História Levi - As Cores Dos Seus Olhos - Capítulo 2


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman, Personagens Originais, Petra Ral
Tags Ackerman, Levi, Levi Ackerman, Rivaille
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Palavras 2.747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho o que dizer, apenas queria agradecer o carinho de cada um!

Boa leitura!

Capítulo 2 - Capítulo 2


 

 - Você está claramente mentindo, eu posso perceber de longe! – A morena deu risada com a cara constrangida que Levi mostrava. Eles resolveram jantar em um dos restaurantes que ficavam por perto, seria uma ótima oportunidade para se conhecerem melhor.

 

- Eu não estou mentindo, não é como se eu fosse tão chamativo assim. – Sem saber como reagir ao comentário da mulher ele bebeu um pouco do suco que estava em seu copo.

- Levi, se você tivesse prestado atenção nas mulheres que quase te comiam com os olhos quando entramos, você não diria isso. – Ela se recostou da cadeira acolchoada e cruzou os braços. Era incrível que ele não estivesse ciente do próprio charme natural.

- Talvez você apenas esteja vendo coisas. Quando nosso pedido vai chegar? – Ele olhou impaciente para os lados, tentava de alguma forma mudar o assunto.

- Tudo bem, então me fale da sua vida, tem algum hobbie? – Perguntou interessada. Ele parecia o tipo de homem culto que teriam um daqueles hobbies como jogar golfe, por isso se espantou com a resposta do rapaz:

- Gosto de assistir filmes, pesquisar sobre decorações e jogar paint ball. – A ultima parte foi a que mais a surpreendeu, ele não parecia o tipo de homem que jogava paint ball, afinal na cabeça dela aquilo era para adolescentes.

- Eu não acredito que você joga isso, não é tipo, para crianças? – Ele deu risada, algo naquilo a deixou constrangida.

- Você está brincando que nunca jogou, vamos ter que fazer algo sobre isso. – Levi se sentiu tentado ao imaginar a mulher a sua frente com um marcador em mãos, ele teria que levar ela em uma das partidas.

- Eu não disse que nunca joguei. – Um garçom apareceu com os pedidos e serviu a mesa, o aroma das massas fazia ambos os estômagos se contorcerem de fome.

- Então já jogou? – Ele perguntou sem desviar o olhar do rosto da mulher.

- Não, mas já vi alguns vídeos e parece bem sem graça, sem querer ofender. – Adicionou a última parte com medo de ofender o homem, mas aparentemente Levi sequer se importara com isso.

- O que acha de quinta? – Freya comeu um pouco do macarrão com molho branco, aquilo estava incrível.

- Quinta? – Ela perguntou.

- Eu tenho um grupo de paint ball, jogamos toda quinta. Estou te convidando, ou está com medo? – Seu olhar era provocativo, jamais que Freya iria deixar que ele zombasse dessa forma.

- Muito bem, vamos jogar na quinta-feira.

 

Finalmente a tão esperada – por Levi – quinta-feira, Freya vestia apenas uma calça jeans e camiseta, Levi dissera que roupas leves eram melhores para se locomover no espaço. Trocava algumas mensagens com Mikasa enquanto esperava pelo homem, ele se prontificara a levar ela.

 

“ Como foi a Lua-de-Mel? Vi suas fotos, o lugar era lindo! “ 

 

“ Foi demais, sério, preciso voltar pra lá. Eren disse que podemos ir de novo quando tivermos nossas férias do serviço. “

 

“ Por favor me leve junto, prometo não incomodar! “

 

“ Quem sabe você passe lá sua Lua-de-Mel, nunca se sabe... ”

 

“ Duvido muito... “

 

“ Levi chegou, tenho que ir! Beijos. “

 

“ Levi? Meu primo? “

 

“ Vocês estão saindo e eu não sei?! “

 

 

Freya se apressou e abriu a porta, Levi estava ali, vestia uma camiseta preta e calça jeans escura, estava lindo como sempre. Após se cumprimentarem eles entraram no carro e foram se encontrar com o resto do pessoal, combinaram de esperarem na frente do local na parte da tarde, quando o Sol já não estivesse tão quente.

Ao chegar no terreno, Freya viu alguns latões e carros espalhados pela área, era como se o lugar estivesse abandonado, as casas também estavam bem destruídas. Estacionaram o carro ali perto e foram de encontro com o grupo, alguns vestiam um tipo de uniforme, era todo camuflado e tinha um tipo de colete cinza por cima.

