História Let's go party - PWP - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Pwp
Visualizações 436
Palavras 4.743
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, LGBT, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oioi
Eu e minhas PWP Jikook. Posso fazer o quê se esses dois me inspiram a muitas coisas assim? hahaha
Espero que gostem
Boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eu o vi pela primeira vez em uma festa da faculdade, para calouros, no estilo americana, bem diferente das usuais festas coreanas. Ele tinha recém chegado e era claro que meus olhos não deixariam de notá-lo. Ele tinha aquela cara de badboy, um olhar misterioso e terrivelmente sexy, ainda mais quando passou uma das mãos pelo cabelo artificialmente alaranjados já um pouco desbotados, mas não menos bonito.

Eu não sabia o nome dele e pelo visto sequer tínhamos amigos em comum, já que ele se aproximou de um grupo de pessoas que eu nem ao menos tinha visto que estavam ali. Eu o vi sorrir e não posso negar que me derreti na primeira vez que o vi abrir um sorriso grande e bonito. Eu sequer o conhecia, sequer sabia seu nome, mas de uma coisa eu tinha certeza: eu o teria no final da noite.

Eu não sabia se ele era gay ou não, já que "não possuía cara de gay". Nunca entendi muito bem essa frase —que ouvi diversas vezes. Eu sou gay, e como as pessoas dizem, não tenho cara de gay, tanto que de vez em quando sou cantado por algumas garotas, mas não hesito em informá-las da minha opção sexual. Eu sou gay, não bi ou alguma outra coisa, gay mesmo, tenho atração por homens e somente homens, de preferência aquele ruivo bonito que eu sequer tinha tirado os olhos dele desde que chegou.

Eu não estava seguindo ele, claro que não, mas era impossível manter meus olhos longe daquele homem de cabelos tão diferente dos usuais e naturais cabelos escuros e alguns poucos loiros de farmácia, mas nenhum ruivo, só ele.

— Por que ainda está aqui? Não disse que só vinha buscar uma bebida? — Vi Taehyung —meu melhor amigo— aparecer no meu campo de visão e tirar meus olhos do ruivo bonito demais — Namjoon está achando que você morreu, ou que estivesse aos beijos com alguém por aí, mas pelo visto nem isso. — Brincou.

— Eu poderia estar, mas no momento, você está tampando a visão do paraíso. — Recostei na bancada de bebidas, tirando-o da minha frente.

— Quem? — Ele perguntou, se dirigindo ao meu lado e tentando achar quem eu encarava, apenas tendo um aceno meu, com a cabeça, na direção do ruivo — Park Jimin? Desiste. — Ele se virou, desta vez ficando de frente para o bar e pedindo uma bebida ao cara que estava servindo os drinks.

— O que tem ele? — Questionei, ainda olhando-o beber do drink sensualmente enquanto conversava com os amigos.

— Todos nessa festa querem pegar Park Jimin, somente isso, inclusive eu. — Respondeu enquanto esperava pelo drink.

— Você quer pegar todo mundo dessa festa. — Desviei meus olhos do Park, apenas para ver a expressão do meu amigo a minha fala, mas acabei vendo ele flertar com o barman — Até o barman. — Disse pra mim mesmo, bebendo do meu drink.

Meus olhos às vezes passavam por toda a festa, apenas apreciando a bebida que descia queimando a garganta, enquanto esperava meu amigo terminar os flertes com o barman, quando vi o ruivo entregar sua bebida a alguém, deixando a rodinha de amigos e se dirigindo ao amontoado de pessoas que dançavam as músicas que tocavam alto na festa.

— Vamos! Namjoon queria falar com você. — O Kim pareceu se lembrar de mim, piscando para o barman, guardando alguma coisa no bolso e me puxando para onde meus amigos estavam e anteriormente eu, antes de me distrair com o ruivo bonito.

— O quê? Agora? — Estava quase desesperado de perder o show maravilhoso que deveria ser aquele homem dançando sensualmente as músicas.

— Depois você volta. — Não deu muita importância.

Cheguei até onde meus amigos estavam e eles não estavam tão bêbados quanto eu pensei que estariam, posso até dizer que estavam sóbrios.

— Ah, Jungkook! Já estava preocupado. Onde estava? — Namjoon disse ao me ver chegar junto ao Kim mais novo.

