História Liberdade em Janeiro - Capítulo 17


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Comedia, Drama, Luta, Mistério, Pós Apocalíptica, Romance, Steampunk, Universo Alternativo
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Palavras 1.693
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Steampunk, Survival, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A história tá chegando no fim da primeira parte! Grazadeus quero colocar as tretas! E meamo assim vai parecer q uma infinidade de coisas passou, pq não tinha necessidade de estar aqui pq a história ia ficar parada e chata..

Enfim...


Segue o bonde!

Capítulo 17 - Game on!


Fanfic / Fanfiction Liberdade em Janeiro - Capítulo 17 - Game on!

.:oOo:. Rafe .:oOo:.

Quando Lumi me falou da suspeita de ser filha de um Lorde, eu claramente duvidei. Porém a trajetória de vida dela me deixou com o pé atrás em relação a negar o pedido para investigar.

Sete adoções não concluídas, viagens negadas por medidas disciplinares desnecessárias e ela sempre estudou nas melhores escolas sem se esforçar para os exames para bolsas de estudo, os quais eram obrigatórios. E por mais que mostrasse preferência por escolas públicas magicamente uma bolsa em uma escola particular surgia.

Isso também acontecia quando ela queria fazer algum esporte ou curso que o estado não custeava.

Ela realmente parecia uma prisioneira com “privilégios”.

E por mais que tenha tido alguns anos problemáticos Lumi nunca foi mentirosa, e não se deixava abalar fácil. Passado o tempo de análise decidi para averiguar as pistas que tínhamos até então. A maior de todas era o próprio nome dela.

Sobrenome para ser mais exato. Crescent.

Em uma pesquisa rápida, graças à internet. Descobri que não existe uma Família Crescent. Na verdade Crescent é uma marca que tem um verdadeiro império de produtos. Joias, perfumes, roupas, sapatos, hidratantes, maquiagem, tudo! E eles fornecem para praticamente o país todo. Mas em um ponto o preço dos impostos que as cidades fora da capital pagavam quase a fizeram afundar, for isso ajudaram na formação da Aliança.

A marca Crescent pertence a família Cassius, porém muitos dos filhos usam Crescent como sobrenome até terem vinte e um anos. A mulher que entregou Lumi no orfanato pode ter pensado que Crescent realmente fosse sobrenome do pai dela. Por isso colocou “Lumina Crescent” no formulário de entrega.

Fora que os caras são um império, é praticamente impossível achar informações sobre eles. Afinal quando se tem poder a única coisa que vai para mídia é o que você quer... Imagine isso para um Lorde governante.

O jeito é tentar achar pessoas que sabiam segredos para ligar os pontos. Felizmente as áreas afastadas do Rio de Janeiro estão cheias delas. Pulei a cerca de metal que dava para os fundos do que costumava ser o parquinho de uma escola abandonada. Qual agora cheia de ferrugem e folhagens.

Na primeira vez que entrei aqui estava morrendo de medo. Até hoje tenho um pouco, o que é sensato no lugar onde quase todas as “tribos” se juntam. Muitos deles por pessoas favoráveis a separação do império, traficantes, cafetões, entre outros. Fora que, é extremamente fácil se perder aqui, entre as luzes fluorescentes piscando e murmúrios de mal encarados.

O máximo que consegui foram informações da ficha escolar. Mas isso já tinha sido encomendado pela própria Lumi.

Às vezes tenho medo da quantidade de conexões que ela tem.

Em todos os cantos busquei mais informantes, porém acabei em salas vazias, respostas negativas e cenas constrangedoras. Dei-me por vencido, decidi ir para casa. Infelizmente perdi a noção de tempo e conforme a madrugada avançou os corredores se encheram de mal encarnados. E um soldado andando ali já era perigoso, agora passar no meio deles é suicídio.

Esquivei-me para um dos corredores que antigamente eram usados para manutenção e caminhei entre as teias de aranha e bolos de poeira, curiosamente dava para ver dentro de boa parte das salas aqui, mesmo assim o lugar dá sinais de esquecimento claros. Ainda bem que a “casa” que é minha e da Lumi fica aqui perto assim da para tomar um banho… gelado. Eu tenho que concertar aquela porcaria de chuveiro!

Campeã Estadual? Escola Real? Está aproximando minha filha para morte em vez de garantir a segurança!

Se acalme meu caro Lorde… Sua chegada foi anunciada para amanhã, não devia estar aqui hoje. —Esse parece o professor de parkout da Lumi… Ele queria botar ela no exército, se não me engano. —Devia estar feliz de poder ver a formatura da sua filha, até foi aprovada para faculdade d-

Eu não ligo para isso, ela não vai cursar. Eu vou tirar ela daqui!—O homem estava claramente cheio de raiva. E está bem vestido, cabelos grisalhos presos em um rabo de cavalo baixo… Perai cabelos grisalhos? Ele me parece novo demais para isso.

Sua filha não segue nenhuma maldita regra, acha que do nada ela vai simplesmente aceitar suas palavras?—Peguei o celular e coloquei um gravador para ter provas suficientes para Lumi. —Sua fedelha é a criatura mais volátil neste reino, desde que comecei a ficar perto dela ela não escuta uma palavra, se ela tivesse ido para academia do exército já estaria livre há muito tempo.

Não é isso que importa agora! —O Lorde passou as mãos nos cabelos. —Eu sei que ela vai me escutar, se leu todos os livros que mandei… Lumina vai me entender. Ela vai entender que eu fiz tudo que pude para ela ficar segura, e que sinto muito ela ter sofrido tanto

Ela leu… Levou ela para classe avançada… Apesar de todos os problemas ela é brilhante. —O Lorde se sentou em um dos bancos de metal. Acho que eles estão onde costumava ser o refeitório...