- Freya, esses são meus amigos, pessoal, essa é a Freya. Hoje ela vai jogar com a gente, como é a primeira vez dela eu vou orientando durante o jogo. – Ele disse para todos, Freya se apressou em cumprimentar, mas duvidava que conseguiria manter o nome deles em sua cabeça, eram muitos.

Levi tirou do carro o mesmo tipo de uniforme e chamou a mulher para se aproximar.

- Aqui, isso vai te proteger um pouco do impacto dos paint balls. – Ele deu para a mulher, apesar de ser o tamanho feminino aquilo ainda era enorme, e pesado. Levi ajudou ela a fechar a roupa e colocar a máscara. – Pode incomodar um pouco, mas não tire, se alguma das bolinhas acertar seu rosto pode machucar feio.

- Eu me sinto um pouco sufocada. – Ela disse arrumando a máscara. – Mas não quero que nada acerte meus olhos.

- Fica um pouco melhor daqui um tempo, logo você nem sente mais. – Ele disse enquanto se vestia. Apesar da roupa ser larga a mulher não deixou de apreciar o homem, talvez ele ficasse lindo até com roupas rasgadas. O pensamento de ver ele com roupas em trapos fez a mulher corar, ora que tipo de pensamentos eram aqueles?

- Aqui, esse é o marcador. Aqui em cima é onde as paint balls ficam armazenadas, se caso as suas acabarem você só precisa abrir a tampa e colocar as bolinhas e fechar para que elas não caiam. – Ele se aproximou da mulher ficando por trás enquanto mostrava todo o equipamento da arma. – Essa é a trava de segurança, quando o jogo começar você empurra, quando acabar você empurra do outro lado.

- Como eu faço pra mirar? – Ela perguntou.

- Aqui, olhe. – Puxou a arma para perto do rosto. – Essa é a mira, feche um dos olhos pra que ela fique mais precisa. Tente não tremer muito os braços.

Havia algo de intimo em toda aquela proximidade, os corpos ou o rosto dele que permanecia perto o suficiente para que ela sentisse a respiração dele contra seu pescoço.

- Tá certo, entendi, obrigada. – Ela abaixou a arma novamente.

- Tem certeza? Posso explicar mais se quiser. – Ele disse sorrindo.

- Tenho a impressão de que você está gostando demais disso.

- Você não tem ideia. – Ele colocou as mãos no bolso e tirou um par de luvas. – Aqui, é bom cuidar das suas mãos de artista.

Todos já estavam prontos, o jogo era simples, rouba-bandeira. Dois times ficariam um em cada lado, cada um tinha que ir roubar a bandeira que o time oponente escondeu em algum lugar do próprio território, assim que roubasse a bandeira teria que retornar até a própria base. Tudo isso sem levar um tiro de paint ball, se ele fosse acertado, ele teria que voltar até a própria base e o mesmo valia se ele estivesse com a bandeira, ela voltaria para o mesmo lugar.

- E então? – Levi encarou a mulher.

- Tente não ser um peso, não quero ter que ficar te protegendo todo instante. – Ela sorriu.

- Vamos ver como você se sai. – Os dois times foram formados e cada um foi para seu lado, Levi permanecia perto de Freya, afinal ela era iniciante. O apito soou e todos começaram a se mover, ainda meio perdida ela apenas seguiu o homem que andava a sua frente, ele indicava alguns lugares que eram bons para caso ela quisesse ficar escondida e atirando ao mesmo tempo.

- Assim não tem graça. – Ela continuou e parou ao lado de um forte de madeira. Um pouco mais a frente havia alguém do time inimigo, a fita azul amarrada ao braço indicava. – Ali, eu posso atirar nele?

- Pode, tente acertar nas costas, a chance de acertar é maior. – Ele se agachou ao lado da mulher. Ela apertou o gatilho quando a mira ficou bem ao centro do homem, mas errou.

- Isso tá quebrado! – Sussurrou enquanto se escondiam do rapaz que percebera o tiro vindo da direção deles.

- Admite que você tem uma péssima mira. – Ele deu risada, em um pulo ele se levantou e logo acertou o inimigo, aquilo parecia simples demais nas mãos dele. – Se quiser podemos trocar de arma.

