1. Spirit Fanfics >
  2. Leviatã >
  3. Capítulo Único - vermelho.

História Leviatã - Capítulo 1


Escrita por: e beenthrough-


Notas do Autor


Olá ~~
Boa leitura e espero mesmo que gostem! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único - vermelho.


O Cruzeiro Marítimo que partiria da Austrália em menos de quarenta minutos era imenso o bastante para caber vários empresários e centenas de pessoas que não eram do ramo empresarial. Ele havia sido alugado para a viagem de negócios dos donos de multinacionais e empresas famosas, apenas para a reunião que teria como objetivo discutir uma futura parceria, já que todos as pessoas importantes que estariam naquele Cruzeiro tinham fortes laços com outros donos que também estariam ali. E era claro que Sehun estava nervoso com tudo aquilo.

Ele havia sido designado para representar a empresa da família, já que seus pais queriam dar aquela missão muito importante para o filho um pouco contido demais. Não era surpresa para ninguém que o filho dos senhores Oh era um tanto que tímido. Apesar de ter nascido de pais de opiniões firmes e fortes, que sempre tinham uma resposta na ponta da língua para qualquer um que fosse contra o que acreditavam, Sehun não havia herdado aquela característica, pelo contrário, não falava mais que o necessário e na maioria das vezes enquanto falava, se atrapalhava uma vez ou outra. Era óbvio que os pais sempre o repreenderam por ele ser assim, mas eles eram inteligentes, sabiam que nada poderia ser feito quando aquela já era uma parte de quem Sehun era, e foi por exatamente ser quem Oh Sehun é, que passaram a dar determinados afazeres ao filho, para que ele tivesse mais confiança em si mesmo. E naquele mês, Sehun iria representar o negócio da família naquela viagem superimportante e grandes erros não seriam tolerados.

O negócio da família era um tanto interessante, não era exatamente o sonho de infância de Sehun ou uma paixão adolescente, mas não era de todo ruim. A família Oh era dona da Volkswagen, maior fabricante de automóveis do mundo, mundialmente conhecida como uma marca de automóveis belos e potentes. A administração da empresa ainda estava nas mãos dos pais de Sehun, mas muito em breve passaria para o Oh mais novo, que já estava com idade o suficiente para tomar posse dos negócios da família, casar e ter filhos, e passar o legado adiante, assim como tem sido desde que a Volkswagen fora criada. Porém Sehun não tinha tanta escolha como gostaria de ter quanto ao seu futuro.

Porém, se uma coisa o deixara definitivamente irritado, foi o fato de ter que sair da Alemanha — sede da Volkswagen — para ir à Austrália, onde o Cruzeiro Marítimo ainda estava ancorado, esperando todos os convidados embarcarem para seguir com a viagem de acordo com o perfeito cronograma. Era certo que precisavam de um lugar para que todos pudessem se reunir, mas uma das infinitas coisas que Sehun não gostava era viajar, muito menos navegar no oceano até as Filipinas, ponto de chegada da viagem. Viajar não era tão atrativo para o Oh, nasceu e cresceu na Alemanha, saiu de Wolfsburgo poucas vezes, tamanho era amor que nutria pela cidade natal, mas nem tudo era tão fácil em sua vida. 

Às vezes pensava em seu irmão mais velho, e em todas as vezes que ele poderia ter feito um excelente trabalho em seu lugar, mas a vida fora mais cruel com ele, o levou cedo demais e mesmo com toda a tristeza da família para com aquele lamentável acontecimento, negócios eram negócios e precisaram seguir com suas vidas. Oh Adam estaria sempre em seus corações.

Estava com todo o necessário; documentos da empresa, roupas, aparelhos, dinheiro e a passagem. Havia chegado na Austrália há apenas 24 horas e já estava caminhando no horário certo pela passagem que daria ao Cruzeiro Marítimo, o MSC Poesia. A companhia MSC era uma das melhores de Cruzeiros e mesmo sem gostar pessoalmente, Sehun admitia que o Poesia era magnífico. Dos dias que ficaria em alto mar, tentaria desfrutar ao máximo da viagem, e tentaria também não pensar demais enquanto estivesse rodeado de pessoas importantes.

[...] 

 

Era noite quando o herdeiro da família Oh estava com os braços apoiados na borda de um dos andares do Poesia, alguns metros distante de seus aposentos pois não queria de forma alguma se perder naquela imensidão que era o Cruzeiro. Seus cabelos estavam balançando bruscamente junto de sua gravata. Estava vestido socialmente, mas sem o blazer, pois sabia que naquela noite não haveria reunião alguma. Apenas quis estar de social caso encontrasse alguém de outras empresas. A primeira impressão era tudo.

Os atuais administradores da Volkswagen conheciam várias pessoas importantes e a empresa possuía algumas filiais, mas nada se comparava a ali, onde possivelmente encontraria pessoas de negócios maiores em outras opções e até mesmo concorrentes. Sehun não poderia de maneira alguma desapontar seus pais e envergonhá-los. Tudo deveria sair como nos conformes. Na mais pura perfeição.

