História Liberte-se (Catradora Fanfic) - Capítulo 4


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Categorias She-Ra
Personagens Angella, Bow, Castaspella, Catra, Entrapta, Frosta, Glimmer, Hordak, Light Hope, Mermista, Netossa, Perfuma, Personagens Originais, Princesa Adora (She-Ra), Razz, Scorpia, Sea Hawk, Shadow Weaver, Spinnerella, Swift Wind
Tags Adora, As Princesas Do Poder, Catra, Catradora, She-ra, Universo Alternativo
Visualizações 91
Palavras 2.994
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Sei que estou atrasada, me perdoem. Juro que queria postar ontem, mas a semana tem sido extremamente exaustiva, eu tenho enfrentado crises de ansiedade praticamente todos os dias há meses e minha depressão está me deixando sem disposição para fazer qualquer coisa, além disso eu estive muito ocupada (e estressada) por alguns assuntos do colégio. Ontem, em especial, não tive tempo nenhum para revisar o capítulo e postar (e ainda passei boa parte do dia e da noite me controlando para não falar com a única pessoa que gostaria de falar sobre tudo isso e não posso k). Bom, é isso, acho que acabei surtando um pouco aqui, mas enfim... aqui está o capítulo e, sinceramente, é um dos meus favoritos!

Sem mais explicações, aqui está!

Capítulo 4 - O Passado Sempre Volta


Fanfic / Fanfiction Liberte-se (Catradora Fanfic) - Capítulo 4 - O Passado Sempre Volta

 

"Cause they say if you love her let her go
And they say if it’s meant to be you’ll know
Know

I met a superhero
I lost her
I want her back
She did things to me that no one else could
And I miss that"

– LAUV, Superhero. 

 

Entrapta não se incomodava com os olhares dos guardas da Horda sobre si, julgando-a como se fosse um monstro, enquanto caminhava de cabeça erguida até Hordak, sentado no antigo trono da rainha Angella. Todos sabiam que as algemas em seus pulsos, mantendo-os juntos a frente de seu corpo, eram inúteis e ela poderia fugir a hora que quisesse, mas, ainda assim, a mulher mantinha-se ali, encarando as consequências dos seus atos. Um sorriso tranquilo enfeitava seu rosto calmo conforme se aproximava do novo rei de tudo aquilo, daquele homem cruel que governava aquele lugar que, para ela, em breve se tornaria "Lugar Nenhum" e tudo o que pertenceria a ele seriam as cinzas do que uma vez foi uma grande civilização. Ela tentou por muitos anos fazer com que ele entendesse, mas Hordak parecia cada vez mais obcecado pelo poder que possuía em suas mãos, esperando por algo que nem mesmo ela sabia o que era. Não entendia como ele podia sacrificar tudo daquele jeito. 

 

Os olhos frios de Hordak estavam fixos sobre ela, analisando cada um de seus movimentos. A postura perfeita; ombros para trás, costas eretas e barriga para dentro. Parecia um homem firme em suas roupas escuras e longas, tradicionais de onde ele havia vindo, seja lá de onde era isso. Entrapta sabia que ele vinha de longe, mas nunca lhe foi confiado exatamente o quão longa a distância era e muito menos o nome de sua terra natal. Por um segundo, teve o impulso de abaixar sua cabeça para evitar encará-lo, mas manteve-se forte ali, recebendo toda a fúria e decepção que lhe eram direcionados desde que adentrara o salão.

 

Tudo estaria escuro se não fosse pela luz pálida da lua que provinha das janelas atrás do trono e iluminava fracamente o caminho pelo qual a mulher seguia em passos curtos e lentos, o luar refletido nos seus olhos como se estes fossem a água calma de um lago sob a noite. Com o tempo, Entrapta havia se tornado cada vez mais bela e atraía a atenção de todos, embora ela não se importasse com isso e sequer fosse capaz de notar tal detalhe em si mesma, afinal sua inteligência era o seu maior mérito e orgulho.

