História Letters - Capítulo 9


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Categorias Chaz Somers, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler, Selena Gomez, Vanessa Hudgens
Personagens Chaz Somers, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler, Selena Gomez
Tags Jelena, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler, Selena Gomez
Visualizações 534
Palavras 4.913
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura

Capítulo 9 - Tudo seria mais fácil.


Fanfic / Fanfiction Letters - Capítulo 9 - Tudo seria mais fácil.

     Selena Gomez's Point Of View. | Los Angeles, California.


Encaro as duas pessoas a poucos centímetros de mim, com meus olhos arregalados. Mal posso acreditar no que meus olhos captam dentro do quarto da minha irmã mais nova. Mesmo à noite e no escuro consigo notar o rubor nas bochechas da Stella enquanto tenta ajeitar suas roupas, se afastando do garoto deitado em sua cama. Ryan treme de pavor quando consegue captar toda a raiva que emana do meu corpo em direção a ele, com a intenção de atingi-lo por todos os lados. Muito esperto, ele ergue seu corpo e procura sua blusa pelo chão, tentando se recompor quando adentro o quarto e cruzo meus braços em total gesto de determinação. Cada parte dele sabe o que está prestes a acontecer e por conta disso se aproxima mais da minha irmã. Não há motivos para estar enraivecida, então sei que não é isso que estou sentindo agora. Apenas a sensação de choque atravessa meu corpo e para no ar, agora quente, do quarto onde passei muito tempo da minha vida, porém agora abriga um ser que jamais imaginaria encontrar alí. Ryan fica um pouco tenso quando eu me aproximo mais, vejo que ele está pronto para fugir se for necessário.

Mordo meus lábios na tentativa de pensar em algo para falar que não me faça parecer mais idiota que agora. Pegar alguém no flagra já não é algo tão animador, agora quando é sua irmã de dezesseis anos tudo fica ainda pior. Coloco minhas mãos em meu quadril e estufo meu peito porque sei que seria assim que mamãe faria se estivesse aqui nesse instante. Posso sentir Stella tremer da cabeça aos pés.

— Não acredito no que meus olhos estão vendo agora. — faço questão de exagerar bastante no drama. — Stella! Por que não me contou que isso já estava em um nível tão alto como esse?

Apesar de querer mostrar firmeza na arte da autoridade, mantenho a voz baixa, pois não quero que mais alguém acorde e as coisas piorem para a menina descabelada em minha frente.

— Eu iria contar, eu juro. — não duvido disso, mas apenas acendo a lâmpada para ter certeza que ela não iria mentir para luz enxergando meus olhos acusadores. — Porém, você anda tão ocupada que eu achei melhor contar em outra ocasião.

Respiro fundo antes de virar minha atenção para o meu amigo, que até então não havia dado sequer um pio. Quando percebe que eu estou o fuzilando com o olhar, Ryan conserta sua postura e me encara como se eu fosse um velho sargento prestes a lhe dar uma bronca que ele nunca poderá esquecer. O que é exatamente o que eu irei fazer.

— E você? Não tem vergonha de tentar desvirtuar minha irmãzinha? Eu esperava muito mais de você, Ryan. — ele coça os cabelos atrás da sua nunca e encara Stella.

Eles se comunicam com o olhar e eu fico frustrada em não conseguir entender o que eles estão querendo dizer. Também me sinto um pouco mal por não ter dado a oportunidade da Stella vir conversar comigo sobre o que de fato está acontecendo entre eles dois. Apesar de ter notado que eles estão bem mais próximos agora, e repletos de segredinhos e sorrisos para a tela do celular. Apenas não suspeitava que ela já estava no ponto de trazê-lo para casa. E, se eu não tivesse entrado feito um furacão no quarto, poderia mesmo ter acontecido mais que isso? Ponderar sobre essa possibilidade me deixa com as bochechas vermelhas de vergonha.

— Em minha defesa, foi ela que me chamou para cá. Mas posso muito bem assumir a responsabilidade se for para proteger a Stella de algum castigo. — a palavra "castigo" faz a garota bufar de raiva.

