História Let's try - Capítulo 13


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Categorias Sherlock
Personagens D.I. Greg Lestrade, Dr. John Watson, Janine, Jim Moriarty, Mary Morstan, Mrs. Hudson, Mycroft Holmes, Personagens Originais, Philip Anderson, Sally Donovan, Sherlock Holmes
Tags John Watson, Johnlock, Sherlock Holmes
Visualizações 146
Palavras 2.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


VOLTEI! E FOI COM TUDO! kkkkkk
Eu prometi um clima quente e aqui esta! :3

Confesso que pretendia voltar mais cedo, queria voltar mais cedo, mas meu pc quebrou. Estou escrevendo e postando pelo celular, porém sou mais lenta por aqui então...

ENFIM!! Divitam-se antes de soltarem os lobos para cima de mim. Kkkkkk

Ps.: Foi mal gente!! Postei o cap inacabado, mas ta tudo certo agora. Foi mal o probleminha. Só percebi agora. Bjss amo vcs <3

Capítulo 13 - Promessa cumprida part.2 - Estrelas além do alcance


Era uma sensação difícil de se descrever. Algo dentro de mim se expandia e se enchia de luz. Não era como nada que já havia sentido antes. Lá fora o tempo parecia prestes a piorar, a tempestade que estava caindo desde cedo trazia um barulho constante e agradável para dentro do quarto deplorável que nos cercava, mas nada daquilo tinha maior impacto em mim do que as sombras projetadas na parede pelas velas acesas. Não me lembrava de quando tínhamos asendido elas nem onde havíamos as achado, isso tão pouco importava. Tudo o que conseguia absorver eram os sussurros do meu melhor amigo, suas mãos sempre frias aquecendo meu corpo e sua respiração arepiando todo o meu ser. 

Quando sua boca beijava a minha uma onda de calor me percorria em minutos e enquanto ele ria de minha reação eu só podia implorar por mais.

Sherlock estava tão perto que eu quase podia senti-lo em minha pele parcialmente desnuda, porém ele ainda se conservava ao meu lado e não em cima de mim, como eu desesperadamente queria. 

- Sabe, eu também fiz minha própria promessa, Capitão. 

- É-é mesmo? - Não me julge. Se seu corpo estivesse em chamas e sua mente fosse mais cores e sons do que pensamentos também acharia difícil formular uma frase sem gaguejar. 

- É sim... Prometi que te levaria a loucura lentamente, já que não esta acostumado, mas depois assumiria o meu ritmo e te levaria novamente ao limite do prazer, só que desta vez iriamos juntos e seria infinitamente melhor... 

Se ainda possuía alguma habilidade de formar frases com sentido a perdi completamente neste momento. 

- Sher...

Em um movimento rápido de mão Sherlock percorreu meu abdômen e pousou sua ferramenta de tortura no cós da minha calça. Sua boca ainda mais astuta passava da minha boca para o meu pescoço e dai descia, provocando mais calor e ainda mais arrepios. 

- Pode se libertar, querido, fale, faça, sinta o que quiser. Vou estar aqui com você, sem julgar. 

Senti que meu parceiro começava a movimentar a mão, massageando-me. Meu corpo respondeu com entusiasmo e fiquei imediatamente excitado. 

- Não sei como nunca conseguiu se satisfazer, se excita tão facilmente.

Quis dizer que era só com ele, mas não consegui nem iniciar a formar a frase já que Sher já tirava a minha calça.

- É lindo sem blusa, aposto que é mais ainda usando só cueca. 

O que estava acontecendo com ele eu não sabia, porém nunca iria reclamar, principalmente porque a mão esquerda dele estava a uma fina peça de linho do meu membro, que estava parecendo prestes a explodir. 

- Calma, calma. Ainda não...

Não sabia se era capaz de realizar esse pedido, que parecia muito mais com uma ordem. Estava pouco acostumado com a necessidade de autocontrole e muito menos com as carícias e beijos de alguém que estava descobrindo desejar com uma força incomparável. 

- Sherlock...

- Sim, agora você pode dizer sem medo. Mary esta longe, não pode ouvir.

- Eu não a amo

- Eu sei. Você me ama. Você é meu. - Pele fria com pele queimando se encontravam finalmente e os movimentos repetidos me levavam a perdição.

- Seu... Seu... - Segurava seus cabelos, puxando-o para mais perto. Queria beijá-lo, era a única forma de diminuir minha necessidade de libertação.

- Sim, meu. 

O beijei com desespero e carência. As cores e sons em minha mente pendiam para o vermelho e para um ruído alto, como um grito de ajuda. Não estava usando nada mais que uma peça de roupa e o meu atual amante permanecia me excitando por de baixo dela. Eu gemia cada vez mais alto e sentia cada vez mais. Nada fora daqueles abraços e beijos importava. 