— Ele se perdeu nos encantos de Park Jimin. — Taehyung caçoou, sentando em uma das cadeiras ao redor da pequena mesa que servia de apoio aos diversos copos de bebida que ali se acumulavam.

— Eu não o culpo. — Namjoon disse, arqueando uma das sobrancelhas.

— Queria falar comigo, hyung? — Perguntei, louco para voltar para onde o ruivo estava.

— Ah, sim, já tinha me esquecido. Jin mandou mensagem e disse pra você não voltar tarde. — Falou e riu no final da frase, me fazendo rolar os olhos.

Seokjin era meu irmão mais velho. Tínhamos 5 anos de diferença mas ele parecia é querer ser meu pai. Eu não o culpava já que ele teve que cuidar de mim desde que eu tinha meus 13 anos, quando nosso pai morreu. Eu ainda morava com ele, e mesmo eu já tendo meus 20 anos, ele ainda achava que eu tinha 15 ou 16 e sempre se preocupava com o horário que eu voltaria para casa.

Ignorei a risada coletiva dos presentes na mesa e deixei o lugar, voltando aonde o show realmente acontecia: a pista de dança. E lá estava ele, dançando junto a outro cara, não exatamente juntos, um com o outro, mas os dois eram o centro das atenções daquela festa. Eles dançavam sensualmente ao som da batida sexy que eu tenho quase certeza que foi propositalmente escolhida para tirar minha sanidade. O Park parecia estar em seu próprio mundo, sem se importar em estar sendo observado por tantas pessoas e ao redor de muitas outras, era apenas ele e a música.

Claro que os dois ali era o centro das conversas e quem só observava comentava sobre os dois. O cara que dançava junto ao ruivo era Jung, Jung alguma coisa que eu não consegui ouvir das pessoas que comentavam ao redor.

— Ah, eu queria ter coragem de ir até lá e dançar com ele. — Ouvi alguém dizer e devido ao som alto, não soube ao certo dizer se foi um homem ou uma mulher, mas não me importei.

Olhei para a minha bebida e para o ruivo ainda dançando à música sensualmente. Eu tinha coragem para aquilo e com certeza faria. Olhei uma última vez para a bebida em minhas mãos e tratei de levar o copo até meus lábios e tomar o resto do copo — que ainda estava na metade— de uma só vez, fazendo uma careta no final.

Caminhei em direção à pista de dança, deixando meu copo sobre uma mesa qualquer, apenas para ter as mãos livres caso precisasse. Me aproximei do ruivo, como se ele já estivesse me esperando e passei a dançar próximo a ele. Ele não recusou, não me afastou apenas passou seus olhos por todo meu corpo antes de me encarar profundamente e sexy pra caramba, logo sorrindo para mim.

Eu queria tanto que Taehyung estivesse vendo isso, vendo eu dançando sensualmente colado ao belo corpo do ruivo, trocando olhares intensos com ele. Deixei uma das minhas mãos descansarem na sua cintura e ali descobri que ela era levemente marcada, mas não muito. Novamente ele não se afastou, segurando meu braço oposto, passando uma de suas mãos pelos cabelos e me olhando fixamente. Não cortei o contato visual um segundo sequer, não querendo perder nenhuma expressão que ele poderia fazer.

Sua mão desceu por todo meu braço, parando no antebraço e puxando-o para que também se apoiasse na sua cintura ao invés de estar simplesmente ao lado do meu corpo. Estávamos completamente colados um no outro, seguindo em uma sincronia ótima o ritmo da música que já era mais agitada, roçando as roupas.

Mais de perto eu percebi os olhos cobertos por lentes verdes em um tom natural que combinavam perfeitamente com os cabelos alaranjados. Os olhos em um formato especial, único, adornado por uma maquiagem leve, amarronzada. Ah... ele era a perdição.

Não trocamos uma palavra sequer, apenas olhares intensos e sorrisos contidos.

A coletânea de músicas animadas foi longa, mas em momento algum deixei de dançar com o ruivo. As músicas animadas e eletrônicas terminaram e as músicas lentas iniciaram. Um sorriso sexy adornou os lábios carnudos e avermelhados enquanto uma de suas mãos deslizou até meu ombro, apoiando -a ali. Os movimentos sensuais ainda existiam, mesmo que a música não fosse feita para isso, mas tudo parecia ser perfeito desde que vindo dele.

