História Let's Not Fall In Love. - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V), Park Jimin (Jimin)
Tags Drama, Kan-chan, Romance, Vmin
Visualizações 12
Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 2 - 02. Meio de uma paixão.


Capítulo dois:

Nós éramos inseparáveis. Os dias nunca pareciam tão divertidos assim. Contudo, no ensino médio, Jungkook foi para Austrália atrás do seu sonho de ser cantor. Ele era um menino prodígio. Sabia cantar, dançar e fazer rap, não existia um combo melhor que Jeon Jungkook.

Restamos apenas eu e Jimin, que agora tínhamos dezesseis anos de idade e estávamos no segundo ano do ensino médio.

Jimin agora tinha perdido aquela aparência fofa que possuía na infância, suas bochechas agora não eram tão fartas, e seu cabelo era como algodão doce de tão rosa. Já eu, com os meus dezesseis me aventurei e ousei pintar o cabelo de vermelho, fora que finalmente tinha conseguido furar minhas orelhas.

― Como você foi na prova, Tae-tae? ― Perguntou-me após sentar-se ao meu lado. Nesse tempo, meu coração tinha começado a palpitar por Jimin. Mentira. Meu peito já doía por esse baixinho de cabelos rosa há tempos.

― Péssimo! ― Fiz biquinho. ― Com certeza vou reprovar! ― Claramente, sempre fui fã de um bom draminha.

― Não vai não! Vem, vamos para sua casa estudar. ― Eu apenas obedeci, o que Park Jimin dizia, era ordem em meu coração. ― Vamos, Tae! ― Pegou-me pela mão, e, sem percebermos, continuamos andando de mãos dadas.

Foi engraçado. As flores de cerejeiras estavam caindo com o vento forte quando precisei amarrar meu cadarço e só ai percebi que estávamos de mãos dadas. Não evitei em corar forte, Jimin sempre aparentou ser o mais tímido, contudo este papel era meu.

― Que foi? Você está bem? ― Sem soltar minha mão, coloca a outra em minha testa para ver se estava febril.

― Estou sim, é que... ― olhei para nossos dedos entrelaçados.

― Isso te incomoda? ― Neguei com a cabeça. ― Então continuemos, temos muito que estudar. ― Puxou-me novamente, fazendo-me apressar o passo.

Já estávamos em meu quarto, com vários cadernos sobre a mesinha que tinha para estudo. Mas minha cabeça voava longe e meus olhos só sabiam observar a dádiva que eram os lábios de Jimin.

Meu peito doía, respirar parecia a coisa mais complicada do mundo. Só conseguia pensar nos selares que trocávamos na infância e em como nossas mãos juntas ficam tão belas.

― Tae? Você entendeu?

― Quê? Quer dizer, sim! Entendi.

― Entendeu mesmo? ― Desconfiou.

― Sim, é claro! ― Não fazia ideia do que ele estava me perguntando.

― Então repete para mim o que você entendeu? ― Ele sabia perfeitamente como me colocar em enrascadas.

― É… não entendi nadinha, para ser sincero nem sequer prestei atenção. Desculpe-me.

― Sabia. No que está pensando? ― Perguntou-me curioso, colocando as mãos nas bochechas e olhando atentamente em meus olhos.

― Em você... ― fiquei vermelho como um pimentão. ― Quer dizer, em nós. ― disfarcei bagunçando meus cabelos. ― Eu não entendi essa parte, você pode me explicar de novo? ― Tentei mudar de assunto.

― Kim Taehyung, você não me enrola! ― surpreendeu-me. Aquele sorriso, o sorriso do Park Jimin sempre me causou calafrios na espinha. ― Sabe, tem um tempo que também venho pensando em nós.

― É? ― acenou com a cabeça. ― Como assim?

― Como assim o que? ― Difícil saber quem era mais lerdo entre nós.

― O que tem nós?

― E eu que sei?

― O que você sente por mim?

― Muita coisa. E você?

― Muita coisa também, é difícil de explicar.

― Então tenta!

― Hm… quando você está ao meu lado, eu me sinto completo, entende? ― Acenou com a cabeça, e eu pude me perder em seus olhos. ― Quando você está perto demais, meu coração parece que vai sair pela boca, eu… Não sei o que sinto. É como estar andando em uma passarela de vidro, onde só me sinto seguro com você e sem você tudo para desabafar. Eu acho que gost― Ele me interrompeu, e depois desse dia, sempre deixaria ele me interromper. ― Você ainda possui esse costume de me interromper com selares, Park Jimin?