Ela deve estar tão linda— O mais velho levou as mãos para os cabelos. —Devia ter mandado alguém adotá-la… Qual motivo de isso ser tão óbvio agora?

—Você não está mais desesperado para protegê-la. —Segurei minha respiração por causa do silêncio. Muitos tentaram adotar Lumi, ela sempre foi brilhante… Mas nunca conseguiu ocorrer uma conclusão.

—Tentaram criar uma ideia de rejeição, assim quando fosse aceita em algo, os seguiria cegamente…

—Por isso mandou os livros…

—Precisava deixar a mente dela forte…

—Ela vai entender. Ela melhor que ninguém sabe onde a verdadeira sujeira da cidade está. —Ambos sorriram, o lorde vestiu um capuz e saiu andando, eu me pus a segui-lo.

O segui usando o túnel de manutenção foi impossível escapar da sujeira que estava acumulada há anos.

Espero que o tempo com o Léo se mostre útil. Eu não sou a Lumi, mas sou bom no que faço e segui-lo não foi difícil. Fora da “zona de perigo” o número de pessoas nos corredores dos prédios abandonados ajudou a me disfarçar, e por sua vez ele sequer olhou para trás. Porém ao virar em uma esquina silenciosa ele sumiu. Peguei o celular e rapidamente e comecei a ligar para Lumi, a foto dela se acendeu na tela.

Se esse cara realmente for pai da Lumi o dom dela é claramente genético… o cara percebeu que eu estava seguindo ele e se escondeu.

Preciso da ajuda dela para seguir esse cara! E a desgraçada não atende!

Tá, eu convivi com ela muito tempo, consigo pensar como ela.

Se eu fosse a Lumi e estivesse sendo seguida, onde estaria?

Olhei para cima e logo depois meu mundo escureceu.

.:oOo:.

Coloquei um saco de gelo na cabeça, Lumi e Lúcio estavam claramente preocupados e chocados com as revelações. Eu tentei falar o máximo que eu lembrava, e quando mais eu falava... Mais a cabeça latejava. Eles disseram que não existia gravação no telefone, mesmo assim Lumi acreditava em mim.

Lúcio parecia um pouco mais desconfiado.

—Quando abri os olhos estava de frente para porta de casa, e quando olhei para trás o cara tava fechando a placa de metal que a gente usa para disfarce.

Lumi estava sentada na cama mexendo no meu celular e no dela. Lúcio me trouxe um copo de suco e um comprimido para dor de cabeça, melhor amigo do mundo.

—O cara sabe onde a gente “mora”, isso me assusta... —O mais alto se pronunciou...

—Isso e perigoso. —Lumi estava sentava com a cabeça apoiada na parede, os joelhos na frente do corpo e o edredom sobre os ombros. Assustada.

—O que vamos fazer? —Lúcio estava colocando água no copo do macarrão instantâneo.

Aqui estamos nós, o trio que se formou da forma mais bizarra possível tentando ajudar a pessoa que era a “cola” que nos manteve juntos apesar de tudo. Justo quando as coisas pareciam estar melhorando…

—Esse cara... —Disse a caçula com a voz embargada, logo em seguida em pegou um pouco do macarrão e comeu. —Ele queria que você ouvisse. Ele deve ter investigado, ele soube que seríamos curiosos...

—Temos que esperar para ver, ele vai estar na sua formatura. —Ouvi o barulho dos dois sugando o macarrão cheio de conservantes. —Acho melhor eu nem ir…

Os dois concordaram.

—Pois bem… —Lucio disse. —Vamos levar isso até o fim, resolver isso e seguir em frente... Lumi, vai se arrumar para o último dia de aula.

E assim ela o fez.

.:oOo:. Lumi .:oOo:.

           Cheguei a casa depois do último dia de escola, estava com o boletim nas mãos. Meu ranking na escola era sétimo no geral, o que me garantiu uma vaga na faculdade. Agora era ver o quanto de dinheiro tinha no banco para comprar meu vestido de formatura nesta tarde. Mais difícil seria achar um vestido com flores que não fosse cafona…

Gostaria de bater no idiota que escolheu o tema. “Flores de outono” para as damas, e “Cavalheiros Elegantes” para os rapazes.

           Assim que o elevador parou no meu andar eu vi uma caixa branca na frente da porta do meu apartamento. Neste momento uma vizinha saiu do seu apartamento e puxou a tampa da caixa.

           —Ei! —Rapidamente ela se afastou jogando a tampa sobre a caixa.

           —Estava no chão, qualquer um podia ter aberto. —Ela disse com tom de superioridade.

           —Vou lembrar disso quando o cheque do seu pagamento tiver na frente da sua porta de novo. —Levei a caixa para dentro de casa.

E a joguei no sofá e ela caiu. Pensei em tomar um banho e ver o que tinha lá dentro depois, porém ver aquele pedaço de papel rosa saindo da caixa fez minha curiosidade ficar mais forte. Puxei a caixa de papelão e um envelope caiu, sem identificação achei melhor abrir de uma vez.

É para você, use-os.

Minhas mãos tremeram e eu suei frio. Puxei o emaranhado de papéis de seda rosados. Um vestido. Parecia que ele iria se desfazer se segurasse ele errado de tão lindo. A saia um pouco cheia um tule cinza transparente sobre o tecido rosa bebê, uma fila vermelha onde começava a saia e o busto coberto de flores de pano vermelhas, a parte de trás de fechava como um corset.

           Outro embrulho repousava ao lado do vestido. Um par de sapatos que pareciam de bailarina em um tom creme meio cintilante.

Pois se é assim que vai ser que os jogos comecem!


Notas Finais


É ai ? Me redimir pelo sumiço? O próximo tá pronto!


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