História Let's Fight, My Darling - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Casal, Darling, Drama, Guerra, Luta, Mestre, Romance
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Palavras 2.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Luta, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Leia com atenção, espero que gostem. Esse é só o começo. Ainda tem muitos capítulos por vir.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Prológo


                Tudo começa a partir da grande guerra. Não sabemos a qual motivo ela se deu início. Mas sabemos de algo, parece não ter fim. A séculos são as mesmas batalhas, contra o mesmo inimigo, e é tão equilibrado que não parece que vai acabar, e sempre a mesma história. Um lado vence uma o outro lado vence outra e assim por diante. Os dois se recusam a se render, adotam a cada dia novos métodos para tentar vencer o outro. Parece até que eles brincam, com vidas.

                Tudo começa no berço, quando o bebê nasce de seu pai e sua mãe. Logo em seguida ele é testado para ver se não possui nenhuma deficiência, caso possua ele é descartado do projeto e vai para as fábricas. Não possuindo deficiências, o bebê é deixado sob cuidado do pai e da mãe até os seus quatro anos de idade. Quando atinge a idade ele é levado para os campos de treino, aonde ele será treinado arduamente e testado. Assim eles classificaram para qual batalhão ele deve seguir. Sendo as forças especiais, aeronáutica, infantaria, artilharia em fim qual ele se destacar. Após ser destacado a tal conjunto eles são transportados até o que chamam de “Silos” onde servirá de casa a eles até o treinamento estar concluído. Os que se destacam são chamados para as forças especiais e os que não se destacam vão como soldados, arriscar suas vidas para algo que não tem fim.

                Caso por algum milagre um deles atinja os vinte e sete anos de idade, eles podem se aposentar e trabalhar em funções especificas no qual a vida não é arriscada, ou permanecer nas cidades. A maioria escolhe permanecer nas cidades, quem sabe lá eles não esqueçam os traumas que a guerra causa.

                Recentemente os dois lados tem realizados experimentos grotescos com os “novatos” e ninguém sabe o que ocorre pelo outro lado do muro que cobre o complexo de pesquisas. E também não arriscam uma espiada por trás das grossas portas do “centro de recrutamento especial”.

                Um dia chuvoso, uma mãe com seu filho no colo após realizar o parto. Olhou para a criança que já nascia com fios de cabelos pretos e olhos azulados. – Como vai ser o codinome dele? – Perguntava ansiosamente o pai. – Ainda não sei – respondia a mãe – Mas tem que ser algo especial. Algo que faça a gente se lembrar dele para sempre. – Certo vamos deixando esse assunto de lado, levaremos o bebê para o tribunal. – Aqui está, cuide bem dele – Dizia a mãe entregando o filho ao doutor. – Pode deixar senhora, se tudo ocorrer bem daqui duas horas seu filho estará aqui são e salvo. Assim o doutor colocou no braço do bebê uma pulseira com o código zero, zero, zero dois.

                Após isso o doutor saiu da sala e entregou a criança aos mensageiros, que eram os responsáveis por levar as crianças para lugares em que eles chamavam de Tribunais, aonde a criança era julgada por adultos. Quando zero dois se aproximou do juiz do tribunal o velho apenas olhou para ele, e por um estante não reparou em algo que tinha aparecido nos últimos minutos, um dos olhos azulados havia se esbranquiçado. – Isso não é normal. Nem um pouco normal, não podemos considerar ele deficiente físico mas olha isso. Um de seus olhos é branco! – Dizia desesperadamente o juiz. – Podemos enviar ele ao laboratório de pesquisas assim ele poderá sair normal. – Sugeria uma adulta assistindo o julgamento. – Podemos enviar ele ao centro de recrutamento especial – Sugeria outro. Do meio da plateia surgiu uma mulher com uma criança no colo que teve a mais brilhante das ideias de todas – Devemos exterminar ele, ele pode ser uma ameaça! – Por um breve momento, zero dois nos braços do juiz trocou um breve olhar com a criança nos braços da mulher e os dois sorriram. O Juiz deu um basta na longa discussão que havia se criado em cima da criança. Ele deu permissão para o guarda levar a criança para o “Juízo”, onde ela iria ser morta.