 

Finalmente cessou seu andar, parando a alguns metros de seu líder, o qual muito lhe havia encantado há anos atrás. No fundo, ambos sabiam que eram parecidos. Mas Entrapta deveria reconhecer que, apesar de nascidos de tons semelhantes de essência, havia um diferencial; Hordak era capaz de tudo para atingir os seus objetivos, inclusive causar dor e sofrimento, mas ela, não. Em uma guerra, como a qual ela sabia que estava se aproximando para uma revanche daqueles que muito perderam e sofreram nas mãos da Horda, seria impossível ficar no mesmo lado que o dele. Respirou fundo, tentando manter as batidas de seu coração constantes enquanto o peito parecia doer e o ar ao seu redor aparentava, de repente, ter ficado tóxico e difícil de respirar. Sabia o que aquilo significava e, sinceramente, sentia-se grata por ser capaz de ter tal sensação queimando dentro de si, prestes a quebrá-la.

 

— Entrapta — a voz de Hordak ecoou pelo salão, atraindo a atenção de todos os presentes para si, mas sequer percebeu os olhares ansiosos dos outros, estava concentrado apenas em um. — Catra informou que uma prisioneira escapou da Zona do Medo e você foi encontrada dentro de sua cela.

 

— Sim, inclusive, aquelas celas são horríveis... acho que deveriam melhorar um pouco, afinal as princesas são jogadas ali por anos, deveriam ao menos ter algo digno do que são  — Entrapta disse normalmente, perdendo-se em seus devaneios despreocupados, mas havia algo em sua voz que escondia a mágoa que sentia de si mesma por esperar tantos anos para fazer aquilo, por deixar que todos sofressem por tanto tempo…

 

— Admitiu trair a Horda — Hordak afirmou, amargurado. Não se importava com os comentários da mulher, apenas precisava de algo para, por fim, entender o motivo dela ter feito o que fez. Estava infeliz na Horda? Não se sentiu aceita o suficiente? Não foi tratada tão bem como queria?

 

— Sim, não tenho dificuldades em lidar com a culpa do que eu faço — respondeu dando de ombros, soltando uma risada curta logo após e abaixando a cabeça, permitindo que uma mecha roxa caísse sobre seu rosto, escapando das tranças mal-feitas que Scorpia havia decidido fazer na pressa, pois era difícil levar Entrapta com seus cabelos totalmente livres. 

 

Encarou um pouco o chão, refletindo sobre como nunca havia se sentido daquela forma. A Entrapta de antes não possuía muitas preocupações, apenas queria saber cada vez mais e mais sobre tudo, principalmente sobre a tecnologia dos Primeiros que tanto lhe fascinava, mas naquele momento, a mulher que havia se permitido tornar, havia muito mais a perder do que a ganhar com aquela situação e pensar sobre isso assustava até mesmo ela.

 

— COMO OUSA ME TRAIR?! — Hordak gritou repentinamente e se levantou num pulo brusco, encarando a mulher com ódio. Não conseguia acreditar no quão calma ela parecia após o que fez. Havia confiado nela por todos aqueles anos e, de repente, tudo desmoronou em uma única noite. Ele não conseguia entender o motivo daquilo depois de todos aqueles anos. Entrapta ergueu sua cabeça rapidamente com os olhos firmes e determinados, com um brilho de rancor visível para quem quisesse ver, parecia motivada pelo seu instinto, mas Hordak sabia que cada uma de suas palavras era o que havia guardado para si mesma durante muito tempo.

 

— Como ousa destruir todo o meu planeta e povo?! — a mulher disse em um tom elevado de voz, mas sem gritar. Apesar disso, o impacto foi sentido por todos ali, causando um silêncio de alguns bons segundos.

 

— Nunca teria conseguido sem a sua ajuda, querida — Hordak exclamou com um sorriso amargurado no canto dos lábios, vendo Entrapta se calar com os olhos arregalados e a boca semiaberta com tamanha surpresa ao ouvir suas palavras maldosas. Sequer havia pensado antes de falar, mas, não havia mentido. Se não fosse por Entrapta, a Horda nunca teria sido capaz de avançar mais e vencer as Princesas, isso era inegável. Por fim, virou-se bruscamente e se aproximou de um guarda. — Levem-na para seu quarto e a mantenham presa lá, vigiada o tempo inteiro até que eu decida o que fazer. Ela será exemplo para qualquer outro que se atreva a tentar ir contra mim.

