História Letters in my Closet (Vkook - Taekook) - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Cartas, Drama, Kookv, Namjin, Romance, Taekook, Vkook, Yoonmin
Visualizações 309
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey Pandinhas!
Quero agradecer, do fundo do meu coração, ao apoio e carinho que a fic vêm recebendo. Vocês são incríveis! ❤
Boa leitura!

Capítulo 10 - Promessas


    Faziam, no mínimo, duas horas que Taehyung e eu estudávamos em total concentração. O mais velho se mostrou deveras experiente com a literatura, explicando conceitos, fatores e me apresentando vários estilos diferentes de linguagem literária. Um, em especial, chamou-me mais a atenção.

    - Eu gostei muito disso. - sorri sincero. - Li poucos poemas e poesias até hoje.

    - Deveria tentar expandir sua leitura para além dos livros pedidos pelos professores. - sugeriu de forma divertida. Espera...Isso foi deboche? Ri baixo por saber que ele tinha total razão.

    - Certo, você pode me dar mais sábios conselhos depois. Eu estou morrendo de fome. - levantei da cama e me espreguicei, ouvindo alguns estalos indolores. - Vamos comer algo?

    - Pode ser. - assentiu, imitando meu gesto e se espreguiçando antes de me seguir para a cozinha.

    - O que houve? - Junghyung questionou após nos ver. Ele já havia pegado a pizza que comeríamos, mas a caixa se encontrava fechada.

    - Viemos comer algo. - respondi simplista.

    - Ótimo, assim podemos comer juntos. - o mesmo sorriu simpático, colocando a pizza sobre a mesa e a deixando aberta. Eu não queria sentar junto ao meu irmãos para que sentisse o característico clima desconfortável entre nós, principalmente na presença de Taehyung. Não o sujeitaria a isso.

    Olhei para o acastanhado, pretendendo perguntar se ele gostava de pizza de chocolate com sorvete de creme ou preferia outra coisa, mas desisti da pergunta idiota ao perceber aquele atípico brilho em seu olhar. Parecia uma criança ao receber um ovo de páscoa. Em vez disso, me dirigi a ele com outra finalidade.

    - Se quiser podemos comer na sala ou no meu quarto. - propus.

    - Não, eu não me importo em fazer companhia ao seu irmão. - sorriu pequeno, recebendo um menear de cabeça do mesmo em agradecimento.

    - Certo. - suspirei frustrado, me sentando na ponta da mesa, enquanto Taehyung se sentou na minha diagonal em frente ao Junghyun.

    - Você é colega do Jimin, não é? - o mais velho indagou, pegando um pedaço da pizza e sendo seguido pelo acastanhado e por mim.

    - Sim. - confirmou.

    - Então, por que nunca veio aqui? - o mesmo o fitou confuso, ao mesmo tempo que seu olhar transbordava curiosidade.

    - Jungkook e eu nos conhecemos apenas na quarta-feira. - justificou sem jeito. O desconforto começou a pairar no cômodo, e eu já cogitava pedir para comermos em outro lugar novamente.

    - Sorte a sua. - Junghyun comentou divertido, levando um pedaço de pizza à boca. - Agora o Jungkook se esforça e aprende facilmente, mas ele era o exato antônimo de inteligência antigamente. Você teria trabalho.

    - Ei! - protestei incrédulo.

    - Não pode negar, Jungkook. Você era burro! - o mais velho riu alto quando fiz minha expressão emburrada, totalmente descontente com seu comentário, e foi prontamente acompanhado pelas gargalhadas de Taehyung. Encarei este último com os olhos semicerrados.

    - Qual é a graça?

    - Primeiro: você, assim, acaba fazendo um biquinho fofo, e é impossível te levar a sério. Segundo: por que eu consigo imaginar você respondendo que “2+2 é 5” tão bem? - riu baixo após finalizar sua resposta, o que apenas me fez juntar mais os lábios.

    - Calúnia! - acusei ofendido, fazendo os dois rirem ainda mais, enquanto eu me limitei a colocar toda a minha atenção na pizza parcialmente derretida por conta da minha demora em comê-la. Ainda assim, não pude conter um suspiro em apreciação ao colocar o primeiro pedaço na boca.

