História Libertatem, interativa - Capítulo 4


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Palavras 2.833
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, FemmeSlash, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Romance e Novela, Sci-Fi, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


— AI MEU DEUS EU TO MUITO ANIMADA! Gente vocês não tem noção do quanto eu esperei por esse momento e agora ele está acontecendo e eu não consigo conter a minha animação, apesar de estar com medo de vocês não gostarem.

— Essa fanfic é muito importante pra mim e eu quero agradecer a todos que mandaram suas fichas, são personagens incríveis que eu espero conseguir trabalhar com êxito e não decepcionar os seus respectivos donos. Antes de qualquer coisa saiba que eu não vou exigir comentários e que também não vou matar seu personagem porque você não comenta, apenas tenha a consciência de que isso aqui da trabalho e é claro criticas construtivas são extremamente bem vindas.

— É possível que eu use alguns nomes aleatórios no decorrer da narrativa porque não existem só nossos personagens no terreno 22, apesar do destaque ser deles.

— No mais aproveitem e nos vemos nas notas finais.

Capítulo 4 - It's a beautiful day to die for


Know they're cutting you deep
Feel the scars in your sleep
What didn't kill us made us stronger
Stories left on our skin
Wear them with everything
What didn't kill us made us stronger

 

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Bloco A – terreno 22
March 19, 2101.

O corpo magro se movia na velha cama buscando por mínimo conforto e tudo o que encontrava eram posições que lhe tiravam o sono. Tentou também dormir na cama de cima e falhou ao sentir o cheiro da outra ali a fazendo lembrar que Maya havia sido levada há quase seis dias ou sete, não tinha certeza absoluta do tempo, mas em sua perspectiva era quase uma vida. Havia inúmeras possibilidades de a Grace ter sido descartada e certamente Kendra se culparia pelo feito, afinal, quem havia insistido na ideia de transar de manhã um pouco antes da inspeção rotineira matinal?

— Kendra.

A voz masculina por si conhecida soou dentro do quarto. Os internos haviam descoberto a muito que existe uma maneira segura de se comunicarem, os tubos de ventilação eram perfeitos para isso, apesar de que suas vozes sempre se mostravam mais grossas ou deprimentes do que o normal.

— Sabe o que aprendi sendo amigo da Maya? – ele falou rapidamente e Kendra sentiu o leve sorriso que certamente o moreno havia desenhado nos lábios rosados e pequenos.

— Ela nunca apanha sem um plano. – a Barrow respondeu com tom de obviedade. Isso era quase o mantra de sua companheira.

A garota arremessa uma bolinha azul na parede acinzentada do outro lado e a pega de volta quando a mesma retorna. Aquele quarto era verdadeiramente um saco

Próximo à parede onde está encostada estão a beliche e a pequena cômoda de madeira velha. Do outro lado existem alguns desenhos da Grace colados na parede e um grande vão acinzentado. Existe também outra parede que deveria separar o quarto e o banheiro, mas não tem total serventia e acabou se transformando em uma “estante” onde elas guardam livros e qualquer outra coisa interessante que lhes é dado como é o caso do radinho de pilha que toca músicas de 1980.

— Estar te dizendo isso não significa que eu não esteja preocupado com ela. Não existe essa possibilidade. Ela é minha irmã. – Trinidad fala de forma solene, como se calculasse as palavras.

— Não vejo a hora de sairmos deste lugar infernal, de derrubar todo o sistema do meu padrinho e matar aquele verme se possível. Só é difícil acreditar que ainda exista essa possibilidade. – mais uma vez a bolinha é arremessada na parede.

— Rock, pode vir aqui? – a voz feminina dizia de longe e Kendra sorriu fraco percebendo que esta pertence à ruiva que divide quarto com seu amigo petulante e protetor.

Trinid se levanta e cobre a entrada do tubo de ventilação com as caixas de papelão anteriores. Maxine esta com algumas revistinhas entre os dedos enquanto visivelmente tenta buscar lugar para elas. São HQ’s originais e algumas autografadas.

Maxine é uma boa companheira de quarto. Silenciosa e calma em boa parte do tempo, além de ser extremamente inteligente e observadora, o seu tom de amargura é quase escondido por esses adjetivos. Porém como qualquer mulher ela busca por organização naquele cubículo onde vivem três pessoas e consequentemente está sempre buscando um lugar para colocar as coisas de Trinidad.

