História Libertus - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Amor, Cavaleiros, Espadas, Feiticeiros, Gay, Guerra, Lutas, Magos, Reis, Romance, Sangue, Yaoi
Visualizações 4
Palavras 1.173
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apenas espero que gostem! Se sim, espalhe!

Capítulo 7 - 7X - Finn.


"Uma revolta militar? Muito interessante."
— Irmãos. Irmãs. Por hoje encerramos nossa reunião.
— Tens a certeza de que o rei não descobrirá?
— Tenho, irmão. Não te preocupes, há magos lá dentro nos protegendo.
"Ou talvez eu devesse ficar um pouco mais..."
— O que? Ah... Oh. Sim. Entendo.—
General Patrícia disse, quase que sussurrando, enquanto olhava para o chão.
Steve olhou para ela e então para todos na sala. Todos entenderam o olhar.
— Bom. Abra mais uma cerveja. Hoje nós apenas beberemos!
A voz novamente ecoou na cabeça de Finn, o misterioso que tem seguido eles.
"Algo está errado. Volte imediatamente e certifique-se de que não está sendo seguido."
— Beba conosco, estranho!
Todos se viraram para a porta.
— Sua magia não funciona comigo. Tudo que foi dito aqui, cada palavra foi escolhida exatamente para você.
— Ah não fode.
Saiu de sua boca mais rápido do que se podia notar.
Rapidamente saiu correndo, subindo de dois em dois degraus.
Steve fez um comando com a mão esquerda e Tullius correu atrás dele.
Passou pelo porão e logo estava na porta do bar.
Já era madrugada e a chuva havia engrossado. Trovejava e relâmpagos apareciam no céu. Não havia ninguém nas ruas, nem ás habituais cortesãs estavam nas esquinas. 
Saiu, bateu a porta e virou à direita. 
Foi em frente, correndo como se não houvesse amanhã, até chegar em um beco. Continuou correndo até se deparar com um muro.
— Sem saída, rato.
Tullius disse logo atrás.
Não tinha nele a expressão de cansaço que havia na de Finn.
— Como diabos?!— soltou ele quando virou para trás e o viu.
Tullius abriu um sorriso e puxou sua adaga da bota.
— Não acho uma boa ideia. Não é sábio me atacar.
— Isso nós veremos.
Tullius disparou na direção de Finn. Sua velocidade era incrível. Tanto quanto os reflexos do oponente.
Com a lâmina apontada para frente, cobrindo seu pescoço, um pouco abaixo do nariz e o outro braço em baixo como defesa do abdômen.
Finn esperou ele se aproximar mais.
Quando perto o suficiente, se abaixou e deu-lhe uma rasteira.
Caiu, porém, ainda deitado, soltou um chute na altura do joelho de Finn.
Seu pé passou direto, como se tivesse atravessado. 
Finn saltou o suficiente para desviar do chute, na hora de voltar ao chão, com seus dois pés e todo seu peso, aterrissou na perna direita, a que errou o chute, quebrando o joelho do general.
O grito agudo de dor ecoou pelo beco.
— Não faria muito movimento— ele disse olhando para o general que se contorcia de dor. — Fratura exposta. Talvez ainda dê pra colocar no lugar. Ou não. Não me importa.
Abaixou-se e pegou a adaga que estava no chão.
Era uma adaga linda. Personalizada.
A lâmina era de cristal e no cabo havia uma joia cravada e lixada. 
"Um verdadeiro prêmio por quebrar a perna de um general." Pensou Finn.
— Eu lhe avisei.— Respondeu ele, já saindo do beco. Andando lentamente, fitando a adaga.