O filho mais novo dos Oh tentaria esquecer daquele pensamento e não deixar o influenciarem, o que havia acontecido mais cedo, quando quase gaguejou ao se apresentar sequencialmente a cinco empresários. Parecia que nunca iria acabar, eram tantas pessoas que conheciam a Volkswagen e todas animadas para falar com o futuro presidente do negócio, que deixou Sehun atônito, com as mãos levemente suadas de nervosismo e o coração batendo rápido demais, quase fazendo com que as pernas travassem num só lugar. Foi assustador. Não tinha fobia social, mas era inseguro o bastante para temer fazer algo de errado e isso comprometer a Volkswagen, apesar de ter sido criado perfeitamente para saber como agir em eventos como aquele. 

Sehun suspirou, deveria ser mais seguro de si mesmo, mas era uma situação complicada quando desde que se conhecia por ser humano, nunca havia sido de forma diferente. Sempre daquele mesmo jeito. Chegava a ser frustrante sua mente o torturar tanto, fazendo com que um loop se formasse sempre e fizesse questão de frisar o quão idiota estava sendo por agir daquela maneira, por ser daquela maneira. Não deveria se importar tanto com trocentas coisas das quais sua mente parecia e necessitava se importar, mas ele era assim, se importava demais e, no fim das contas, sempre acabava limitado, frustrado e irritado. Era terrível. 

Ele queria ser de outra forma, queria ser mais seguro de si mesmo, queria dar orgulho para seus pais e não queria ser apenas Oh Sehun, filho tímido dos poderosos e intimidadores senhores Oh, atuais donos da Volkswagen. Era doloroso não ser do jeito que todos esperavam que ele fosse, era doloroso não possuir um dom especial como todos os outros, era doloroso ouvir palavras duras sobre você, ainda mais se fossem comentadas pelas costas.

Fechou sua mão direita em punho com força, sentindo as pontas das unhas machucarem sua palma. Droga, se fosse apenas alguém mais firme, alguém decidido e que não temia apresentações com outras pessoas importantes… Se fosse apenas como os filhos dos empresários e donos das filiais da Volkswagen… talvez seus pais não tivessem tido tanta dor de cabeça consigo.

Era tolo, mas sentia inveja de outros jovens que tinham a mesma posição que ele, de saber que eles sempre cumpriam com maestria os afazeres que os pais mandavam, de ouvir os funcionários da Volkswagen e até mesmo seus pais comentarem o quanto os filhos dos chefes das filiais da Volkswagen eram capazes no mesmo nível que os próprios pais e com certeza assumiriam bem os negócios. Era ainda mais angustiante ouvir por que não era como os outros, por que não era decidido e por que temia falar na mesma altura com outra pessoa quando possuía a mesma posição ou até mesmo ser superior.

Se decepcionar consigo mesmo era uma das sensações que Sehun mais odiava sentir, se pudesse, arrancaria a força e a bateria, apenas para que nunca mais voltasse para lhe incomodar e fazer-lhe sentir outras sensações não tão agradáveis. 

Decepcionante…

— Oh, olá, boa noite. Espero não estar incomodando… — Afastou seus pensamentos numa velocidade impressionante e olhou para onde achou que a voz vinha, dando de cara com um homem mais baixo, vestido de forma mais descontraída e com uma expressão até que amigável.

— Boa noite, não está, não. — Tentou não gaguejar como mais cedo, e também manteve uma expressão suave. Observou o outro se aproximar de si e ficar exatamente na mesma posição em que estava, também olhando para a imensidão atraente que era o oceano.

Pensaria em dizer alguma coisa caso o estranho não fosse mais rápido que ele.

— Me chamo Travis Knight, sou filho de um dos fundadores da Nike, Phillip H. Knight, e você? — sorriu leve e olhou para Sehun, que também o olhou, reparando que ele não possuía nenhum traço asiático, seus olhos eram claros e seu cabelo preto era ralo.

Nike, hein, pensou consigo mesmo. Apressou-se em responder:

— É um prazer conhecê-lo, Travis, sou Oh Sehun, herdeiro da marca automobilística, Volkswagen. — Ajeitou sua postura e estendeu a mão direita, esperando que o outro também a pegasse e quando ele o fez, seu coração parou de bater tão rápido.

Estavam falando no inglês, comentando pouco sobre a vista e Poesia. Não tinha razão para que Sehun se sentisse tão nervoso, mas era quase inevitável quando sempre lembrava-se de todas as vezes em que algumas ações suas foram totalmente desnecessárias, e isso consequentemente o fazia temer qual seria sua próxima ação, o que o tornava tímido.

— Eu poderia não ter vindo, cara, mas meu pai insistiu para vir, e como ele é de idade eu fiquei responsável por ele. Não é exatamente uma coisa ruim, mas não é um sonho ser como uma babá, entende? — Travis sorriu aberto, descontraindo o clima, fazendo com que Sehun também sorrisse mais confortável.

— Eu posso imaginar, espero que não seja tão duro para você.

