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História Liberté et amour - Capítulo 18


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Notas do Autor


oh, parece que estamos pertinho do fim da história, 'tô muito feliz de ter conseguido chegar até aqui jndsnhadsndasds

Capítulo 18 - Dix-sept ans


Eram quase 17:30 P.M quanto Damasu colocou os seus sapatos e caminhou para fora de Akademi. Ela tinha que contar a Ayano sobre a gravação o mais rápido possível. Então, precisava ir à casa dela. Bem, talvez as coisas fossem mais fáceis do que o esperado, já que a garota dos olhos cinzas se encontrava encostada no muro ao lado do portão.

- O-ou! O que você ‘tá fazendo aqui!? – Como não esperava a presença da outra, a ruiva tomou um leve susto.

- Estava te esperando. – Sorriu.

- Oh, entendi. Na verdade, isso é bom! Olha, eu tenho uma coisa ‘pra te mostrar, mas vamos para um lugar mais reservado. – Pediu com seriedade no olhar.

- Certo. Vamos para a minha casa então.

- Hm? Sua casa? Yan-chan, acho que estamos indo rápido demais! – Tosaku riu maldosamente.

- E-err, o que eu quis dizer é-

- Relaxa, eu entendi. Vamos indo então, é tipo, super urgente.

Assim, as duas logo apertaram o passo, se distanciando cada vez mais de Akademi High. Ayano poderia dizer que estava ansiosa para o que a outra iria contar, mas não sabia se era uma notícia boa ou ruim. Damasu parecia sorridente, mesmo não estando com sua energia super irritante de sempre, então talvez não fosse tão sério. De qualquer maneira, seguiram o caminho em silêncio, o que não foi uma coisa ruim, já que a casa da Aishi não ficava tão longe.

- Deixa eu abrir... -  Ela pagou para concertarem a sua porta, depois da pequena invasão de Megami e Osoro. Aquilo havia a incomodado profundamente. Sorte que se livrou de tudo que pudesse ser incriminador antes delas entrarem.

Tosaku quase esqueceu de tirar os sapatos antes de entrar. Ou talvez ela que não queria se dar ao trabalho? Bom, isso realmente não importava para Ayano no momento.

- E então, o que aconteceu?

- Sabe, hoje foi aniversário da Megami. E eu encontrei um presente maravilhoso para ela!

- ...Por que a gente vai dar um presente ‘pra ela...?

- Um presente de grego, isso sim! Ouve aí! – Ela pegou o celular e apertou o play do aplicativo.

“ To gostando da Megami.”

“Porra! E-eu ‘to afim da Megami! Querendo sair com ela! Essas coisas!”

 

- Hunf, a líder dos delinquentes disse isso? Que estranho.

-  Pois é! Bom, eu já sabia disso, naturalmente. – Riu, se achando. – O plano é fazer todo mundo da Akademi escutar.

- Não parece ser uma ideia ruim, mas no que isso vai ajudar? Megami não vai parar de nos caçar por causa de uma simples gravação.

- Ah, quem sabe? Mas olha, as coisas levam tempo. Esse áudio é apenas a ponta do iceberg! Podemos deixá-la incomodada, fazer com que perca suas amizades. E mesmo que ela queira te pegar, não tem provas comprometedoras. Confie em mim, está de mãos atadas.

- Não parece ser o bastante. Ela precisa morrer.

- B-bem, alguma hora vai ser o suficiente... além do mais, ela não tem opções sobrando. Sozinha, não poderá fazer nada. Por isso que precisamos parar com essa loucura!

- L-loucura!? Como assim!? Eu faço pelo Taro... não existe sentimento mais puro do que esse, sabia? Eu... tenho boas intenções. – Sorriu fracamente.

- Ayano. Acho que nós precisamos pisar no freio. Não dá... ‘pra continuar com isso. 3 pessoas já estão mortas, não seria sábio continuar chamando atenção.

- Tenho que fazer alguma coisa, Damasu. Se a Megami pensa que vai me deter, está muito enganada.

-  N-não! Ei, calma aÍ! Tem que ter algum outro jeito! Não precisamos matá-la!

- Esse é o único jeito eficiente. Diferente das outras, Megami é literalmente... um ser especial. Não posso correr riscos.

- Olha! Eu sei que as coisas estão complicadas, mas...! Acho que a situação saiu do controle... – A ruiva respirou fundo. – Mas saiba de uma coisa: nós não somos diferentes de ninguém. Não podemos continuar escolhendo quem vive e quem morre. Nada do que fizemos nos torna superiores ou especiais. Não é sempre que o amor salva vidas. Mas nesse caso... Ayano... vamos... ter 17 anos.

- Hm? – Seu corpo paralisou. Sentiu as sobrancelhas franzindo e todo aquele instinto assassino se esvaiu. Ayano já não sentia aquela impulsividade costumeira.

- Nós podemos... sair para comer, jogar alguma coisa. Podíamos viajar... – Tosaku se aproximou da Aishi com um sorriso tímido. – Você não gostaria... de uma vida comigo?

- C-com... você...? Eu não... eu não... e-eu... – Ok, Ayano.exe oficialmente parou de funcionar. Sua respiração começou a se alterar e as mãos a tremer.

- Vamos fazer o que pessoas da nossa idade fazem, por favor...? – Com um tom suplicante, a garota segurou nas mãos de Ayano com delicadeza. – Tudo bem... pegue a Megami... mas poupe qualquer outra pessoa... eu só quero... que possamos agir normalmente. Sabe...?

- Nós poderíamos ser normais...?

- Claro que podemos. Todo mundo merece uma chance para recomeçar. – Damasu falava com a sua típica voz meio grossa, que quase nunca se alterava de tom. Mas hoje, ela parecia especialmente abalada. – Não vai ser fácil... mas nada é impossível... sei que deve estar sofrendo com todas aquelas garotas em volta do Taro, mas escute a voz da razão! Vai ser mais seguro assim... tem tanta gente nos caçando por aí, Ayano...

- ...Eu... entendo. Damasu, não quero correr nenhum risco. E você sabe do que fala, então seria mais seguro se atuássemos de uma forma diferente.

- Isso... eu não quero que nos peguem. Temos que continuar nisso até o fim, escondidas nas sombras.

- É... e-eu quero estar ao seu lado, não posso cogitar em te perder! C-como aliada, claro! A-ahm... talvez amiga. – Suas bochechas foram tomadas por um rosa claro, e claro, ela não tinha vergonha de admitir.

- Huhu, minha amiga... eu também quero estar contigo. Minha... única e melhor amiga. – Damasu sorriu de volta, ainda com as mãos entrelaçadas nas de Ayano.

- M-melhor amiga...? E-eu... estou muito feliz. Fico muito feliz de ter te conhecido...

- Também, yan-chan! Você é a pessoa mais preciosa da minha vida!

- A-aah! – Ela suspirou, completamente hipnotizada. Até parecia que uma áurea rosa envolveu o ambiente. O mundo nunca pareceu tão acolhedor.

