História Liberdade Condicional - Dramione - Capítulo 12


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Hugo Weasley, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rose Weasley, Scorpius Malfoy
Tags Amor, Azkaban, Draco Malfoy, Dramione, Hermione Granger, Hogwarts
Visualizações 338
Palavras 1.871
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oieeee!
E aí? Estão com frio? Aqui em São Paulo está congelante!!!!

Aqui vai o capítulo de hoje!
Espero que gostem!!!

Capítulo 12 - Uma Xícara de Arroz


— Oi, desculpa incomodar. Eu me chamo Hermione, sou a nova moradora do 22, será que você poderia me emprestar uma xícara de arroz? – Ela disparou e quando eu acabei de abrir a porta, seus olhos se arregalaram. – Droga! – Ela reclamou. Minha vontade era de fechar a porta na sua cara, mas então eu me lembrei de Scorpius e do pedido da minha mãe. Aquela era simplesmente uma oportunidade que eu não poderia perder. Eu sabia como seduzir uma mulher e, com ela, o trabalho teria que ser bem feito, para que desse certo.

— Arroz, Granger? – Ergui as sobrancelhas, me encostando no batente da porta e cruzando os braços. Ela gaguejou antes de responder. 

— Deixa quieto, eu vou pedir para o apartamento ao lado. – Ela murmurou, já se virando de costas, mas eu segurei seu pulso. 

— Não precisa. Entra aí… – Abri espaço para que ela passasse e ela fez uma careta. 

— Eu só quero um pouco de arroz. – Ela se apressou em dizer. – Não preciso entrar, mas agradeço a gentileza. 

— Granger, eu não vou te matar. – Dei um sorriso ladino, que a fez titubear. – Eu nem tenho uma varinha para isso. Entre aí… 

Ela suspirou, se dando por vencida e entrou na minha sala, olhando em volta com um olhar avaliador. Eu pigarreei, chamando sua atenção e apontei para um banco alto, que ficava em frente à bancada da cozinha americana, que permitia quem estivesse na sala de jantar ver o que estava acontecendo na cozinha. 

— Por que não se senta? – Perguntei, trancando a porta e ela prendeu os lábios entre os dentes. 

— Malfoy, eu só quero um pouco de arroz. – Discutiu e eu encolhi os ombros. 

— Pra que você precisa tanto de arroz? 

— Eu queimei o meu. – Ela respondeu entre os dentes e eu não consegui segurar a gargalhada. – Isso não tem a menor graça. Eu só quero um pouco de arroz para voltar para o meu apartamento e conseguir jantar, você não me escutou?

— Eu ouvi, mas para o seu azar, eu não tenho arroz. – Respondi, voltando para a cozinha, para picar os meus vegetais. – No entanto, para a sua sorte estou fazendo um delicioso macarrão com carne e legumes e estou disposto a dividir. 

— Você? – Ela ergueu as sobrancelhas e cruzou os braços, cética. – Desde quando você sabe cozinhar? 

— Eu sei fazer muitas coisas, Granger. – Respondi, com um tom ambíguo, que passou despercebido. 

— Conta outra. – Ela deu uma risada anasalada, em desprezo. – Aposto como você nunca precisou que alguém cozinhasse para você. 

Aquilo me irritou ao extremo e eu precisei conter todo o repertório de palavrões que ameaçou sair da minha boca. Ser julgado pela criação que eu tive era um saco, e aquilo nem era culpa minha e, se quer saber, isso era o que mais me irritava em Hermione Granger. Pensei rapidamente em uma resposta que descontasse a minha frustração, mas que ao mesmo tempo não a afastasse de mim. 

— Pelo menos eu não queimo a minha comida. – Olhei sobre os ombros apenas para me divertir ao vê-la sem resposta para a minha provocação, enquanto colocava os vegetais para cozinhar em uma panela. – E talvez você goste de saber que eu cozinho muito bem. 

— Essa eu quero ver. – Ela riu, rolando os olhos. 

— Então sente-se e espere a comida ficar pronta. – Sorri, resolvendo substituir o Whisky que eu planejava tomar por Hidromel, uma bebida um pouco mais adocicada e suave. O ideal para um encontro. Servi a bebida em duas taças e arrastei uma até Hermione, que se sentou onde eu havia indicado antes e apoiou os seus cotovelos sobre a bancada da cozinha. – À sua saúde. 