— Eu também, sou cineasta, sou ocupado e não queria interromper meu próprio cronograma para vir a essa viagem, mas sabe como é, os filhos fazem o que os pais mandam.

— Disso eu entendo bem — sorriu e balançou a cabeça para os lados.

Estava inacreditavelmente confortável pela primeira vez naquele dia, era surpreendente a aura leve que Travis possuía, capaz até mesmo de deixar de lado o nervosismo de alguém como Oh Sehun.

— Espero que para você também não seja tão duro, amanhã haverá a primeira reunião, às 10 da manhã, eu não participo, mas entendo que provavelmente será um pouco inesperado — comentou.

Reunião? Como não soube disso?

Ah, claro… ficara o dia todo trancado em seus aposentos após aquela cena frustrante de mais cedo, provavelmente por isso que não fora notificado de nada. 

Já estava cometendo erros…

— Reunião, hum…

— Algumas pessoas ainda não sabem, mas Tim Cook com certeza dará um jeito de avisar todos a tempo. Ele entende bem que todos estão cansados para sequer irem ao salão principal do Poesia.

Suspirou e tentou ser o mais discreto possível na ação.

— Menos mal, então. — Relaxou os ombros.

— Bem, tenho que ir, preciso checar algumas coisas. Boa sorte amanhã, Oh, espero que esses caras mais velhos não queiram te massacrar por verem uma casca jovem no Poesia — sorriu mais aberto e deu fracos tapas em seu ombro, deixando Sehun pouco tenso rapidamente e lento, lento até mesmo para perceber que era apenas uma piada entre, agora, colegas de viagem.

Viu quando ele caminhou um pouco mais depressa e ficou observando-o até que ele não estivesse mais visível para si. Voltou à posição de antes, dessa vez mais preocupado, e passou a observar as ondas do mar, que estavam escuras devido ao breu do céu.

— Eu também espero que não… — disse antes de ficar totalmente ereto e caminhar de volta aos seus aposentos, precisava descansar para a reunião de amanhã, pois não saberia se seria, de fato, tensa ou não.

E mesmo que as horas fossem poucas ou que indicassem ser tarde da noite, todos estavam bem ocupados, ocupados até demais para perceber uma súbita mudança na movimentação da água que atingiu forte o Poesia, mas não o bastante para alarmar os responsáveis pelo trajeto ou as outras pessoas.

[...]

 

Sehun acordou cedo como em qualquer outro dia de trabalho na sede da Volkswagen, mas com a diferença que estava se preparando um pouco mais devagar. Acordou às cinco, tomou banho às seis, permaneceu no banheiro até as sete, e eram sete e meia quando estava totalmente vestido e com sua maleta, que portava documentos importantes e necessários, levando em conta que o objetivo da reunião sequer havia sido informado. Iria tomar café e teria tempo o bastante para se recompor da noite mal dormida que teve.

Sehun quis ter precaução, ele não queria desconfiar das palavras de Travis pois o julgou um homem de boa índole, mas ele quis se precaver.

Seus aposentos eram luxuosos e bem distantes do salão principal, onde iria após ter um bom café da manhã em algum lugar daquele Cruzeiro… Sehun desconhecia totalmente Cruzeiros Marítimos e não fazia questão de lembrar os nomes dos cômodos necessários para se viver, ele tampouco sabia como chegar até eles sem se perder. Era tudo tão grande, luxuoso e de cores pastéis que deixavam o Oh perdido, mas ele sabia que se pedisse por ajuda para achar um lugar que servisse café da manhã, almoço e jantar, ele definitivamente não se atrasaria tanto e faria a primeira refeição do dia de forma calma, sem nenhum tipo de pressa.

Resolveu, por fim, pedir ajuda a uma camareira e ela lhe informou detalhadamente a localização para o restaurante L'Obelisco Buffet, que não era tão distante assim de onde estava e que servia porções diversificadas das três refeições ao dia. Seguiu com sua nova rota e logo chegou ao L'Obelisco, sentando-se em uma mesa um pouco aos fundos.

O restaurante era belíssimo. Era espaçoso, possuía apenas uma janela de vidro bastante larga que cobria quase todo o lado direito do lugar, sendo possível também ver o nevoeiro da manhã. Não era tão cedo para nevoar, mas estava no mar. O azul embaçado por trás da janela e a música clássica baixa tocando ao fundo dava uma sensação de calma tremenda no corpo de Sehun, que estava apreciando bastante aquele lugar.

As mesas eram luxuosas, as taças bem limpas já estavam em cima das mesas junto aos guardanapos de cor azul, que combinava bastante com o amarelo claro da luz acima de sua cabeça, harmonizando perfeitamente com o teto de cor marrom esfumado e de todas as mesas do restaurante. Os detalhes eram fabulosos e a arquitetura muito bem feita. Como estava sozinho, Sehun podia apenas aproveitar aquele lazer indispensável e apressou-se a fazer seu pedido, que logo fora atendido pelo garçom bem vestido e que lhe trouxe um cardápio de todas as opções de café da manhã disponíveis.