Isso o deixava em apuros. O moreno gostava de deixar tudo sobre seu campo de visão e isso significava bagunça. Rock não negava seu gosto pela bagunça, não via sentido em arrumar nada quando nem mesmo sua vida possuía organização. De vez em quando poderia ser confundido com um garoto de dez anos discutindo com a mãe sobre dobrar ou não o lençol antes de ir para o colégio. Era uma sensação boa de ter, principalmente porque Maxine seria a mãe neste caso e Delphine que ainda dorme tranquilamente se enquadraria como a irmã mais velha que não da à mínima.

— Vou guarda-las nas caixas – a ruiva disse. — E quando você quiser basta pegar, usar e depois devolver no mesmo lugar em que as encontrou.

— Combinado mamãe.

Trinidad se senta em sua cama e sorri observando a amiga guardar cuidadosamente as revistinhas por ordem de lançamento e isso despertou a curiosidade do moreno que não tinha consciência de que a amiga certamente poderia curtir aquilo e por isso é cuidadosa.

— Uau tudo na ordem correta. Está me escondendo alguma coisa? – Rock questiona em tom bem humorado e Maxie só o da atenção quando termina de guardar cada uma das HQ’s.

Maxine possuía memorias amargas sobre aquela pergunta. Ela nunca havia se dado ao trabalho de ler nenhuma das historias em quadrinhos e mesmo assim conhecia perfeitamente os seus universos e personagens. Maya era uma assídua apaixonada por heróis, possuía um baú repleto das revistinhas, desde as clássicas que eram raras e extremamente difíceis de conseguir até as mais atuais. Nos almoços de domingo e fins de tarde após a escola a de olhos verdes contava-lhe sobre o que havia lido no dia anterior e isso sempre enchia os olhos de Maxie.

Então ela não poderia simplesmente responder a pergunta. Não é como dizer bom dia, nada que envolva Maya Grace é simples.

Trinidad por sua vez começava a se preocupar. Maxine olhava para um ponto fixo do pequeno quarto há quase seis minutos. Suas mãos seguravam os ombros da ruiva tentando fazê-la desertar do transe, mas a mesma sequer correspondia aos seus chamados incessantes.

— Delphine acorda! – Trinidad fala batendo no ferro de sua cama.

— O que houve? Eu não tenho consulta hoje Rock – a morena fala quase murmurando enquanto se senta na cama com as pernas cruzadas em borboleta, até perceber o estado da ruiva que permanece na mesma posição.

Delph desceu do beliche em um único pulo e parou ao lado da amiga tentando medir a temperatura da mesma. Maxine está gelada. Aquilo realmente estava acontecendo novamente e eles teriam de agir sem a ajuda de qualquer médico desta vez.

Trinid segurou a ruiva com cuidado e a colocou deitada sobre a cama única do canto esquerdo do pequeno cômodo enquanto a Tudor buscava desesperadamente por qualquer coisa útil dentro do quarto e sem sucesso retornava para perto da cama esperando que por algum equivoque a mais velha retornasse a realidade.

Maxine não gostava de ter lembranças do passado. Isso significava rever a vida quase perfeita que tinha e perdeu. Era dolorido e lhe causava dores incomensuráveis e que tinha o poder de simplesmente fazê-la entrar em transe. Como se dormisse por dentro e sonhasse de olhos abertos. A sensação era ruim. Saber que deve acordar e não conseguir fazê-lo é ser um pássaro preso em uma gaiola. 

Bloco B – terreno 22
March 20, 2101.

Aquela mínima rachadura na parede era o despertador que Shade mais odiava, pois não poderia ser desligado e o obrigava a sair da cama todos os dias às sete da manhã e conviver com sua rotina enfadonha.

O baralho puído ainda estava espalhado no chão, Arlon havia perdido cinco vezes na noite anterior e devia o casaco de Star Wars para ele e mesmo que o Barrow soubesse que não seria pago, ainda era algo para aumentar seu ego. Ele havia vencido Arlon.

Adelaide como sempre não havia participado e preferiu assistir a disputa dos meninos que quase sempre é saudável. Eles são irmãos e isso quer dizer que brigam por tudo e principalmente por nada. Shade a acordou primeiro, a loira teria uma consulta com o Dr. James em quinze minutos e isso o deixava feliz, pois assim poderia tomar banho sem a necessidade de vigiar os olhos curiosos da mesma.

— Você é terrivelmente irritante Barrow. – Adelaide falou cobrindo o rosto com o travesseiro.

— É um dos meus mais variados dons querida. – o rapaz respondeu com um sorriso cínico enquanto vestia a camiseta pendurada na cama e jogava outra no rosto de Arlon, sem sucesso algum, pois o moreno dorme como uma pedra.