Não tenho certeza se isso aconteceria. Nunca nenhuma de nós trouxe um garoto para casa, quer dizer, não dessa forma. Justin e Ryan já estiveram aqui inúmeras vezes em incontáveis dias. Fora que ela é muito liberal e sabe que isso iria acontecer algum dia, mas duvido muito que ela já havia chegado a pensar que Stella seria a primeira. Porém, ao pensar mais dois segundos, vejo que de fato Stella seria mesmo a primeira a trazer algum garoto para casa.

Tomada por uma sensação de inutilidade e misturada com o tédio que sinto ao ver que o meu show não adiantou para nada além de garantir umas boas risadas para os dois. Giro meus olhos e faço um gesto com as mãos, para mostrar que não me importo mais com o que eles estão fazendo ou com o que farão assim que eu atravessar a porta de madeira.

Notando minha partida, Stella é arrebatada pelo medo momentâneo de que eu vá denunciá-la para a pessoa que está a poucos metros de nós, dormindo feito pedra. Suas mãos finas e delicadas seguram meu braço com delicadeza e súplica.

— Não conte nada para mamãe, por favor. Quero saber se é verdadeiro e se pode dar certo antes de dar um passo grande como esse. — implora.

Não consigo não achá-la adorável nesse momento. Suas bochechas cheias, como as minhas, são como enfeites em seu rosto sem nenhuma maquiagem e sem qualquer traço de irritabilidade. Os seus olhos escuros brilham como apenas uma aventura amorosa pode fazê-los brilhar. E, como se mais nada no mundo importasse além do que ela sente agora, eu fico feliz e torço para que ela receba amor em cada segundo. Stella é como uma flor, precisa de atenção para não murchar e em meio a muito caos, ela sempre será linda e vibrante.

Com a separação dos nossos pais tudo mudou para ela. Sei que sente falta de quando ele estava por aqui, de quando ele fazia as tranças em seus cabelos castanhos todas às vezes na hora de dormir. Depois da mudança ela começou a fazer algumas das coisas que lembravam a ele, como se quisesse manter sua presença dentro de casa sem mesmo estar. Por isso nunca nego quando ela pede para fazer penteados em meus cabelos, assim como eu nunca nego quando ela me pede para costurar um vestido ou qualquer outra peça de roupa que ela queira. De longe, ela é a que mais ficou abalada e nem em um milhão de anos eu iria suportar que ela ficasse infeliz seja por uma coisa pequena ou por algo grandioso.

— Eu nunca faria isso. — toco em seu cabelo macio. — Só saiba muito bem o que você está fazendo, não quero que nada e ninguém a faça sentir menos do que você é. Ou que você seja algo que não queira ser.

— Eu prometo.

Por fim, lanço mais um olhar para Ryan, que tem um grande sorriso observando a cena em sua frente. E por um segundo eu o odeio por saber que nunca conseguiria odiá-lo. E também por saber que nem em sonho eu encontraria alguém melhor que Ryan, apesar dos defeitos.

— Iremos ter uma conversa bem séria depois, Ryan Butler. — é o suficiente para ele entender.

E quando eu atravesso a porta do meu quarto, sorrindo por uma felicidade que não é minha, vejo que assumi o lugar do meu pai por alguns segundos na noite. Gosto da sensação da importância que tenho agora, apesar de ter a certeza que ninguém nunca iria conseguir ocupar o seu lugar.


 




Pela manhã o sono controla todo meu corpo, e vejo que Stella também não está agindo diferente. Quando me olha, seus olhos vibram por conta do nosso segredo da noite anterior e com isso fico feliz por continuar sendo a irmã que estará lá por ela sempre. As únicas pessoas que estão emanando alegria e eletricidade são mamãe e Sienna, que não param de sorrir nem por um segundo. Não há nada que possa segurar o orgulho que Sarah exala em seu rosto, mais suave que em qualquer outro dia. Sienna também está com um ar de superioridade e satisfação como em nenhuma outra ocasião. E sei que ela tem motivo para tal coisa. Está indo para Yale, para Connecticut, e mal pode se conter naquele grande aeroporto, porém pequeno demais para ela no momento. É tudo o que ela sempre sonhou, então deixo com que ela tenha seu momento de diva sem esboçar qualquer outra expressão além da compreensão por sua animação.