Pediu uma porção de bolinhos de queijo, pão de forma torrado com queijo e muçarela, uma geleia de uva acompanhada de umas bolachas amanteigadas e uma xícara de café. Comeu devagar enquanto apreciava a vista através da janela, vez ou outra se perdendo em algum detalhe do restaurante ou em alguma melodia que lhe interessou. Desejava mais do que tudo que aquele fosse um bom dia e que as coisas dessem certo.

[...]

 

— Agradeço por terem vindo, senhores, é uma honra para mim poder estar aproveitando essa viagem ao mesmo tempo que trabalho com cada um de vocês. — Tim Cook disse no centro, já que havia sido ideia dele formar aquela reunião no Poesia.

O lugar onde estavam era como um escritório gigantesco no qual cabia dezenas de pessoas, mas não estava tão cheio assim, já que somente as pessoas importantes e de posições altas no mundo lá fora estavam ali.

Tim Cook alugou o Poesia para aquela viagem, mas ele não se importou com os passageiros que estavam indo para o mesmo destino que eles, as Filipinas. Era como se ganhasse a festa de aniversário, mas não se importasse com os convidados que os pais haviam chamado. Ninguém de posição mais baixa, como os passageiros comuns, sabia que uma reunião de alta classe estava sendo feita naquele Cruzeiro, poderiam, sim, reconhecer alguém famoso, mas seria apenas isso.

— Chamei vocês para essa viagem porque eu tenho pensado em algo, algo bastante… solidário, se me entendem…

— E o que seria? — perguntou um homem.

— Uma colaboração, uma enorme propaganda de nossas marcas, com o intuito de arrecadar fundos que serão doados para hospitais infantis ao redor do mundo. Eu sei que todos aqui são bastante ocupados, pois conheço todos, e é por justamente conhecê-los que lhes peço essa colaboração. Todos sabem o que aconteceu com meus netos, mal consigo pregar os olhos. Eu sinto que devo fazer alguma coisa com toda a riqueza e amigos que tenho. Talvez eu esteja louco, aos olhos dos senhores, mas o que posso fazer, não é… — sorriu leve, buscando compreensão.

Alguns o olharam confusos, outros compreensivos e outros eram um mistério pois não costumavam fazer atos bondosos com o dinheiro que possuíam, mas ali estava um homem que havia realizado tudo aquilo apenas para pedir ajuda. Ele poderia, sim, realizar doações com as riquezas que possuía, mas ele disse mundo, então precisava de umas mãos amigas que estivessem dispostas a fazer o bem. Tim Cook, CEO da Apple, era mundialmente conhecido, tinha muitos amigos, e estava ansioso demais para saber quem aceitaria aquela colaboração e quem não, pois conheceria o verdadeiro eu da pessoa.

— A Coca-Cola aceita a colaboração — disse o representante da empresa alto o bastante para atrair olhares em sua direção.

Tim Cook sorriu, feliz. 

— A Nike também aceita. — Sehun viu o pai de Travis se pronunciar.

— Toyota aceita.

— A Volkswagen aceita. — Seria ótimo para a imagem da Volkswagen caso participasse daquela colaboração de grandes marcas, além de que fortaleceria os laços com Tim Cook. Era exatamente o que seus pais pensariam, mas Sehun, honestamente, se interessou bastante pela ideia da doação, e não apenas para a imagem da Volkswagen. Claro que era, sim, importante a imagem do negócio da família, mas imagem não era tudo.

Quando Sehun aceitou a colaboração em nome da Volkswagen, atraiu o olhar de uma pessoa específica que ainda não tinha visto desde que chegara no Poesia, e ainda não havia reparado que o representante da Toyota estava lhe encarando. Ele era mais velho que Sehun e estava com os olhos vidrados nele, enquanto tinha uma taça de champanhe em uma das mãos.

Uma boa parte dos empresários aceitou a colaboração e outra não, era claro que aquilo decepcionou um pouco Tim, mas não poderia obrigar pessoas a serem solidárias ou a terem, ao menos, empatia. Valia da bondade de cada um ajudar ou não. Ele não estava ali para manipular, apenas queria apoio e conseguiu o bastante, com os que tinham verdadeiras intenções com a colaboração.

Tentando não se mostrar um tanto abatido com algumas rejeições, propôs que todos se dirigissem ao salão principal privado para uma espécie de festança em comemoração à mais nova e grande colaboração de marcas que doaria o lucro para hospitais infantis ao redor do mundo. Todos seguiram calmamente, alguns conversando e outros em silêncio e quando chegaram, permitiram-se apreciar o belo som, aperitivos que lhes eram servidos e bebidas. Quem não aceitou a colaboração também estava ali, pois ainda eram todos convidados e permaneceriam ali, juntos, durante alguns dias. Intrigas não estavam nem na primeira e nem como última opção.

Sehun até que estava se saindo bem, respondeu calmamente a quem lhe dirigia a palavra e cumprimentou outras pessoas que lhe olhavam e em seguida riam, claramente esperando alguma atitude do herdeiro da Volkswagen. O dia estava seguindo bem, estava ansioso para o que viria, honestamente.

