História Letters to Lou (Larry Stylinson AU) - Capítulo 97


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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Cartas, Gay, Harry Styles, Larry, Larry Stylinson, Louis Tomlinson, Romance, Stalker
Visualizações 79
Palavras 661
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Will you still love me when I shine
From words but not from beauty?

Capítulo 97 - Último Encontro


Fanfic / Fanfiction Letters to Lou (Larry Stylinson AU) - Capítulo 97 - Último Encontro

Louis voltou do trabalho com um buquê de flores em sua mão. Respirou profundamente e, com calma, abriu a porta para seu quarto, onde encontrou o marido deitado de frente para a parede. A cama de casal estava para o outro lado, Harry precisava dormir sozinho em uma cama de solteiro. Foi o que pediu a Louis, pois se sentia sempre sujo e fedorento.

Com o melhor sorriso que pôde botar no rosto, Louis se aproximou e chamou pelo marido, que se virou lentamente. Já não havia mais tantos calombos em seu rosto, mas a pele ainda estava seca e a carne ainda era pouca.

“Eu trouxe flores pra você”, disse Louis, “porque eu sei o quanto você gosta delas”.

“Obrigado”, Harry sorriu o máximo que pôde enquanto Louis colocava as hortências no vaso sobre a cômoda ao lado da cama. “Eu estava agora mesmo pensando naquele monumento que fizeram de homenagem no parque. Você se lembra?”

Com um pouco de culpa, Louis assentiu, mesmo não se lembrando bem.

“Quem sabe, no final das contas, realmente foi uma epidemia. Eu serei o seiscentésimo oitavo”, disse calmamente, admirando as flores. Louis não tinha certeza do que Harry estava falando, mas sabia que era algo negativo.

“Não diga isso”, pediu, estranhando a súbita desesperança do marido. Colocou-se de joelhos diante da cama e lhe olhou firme nos olhos. “Você vai melhorar disso. Eu prometo!”

“Seria poético, você não acha?” Harry continuou. “Ter meu nome cravado em um monumento... enquanto meu corpo descansa no rio logo adiante”.

“Harry, pare!” Louis pediu veementemente. Harry se manteve quieto. Seu semblante queria se entristecer, mas ele o manteve firme, esperançoso. Sabia que precisava ser forte, se não por si mesmo, então por Louis. Com certa delicadeza, ele olhou para o marido e tentou se levantar. “Você não devia...” mas ele o fez mesmo assim.

Harry sentiu cada músculo se dilacerar e cada osso ruir enquanto se colocava sentado na cama. Com amor nos olhos, ele repousou as mãos no rosto do marido, que ainda estava de joelhos diante da cama. Com um sorriso singelo, ele o perguntou:

“Pra onde nós vamos a partir daqui?” Louis não soube o que dizer, nem tinha certeza do que havia sido perguntado. Harry continuou: “Não era isso que eu tinha planejado para nós dois. Nós tínhamos tudo, você acreditava em mim, eu acreditava em você”.

“Harry, o que você está dizendo?”

“Todas as certezas desapareceram. O que podemos fazer para nosso sonho sobreviver? Como posso manter nossa paixão viva como eu costumava fazer?”

“Harry...” Louis estava com o coração apertado, Harry estava com os olhos marejados. Não importa o que fosse dito, Harry seguia falando, como se essas perguntas o estivessem assombrando por todo esse tempo.

“Me diz, por que você ainda está ao meu lado? Como posso ser útil agora?”

“Eu te amo, Harry”, Louis segurou a mão do marido e apertou, “eu sempre vou te amar. Eu sempre estarei ao seu lado!” beijou-lhe a mão com força para tentar demonstrar isso. As lágrimas de Harry desceram como cascatas, mas ele não chorou.

“Dentro do meu coração estou guardando tantas coisas pra dizer... com medo de confessar o que estou sentindo... aterrorizado pela imagem de você indo embora... mesmo sendo o certo a se fazer”

“Não é!” Louis chorava enquanto tentava alcançar o marido, que estava distante, conversava com ele como se fosse um fantasma. “Me escuta, Harry!” praticamente implorou. “Pelo que me reste de vida, eu passo contigo!” reafirmou os votos de seu casamento e isso fez os olhos de Harry tremularem. “Você vai ficar bem... esse não é... o fim...”

Então, finalmente, Louis conseguiu alcançar Harry aonde quer que tenha ido, pois ele abaixou o olhar e encontrou os olhos do marido. Sua mão se movimentou na face molhada de Louis e, assim, ele pôde senti-lo. Ao deixa-lo um carinho, sorriu terno enquanto as lágrimas ainda caíam e ecoou com a voz fraca:

“Você deve me amar demais...”



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