- x  -

Mais um dia havia se passado. O aniversário de Megami tinha sido ontem e Miyuji não conseguiu encará-la para dizer nada. Talvez estivesse com vergonha? Bem, era o que ela queria acreditar no momento. Mas isso não iria ficar assim! Hoje seria o dia em que acabaria com tudo aquilo de uma vez por todas. Chegaria nas duas amigas e pediria perdão, e mesmo que elas não aceitem... pelo menos chegou a tentar.

Neste exato momento, a garota trocava os seus sapatos na entrada do prédio, como sempre. Começaria o dia procurando as garotas, mas parou tudo quando Ayano e uma outra garota andavam apressadas em direção das escadas, sem trocar nenhuma palavra sequer. Urgh... Aishi... por mais que nunca seja bom ficar próxima dela, sentia que deveria segui-la. Talvez presencie algo importante... bem, ela não tinha muito o que perder mesmo. Miyuji sabia que ela continuou no clube de música depois da sua saída, mas como ele estava meio parado, era fácil escapar das atividades.

Shan andou nas pontas dos pés, às seguindo até o terceiro andar. As duas pararam próximas da... sala de anúncios? Para não parecer que estava parada e ouvindo a conversa, Miyuji se escondeu atrás de uma mesa que casualmente estava de pé contra uma das colunas da parede. Não dava para escutar muito bem, teria que se concentrar bastante. Seu coração batia muito rápido, até a própria respiração estava a incomodando. E se a descobrissem!? E se outra pessoa chegasse do nada e a denunciasse!? Não, não deveria pensar nisso, ou só ficaria mais nervosa. Ela mordeu o lábio inferior e tratou de se acalmar.

- É a chave certa, né? – Perguntou a garota ruiva.

- Sim. Não foi tão fácil tirá-la de perto da Aoi, mas ela parecia distraída hoje.

- Heh, ótimo. Trouxe essa coisa para transmitir a mensagem enquanto estivermos na aula, então só vamos colocar ele lá e dar o fora. – Ayano destrancou a porta, liberando a sala para a pequena invasão. Damasu rapidamente colocou o pequeno aparelho bluetooth ao lado do microfone. Como aquela sala não era usada sempre, e tinha vários outros aparelhos, ninguém estranharia. O plano era o seguinte: toda quarta-feira, Kuroko passava algumas notícias matinais para os alunos, às 7:45 A.M. E assim que ela começasse a falar, Damasu reproduziria o áudio de Osoro para toda a escola. Por mais que tenha que deixar o aparelho para trás, valeria a pena.

- Tsc, esqueci o celular em casa. - Reclamou Ayano.

- Ô porra. Bom, vamos deixar conectado no meu então. Ainda bem que fica conectado a grandes distâncias. 

Não demorou para que saíssem da sala de anúncios, com grande cautela. Se alguém as vissem por aquelas bandas, tudo daria errado. Ah, e claro, Miyuji ainda estava lá. Por sorte, não a viram por perto. Ela abandonou seu esconderijo e casualmente foi na direção da sala, com um ponto de interrogação em cima da cabeça. Havia escutado falar sobre um dispositivo que tocaria automaticamente... hm, não sabia para que servia, mas deveria procurá-lo.

Bem... talvez isso fosse ser um problema. Não sabia qual daquelas coisas era a certa. Por mais que entendesse de equipamentos de som, podia ser literalmente qualquer um dos aparelhos. Por que tinha tantas caixinhas de som lá!?

- Ai... eu deveria pegar todas e sair correndo...

- Vai nos roubar, senhorita Shan? – A voz que surgiu pelas suas costas a fez gelar. Urgh, só podia ser...

- K-kamenaga-san! – Miyuji virou-se surpresa, encarando a vice-líder do conselho estudantil com medo. O susto havia sido tão grande, que precisou se apoiar no painel repleto de botões da mesa. Tirou a mão rapidamente, quando percebeu que havia apertado um monte de coisas aleatórias sem querer.

- Apenas os membros do conselho estudantil possuem permissão para entrar aqui, então, gostaria de se explicar?

- E-err... sabe, eu... só estava com saudades de estar rodeada de equipamentos de som. – Forçou a si mesma a adotar uma postura melancólica. – Sei que não é certo... invadir uma sala só por causa disso, mas...

- Entendo. Parece que você se afetou desde que deixou o cargo como líder. – Kuroko continuava com uma expressão neutra. – Mas isso não justifica ter pego uma das nossas chaves.

- Oh, mas... a porta estava destrancada... na verdade, nem faz tanto tempo que entrei aqui...

- Como? Hm, talvez alguma das outras tenha vindo aqui. Apesar de que, não existe nenhuma prova de que está falando a verdade.

- A-ahm, Kamenag-

- Porém, como ex-líder, acredito na sua responsabilidade e bom conhecimento da ética e moral. Vou deixar passar apenas desta vez, Shan.

- M-muito obrigada, eu prometo que nunca mais faço algo assim... – Ela sorriu aliviada. Mesmo tendo conseguido se livrar disso, ainda não tinha encontrado o dispositivo...

- Certo. Agora, se me der licença, preciso passar o anúncio do dia.

-  A-anúncio...? Ahm... – Shan queria muito dizer que talvez tivesse algo de errado ali, mas... como poderia provar? E o olhar de Kuroko, a mandando sair, era simplesmente assustador. Como ela é a substituta da Megami, provavelmente conseguiria encontrar algo de errado, então... tudo bem. – Ok, Kamenaga-san. Só... veja se não tem nada de estranho por aqui. Talvez outra pessoa tenha invadido a sala antes de mim...

- Hunf, estarei de olho. Bom dia, Shan-san.

Assim, Miyuji deixou o lugar meio apreensiva. Agora eram... 7:34 A.M. Teria que esperar para ver se algo daria errado ou não. Mas do fundo do seu coração, ela esperava que Ayano não tivesse armado nada tão grave.

- x -

O relógio batia 8:20 A.M, e Osoro estava mais do que atrasada. Não que importasse, na verdade, ela havia feito de propósito. Além de tudo com a Megami, ainda tinha a sua família. Céus, sua mãe estava no estágio 3 de câncer de mama. A situação estava ficando mais grave e o dinheiro que seu pai recebia não era o bastante para pagar pelo tratamento. Urgh, talvez devesse ter arranjado um emprego... não que fosse ganhar muito também, mas pelo menos seria um valor a mais.

Com a cabeça nas nuvens, Shidesu abriu a porta ao lado do portão, este que se encontrava bloqueado e guardou seus sapatos no armário, lá na entrada do prédio. Como não queria ir para a sala, decidiu ir ver os seus amigos, lá no incinerador. É, e como pensado, eles estavam lá. Todos pareciam tranquilos, com exceção de Umeji.

- Opa. – Ela os cumprimentou, tentando não parecer tensa por causa da história da mãe.

- Ah, Osoro-sama. Pensávamos que não viria hoje. – Falou Hokuto.

- Urgh, tive alguns contratempos, mas nada demais. – Ela cruzou os braços e se juntou à roda.

- Heh, você perdeu uma coisa muito engraçada. – Desta vez, foi Hanayari que começou o assunto. – Quando a Kamenaga foi dar o anúncio matinal, uma coisa começou a tocar de fundo.

- Hm? Que coisa?

- Parecia uma gravação bem amadora, e nela, alguém dizia que ‘tava afim de Saikou. – Ele riu um pouco.