O LAX está bastante cheio, o que não me surpreende de forma alguma. O ar gélido que encontra meu corpo assim que passamos pelas portas da entrada me fazem lembrar do dia que fomos visitar papai em Madri, antes da volta do recesso que tivemos. Preciso arrumar um tempo para tentar convencer Stella a viajar comigo para uma curta visita ao nosso pai, na tentativa de fazer as coisas voltarem para seu devido lugar.

Faço uma nota mental para não me esquecer disso.

Ajudamos Sienna a arrastar suas duas malas até o limite onde poderíamos ir com ela. Nos reunindo em uma roda, onde três das pessoas mais importantes da minha vida estão com expressões diferenciadas, nos abraçamos no mesmo segundo. Mesmo que seja uma despedida por algum tempo, todas sabemos que está tudo acontecendo por um motivo maior que qualquer outra coisa.
Não estou tão emotiva quanto mamãe está e, pelo canto de olho, vejo que Stella também não aparenta nada muito profundo. Não gosto de pensar que não irei sentir falta de Sienna por perto para criticar qualquer decisão que eu, ou Stella, decidirmos. Ela é minha irmã e eu a amo, demais, só que eu preciso saber andar com meus próprios pés, sem a sombra de Sienna em todo lugar que vou e tudo que faço.

Eu sou a última a receber a atenção da bela garota de pele tão clara como a neve e cabelos tão escuros como a noite. Sempre admirei o quanto a beleza da Sienna se destaca sem ela ao menos tentar, e é isso que a faz diferente. Ela não liga para a opinião de ninguém e muitas vezes acaba sendo grosseira quando não quer, todavia, ela é apenas assim.

— Ficarei esperando por você, não demore. — mesmo que sua voz esteja com um ar brincalhão, consigo distinguir a ordem por trás. — Cuide da mamãe e da Stella, elas irão precisar mais de você agora. E me mantém informada sobre tudo, tudo mesmo.

— Eu irei. — abraço seu corpo, sentindo suas mãos em meus cabelos por alguns segundos. — Agora vá! Faça uma boa viagem e me conte como é cada detalhe daquele paraíso universitário.

Depois de mais alguns abraços e mais diversas lágrimas derramadas por mamãe, saímos do aeroporto em uma mistura de alegria e tristeza repentina. Apesar de tudo sei que iremos sobreviver sem Sienna por perto, e o fio que nos mantém unidas apenas ficou um pouco maior, para poder atravessar o oceano e continuar com Sienna. O brilho que mamãe carrega no rosto diz tudo que ela está sentido agora, o orgulho que ela sente da primeira filha a entrar em uma faculdade, uma das melhores, é algo que ela mal consegue conter para si. Fico observando, pronta para escutá-la gritar a qualquer momento. Contudo, ela não o faz e nos deixa no portão da escola para seguir seu caminho, não antes de deixar um beijo em nossas bochechas e dizer que nos ama.

Estou saltitante, radiante e magicamente feliz. Stella tenta acompanhar meus passos, mesmo que não seja muito da sua rotina ficar perto de mim dentro da escola. Algo que tem a ver com encontrar sua própria personalidade sozinha, então não faz mal algum. No entanto, sinto que ela não está seguindo-me para ficar necessariamente perto de mim, pois, ao ver o cabeça loira do garoto encostado em seu armário, sinto que ela poderia explodir em milhões de pedaços. Como alguns fogos de artifício.

Nossos amigos estão ao seu redor, inclusive Justin, que mantém uma expressão tediosa e ao mesmo tempo raivosa no rosto. O primeiro a notar a presença de nós duas é Chaz, que corre para pegar meu corpo e erguer-me em um abraço caloroso e confortável. Quando retribuo de muita boa vontade, vejo que ele consegue ficar ainda mais contente.

— Bom dia. Sei que hoje terei sorte no jogo, pois acabei de receber a visita de dois anjos. — não basta mais nada para fazê-lo desistir de se aproximar e, quando dou por mim, Stella e eu estamos recebendo um beijo molhado de Ryan em nossas bochechas. É claro que o ato tem mais significado para a menina tremendo de nervoso ao meu lado. E por conta disso Ryan não se deixa afastar do corpo da garota que tanto vem prendendo sua atenção nos últimos dias.