Por um momento meus olhos chegaram aos de Kim Taehyung, mais ao longe analisando o que se passava na pista de dança boquiaberto, enquanto eu apenas dava meu sorriso vitorioso.

Meus olhos voltaram aos do Park quando o mesmo tocou meu queixo, movendo meu rosto novamente para a sua direção. Seus lábios eram prensados pelos dentes e seus olhos me fitavam profundamente. Nossos rostos estavam próximos, os lábios quase se roçando e eu nunca quis tanto tocar lábios como eu queria tocar os deles. Quando finalmente toquei aqueles lábios e senti a maciez daquela carne, não deixei de intensificar ainda mais o ósculo. Se por algum acaso existia algum espaço entre os dois corpos, naquele momento já não existia um espaço sequer. O beijo era bom, maravilhoso, na verdade e pra mim, poderia não ter fim. Quando por fim o beijo teve um fim, seus lábios logo se direcionaram para a minha orelha, me deixando ansioso para o que viria a seguir.

— Me encontra no banheiro do segundo andar em cinco minutos. — Ele disse em um sussurro e mesmo com a música alta, pude ouvir suas palavras.

Seu corpo se afastou do meu e eu pude sentir a falta do corpo alheio, mesmo que o calor da festa fosse imenso. Aos poucos eu o via sumir pelo meio da multidão e uma última vez, antes de sumir de vez, piscando um dos olhos.

Eu ainda fiquei ali por algum tempo, digerindo tudo aquilo. Sequer sabia onde ficava o banheiro do segundo andar, muito menos onde eram as escadas. Ele sumiu pela multidão tão rápido que eu nem ao menos poderia segui-lo mas claro que aquilo não me impediria. Andei por entre as pessoas apressado, esbarrando em algumas ou as vezes pedindo licença para enfim sair da muvuca.

Quando finalmente me vi fora daquilo tudo, respirei fundo, olhando para os lados. Precisava com urgência encontrar as escadas para o segundo andar, mesmo que só tenha combinado com o Park de encontrá-lo daqui há 5 minutos. Enquanto ainda procurava, encontrei no meio daquelas pessoas Taehyung, dançando com aquele cara que antes dançava junto ao ruivo. Me aproximei dos dois e logo fui em direção ao ouvido do Kim, perguntando se ele por acaso sabia onde ficavam as escadas. Claro que não deixei de reparar no olhar que o Jung-alguma-coisa me mandou, mas sequer me importei.

— É lá perto do bar. Você se lembra onde fica, né?! — Ele perguntou e eu apenas concordei com a cabeça — O que quer com as escadas?

Sequer respondi a pergunta do mais velho e simplesmente segui em direção ao bar, pronto para finalmente encontrar as escadas e partir para a segunda busca: o banheiro. Não demorou muito para encontrar as escadas e enfrentar o baixo fluxo de pessoas que por ali passavam. Havia várias portas, umas cinco no mínimo. Comecei abrindo uma por uma, me arrependendo em alguns casos ao encontrar quartos ocupados. Quando cheguei em uma porta que estava fechada, bati três vezes na Madeira, esperando que ali fosse o lugar certo. Em poucos segundos a porta foi aberta e eu pude ver por detrás dela o ruivo bonito ali e seria um tanto louco dizer que ele estava ainda mais bonito?

— Não deu pra esperar. — Disse adentrando o banheiro e notando que era um banheiro não muito grande, mas suficiente para ter meu corpo colado ao do Park. O beijo que trocávamos antes se iniciou novamente, na mesma intensidade e da mesma forma bruta mas gostosa. Minhas mãos passeavam sem pudor pelo corpo esbelto alheio, me deliciando em cada curva, cada parte e cada textura. Nossos lábios somente se separaram quando o fôlego já apertava, me fazendo direcionar os lábios para o pescoço branquinho do outro. Distribuía beijos e chupadas por aquela região; o pescoço, a orelha, o ombro, a clavícula, enquanto minhas mãos tratavam de adentrar a blusa um tanto grossa que ele usava, tocando sua pele desnuda pela primeira vez, constatando-a levemente úmida, provavelmente pelo calor da dança de pouco tempo atrás. Deslizava minhas mãos para cima, afim de tirar aquela peça de roupa enquanto sentia seus braços me puxarem para mais próximo de si.