-  ...gravação...? Saikou...? – A loira arqueou as sobrancelhas, confusa. Isso... parecia familiar.

- Cara, aquilo foi engraçado! – Gaku seguiu o amigo na risada. – Esse com certeza é o pior jeito de deixarem sabendo que você gosta de alguém!

- E ainda, pela princesinha da Megami Saikou, pelo amor de Deus. Tipo, metade dos caras desse lugar “gostam” dela, então meio que...  não é nada muito novo. – Dairoku acabou dando de ombros.

- ... Osoro, acho que nós precisamos conversar... – Tentou Umeji, tomando o máximo de cuidado possível.

- Eu... eu não ‘to entendo o que caralhos ‘tá acontecendo...

- Tsc, vem comigo, rápidão. – Os dois rapidamente deixaram os outros, que se mostraram confusos. Oras, que comoção toda era aquela!?

Eles pararam na frente das escadas para a piscina. Osoro parecia já ter uma ideia do que poderia ter acontecido, mas não queria acreditar nessa hipótese. Nervosamente, cruzou os braços e ficou batendo o pé direito, esperando algumas respostas.

- Então. O áudio que eles estavam falando era... da nossa conversa de ontem.  – Disse, sem encará-la.

- ...não. Hahaha, não, não pode ser. COMO ASSIM!? UMEJI, O QUE VOCÊ FEZ!? – Ela sentiu seu rosto esquentar, mas era de pura raiva.

- Eu não sei, não sei! M-mas não tem problema!

- COMO NÃO TEM!? Como você acha que vou encarar a Megami depois dessa!? – Num tom desesperado, ela parecia não acreditar no quão calmo Umeji parecia. – Quem nos gravou!?

- Sei lá, porra! Não tinha mais ninguém no labirinto, disso eu tenho certeza!

- Então... só...pode ter sido aquela vagabunda. Com um rato de olho em todos os cantos da escola é fácil gravar qualquer coisa, caralho! - Era Ayano e Info-chan, tinha certeza. Neste exato momento, a garota saiu correndo, antes que Umeji pudesse falar alguma coisa. Osoro estava extremamente transtornada.

- Osoro! Puta merda... nem deu para reconhecer a sua voz... – Suspirou, vendo que não adiantaria nada segui-la. Ele nem sabia a quem ela estava procurando.

- x -

Megami não parecia muito feliz naquele dia. Na verdade, desde ontem sentia-se assim. Não estava em Akademi, cuidando de assuntos mais urgentes, para ficar em casa, conhecendo os pais do maldito Kaga Kusha. Tudo o que queria era dar risada, mas nem isso saía. Tipo, caramba! Nem para ser um jantar?

Sempre que tinha a oportunidade, ela dava uma olhada no celular. Os adultos conversavam enquanto desfrutavam de alguma bebida cara. Tsc, que chato. Estava apenas ela e o Kaga, sozinhos em outro cômodo da mansão. Aaah, onde poderia estar a Zahra nesse momento? Megami ainda se sentia mal desde aquele mal entendido entre as duas, mas... não sabia como pedir desculpas.

- Pois bem, minha querida esposa. Deveríamos começar a planejar os próximos passos, depois de nos formarmos na Akademi? Hmm, vejamos... quer que eu cite toda a minha lista?

- Não. – Ela respondeu, muito pouco interessada. Não iria mais se forçar a ser educada na frente dele, simplesmente não dava mais.

Megami escreveu:

Por favor, me diga que está tudo bem.

Aconteceu alguma coisa?

- Aaah! Quanta frieza, esposa! Me escute um pouco antes de responder com tamanha antipatia!

-  ...Kusha-san.

- Ah, diga!

- Que tal se você ficasse quieto por um tempo? Estou ocupada. – Sem remorso algum, ela apenas disparou a sugestão e se calou novamente.

- Tudo bem.

- Ótimo.

- ...mas você não estipulou nenhum intervalo de tempo, então já posso falar novamente! Haha, está desatenta hoje, querida. – Ele se gabava, aaaah, que cara chato.

- ...eu n-

- Hm, Megami, nós podíamos convers- oh... – Zahra tinha acabado de pisar naquela grande sala de estar, e quase morreu do coração. O que aquele cara estava fazendo ali!? Já não era o bastante ter que aturá-lo na escola!?

- Cobaia! É um prazer revê-la por estas bandas.

- Ahm, o que você está fazendo aqui mesmo!?

- Eu e meus progenitores viemos desfrutar de uma bela tarde na companhia de minha esposa e seus próprios progenitores.

- Cara... ahm, eu posso pegar a Megami emprestada, tipo, por 5 minutos? – Pediu com um pouco de medo.

- Hmm, não sei se o seu desempenho no clube foi tão bom para ter esse tipo de privilégio!

- M-mas... ¡Cállate, bastardo! ¡Podría hacerlo mejor si no fuera un conejillo de indias!( Cale a boca, bastardo! Eu poderia fazer melhor se não fosse uma cobaia!). E não vamos entrar nesse assunto novamente! Agora, espera sentado aí! Olha lá, vai conversar com o Kencho, ele parece estar muito interessado em conhecer o futuro cunhado.

- Sim. Por favor, seria bom se conhecesse o meu irmão melhor. – Concluiu a platinada, ainda com um semblante entediado.

- Ooh, tem razão! Preciso expandir os meus horizontes, de todos os jeitos possíveis! Com licença, esposa, cobaia. – Assim, ele não demorou para abordar Kencho, este que não parecia muito feliz com a situação.

- Vamos. – Zahra a agarrou pelo braço, a guiando para o próprio quarto, um de hóspedes. Assim que fechou a porta, não demorou um segundo para que voasse para cima de Megami, com a voz falha. – G-gami...! M-me perdoa, por favor, eu não queria ter ficado te incomodando aquele dia, eu só estava sendo teimosa, e-

- N-não, eu que deveria me desculpar. A minha cabeça estava tão cheia de coisas, que não consegui me controlar. Isso não deveria ter acontecido... você tinha acabado de passar por uma experiência desagradável...  me perdoe, Zahra. – Saikou abaixou a cabeça e fechou os olhos.

- Mas eu também não estava ajudando. Tem tanta coisa acontecendo... eu deveria ter te deixado em paz.

- Não, tudo bem. Você não tinha como saber. Hm... você me perdoa?

- ...claro que sim, bobinha. – A estrangeira a abraçou com força, sentindo-se mais feliz. – Ahm, feliz aniversário atrasado... haha... desculpa.

- Haha, sem problemas. Você sabe que eu não gosto muito desse dia, então... tanto faz. Foi uma benção faltar ontem e hoje na escola.

- Nem me fale... Kusha-san é insuportável... você tem que conseguir se livrar dele.

-  Sim, eu estive pensando em algum jeito de acabar com esse casamento, e... acho que já descobri como. – Saikou deu um sorriso de canto, como se tudo estivesse sob controle.

- Ahm? Sério!?

- Digamos que uma boa e velha chantagem não costuma falhar. Mas eu preciso continuar a recolher informações, então talvez demore mais um pouco.

-  Ooh, que bom! Tomara que o Kusha-san consiga superar também! Bom, isso provavelmente também já está quase garantido.

