História Licantropo - Ela é minha! - Capítulo 20


Escrita por:

Visualizações 27
Palavras 1.739
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Literatura Feminina, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 20 - Capítulo 19


"Ela é a garota que todos desejam Com uma voz de anjo Diabo disfarçado"  - Better than that, Marina and The Diamonds 


 Fruto envenenado 

 ROSE 

 Matt mandou mensagem para mim dizendo que tem uma festa universitária nos arredores da faculdade, querendo saber se eu vou. Eu disse que iria com calma com Henri, mas como ele estuda na mesma faculdade acho lógico chamá-lo, ou perguntar se ele vai.  

Saio da conversa com Matt dizendo que iria pensar na possibilidade de ir e abro na conversa com Henri. 

 - Vai ter uma festa na faculdade hoje, você vai? 

 Envio. Queria parecer o imparcial, do tipo só tô te perguntando por perguntar, mas a expectativa cresce quando vejo o "Henri está digitando" na barra da conversa. 

 - Você vai? - pergunta. Ele responde de imediato, e digito a resposta em seguida.

- Acho que sim

 Nem aparece o "digitando" e sua resposta sobe na tela do aparelho. 

- Qual o horário? 

- Matt disse que começa as 21:00  - envio

 Rapidamente aparece duas mensagens dele em seguida.

 - Matt...

- Passo aí às 21:00 para irmos. - ele finaliza e o "online"  dele some da barra de conversa.

 Sorri com a última mensagem, ele está com ciúmes. 

 Mando uma mensagem para Olívia dizendo que vou a festa, ela me ofereceu carona mas eu disse que não precisava pois iria com Henri e a seguinte mensagem apareceu na tela do meu celular com todas as letras maiúsculas. 

 - HENRI BERSANI VAI TE LEVAR PRA FESTA? 

- Tipo, aquele Henri que é tão lindo e inteligente que não se mistura com meros mortais como o resto da faculdade? 

 - Aquele que tá no ultimo ano da pós em medicina??? 

- HENRI BERSANI?! 

Juntamente com vários emojis de surpresa. 

 Olívia virou minha amiga depois que me permiti conhecer pessoas na faculdade, ou seja, a duas semanas ou três atrás quando afastei Henri e para provocá-lo e me distrair, não comentei nada sobre ele com meus novos amigos, queria parecer uma forasteira normal para ser rápida minha inclusão na galera, entrei em todos os esportes que pude e que eu amava praticar em Nova Orleães. Liv estava na equipe de ginástica, a partir dela conheci Matt, que joga no time de futebol americano da TL. 

- Somos vizinhos 

 Envio e minha resposta só parece fazê-la pirar mais ainda.

 - COMO VOCÊ ESCONDE UMA COISA DESSAS DE SUA AMIGA?

É quase como eu pudesse ver sua mão no peito. Olívia é o tipo de ser humano que dramatiza tudo, super teatral. Logo depois diz: 

 - ANA ROSE, PRECISO TE VISITAR. Que tal amanhã? 

 Rio e respondo sua mensagem, contando que eu e Henri temos uma convivência delicada, contei o mínimo possível porém o suficiente para que ela entenda que ele não está livre. Ou está? Eu não sei.

 {...} 

 Coloquei um short jeans curto de cintura alta, tinha os rasgos até onde chegava na coxa, e uma blusa vermelha de seda meio soltinha, sapatilhas pretas e me maquiei de leve, meu cabelo estava solto em ondas devido ao coque de mais cedo e esperei dar o horário, e então nas exatas nove em ponto Henri tocou a campainha. Desci as escadas e abri a porta.

 - Você está linda... - Henri me analisou. Sorri e passei por ele, andando na sua frente, eu sabia que ele estava chocado agora. Quando eu disse que o short era curto, disse curto mesmo, mas não que mostrasse nada demais e a blusa vermelha tinha um vão nas costas, mostrava meu sutiã preto de renda e minhas costas até a cintura onde o short cobria. 

 - Rose você... - Virei a cabeça levemente pra olhar sua reação. "Queixo caído" era uma boa expressão para traduzir. 