Adelaide coçou o olho se dando por vencida e saiu da cama sem mais pestanejar. Sabe que tem um horário a cumprir e quanto mais rápido ela o fizer melhor para todos. Odeia a sala do seu psicólogo. É gelada e o ar parece ser rarefeito e o homem sempre insiste em deixa-la desconfortável tanto com perguntas quanto com olhares cortantes.

— Como terminou o jogo? Dormi antes da melhor de três. – Adelaide falou do banheiro.

Shade estava sentado no chão completando as lacunas de uma palavra cruzada.

— Arlon perdeu a aposta e eu vou poder esfregar isso na cara dele assim que acordar. – Shade respondeu com euforia. — Pessoa natural da Europa é...? – ele questionou sobre a palavra cruzada esperando por uma resposta da loira que não veio.

Europeu sua anta. – Arlon respondeu com a voz carregada pelo sono e recebeu um olhar ameaçador do irmão. 

Lentamente o cacheado saiu da cama retirando a camiseta suada e a colocando em qualquer lugar.

— Ei meninos. – Adelaide disse ao sair do pequeno banheiro com a toalha envolta do seu corpo. — Não se matem até eu voltar, ok? 

── ✦ ──

O quarto ao lado era tomado por um silencio perturbador. Das três meninas que ali residem estava apenas Arianna tentando controlar seus impulsos nervosos e voltar a dormir. Visenya havia sido levada antes de amanhecer o dia para diagnósticos de rotina e Nikki estava no castigo por ter enfiado uma caneta no olho do seu psicólogo. Certamente ambas voltariam em pouco tempo e ficar sozinha não era tão desesperador quanto parecia, Arya até mesmo admira a solidão enxergando sempre os seus pós e ignorando seus contras.

Não conseguiria voltar a dormir. No chão começou a se alongar, fazia isto todos os dias se lembrando dos conselhos de seu pai sobre manter o bem estar corporal e no mais não havia nada de mais interessante para se realizar visto que já havia se cansado de suas revistas e não havia musicas novas em seu pequeno som. A vida no terreno 22 é deprimente, mas vez ou outra os guardas e médicos fornecem presentes formidáveis.

— Arya, está acordada? – ouviu a voz de Arlon chamando e sorriu largamente se aproximando da parede. — Sabe alguma coisa sobre a Maya? Ela foi presa há sete dias e ninguém está falando sobre isso. Será que ela foi descartada?

A de olhos azuis revirou os olhos. Era tão comum a conversa de eles ser direcionada a Maya e isso a irritava profundamente. A outra é homossexual assumida, já o dispensou no momento que acertou sua cabeça na maçaneta de uma porta e complementando é namorada da irmã de consideração do mesmo. Grandes motivos para desistir.

— Ainda não sei de nada sobre ela, mas se tivesse sido descartada todos já saberiam. É uma questão de lógica meu caro. – respondeu de maneira que não demonstrasse sua insatisfação. 

Sessão 23.1 – Selas
March 20, 2101. 

Nikki batia suas correntes contra as grades de sua sela e ainda recebia olhares ameaçadores de Ravena que não estava disposta a discutir mais uma vez com a morena sobre parar com aquilo, pois os guardas não estavam incomodados ao contrario dela. Nikki é um conjunto de coisas boas e ruins e estando em seu estado neutro, ela não dava a mínima para o que a loira platinada lhe pediu há poucos minutos e continuava a irritá-la apenas para descobrir até que ponto ela aguenta.

Na sela da frente Visenya ria da cena. Estava tão acostumada com as infantilidades de Nikki que sequer se importava se elas aconteciam ou não, queria apenas dormir um pouco, depois de precisar agir impulsivamente com Jones naquela manhã. Ela não é violenta em seu estado normal, mas Khaleesi, esta não gostava de mediadores ou conversas civilizadas e cessou o abuso psicológico de Jones rapidamente neste dia.

— Aqui está a amiguinha de vocês – Rickon disse jogando Maya na sela vazia. Como prometido a morena esta viva, mas não significa que esteja inteira, de acordo com seu nariz sangrando juntamente a seu lábio e olho roxo eles haviam descontado grande parte da raiva que sentem da interna e ela se mostrava satisfeita.

— Eu adoro uma surra no café da manhã. – ela disse cuspindo seu próprio sangue no rosto do guarda, este que não hesitou em dar-lhe um ultimo tapa no rosto para que ela se mantesse afastada — Eu adoro quando você é violento. Mesmo horário amanhã amor?

Augustus Rickon ignorou o comentário da detenta e trancou sua sela se retirando em seguida. Não tinha paciência para o sarcasmo da mesma e suas ordens ainda não eram de mata-la, infelizmente. 