Os arfares e gemidos baixíssimos que saiam pelos lábios fartos e entreabertos era uma ótima sintonia, quando não estava colados aos meus, compartilhando de um beijo intenso e profundo. Quando sua blusa já não estava em seu corpo, o vi deslizar suas mãos até meus ombros e retirar a jaqueta que eu usava, expondo meus braços semi-cobertos pela blusa preta justa de mangas curtas. Sempre, o moreno me puxava para mais perto, mesmo que eu não estivesse me afastando, ele me puxava, como se me impedisse de sair dali —coisa que eu não pretendia fazer tão cedo.

Nossos troncos se chocavam de forma rude. Uma de suas pernas estava entre as minhas ao mesmo passo que uma das minhas estavam entre as suas, impedindo que qualquer espaço entre nossos corpos fossem existentes.

Eu sequer precisei continuar a tirar suas roupas, já que o ruivo tratou de fazer isso por mim, desafivelado seu cinto e abrindo a jeans preta que usava. Ele abaixava ela aos poucos, mas só conseguiu até quase os joelhos, sem querer cortar o contato dos nossos lábios. Peguei-o no colo, colocando-o sobre a pia de mármore larga que tinha no banheiro, agora tendo todo meu corpo entre suas pernas e podendo finalmente tirar aquela calça apertada demais, depois de tirar seus sapatos.

Continuava aos beijos com o ruivo, em uma pegação quente. Os arfares baixos, por vezes sendo intercalados à gemidos baixos eram os sons que saíam por ambas as bocas quando não estavam coladas uma na outra.

Batidas na porta são ouvidas e de primeira, nenhum dos dois liga para aquilo; veriam que estava ocupado e procurariam outro. Esse era meu desejo, porém o que aconteceu foram mais batidas na porta.

— Jungkook! — Ouvi meu nome do outro lado da porta e parei o beijo por um instante, olhando para a porta ainda fechada — Jungkook, eu sei que você está aí. — A voz era do Taehyung e ele falava alto do outro lado da porta — Seu irmão ligou de novo e pediu pra você retornar assim que possível. — Falou, mas eu não respondi.

O ruivo a minha frente tomou fôlego para dizer alguma coisa, porém pedi silêncio, colocando o indicador em frente aos meus lábios.

— Que se foda você, meu recado tá dado. — E o silêncio se instalou; provavelmente Taehyung havia ido embora.

— Me diga que você não é menor de idade. — O ruivo disse, quebrando o silêncio.

— Claro que não! — Respondi de imediato.

— Ótimo. Pensei que eu estava quase transando com uma criança. — Ele disse brincalhão, mas ao mesmo tempo sexy.

— Você vai ver a criança aqui. — Sussurrei em seu ouvido, logo avançando no pescoço branquinho e ali deixando um chupão vermelho.

Segurei as coxas desnudas do ruivo, puxando-o para mais perto com certa brutalidade. Não que ele não tenha gostado, até deixou um risinho baixo após o gemido surpreso. Apertava as coxas alheias sem dó nem piedade, sentindo a fartura entre meus dedos enquanto sentia as mãos do Park passeando por meus cabelos e costas.

Quando me separei por alguns segundos do seu pescoço, apenas o suficiente para tomar um fôlego, senti as mãos do ruivo irem até a barra da minha blusa e seus olhos se fixarem nos meus. Puxou a blusa pra cima aos poucos, sem cortar o contato visual, me fazendo me perder nos olhos pequenos e artificialmente verdes. Logo após ele tirar totalmente a blusa do meu corpo, o Park tratou de colar nossos lábios em um beijo sedento.

A forma como nossos corpos pareciam se encaixar era surreal, como se meus braços tivessem sido feitos para tê-lo entre eles, como se meus lábios tivessem sido feitos para sentirem os dele e meus olhos feitos apenas e unicamente para apreciá-lo.

Era até cômico como há alguns minutos eu sequer sabia seu nome e agora estava trancado dentro de um banheiro, prestes a transar com ele.