— Senhores, perdoem-me, aos que aceitaram a colaboração, continuaremos amanhã. Escutaremos e discutiremos as opiniões de todos — Tim disse rindo, um homem estava com o braço ao redor do pescoço dele, animando-o.

Assentiram.

Sehun sorriu com a visão e caminhou até o bar, sentando-se no banco firme ao chão e pedindo um suco de goiaba; não poderia se embebedar do jeito que todos estavam querendo. Mas até que estava se divertindo com o momento, não era uma coisa boa, mas também não era ruim. Poderia se acostumar.

— Nesses tipos de reuniões não se vê a Volkswagen sempre. — Sehun olhou para sua direita, de onde a voz vinha e se deparou com um homem sorrindo para si.

Concordou e sorriu.

— A Volkswagen aparecerá mais vezes, tenha a minha palavra.

— Isso é ótimo, mas por que não aparecia antes? Se é que posso saber, claro. — Pediu uma bebida quando a do Oh chegou.

Sehun pensou bem no que iria responder àquele homem ainda desconhecido. 

— Agenda extremamente apertada. Deve compreender. — Tomou um gole de seu suco. Estava, de fato, mais calmo. O dia estava sendo bom e o humor de Sehun estava ótimo, as pessoas estavam falando consigo e até agora não havia feito nada de errado que pudesse comprometer a Volkswagen. Era um dia para realmente comemorar.

— Completamente, deve realmente ser apertado para a Volkswagen com a fama que ela agora tem. Realmente, não é fácil. — Quando sua bebida chegou, o homem tomou um gole, fingindo estar totalmente alheio a tudo e a principalmente o que tinha acabado de falar para o herdeiro da Volkswagen.

Sehun olhou no mesmo instante com o semblante franzido e o coração dando um aperto, temeroso com o rumo daquele comentário.

— Do que está falando? — riu, tentando ofuscar a confusão que estava fingindo ter, quando claramente sabia do que o outro estava falando. — A Volkswagen está em seus melhores dias, meu caro.

— Já esteve, em minha humilde opinião e a de vários outros que neste momento estão se divertindo — debochou e apontou com a mão que segurava o copo de vidro para pessoas aleatórias daquele salão.

Sehun estava sentindo a raiva subir.

— Onde está querendo chegar com seus comentários insolentes?!

— Em lugar nenhum, Oh Sehun. Apenas queria conhecer aquele quem presenteou a Volkswagen com a fama que ela atualmente possui. Devo dizer que estou impressionado com a incompetência de um grande herdeiro.

— Quem é você? Quer arranjar briga comigo?! Porque está conseguindo me tirar a paciência!

— De maneira nenhuma, foi apenas uma breve conversa entre colegas e parceiros de bebida. Até outra hora, Oh. — Saiu como quem não havia feito nada de errado e juntou-se aos que pareciam ser seus amigos, rindo alto.

Sehun pegou suas coisas e se retirou daquele lugar, estava possesso. Ele sabia, ele sabia mais do que ninguém que as pessoas falavam e que não era nada fácil ter que lidar com a má fama, ele sabia que não era o que todos esperavam e que deveria agir como tal. Naquele momento, Sehun não estava decepcionado consigo mesmo, triste ou frustrado, ele apenas sentia raiva. Uma imensa raiva.

[...]

 

O corpo comprido e que pesava toneladas nadava ansiosamente para a superfície. O fundo do mar era encantador; sombrio e misterioso, mas passou-se milhares de anos desde a última aparição. Saindo do lugar mais fundo do oceano e tendo como destino a superfície, estava a Inveja em seu verdadeiro corpo.

Seus grandes olhos iluminavam toda a escuridão em que passava e a água fervia pelo seu hálito quente. Os animais marinhos se afastavam com toda velocidade que possuíam, tentando salvar suas vidas do animal mais poderoso dos mares.

Leviatã, era seu nome.

A besta marinha, mesmo a quilômetros de distância de seu alvo, transformou-se em humano, ciente de que continuar com seu verdadeiro corpo acarretaria em grandes ondas e como consequência, destruiria seu alvo antes da hora. Nadou e chegou na superfície, observando um grande navio com a visão ainda atrapalhada pelas gotas de água que caíam em seus olhos e seus cabelos humanos também em sua visão. Submergiu novamente e conseguiu acompanhar o navio facilmente, logo apoiando-se nele e o escalando rapidamente.

Sentiu seu corpo reagir com um entusiasmo que não lhe era habitual. Por isso, apressou-se na escalada e pulou para dentro do grande navio, dando de cara com o humano que fazia seu corpo ferver em ansiedade. Ao ver o príncipe em forma humana, os olhos do homem se arregalaram. Leviatã não vestia roupa alguma.