    - Já que você é amigo do Jimin e conhece o Jungkook, imagino que conheça os outros quatro amigos deles. - o mais velho o olhou curioso, mais uma vez. Não o julgava. Eu mesmo herdei esse defeito em excesso.

    - Não somos amigos. - Taehyung o corrigiu sem dirigir-nos o olhar, mas não aparentava se incomodar com o assunto. - Mas sim, já falei brevemente com os outros, assim como foram poucas as palavras que troquei com o Jimin.

    - E o que achou deles? - questionei, cada vez mais envolvido com o tema de nosso diálogo.

    - Eles são simpáticos, e a maioria parece gentil. - deu de ombros, sem mais o que acrescentar.

    - Deduzo que esse “a maioria” se refere ao Yoongi. - meu irmão riu pela conclusão.

    - Qual deles é o Yoongi? - o acastanhado perguntou em ponderação.

    - O de cabelos azuis.

    - Sim...ele não me pareceu nada gentil, para ser sincero. - riu confirmando.

    - Não deveria julgá-lo sem o conhecer. - comentei com a expressão o mais impassível possível, tentando não demonstrar minha decepção. - As pessoas sempre acham que ele é frio e rude (ou sinônimos) apenas porque Yoongi é mais fechado. Mas o Hyung é muito amado e demonstra, do jeito dele, como também nos ama e se preocupa com todos à sua volta.

    - Você tem razão. - Taehyung sorriu verdadeiramente. Não entendi ao certo sua expressão, mas ignorei tal fato. Já estava me acostumando a não conseguir decifrá-lo.

    - De qualquer maneira, deveria tentar conhecê-los. - Junghyun sugeriu. - Eles gostariam de você, e são boas pessoas.

    - Eu concordo. - sorri animado. - Poderia fazer uma tentativa.

    - Ahm...talvez. Vemos isso mais tarde. - sorriu de lábios cerrados, e foi o suficiente para eu compreender que não deveria insistir.

    - Tudo bem. - assenti.

    Junghyun e Taehyung passaram a comer a pizza em conversas animadas e aleatórias, enquanto eu me contentei em ouvir sem me intrometer. Assim que ficamos satisfeitos, Taehyung e eu subimos as escadas com rapidez em retorno ao meu quarto, alheios a qualquer oportunidade que surgia para que tentássemos conversar e estabelecer um diálogo. O silêncio era confortável.

    Adentramos o cômodo de destino e, assim que fechei a porta, voltamos a sentar na cama com os livros em mãos. Me foquei em tentar entender o que o poeta quis dizer em suas frases ritmadas, mas, de soslaio, percebi que o acastanhado me encarava inquieto, abrindo a boca vez ou outra, como se quisesse falar algo mas desistisse. Eu já me preparava para questioná-lo em impaciência, mas este enfim se pronunciou.

    - Jungkook...por que acha que você e seu irmão se afastaram? - o mesmo largou o que deveria ler na cama, me incentivando a fazer o mesmo.

    - Eu não sei. - dei de ombros. - Quando me dei conta, já não saíamos mais, nem conversávamos com tanta frequência.

    - Você me disse que, se ele tivesse uma doença terminal, compensaria todo esse tempo e demonstraria que o ama. - lembrou, deixando-me confuso quanto ao objetivo do comentário. - Por que você tem que esperar algo assim para tomar alguma atitude, se você tem tudo para mudar a relação de vocês agora? Nem todos têm a sorte de poder fazer das pessoas que amam felizes, Jungkook. Você deveria aproveitar que não há um tempo limite, que não precisa se preocupar com a possibilidade de ser a última vez que vê seu irmão bem.

    Embora ele tenha falado tudo em um tom relativamente brando, demonstrando ainda seriedade, o impacto foi o mesmo que se ele tivesse gritado as palavras ao pé do meu ouvido. Não foi de imediato. Foi surgindo em forma de pensamentos agoniantes, gradativamente, enquanto o silêncio permanecia sem planos para cessar. Eu mantinha minha cabeça levemente baixa e encarava minhas próprias mãos, absorvendo tudo o que me foi dito e sentindo a culpa pesar sobre meus ombros cada vez mais intensamente.