Até que um trovão soou um pouco alto de mais me fazendo abrir os olhos e me vi soado, ofegante e sozinho. 

Não havia sinal de Sherlock. Seu lado da cama estava bagunçado, mas fora isso nada indicava que eu tinha vindo acompanhado. Meu coração batia rápido e dolosamente. Estava também bastante envergonhado. Havia sonhado com meu melhor amigo, não um sonho normal, mas sim um sonho extremamente pornográfico. 

O que esta acontecendo comigo? Porque isso esta acontecendo comigo? E onde diabos esta Sherlock Holmes?

Decidi me levantar e tomar um banho gelado. A água sempre me acalmou mesmo quando não entendia o motivo dos meus problemas surgirem, estava contando com ela novamente para me trazer de volta. 

Tirei toda a roupa e entrei de uma vez debaixo do chuveiro. Minha pele ia se desprendendo do suor ao mesmo tempo que as imagens do meu sonho voltavam a minha mente. Acabei relembrando de mais do que devia se considerado minha sanidade mental.

" - Eu preferia estar em um Museu...

- Eu sei que preferia! Mas você prometeu que iria tentar curtir a praia, Sher! Até seu irmão esta mais alegre que você.

- Ele está lendo relatórios de seu caso atual! Se você me deixasse analisar só por um minuto os papéis eu ficaria tão alegre quanto o possível.

- Não! Nada de relatórios hoje.

- Porquê?

- Quer saber? Porque eu ainda me importo? Você gosta das suas coisas e eu gosto das minhas, faça o que bem entender e eu farei o mesmo. 

Segui para a água e me joguei nela. Todo o ódio que estava sentindo se misturou com a força das ondas. Demorei bastante para voltar para perto dos dois e quando fiz uma cara emburada fixa no rosto.

- Cadê o anti tudo que é normal?

- Você esta se referindo ao meu irmão?

- Esqueci que poderia estar falando de você também.

- O que quer dizer com isso?

- Você é o gênio aqui, não é? 

- Esta irritado.

- Nossa! Parabéns, realmente um gênio. Agora vai dizer onde está Sher ou não?

- Se quer saber achei que meu irmão estivesse com você. 

- Ele não voltou? 

- Foi exatamente o que disse. 

Levantei desesperado. Sherlock não era de sumir assim. Ele odiava pessoas, barulhos e tudo mais. Eu tinha que acha-lo antes que ele arrumasse problemas ou se machucasse. 

- Sherlock! Onde diabos você está?"

Eu procurei por toda a tarde e acabei o encontrando em um casebre abandonado no alto de um morro no canto mais deserto da praia. Perguntei o porque ele estava ali e ele apenas falou que estava fazendo o que eu havia mandado. Acabei por deixar pra lá e o levar de volta. Fomos para casa e tudo ficou bem, mas aquela dor de ter perdido Sherlock, nem que fosse por um breve momento e sabendo que tinha sido minha culpa não me deixou em paz aquela noite. E agora eu a sentia de novo, somada a um calor impossível de apagar. 

Recorri mais uma vez a àgua, sempre meu refúgio, sempre lá para me amparar. Decidi recomeçar o banho do zero.

Ela, infelizmente, me decepcionou desta vez. Mesmo depois de tentar resolver o problema com minhas próprias mãos, nada mudará. Enquanto me enxugo percebo que ainda estou necessitado. 

Respirei fundo. Isso é muito injusto! 

Quero ele. Sei que quero. Não há como negar, porém porque? Porque ele? Porque Sherlock Holmes? Poderia ser qualquer um! Mary, poderia ser Mary...

Porque não era ela a me fazer suspirar? Porque não era ela a me excitar com um toque? 

O que há de errado comigo? 

Ao menos a tempestade e as velas eram reais. Esta chovendo tanto que duvido ser possível ver alguma coisa além do mar revolto, muito menos a fraca iluminação de velas que é tudo o que tenho agora. Deve ter faltado luz em algum ponto da noite e meu prestativo amigo resolveu acender algumas velas por sabe se lá qual motivo. 

- Você acordou. - Uma voz conhecida soou atrás de mim. Meu corpo reconheceu seu tom de voz e se acendeu automaticamente. Dei graças a Deus por já estar vestido, por mais que minhas vestes se resumisse a uma cueca azul piscina e uma blusa regata que achei jogada perto da cama. 

- Onde estava? - Minha voz saiu roca, mas mais firme do que esperava. Contudo ainda estava virado para a janela, então não tinha certeza se conseguiria manter-me assim por muito tempo.

