História Letting Go - Capítulo 2


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Categorias TWICE
Personagens Chaeyoung, Mina, Tzuyu
Tags Chaeyu, Drama, Stay
Visualizações 146
Palavras 1.046
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey!!

Entrei rapidinho para postar mais um capítulo \0/

Obrigada pelo carinho, preciso separar um tempinho para responder os comentários XD. Mas eu leio cada um com muita atenção :3

Tenham um ótimo finalzinho de domingo ^^

Música nas notas finais...

BoA Leitura!

Capítulo 2 - 'Cause it's too cold for you here and now


Fanfic / Fanfiction Letting Go - Capítulo 2 - 'Cause it's too cold for you here and now

Afinal no meio de toda aquela gente, ainda havia uma que não estava preocupada em colocar uma máscara da alta sociedade e fingir ser livre, porque a garota realmente tinha um espírito livre e rebelde. E isso, era o que TzuYu admirava. 

 

Não estava nos planos da mais baixa, se encontrar com TzuYu após a festa, mas não reclamava. Algumas coisas às vezes chegam sorrateiras, mas nos fazem um bem danado. 

Chae se via a cada dia mais encantada pela mais alta, a garota via tudo com olhos maduros, mas ao mesmo tempo com um toque de criança, como se tudo fosse uma nova descoberta, se impressionava fácil e estava disposta a conhecer "o novo". Tzu era tudo o que Chae almejava ser, ou pelo menos, era assim que ela pensava. 

Tzu pouco detalhava sua vida, soltava algumas histórias sobre si aleatoriamente, sempre cautelosa com as palavras. 

Como se temesse que uma palavra mal encaixada, fosse se transformar em realidade. 

As comemorações que seus pais lhe arrastavam, não eram mais tão chatas, pois TzuYu sempre estava lá para fugirem juntas até o local menos movimentado e ficarem conversando até que seus pais se cansassem de toda aquela agitação. 

- Quando eu tinha meus 15 anos, sempre vinha para cá. Era meu refúgio, o único no qual eu me sentia em paz. 

Tzu observava em silêncio a mais baixa, seu cabelo esvoaçando pela leva brisa ali em cima, junto com o seu cheiro de lavanda que teimavam em invadirem o olfato da mais alta. 

- Meus pais me colocaram em várias terapias, por diversos motivos, mas nenhuma delas funcionou. Então eu criei minha própria terapia. – Chae completou se levantando e batendo as mãos em sua calça para tirar o excesso de terra. 

Dali de cima dava para ver grande parte da cidade caótica, bem iluminada e doente da qual as duas faziam parte. As árvores ao redor lhes agraciavam com suas folhas verdes e com seus cheiros distintos. 

Chae se aproximou da beirada, Tzu levantou rapidamente temendo as próximas ações da mais baixa. 

- EU ODIAVA AS AULAS DE ETIQUETA! – Chae se virou rindo com as mãos em volta de sua boca para aumentar a altura de sua voz. 

Tzu arregalou os olhos. 

A mais baixa parecia não ter medo de nada e era sincera, falava tudo que lhe desse na telha. Era o que Tzu sempre almejou algum dia ser. 

- MEUS PAIS QUERIAM ME OBRIGAR A USAR APARELHO, MAS ISSO NÃO PASSOU DE ESTUPIDEZ! – Chae continuou gritando, sinalizou com a cabeça para que Tzu chegasse mais perto. 

O coração de Tzu acelerou em proporções absurdas ao se aproximar da beirada, era uma boa altura até o chão se caísse dali, a brisa parecia estar mais forte ali e as luzes da cidade não pareciam tão belas quanto antes. 

- Seus dentes tortos são um charme!– Ainda um pouco envergonhada, Tzu gritou em um volume não muito alto. 


Chae balançou a cabeça negativamente, tentando esconder o rubor. 

Chae conhecia muito bem esse sentimento, da última vez, esse sentimento só havia lhe trazido dor durante um bom tempo. Não queria perder Tzu, mas não conseguia evitar de ser egoísta e querê-la toda para si das maneiras mais puras e nem tão puras, queria que Tzu se entregasse totalmente para si. 

- Meus pais quase me obrigaram a colocar aparelho porque eles diziam que dentes tortos estragariam a minha imagem, ou melhor, a deles. Puft! – Bufou e mostrou o dedo do meio para a paisagem poluída da cidade. 

Tzu admirava esse jeito rebelde dela, se conheciam a pouco tempo, mas a mais alta sabia que a pequena jamais faria algo que não quisesse. 

- Você está fazendo errado, para aliviar o peso, precisa gritar com toda as suas forças. – Chae não queria falar de seus pais, logo desviou o rumo da conversa para não ficar chateada pela futilidade deles. 

- E não vale ser nada sobre mim, tem que ser apenas sobre você. Vamos, ninguém irá te escutar provavelmente ocupados com suas vidinhas monótonas e controladas pelos objetivos dos poderosos. – Chae encorajava a garota, que fechou os olhos e inspirou. 

TzuYu fechou suas mãos em punhos, não havia nada mais a perder, iria deixar tudo o que estava entalado em sua garganta saísse sem se preocupar em ser julgada ou interrogada. 

- EU ODEIO SER USADA! – Tzu abaixou os ombros como se realmente um peso enorme tivesse saído de seu corpo. 

- EU ODEIO TER NASCIDO BONITA! EU QUERIA TER NASCIDO HOMEM! – Tzu sentia seu olho arder, mas o fogo em seu peito aumentava e ela não pararia. 

- EU ME ODEIO POR SER UMA BOA MENINA E FRACA! 

- EU ESTOU NO ESCURO E SOZINHA! 

Chae apenas observava a garota, engoliu em seco, não fazia ideia do que a garota havia passado e não perguntaria, se Tzu estivesse pronta, ela contaria. 

A brisa ficava mais forte conforme ela gritava, como se fosse a sua raiva castigando todos que se fingiam de cegos. 

- EU ODEIO ESSA SUJEIRA QUE ESSES RICOS ESCONDEM! 

Apertava sua mão com tamanha força, que sentia suas unhas rasgarem a pele de suas mãos. 

Infelizmente todos que poderiam lhe ajudar, estavam mais preocupados em fingirem que não veem para não terem que ajudar. 

Porque seria difícil, porque seria trabalhoso e o mais importante, porque seria humano. 

- EU... – Tzu caiu de joelhos deixando suas lágrimas correrem livres por suas bochechas coradas, ela não aguentava mais segurar, não aguentava mais fingir que tudo estava bem, que era forte o suficiente para aguentar tudo. 

Chae retirou sua jaqueta de couro e foi na direção da garota com o coração na garganta. Colocou levemente sua jaqueta sobre os ombros da menina, ela se acolheu dentro, a mais baixa sabia que isso não era o suficiente. 

Se agachou e abraçou a garota com carinho, a princípio Tzu se retraiu como se a demonstração de afeto machucasse, mas Chae sabia que a garota precisava desse abraço mais do que ela admitiria, por isso apertou aquele abraço para passar todo o conforto possível, mesmo que seja de uma maneira “torta”. 

Depois, deixou a garota na esquina de sua rua, porque segundo Tzu, seu pai era bem rígido e não era muito simpático, não queria que ele interrogasse a mais baixa. 


Notas Finais


Música --> https://www.youtube.com/watch?v=GCdwKhTtNNw

So let me hold both your hands in the holes of my sweater...


~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~



Um pouquinho da personalidade das duas...

Prestem atenção aos detalhes e nas entrelinhas...

See ya~


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