A posição que nossos corpos estavam —com o ruivo ainda sentado sobre o mármore— permitia um belo contato entre as peles e não deixei de pressionar ainda mais minha ereção contra a sua quando senti o contato. Ah, aquele homem estava me levando à loucura!

Seus lábios se descolaram dos meus após longos minutos daquele ósculo delicioso, passando a beijar minha bochecha, mandíbula, descer pelo pescoço, passando pelo meu peito até que aqueles lábios já bem vermelhos parassem sobre um dos meus mamilos. Fora impossível segurar um arfar alto ao ter o músculo molhado alheio sobre aquela área já bem sensível. Ele era mau e eu ainda não sabia como lidar com aquilo.

Enquanto seus lábios e sua língua trabalhavam em um dos meus mamilos, suas mãos continuaram o caminho até que chegasse em minha calça. Antes de qualquer coisa, ele tratou de segurar em cada lado do meu quadril, puxando-me mais para perto, chocando nossas ereções mais uma vez, deixando que um gemido baixo escapasse de seus lábios, consequentemente assoprando sobre meu mamilo molhado e causando um arrepio por todo meu corpo. Uma das mãos do ruivo tomou lugar dentro do bolso traseiro da minha calça, apertando minha bunda enquanto a outra se direcionou à minha ereção, apertando aquela área antes de seguir em direção ao botão, para finalmente me livrar daquele aperto. Suas mãos foram ágeis para abrir e descer meu jeans, deixando-o amontoado em minhas coxas, simplesmente ignorando aquela peça de roupa e dando atenção à o que realmente interessava: minha ereção.

Sua mão era suave deslizando para dentro da boxer que eu usava, e pude ter ainda mais certeza disso quando senti o primeiro contato dos dedos quentinhos com meu pênis. Ele fazia aquilo direito, movendo seus dedos da forma certa e me masturbando deliciosamente. Não sabia se ele me encarava ou não, sequer sabia sua expressão desde o primeiro contato.

O prazer era incrível, mas não era aquilo que eu queria e podia ver que ele também. Segurei seu pulso calmamente, tirando sua mão de dentro da minha boxer e só em provocação, chupei um de seus dedos, olhando-o diretamente, vendo-o morder os lábios cheinhos.

Não havia tempo para conversa, nem um assunto para tal assim como não havia a necessidade de palavras naquele momento, já que todos os sentidos eram o suficiente.

Me livrei da última peça que ainda cobria aquele corpo que eu descobri ser melhor ainda sem nenhuma peça para atrapalhar minha visão, deixando-o completamente nu para mim. A cena era de se invejar e eu me sentia sortudo.

Acariciava suas coxas com calma, por vezes subindo e deixando meus dedos passearem pela virilha ou pelo baixo ventre, causando ao ruivo arrepios visíveis. Ele estava tão excitado quanto eu e pude ver, mesmo por detrás das lentes verdes todos o desejo que transbordava por seus olhos. Peguei meu pênis, espalhando o pré-sêmen por toda a extensão, enquanto ainda acariciava o corpo alheio. Posicionei meu pênis na entrada alheia, vendo-o me encarar com luxúria antes do primeiro movimento.

Sua cabeça foi pra trás enquanto seu peito vinha em minha direção e de seus lábios saía um gemido longo e rouco, suas mãos agarraram meus braços e suas unhas curtas foram fincadas na minha pele. Ele era ainda melhor assim, comigo dentro de si, com um olhar perdido de prazer e enquanto nossos corpos se mexiam em sintonia e uma sinfonia de gemidos podia ser ouvido.

O background era a música abafada que tocava na festa lá fora, porém ela não importava naquele momento. A testa alheia foi descansada em meu ombro enquanto os braços foram enlaçados no pescoço. Os gemidos alheios eram ouvidos após cada investida e as poucas palavras de baixo calão que ele deixava escapar de vez em quando somente me excitava ainda mais.

Tomei seu corpo em meus braços novamente, retirando-o de cima da bancada somente para encostá-lo na parede oposta à pia, me atrapalhando um pouco por meu jeans ainda estar me minhas pernas. Ele não pareceu se incomodar com o frio da parede em contraste com a quentura que era seu corpo.

— Me diz seu nome. — Ele disse baixinho, meio entrecortado pelas estocadas contra seu corpo — Quero um nome pra gemer.