- Ah é? Você tem feito algo pelas minhas costas? – Agora, Megami ofereceu um sorriso travesso a amiga, que respondeu da mesma forma.

-  Hmmm, será?

- Haha, só o tempo vai nos dizer então. Bom, infelizmente, parece que teremos que voltar... aaah, eu quero socar aquele cara no nariz.

- Nem me fale... – Depois de reclamarem um pouco mais, elas deixaram o quarto e retornaram a sala de estar, onde Kaga e Kencho prosseguiam com a conversa de mais cedo.

- x -

As aulas haviam acabado por hora. Todos os estudantes se dispersaram para almoçar, e no meio daquela confusão, Osoro empurrava e passava entre eles, tentando encontrar Ayano. Havia se passado muito tempo desde que ficou sabendo da gravação, mas a raiva não diminuía. Na verdade, quanto mais tempo demorava para enfrentá-la, mais estressada ficava. Osoro era uma garota rancorosa, isso era inegável, e acima de tudo, persistente. Depois de tudo, pensou que havia conseguido ficar mais controlada, mas o mau-humor costumeiro a atingiu em cheio. Precisa encontrar Ayano e fazê-la comer terra.

Vasculhou todos os andares, todas as salas e “interrogou” diversas pessoas, apenas para não conseguir a informação desejada. Tsc, bando de inúteis que nunca veem o que aquela doente faz. Certo, talvez ela não devesse estar no prédio, simples assim. A ansiedade a fez correr para o lado de fora, chamando atenção de Shiromi, que fazia sua patrulha em volta da escola. Hmmm, o que será que a líder dos delinquentes estaria fazendo? Não podia perder isso de jeito algum.

E... não demorou para que finalmente avistasse Ayano, com uma garota ruiva. Osoro quase sorriu de felicidade.

- Desgraçada…!  Finalmente… finalmente tomei coragem pra chegar em você, Aishi…- Apontou para a yandere, com ódio no olhar, este que estava quase queimando a garota viva.

- Porra, é a Osoro, ela vai surrar você! - Sussurrou Damasu, meio receosa.

- E-eu posso ajudar…? 

- Ah, claro! Fique parada enquanto eu te soco! - Não deu outra, nem deixou a garota ter noção do que estava acontecendo, pois voou nela e a derrubou no chão, com brutalidade.

- … - Por mais que quisesse reagir apropriadamente, ela apenas arregalou os olhos e tentou empurrar Osoro para longe, mas era uma tarefa complicada. Tsc, deveria ter entrado no clube de artes marciais… 

- Ah Shidesu, qual é! O que ela te fez!? -- Damasu perguntou brava, mas não interferindo diretamente no confronto. Ou na surra unilateral. 

- Cala a boca! Você…! Eu vou te matar!

-Ahhhh!! Shidesu-san, por favor, pare! - Ayano, que segurava uma lata de suco, acabou derrubando em si mesma, se molhando com o líquido açucarado.

- Eu não vou ter pena de você por ser garota, sacou!? - Puxou os cabelos dela com força.

- Osoro, eu recomendaria que parasse com isso. - Tosaku, neste instante, andou lentamente na direção da delinquente e com um sorriso relaxado, se aproximou da orelha dela. - O que a conselheira pensaria se visse…? Te expulsaria de vez? Não, melhor ainda! O que a Saikou diria?

- Do que 'cê tá falando!?

- Estou dizendo que o planinho da Megami iria por água abaixo por sua causa. Sem ninguém para nos vigiar, imagino que as coisas ficarão bem mais complicadas, huh?

- Quem é você!? – A loira arregalou os olhos, percebendo que aquela garota talvez soubesse de mais coisa do que o esperado. Qual era o seu papel!? Ajudante da Aishi!?

- Isso não importa ‘pra você agora.

- Não importa o caralho, vadia. – Puxou o laço do uniforme de Damasu, que apenas sorriu intensamente.

- Ha... hahahaha! E o que você vai fazer!? Bater na gente!? Isso vai resolver alguma coisa!? Minha nossa, você, Miyuji e a Saikou foram tão longe, passaram por tantas coisas... e por que bem agora, você vai fuder com tudo!? Bela parceira que você é!

- Você não sabe do que está falando... – Ouch, na verdade, Damasu tinha um ponto. Aparentemente.... elas já sabiam que as 3 se juntaram para incriminar Ayano, então este movimento foi extremamente irracional. Droga, diferente da yandere, ela tinha sentimentos e grande taxa de impulsividade!

- Miyuji...? Megami e você... trabalhando juntas? Me pergunto ‘pra quê. – Ayano voltou seu olhar vazio para Osoro, que não sabia mais o que responder. Talvez devesse surrar a cara dela até desmaiar e a levar a força para a cadeia.

- Opa, mas o que temos aqui? – E se não bastasse toda aquela confusão, Shiromi resolveu se juntar. Sua voz fina e até meiga foi o que quebrou toda aquela tensão esquisita, tanto que ninguém conseguiu se mover após a sua chegada. – Credo gente, ‘pra quê tanta briga? Eu nem tive tempo de assistir o desenrolar da história!

- Caham. – Damasu conseguiu fazer Osoro a soltar. Ela apenas deu um passo para trás.

- Tsc tsc, o que a conselheira vai dizer quando ouvir sobre isso? Vocês sabem que eu odeio levar gente ‘pro maravilhoso país das maravilhas, mas é o jeito. Vamos lá, as 3 me seguiam.

- ... – A mandíbula de Osoro parecia estar prestes a quebrar. Não precisava disso, realmente não precisava. Custou para sair de cima de Ayano sem conseguir tê-la machucado de verdade. E caramba, não poderia ter se envolvido em algo grande novamente...

As 3 garotas seguiram Shiromi, a contragosto. Talvez uma das piores sensações era ser encarado por todo mundo até a sala da conselheira. Normalmente, Osoro não se importava com isso, já que... nunca ligava para nada. Mas desta vez, tudo parecia diferente. Estava com medo, até mesmo com vergonha, já que Megami descobriria cedo ou tarde. Além do mais, o que diria quando se encontrassem? Ela... deve ter escutado o áudio também.

Depois de Shiromi e Genka trocarem poucas palavras, Ayano, Damasu e Osoro ficaram a sós com a mulher. Ela não parecia estar de bom-humor...

- Pois bem, vamos começar do começo. O que vocês pensam que estavam fazendo? Violência não é bem-vinda em um ambiente escolar! – De braços cruzados, Kunahito não parecia estar pegando leve.

- Kunahito-san, mas foi ela que nos atacou primeiro! – Ayano disse, apontando para Osoro. Não que fosse mentira, mas...

- Ah, Osoro. Não que eu estivesse esperando algo de diferente. O que deu em você? Pensei que a Saikou-san estivesse te mantendo na linha.

-  Tsc, isso não é assunto seu. Estou sob a supervisão da Saikou, ela que venha me dar bronca.

- Eu posso muito bem fazer isso, Osoro. Neste quesito, tenho tanta autoridade quanto ela. Agora, por que não tenta nos explicar o motivo de atacar essas duas alunas sem mais nem menos?

- Urgh... o caralho que foi sem mais nem menos. Elas estavam enchendo o meu saco.