Recebo o genuíno sorriso do meu melhor amigo que, mesmo notando um ar estranho em sua volta, não faz nada menos que pisca seus olhos para mim quando me aproximo, levando comigo a alegria que tenho por vê-lo. Mesmo que não obtendo um sucesso grandioso com a minha demonstração, aperto seu corpo o máximo que consigo, na intenção de roubar para mim qualquer que seja a causa da sua apreensão momentânea. Ele sorri como se apenas eu fosse capaz de conseguir tal demonstração de carinho.

­— Está ansioso para o jogo? Soube que terá alguns olheiros de umas faculdades. — tomo cuidado para não colocar mais pressão em cima disso.

Há inúmeros pensamentos dançando em sua cabeça, sei disso, pois ele tem seus olhos vagando por todo o corredor, como se ele pudesse encontrar todas as respostas para seus problemas através daqueles armários coloridos que compõem boa parte de um dos corredores da escola. Eu espero calada, enquanto ele tenta formular uma resposta que possa me satisfazer.

— Não estou pensando muito nisso. Acho que é melhor focar apenas em fazer o melhor jogo da minha vida. Isso pode ser uma chance única para mim, ou pode ser o início do meu fracasso. — com certeza ele está tenso por isso, porém, temo ser a única razão. — Fico feliz em saber que você estará lá por mim.

Não deixo de me sentir especial agora. Entre muitas pessoas ele está feliz por saber que eu estarei observando cada um dos seus passos para o início da realização do seu sonho. Quase consigo sentir-me a pessoa mais amada por ele no mundo, contudo, lembro de Savannah e murcho igualmente a uma rosa deixada para morrer em um dia seco de verão.

— Ela vai assistir ao jogo, certo?

Vejo que o acerto no lugar que mais o incomoda e me arrependo no segundo seguinte. Não estou, de maneira alguma, surpresa com a falta de comprometimento da Savannah com Justin, pois não lembro quando foi a última vez que ela esteve aqui por ele. Entretanto, mantenho esses pensamentos apenas para mim, não estou com a intenção de piorar as coisas, tampouco quero que ele passe mais tempo pensando sobre isso quando tem muitas coisas para se preocupar. Afinal, é uma vida que poderá ser decidida em poucos minutos.


— Ainda não sei. Ela disse que não sabe se poderá aparecer por uns motivos que eu ao menos dei ouvido. Estou exausto demais de algumas desculpas que ela arruma para tudo que eu peço. — sua cabeça balança para os lados, enquanto uma risada seca sai de sua garganta. — O engraçado é que eu estou sempre disposto em fazer as vontades dela. Eu sou mesmo um babaca.

— Não fale assim, você não é nada além de um bom namorado. Que tal deixarmos para conversar sobre isso em outra hora? Não quero que acumule essas ideias na sua cabeça e não fique concentrado no que é importante hoje. — ele apenas concorda com a cabeça e solta meu corpo quando o sinal soa, atiçando todos os alunos que ainda estão no corredor jogando conversa fora.

As horas passaram semelhante a borrões, tudo correndo como se fosse um dia antes do fim dos tempos. Todos elétricos por conta do jogo que será o último evento que teremos antes do recesso de uma semana que teremos. Portanto, a escola toda está vestida com o vermelho e branco que fazem parte do uniforme do time de futebol, na verdade, de todos os times que a escola tem. Sou arrastada para o banheiro feminino do lado de fora quando o sinal do fim das aulas berra de forma escandalosa. Todo o banheiro está ocupado com todas as lideres de torcida, e também me surpreendo com a presença da Stella, que encara tudo com um ar de novidade, como se ela estivesse de cara com uma espécie nova de animais. Sei que ela nunca foi muito fã das meninas, porém, talvez o convívio com Vanessa tenha mudado sua mente um pouco. A atmosfera está tão agitada, que me deixo levar pelo espírito de torcedora e aceito a blusa que está escrito "Bieber" atrás e com o número que ele joga. E Van faz questão de deixar meu rosto idêntico ao dela.

Como havia me dito, ela é a alma da equipe de torcida e ajuda todas as meninas no que precisam, deixando para trás qualquer episódio que poderia ter feito-a esquecer da sua própria essência única.

