História Leucemia '' Philippe Coutinho - Capítulo 4


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Categorias Alisson Becker, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Philippe Coutinho, Roberto Firmino
Personagens Alisson Becker, Gabriel Jesus, Marcelo Vieira, Neymar, Personagens Originais, Philippe Coutinho, Roberto Firmino
Tags 2018, Copa, Seleção Brasileira
Visualizações 146
Palavras 800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 002


Estava sentada na arquibancada perto do campo, esperando a seleção terminar de tirar as fotos promocionais da copa, para poder dar os recados necessários e fazer os devidos exames do dia. Assim que escutei as altas risadas e vozes se aproximando, me levantei, vendo os garotos saindo da sala que estavam. Eles notaram que a equipe os esperavam e se aproximaram, logo ficando quietos.

- Eu sei que o primeiro dia está sendo puxado, mas precisamos começar os exames logo – disse os observando - Primeiramente eu preciso observar os treinos para saber o ritmo e como se portam correndo - eles assentiram - no final do dia, eu e Austin - apontei para o homem quase da minha idade - faremos uma eletrocardiografia em cada um. Eu também passarei um pequeno cronograma com os exames de cada dia e Violet passará o cardápio da dieta balanceada de cada um.

Após Austin, Alan e Talita -parte da equipe médica- dar em alguns outros recados e exames, os garotos foram liberados e começaram a treinar. Me sentei perto do campo junto à meu bloco de anotações e notei Annelise caminhar pelo mesmo enquanto tirava várias fotos dos garotos.

- Anos de amizade e você, nem para me apresentar para seus amigos, presta – Violet apareceu à meu lado de braços cruzados.

- Só Neymar é meu amigo – ri e ela se sentou do meu lado.

- Só o Neymar? Amiga, até eu fiquei desidratada com o Coutinho te secando – gargalhei - Mas assim, se você quiser me apresentar para o Neymar... - piscou para mim.

- Ele namora - bati em seu braço.

- Mas ele pode me apresentar para um amigo - falou óbvia.

- Você não tem jeito mesmo - neguei rindo e voltei a olhar para frente, anotando todos os exercícios feitos.

(...)

Os exames cardiológicos do final do dia, que hoje seria o teste ergométrico, começaram pelas numerações da camisa, sendo Alisson o primeiro. Oque mais demorou para ser feito, foi o camisa 4, que toda vez que começava a correr, começava a rir. Ficamos longos minutos jogando conversa fora, como se fosse amigos a anos . Isso, até Austin mandar Geromel embora e chamar o próximo, que seria Casemiro. No momento, Neymar corria na esteira enquanto eu acompanhava seus batimentos pelo tablet em minhas mãos. Assim que ele acabou, colocou sua camisa de volta e me deu um abraço apertado, antes de sair deixando a porta aberta. Congelei e vendo o próximo entrando pela porta e o vi passando por mim, indo até Austin, que com o estetoscópio, sentiu seus batimentos.

- Vou tomar água enquanto você faz a ergometria, quer um pouco? - Austin me perguntou.

- Aceito - falei com a voz baixa. Maldita hora que esse estrume foi sentir sede. - tira a camisa e sobe na esteira - pedi desviando o olhar. Assim que sua camisa foi parar no chão, meu olhar parou em seus braços cheios de tatuagens e abdômen bem definido. Grudei alguns fios pelo seu tórax e me virei para programar meu tablet.

- Você nunca gostou de deixar o cabelo comprido - sua voz rouca ecoou pela sala silenciosa.

- Toda vez que eu precisava de um tratamento, a radiografia me obrigava cortá-lo. - me virei de volta - A esteira irá acelerar conforme você for correndo. Se sentir algo, sinalize. - liguei a máquina e ele começou a correr.

Anotei sua frequência cardíaca e pressão arterial e pouco tempo depois, a máquina parou. Depois de tirar os fios do seu corpo, disse que ele já estava liberado.

- Eu senti sua falta - falou enquanto colocava sua camisa de volta - rezei todas as noites para que melhorasse.

- Agradeço por isso - me virei para ele que me encarava.

- Eu te procurei assim que voltei para o Brasil.

- Eu me mudei para Inglaterra alguns meses depois que foi para Itália - dei de ombros.

- Sua mãe contou que havia ido morar com seu pai. Não sabia que eles haviam se separado.

- Meu tratamento era muito caro e não tínhamos dinheiro para pagar. Meu pai achava que na Inglaterra teria um emprego melhor e condições para pagar, então se mudou e, depois de alguns meses, voltou para me buscar.

- Pensei que seus remédios tinham feito efeito naquela época - arqueou as sobrancelhas.

- Eu tive um ataque e recaí quando você foi embora - senti meus olhos marejarem.

- Eu sinto muito - se aproximou preocupado.

- Mas o tratamento lá deu certo e eu estou bem - me afastei indo até o outro lado da sala - chame Marcelo quando sair - mudei de assunto.

Ele assentiu cabisbaixo e saiu da sala, me fazendo soltar o ar que eu nem sabia estar segurando.



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