A besta mais poderosa do mar não estava interessada nas palavras questionadoras direcionadas a si pelo humano, estava interessado pelo sentimento que sentiu vindo dele, fazendo seu corpo ansiar. Desviou o olhar dele por uns instantes, analisando toda a arquitetura do navio que estava e prestando atenção aos mínimos detalhes. Voltou a olhar para o homem, que ainda estava lhe observando com uma expressão interrogativa e um tanto assustada por provavelmente ter visto-lhe saindo da água. Pensando assim, aproximou-se mais dele, faria o mais rápido possível o que já tinha em mente quando sentiu aquela sensação pela primeira vez. Viu que o humano recuou e foi seguindo-o, quando o encurralou sem fazer absolutamente nada além de andar em sua direção, olhou bem no fundo de seus olhos e perguntou-lhe o que lhe afligia.

O Leviatã era poderoso, poderes inimagináveis aos humanos. Esperou sua resposta com toda calma que possuía, pois sabia que havia de vir, por mais que já soubesse apenas de senti-la. E quando ela então veio, tudo o que já sabia mas que desejava ouvir, o deixou em êxtase.

Apreciava a verdade, pois ela era uma das chaves de todo seu imenso poder. A verdade, quando dita, causa inúmeros efeitos dependendo das palavras e sentimentos, e para Leviatã, ouvir de um humano a verdade sobre si mesmo, a verdade do que queria e desejava, era indescritível. E ele daria o que aquele homem pedia com toda sua alma, ele ajudaria aquele humano a ter o que desejava, o que mais queria em sua vida e, acima de tudo, se sentiria bem como há milhares de anos atrás.

[...]

 

O verdadeiro eu de um ser humano, ao estar na presença de um dos príncipes do inferno, é revelado. É pesado, quente, contagiante e conflituoso, muitas vezes pesado o bastante para que o humano não sobreviva, porém Leviatã estava controlando sua energia para que somente aquele humano, que agora tinha os olhos brilhantes, a sentisse e não se perdesse completamente. Ainda.

Algumas horas tinham passado, estava sentado e vestido com as roupas daquele humano que encontrara no navio, observando-o de longe conversar com um grupo de pessoas. Estava encostado confortavelmente no encosto da cadeira, prestando atenção nas palavras afiadas dirigidas aos outros.

Sorriu leve e desviou o olhar por alguns instantes. Não havia uma razão específica para ter descumprido o acordo com Deus e ter aparecido na Terra antes do arrebatamento, talvez estivesse ansioso pelas sensações diferentes das que seu reino lhe fornecia.

Contudo, não poderia permanecer muito tempo em Terra, trataria, então de realizar logo o que havia ido fazer ali e voltar para seu reino infernal.

[...]

 

— Eu, honestamente, achei a ideia encantadora, Tim. Admiro sua bondade e desejo do fundo do meu coração que tudo ocorra como o planejado, sei bem o quão importante isso é para você.

— Fico agradecido com suas palavras sinceras, Oh Sehun. — Abaixou a cabeça por uns momentos, sorrindo tímido pelas palavras do herdeiro da Volkswagen que havia sido bastante educado e cativante.

— Não quero poupar esforços para dizer o que realmente sinto, você é realmente uma grande inspiração para mim. — Chegou mais perto, não querendo que a distância fosse uma barreira que os mantivesse longe.

— Não sabia que era um rapaz tão honesto e educado, Oh Sehun, estou pensando seriamente que poderemos ser grandes aliados, já que nos demos tão bem em tão pouco tempo. — Ofereceu uma taça de vinho para o Oh, que não recusou. 

— E tudo graças a sua simpatia e generosidade, é admirador. Mas, bem, não quero que pense que estou te bajulando para conseguir o que quero, não é de meu feitio — riu descontraído, causando o mesmo efeito em Tim.

— Não pensei de maneira alguma, consigo sentir claramente a honestidade em sua voz. Fico contente que podemos conversar após mais uma reunião, é agradável.

Era de noite e um dia se passara desde que Sehun sentiu a confiança se apossar de seu corpo e mente, era como se tivesse perdido algo desde que nascera e finalmente havia encontrado.

As reuniões estavam bastante frequentes e Sehun decidiu que era hora de ter alguém importante ao seu lado, conquistado por suas próprias palavras e ações. Não negava que sentia uma vontade escaldante de poder ter uma grande posição ao lado de alguém grande, mas não necessariamente ao lado. Pensava que, se conseguisse ter mais confiança em si mesmo, conseguiria tudo que queria, mas nem sempre tudo vinha da confiança.

Queria estar no topo, queria que todos o olhassem e dissessem que ele merecia estar ali, que ele havia se tornado um grande homem e não a base da sombra de alguém, muito menos pelo negócio da família. Queria seu próprio negócio, como o negócio de Tim Cook. Era de dar inveja todo o império que ele construiu, seu coração chegava apertar pela sensação que seu peito sentia quando imaginava que poderia ter pensado o mesmo que ele, que poderia ter feito as mesmas coisas que ele.