— Agora que Stella está trocando saliva com Ryan publicamente, resolvi dar uma blusa com o sobrenome dele escrito. Ela tentou fingir que não gostou, mas pude muito bem ver um sorriso querendo se formar na boquinha doce. — minha melhor amiga zomba da atual situação da minha irmã.

Sentada ao meu lado, tentando se fundir com o pequeno espaço que encontramos para nos sentar, Stella joga seus ombros para frente, prestes a rebater a acusação da animadora em nossa frente. No entanto, não encontrando argumentos suficientes para não fazerem dela culpada, se encolhe ainda mais.

— Não estava trocando beijos com ele na frente de todo mundo. — sua voz sobe, em tom defensivo. — Ele que me beijou, e eu me afastei.

— Sim, depois de um minuto. — seu olhar acusatório se transforma em lamentação. — Todo mundo arrumou alguém no final das contas, e eu continuo encalhada.

Permito-me rir disso, mesmo achando um absurdo sua afirmação, acho graça na forma como ela aparenta mesmo chateação por conta disso. Não tinha ligado os pontos ainda, até tê-los em minha frente agora. Bom, eu e Chaz temos um encontro, Justin tem Savannah e, até mesmo Ryan conseguiu alguém para mantê-lo ocupado por um tempo. Apenas Van e Chris ainda estão sozinhos como duas pontas de cordas soltas.

Eu mandei uma mensagem para ela, contando sobre meu novo encontro com Chaz, que ainda não tem uma data exata, porém, que vai acontecer. Ao lembrar disso vejo que tenho que contar para ele sobre Logan e todo o caso por trás disso. Espero que ele não se importe, ainda mais por eu já ter dito a Logan que ele poderá sim ir conosco.

— Você está sozinha porque é uma escolha sua. Sei que muitos garotos dessa escola dariam um rim para ser seu namorado. — conforto seu corpo com um abraço quente.


— Como você disse, são garotos dessa escola e eu estou muito mais que saturada de todos eles. — seu suspiro quase não é ouvido ao meio de tantas vozes no cômodo. — Meu Deus, acho que estou sofrendo da mesma doença que toma conta do seu corpo.

Antes que eu pudesse rebater, Stella levanta e começa a arrastar meu corpo brilhante e vermelho para a porta de saída do banheiro. — Temos que ir se quisermos pegar um bom lugar. Com isso eu quero dizer, o mais perto possível do campo.

Tenho tempo apenas para acenar rapidamente para Vanessa antes de a porta se fechar atrás do meu corpo.

Caminhando em direção a enorme barulheira, Stella passa as mãos em sua blusa, maior do que eu imagino que ela queria, seu short jeans embaixo do pano vermelho quase não aparece. Como não tive tempo de escolher um figurino para hoje a blusa não fica tão mal com a legging preta e as sapatilhas coloridas com desenhos aleatórios de universo. Não me preocupo muito com isso, pois o vermelho em meu rosto irá ofuscar qualquer outra coisa em mim.

O alarme do meu celular apita, como já sei o que ele está me lembrando, apenas desligo e viro-me para a menina que roda os olhos pelo gramado atrás de algo, ou alguém.

— Ache um lugar para nós duas, vou apenas ao bebedouro por um segundo. — não dou oportunidade de me fazer perguntas e saio em disparada até o corredor que sei que estará vazio nesse momento.

Aliava por de fato não encontrar ninguém. Pego o remédio do meu bolso e com um barulho delicado, tiro um comprimido, segurando em minha mão. Agacho-me para encher minha boca com uma significativa quantidade de água e jogo o comprido em minha boca, engolindo sem qualquer complicação. Bebo mais um pouco de água para me manter hidratada para os próximos minutos. E, ajeitando minha roupa como se houvesse acabado de cometer um crime, volto para onde disse que encontraria Stella.

Como havia dito, conseguiu um bom lugar na terceira fileira de bancos.

O clima festivo se estendia até onde meus olhos alcançam. O pessoal do clube de música parados em um pouco estratégico para continuar animando os presentes, tocando uma música ensaiada por eles. Um mar vermelho ao meu redor deixa claro para quem todos estão torcendo.