— Jungkook. — Disse contra seu ouvido, aproveitando para morder o lóbulo alheio, arrepiando o ruivo.

— Ah, Jungkook… — Ele gemeu e meu nome parecia soar mil vezes melhor em meio à um gemido e no tom de voz dele.

Acelerei os movimentos, ouvindo a frequência dos gemidos alheios aumentarem tanto quanto o volume, mas ninguém se importava.

— Você gosta assim? Eu te fodendo forte? — Sussurrei em seu ouvido, apertando um pouco os cabelos ruivos, sem diminuir a velocidade.

— Aham… — A resposta mais parecia um gemido do que uma confirmação.

O corpo do Park correspondia bem aos meus estímulos, tanto às estocadas quanto à masturbação que iniciei há pouco tempo. Ele já apresentava sinais de que estava próximo ao seu ápice , então aumentei um pouco mais os movimentos, pas parando logo em seguida, apenas para ouvi-lo gemer frustrado.

Desci o corpo dele do meu, colocando-o no chão antes de virá-lo de frente para a parede e puxando seu quadril em direção ao meu. Não deixei de acariciar a carne farta dali, deixando um tapa estalado em uma das nádegas, antes e voltar a investir contra ele. Seu corpo chacoalhava e seus gemidos ganhavam um pitch mais alto toda vez que nossos corpos se chocavam com brutalidade, levando os dois à loucura. O rosto bonito do ruivo encostado contra a parede, com os lábios entreabertos e as mãos apoiadas na parede, logo ao lado dos ombros era uma cena única que eu daria tudo para poder ver mais de uma vez.

Em um momento seu quadril pareceu se empinar ainda mais em minha direção, tornando os movimentos mais fáceis e se possível, ainda melhores. O corpo alheio parecia cansado e os sinais de um orgasmo começavam a surgir. Diminuí o ritmo, indo dolorosamente lento dentro do Park antes de parar completamente e deixar o interior alheio. Virei-o novamente, mas dessa vez de frente para mim, logo tomando os lábios avermelhados em um beijo. Claro que aquela boquinha servia para muito mais do que só gemer e com certeza que beijar era uma coisa que ele fazia maravilhosamente.

— Você vai ser um bom garoto, não vai? — Disse baixinho após o beijo, encarando-o nos olhos, recebendo um aceno como confirmação — Então empina pra mim bem bonito. — Continuei, apertando as nádegas fartas.

O Park se afastou com um sorriso ladino nos lábios, caminhando novamente em direção à bancada, dobrando seu corpo sobre ela e me encarando por cima dos ombros, apenas para ter certeza se eu assistia àquela cena —que não perderia por nada. O ruivo balançou o quadril levemente ao não ter nenhum avanço meu, como em um convite irrecusável. Tirei meus sapatos e finalmente retirei a calça e a boxer das minhas pernas, me dando mais mobilidade. Me aproximei do outro, acariciando as costas expostas e pressionando minha pélvis nas nádegas alheias em provocação. Desci uma das mãos pela coxa torneada do ruivo até chegar no joelho, trazendo-o para cima da bancada, deixando-o completamente exposto para mim. Senti uma fisgada forte no baixo ventre, lembrando-me muito bem da ereção ainda existente. Apertei as nádegas fortemente antes de estar novamente dentro do ruivo, voltando com os movimentos logo em seguida.

A forma como ele tentava gemer baixinho mesmo depois de ter gemido meu nome de diversas formas em diversos tons era até engraçada; parecia até envergonhado.

Meus movimentos eram constantes e concisos, em uma frequência deliciosamente moderada que me levava ao delírio e aparentemente o Park também. Era evidente o cansaço em ambos os corpos, mesmo que eu quisesse prolongar aquilo pelo resto da vida se possível, não sabia se meu corpo aguentaria sequer mais uma rodada. Queria que o Park se lembrasse daquilo, que lembrasse desse dia não somente como uma outra foda qualquer.