Sehun assumia que sentia uma inveja tremenda de pessoas bem-sucedidas, que não precisavam fazer muito para que algumas coisas dessem certo, pois sabia que seria magnífico. Era engraçado e um pouco estranho ter que finalmente assumir aquilo, antes pensava e se reprimia, pois sabia que não era bom, que deveria ser grato a tudo que tinha e não desejar coisas que pertenciam aos outros, fosse personalidade, status ou afins. Sendo o herdeiro da Volkswagen, possuía um grande nome e fama, mas estava cansado da Volkswagen.

Tinha, mas queria outra coisa, coisa que pertencia a outro alguém. O desejo exagerado e antes reprimido para obter o que não lhe pertencia havia se expelido e banhado seu corpo, era seu verdadeiro eu.

O humano que encontrou no seu segundo dia de cruzeiro e disse que lhe ajudaria a ter o que queria o fez aceitar quem era, não sabia nada sobre ele além das palavras leves que ele lhe dizia ao pé do ouvido, e como ele não lhe dizia seu nome, Sehun o chamava de Jongin.

Jongin contava coisas verdadeiras a Sehun, sussurradas e tão calmas que poderia dormir se as palavras não fossem tão impactantes. Ele sabia tudo que Sehun sentia, seus desejos mais profundos, pensamentos e atitudes que gostaria de tomar agora que o tinha ao seu lado para lhe guiar. Ele sabia tudo e era viciante estar ao lado dele, como se não precisasse mais esconder quem era pois poderia dominar o mundo.

E ele queria. Ao lado dele, Sehun seria outra pessoa, seu verdadeiro eu.

Iria até o fim para conseguir o que desejava.

Sorriu de canto para Tim, olhando-o enquanto tomava mais um gole de vinho.

— Tim, o que acha de nós irmos- — Sehun foi interrompido quando uma pancada violenta no Poesia interrompeu tudo e todos, causando uma grande algazarra e o barulho ensurdecedor de vidros e cadeiras caindo. Sehun e Tim estavam num restaurante, sentados, e agora estavam no chão.

— O que foi isso? — Tim gritou.

Estavam todos atônitos e no chão, a pancada havia sido brusca, destruindo a organização do restaurante e com toda certeza de vários lugares do Poesia.

Algumas pessoas que estavam ali se levantaram rápido demais para observar através da janela de vidro o que tinha acontecido, enquanto outras ainda estavam no chão tentando se levantar. Sehun olhou ao redor, vendo o lugar antes organizado e elegante agora todo bagunçado e com algumas cadeiras destruídas junto com os vidros de bebidas. Quando se levantou, outra pancada violenta atingiu o Poesia, fazendo com que todas as cadeiras e pessoas fossem somente para um lado. As pessoas gritavam enquanto caíam bruscamente sobre a parede e vidros quebrados. Sehun conseguiu se apoiar em uma estronca e com muito esforço segurou Tim para que estivessem a salvo. Precisava dele vivo.

Depois que o Poesia voltou ao lugar de como era para ser, as pessoas caíram no chão, alguns choravam e outros estavam desmaiados. Sehun levantou Tim bruscamente e puxou ele pelo pulso em direção à saída, precisavam ir para algum lugar seguro. Não fazia ideia do que estava acontecendo, mas não estava nem um pouco assustado com o rumo que aquilo levaria. A única coisa que o preocupava naquele momento era seus próprios interesses irem por água abaixo.

Pensando assim, continuou puxando Tim para qualquer lugar que os mantivessem sãos e salvos até que aquele problema com o Poesia passasse. Passou por entre algumas pessoas correndo e outras bateram em seus ombros, tamanha era a quantidade de pessoas em somente um corredor. Mas, em nenhum momento, soltou o pulso de Tim Cook, que naquele momento estava mais do que agradecido por ter alguém como Oh Sehun para lhe proteger, estariam salvos graças a ele, que estava determinado a não deixar que o que quer que tivesse atingido o Poesia, os atingir. Sehun não pensava exatamente da mesma forma, entretanto.

Subiram algumas escadas e correram para alguma cabine, e quando viram grandes ondas e muita água invadindo o Poesia, pensaram que o Cruzeiro havia batido em alguma coisa. Naquele momento, era mais seguro que ficassem no topo, em algum lugar com botes salva-vidas caso o pior acontecesse. E foi quando procuravam alguma coisa que pudesse os ajudar naquele pesadelo, que ouviram um estrondoso rugido. Um rugido alto o bastante para que altas ondas se formassem e empurrassem o Poesia, fazendo com que balançasse perigosamente, pronto para cair a qualquer momento.

Aquilo assustou a todos, deixando o navio em completo silêncio e paralisado com a ideia de haver algum possível monstro marinho, mas aquilo nem sequer deveria existir, ainda mais atacar um Cruzeiro Marítimo daquele tamanho. Sehun assustou-se por um momento, mas logo se recompôs, usando aquilo como incentivo para continuar a procura por bote salva-vidas ou qualquer coisa que os deixasse a salvo caso fossem ao mar.