Dentro do campo eu pude ver algumas pessoas sentadas em um lugar mais especial. Concluindo que eles são os olheiros das faculdades, começo a respirar fundo enquanto mantenho meus dedos cruzados. Sei o quanto Justin depende disso, então peço mentalmente para que todas as estrelas do universo ajudem com isso.

A multidão vai à loucura quando Justin adentra o campo seguido por todo o time de futebol e em seguida por todas as lideres de torcida, incluindo Vanessa, que faz manobras majestosas no ar e consegue aterrissar de forma firme e cheia de graça que apenas ela sabe fazer. Meu coração bate tão rápido, como o bater das asas de uma borboleta. Justin se destaca naquela roupa vermelha, mesmo não mostrando seu rosto, todos de alguma forma percebem o quanto bonito e talentoso ele é. Há uma aura ao redor dele que mostra uma confiança que apenas uma pessoa que sabe do seu potencial tem. Embora sua cabeça gire em cada dois minutos à procura de algo que não consegue encontrar, sei que ele fará o que eu pedi e irá se manter concentrado no que ele tem que fazer agora. E basta o apito soar por cima dos gritos e da barulheira, Justin começa a dar seu próprio show.

Durante a partida eu revezo meu olhar entre o jogo e a arquibancada para tentar encontrar a pessoa que meu melhor amigo mais espera ver hoje, porém, não obtenho sucesso. E, pela primeira vez, fico triste por Savannah não estar aqui. Não por mim ou por me importar com o que acontecerá depois, e sim por Justin. Sei que ter o apoio dela é algo muito importante para ele.

Trinta e cinco a quatorze, esse foi o resultado final. Na verdade, foi um verdadeiro massacre. E com uma glória gigantesca, nosso time venceu.

Toda a torcida invadiu o gramado, misturando a felicidade com a excitação em saber que terão uma semana livre para poderem respirar sem as obrigações escolares.

Stella vibra e ri enquanto caminhamos em direção às duas pessoas que nos arranca suspiros durante à noite. Mesmo de forma diferente, fico feliz em compartilhar esse sentimento com ela. Quando alcançamos o grupo de jogadores, parabenizo cada um deles, pois de fato a partida foi muito boa para todos. E fico extremamente feliz por notar que os olheiros possuem expressões contentes, claramente felizes com o que tinham presenciado.

— Sabe, estou pensando agora. — Chaz recebe nossa atenção. — Já que eu e Selena temos um encontro marcado. Poderíamos sair todos juntos também.

— Um encontro de casal? Hum, acho que você nunca abriu a boca para dar uma ideia tão boa quanto essa. — Ryan, que está com o braço ao redor do pescoço da garota que já não lembra mais da minha existência, zomba.

— Não sei se é uma boa ideia, mas irei ver o que posso fazer. — ouço cada palavra de Justin com cada vez mais decepção.

Não ouso me opor a sua resposta, também não sei se me agrada a ideia de ter que passar a noite toda vendo Justin e Savannah trocando carícias em minha frente. Não duvido da minha força de forma alguma, contudo, não sei se aguentaria isso. Por outro lado, sei que seria divertido à beça sair com os outros meninos e poder observar melhor como está a relação entre Ryan e Stella. Não sou fofoqueira, porém, quero estar preparada para qualquer coisa.

— Eu acho uma ótima idéia. — mantenho minha atenção em Chaz, que fica radiante em saber que eu gostei da sua proposta. — Vai ser divertido estar em um encontro com vocês.

De forma estranha, Justin sai de perto de nós e some no meio de toda a multidão, caminhando em passos firmes até o vestiário. E eu não consigo conter o aperto em meus coração ao vê-lo tão deslocado, e muito menos consegui controlar meus pés, que caminham de maneira rápida até onde Justin entrou. A certeza de adentrar o cômodo se dissipa quando ouço barulhos de coisas caindo, porém, a preocupação com Justin é maior que qualquer outra coisa e por isso empurro a porta.

De imediato, percebo toda a sua frustração, ela paira sobre nós como um fantasma maligno que está esperando para assistir alguma desgraça. Notando o caos à minha volta, caminho em passos inseguros. Justin não percebe a minha presença e continua socando um dos armário, sem se preocupar com sua mão que começa a escorrer um viscoso líquido vermelho. Com o desespero fazendo do meu corpo uma alma vazia, corro até ele e tento impedir qualquer que seja seu próximo movimento. Com receio de que tudo piore ainda mais.