 

Entrapta não pôde impedir que lágrimas se formassem em seus olhos ao sentir as mãos pesadas de dois guardas em seus braços, machucando-a enquanto a arrastavam para fora com brutalidade, deixando sua pele avermelhada. Se virou e seguiu junto de ambos, as palavras de Hordak ecoando em seu coração e despedaçando-a. O pior não era o que foi dito, mas sim por quem e a intensidade da verdade contida ali. Respirou fundo novamente, mantendo o queixo erguido enquanto cumpria o que, segundo Hordak, merecia.

 

                                                                                   🌌🌌🌌

 

O sol não pôde ser observado aquela manhã, pois nuvens cinzentas cobriam o céu sem qualquer trégua para os raios solares. O dia frio fazia parecer que o mundo havia sido de repente tingido em tons tristes e monótonos, até mesmo o ar ao redor aparentava estar mais pesado do que o de costume. A respiração pesada de Glimmer era o único som que inundava a pequena caverna onde as duas mulheres passaram a noite. Seu corpo desnutrido tremia incessantemente, apesar das chamas da fogueira perto de si e os olhos de She-ra estavam parados sobre sua pequena imagem há horas. Odiava ficar ali, vendo-a sofrer, mas não podia fugir e deixá-la sozinha. Era sua melhor amiga, apesar de tudo o que havia acontecido naqueles anos intermináveis em que ficou isolada de tudo e de todos em seu treinamento, pois Light Hope insistia em dizer que só obteria "100% de sua capacidade" se não tivesse nenhum sentimento para atrapalhá-la.

 

Mas é impossível arrancar os sentimentos de alguém, deixá-la completamente imune à qualquer traço de empatia. She-ra ainda sentia, ainda amava e se culpava, ainda era capaz de sofrer com dores emocionais e tinha seus conflitos psicológicos. O que Light Hope havia lhe ensinado foi apenas a reprimir tudo isso, fingir que não existiam, fingir que era alguém que, na verdade, nunca poderia ser. E She-ra sabia muito bem disso; ela havia se tornado uma atriz. Sua vida era um palco de mentiras, estava sempre encenando para si mesma. Mas descobriu que era extremamente boa nisso.

 

— A... Adora? — a voz fraca de Glimmer fez-se presente repentinamente, retirando She-ra de seus pensamentos conturbados. A pequena se sentou com dificuldade no chão duro da caverna, abraçando seu próprio corpo e se aproximando um pouco mais do fogo enquanto encarava a loira em sua frente, abismada. Parecia estar vendo um fantasma. A princesa de Lua Clara simplesmente não conseguia acreditar que estava ali, olhando para alguém que ela pensou que nunca mais veria. Entrapta estava certa!

 

— Finalmente acordou — She-ra exclamou sem muita emoção em sua voz, levantando-se rapidamente e alongando seus braços para cima enquanto bocejava, finalmente livre para seguir com o que precisava fazer. — Acha que pode ficar sozinha um pouco? Preciso encontrar algo para você comer logo.

 

— Mas... você... como... — Glimmer não conseguia encontrar as palavras que queria e apenas se embolava em seus próprios pensamentos, o coração batendo a mil e a boca seca.

 

— Eu sou a She-ra, e agora estou pronta para salvar Etheria de uma vez por todas, por isso estou aqui — foi o que a loira afirmou com o olhar sério. Ela ainda parecia a mesma de antes, para Glimmer, apenas possuía olhos rígidos, algumas cicatrizes no rosto e aparentava estar mais velha. Fora isso, nada havia mudado na heroína.

 

— Se você sair daqui, tenho medo de nunca mais vê-la... — a jovem comentou ao desviar o olhar, lembrando-se da última vez em que viu Adora anos atrás e do quão difícil foi seguir em frente sem ela e com seu mundo literalmente caindo aos pedaços. She-ra não esboçou nenhum sentimento, apesar de sentir seu coração se apertar com tais palavras da mulher, mas se aproximou dela e se abaixou para ficar na altura de seus olhos e tocou em seu ombro para transmití-la segurança e conforto.