― Por quê? Não gosta? ― arqueou a sobrancelha.

― Pelo contrário, adoro. ― Puxei-o pelos cabelos da nuca, para que seus lábios pudessem encontrar os meus novamente, contudo paro tudo, pois precisava saber de algo. ― Sua vez agora.

― Minha vez de que?

― Não se faça de bobo, Park Jimin!

― Ah, tá bom! Bem…

― Bem?

― Não me apressa! ― Fez biquinho e não hesitei em roubar mais um beijinho seu. ― Resumidamente, ok? Você é meu tudo. Pronto, agora voltemos a estudar!

Nesse momento, apenas parei para observá-lo, e prendi-me em cada detalhe seu.  Não evitei em segurar seu rosto com minhas mãos e beijar-lhe, mas beijá-lo para valer, sem receios, com todo o sentimento que eu tinha guardado aqui dentro.

Após esse dia, Jimin e eu começamos a namorar. Na verdade não tínhamos um título, não éramos nada, não éramos namorados, ficantes ou qualquer coisa do tipo, apenas nos amávamos. E era isso que importava.

― Que frio! ― esfregou as palmas da mão.

― Eu disse para você se agasalhar melhor! ― pegou as palmas de minha mão e as soprou, com aquele hálito quente. Já era inverno em Seul, as ruas estavam tão brancas quanto às paredes do quarto que Jimin frequentava. Eu queria ter notado antes, eu queria ter sido mais atento.

― Você é a melhor pessoa desse mundo, sabia?

― Sabia! ― sorriu lascivo. Eu amava quando ele sorria assim. ― Agora vamos, estamos atrasados para escola! ― Bem, isso não era novidade para ninguém.

O inverno rigoroso se prolongou, as únicas notícias que passavam na TV eram sobre o tempo friorento que iria continuar e que os agasalhos não poderiam faltar, luvas e boas botas também.

No final do ensino médio, Jungkook voltou para Coreia, e eu nunca pude ter estado tão feliz, as coisas com Jimin estava decolando de ótimo para excelente, só me faltava coragem para o pedido.

Em dias o tempo friorento finalmente estava para acabar, eu tinha muito papo para por em dia com Jungkook e muitos momentos para viver com Jimin. O sol já estava se tornando presente novamente e eu estava pronto para pedi-lo em namoro oficialmente. Mas parece que o sol não permanece por muito tempo.

Na segunda de verão, o sol estava tão quente que jurei que iria aquecer meu peito também. Eu estava na Praça com Jungkook, esperando ansiosamente ChimChim chegar.

Kook tinha me ajudado a planejar o pedido e eu estava com a coragem. Contudo ele não apareceu. Estranhei; ele nunca fora de dar bolo sem dar aviso prévio.

― Será que aconteceu algo? O entardecer já acabou.

― Deve ter acontecido. Ele nunca foi disso. Amanhã vou a casa dele.

― Eu vou com você. ― Jungkook é o melhor amigo que alguém possa ter.

― Mas me conta, como foi a vida na Austrália? ―Aproveitei para ficar por dentro dos babados; nós ainda não tínhamos tido tempo para conversar direito.

― Foi bem diferente da vida na Coreia, não vou mentir. ― sorriu. ― Mas eu senti tantas saudades de vocês dois, eu não posso explicar isso em palavras. Teve dias que eu nem sequer queria levantar. A indústria da música é muito destrutiva, sabe?

― Eu também senti saudades das nossas conversas e risadas. Mas como assim destrutiva? ― suspirei.

― Você tem que manter a pose de sempre estar bem. Você literalmente dá a cara à tapa, você é julgado, mas também é amado. E nem sempre o amor recompensa todo o hate gratuito. Eu vi muita coisa que me deixou com medo, assim como teve muitas noites onde tudo o que eu queria era chorar e um abraço de um dos dois. ― confessou tristonho. ― Meus pais queriam muito de mim, Tae, mais do que eu conseguia dar. Eu juro para você, eu… ― algumas lágrimas caíram do rosto dele. Em todo esse tempo que conheço esse menino nunca o vi derramar uma única lágrima.

― Ei, você deu o seu melhor! E isso basta. Foi por isso que voltou sem seus pais?

