História Liar - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Jimin
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Palavras 962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Sete


*Narrador on*

Na sala do apartamento luxuoso onde estavam hospedados, dois homens conversavam seriamente enquanto tomavam um pouco de café.

-Alguma pista do pendrive? - Perguntou um deles com um forte sotaque inglês.

Estava sentado em uma grande poltrona com uma expressão impassível, apenas sua presença era necessária pra mudar completamente o ar do cômodo. Suas roupas, feitas sob medida, destacavam-lhe os ombros largos e isso fazia com que ele parecesse ainda mais ameaçador.

-Ainda não, senhor. - Respondeu o outro segurando firme seu chapéu favorito, um elegante fedora preto que havia sido importado direto da Itália. - O garoto ainda não acordou portanto ainda não falamos com ele.

-Estou certo de que você continua a se lembrar da importância deste pendrive e das informações que ele contém. - A ameaça logo foi detectada.

-Como eu poderia esquecer? Nossa prioridade agora é encontrar os dois desaparecidos, de preferência com vida, nos preocuparemos com as informações depois.

Um som alto e grave repercutiu pelo cômodo quando o primeiro homem bateu com força no braço da poltrona.

-Ouça bem Chang Won, se aquele pendrive não for entregue ao parlamento inglês até-

-Não estamos na Inglaterra. - Interrompeu o outro levantando-se e pondo o chapéu na cabeça. - Estamos na Coreia do Sul, e aqui prezamos pela segurança dos cidadãos em primeiro lugar. Agora, se me der licença, preciso resolver o problema que vocês britânicos nos trouxeram.

-Cuidado com suas palavras, meu caro. Elas podem lhe trazer muitos problemas. - Foi a frase ouvida antes que a porta se fechasse com força.

*Narrador off*
.
.

Minha cabeça latejava quando finalmente abri os olhos. A primeira coisa que notei foi que estava amarrado em uma cadeira e amordaçado. Tentei me mover, mas como estava muito fraco a única coisa que consegui foi ficar ofegante.

Repentinamente alguém abriu a cortina, a luz forte do sol entrou pela janela no quarto escuro fazendo pontos de luz dançarem na frente de meus olhos. A dor de cabeça aumentou.

-É só uma questão de tempo até sua retina se acostumar com a claridade, não se preocupe. - Disse alguém em um ponto mais afastado da sala.

Ele se aproximou e pude ver que era o homem que me atacou.

-Acho que ainda não nos apresentamos. Me chamo In Chang Won, sinto muito pelo calmante, mas precisávamos tirar você do prédio o mais rápido possível.

Abaixei a cabeça e fechei os olhos com força tentando ainda afastar a dor.

Chang Won chegou mais perto e tirou a mordaça da minha boca.

-O que você quer? - Murmurei.

-Por hora, eu me contento em encontrar seu amigo. - Ele sorriu deixando de lado o ar sério de antes. - Você deve estar desconfortável assim, mas veja bem, não podemos ser descobertos aqui.

Rapidamente ele retirou as cordas que me amarravam.

-Quer beber alguma coisa? - Perguntou.

Neguei com a cabeça mesmo querendo muito tomar um pouco de água. Era melhor esperar pra descobrir quem era aquele cara antes de aceitar qualquer coisa.

Passei as mãos por meus pulsos sentindo as marcas da corda.

-Imagino que queira saber o que está acontecendo, então eu devo começar algumas explicações. - Chang Won puxou outra cadeira e sentou-se na minha frente. - Mas antes, quero ter uma ideia do que você sabe e de quanto está envolvido.

Me arrumei na cadeira sentindo um completo desconforto com aquela situação. Fiquei mais calmo quando ele me mostrou um distintivo.

-Eu sei que meu amigo desapareceu.

-Sim, acidentalmente seu amigo recebeu informações sigilosas sobre o governo, eu o contatei para nos encontrarmos, mas ele não apareceu.

Lembrei-me da última mensagem que Tae havia recebido em seu celular.
"Encontre-me no Sam Ryan's Sports Bar & Grill, traga-o com você".

-Nós sabemos quem o pegou, mas ainda não conseguimos rastreá-los. Você sabe de mais alguma coisa?

Ele poderia ter um distintivo e trabalhar para o governo, mas eu definitivamente não confiava nele. Por que raios haviam armado um sequestro daqueles para me pegar?

Algo lá no fundo me dizia que era perigoso saber muito.

-Sei apenas isso. - Afirmei.

Talvez, apenas talvez, ele não tenha acreditado, contudo não recebi mais perguntas.

Mais uma vez aquele capuz idiota, quando finalmente o tiraram da minha cabeça eu estava novamente no prédio. O céu já estava escuro, eu mal podia acreditar que tinha ficado fora o dia inteiro.

Haviam reposto o vidro da porta que fôra quebrado ontem à noite, me perguntei se teria sido o dono do prédio ou um dos homens que Chang Won comandava.

-Ficaremos de olho garoto, não precisa se preocupar com a possibilidade de outra invasão. - Disse um dos homens da van, o que não me deixou muito tranquilo. Até onde eu sabia, eles mesmo poderiam ter orquestrado aquela invasão.

-Obrigado. - Murmurei antes de sair.

Subi as escadas sentindo o cansaço tomar cada vez mais conta do meu corpo.

-...contar à ele? - Ouvi a voz de Soo Yeong assim que cheguei no corredor.

A porta do apartamento de Jungkook estava aberta e a conversa parecia vir de lá.

-Não noona, acho melhor esquecer isso e seguir em frente. - Era a voz de Kook e soava angustiada.

Cheguei à porta quase arrastando no chão e me escorei na entrada, minha cabeça dando voltas.

Do que eles estavam falando?

-Hyung? - A voz de Jungkook soou lá no fundo da minha mente, eu não poderia dizer se era realidade ou se eu estava alucinando.

Logo senti alguém me puxar para dentro, eu estava no auge da exaustão, mal conseguia mexer as pernas e o café da manhã parecia querer dar um "olá".

-Coloque ele no sofá! - Mandou Soo Yeong e a imaginei vestida com um uniforme militar. Às vezes ela soava como um coronel impaciente.

-Hyung, o que...

As palavras estavam embaralhadas na minha mente.

-Pegue o pano... não... Jimin... aqui... a porta... estava fora...

De repente senti alguém me sacudir.

-NÃO DURMA! - Uma voz gritou, mas parecia distante.

Sem dar ouvidos, lentamente escorreguei para a escuridão sentindo que eu poderia finalmente ter algum alívio.



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