Levei minha destra até a cintura alheia, afagando levemente a área antes de deslizá-la pelo baixo ventre do ruivo, indo em direção ao seu pênis. Ele parecia igualmente excitado e deixou escapar um gemido mais alto, meio engasgado, quando toquei em seu sexo, iniciando uma masturbação leve, mas aumentando gradativamente. O corpo do Park se mostrava estar em seu extremo, em uma completa bagunça, deixando evidente que seu orgasmo chegaria a qualquer momento. Não demorou muito até o corpo abaixo se curvar e um silêncio se instalou por sua parte quando senti o sêmen em minha mão. A cabeça agora se apoiava nos braços e seu corpo parecia mais mole e leve, mesmo que o peito ainda subisse e descesse rapidamente.

Pareceu uma explosão quando finalmente meu ápice chegou. Sequer ouvia o barulho da música abafada do lado de fora e aquela sensação deliciosa tomava conta do meu corpo. Apoiei meus braços ao lado do corpo do ruivo, segurando meu corpo, que ainda sentia os espasmos do orgasmo. Deslizei uma das minhas mãos pela lateral de seu corpo antes de me tirar de dentro de si, sentando-me sobre o vaso sanitário e levando meus cabelos para trás.

Vi o Park me olhar, ainda com a respiração um pouco descompassada antes de se desencostar da bancada e se desequilibrar por uma fração de segundo, soltando uma risadinha baixa.

Não houve muita conversa após aquilo, não havia motivos para um pillow talk, porém era evidente os olhares do ruivo enquanto eu ainda colocava minhas roupas novamente, assim como o Park.

— Ei… — O Park chamou, sentado sobre o vaso sanitário após terminar de colocar seus sapatos enquanto eu ajeitava meus cabelos desgrenhados no espelho — ...você é calouro, não é?! Nunca te vi pelo campus.

— É, sou sim. — Respondi simplista.

— Bom saber. — Respondeu com um sorrisinho no rosto, levantando e vindo em direção a porta.

O ruivo parou bem na minha frente, e pude notar sua camisa —que anteriormente nem tinha percebido ser de botão— abotoada incorretamente. Levei minhas mãos até os primeiros botões, abrindo a camiseta novamente.

— Mal terminamos e você já quer de novo? — O Park perguntou em um tom divertido e malicioso ao mesmo tempo.

— Você pretendia sair assim? — Peguei as duas pontas de baixo, o último botão sem uma das casas — Mas não seria uma má ideia. — Respondi afiado, recebendo um sorriso safado do outro.

Quando a blusa do ruivo já estava devidamente abotoada, levei minhas mãos até as nádegas alheias, aproveitando a oportunidade de apalpá-las mais uma vez, mesmo que o meu objetivo naquele momento fosse apenas encontrar o celular alheio. Peguei o aparelho, abrindo o discador de chamada de emergência e ali digitando meu número de celular.

— Não o perca. — Disse ao ruivo, entregando-o novamente seu celular.

Já ia deixar o banheiro que parecia sufocado demais pelo calor, quando o Park segurou meu queixo, puxando meu corpo para próximo do seu novamente e colando nossos lábios por uma última vez em um beijo quente, como todos os outros anteriormente trocados.

— Seu beijo é maravilhoso. — Sussurrou baixinho no meu ouvido.

— Se eu dissesse que você inteiro é maravilhoso soaria muito clichê pra você? — Respondi, piscando um dos meus olhos e recebendo um sorriso bonito do outro.

Abri a porta do banheiro, sentindo o ar menos quente do lado de fora —mas ainda assim não tão fresco. Antes mesmo que eu pudesse deixar o banheiro efetivamente, pude ver a figura de cabelos escuros aparecer na minha frente no mesmo instante.

— Achei que nunca mais ia sair daí de dentro. Já estava quase chamando a polícia. Olha, já tinha até discado o número. — Taehyung —em um tom bêbado— disse, mostrando o celular com os números “122” na calculadora — O que estava fazendo aí? — No instante em que o Kim terminou a frase, finalmente terminei de sair do banheiro e logo atrás o Park também saiu, piscando um de seus olhos para mim antes de se afastar, em direção ao primeiro andar novamente. E como se todo o álcool existente no corpo do Kim a minha frente tivesse evaporado, seus olhos se arregalaram e sua frase pareceu mais coerente: — Não vai me dizer que… — Deixou a frase morrer.

— Que…? Eu transei com Park Jimin? — Perguntei simplista, ainda encarando a expressão surpresa do mais velho — É, eu transei com Park Jimin.



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