava escuro, Lena mal podia ver um palmo a sua frente, ela olhou para as duas camas no quarto e suspirou com pesar. A baba já havia saído e deixou as crianças dormindo em suas camas, Lena não queria acorda-los, e novamente ela se entristeceu por não chegar a tempo de dizer boa noite as crianças. Lena enxugou as lagrimas, que insistiam em escorrer pelo seu rosto, a tristeza bateu forte, como nunca havia, ela se afastou, para deixar seus filhos dormirem, mas quando Lena abriu novamente a porta do quarto, a Julinha chamou pelo seu nome: Mamãe.

- O meu bebe, o que foi? – Lena se sentou na beirada da cama de sua filha, entre a cama da menina e do menino, que se mantinha de olhos fechados.

 Lena novamente sorria, agora com imensa alegria, ela não havia conseguido chegar a tempo de beijar a testa de suas preciosas crianças três dias consecutivos, para Lena essa era a melhor parte do dia, sentar a beira da cama dos dois, beijas suas testas e desejar boa noite.

- Mamãe, cadê a mamãe? – Lena moveu seu rosto para o lado, Pedro estava deitado em sua cama, agora de olhos bem abertos e um olhar triste em seu rosto.

 A pergunta partiu o coração de Lena em infinitos pedaços, ela amava tanto sua esposa, ela ama tanto seus pequenos, como poderia explicar para duas crianças, que sua mamãe não iria voltar?

- Oh, venham cá! – Lena se ajoelhou entre as duas camas, em cima do tapete estufado que ela havia colocado pelo frio do inverno, seus filhos se juntaram a ela em um abraço apertado, Lena apertou os dois contra seu corpo com imenso carinho, um abraço de aquecer o coração da mamãe. – A mamãe não vai voltar, ela está cantando lá no céu para os anjinhos, mas ela ainda ama muito vocês e um dia vamos nos rever, certo? – Lena soltou as duas crianças, antes de coloca-las na cama para dormir ela respondeu a difícil pergunta feita por seu filho, Pedro.

 

 Lena se sentou em sua poltrona escura e estufada em frente a lareira na sala de estar, um toque rustico, que Kara insistiu em por na casa. Lena tomou a última gota de vinho que havia na taça, a devolveu a mesa de centro e voltou a ler o livro, que sua esposa, Kara, havia pedido que ela lesse. Lena estava nas ultimas linhas do livro, seus olhos estavam lacrimejados, uma dor atingiu seu peito, era tanta saudade da garota, ela se perguntava se um dia iria parar de sentir saudades e seguir em frente, mas como sempre ela pensava que não. Lena foi até seu quarto e pegou da estante de livros, ao lado de sua cama, um diário. O diário no qual ela sempre escrevia antes de conhecer Kara, e continuou a escrever quando se casou com ela, e continuava a escrever após sua partida.

- Eu sinto sua falta, quero ouvir sua voz, oh Kara querida, eu sinto tanto. – Lena voltou a sala de estar com o diário em mãos. Lena se sentou novamente em sua poltrona, em frente a lareira, abriu lentamente o diário, no mesmo ritmo ela foi até a ultima pagina escrita, ele já estava na metade, mas ainda assim estava longe de acabar as paginas em brando do velho diário de Lena.

 Lena enxugou as lagrimas e respirou fundo antes de pegar o lápis e começar a escrever nas linhas em branco. Ela respirou fundo, buscou forças em si mesma para escrever tudo que sentia, um adeus para Kara. Sentada na poltrona e em frente a lareira da sala de estar, Lena começou a escrever no diário.

 Bem, hoje foi tudo bem, você não me deixaria me paz se soubesse onde estou agora. Tive um dia duro no trabalho que acabou comigo, estou totalmente acabada. Sei que não aprovaria isso, mas estou com os pés para cima na poltrona da sala, pronta para dormir. Todos os dias é sempre a mesma coisa, todos os dias amor, todos os dias, todas as noites, bate uma saudade, a saudade de você é uma visita frequente, me lembra aquela sua tia chata que irritava a gente... Ah saudade da gente. Esquece tudo, tá? Sério, tirando isso, do resto até que eu estou dando conta. Você iria ficar tão feliz, a Julinha está banguela, uma coisa tão fofa de se ver, nossa e quando ela sorri. O Pedro só apronta, ele é uma coisa tão meiga, Kara. Ah, lembra do carro, eu já quitei a conta, foi difícil, mas eu consegui sim. Ah, falando nisso, demorou, mas eu terminei, terminei o livro que você pediu para eu ler, e só na página 70 eu entendi você. Kara meu amor, naquela parte onde diz que o amor é fogo, que arde sem se ver, eu lembrei de você querida, eu lembrei. Droga, Kara como você está? Como é que tá aí? Eu amo sua voz, lembro de quando você cantava para mim, de você faz tempo que não ouço nada, fala um pouco sua voz tá tão calada, sei que agora deve estar impressionando os anjos com a sua risada, com a sua linda voz angelical, você cantava tão bem, era minha cantora em noites chuvosas. Eu só quero dizer que sinto sua falta, sei que está impressionando os anjos, sei disso, mas fala um pouco, como é que tá aí?


Notas Finais


Se gostaram da proposta continuem lendo, na verdade mandem sugestões, digam qual música vocês querem e eu faço Supercorp. Se não pedirem ela acaba aqui, que droga né?


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