***

— Steve. Tudo aquilo que falamos aqui foi... mentira? — Vavik perguntou com uma leve expressão de decepção.
— Não. Apenas tentei dar ao espião a semente da duvida. Tudo ocorrerá como o planejado. Não há revolucionários o suficiente para nos parar.
Patricia e Vavik assentiram com a cabeça.
— Tullius está demorando. Será que...
— É possivel.— Vavik interrompeu a mulher. —Ele fala demais e faz de menos. Tirando o dom de liderança, ele é fraco e quase que um peso morto. Se ele não fosse um estrategista genial, já teria sido morto á tempos.
Patricia riu, com uma expressão de satisfação. Claramente não ligava para o general Tullius. Tem a certeza que conseguiriam fazer o que quisessem sem ele.
— Com sorte ele faleceu enquanto perseguia aquele espião.
Steve mostrou sua decepção com ela através de sua expressão e então, após soltar o ar que não sabia que estava prendendo, falou.
— Ele pode ser tudo de ruim. Mas precisamos dele, no momento. Vamos ver até quando ele se mostrará útil.
— Não há mais ninguém para assumir o controle das unidades dele?
— Ninguém tão fiel quanto ele. Não sei se vocês lembram, mas, estamos fazendo isso á anos sem ninguém descobrir. Quero que continue assim. Até hoje ninguém havia descoberto nosso plano, e considero esse pequeno "sucesso" graças á nós quatro. Com apenas nós, as chances do rei descobrir são ínfimas.
— Você não parece muito preocupado com o espião.
— É porque ele faz parte daquela rebelião insignificante. O máximo que pode acontecer é ele morrer tentando contar para alguém da realeza.
Vavik levantou o dedo.
— Seria como um ladrão chamar os guardas porque foi roubado. Certo?
— Se tal exemplo simples faz sentido para você, então sim.

***

Finn andava pela cidade como se nada tivesse acontecido. O rosto inexpressivo, a roupa molhada e a adaga em sua mão.
Olhava para as casas e se perguntava o que aquelas pessoas estavam fazendo lá dentro.
Será que elas sequer tinham ideia do que estava acontecendo?
Se a resposta for "não", então o governo estava fazendo seu trabalho corretamente.
Enquanto passava na rua, avistou um bordel. Exatamente o que procurava.
Bateu na porta uma vez. Duas e depois três. Cada batida cronometrada. 
Uma mulher jovem, na casa dos 20 anos, abriu a porta.
— Olá senhor.
— Olá, sei que está tarde mas gostaria de uma morena peituda, por favor.

***

— Esse é o código mais estranho que eu já tive que decorar.
Disse olhando para a porta do banheiro, já dentro do bordel, em um dos quartos.
— Não tinha coisa mais discreta?
Finn se sentia envergonhado por estar dentro de um bordel, por mais que ele não fosse "consumir" nada, era estranhamente tímido em certas situações.
— Oh querido.— uma voz feminina disse por trás da porta. — Esse tipo de coisa é mais comum do que se pensa. Não é melhor se passar como cliente comum?
"Hunf." Ele bufou.
A porta do banheiro se abriu e de lá saiu Dianna.
Finn estava sentado na ponta da cama e não planejava ficar muito tempo naquele quarto.
— Quando vamos libertar Cítrus?
Perguntou Finn.
— Depende. O que você conseguiu?
— Parece que atacamos bem. Vai demorar alguns meses pra eles reagruparem novamente.
— Não podemos deixá-lo muito tempo preso, mas resgata-lo agora é pedir para morrer.
Finn estava mais estressado do que o habitual. Ouvir tais palavras da namorada de Cítrus não o acalmou.
— Ele já está lá a quatro meses!
Dianna perdeu sua postura e o interrompeu, falando furiosamente
— E você vai fazer o que? Vai entrar lá sozinho? Não me importo se você morrer, temos outros tão competentes quanto você. Não podemos arriscar mais recursos e pessoal apenas para liberta-lo. Isto seria um ataque direto ao rei e para isso ainda não estamos preparados.
Ela estava certa. Por mais que Finn detestasse admitir. Ainda assim não conseguia aceitar, simplesmente não dava. Algo estava errado.
— Até parece que você não quer salvá-lo. Parece que não quer vê-lo livre.

Disse ele olhando para baixo, encarando o chão. Quando levantou seu olha, mal viu a tapa que Dianna deu em seu rosto.
— Está dispensado.— ela concluiu.


Notas Finais


09/11/17:
Hoje, o dia em que escrevo, os capitulos de Libertus estão em sincronia no Wattpad e no Spirit.
Mas é aquela parada, escrevo primeiro no Wattpad para só depois colocar no Spirit (falta do aplicativo do Spirit no celular, pouco espaço), então cheque lá primeiro se quiser atualizações mais regulares. Não prometo nada, mas geralmente escrevo de 1 a 2 capítulos por semana.


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