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História Liberté - Capítulo 28


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Capítulo 28 - Vamos conversar?


Fanfic / Fanfiction Liberté - Capítulo 28 - Vamos conversar?

- Instagram On - 


alvslore: Mais uma com a mão na barriga, vocês que lutem 😅


- Instagram Off - 


- Lorena Narrando - 


Depois que voltamos da igreja fizemos o jantar e eu ainda li mais dois cadernos, porém peguei no sono e só acordei no meio da madrugada morrendo de sede, desliguei a tv do quarto e me levantei. 


- Que susto, menino - coloquei a mão no peito ao ver o meu amigo sentado na mesa de jantar, ele estava mexendo no notebook e com os diários na mesa - Tá fazendo o que aí? 


- Pesquisando - falou e eu fui até a cozinha, enchi um copo com água e voltei pra sala 


- Essa hora? - perguntei me sentando 


- Sou jornalista - falou simples - Comecei e eu não tô conseguindo parar 


- Chegou em qual ano? - perguntei e ele me olhou 


- 97, ela estava com 17 anos - falou e eu assenti 


- Achou algo? - perguntei baixinho 


- Algumas coisas - contou e empurrou uma folha na minha direção, tinha várias anotações que ele tinha feito


- Esses eram os amigos dela? - apontei pros nomes e bebi um pouco 


- Sim - confirmou - Os três primeiros moram no Rio mesmo, as duas últimas fora do país e a quarta está morando em Minas 


- Como você sabe? - perguntei curiosa 


- Facebook - falou simples - Velho adora facebook e adora compartilhar lembranças por lá 


- A rede social falida - falei rindo e o mesmo virou o notebook na minha direção, estava aberto no face e na página de uma mulher 


- Eu joguei no face o nome da escola que a sua mãe estudou e acabei caindo em um grupo dos anos 90, fui pesquisando e achei essa mulher - explicou e eu li o nome no perfil, olhei para a folha e também estava o nome dela - Ela postou essa lembrança - clicou em outra aba e era a publicação dessa mulher, uma foto antiga com um grupo de amigos, eles estavam com o uniforme da escola da minha mãe 


- Infelizmente perdi o contato com quase todos, sou doida para reencontra-los, espero encontrar os meus antigos amigos aqui. Uma das épocas mais felizes da minha vida - li a legenda e terminei a minha água 


- Olha os comentários - clicou e tinha mais de 200 comentários na foto, ele subiu até o início e algumas pessoas falando de saudades 


- João - arregalei os olhos e comecei a ler em voz alta o comentário de uma mulher - Que felicidade achar esse grupo, saudades da nossa época na escola e no tempo que curtíamos na praia, principalmente dona Rachel e seu Fábio, né? Aliás, tentei achá-la no face e não consegui, alguém tem notícias? - terminei de ler e o João apontou para os outros comentários aonde falavam da minha mãe e sobre não achá-la nas redes sociais - Vão lá no Jardim da Saudade que acham ela rapidinho - terminei de falar e o João soltou maior gargalhada 


- Que horror, ridícula - tentou parar de rir mas não conseguiu 


- Menti? Sulacap é logo ali - falei dando de ombros e ele negou com a cabeça 


- Palhaça - falou rindo 


- Achou mais alguma coisa? - perguntei e ele pegou um caderno na mesa 


- Fiz marcações, tá? - falou e eu assenti - Esse aqui é interessante, mas tem spoiler 


- Eu sou o spoiler, João - revirei os olhos e peguei o caderno, comecei a ler e o mesmo continuou com as pesquisas dele - Bem fanfic, né? Ela conheceu esse tal de Fábio na praia e só depois descobriu que ele estudava na mesma escola 


- Pensei o mesmo - falou e eu ri baixo ao ler a forma que a minha mãe descrevia o cara 


- Alto, moreno bronzeado, cabelo em corte baixinho e um abdômen sarado, ele saiu do mar segurando a sua prancha e deu uma leve corridinha em direção a areia, tudo parecia em câmera lenta, ele parecia um verdadeiro deus grego  - tentei mudar a voz e o João riu - É um homem ou será que é o Poseidon? - questionei 


- Dúvidas? Temos - João falou e voltei a ler - Vocês tem algo em comum 


- O que ? - perguntei incrédula - A minha mãe pelo visto fazia a linha garotinha fantasiosa, que esperava o príncipe encantado e eu tinha ménage como lazer até pouco tempo atrás - suspirei - Aliás, saudades de caçar alguém junto com o Graça 


- Foi pra guerra sem colete - debochou - Isso que deu 


- Sem graça - dei língua e o mesmo riu 


- Mas eu disse que você algo em comum com o seu provável pai - apontou para o caderno - Apaixonado pelo mar e pelo surf 


- Isso é um fator genético? - perguntei curiosa 


- Sou de humanas - falou simples 


- Tem outro cara na parada? - perguntei passando as páginas, já que duas inteirinhas eram sobre o quão bonito o tal Fábio era 


- Não - falou me olhando - Se a sua mãe não deixou de fora coisas importantes, esse Fábio é o seu pai, o cara é o único homem que ela menciona de forma romântica e as datas batem 


- Será? - perguntei baixinho e fechei o caderno - Pra mim deu por hoje 


- Tudo bem - falou e eu sorri fraco - Vou continuar a pesquisa, tá? 