- Ah, agora vai se fazer de vítima!? Você literalmente pulou em cima da Ayano! – Acusou Damasu, mais nervosa do que o normal. Só queria sair daquela sala antes que alguma coisa ruim pudesse acontecer.

- A Osoro ‘tá mentindo! Eu nunca conversei com ela antes e não seria agora que tentaria! – Aumentando o tom de voz, a yandere rosnou para Shidesu.

- Sem discussões na minha sala! – Genka se levantou e bateu as mãos na mesa. – Eu tenho o dia todo, então vamos discutir com calma. Quero ouvir de você agora, Teikyosha. Por que se envolveu na briga?

- Eeek... – Damasu quase pulou da cadeira. Céus, sabia que algo do tipo iria acontecer. Sabia, sabia, sabia... 

- Teik...yosha... – Ayano franziu as sobrancelhas, enquanto pensava se o que tinha acabado de escutar era real. – Quem é ela?

- Ahm? Do seu lado? Kyo Teikyosha. Pensei que fossem amigas, já que sempre estão andando juntas... – Até mesmo Genka havia ficado confusa. O que estava acontecendo ali!?

- Kyo... T-teikyosha... – Não demorou muito para que ela levasse seus olhos para a face de Damasu, que tremia por inteira.

- N-não... eu não... n-não... não, não, não, NÃO! – Antes que pudesse ser pega, antes que fosse impedida de sair, a ruiva abandonou o seu lugar e saiu em disparada da sala.

- Kyo! Céus, essa menina... ela não era assim. – Reclamou a mulher, enquanto suspirava de olhos fechados. E assim que os abriu, Ayano também havia evaporado. – Ah! Para onde ela foi!?

- Err, sei lá... – Osoro parecia ser do tipo que correria primeiro. Genka até ficou surpresa por ela não ter fugido junto.

- Aaah, parece que terei que chamá-las novamente para resolver essa discussão. Mas agora que estamos aqui, sozinhas, não gostaria de dar a sua versão da história?

- Não tem outras versões da história, a minha é a única que é verdadeira! Você ouviu a tal gravação de hoje, não? Tenho certeza de que foi a Aishi que tramou isso! – A loira bateu a mão na mesa, com um semblante sério.

- Hm, não é bom acusar sem provas, Osoro. Além do mais, a Aishi-san é uma aluna exemplar que nunca saiu da linha, é difícil acreditar que tenha sido ela.

- ...é sempre assim, né? Prefere acreditar naqueles que têm ficha limpa. Parece que não importa o que eu faça, nunca irá sossegar comigo. – Desviou o olhar e se calou, como se aquele tivesse sido seu golpe final.

- Claro que não... estou fazendo de tudo pelos meninos, que já demonstraram uma grande melhora.

- E quanto a mim? O que você fez ‘pra tentar me ajudar?

- A-ahm?

- Não que eu esteja pedindo por algo, mas... a sua lógica simplesmente não faz sentido! Você não sabe nada sobre mim, nunca tentou me entender... e já me classificou, sem mais nem menos, como uma baderneira sem salvação!

- ...então me conte, Osoro. Por que virou uma delinquente? – Com uma certa sinceridade no olhar, Genka perguntou.

- ...eu não sei ao certo. Eu vivi normalmente até os 14 anos. Acho que todo o meu problema de raiva começou quando... minha mãe foi diagnosticada com câncer. Ela parou de trabalhar e meu pai não conseguiu lidar com todas as contas, mas por sorte, um conhecido dele ofereceu um trabalho nos Estados Unidos. Minha mãe vai começar o tratamento por lá, mas só quando tivermos o dinheiro. Não é fácil me manter nessa escola por causa da nossa renda instável. E mesmo que eu tenha me comprometido a sair, eles não me deixam. Minha mãe disse que... eu não deveria desperdiçar essa oportunidade única. M-mas não precisa ficar pensando muito nisso, não é... assunto seu.

- Osoro. Eu... sinto muito.

- Já disse que não precisa disso!

- Eu deveria ter tentado te compreender melhor antes, mas... eu estava tão focado em não perder o meu emprego, que cheguei a te considerar como ameaça. Que tipo de profissional eu sou...? – Ela tirou os óculos e massageou as têmporas.

- Hey... não é como se eu estivesse disposta a me abrir ‘pra você. Então... acho que... e-e-eu... também estava e-erra...da. – Urgh, doeu tanto para falar isso!

- Mas eu deveria ter sido mais gentil. Ahh, sei que não posso fazer muita coisa agora, mas... vou acreditar na sua história. Depois vou chamar a Aishi e a Teikyosha para conversarmos direito.

- Sim, elas estão enfiadas em algo bem sinistro. E-ei! Mas você vai simplesmente acreditar em mim assim!?

- Não pense que estou fazendo isso apenas para te agradar, não vou ser menos profissional ainda. Mas o comportamento delas estava estranho, então realmente deve ter mais coisa na história.

- Hunf, certo. – Sorriu, levemente. – Posso sair agora?

- Pode. Boa tarde, Osoro. Espero que possamos nos entender melhor daqui para frente. – Kunahito acabou se deixando levar e sorriu para a delinquente, que ainda não sabia se iria conseguir se adaptar a essa situação.

- Hm, veremos. Falou. – E... aquela conversa havia se desenrolado melhor do que o planejado. Tomara que o fiasco da briga não tenha sido tão grave. Precisava conversar com Megami urgentemente, mas não fazia ideia de onde ela estava!

- x -

A ruiva deixou Akademi e fugiu para casa, o mais rápido possível. Pegou uma rota diferente, demorada, mas pudesse ajudar em alguma coisa. Damasu não sabia que as coisas poderiam acabar daquele jeito. Maldita Osoro. Maldita Ayano. Maldita coroa encalhada. Não era seguro pisar fora de casa enquanto não localizava a yandere. Sério, as coisas não podiam terminar assim! Por mais que ela tenha conseguido falsificar todos os documentos para entrar na Akademi, não podia controlar o que os seus conhecidos iriam falar. Céus, talvez devesse ter contado a verdade para Genka? Não, nem pensar. Aquela mulher parecia muito certinha para deixar isso passar em branco.

Kyo não estava mais sã. Precisava trancar a casa inteira, se esconder! Tinha a sensação de que Ayano não deixaria aquilo quieto, tinha certeza! Ok, ela não deveria saber o seu endereço... sossega...

Na correria para fechar todas as janelas de sua casa consideravelmente pequena, ela pegou o celular e tentou contatar Joho. Hm... caiu direto na caixa postal, o que era estranho, já que ela sempre estava online. Urgh, alguma coisa tinha acontecido...? Deveria tentar outra pessoa.

Kyo escreveu:

Oka! Por favor, me diz que você 'tá aí

Oka escreveu:

O que houve?

Kyo escreveu:

Por favor, fique atenta ao seu celular. Eu vou te passar um endereço. Talvez você precise mandar a polícia para lá.

Oka escreveu:

Polícia!? Kyo, o que está acontecendo!?

Kyo escreveu:

Sem perguntas, apenas fique de olho.