Tim estava assustado, paralisado, mas quando teve coragem para olhar através da janela de vidro forte da cabine que estavam, viu algo como uma enorme serpente, tão grossa e grande, circulando o Poesia. Sentiu seu corpo tremer e suas pernas fraquejarem, mas não saírem do lugar. O que um monstro daquele tamanho estava fazendo num lugar como aquele? Era uma cobra? Uma anaconda absurdamente maior? O que estava acontecendo? Tim estava apavorado.

— S-Sehun…

— O que foi, Tim? — Seu tom de voz não era nem um pouco assustado como os demais daquele Cruzeiro.

— O que causou isso foi um monstro… Uma anaconda… — Tim ainda olhava através da janela, vendo o grande e corpo do monstro se mover devagar, como se estivesse prestes a dar um bote em sua presa.

— Anaconda? Viu por essa janela? — Tim assentiu, ainda olhando assustado para a cobra. — Não se preocupe com isso.

— Como não vou me preocupar?! Tem pessoas lá embaixo! Estamos sendo atacados por uma anaconda e não devo me preocupar?! — Perdeu a calma, olhando para Sehun que tinha uma expressão tranquila, como se nada estivesse acontecendo.

Sehun, de fato, não sabia nada sobre Leviatã ou monstros marinhos lendários, nem com Jongin, aquele que trouxe seu verdadeiro eu, estava preocupado. O que ele sabia era que não deveria, de maneira alguma, deixar que Tim morresse.

— Mantenha a calma, Tim, não vai acontecer nada conosco. Estamos seguros por enquanto — comentou, sua expressão mudando aos poucos por uma satisfeita quando encontrou coletes salva-vidas.

No entanto, satisfação que não durou muito, pois um forte estrondo fez com que caíssem bruscamente no chão e machucassem suas costas. Eles não estavam vendo, mas o Poesia foi partido ao meio por Leviatã, com apenas um golpe. Caía água do céu devido às grandes ondas causadas por Leviatã, dando a impressão de que estava chovendo. A besta marinha rugiu, dessa vez um mais alto, como há tempos não fazia.

Avançou forte contra o que restou do Poesia e com seus dois longos, grossos e fortes chifres, destruiu as partes divididas do Cruzeiro como se não fosse nada e, de fato, não era. As pessoas que estavam no Poesia foram atiradas para cima, agora que não tinham nada em que se apoiar. No entanto, todas caíram na água nos instantes seguintes.

Sehun tentou de todas as formas segurar Tim, mas não foi possível quando não estava o enxergando mais. Amaldiçoou a anaconda, monstro ou qualquer besta marinha que tivesse feito aquilo. Merda, merda, merda.

Quando caiu no mar, perdeu a consciência devido ao impacto de seu corpo contra a água, porém, antes de apagar completamente, viu a criatura, parecia metade dragão e metade cobra, com chifres e dentes longos e afiados, olhando para si em meio à multidão de pessoas. Sehun, antes de perder a consciência, odiou a monstruosidade como nunca.

E a besta, rugiu alto.

[...]

 

O sol estava escaldante, não havia nuvens ou sequer um sinal de que ele daria uma trégua ou de que a chuva viria para aliviar um pouco o calor.

A areia estava quente da mesma forma, e por isso ninguém se atrevia a pisar nela descalço. Porém, havia alguém que não estava ligando para isso, ou que talvez não estivesse consciente para ligar.

O corpo estava imóvel tinha horas e só naquele instante, com o sol escaldante, que dava indícios de que iria despertar a qualquer momento.

Juntou um pouco as sobrancelhas, se incomodando com a forte luz em seu rosto, acostumando-se com a intensa claridade. Abriu seus olhos devagar, ainda não movendo outra parte de seu corpo a não ser a cabeça.

Quando abriu totalmente os olhos, o sol fora testemunha da nova cor das orbes, banhadas de um vermelho fogo intenso, capaz de aterrorizar quem quer que o visse.

 


Notas Finais


Quero agradecer à @Bia_Rogers pela betagem, obrigada, meu nenê! <3 @yuriko_babe muito obrigada pela avaliação! <3 E por último, mas não menos importante, quero agradecer ao @fashionist pela capa! <3
Desculpem o trabalho e obrigada.
Obrigada por chegar até aqui, sério. TT
Deixa eu explicar uma coisinha: o sehun foi o único que sobreviveu. Leviatã o testou e achou que ele fosse merecedor de continuar com o caos na Terra, já que ele não ficou com medo nem no que parecia ser o último momento de vida dele. Como leviatã não pode sair do mais profundo do oceano até segunda ordem, ele foi ousado e deixou Sehun vivo, mas com os olhos vermelhos. Vou deixar vocês imaginarem o que o Sehun pode fazer agora... ><
E mais uma última coisinha: eu pessoalmente achei desafiador demais narrar os pensamentos do próprio leviatã, ele p mim é muito indecifrável e achei melhor que vocês imaginassem, da própria maneira e como gostarem, a conversa entre ele e Sehun.
É isso, muito obrigada mesmo e nos vemos de novo! <3
Obs: o ciclo do sekaibox está PERFEITO.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...