 

— Eu não vou mais embora, prometo — afirmou com a voz calma, mas em um tom que pudesse demonstrar sua seriedade com a promessa feita. — Mas me deixe cuidar um pouco de você agora, okay?

 

Glimmer apenas a encarou com os olhos marejados, sem saber o que dizer, e assentiu lentamente com a cabeça, permitindo que ela fosse e confiando que voltaria em pouco tempo. E ela esperaria, como sempre esperava.

 

                                                                                   🌌🌌🌌

 

— Exílio?! — a voz surpresa de Catra exclamou, ecoando pelo salão enquanto ela observava Hordak andar de um lado para o outro, impaciente e inquieto com toda aquela situação que era obrigado a resolver. — Está maluco?! Exilar alguém nas condições em que Etheria está é condená-la a morte certa! Quer isso para Entrapta?!

 

— Entrapta assinou sua própria sentença quando nos traiu! — Hordak afirmou, encarando a mulher de cabelos rebeldes e olhos bicolores que pareciam julgá-lo a cada instante. Scorpia estava parada próxima da porta, assistindo tudo em silêncio enquanto pensava em sua velha amiga que definitivamente não merecia a morte, independente do quão grave fosse o seu erro. — Além disso, você é a última que pode julgar minha decisão, não acha? Pelo que bem me lembro, matou sua melhor amiga a encarando nos olhos!

Havia ironia em sua voz enquanto se dirigia para Catra, o que fez a mulher cerrar os punhos ao lado do corpo ereto, sentindo as unhas afiadas cortando sua pele com facilidade. A ferida nunca antes cicatrizada parecia sangrar mais do que nunca enquanto os olhos azuis de Adora surgiam em sua mente outra vez. 

 

— É, se não é capaz de aprender com os seus próprios erros, então aprenda com o pior dos meus! — elevou seu tom de voz, permitindo-se dominar pela sua mágoa. Odiava quando usavam aquilo para atingí-la. Sem pensar direito, apenas saiu correndo, ignorando os gritos de Scorpia e as broncas de Hordak atrás de si. Não queria mais ficar naquele lugar e nem naquele mundo, aquela realidade era cruel demais para suportar por tanto tempo sem desmoronar.

 

Sentia algumas lágrimas molhando seus olhos conforme corria para qualquer lugar, já fora do castelo e com o vento gelado daquela nova manhã batendo contra seu rosto. Não sabia para onde ir, apenas precisava ficar um pouco longe de tudo aquilo e, sem ao menos perceber, já haviam se passado vários minutos e seus pés imploravam por descanso, sua garganta doía e suor cobria seu corpo. Parou próximo a um dos poucos lagos ainda existentes e se curvou um pouco, apoiando as mãos no joelho e permitindo que as lágrimas caíssem ao chão enquanto respirava ofegante em busca de ar para os seus pulmões. Estava na Floresta dos Sussurros novamente, como se de alguma forma sempre fosse atraída para lá. Se pudesse ao menos se esquecer de tudo. Desejava esquecer de tudo. Passou os últimos anos da sua vida tentando se esquecer de tudo e nunca conseguia se esquecer de absolutamente nada.

 

Virou o rosto assustada para o lado e deu alguns passos para trás por impulso ao ouvir passos lentos e pesados se aproximando, já se preparava para atacar quem quer que estivesse ali quando, enfim, notou a pessoa que lhe encarava com os olhos arregalados e parou, atordoada. Sua cabeça parecia dar mil voltas e a mente gritava para que acordasse enquanto observava She-ra ali, seus olhos azuis sobre si, surpresos. O coração parecia prestes a explodir devido a velocidade exagerada de suas batidas enquanto Catra permanecia vidrada naquela mulher loira, alta e inconfundível com sua espada mágica e sua tiara idiota, as lágrimas haviam paralisado em seus olhos e os movimentos estavam lentos. Não sabia se estava delirando ou apenas havia dormido e estava sonhando, mas preferia acreditar que aquilo era real; que ela era real.