- Estava revisando o caso, tentando descobrir onde mais eu poderia ter errado.

- Descobriu algo?

- Vai ficar virado de costas pra mim?

- A vista esta bonita... - Não era totalmente mentira, toda aquela água me fazia feliz, mesmo com a agitação e o perigo que elas exprimiam. Sentia saudades de quando era pequeno e podia brincar na piscina sem medo de represália. Quando meu irmão me ensinava a nadar no lago e nada era complicado.  

- Você sempre adorou ver o mar. Lembro de quando éramos mais novos e fomos a aquela praia e você ficou o dia todo com um sorriso bobo no rosto. 

- E você odiou.

- Não. Como poderia? Você estava feliz, então eu também estava 

- Não era o que parecia...

- Eu costumo disfarçar bem o que sinto.

- Gostaria de ser melhor nisso.

- Não é uma qualidade que trás muitos benefícios fora da carreira de detetive. 

- É claro, o único detetive consultor do mundo tem que saber mentir bem. Aposto que você ms odeia e finge gostar de mim - Queria brincar um pouco, diminuir o clima tenso entre nós

- Nunca mais diga isso. Nunca seria capaz de fingir o que sinto por você. - Ouvi passos e percebi que Sherlock se afastava. Fiquei aliviado por um momento, contudo logo me senti sozinho. 

Parecia que estava preso em um ciclo vicioso, todas as vezes que me aproximava de um relacionamento mais carnal com Sher eu o afastava emocionalmente. Era possível que sempre fosse assim? Eu não tinha capacidade de manter os dois tipos de relacionamento? Eu devia fazer isso? 

Um aperto no peito me fez começar a chorar, era um verdadeiro inútil no quesito anoroso! 

Como a Mary conseguia se manter ao meu lado? Ela só podia ser um anjo. Certeza que ela será canonizada por isso. 

Passos no corredor me despertam novamente. Enxugo as lagrimas e me vejo outra vez no mesmo quarto que meu objeto de desejo.

- Fui buscar algo para comer. Quer? - Sherlock se aproximou e me vi impelido a virar. Quando o fiz percebi que meu amigo trazia consigo uma bandeja com algumas frutas e torradas. 

- Foi o que consegui arranjar na cozinha. - Respondeu ele com um estranho timbre de voz. Acho que ele percebeu minhas lágrimas.

- Vai servir. - Dissse, tentando mudar o foco de sua atenção

- Você esta bem? Parece um pouco nervoso. 

- Tive um pesadelo - O rosto de Sher se tornou sombrio por um tempo, mas foi algo surgiu tão repentinamente e que se foi ainda mais rápido que não pude deduzir nada do ato. 

- Espero que esteja bem agora que esta acordado

- Não exatamente... É que foi um sonho e tanto...

- Achei que tinha sido um pesadelo

- Tem diferença? - Respondi contrariado, enquanto pegava uma torrada da bandeja e ia sentar no meu lado da cama. 

- Muita. - Disse ele se aproximando novamente - Um pesadelo é algo que você teme e despreza.

Temor, eu temia aquele desejo que sentia, mas desprezo? Nem de perto.

- Acho que não posso chamar de pesadelo - Pode ser impressão minha, porém Sher estava mais feliz... E mais perto - E quanto ao sonho? O que são? 

- São algo que se deseja mais que tudo. Algo sem o qual não se pode viver. 

É, isso parecia bem mais com a realidade. 

- Diga-me, John, o que foi que você teve? Um pesadelo ou um sonho?

- Não sei bem se posso chamar de sonho... Mas...

- Mas? 

- Posso pedir uma coisa? Sem dar explicação? 

- Claro 

- E você promete que não vai negar nem falar sobre isso depois que voltarmos para casa?

Ele demorou a responder, entretanto acabou concordando com um aceno de cabeça

Tomei coragem e peguei a mão dele, levando-a ate onde eu ardia pelo seu toque

- Me ajuda... 

Sherlock havia aberto meus olhos. Aquele quarto deplorável tinha me dado a liberdade que precisava e o sonho me motivara  a correr atrás do que queria. A cena parecia muito com o acontecimento de anos atrás naquele banheiro de bar. Concluir a noite era um objetivo tão inalcançável quanto as estrelas aos olhos naquele céu nublado. Mas então a chuva parou e céu mostrava que iria clarear, podia quase ver um brilho distante lá em cima...

- Com todo o prazer.


Notas Finais


Ai ai como é bom sonhar kkkkkk
Espero ter despertado ao menos um pouco de... Calor em vc kkkkk
Muito obrigada pela espera.
Bjsss e até a próxima.


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