— Ei, fica calmo. — coloco minhas mãos em suas costas e elas fazem o mesmo efeito que um ferro em brasa.

Justin vira seu corpo para mim aos poucos, envergonhado com o que eu acabei de presenciar. Não dissemos nada, não é necessário em nossa relação. Arrasto ele para o banco de ferro e pego a única coisa que meus olhos encontram para tentar amenizar suas feridas. Com a água em mãos, vou jogando de forma leve nos cortes, recebendo em troca algumas caretas do meu melhor amigo. Também tiro seu capacete, colocando-o ao lado do seu corpo.

— Eu estou exausto, Selena. Completamente exausto. — pisco para que ele saiba que eu estou prestando atenção em tudo que ele diz. — Apenas, e exclusivamente, eu carrego essa relação. Estou de saco cheio de me esforçar por alguém que não pode fazer o mínimo do esforço possível para estar comigo. Faço tudo por ela, coisas que não concordo, e ainda me deixou ser influenciado por suas ideias. Não quero mais isso para mim.

— Eu entendo sua frustração, e concordo com o que você fala. No entanto, eu seria uma péssima amiga se não dissesse para você esperar a cabeça esfriar um pouco para tomar qualquer decisão.

Estou sobre meus joelhos agora, afastando seus cabelos molhados de suor de sua testa quente. A tensão ainda nos faz companhia, entretanto, está desistindo da batalha ao passar dos minutos. Não há nada que possa comigo e Justin, e ele sabe disso. Sabe que não importa quem o faça mal, quem decepcioná-lo ou o quanto a vida seja injusta com ele, sempre serei a pessoa que ele pode confiar.

— Eu sei. Você sempre sabe a coisa certa para me dizer, mesmo eu me comportando como um completo boçal. — seus olhos fitam meu rosto com admiração e dor. — Chaz me disse que você o convidou para sair. Estou feliz por você.

— Jura? Dessa forma, agradeço. Se não fosse por você eu não teria tomado coragem.

Escuto sua risada irônica e, como um relâmpago caindo do céu de forma repentina, suas mãos encontram o exato caminho do meu rosto. Deixando um rastro quente por minha pele, seus dedos traçam linhas invisíveis por cada parte. E, não sei o que acontece, mas estou sentindo como se tivéssemos sido transportados para um lugar muito longe de onde estávamos. Talvez em um planeta onde meus sonhos são realizados. Nada me impede de respirar o ar que ele respira, porém, de uma forma totalmente diferente, ainda mais íntima.

— Chaz terá muita sorte em conseguir sua completa atenção, mesmo que por alguns segundos. Queria mentir e dizer que ele não sabe como é o homem mais sortudo desse mundo por ter uma chance com você agora. — sinto e vejo seus lábios se aproximando de mim, todas as células do meu corpo vibram e eu estou ligada na tomada. — Tudo seria mais fácil se eu pudesse dizer em voz alta, mas sou um completo covarde. Tenho tanto medo de perdê-la, Selena. Não é você que tem que temer por isso, e sim eu.

Fecho meus olhos, sabendo o que está vindo em seguida. Todas as vozes em minha cabeça se calam, eletrizadas por esse momento único, esperando ansiosa para poderem explodir em um coral de aleluia.

 

“Naquele momento tudo o que importava era apenas eu, você e o nosso curto momento juntos. “ Com amor, Selena M.




“Quase, quase nunca é o suficiente.Tão perto de estar apaixonada. Se eu soubesse que você me queria do mesmo jeito que eu queria você. Então talvez nós não estaríamos em dois mundos separados mas bem aqui, nos braços um do outro”. — Almost is never enough, Ariana Grande e Nathan Sykes.

 


Notas Finais


olá anjos 🗽 como estão? espero que bem.
será que enfim sairá beijos desses dois palhaços que não enxergam o que está bem na cara deles? isso só o próximo capítulo irá dizer rs.
fico imensamente feliz em saber que vocês estão gostando da fanfic e irei agora mesmo responder os comentários do capítulo anterior 💕.
vejo vocês no próximo,,,,,,
xoxo,let.


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