 

Antes que pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, no entanto, viu a loira avançar brutalmente contra si em uma investida repentina, apontando-lhe sua espada e oferecendo-lhe um olhar irritado e determinado a ferí-la ali mesmo, ela sequer havia pensado antes de agir, como se fosse programada para destruir Catra assim que a avistasse, como se tivesse esperado por aquele momento todo aquele tempo. A morena conseguiu se jogar para o lado alguns segundos antes de ser atingida, rolando no chão e se posicionando rapidamente para uma defesa, notando que alguns fios de seu cabelo caíam suavemente até o chão no local onde antes ela estava. Novamente, She-ra se jogou contra ela, decidida a atingí-la de um jeito ou de outro, mas a mulher com características felinas se jogou para trás, apoiando-se com uma mão no chão e se impulsionando para cair em pé o mais distante possível da outra.

 

— Adora?! — exclamou, mas novamente precisou se interromper para desviar de um novo ataque, cada vez mais rápidos e frequentes, sem sequer tempo para respirar entre um e outro. — Espere, sou eu…

 

— Hey Catra — She-ra disse friamente ao finalmente conseguir atingir a mulher, fazendo um corte consideravelmente profundo em seu braço e observando-a se afastar com um grito de dor, batendo as costas contra uma árvore atrás de si e ficando sem saída. Se aproximou rápido dela, mantendo seus rostos há poucos centímetros enquanto a prendia ali com seus braços, encarando-a diretamente nos olhos e relembrando a última vez em que os havia visto, toda a crueldade que guardavam ainda podia ser vista facilmente por ela naquele momento, nunca se esqueceria de tudo o que ouviu sair daqueles lábios há anos atrás, tudo o que sentiu quando foi traída por Catra, deixada para morrer como um mísero inseto. — Eu sei.

 

— Adora, por favor... — Catra pediu com a voz um pouco embargada, encarando-a e sentindo sua respiração contra seu rosto. Observar seus olhos cheios do mais puro ódio era, no mínimo, destruidor.

 

— Oh, a gatinha vai chorar agora, é? — She-ra exclamou com uma voz sarcástica, dando um sorriso cruel e observando-a com desprezo. — Eu sou She-ra, aliás. Adora morreu, você a matou, se lembra, gatinha?

 

Catra arregalou os seus olhos, confusa. Não podia acreditar naquilo de jeito nenhum, só podia ser mais um dos seus malditos pesadelos, só podia ser isso! Adora nunca diria aquelas coisas, não teria um olhar tão vazio…

 

— Desculpe, Adora, mas não posso mais morrer. Não agora! —  Catra disse ao notar que a mulher se preparava sutilmente para atingí-la outra vez com a espada e, antes que She-ra pudesse reagir, se impulsionou para cima, chutando o peito da heroína com seus pés firmes e vendo-a cambalear alguns passos para trás. Aproveitou sua chance e correu para longe, parando apenas para olhar novamente para a loira, vendo-a parada, encarando-a.

 

— Vamos nos encontrar de novo, Catra! — She-ra afirmou, deixando-a ir dessa vez. — E recomendo que esteja preparada.

 

Catra esperou por alguns segundos enquanto admirava a loira, guardando cada detalhe em sua mente confusa pelo reencontro, mas finalmente se virou e correu o mais rápido possível para longe, deixando a heroína para trás.

 

(Porque eles dizem que se você a ama, deixe ela ir
E eles dizem que se é para ser você saberá
Conhecer

Eu conheci uma super-heroína
Eu a perdi
Eu quero ela de volta
Ela fez coisas comigo que ninguém mais poderia
E eu sinto falta disso.)


Notas Finais


E então, é isso! Realmente espero que tenham gostado e me perdoem pela demora, mas está realmente sendo difícil para mim agora... acredito que vou melhorar em breve, porque já tenho uma solução para isso e está praticamente tudo certo, então, bom, é, estou tentando fazer o possível para cuidar da minha saúde mental. Desisti de muita coisa importante por ela, então é o mínimo que posso fazer por mim mesma. Desculpem falar tudo isso aqui, mas é o único lugar onde consigo desabafar sem sentir que estou incomodando, porque vocês podem simplesmente ignorar, mas se eu falar com alguém ela se sentiria na obrigação de responder... enfim, muito obrigada pelo apoio de vocês! <3 Beijinhos e até o próximo.

Próximo capítulo: 15 de novembro.


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