História Lia, ao Anoitecer... - Capítulo 33


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Notas do Autor


Acabou a opressão a comunidade lobisomem!

Capítulo 33 - A Sentença Final


Fanfic / Fanfiction Lia, ao Anoitecer... - Capítulo 33 - A Sentença Final

— Todos sabem o quanto resistimos sem revidar... — Dizia Thomas para todos espalhados na sala. — Não é por orgulho que estou dizendo isso, só porque quase morri. 

Lia que estava do lado do garoto pigarreou. Talvez ela quisesse corrigir que ele quase foi morto por Gary.

— Está bem. Onde quer chegar? — Alguém perguntou.

Eles nos caçam como se fôssemos monstros, então talvez agora, devêssemos ser esses monstros. — Respondeu o garoto, e alguns levantaram as sombrancelhas.

— Quer dizer que vamos lutar, Thomas? — Perguntou Karla, escondendo a animação.

Todos em volta começaram a discutir. De fato, alguns deles tinham apenas 15 anos de idade, e estavam aterrorizados.

— Me escutem, isso não é escolha de ninguém. É lutar ou morrer, todos sabem. — Falou Thomas, sobrepondo sua voz. — Só achei que devêssemos nos unir. 

— Certo, se lutarmos também vamos morrer. E apesar de ser um lobisomem, eu gosto muito da minha vida. — Outra pessoa disse atrás de Thomas.

— Agora sim, você está sendo orgulhoso. — Respondeu Lia. 

O bate e boca entre todos seguiu sem nenhum avanço, até que sem se darem conta, Thomas e Lia ficaram sozinhos.

— E agora? — Perguntou a garota desanimada, encarando o teto.

— Cansei de tentar convencê-los. — Disse Thomas, também encarando o teto. Lia se virou para olhá-lo. — Cansei de tomar decisões por eles. 

— Você não precisa. Uma hora eles vão perceber que não temos escolha. — Respondeu a garota segurando sua mão.

Thomas forçou um sorriso, se levantou e apareceu segundos depois com sua mochila nas costas.

— Onde pensa que vai? — Perguntou a garota.

— Escola. — Thomas deu de ombros.

— Você está procurando encrenca. — Disse Lia escondendo um sorriso. — Mas eu quero muito ver a cara do Gary também. 

Os dois então saíram. Era tão libertador agir como adolescentes idiotas e despreocupados novamente.

***


Lia e Thomas não esperavam encontrar alguns amigos na Escola, por algum motivo eles pareciam mais determinados. O grupo andou junto, e todos abriam caminho para que passassem, enquanto Gary e sua seita anti-sobrenatural vinha em sua direção, até que ficaram cara à cara.

— Parece surpreso, Gary. — Riu Thomas, barrando o caminho do garoto.

— Eu já estou ficando impaciente de tentar de matar. — Rosnou Gary, com a voz trêmula.

Gary e seu pessoal tentaram passar por Thomas, mas quem estava atrás do garoto impediu o caminho.

— Interessante como você fica sem uma arma. — Comentou Thomas, fingindo interesse na expressão de Gary.

— Experimenta me atacar aqui, aberração. — Desafiou Gary.

— Estamos atrasados para a aula. — Lia deu de ombros, rindo.

— Mas não se preocupe, Gary. — Disse Thomas. — Temos a noite para acabar com isso. 

O grupo passou por Gary, enfim os deixando sozinhos no corredor.

— Você o chamou para brigar sem consultar os outros? — Alguém perguntou para Thomas.

— Eu não estou tomando decisões por vocês. — Disse Thomas fazendo uma careta. — Se quiserem, podem vir também. 

***


O dia na Escola seguiu normalmente, ou pelo menos até a hora do almoço.  Talvez Thomas e Gary tivessem ido longe de mais. E isso ficou provado quando o garoto surgiu no refeitório com uma arma levantada.

— Acabou, Thomas! — Gritou o garoto, em meio ao alvoroço que o resto da escola fazia. — Estão cercados, eu não ligo em matá-los aqui e agora! 

— Seu idiota! Vai acabar matando alguém! — Gritou Thomas de sua mesa. — Quer resolver isso aqui mesmo? 

— Gary... — Lia se levantou devagar. — Deixa os outros saírem. 

— Assim todos vão ver o que são. — Respondeu o garoto, negando com a cabeça, e tremendo um pouco.

Gary atirou algumas vezes, mas errando todas. Alguns alunos foram para de baixo das mesas, e outros fugiram para os corredores, onde haviam outros da seita armados.

— O que vamos fazer?! — Perguntou Lia por baixo de uma mesa.

— Chamar a polícia? — Sugeriu Thomas, dando de ombros.

— É sério, Thomas. O Gary está... — Começou Lia.

— Eu sei. Mas não posso mostrar minhas garras e dentes afiados na frente de todos! — Interrompeu o garoto.

Ouviram-se tiros nos corredores, não era para estar acontecendo aquilo.

— Eles estão atirando em outras pessoas? — Se perguntou Thomas. — O Gary ficou maluco. 

Thomas se levantou de repente, lançando sua mesa para o lado, e finalmente chamando a atenção de Gary. O garoto se ocupou em tentar atirar em Thomas, que corria em sua direção sobre as mesas, até que caiu sobre ele.

— Você é doente?! — Rosnou Thomas sobre Gary. — A Escola não é lugar para isso! 

— Tarde de mais. — Sorriu Gary.

Thomas levantou sua cabeça, e estava completamente cercado. Todas as portas do refeitório tinham alguém armado apontando para ele, ou para de baixo das mesas onde estavam os outros.

— Agora, quando eu der um tiro em você, vou ficar para garantir que morra de uma vez. — Disse Gary, com o maior sorriso de todos.






Notas Finais


🙏Por favor, não morre de novo.


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