― Sim. Por isso pedi moradia na sua casa, eu estava farto. Ainda bem que a tia sempre gostou de mim.

― Ela te vê como o segundo filho que nunca teve.  ― sorri. ― Portanto não chore, ok? Eu sempre estarei aqui para você, sempre, sempre!

― Jura de dedinho? ― perguntou entre as lágrimas.

― De dedinho, de dedão, do que você quiser! ― Juntei nossas testas e sorri.

― Tae, aquele não é o Jimin? ― ele estava parado do outro lado da praça, paralisado e com lágrimas nos olhos. Levantei-me e fui atrás dele, sem compreender nada, mas meu coração sabia que algo de ruim iria acontecer, no fim ele sempre sabe de tudo.

― Jimin. Jimin, ei, Jimin! ― Consegui alcançá-lo após correr bastante.

― O que você quer, Taehyung? ― perguntou sério, limpando as lágrimas, vê-lo assim partiu meu peito em mil pedaços.

― O que eu quero? O que houve com você? ― Puxei-o pelo braço. ― Ei, por que choras?

― Tae, Tae… Eu te amo mais do que tudo. ― disse entre as lágrimas, meu coração sorriu por um momento.

― Eu também te amo Jimin, mais do que tudo. Sabes disso, certo?

― Sim, mas… Tae… Tae ― tirou minha mão de seu rosto e fiquei sem compreender nada. ― Nós não vamos nos apaixonar!

― Como assim, Jimin? Nós já estamos apaixonados, o que diz não faz sentido.

― Não, Tae, nós não vamos nos apaixonar, não mais. ― Beijou-me, era um beijo caloroso. Não evitei em derramar lágrimas. Naquele momento eu senti como se ele estivesse escapando entre meus dedos. ― Mas eu te amo, lembre-se disso. ― soltou-me e saiu correndo. Eu fiquei paralisado, não tinha compreendido nada. Até hoje não entendi o motivo de não ter corrido atrás dele.

A cena de suas costas tornando-se distante sempre ficou fixa em meus pensamentos. O tempo fechou-se dentro de mim.

― O que foi, Tae? Por que o Jimin foi embora? ― Jungkook apareceu com meu casaco em mãos. Logo iria chover.

― Eu não sei, Kook, mas aqui dentro está doendo! ― Apontei para meu peito.

Após isso nunca mais vi Park Jimin. Ele tinha sumido do mapa, nem mesmo seu número de celular era o mesmo.

Jimin tinha partido para algum outro lugar, o qual era desconhecido para mim. Eu não compreendia o motivo para seu sumiço, mas meu peito continuava batendo por si. Com essa história toda já tinha se passado exato um ano.

E não houve um dia que eu não tivesse procurado por ele, que não tivesse pensando nele. Que eu não tivesse vivido com a esperança de vê-lo novamente.

― Tae! Tae! ― Recebo um peteleco na testa.

― Ai! O que foi? ― Perguntei massageando minha cabeça.

― Você está há meia-hora limpando esse balcão, querido! Se toca. ― Jungkook me repreendeu. Após o ensino médio, começamos a trabalhar em um café perto da faculdade para conseguirmos nos manter, pois finalmente tínhamos saído da casa de minha progenitora. ― Vai logo atender a mesa daquele moreno e pega o número dele para mim!

― Af, parece até minha mãe. Misericórdia, Kookie-ah, se quiser o número dele vá buscar, uai! ― fiz biquinho, tinha pegado esse costume e demoraria a largá-lo.

Estávamos no outono, observei pela vitrine da loja, minha estação preferida, pois fica entre o verão e inverno, é o meio termo. As ruas ganham uma coloração rústica e bonita. Minhas melhores fotos para a faculdade são de quando as folhas tornam-se amarelas e caem ao chão, eu consigo ver uma beleza inexplicável nelas.

― Já sabem o que desejam pedir?

― Ah… ― o ruivo ficou paralisado encarando-me, talvez a cor branca de meus cabelos tenha o assustado, mas aqueles traços belos e que pareciam ser desenhados a mão me eram familiar. ― Taehyung? ― Não era quem de eu queria que fosse, mas se pareciam.

― Sim, como sabe meu nome? ― o olhei atentamente. ― Pera, você é… Jimin?

― Não, não. Eu sou Park JiHyun, irmão dele.

 


Notas Finais


o próximo capítulo é o último :((


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...