— Eu tenho pra mim que ele planeja sua morte todos os dias – Ravena comentou tirando uma risada nasal da colega de bloco e fazendo as demais observar — Ele ainda vai te matar Maya.

— Ele é apenas um pau mandado do lindíssimo imperador, não pode fazer isso sem uma ordem expressa. – Maya respondeu limpando o nariz com a manga de sua blusa que também não esta limpa. — Nikki você por aqui de novo?

A Silver curvou os ombros confirmando e Maya sorriu. Depois que foram separadas de bloco era comum que se vissem nos castigos. São boas amigas, possuem conversas longas e saudáveis, além de estarem sempre na tentativa de irritar qualquer funcionário.

Maya por sua vez não é sempre animada desta forma. Isto varia de acordo com o dia e hoje ela estava incrivelmente favorável a tudo. Seu dia havia começado com uma surra, mas o fato de ter tirado Rickon do sério era gratificante e como Trinidad havia dito, Maya não apanha sem um plano traçado.

— Nós vamos sair daqui e não vai demorar. Escutem-me, eu sei como tirar a gente daqui, mas eu preciso que vocês digam ao Arlon que ele deve fazer algo que o mande para cá. Eu preciso falar com ele e então o plano de fuga começa. Posso contar com a minha adorada Khaleesi? – Maya virou-se para a sela de Visenya que apenas escutava.

— Pode. – a loira respondeu minimamente e Maya comemorou. — Sei que vamos precisar dela, é um ato necessário. 

Marte – Base do Imperador
March 20, 2101. 

O homem caminhava pelos corredores com a postura elevada e o semblante fechado. As pessoas que por si passavam não se opunham a cumprimenta-lo, pois ao contrário do que acontecia em terra, naquele lugar ele é visto como o grande salvador de todos.

Estava a caminho de uma reunião com a Bancada das 15 Leis. Parou em frente à porta metálica e posicionou seu dedo no leitor de digital e posteriormente o seu olho esquerdo no leitor de retina. É uma área protegida e exclusiva apenas aos quatorze homens e uma mulher que compõem a bancada. Sentou-se em seu devido lugar — à frente e superior a todos — e limpou a garganta.

— Quais são os descartes desta vez? – deu inicio a primeira pauta da reunião, esta que seria os pedidos de descarte da semana.

— Temos apenas um. Hemerson Velásquez. Completou vinte um anos e ainda estava no bloco A negando a purificação, é acusado de promiscuidade e bissexualidade ao longo de sua vida além do uso de drogas e bebidas alcoólicas. – Darling Bliss, a conselheira número sete disse olhando o formulário de descarte a si enviado há três dias.

Pisch sorriu ligeiramente enquanto saboreava o café a si servido assim que se sentara. Amargo e forte. Encarou sua bancada por poucos segundos e todos se mostravam unanimes sobre o destino do rapaz em questão. Ele já não mais serviria para absolutamente nada.

— Descarte. – o imperador respondeu minimamente.

Darling sorriu satisfeita e assinou a permissão de descarte a enviando automaticamente para a terra. Isso é algo prazeroso para a loira.

— Nosso próximo problema em pauta é Maya Grace. – Derek falou com um ar debochado, ele sabe que a garota em questão é sua nora e isso o enoja. — Não foi enviado um pedido de descarte, mas ela está sendo um problema novamente, problema este que já deveria ter sido arrancado pela raiz desde os primórdios.

Pisch buscou em suas memórias o nome e não tardou a lembrar da garota de cabelos castanhos e olhos verdes que há quase dois anos não mostrou nenhuma evolução no processo de purificação e já lhe causou diversos problemas financeiros.

— Gosto dessa menina. Ela tem uma força exemplar. – o imperador começou. — Ela me lembra do Arlon, com mais um pouco seria a minha nora dos sonhos. É seu dia de sorte Derek. Precisamos arrancar a força dela até que a esgotemos em um ponto em que não haverá mais motivos para a luta e ela se entregará como um animal indefeso e fraco.

— Já a induzimos a todos os tipos de tratamento. Sem sucesso. – Derek se limitou em suas palavras.

— Meu caro Derek me surpreende você ainda ser meu braço direito quando não consegue ver longe do que está na frente dos seus olhos. – Pisch debochou tomando mais um gole de sua bebida. — Se quer arrancar sangue de alguém atire nele, mas se deseja arrancar a alma e todo o sentido da sua vida, atire em quem ele ama. Atire na namorada dela. 

 

 


Notas Finais


aceitos ❛ http://fics.me/12373413
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