História Letters to Lou (Larry Stylinson AU) - Capítulo 96


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Cartas, Gay, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Romance, Stalker
Visualizações 78
Palavras 827
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Nem acredito que essa fanfic passou de 300 favoritos
estou muito contente
obrigado a todos <3

Capítulo 96 - Anotações da Enfermeira


Fanfic / Fanfiction Letters to Lou (Larry Stylinson AU) - Capítulo 96 - Anotações da Enfermeira

Estou com um paciente novo. Ele não me dá trabalho. Ele é bastante simpático, gentil e cooperativo. Acho que finalmente me deram um bom paciente. Ele não pede nada a não ser alguns papéis e caneta para escrever. É isso que ele faz o dia todo: ele apenas escreve.

 

Eu descobri que ele é gay. Ele tem marido e tudo. Vem visitar ele de vez em quando, já que mora em outra cidade. Os dois são bonitos. É uma pena para as damas, mas que bom que eles se gostam tanto assim. O paciente realmente precisa de alguém nesse momento difícil.

 

Ele é um escritor! Eu tinha lido um livro dele e nem sabia. Na verdade, eu não li tudo, mas eu conhecia. Eu não entendia nada e, por isso, parei de ler, mas conversamos bastante sobre isso. Ele disse que está terminando um novo livro e que vai me deixar ler. Estou ansiosa.

 

O paciente terminou de escrever. Dessa vez não é tão complicado. É uma história normal, só que é sobre dois garotos que se apaixonam. Será que é inspirado nele e o marido dele? Não demorei muito a ler. Gostei do livro. É bem fofinho.

 

Estou sentindo que ele está cada vez mais fraco. Não acho que seja bom estar utilizando tanto a psicomotricidade, mas ele diz que não consegue parar de escrever. Ele quer terminar logo, como se fosse morrer a qualquer instante. Ele começou a escrever um novo livro e disse que é baseado nessa cidade. Eu estou curiosa.

 

A doença está cada vez mais agravante. Meu coração teme por ele. Ele tenta me dispensar várias vezes, não compreende que, mesmo que quisesse, não poderia deixa-lo sozinho.

 

Ele continua a escrever o outro livro. Ele pede para que eu leia e diga o que eu acho. Falta trabalho, mas tenho certeza de que a editora vai cuidar disso. Eu entreguei o primeiro livro para o marido dele. O novo eu estou guardando em meu gabinete. É sobre um rapaz que perdeu o amor da sua vida e recebe uma carta do além, aparentemente, então ele vai até uma cidade atrás de reavê-lo. A cidade é Holmes Chapel, no caso.

 

Estou com as mãos atadas. Não sei mais como lidar com esse paciente. É muito estranho. Ele continua razoavelmente bem, mas as feridas não se curam. É como se ele estivesse sendo corroído de dentro para fora e isso é simplesmente asqueroso demais!

Não importa o que fazemos, ele não melhora nunca. Já fizeram vários exames, mas ninguém sabe dizer o que ele tem. É de partir o coração vê-lo definhar dia pós dia, sem nenhum sinal de melhora ou, Deus me perdoe, de óbito. Seus sinais vitais estão estáveis, mas sua condição… eu nunca vi nada tão grotesco.

 

Estou me sentindo mal, preciso vomitar, mas não sai nada. Só a bile.

 

O companheiro dele costumava vir bastante, recentemente nem tanto. Será que perdeu a fé? É uma pena… Esses dois são um casal bonito.

 

Há um paciente novo no outro leito. Nenhum adulto deveria ficar aqui, muito menos uma criança, só que é o único lugar restante. É um garotinho magrelo bem traquina. Ele me aborrece de vez em quando, mas pelo menos faz companhia ao pobre rapaz. Eu até já os vi rindo algumas vezes.

 

O companheiro dele é muito rude!

 

O paciente não consegue mais andar, então temos que transporta-lo através de cadeira de rodas. Ficou mais difícil cuidar dele agora, especialmente com aquelas feridas cheias de pus e sangue. O quarto está mais nojento do que nunca. Ainda bem que o garotinho já se foi.

 

O paciente tentou suicídio com a agulha de injeção. Mesmo que ele seja um paciente exemplar e obedeça as ordens médicas, precisamos ficar ainda mais atentos agora. Porém se ele está sofrendo tanto e quer ir embora, por que não deixa-lo partir?

 

O paciente parecia não estar lúcido. Ele queimava de febre e sua cabeça se contorcia enquanto ele dizia: “Ai, pelo amor de Deus, me leva, me leva… eu não aguento mais, eu não aguento mais!”

 

Ele já não está conseguindo enxergar direito. Ele diz que vê tudo embaçado. Acho que é por isso que ele vive perguntando por que tem uma névoa na cidade, sendo que não há névoa alguma.

 

Felizmente houve uma melhora do paciente hoje. Ele parece mais feliz um pouco e está terminando de escrever o livro. Ando guardando as páginas em meu gabinete para ele. Vou leva-lo para passear no jardim em sua cadeira de rodas agora.

 

O paciente foi liberado pelo médico. Ele me pediu um favor antes de ser levado embora pelo seu marido. Não sei qual será o seu fim, mas espero que ele fique bem.

 

Eu terminei de ler as páginas que ele deixou para trás e o livro que ele estava escrevendo. Foi a coisa mais macabra que já vi em toda minha vida. Bom... eu ainda tenho uma última coisa a fazer.



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