1. Spirit Fanfics >
  2. Liberdade Liberdade >
  3. Capitulo 04

História Liberdade Liberdade - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Capitulo 04


Kim Mingyu

Ponto de Vista

 

  Mingyu revirou os olhos quando Jihoon resmungou atrás dele, pela quinta vez desde que ele tinha chegado há dez minutos atrás, nenhum deles realmente falou já que Mingyu estava muito atarefado com três carros para entregar até o fim da semana- o que significa que ele está sem tempo, com falta de sono e degastado fisicamente por conta do trabalho- e porque Jihoon parecia querer resmungar em vez de falar.

   Mas Mingyu perguntou de qualquer forma quando o outro suspirou pesadamente – Você vai me dizer o que é ou vai fazer um buraco no meu chão? – os olhares se encontraram e tudo em Jihoon demostrava que ele queria tacar algo em alguém.

-Eu estou chateado. – ele respondeu como se não fosse obvio.

-Sim isso eu já vi mas porque você está assim? – era claro que ele não se importava, ele deixou o professor zanzar pela sua oficina com passos pesados porque ele realmente não ligava. Jihoon tinha uma mania muito insuportável de ficar dessa forma por literalmente qualquer coisa então ele já nem ligava mais.

-O novo professor de literatura. – ele finalmente parou de andar, se encostando em um dos carros, os braços firmemente cruzados e ele afundava as unhas curtas em seu blazer azul marinho.

   Ele explicou todo o ocorrido. – Você acredita nisso? – a revolta na voz de Jihoon era clara, ele parecia relembrar a cena e isso o deixaria mais furioso ainda.

- Acredito, mas então porque você não se desculpou ainda? – a pergunta fez Jihoon olhar para os lados confuso.

-Desculpa? – Ele não entendeu o porquê de pedir desculpas para Mingyu, eles eram melhores amigos não havia sentido em ele ter de explicar seus atos.

-Não pra mim. Pro professor. – ele explicou revirando os olhos, Jihoon estava enfurecido e cego pelo próprio orgulho ferido.

-Você ouviu a mesmo a história que eu contei?

-Ouvi e como seu amigo tenho que dizer: você está sendo um babaca. Eu sei que o que você disse foi pra tirar um sarro da cara do Doyoung que ainda parece não entender o significado de ironia ou sarcasmos, mas eu sei disso porque eu te conheço, aquele professor não te conhece.

-Mas necessitava me tratar daquela forma?

- oh que princesa injustiçada, eu sei que você não está acostumado as pessoas tendo liberdade de falar o que pensam na sua cara mas ele teve essa coragem. Porque provavelmente isso e um assunto que ele claramente defende com unhas e dentes, e nem me venham com desculpas porque se fosse você no lugar dele você diria o mesmo. – destruído com fatos e logica, era a definição da cara horrorizada do Lee.

 Mingyu voltou ao seu trabalho no motor do carro ignorando novamente a existência de Lee Jihoon. – Serio uma faca no meu coração doeria menos, seu traidor. – dramatizou, mas novamente ele não se preocupou, também era normal ter Jihoon não querendo aceitar a realidade, mas mais cedo ou mais tarde ele iria cair na real e notar os próprios erros.

 Ele saiu da oficina com sangue nos olhos, por duas vezes ele tinha sido tratado como um idiota, coisa que ele não gostava nem um pouco, era normal as pessoas terem medo dele e da família dele, ter um desconhecido falando grosserias daquela forma descarada era novo. E coisas novas nem sempre são bem vindas.

 

 

  -Senhor Lee, bom dia. - o menino Lee Chan disse educadamente a um homem que passava como uma flecha pelos dois.

-Só se for pra você. – as bochechas do menino ficaram vermelhas, Wonwoo sentiu pena dele já que ele era apenas um menino de 17 anos.

-Não parece um bom dia. – Ele riu tentando aliviar o clima e parece que funcionou já que o sorriso gomoso voltou ao rosto do menino.

-Bem certamente não, e o Lee Jihoon que desistiu do exército. – os dois olharam para trás observando Jihoon “marchar” em direção a sua casa. – Não deve ser um bom dia mesmo. – comentou quando o outro brigou com o próprio portão. – Senhor Kim. – Wonwoo voltou seu olhar para o homem que Chan cumprimentava.

   O homem era um pouco mais alto que ele, com cabelos castanhos com a lateral repartida deixando parte da testa aberta, e bem, de acordo com a opinião geral, muito bonito. Ele tinha saído da mecânica e rodava a chave em uma das mãos, ele sorria com todo o rosto, Lee Chan era mesmo muito querido.

- Bom dia Channie. Como vai?

- Eu vou bem e o senhor? Parabéns pela compra. – ele apontou para a mecânica atrás do homem alto que sorriu mais ainda. – eu realmente estou feliz. – o outro olhou para baixo um pouco envergonhado.

-Quem e o jovem? – até ali Wonwoo tinha uma certa familiaridade com o homem a sua frente mas mesmo não tendo certeza ele perguntou.

-Senhor Kim, sou eu Jeon Wonwoo, se lembra de mim? – o sorriso bonito desapareceu imediatamente com a menção ao nome, e ele ficou branco como um papel. E seu corpo começou a se mexer desconfortavelmente.

- Não... eu sou... – ele limpou a garganta – Mingyu. Kim Mingyu. – Chan foi esquecido no meio dos olhares desconfortáveis que os dois trocavam. Wonwoo se recuperou primeiro, sua coluna empertigou e seu rosto endureceu em um sorriso falso por educação.

-Ah e você. Claro, como vai o senhor Kim? Faz anos desde o nosso último contato. – o veneno na voz pegou Mingyu em cheio, ele entendeu imediatamente a magoa por trás de cada palavra ditas com falsa educação. – Você está a cara do seu pai, sinto muito pela confusão. Foi um prazer revê-lo. Vamos Chan nós estamos aqui a muito tempo. – Ele passou pelo outro, Chan se desculpou e o seguiu rapidamente.

-Won... Senhor Jeon, nós podemos nos ver outro dia? Para colocar a conversa em dia, já que faz anos que não nos vemos. – Ele perguntou fazendo Wonwoo parar de andar mas não se virou, apenas olhou pelo ombro.

-Eu receio que este pedido seja indecoroso, visto que a nossa relação de anos atrás não passava da relação patrão x empregado. Então tenha um bom dia. – ele voltou a andar, Chan parecia chocado com a forma como Wonwoo colocou as palavras, porque era a forma mais cruel e fria possível, ainda mais para ele que sabia de perto as coisas pelas quais Mingyu havia passado, Mingyu por outro lado fechou os lábios em uma linha – ele compreendia que merecia parte desse comportamento-.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...