Agora, a garota estava no seu próprio quarto, fechando a janela dele. Sua casa tinha apenas um andar, não que a incomodasse. Na verdade, tinha algo incomodando sim. A porcaria da trava da janela estava quebrada! Deus, isso não lhe parecia um bom sinal.

- Calma... respira... urgh... – Talvez devesse passar alguma coisa na janela, para que nunca mais abrisse? Colocar tijolos e passar uma boa camada de reboco? Bom, ela deveria ter feito isso antes, pois Ayano bruscamente apareceu por trás da janela e tentou abri-la.

- Eeek! O que você está fazendo aqui!? – Disse, desesperada, enquanto tentava abaixar a janela novamente.

- Amor, eu vim aqui para te dizer uma coisa! – E... não deu, Ayano era um pouco mais forte do que a ruiva.

- VAI EMBORA! – Entrando em alguma espécie de crise de pânico, e ao ver que a janela não estava se abaixando, correu para fora do quarto.

Ayano não perdeu tempo e entrou no quarto. Ela estava maravilhada por finalmente poder ver aquele lugar de perto, sentir o cheiro, caminhar no mesmo chão que os pés dela passaram diversas vezes! O lugar estava completamente bagunçado! Talvez elas pudessem morar juntas e então, Ayano finalmente viraria uma dona de casa!

- Kyo! Onde você está, amor? – Perguntou num tom alto, para chamar a atenção. Mas sua voz estava tão doce...

A garota em questão já havia se trancado no banheiro, perto da sala. Céus, ok, ok, ok! A situação estava literalmente fora do controle! O que ela estava fazendo na sua casa? Nunca compartilhou endereço ou coisa assim! Será que Joho...? Ou Boru!? Não, eles nunca fariam isso. Eles sabiam que Ayano era perigosa, sabiam mesmo! Então como!?

- Kyo! Eu sei que está aí! – A voz vinha do outro lado da porta. Por mais que estivesse trancada, nada impedia Ayano de tentar arrombá-la.

- Como você me achou!? – A essa altura do campeonato, ela já estava sentada contra a porta, pensando que, se botasse algo na frente, as chances de segurá-la aumentariam.

- Eu ainda sou uma stalker, sabia? Sem a sua ajuda ou não, info-chan!

Urgh, certo... pelo menos não foi Joho que vazou a informação a ela, ou não estaria a chamando de info-chan. Mas talvez pudesse ser apenas ironia por parte da Aishi...

- Mas... o que você quer!? Me matar!? – Perguntou com agressividade. Por mais que não devesse brincar com o perigo, não era do feitio dela se calar tão facilmente.

- Sabe, Kyo? Você está perdoada!

- Ahm?

- Você sabe de muitas coisas sobre a minha família, do caso da minha mãe, sobre tudo que fiz até o momento... e por causa disso, eu deveria te matar! Maaas! Eu estive pensando em algo...

- Urgh, no quê?

- Minha mãe, seu namorado, Megami, Osoro... todos eles são obstáculos! Você está cega de amor por aquele cara esquisito, por que não entende que é uma perda de tempo!? Eu estive assim pelo Taro também, então consigo te entender!

- Cala a boca! Cala a porra da boca! – Ah não, ela não estava comparando o relacionamento dela com uma obsessão doentia, né?

- Por favor, me escuta..! Eu posso te oferecer todo o amor do mundo! Sei... o quanto detesta o clube de esportes, eu sumo com todos!

- ... – Não adiantava dar ouvidos a aquela garota.

- Senpai! Eu odiei quando fugiu de mim mais cedo! Senti que poderia chorar pela primeira vez na vida... e é por causa dessas novas emoções que eu preciso de você! Você conseguiu mudar o meu coração! – Ayano respirou fundo, enquanto passava o dedo pela maçaneta redonda e fria. – Você pertence a mim! Eu fui feita pra ser sua! Nós podemos nos tornar um ser só!

- U-urgh.... pare com essas besteiras!

- Por favor, não desista de mim agora! Temos que acabar com a Megami, com a Osoro! Elas são as únicas que podem nos ferrar! Haha... vamos rir e pisar nos corpos delas, queimá-los e sentir o calor do fogo em nossas peles!

Damasu não poderia continuar escutando aquilo parada. Tinha que dar um jeito de fugir dali. Seus olhos bateram na pequena janela do banheiro, que dava para o lado de fora. Ela era um tanto alta, mas se esticasse a perna até lá, conseguiria colocá-la ‘pra fora. Mas não sabia se teria força o suficiente para subir o resto do corpo.

- Ei... você está me escutando!? – O tom de voz da yandere aumentou agressivamente. – Você está destinada a ser minha!

- Vai se fuder, Ayano! Eu não sou sua porra nenhuma!

- M-mas e o que foi tudo aquilo mais cedo!? Você disse que era a minha melhor amiga!

- Melhor amiga, não esposa! – Devolveu com agressividade. – Além do mais, não sei se percebeu, mas era mentira!

- ...Kyo... por que está me abandonando agora!? Eu não posso continuar com isso sozinha, termine o que começou!

- Eu não comecei nada. Foi você que escolheu matar as garotas.

- Mas você que me instruiu!

- Ah, agora a culpa é minha!? E surpresa vadia, eu não sou a info-chan. Eu trabalho ‘pra ela. O que significam hmm... deixa eu pensar... que eu não ordenei nada a você!

- ...o quê...?

- É, isso mesmo. Parece que eu sou apenas uma graaande farsa, não?

- ...eu não ligo.

- H-hm...?

- Eu não me importo com mais nada, senpai. Você... conseguiu me mudar, mesmo com intenções ruins, então realmente deve ter posto esforço nisso! Não poderia estar mais agradecida!

- ... – Ela nem respondeu, apenas tentou jogar força para cima e ser capaz de cair ‘pra fora da janela. Infelizmente, isso não estava dando muito certo. Droga, deveria ter ido mais vezes ao clube de esportes.

- Senpai? Senpai-chan? Senpai....? KYO!!! – Ayano socou a porta três vezes. Sua paciência estava se esgotando. – Kyo... abra porta, por favor. A-abra a porta.

- Vai sonhando, psicopata de merda!

- Hey, vamos parar de brigar, por favor. – Ela abaixou o tom consideravelmente. Não queria assustar Damasu. Não tanto. - Você só precisa de mim ‘pra ser feliz… não me deixe sozinha...

- Urgh...

- Kyo, sei que está com medo, mas eu prometo que não farei nada. Vamos fugir, ‘pra bem longe de todo mundo! Prometo que vamos ter uma vida boa!

- Ohhh! Que maravilhoso! Eu escolho o lugar, que tal? Hmmm, inferno? Ah, mas claro, vá na minha frente só ‘pra estreá-lo.

- ...Kyo... não me faça ter que derrubar essa porta!

- Estou esperando, querida. – Nessa hora, com bastante dificuldade, ela conseguiu colocar a perna para fora. Como a janela não era muito grande, teria que se jogar para fora, já que não seria possível passar a outra perna também.

- Eu vou contar até 3 ‘pra você sair...

- ... – Ela colocou força no corpo e caiu desajeitadamente no jardim. Talvez tivesse feito muito barulho, mas pelo menos a grama amorteceu a queda. Ainda bem que sua casa não tinha um segundo andar.

