História Liberdade - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Sasuhina
Visualizações 101
Palavras 2.143
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Para o mês SasuHina. Dia 3-Chuva/Inverno
Para o grupo Curtidores da SasuHinaBr oficial.
Boa leitura ❤🌻🐝

Capítulo 1 - Aquecer...


Eu nunca gostei da chuva.Nem do inverno. Sentia-me como um passarinho preso em sua gaiola de ouro, sem nunca poder abrir as asas e alcançar os céus.

Eu costumava fitar o horizonte imaginando qual o gosto que a liberdade tinha.

Mas tudo mudou quando eu o conheci.

...

Chovia forte no dia e nós estávamos em missão. Sasuke era frio e taciturno. E eu tímida demais para conseguir falar com ele alguma coisa sem gaguejar. Mas então veio a chuva e nos deixou tão molhados que me senti nua diante dos olhos dele.

-Vamos procurar uma pousada antes que morramos de frio. Use seu Byakugan e me mostre o caminho. –ele dissera.

Meus dentes batiam um no outro, era inverno, chovia e eu ainda estava tremendo de raiva e medo pela maneira arrogante que ele sempre falava comigo.

Localizei uma pousada e nós fomos direto pra lá.

-Um quarto de casal. –ele disse para o dono enquanto eu o fitava com descrença.

Minhas bochechas ficaram quentes de repente e eu soube que ainda havia calor o suficiente em mim para corar. Sasuke não disse nada apenas manteve sua carranca habitual e eu naquela época era tão insegura e assustada que apenas o acompanhei.

Já no quarto eu tremia muito, batendo os dentes e tentava abraçar meu corpo com meus próprios braços na tentativa de me esquentar.

Sasuke fechou a porta quando eu finalmente criei coragem pra entrar e então começou a se despir na minha frente.

-O-o que e-esta fa-fazendo?

Ele sorriu para mim. Um sorriso de lado, malicioso e safado. Um sorriso que eu nunca me esquecerei.

Sasuke se aproximou de meu corpo e eu de repente já não sentia tanto frio. Ele pegou meu queixo com as mãos e falou olhando em meus olhos com um brilho que fazia meu coração bater num ritmo frenético e anormal.

-Eu quis apenas um quarto, porque não queria que você morresse de frio Hyuuga.

-O-o que?

-Não seja boba, essa noite eu irei aquecer você...

Depois ele me beijou. Eu nunca tinha beijado ninguém antes. Sua língua invasiva me fazia estremecer, mas dessa vez era um tremor quente, muito quente.

-Gosto de garotas inocentes... -ele disse me beijando novamente. Dessa vez seus lábios se apertaram contra os meus com força, enquanto sua língua quente tocava a minha e fazia meu corpo inteiro se incendiar.

...

Aquela foi a primeira noite que fizemos amor. A primeira de muitas embora “fazer amor” não fosse bem o tipo de Sasuke. Foi uma forma que eu encontrei nele de me sentir livre.

Quando sua boca estava na minha e nossos corpos se encontravam e em calor e êxtase nós nos tornávamos um eu era livre.

Mas não foi apenas isso que a chuva de inverno me trouxe...

Um dia encontrei Sasuke caminhando sozinho embaixo daquela chuva terrível. Nós não tínhamos nenhum compromisso, nenhum juramento de lealdade, não conversávamos fora da cama, nem mesmo nos conhecíamos direito e já estávamos nisso há mais de um ano.

Ele nunca permitiu, e eu nunca tentei. Nós criamos nossas próprias barreiras. Mas naquela tarde debaixo da pior chuva de inverno da minha vida, tudo mudou.

Meu coração se partiu quando o vi daquela maneira, por um segundo a covarde em mim pensou em fugir. Mas a parte boa, a parte corajosa que sempre desejou a liberdade estava enfim liberta e não era capaz de deixa-lo ali daquela forma.

-Sasuke... –eu disse me aproximando dele com o guarda chuva aberto e colocando sob sua cabeça.

Sasuke me olhou, seus olhos escuros e perdidos enquanto dividíamos o mesmo guarda chuva.

-O que você quer? –sua voz estava meio enrolada e percebi que estava bêbado.

-Só quero te acompanhar até sua casa, não quero que tome toda essa chuva.-digo perscrutando seu rosto a procura de um sinal de porque ele estava assim.

-Esse é o eufemismo do século Hyuuga. Você não quer me acompanhar até minha casa, você quer dividir da minha cama...

Sinto minhas bochechas esquentando e sei que estou corada.