Mas logo que ia entregar a criança nas mãos do mensageiro um homem entra no tribunal e diz – Não! Vocês não vão leva-lo! – O grito foi tão forte que ressoou em todos os cantos do tribunal e fez os bebês adormecidos que estavam esperando o julgamento acordarem. O homem não era nada mais nada menos que o General Hirioto, um dos mais condecorados membros do exército, simbolizado com seu icônico tapa olho. – Ge-General?! – Dizia a mulher que havia sugerido a ideia. – Você Ryna Akimo espiã, prendam ela! – Assim os guardas invadiram a sala e apontaram seus rifles para Ryna que estava agora coberta por pontos vermelhos. – Eu me rend... – no mesmo instante ela solta uma bomba de fumaça no chão e logo todo o tribunal começa a explodir. – Sabotagem! – Grita o general que tira a criança das mãos do Juiz e logo começa a correr.

Sob a intensa fumaça que havia se espalhado por todo o tribunal o General corria às pressas diante do fogo que havia cercado o local e por um momento não escapa com vida. Após sair pelos fundos as chamas ficam mais forte e mais explosões acontecem, de longe se escutava as sirenes e o barulho das hélices helicópteros do exército se aproximando. – Droga! Vamos levar você para um lugar seguro pequenino. -  após isso o general saiu nas espreitas do velho tribunal que agora não se passara de uma pilha de entulho e conseguiu passar pelo exército sem ser notado.

Chegando em sua casa, o general olhou para a criança e retirou seu encardido tapa olho. Ele revelou também ter um dos olhos brancos. Nisso uma misteriosa conexão se estabeleceu entre o olhar dos dois. O general olhou para a criança e disse:

- Vejo seu olhar perdido, vejo que não entende nada, vejo que ainda é novo. Eu serei seu mestre. Reerguemos o orgulho de nossa nação, acabaremos com o caos. – Olhou para a pulseira no bebê que marcava o número zero, zero, zero dois – Você precisa de um nome, Jirou. – Exclamou ele com uma expressão de felicidade conjunta a lágrimas que caiam de sua face.

                Olá Jirou! – Exclamava Ian, amigo de Jirou. – O mestre falou que iria treinar com a gente hoje! – O me-mestres? – Gaguejava Jirou. – Sim, ele quer deixar a gente pronto para sexta que será quando faremos o teste para entrar nos Silos. – Mas como ele conseguiu as licenças? Só quem passa a infância nos campos de treino tem essa licença para ir para os Silos. – Você sabe que o mestre sempre dá um jeitinho – Disse Ian sorrindo. As crianças saíram do quarto e foram tomar o café da manhã.

                - Atenção garotos! – Exclamava Hirioto, agora chamado carinhosamente de mestre pelas crianças. – Hoje é um dia muito especial, faremos um treino árduo hoje para testar vocês. O treino será o equivalente aos que eles pedem nos Silos – Acho que vamos ter que tomar um bom café então garotos – Dizia Him do outro lado da mesa. – Certamente Him – concordava Ian. Jirou permanecia calado no momento. – Jirou, não use carta branca dessa vez, da última, como todas, você estava perdendo e no final misteriosamente ganhou. – Gritava Dyro dos cantos da mesa. – Calma garotos, somos em um total de seis, eu, Jirou, Him, Ian, Dyro e Ashe. Isso já forma um pelotão, se treinarmos em conjunto é obvio que passaremos no teste do Silo fácil, fácil... – Como sempre dando ideias um tanto quanto sugestivas Mira, essa sua ideia é boa e podemos testar, mas primeiro quero fazer do meu jeitinho. – Com certeza mestre – Dizia Mira curvando-se. – Todos depois de se lambuzarem e tomarem um bom café vão tomar um banho e me encontrem no parque lá fora! – Exclamava o mestre olhando para a mesa. – Sim senhor! – Diziam todos em conjunto batendo continência.

                Após o delicioso café, todos subiram as escadas que se dividiam em duas, uma para o lado feminino e outra o masculino e foram até seus respectivos banheiros.