Ergui a minha taça e ela bateu a dela contra a minha com um pouco mais de violência do que o necessário, tomando um grande gole. 

— Então… – Puxei assunto, colocando a peça de carne no mesmo balcão onde Hermione estava sentada e começando a picar em pequenos e finos pedaços. – Desde quando você mora aqui? 

— Me mudei no sábado. 

— Ah, é? – Perguntei, franzindo o cenho. – Se mudou com a família? 

— Sozinha. – Hermione suspirou. – Sozinha… 

— E o Weasley? – Perguntei, fingindo que aquela era apenas uma conversa casual, fingindo que eu não tinha segundas intenções em fazer aquelas perguntas. 

— Nós nos divorciamos. – Ela encolheu os ombros, tomando mais um gole. O seu tom não foi triste ou melancólico. Hermione falou estas três palavras com uma naturalidade absurda, como se ela estivesse falando que o céu é azul ou que ela gostava de comer batatas. Aquilo me desestabilizou, mas eu fingi surpresa e suspirei. 

— Eu sinto muito, Granger. Divórcios são uma merda. 

— Está tudo bem. – Ela sorriu. – Diferentemente de outros casos, foi tudo muito amigável… Fizemos da melhor forma possível para nós e para as crianças. Estamos melhor agora do que estávamos antes, então… 

— Crianças? Você teve filhos? – Perguntei e um sorriso enorme brotou em seu rosto enquanto ela assentia animadamente. 

— Sim, dois. Rose, a mais velha, tem três anos e é a criatura mais esperta e inteligente que eu já conheci e Hugo, que acabou de completar um ano, é um amor de criança e também é uma fofura. Eles dois são os amores da minha vida. 

— Eu sei exatamente como você se sente. – Sorri, me lembrando de Scorpius e sentindo um aperto estranho no peito que eu identifiquei ser saudade. – Eu sinto uma falta tremenda do Scor. 

— Vocês eram muito próximos? – Hermione perguntou e eu me afastei, com a desculpa de colocar os pedaços de carne na panela para esconder as lágrimas que encheram meus olhos. 

— Próximos? – Perguntei, rindo sem humor. – Nós éramos grudados. Ele não dormia sem que eu lesse uma história para ele. Todos os dias de manhã nós fazíamos panquecas com creme de avelã para o café, eu estava ensinando-o a jogar quadribol e eu sempre levava ele para tomar sorvete no nosso lugar preferido lá na França. 

— Eu sinto muito, Malfoy. – Ela disse, com o tom de voz baixo e eu encolhi os ombros, colocando o macarrão para cozinhar na panela e a tampando. – Separar um filho de um pai é uma crueldade sem tamanho. 

— A Astória só está fazendo isso para me provocar. – Reclamei. – No começo, ela nem queria ter filho. Mas aconteceu… Ela nem sequer cuidou dele nos primeiros meses. E agora quer tirá-lo de mim. 

— Malfoy. – Hermione me chamou, sua voz bem mais mansa que antes e eu a olhei, estranhando. 

— Sim? 

— Quem é o advogado cuidando do seu divórcio? – Ela perguntou e eu suspirei. 

— Era o Theodore Nott. 

— Era? – Hermione fez a pergunta de um milhão de galeões, franzindo o cenho, confusa. – Com “era” você quer dizer que não é mais?  

— Aquele cretino pulou fora quando eu fui preso, porque ele ter o nome dele atrelado a um homem preso por magia das trevas e suspeito de ser um comensal da morte pode prejudicar o crescimento de sua carreira. – Me exaltei, aumentando o tom de voz para expressar a minha indignação. – Como se o pai dele não fosse tão comensal da morte quanto o meu. 

— Que hipócrita! – Ela exclamou, bufando. – É evidente que você é inocente de todas as acusações e o que é certo, é certo. 

— Ok, acho que você bebeu muito e de barriga vazia. – Dei um sorriso irônico, colocando dois pratos sobre o balcão, acompanhados por talheres. Ela fez um som engraçado de discordância e uma careta que dizia “não seja ridículo, eu sou a sabe tudo irritante”.

— Eu estou falando sério, Malfoy. – Retrucou, rolando os olhos. – E eu posso te ajudar, se quer saber. 