    - Junghyun pode não demonstrar, mas está bem evidente que essa distância o magoa. - concluiu por fim.

    - Eu...vou pensar nisso. - suspirei frustrado.

    - Tudo bem. - o mesmo sorriu reconfortante. - O que acha de encerrarmos os estudos por hoje? Acho que progrediu bastante hoje.

    - Claro. - assenti, aliviado pelo assunto ter se encerrado e pelo mais velho concordar que eu havia me saído melhor. - E acho que sei o que podemos fazer…

 

***

 

    - Não vale! Você está roubando! - Taehyung exclamou em um tom exagerado, o que me fez rir alto.

    - Não estou! - neguei, segurando o riso. - Mas acho que ter zerado esse jogo duas vezes me dá alguns benefícios.

    - Aish! Cansei, isso é injusto. - o mesmo soltou o player 2 e formou um biquinho em chateação, o dando uma aparência totalmente infantil e adorável.

    - Tudo bem. - sorri divertido, guardando os controles e desligando o videogame.

    - Ei! O que é aquilo? - perguntou, aparentemente intrigado com algo. Segui seu olhar e notei que ele encarava um caderno que estava sobre a minha cômoda.

    - Ah...é o meu sketchbook! - sorri sem jeito, pegando o objeto e o analisando por alguns segundos. Sua capa era preta e havia diversos pequenos pontinhos brancos – sendo que alguns estavam ligados por linhas sutis – e estrelas mais definidas que simulavam lindas constelações.

    - Posso olhar? - indagou animado. Assenti hesitante, lhe entregando o caderno e observando o garoto o abrir com cuidado, como se temesse estragar ou amassar as folhas.

    As primeiras folhas se resumiam a desenhos mais simples que não necessitavam de tanta habilidade no traçado, como uma coruja em estilo mandala. Haviam diversas tentativas que nunca me agradaram de desenhar o coelho de Alice no País das Maravilhas, de uma maneira mais realista e trabalhada, assim como desenhos iniciantes de rostos sem expressões. Haviam personagens de animes, mangás e até mesmo super heróis, provável razão pela qual o mais velho soltou um risinho fraco.

    O sorriso não abandonava seus lábios.

    Meus últimos desenhos se tratavam, em sua maioria, de rostos, objetos e cenários mais realistas. O meu preferido era o de um olho desenhado em quase toda a folha, o qual eu realçava o brilho pelas lágrimas acumuladas e uma delas escapava em meio aos cílios molhados.

    - Wow, Jungkookie! Seus desenhos são incríveis! - Taehyung alargou seu sorriso de forma completamente espontânea, ainda com o olhar vidrado no último desenho que fiz.

    Era estranho como ele podia manipular suas expressões faciais com tanta naturalidade, podendo se tornar inexpressivo tão facilmente e, no segundo seguinte, demonstrar tantos sentimentos com um único olhar, que chegava a se tornar ininteligível, incompreensível.

    - Você deveria investir nisso. - comentou animado.

    - E eu, de fato, vou. Quero fazer faculdade de artes plásticas. - não consegui conter meu sorriso ao comentar tal fato.

    - Eu entendo o motivo. Você parece amar isso, e tem muito talento. - desviou seu olhar para mim, ainda mantendo um sorriso fofo que iluminava de forma indescritível seu semblante.

    - Obrigado. - peguei o caderno que me foi devolvido e o deixei no mesmo lugar de antes. - E você? Já sabe o que vai seguir?

    - Sim. - confirmou. - Artes cênicas. Mais especificamente, irei me especializar na atuação.

    - Acho que você também pode se sair bem nisso. - comentei. - Você controla bem as expressões faciais.

    - Meu pai costuma dizer o mesmo. - acenou positivamente com a cabeça. - Eu sou bom em ocultar meus sentimentos e emoções e transparecer outros...embora não seja muito aconselhável comentar isso, já que todos costumam dizer que não se deve confiar em atores. - riu soprado.

    - Bem...isso até que faz sentido. - sorri divertido. - Dizem que atores também são bons em manipular.

