História Leucemia '' Philippe Coutinho - Capítulo 2


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Categorias Alisson Becker, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Philippe Coutinho, Roberto Firmino
Personagens Alisson Becker, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho, Roberto Firmino
Tags 2018, Copa, Seleção Brasileira
Visualizações 111
Palavras 654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 000


Fevereiro de 2009


- Boa tarde Livie – sorri para mulher atrás do balcão.

- Boa tarde Phil. Sabe que ainda faltam 15 minutos para o horário de visita, não?

- Ah, Livie. Qual é? – fiz biquinho me escorando no balcão. Ela revirou os olhos rindo fraco.

- Você ainda vai me trazer problemas garoto. Entra logo – sorri e depois de agradecer, caminhei pelo corredor logo entrando num dos quartos.

- E aí, Porter – entrei no quarto sorrindo.

- E aí, Couto – a garota de cabelos ralo sorriu em minha direção.

- Te trouxe uma rosa – entreguei a flor branca.

- Já disse para parar de arrancar as flores do Jardim da tia Esmeralda – brincou sentindo o cheiro da Rosa.

- Engraçadinha – deitei na cama onde ela estava sentada.

- Sou a comédia em pessoa – sorri  sem mostrar os dentes.

- Phill, chegou cedo hoje – Katy, a mãe de Natasha, entrou no quarto.

- Saí da escola mais cedo – dei de ombros.

- Eu sinto tanta falta da escola – Tasha se jogou para trás, deitando ao meu lado.

- E eu queria poder estudar pela internet, como você faz – ri nasalado.

- Vai por mim, você não queria. Pela internet não tem amigos, não tem como zuar os professores, não dá para atirar bolinhas de papel nos outros.

- Você atira bolinhas de papel em mim todo dia – olho para ela que olhava para o teto.

- Se eu estivesse na escola, não faria isso com você – deu de ombros.

- Um dia você vai poder voltar, querida – Katy disse arrumando algumas coisas numa mesa.

- E depois de alguns meses vou ter outro ataque e vou voltar para o hospital, como todas as vezes – revirou os olhos.

- Veja pelo lado bom, você tem a mim – sorri sem mostrar os dentes – Se você não estivesse no hospital, não teria me conhecido.

- Se eu não estivesse no hospital, é porque não teria câncer – me encarou.

- Mas você não tem mais câncer.
- Mas sofro com os efeitos colaterais dele.

- Mas vai se curar deles.

- E todos me dizem isso há dez anos, mas não me curei.

- Chega dessa conversa, Tasha – Katy pediu – vou levar as suas roupas na lavanderia – disse e saiu do quarto.

- Tenho uma coisa para te contar – virei o rosto para encarar Tasha.

- Eu também tenho – me olhou também.

- Ok, pode falar primeiro.

- Não, fala você.

- Não, você fala – rimos.

- A gente fala junto, ok? – concordei e suspirei fundo.

- Meus novos remédios estão fazendo efeito.

- O Inter de Milão quer me contratar.
Falamos juntos e eu arregalei os olhos.

- Isso é sério? – perguntei sorrindo e nos sentamos na cama.

- M-Milão? perguntou chocada.

- Isso quer dizer que você vai voltar para casa?

- Esquece isso – balançou as mãos – você vai para Milão? – franziu a testa.

- Sim. Quer dizer, assim que fizer 18 anos, o que é daqui alguns meses – sorri abertamente.

- Você não pode ir para Itália – ela negou – E se eu sair do hospital? E se eu voltar para escola? Você precisa estar lá comigo, Philippe.

- Eu sei, mas é meu sonho.

- Eu tive muitos sonhos, mas tive que desistir – riu nervosa.

- E eu já disse que é errado, se quiser ser médica precisa persistir e...

- Você não pode se mudar – levantou.

- Eu preciso – me levantei também – você sabe que é meu sonho desde criança, Natasha – falei indignado por não estar tendo seu apoio.

- Mas...

- Não é porque você não pode seguir seus sonhos por causa de uma doença, que eu não posso seguir os meus – falei alto e vi ela encolher os ombros. Merda. – Natasha... – abaixei o tom da voz e seus olhos marejaram – eu não queria ter dito isso – dei um passo à frente e ela deu um para trás.

- Sai daqui – sua voz saiu fraca.

- Tasha...

- Sai daqui – sua voz aumentou e suas lágrimas escorreram.

Respirei fundo e dei dois passos para trás antes de virar e sair do quarto, logo saindo do hospital.




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