— Você? Me oferecendo ajuda? – Fingi surpresa. – Que mundo é esse? 

— Não seja idiota! Escute o que eu tenho para falar, ok? 

— Estou ouvindo… – Apoiei o cotovelo sobre o balcão e ela encheu os pulmões de ar. 

— Eu estudei leis da magia. Sou advogada formada, mas o Ministro sempre quis que eu fosse chefe do esquadrão de aurores, por motivos óbvios… Eu estava ao lado de Harry quando ele derrotou você-sabe-quem. – Ela começou a tagarelar e eu fui mexer o macarrão na panela. – Por causa disso, eu nunca tive a chance de me inscrever para participar da suprema corte dos bruxos, o que é o meu sonho e também o que eu sempre quis fazer. Acontece, que para entrar na suprema corte, eu preciso ter pelo menos um caso ganho. E eu nunca pude advogar, por falta de tempo. Mas se você permitir, eu posso ser a sua advogada nesse caso e eu garanto que você não vai se arrepender. 

— Você? – Ergui as sobrancelhas. – E porque você iria querer me ajudar? 

— Por puro interesse. – Ela encolheu os ombros. – Eu ganhando o caso, poderei reforçar o meu pedido para mudar minha área de atuação dentro do ministério. 

— E você é boa? – Perguntei, provando um fio da massa para ver se estava no ponto certo de cozimento. 

— Eu consegui convencer o ministro e a juíza Hopkirk a adiantarem o seu julgamento e te deixarem em liberdade condicional em apenas alguns minutos. – Ela cruzou os braços com um sorriso vitorioso, o que me fez rir enquanto eu escorria a água do macarrão e o servia em nossos pratos. 

— Ok. Você é boa. – Admiti, sorridente. – E quanto você me cobraria por isso? 

— Nada. – Ela encolheu os ombros, comendo uma garfada de sua comida e soltando um gemido de prazer. – Deus, isso aqui está divino. 

— Eu disse que cozinhava bem. – Me exibi e ela riu, assentindo. 

— É, eu admito… Você é bom. 

— Obrigado, Granger. E obrigado por se oferecer para me ajudar com o caso do Scorpius. 

— Você não vai aceitar a minha ajuda? – Ela arregalou os olhos e eu inspirei profundamente. Aceitar a ajuda dela, significa que eu teria que conviver mais horas por dia ao lado dela e de suas manias irritantes e eu realmente não queria, mas mais uma vez naquela noite Scorpius e o trato que fiz com a minha mãe invadiram a minha mente, me fazendo repensar a minha decisão. 

Ela era claramente boa em qualquer coisa que envolvesse tagarelar e investigar. O imbecil do meu advogado tinha pulado fora do caso, o que me deixava sem ação. Minha mãe estava prestes a ser presa, o que prejudicaria todo o processo, e havia pedido para eu me aproximar de Hermione para livrar sua cara. Eu estava na merda e a Granger estava se oferecendo de bom grado para me ajudar, o que facilitaria que eu cumprisse o trato que eu havia feito com a minha mãe, logo, não tinha porquê negar. E ainda mais que isso, eu seria um perfeito cavalheiro e faria com que Hermione fizesse tudo o que eu precisasse para ter o meu filho de volta e a minha mãe bem longe de mim. 

— É claro que eu vou aceitar, Granger. Eu não sou idiota. 

Ela voltou a sorrir e a comer, puxando os assuntos que uma mulher como Hermione com um pouco de álcool no sangue costuma puxar: política, literatura, medidas de segurança para trabalhadores do ministério e as notícias dos jornais. 

Depois que acabamos de jantar ela me agradeceu três vezes e voltou para a sua casa, me deixando com a estranha sensação de que eu não deveria enganá-la. Mas Scorpius era mais importante para mim do que qualquer outra coisa, então eu seguiria em frente e arcaria com as consequências.

 


Notas Finais


Por hoje é só? Gostaram?
O que será que vai rolar?!

Esperando ansiosamente pelos comentários! Não se esqueçam de favoritar e indicar a história aos amigos!
Ah, e não se esqueçam que amanhã é dia de Mágica Atração. O Link vai abaixo:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/magica-atracao--scorose-16662291

Vou amar se vocês lerem e deixarem os favoritos lá também!

Beijos e até semana que vem!


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