- Vai dormir não? - perguntei me levantando 


- Pego mais tarde amanhã - deu de ombros 


- Boa noite - beijei o rosto dele 


- Boa noite - respondeu e eu fui para o quarto 


No dia seguinte fui trabalhar cheia de sono, trabalhei a manhã sem pausa e só consegui tirar uns minutos na hora do almoço, fui para o campo que os meninos da base treinavam e me sentei no campo, estava sol mas um ventinho bom, peguei o diário que eu tinha levado e comecei a ler. 


- A nossa noite foi perfeita, ele achava bobeira mas mesmo assim fez conforme o meu sonho, pétalas de rosas espalhadas pelo quarto e velas - li e ri baixinho - Qualé, mãe? Era um velório? Um culto? Que horror 


- Lorena - chamaram baixo e quando eu levantei a cabeça dei de cara com os meninos


- Oi, amores - fechei o caderno e eles se sentaram 


- Queríamos te perguntar algo - Reinier falou e coçou a cabeça meio nervoso 


- Mas não fica brava - Matheuzinho falou rápido 


- E se não quiser não responde - Hugo se adiantou 


- E nem nos leva a mal - Natan completou 


- Parem de enrolar - falei olhando pra eles - Falem logo 


- Você fala melhor, gigante - Natan falou e o Hugo suspirou 


- O Flamengo vai jogar contra o São Paulo - começou e eu assenti - E estávamos conversando sobre o jogo quando nos lembramos de uns meses atrás quando você saiu algumas vezes com o Liziero, sempre que vocês estavam juntos se pegavam. Enfim, brincamos que ele poderia ser o genitor, mas acabou que essa hipótese ficou na nossa cabeça. Estamos malucos? 


- Não - falei simples - O Liziero é o genitor 


- Caralho - falaram juntos 


- Ele vai se - Reinier começou a falar mas eu resolvi interromper 


- Vocês não vão fazer nada - falei séria - João já está me dando trabalho o suficiente com essa história de vingança e eu não quero mais gente se prejudicando por erro meu, ok? 


- Mas - Matheuzinho tentou falar mas eu não deixei 


- Mas nada - me levantei - Vou ficar muito mal se vocês se prejudicarem por minha causa 


- Chata - resmungaram e eu ri baixo 


- Tchau, crianças - falei rindo e saí do campo, segui o meu caminho e assim que entrei no corredor dei de cara com o Gerson 


- Vamos conversar? - perguntou sério 


- Sobre o que rolou ou outro assunto? - perguntei e o mesmo passou a mão no rosto 


- Óbvio que é sobre o que rolou - falou simples 


- Eu tirei o seu bv? - perguntei e percebi a irritação passar pelo rosto dele 


- Sem gracinha - pediu 


- Você tem duas opções - dei uma pausa - Vai encher o meu saco com essa conversa desnecessária ou vai deixar rolar


- Deixar rolar? - perguntou confuso 


- É, se rolar vontade de ambas as partes - falei dando de ombros 


- Por que você não quer conversar? - perguntou e eu suspirei 


- Por que não faz sentido - falei simples - Olha, não sei você, mas eu não saio por aí querendo bater papo com todo mundo que eu beijo e muito menos pra saber o motivo que o beijo rolou 


- Mas - começou a falar e eu vi o Matheuzinho entrar no corredor 


- Matheus - chamei e ele veio na nossa direção 


- Algum problema? - perguntou olhando desconfiado para o Gerson que arqueou a sobrancelha 


- Shiu - repreendi e me aproximei dele, segurei o rosto dele e dei um selinho demorado no mesmo 


- Maluca - falou rindo e se afastou, quando olhei pro Gerson ele estava com os olhos arregalados 


- Viu só? - falei quando o Matheuzinho saiu 


- Vocês já ficaram? - perguntou incrédulo 


- Não, nunca fiquei com nenhum deles - falei sincera 


- E - começou a falar mas ficou quieto 


- Esquece a conversa sobre o beijo ou esqueça o que rolou, coringa - falei olhando pra ele - Licença 


- Meu Deus - passou a mão no rosto e eu segui o meu caminho 



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