- Acha que vamos conseguir passar no Silo – dizia Ian enquanto ligava o chuveiro. Dyro que já estava dentro do box e com o chuveiro ligado disse:

- Vocês, não sei, mas eu com certeza! – Confiante demais Dyro – Jirou contradizia – Você só desabara sobre sua confiança e no final não conseguira nada – Cale a boca! Jirou. Você sempre foi o favorito do mestre e mesmo assim perdeu para todos nós! – Acalmem-se! Não vamos discutir! - Ian exclamava. – Temos um dia cheio hoje e não temos que ficar um de mal com o outro. Tomem os seus banhos e nos encontraremos no campo. Após a conversa os garotos e as garotas desceram pelo andar de baixo e fizeram uma trilha conjunta ao mestre para o campo de treinamento.

                Chegando no campo o mestre começou a explicar como seria o treinamento:

- Primeiro! Corrida para o aquecimento, segundo! Abdominais, terceiro! Levantamento de peso, quarto! Luta, quint... – durante toda a explicação tediosa do treino Jirou percebeu nas redondezas do campo uma figura misteriosa, era como se fosse um espectro rosa observando ele. Ele sentiu uma vontade de ir até o espectro e foi. Chegando nele ele perguntou – Quem é você e o que faz dentro dessa propriedade. – O espectro de uma maravilhosa garota de cabelos cumpridos e um corpo definido da mesma altura que Jirou com uma expressão triste. Ela não respondeu nada e apenas abraçou Jirou e um clarão veio do nada. – Jirou? Jirou! – Levante-se! Ousa dormir em minha explicação?! – Gritava o mestre. Jirou notou que ainda estava do lado de seus parceiros, mais desacordado e deitado no chão. – O que como? – Como digo eu, você dormiu durante a explicação. Fará quarenta Abdominais a mais. – Sim senhor mestre... –

                Começaram o treino como o mestre havia falado. Correram ao longo do campo, correram uns dez quilômetros até chegarem ao outro lado aonde um monte de equipamento de ginástica esperava eles. Andem quero ver os cem abdominais e Jirou cento e quarenta. – Sim senhor! – Diziam todos em conjunto. E assim começaram a realizar seus abdominais. – Estou gostando de ver cada gota de suor franzindo de suas testas, continuem! – Disse o mestre que observava o treinamento. – Andem rápido após terminarem isso vocês levantaram peso, hoje será trinta quilos – Trinta quilos?! Exclamavam todos com expressão fascinada. – Mas mestre isso é loucura – Dizia Him. – É a mesma loucura que faram com vocês no teste do Silo. Então vamos andando, sem moleza! – Sim senhor! – Todos diziam novamente. Jirou com todos ali estava com dificuldade em levantar os pesos mais mesmo assim conseguia fazendo muito esforço. – Estou gostando mais ainda de ver agora vocês gemendo enquanto tentam levantar. Como é que eu dizia a vocês?! – Pelo suor, pelo sangue, pela União!  - Gritava todos com muito orgulho. O mestre apenas sorriu com uma expressão confiante.

                Agora teremos uma forma de luta especial, duplas, quero duplas! De um garoto e uma garota. Dyro com Ashe, Him com Ian e Mira com Jirou. – Vocês deveram usar seus parceiros para lutar em conjunto. Vamos assim, primeira luta, Jirou e Mira contra Ian e Him, segunda luta o vencedor da anterior contra o que estava descansando e assim por diante...

                Começando a luta Mira logo engajou em cima de Ian e Jirou ficou em postura defensiva esperando que Him viesse para cima dele, mas a mesma foi ajudar Ian. – Ajude-me Jirou! – Gritava Mira logo que Him pulo em cima para tira-la de Ian. Então Jirou como resposta foi com tudo para cima, em um movimento coordenado desviou de um soco de Ian que já se levantava e lhe deu uma rasteira no qual derrubou o mesmo no chão. Logo Him foi para cima de Jirou mas impedida por um soco de Mira. Ian e Him se encontravam no chão, ofegantes, e logo se levantaram e correram para cima dos dois furiosamente, os dois deram as mãos como se trocassem energia. E logo um começou a fazer movimentos coordenadamente com o outro, assim os dois facilmente derrubaram Mira e Jirou. – Basta, Ian e Him vencedores! – Gritava o mestre. Ótima troca de energia! Adorei ver esse espetáculo. Mira e Jirou parecem que nunca escutam minhas aulas. – Escuto sim mestre! Eu apenas esqueci... – Dizia Mira com remorso. Jirou permaneceu calado e limpou o sangue da boca e se afastou do campo. O mestre viu ele sair de perto do campo mais não reagiu.