-Então leve o guarda chuva. –digo entregando para ele que recusa e fita meus olhos com uma ira contida que eu nunca tinha visto antes.

-Você vai se casar. –ele diz com uma voz tão fria que senti até minha alma estremecer.

-E-eu o que?

-Não se faça de boba, você vai se casar. Eu sei. O Rokudaime me contou. Seu pai esta arrumando um casamento entre você e um tal de Toneri...

-Não. Sasuke eu juro que eu não sabia disso, eu nunca me casaria, eu nunca...-eu gaguejo nas palavras. Não era vergonha, era medo, medo de lhe dizer tudo que eu sentia e perdê-lo para sempre. E também ódio. Ódio do meu pai, do meu clã e desse tal de Toneri. Quando eu voltasse ao clã eu iria dizer boas verdades ao senhor Hiashi e aqueles Hyuugas nojentos iriam conhecer quem eu sou.

-E por quê? Nós não somos nada, Hinata. Você vem até mim e vai como se não fosse nada pra você. Que diferença faz casar-se hoje ou amanhã? Somos apenas o sexo casual um do outro, a distração... Nada mais.

Engulo meu medo. Fito seus olhos escuros. E então eu sei que estou livre. Porque eu precisava que ele soubesse. E se eu o perdesse, não faria diferença porque tê-lo apenas pela metade já não bastava pra mim. Nunca bastou.

-Eu quero que preste muita atenção seu Uchiha imbecil e arrogante. –digo vendo-o franzir o cenho em duvidas e me encarar. –E faça o favor de não me interromper.

-Você ficou louca de vez?

-Eu vou falar, e quando eu terminar não quero que diga nada, mas agora quero apenas que me escute.

-Ótimo vai me contar do seu noivinho... –ele diz com desprezo e magoa.

Eu lhe lanço meu pior olhar, e milagrosamente ele fica em silencio me olhando. Entre nós havia silencio, frio e o barulho da chuva que abafava tudo o que nunca ousei dizer.

-Eu te amo. E eu preciso que você saiba. Eu te amo. E eu tenho te amado todos os dias. E eu penso em você todo o tempo, eu penso em você todas as vezes que chove...Lembro-me da primeira vez que senti seus lábios, e que senti o seu corpo...Eu te amo, e sei que isso é estúpido e errado, e que tudo que estou trazendo para a luz eu deveria deixar mantido na escuridão, mas eu não posso mais...Sasuke Uchiha você é um homem arrogante, bipolar e irritante...Mas eu o amo. Amo você. E agora eu vou embora e vou resolver isso com meu pai e quando tudo acabar vou sair do clã e da vila, e se você quiser...Pode vir comigo.

...

Falo tudo de uma vez aos tropeços e Sasuke olhava para mim perplexo, estava tão pasmo que quando eu lhe entreguei o guarda chuva dessa vez ele aceita e permanece ali imóvel enquanto eu dei-lhe as costas e caminhei na chuva em busca do meu destino, porque pela primeira vez eu encontrei um motivo para enfrentá-lo e mudá-lo.

No clã meu pai me esperava. Eu o olhei com um ódio que eu nunca tinha me permitido sentir antes.

-Atrasada como sempre...Mas isso vai acabar, eu arrumei uma maneira de você ser útil para esse clã. –Hiashi disse com aquela voz de porco metido a besta que só ele sabia ter.

-Ah é mesmo papai? –pergunto irônica enquanto fito seus olhos frios.

-Sim, você se casará com Otsutsuki Toneri. O filho de vocês será uma aquisição valiosa para o nosso clã, apesar de você...

Meu pai me olha diretamente nos olhos e eu sei que ele esperava me ver chorar e cair de joelhos aos seus pés implorando. Mas minha atitude é totalmente o oposto e vejo em seu rosto o quanto ele esta chocado.

Eu começo a rir. No começo de nervoso, depois de raiva e por fim estou rindo de mim mesma por ter me submetido a isso por tantos anos. Porque eu fazia isso? Porque permitia que me machucasse? Que me fizesse em pedaços? Mas meu coração ele não teria. Porque este, já tem dono.

-Você ficou completamente louca? –ele pergunta tentando parecer inabalável.

-É segunda vez que me perguntam isso hoje. –digo parando de rir e encarando seus olhos. –Eu não vou me casar Hiashi.

-Como você ousa? Acha que vou permitir que...