- 1... – Com uma faca que achou na cozinha, Aishi tentou de todos os jeitos possíveis destrancar a porta. Enfiou no vão e começou a mexê-la freneticamente. Bom, mesmo que conseguisse, não havia mais ninguém na casa.

- ...2... 3! -  Quando finalmente conseguiu arrombar a fechadura, adentrou o banheiro com pressa. A luz estava apagada, mas Ayano já havia conseguido perceber: não havia ninguém lá. Kyo literalmente evaporou. Com cólera no olhar, ela percebeu a janela completamente aberta, e lá, algo que nunca teve a oportunidade de presenciar. Passou o dedo indicador pelo líquido que manchou a parede. Era sangue. Só poderia ser da garota ruiva. Precisava correr e ir atrás dela. Agora.

- x -

- Ah, o dia está correndo muito bem, senhor Saikou. Parece que já estamos com tudo fechado, apenas precisamos estipular uma data. – Uma mulher, com cabelos castanhos falava animada. Agora, estavam Megami e seus pais, junto com Kaga e os dele, sentados frente a grande mesa, tomando um chá.  Aquela conversa estava tão chata, que a Saikou estava quase se levantando e indo embora.

- Sim, de preferência, depois de Megami se formar. Eu gosto bastante da ideia de se casar na primave- Megami, desligue o celular enquanto estiver na mesa.

- Sim, senhor. – O celular dela havia começado a tocar naquele exato instante. Normalmente não daria tanta atenção e desligaria se fosse uma pessoa qualquer, mas era Osoro. Céus... ela não ligava sempre. Normalmente se falavam por mensagens. Não queria pensar que havia acontecido algo ruim, mas era no mínimo curioso.

-  Megami? Desligue-o. – Repetiu mais uma vez.

- ...Alô? O que houve? – Não estava mais com paciência, deveria agir. – Ahm? Sério? Calma, fale mais devagar... mas... a-ah! Parece que a hora finalmente chegou. Vá para casa, nos encontramos lá.

Saikou se levantou com rapidez da mesa e andou em direção a saída, deixando todos boquiabertos. Isso... isso nunca deveria acontecer! O seu pai sabia que ela estava um pouco mais rebelde do que o costume, mas aquilo era simplesmente imperdoável!

- Onde pensa que vai, Megami? Vai nos fazer passar vergonha na frente dos nossos convidados? – O tom de voz que sempre a assustou, estava lá, tentando a intimidar como sempre. Mas... dessa vez as coisas seriam diferentes.

- Você que está passando vergonha, pai. Que tipo de pretendente é esse? Existem pessoas tão boas naquela escola, e justo... ele. Além disso, você não parece ter vergonha de tratar seu casamento como lixo. Eu vou estar fora por algumas horas. – Com um olhar frio, ela os deixou para trás. Não tinha maiores sentimentos por ninguém, talvez apenas pela mãe. E sinceramente, nem isso a impediu de tomar tal decisão. Não queria viver acorrentada daquele jeito, precisava... se libertar.

Ela pediu o casaco do seu motorista, que se encontrou completamente confuso, mas o fez sem perguntar nada. Então, ela deixou a mansão a pé, com o tecido sob a cabeça, fazendo-a se disfarçar um pouco. Desse jeito, demoraria um pouco para chegar na casa de Osoro, mas não tinha problema. Se pegasse algum transporte público, acabaria atraindo muita atenção, e... nem havia pegado dinheiro. Saikou permitiu-se correr, quando o coração começou a acelerar de ansiedade. As pernas se moviam freneticamente, sem possibilidade de descanso. A casa dela ficava próxima a de Ayano, então teria que tomar cuidado.

Assim que avistou o seu destino, conseguiu relaxar e apertou a companhia. Não demorou para que Osoro a puxasse para dentro, transtornada.

- Megami, caralho vai se fuder, porra, onde você ‘tava!??? E-eu quase morri hoje! Bom, sei que foi culpa minha, mas não importa, ainda quase morri! Ah, e aquele áudio do caralho, n-não era eu, era uma inteligência artificial, tipo aqueles robôs que cantam, eu juro que n-

- ...Osoro. Calma. Eu não faço ideia do que está acontecendo. Primeiro, o que houve com a Ayano? – Para tentar acalmá-la um pouco, Megami repousou suas mãos nos ombros da loira.

- Então... meio que eu acabei agredindo a Aishi. Mas nem foi tão ruim assim! Só a derrubei no chão!  - Como se isso fosse melhorar as coisas... é, Osoro sabia que não iria adiantar muito, mas deveria tentar.

- ...hm, mas você se envolvia nisso frequentemente, não? Não parece ser suspeito.

- Ahm, assim... tinha uma garota junto com a Aishi, uma ruiva, acho que o nome dela era Teikyosha. Ela... sabia sobre a gente! O plano! Eu não sei como, eu não sei porque, mas ela sabe!!! Megami, o que caralhos ‘ta acontecendo!? S-só sei que a gente se fudeu!!

- Não, calma... vamos nos acalmar, ok? Vejamos, Teikyosha... parece que as coisas estão saindo do controle. Parece que vou ter que usar o plano reserva. – Cruzou os braços e deu as costas para Osoro.

- Hein? Plano reserva!? O que é?

- Eu vou enfrentar a Ayano. Agora.

- A-agora!? O que planeja fazer!? Pensei que estava sendo imatura por ter a atacado do nada, mas o seu plano é praticamente idêntico! – Osoro não estava apenas brava, mas também preocupada. Elas não estavam mais na escola, não teria garantia alguma de que tudo daria certo.

- Sei que é repentino, mas preciso que acredite em mim. Preciso criar alguma evidência de que ela seria capaz de me machucar. Por isso... vou deixá-la me golpear uma vez.

- M-megami! Pensa no que ‘tá falando, porra! Você endoidou de vez!? Aquele cientista maluco te fez alguma lavagem cerebral, hein!?

- Osoro... sei que é arriscado, nem eu estava considerando usá-lo, mas é a nossa última saída. Ela... ouviu o nome da Teikyosha, certo?

- A-ahm, sim, mas e daí?

- É, é urgente mesmo. Olha, eu prometo que te explico assim que tudo acabar. Eu prometo de joelhos, mas apenas confie em mim por enquanto, ok? – Com súplica na voz e um olhar de cachorrinho abandonado, ela pediu. Até as mãos estavam entrelaçadas uma com a outra, fazendo o pedido parecer muito sério.

- M-mas... e se não der certo? E se com esse golpe, você não conseguir reagir depois?

- Você vem comigo e fica de olho, pode ser? Ficaria mais tranquila assim?

- Ficaria mas, e se eu não conseguir te proteger!? Megami, tudo o que eu menos quero é que te machuquem... e-eu não vou me controlar se isso acontecer. – Não, não, não... a delinquente sentia seus olhos se umedecendo. Não queria chorar na frente da Saikou, era tudo o que menos precisava naquele momento.

- Ah! Osoro, o que houve...? Não precisa ficar tão preocupada... aliás, não tivemos chance de conversar desde aquele dia. Queria me descul-

- Cala a boca! Não precisa se desculpar. Todo mundo precisa de um tempo... aprendi isso do jeito mais ridículo possível... chorando. Como agora. – Num ato de desespero, a loira agarrou Megami e a envolveu em um abraço necessário e caloroso. Sem conseguir se aguentar mais, permitiu-se a chorar um pouco. – A-antes de ir... eu queria te contar uma coisa.