                Afastando-se do treinamento Jirou viu a mesma figura espectral. O Sol já estava se pondo quando ele menos percebeu, em um piscar de olhos os dois estavam sentados em um monte observando o pôr do sol. – Quem é você afinal? – Dizia Jirou com dúvida – a menina não respondeu apenas pôs sua cabeça no ombro de Jirou e disse:

- Dar... – O clarão novamente apareceu e Jirou acordou quando o sol estava realmente se pondo, mas dessa vez sem o espectro – Vamos Jirou. Para casa – dizia o mestre. No caminho em que todos andavam Mira se virou a Jirou e disse:

- Por que me abandonou? – Jirou não sabia como responder então apena se afastou do grupo e começou a trilhar o caminho sozinho. – O mesmo começou a ter reflexos do espectro. – Dar... Dar... DAR! – Era as únicas coisas que ele escutava. Balançou a cabeça e os barulhos se calaram.

                Eles chegaram em casa e se puseram a tomar um banho e depois jantar. Durante o banho se se escutava Jirou confuso enquanto Ian e Dyro discutiam com o dia foi bem puxado e ótimo. Na mesa de jantar todos olhavam para Jirou com um certo olhar de estranheza. Todos menos o mestre. Jirou não havia percebido, mas novamente seu olho esquerdo ficou branco só que dessa vez dois chifres se estendiam sob sua cabeça. – O que é isso? – Todos à mesa diziam com dúvida, Jirou continuava a comer sem nenhum olhar de indiferença. – Mas como assim Jirou tem algo tão estranho, mas extraordinário que eu não tenho?! – Dizia com raiva Dyro. – Isso é muito diferente. Muito mesmo. Primeiro ele luta feito um novato, alguém totalmente sem coordenação. Depois ele luta como se fosse um deus da luta, lutou até mesmo sem Mira. – Nesse momento os olhos de Jirou se dilataram e ele começou a lembrar do que havia ocorrido no momento de sua visão com a menina espectral. Ele lembrou que durante essa visão ele havia brincado com a menina, sem nenhuma palavra – Dar... Dar... – Era as únicas coisas que ela dizia. Mas no momento em que os dois apenas brincavam era como se tudo aquilo fizesse parte da consciência de Jirou e no momento em que ele se sentia brincando, no lado de fora ele lutava com uma experiência e força sobre-humana. Ninguém entendia. Mas ele apenas lutava... Era como se mortais, chutes, e giros não fossem nada se comparado ao que ele fez naquela luta. – E agora chifres! – Continuou Dyro assim que Jirou parou de se relembrar do que tinha feito. – Esse garoto não é comum, não mesmo! – Tenho que concordar com Dyro. – Dizia Mira – Eu também – dizia Him – todos concordaram menos Ian, que como era muito amigo de Jirou recusou-se a abalar a moral que já era pouca que Jirou tinha.

                Todos foram dormir depois disso. O mestre deu boa noite a todos e apagou as luzes dos quartos.

Jirou após fechar os olhos, se encontrou de novo no “outro mundo” em uma versão dele mais velha, aonde uma garota que era idêntica à do espectro se encontrava ao seu lado dessa vez com chifres e um dos olhos brancos, diante a um campo de batalha em silencio, com corpos no chão, destruição, fumaça saindo de todas as partes, em fim uma batalha recente. Ele olhou para ela enquanto ela olhava para ele, os dois se aproximaram um do outro e a garota levemente ia aproximando seu rosto o mais perto possível do rosto de Jirou, ela o beijou. Isso pegou Jirou de surpresa e o mesmo surpreendido sua pupila se dilatou e quando terminaram ela olhou profundamente em seus olhos e disse:

- Let’s Fight, my Darling – E o clarão veio novamente.


Notas Finais


Espero que tenha gostado. >.< Caso queira comentar sugestões e críticas construtivas garanto que será bem-vindo!


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