- Não obrigada. – Uma mulher sem perceber passou reto por eles, sem tempo de pensar Freya mirou e logo atirou, estavam a uma distância segura para que ela pudesse atirar. – Eu acertei! Você viu?! Isso foi muito legal!

Levi riu da reação da mulher com seu primeiro acerto, parecia uma criança de tão animada. Eles correram para procurar a bandeira que continuava desaparecida, eles procuraram dentro de alguns dos carros, no chão e até dentro das casas, não havia um sinal delas.

Um tiro voou perto do corpo da mulher, logo a máscara foi acertada, a tinta verde borrava toda a visão.

- Ai meu Deus! Acertaram meu rosto. – Ela soltou o marcador e tentou limpar a máscara, seus dedos ficaram todos lambuzados com a tinta e não parecia limpar nada.

- Vem aqui. – Levi a puxou e com a manga da roupa limpou a visão da mulher. – Pronto, vai ter que voltar para a base, lembra onde fica?

- Sim, só não sei se vou conseguir voltar até aqui sozinha. – Se lembrou de como era difícil de andar pelo lugar sem levar um tiro.

- Tente não andar pelo vazio, se esconda onde eu fui te mostrando, posso te encontrar na metade do caminho. – Um tiro passou raspando pelo braço do homem.

- Nem pensar, eu vou chegar até aqui sozinha! – Ela se levantou e voltou para a base, olhou em volta e percebeu que era um grande caminho de volta.

Enquanto fazia seu caminho até Levi novamente viu um pequeno pedaço de pano azul tremulando sobre uma das casas, era a bandeira do inimigo, é por isso que não a encontravam, ela só era visível de longe, alguém teria que subir ali. No caminho ela acabou acertando dois do time inimigo, quase foi obrigada a voltar para a base mas de alguma forma ela se saia bem desviando dos tiros.

- Levi! Eu achei a bandeira, ela tá lá em cima! – Apontou para a casa em ruínas, talvez se alguém subisse ali ela desabaria de vez.

Ele deu uma rápida olhada e correu em direção da qual ela havia indicado, tão rápido quanto ele subira os tiros foram todos em sua direção, em uma fração de segundo ele a olhou e a mulher sabia exatamente o que ele faria.

- Não! – Ela gritou ao mesmo tempo que ele.

- Pega! – A bandeira voou por alguns segundos antes de aterrissar em suas mãos, Levi agora estava cheio de marcas das tintas.

Suas pernas se moviam em modo automático, desviavam de todos os obstáculos e várias das munições voavam em sua volta, ela pulava e desviava de tudo, ela já estava perto da base, só precisava virar depois daquela grande parede de madeira e chegava. Ouviu o barulho das paint balls estralando contra a parede de madeira, ela virou e conseguiu, ela havia chego até a base com a bandeira.

- Eu consegui! – Ela dava risada e ergueu o pano azulado. Sua cintura foi envolta por um par de braços fortes e a ergueu.

- Vencemos! – Levi pulava em comemoração, todos se reuniram e comemoraram a partida. Depois de mais alguns jogos eles decidiram ir embora, o Sol já havia ido embora e todos estavam exaustos.

Freya com certeza era a que mais havia se divertido, conseguira fazer algumas amizades e prometeram jogar juntos novamente outro dia.

- Que pena que você acha esse jogo para crianças, eu te convidaria para a partida de semana que vem. – Levi claramente provocava a mulher que estava sentada ao seu lado o carro.

- Você está brincando comigo, isso foi a melhor coisa que eu já fiz! – Disse animada.

- Então está marcado? Vou deixar seu nome na lista de jogo das quintas. – O carro estacionou em frente a casa da mulher.

- Obrigada, Levi. – Ela agradeceu, já fazia um tempo que ela não se divertia tanto, e ele também se divertiu mais hoje do que nos outros dias.

- Não tem de quê. – Ele acompanhou a mulher até a porta. Um estranho silêncio se formou entre eles, ela devia convidar ele para entrar? E se por acaso ela parecesse atirada demais? – Vai ficar a marca por alguns dias.

Ele tocou suavemente o ombro da mulher, havia um vergão em vermelho que fora causado por uma das bolinhas de tinta.

- Não tem problema, logo vai sumir. – Os dedos do homem fizeram um pequeno carinho ali, um calor confortável se fez dentro de ambos, nenhum deles queriam realmente se despedir. – Se você quiser entrar, posso fazer um café ou a janta...