-Eu não me importo mais. Me mate, me quebre, me sele ou me jogue na rua. Eu fiquei aqui por anos aguentando tudo e para que? Para ter o seu amor Hiashi. E você nunca me amou. Nem por um dia da minha vida, nem por um minuto da minha...Eu vou embora daqui e eu quero que você e esse clã maldito que destruiu a vida do Neji-nii-san queimem no fogo do inferno.-eu grito e então percebo que estou chorando, e então percebo que meu Byakugan está ativado.

-Sua vagabunda ingrata...Tudo isso é por causa do Uchiha? Ou pensa que não sei que você se da ao desfrute com aquele...aquele...

-Aquele o que Hiashi? Eu amo Sasuke Uchiha, independente dele me amar ou não. E eu não vou deixar você roubar mais nenhum dia da minha única vida. Nunca mais.

Eu sei que ele vai me bater, vejo em seus olhos o poder do seu ódio. Ele vem pra cima de mim com velocidade e fúria. Eu estou pronta para revidar, assim como estou pronta para sentir a dor.

Mas a dor não vem. Eu vejo uma capa preta esvoaçar no ar. E ouço sua voz grave ecoar na sala inteira. Ecoar no meu coração. Libertando a minha alma.

-Nunca mais tente tocar na minha noiva ou eu mato você. –sua voz é tão assustadora que sei que meu pai não vai se mexer mais. Mesmo eu senti minhas pernas tremerem.

-Hinata busque o que precisa aqui e vamos embora. –Sasuke diz se dirigindo a mim, mas sem mover um músculo, pronto para cortar meu pai ao meio.

Eu subo até o meu quarto e pego uma bolsa, jogo dentro as joias que eram da minha mãe e todo o dinheiro que ganhei em missões e economizei por todos esses anos. Não que eu achasse que precisaria, afinal se não enlouqueci de vez Sasuke disse que sou sua noiva e eu sabia que ele tinha poder e dinheiro o suficiente pra cuidar de nós dois, mas porque eram meus e eu não deixaria mais nada de mim naquele lugar.

Desço com a bolsa em meu ombro e corro até Sasuke, ele segura minha mão e sinto-me aquecida e corajosa novamente.

-Adeus papai. –digo a ultima palavra com ironia e vejo nos olhos dele o quanto ele me odeia por isso, mas não me importo mais, ele me odeia por tudo mesmo, porque ligar?

Sasuke me conduz pra fora. Chovia muito e ele envolve meu ombro com o braço e andamos juntos debaixo do guarda chuva que eu havia deixado com ele.

A chuva era gélida e o inverno era cruel, mas eu nunca me senti tão aquecida.

-Eu também te amo Hinata. –ele diz sem me olhar nos olhos, eu vejo um minúsculo sorriso se formar em seus lábios e eu apenas seguro em sua mão e o sinto apertando a minha com força.

...

Nós nos mudamos para o país das flores. Aqui Sasuke é o guardião do lugar, como um general. E eu tenho dado aulas aos que desejam se tornar ninjas e tenho ensinado eles a usar plantas para fazer pomadas farmacêuticas. Temos uma casa enorme num lugar afastado da cidade, eu achei melhor assim já que normalmente a noite Sasuke e eu fazemos muito barulho. Eu nunca mais tive noticias do meu pai, da minha irmã ou do meu clã. Essa é a primeira vez que vivo apenas por minha própria felicidade. E de Sasuke, obvio. Mas ele e eu somos um só.

Até hoje...

Chovia quando Sasuke se levantou da cama preguiçosamente e foi pra cozinha acompanhando o delicioso cheiro do café da manhã que sua esposa preparava.

-Hinata algum motivo especial pra esse sorriso mais lindo que o normal? –ele diz me envolvendo com os braços.

-Estou grávida. –digo com a cabeça ainda encostada em seu peito.

-Você tem certeza? –ele pergunta e só pela sua voz eu sei que ele estava sorrindo.

-Sim, eu tenho.

-Mas como dizia minha mãe: “prevenido morreu de velho”. –ele diz me pegando em seus braços e me levando para o quarto.

-Você gosta de fazer amor quando está chovendo ou é impressão minha? –eu pergunto com uma gargalhada.

-Ah querida, você sabe que eu estou aqui para te aquecer. –ele diz antes de tomar meus lábios em um beijo lascivo.

...

Tudo mudou numa noite de chuva no inverno terrível de Konoha. E agora eu sou uma mulher livre, e a liberdade eu encontrei nos segredos de seus olhos escuros.


Notas Finais


Obrigada por ler ❤


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