    - E o que isso tem relação a mim? - indagou desconfiado, provavelmente por eu o encarar fixamente.

    - Nada...mas eu gostaria que você tentasse se aproximar dos meus amigos, e preciso mantê-los seguros. - brinquei.

    - Você sabe que isso não vai acontecer. - suspirou frustrado, jogando seu corpo para trás e, assim, permanecendo deitado enquanto encarava o teto do meu quarto. - Eu...

    - É, eu sei. Você prefere se aproximar de alguém quando sentir que vale à pena. - o interrompi, me deitando frustrado ao seu lado. - Mas é exatamente esse o ponto, Taehyung. Eu não acho que vá encontrar pessoas tão boas quanto eles.

    - Por que quer tanto que eu me junte a eles? - senti seu olhar sobre mim, mas continuei com o meu preso no teto acima de nós.

    - Talvez seja porque eu achei que não existissem mais pessoas como eles, que têm pensamentos que completam os meus e que podem me compreender tão bem. Mas você também é assim. - virei o meu rosto e fitei o seu, captando a intensidade das suas orbes castanhas.

    - Que tal fazermos um trato? - sugeriu relutante.

    - Que seria...? - esperei que prosseguisse. Ele se sentou novamente, como se isso fosse mostrar que ele falava mais sério, e eu imitei seu ato.

    - Eu prometo tentar andar com vocês à partir de amanhã, mas apenas se você prometer que irá tentar se aproximar novamente do seu irmão. - impôs.

    - Ahm…- ponderei por alguns instantes. Mas não havia o que tanto pensar. - Certo, eu prometo.

    - De mindinho? - levantou o dedo em frente ao rosto, sorrindo de maneira extremamente fofa. Me limitei a sorrir em resposta e cruzar o meu mindinho ao seu, sentindo, mais uma vez, um nervosismo surreal com aquele simples toque. Parecia tão familiar, que eu quase esqueci de que aquele sonho não havia ocorrido de fato.

    A sensação que eu tinha desde que acordei, que automaticamente relacionei à falta das cartas lidas com tanto fascínio, havia desaparecido.

    Eu me sentia completo.


 

 


 

    - Por que você está sozinho? - ouvi uma voz doce próxima ao meu ouvido, o que me fez afastar de súbito e levantar meu olhar de encontro ao do menino que fez-me a pergunta. Ele era da minha altura, então presumi que também deveria ter 10 anos.

    - E-Eu...prefiro ficar sozinho. - justifiquei.

    - Por que? É o primeiro dia de aula, deveria tentar fazer novas amizades para levar para o ano inteiro. - sorriu simpático.

    - Eu…- o olhei confuso. Não sabia o que responder, as crianças não costumavam se aproximar muito por me acharem estranho.

    - Você quer ficar comigo? - continuou com o seu sorriso persistente, não parecendo se importar com a falta de respostas.

    - A-Acho melhor não. - neguei sem jeito, balançando a cabeça em negação.

    - Vamos! - pediu suplicante. - Eu preciso de companhias melhores do que a deles. - indicou um grupo de garotos. Eles riam por terem derrubado uma menina, e esta estava sendo amparada pela amiga. O garoto, de madeixas pretas que se assemelhavam ao céu durante uma noite sem estrelas, sentou ao meu lado e virou o corpo de maneira que ficássemos frente a frente. - Eu me chamo Shin Kyung. - se apresentou desinibidamente. - E você?

    Hesitei antes de responder. Eu sempre fui uma criança que, embora se soltasse facilmente, acabava por se manter afastada das outras por medo dos apelidos criativos que poderia receber. No entanto, eu sentia falta de um amigo para brincar na pracinha em frente à minha casa.

    - É um prazer, Kyung. - sorri timidamente. - Eu me chamo Kim Taehyung.


Notas Finais


Eu espero, sinceramente, que vocês tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever (embora tenha sido cansativo pelo início de semana corrido). Me desculpem pelos erros! ^^
Se tiver qualquer crítica, sinta-se à vontade para compartilhá-la comigo, pois darei o meu máximo para melhorar. Até o próximo capítulo, Pandinhas! Bjss ^-^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...