- Obrigado, mas já está tarde e você precisa descansar. Não quero abusar da sua bondade. – Ah, se ele soubesse que não era apenas bondade, parte do corpo da mulher ansiava por estar perto dele.

- Tudo bem, boa noite. – Ela disse tão baixo que duvidava que ele houvesse escutado.

- Boa noite. – Ele respondeu, continuaram parados ali, apenas olhando um para o outro. Devagar ele se aproximou e selou ambos os lábios, suas mãos tocavam os cabelos negros da mulher e a puxou mais para perto, apesar do beijo ser calmo havia uma pequena urgência quase imperceptível.

Suas línguas se tocavam e o calor entre os corpos aumentavam, sem perceber as mãos da mulher se seguravam firmes na camiseta dele. Ela sentia o peito se inflar, quando foi a última vez que alguém a fazia sentir dessa forma apenas com um beijo?

Devagar ele a soltou, os olhos nublados de desejo era um pecado ao ver da mulher, como ele podia a fazer sentir tantas coisas?

- Acho melhor eu ir embora. – Sem saber o que responder ela apenas assentiu, viu o homem entrar no carro e sumir pelas ruas. O aperto no peito veio logo em seguida, ela sabia o que era aquela sensação, ela estava perdidamente apaixonada por Levi Ackerman.

Ao entrar na casa a primeira coisa que ela fez foi checar o celular que havia ficado carregando no quarto, havia algumas chamadas perdidas e mensagens por parte da Mikasa, ela resolveu ligar logo ou a amiga iria a matar.

- Agora resolveu responder? – A voz da mulher era ameaçadora do outro lado da linha.

- Meu celular estava sem bateria, deixei ele em casa e voltei agorinha. – Ela foi em direção a cozinha, estava varada de fome.

- Não importa, me diz a verdade, vocês estão saindo? – Ela perguntou. Havia carne no congelador mas demoraria demais esperar descongelar.

- Bom, saímos pra jantar semana passada e hoje fomos jogar paint ball com uns amigos dele, foi divertido. – Um palavrão saiu da boca da asiática.

- Semana passada? E por que eu só estou sabendo disso agora? – Freya pegou um pacote de macarrão, seria bem mais rápido.

- Você estava viajando, esqueceu? Não foi nada demais. – Ela disse desinteressada.

- Vocês já transaram? – O rosto da mulher queimava de vergonha com a pergunta da amiga.

- Não! Só nos beijamos hoje, acho que ele não quer apressar as coisas. – Ela se escorou no balcão enquanto esperava a água ferver.

- Ótimo, o que acha dele?

- Ele é divertido, gosto de sair com ele. E ele é lindo! Ele é tipo o quadro “Les Tuileries”. – A mulher falou animada.

- E isso é bom...? – Mikasa falou incerta, nunca foi muito boa com artes.

- Sim! Eu nunca me canso de olhar para o quadro. – A mulher deu risada do outro lado da linha.

- Fico feliz por vocês, vai ser bom para ele encontrar outra pessoa. – Freya não pôde deixar de notar o tom de voz levemente triste da amiga.

- O que quer dizer? Aconteceu alguma coisa com alguma ex dele? – Percebeu Mikasa hesitar por um momento, um estranho aperto se formou em seu peito.

- Eu não sei se eu devia dizer isso, talvez ele fique bravo. – A curiosidade se expandiu ao ponto que ela não sabia se realmente queria saber da história.

- Me conte. – Sua voz disse.

- Ele tinha uma ex, Petra, ela morreu em um acidente faz alguns meses. – Ao ouvir o nome que soou da boca da amiga ela congelou, não poderia ser a mesma pessoa que ela conhecia, certo?

- Petra? Petra Ral...? – A água da panela fervia, ela sequer notava o que acontecia em sua cozinha.

- Você conhecia ela? – Mikasa perguntou.

- Era minha amiga da faculdade.


Notas Finais


Gente do céu, vocês já jogaram paintball? O desespero é real! Joguei duas vezes e é MUITO legal, recomendo irem se tiverem a chance. Aquele momento que a bolinha acerta a máscara realmente aconteceu comigo e fiquei morrendo de medo de sair da base depois dessa kkkkkk
Contem pra mim se já foram e o que acharam!

Sobre a Petra, não tenho o que dizer, comentem o que acham que vai acontecer no próximo! Beijoos <3


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