- ...diga. – A platinada não conseguiu reagir. Foi muito inesperado, literalmente. Nunca pensou que Osoro abraçaria alguém. E muito menos ela.

- Sei que deve ter escutado mais cedo, mas me... deixe falar de novo.

- Escutar o quê...?

- N-não se faça de burra, a gravação que tocou na escola mais cedo! – Urgh, era hora de fazer piadas!?

- Osoro... eu não fui para a escola hoje. Como não percebeu, se somos da mesma turma?

- ...

- ...você chegou atrasada e não foi para a sala, certo?

- ... – Droga, odiava quando Megami estava certa. – Eu nem escutei o áudio, só fiquei sabendo por causa de um amigo.

- Ahhh, caramba viu. – Riu.

- E-ei! Não é hora de me zoar! B-bem, foi melhor assim então. M-mas eu ainda vou falar!

- Certo, me diga.

- S-sabe... eu nunca me apaixonei por ninguém antes. Sempre pareceu uma perda de tempo e a maioria das pessoas que já conheci são sempre cheias de si e irritantes. Pensei que você era assim também, então nunca fiz questão de ao menos te respeitar, mas... depois dessas últimas semanas... eu aprendi a te compreender melhor. Não só isso, mas as outras pessoas ao meu redor também. Devo muito a você por isso.

- Fico feliz que eu tenha conseguido te passar essa ideia, mas não pense que só você aprendeu alguma coisa com isso. Nunca consegui entender o seu comportamento ou questões sentimentais. Eu fui criada como um robô, mas... você surgiu e me fez entender o mundo de um jeito diferente. Conheci a Miyuji... que também é uma pessoa extraordinária. Eu quero conversar com ela depois de tudo, precisamos juntar o nosso trio novamente, haha...

- ...sabe, depois de tudo, eu percebi que... você me mudou em vários aspectos. E... conseguiu fazer o inacreditável.

- Ah é? Será que é tão inacreditável quanto a coisa que eu vou contar agora? – Perguntou Megami, meio apreensiva.

- Ah, com certeza. Mas eu vou falar primeiro! – Falou, já sentindo que se não falasse logo, nunca mais teria coragem de falar nada.

- ...acho que eu te amo. – É, Megami Saikou não seguia ordens.

- Ei, mas eu disse que iria primei- QUÊEEE!??? – Osoro soltou a Saikou e pulou para trás. – O QUE VOCÊ DISSE!?

- Osoro, eu te amo!

- A-AAAAH! MAS EU IA FALAR ISSO TAMBÉM! EEEK, QUER DIZER! – O seu rosto foi tomado pelo vermelho e as frases saíam sem mais nem menos. Ela até se sentiu um pouco tonta.

- Haha! O que você ia falar? Oh meu Deus, acho que não entendi direito.

- E-EU... TAMBÉM TE AMO...!!! – Osoro mal podia acreditar no que havia ouvido e dito. Se fosse um sonho, ela iria ficar muito desapontada. – E-eu... realmente gosto muito de você... era isso que a gravação dizia... h-hm...

- Sabe, acho que é uma das coisas mais doces que escutei essa semana. Fiquei o dia todo ouvindo porcaria do Kusha.  Era tudo o que eu precisava, Osoro. Também me encontrava confusa quanto aos meus sentimentos, mas... eu sempre... prestei atenção em você. Eu queria te conhecer melhor, queria muito... virar sua amiga. Mas quem diria que... sentiria algo mais forte do que isso.

- Eeeh... e-eu nem sei o que falar... e-eu... só ‘’to feliz ‘pra caralho! Eu vou mandar aquele cientista ‘pra lua se ele continuar te enchendo o saco, viu!?

- Por favor, é tudo o que eu mais quero. – Ela riu, sentindo toda a tensão se esvair. Na verdade, com o que elas estavam preocupadas mesmo...? AHHH! – Osoro, a gente precisa ir agora. Vamos continuar conversando mais tarde. Se demorarmos muito, o plano vai falhar.

- Urgh... agora sim que eu não quero te deixar ir, mas... se acha que vai certo, então tudo bem. Mas eu vou matar ela se fizer algo a você...

- Não se preocupe, estarei segura. E você ainda vai estar lá. Ahh... muito bem. Vamos.

- x -

Ayano voltava para casa completamente insana. Não sabia para onde Kyo havia ido, mas não desistiria de procurá-la. Pegaria o celular que havia deixado em casa e tentaria conversar com ela por telefone. Não entendia o motivo de ter fugido e rejeitado os seus sentimentos daquela forma... elas sempre se deram tão bem! O que havia acontecido!? Será que ela estava com medo de ser morta? Não, Ayano nunca faria isso com a sua querida senpai. Já eram 15:30 P.M e não tinha ninguém na rua da sua casa. Claro, não era a hora dos estudantes retornarem e muito menos do fim do horário de serviço. Mas... apesar disso, uma pessoa se encontrava parada, de costas para sua casa. Quem poderia ser...? Normalmente, Ayano não daria bola, mas ao reconhecer os cabelos platinados e perfeitamente cuidados, não pode deixar de reconhecer o indivíduo na hora.

Megami Saikou.

Megami Saikou estava.

Megami Saikou estava parada.

Megami Saikou estava parada e indefesa.

Ayano ainda segurava a faca que tinha pego da casa de Kyo. Sua cabeça parecia estar se partindo ao meio, tudo por causa de uma voz irritante que a pressionava constantemente. O que fazer? Sucumbir ou deixar para lá...? Urgh... Megami estava logo ali... n-não deveria desperdiçar aquela chance. Além do mais... ela já tinha descoberto tudo, não? Não teria como deixá-la viva de qualquer maneira. Era o destino... hahahaha, era o destino! Suas mãos tremiam e o sorriso aumentava à medida que se aproximava da pobre e indefesa Saikou. Como ela ainda não havia notado que tinha alguém nas suas costas!? Bom, isso não importava. Aquele que não tinha habilidades o suficiente, estava fadado a morrer mesmo.

Megami se virou antes que ela pudesse lhe dar uma facada fatal, mas no final, acabou sendo atingida no estômago. Ela segurou um grito de dor e caiu no chão.

- E então? Parece que Megami Saikou não é a tão falada Deusa Intocável! – Como se não bastasse a facada, ela ainda queria ridicularizá-la um pouco.

- ...ha...

- ...? – Ayano se preparou para finalizá-la, mas não esperava aquele sorriso estranho.

- Hahaha...HAHAHAHAHA! – A garota se contorcia no chão, sentindo o sangue quente vazando. Aquela sensação... há quanto tempo não sentia isso? – Haha...ai ai... que golpe, hein, yan-chan?

 

 


Notas Finais


Para quem conhece Heathers, o musical, já deve percebido as várias referências dsjnjsm vou deixar o link das músicas que eu me inspirei:
https://www.youtube.com/watch?v=9h80Sr15n4M
https://www.youtube.com/watch?v=fp8r8UQLhbg


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