 - Que foi? - Perguntei sorrindo 

 - Nada, vamos. - Falou com a expressão dura e preocupada. Henri abriu a porta do passageiro para mim e em segundos estava dentro do carro, dirigindo para a Thomas Lewis. 

 Love On the Brain de Rihanna tocava na rádio. EU AMO O ÁLBUM ANTI  com toda minha alma e não deixaria de cantar essa música nem com Henri do meu lado.

 And you got me like, oh 

 (E você me pegou tipo, oh) 

 What you want from me? 

 (O que você quer de mim?) 

 Comecei o hino com voz baixa, mas logo estava a plenos pulmões. 

 (...) 

 Baby, you got me like, oh 

 (Querido, você me pegou tipo, oh) 

 You love when I fall apart 

 (Você ama quando eu desmorono) 

(...) 

 Oh, and babe, I'm fist fighting with fire 

(Ah, e meu bem, eu estou lutando contra o fogo) 

 E eu estou mesmo. Pensei.

 (...) 

 Just to get close to you

 (Só para chegar perto de você) 

 Can we burn something, babe? 

 (Nós podemos queimar alguma coisa, meu bem?) 

 Nem precisei olhar Henri para saber que ele prestava atenção em cada movimento meu, ele estava olhando para mim, dirigindo mas olhando para mim. 

 - Ao vivo é bem melhor - Ele diz, sorrindo, seus olhos brilhavam, não sei se por causa da luz da estrada à noite ou brilho próprio.

 - Como assim? - Digo, começando a ficar com vergonha. 

 - Eu já te ouvi cantar antes. - Congelei no lugar, antes que falasse algo ele continua -  A primeira vez que ouvi essa voz de anjo não sabia que era você até te ver. Quando ele viu minha cara da cor da minha blusa previu o que eu estava pensando. - Não Rose - Ele ri - Não foi quando você estava tomando banho, você estava arrumando sua casa, a propósito você não sabe usar uma vassoura. 

 Depois de responder seu comentário com algo deselegante seguimos o resto do caminho calados até chegarmos. 

 {..}

 Nem precisei descer do carro pra ver Olívia perto de um monte de gente, quando descemos, um ao lado do outro e começamos a andar as pessoas mais próximas começaram a mudar o foco para nós. 

 - Odeio isso - Ele murmura baixo do meu lado. Não sei como fui capaz de ouvir com o som nessa altura.

 - Deveria já ter se acostumado - sorri e ele me olha com os olhos semicerrados. 

 - Não estou falando de mim, tô falando de você. - Olhei pra ele confusa. - Rose você é a mais nova "popular" da faculdade, todos os caras dessa mer... desse lugar, querem ficar contigo. Nos melhores termos, claro. - Ele sorri falso. 

 - Eu meio que tinha esquecido essa parte. - Digo, começando a me arrepender de ter feito tudo isso, mesmo que involuntariamente. - Eu só queria praticar alguns esportes.

 - "Praticar" é algo modesto a se dizer, você é realmente boa em todos eles. Ouvi os diretores da Lewis falar sobre você ser um possível futuro promissor para o nome da faculdade nos esportes. - Ele diz, como se tivesse orgulhoso de mim. - Mas aí tem a parte dos caras. - Sua expressão se fecha novamente. 

 - Henri isso é besteira, não tem esse risco. - Digo. Paramos no meio de algumas árvores e alguns jovens já estavam embriagados o bastante pra derrubar cerveja em alguém. Olhei ao redor e não vi mais Liv. 

 - Não tem risco? Então fala que a gente tá junto que eu esqueço tudo isso e você dá alguma tranquilidade pra minha cabeça cheia de preocupação contigo. - Ele diz, meio suplicando. 

 - Henri vamos com calma, eu te pedi isso mais cedo e você concordou. Nos meus termos, lembra? - Relembro e ele suspira. Henri abre a boca mas logo fecha e vejo o por que. Matt chega no segundo exato e me abraça.

 - Que bom que você veio! - Me encara o loiro, nem parecia notar Henri como todo o resto, ele só olhava pra mim. Acho que ele tá certo, há risco. 

 - Oi Matt, esse é Henri, meu... - Olho para Henri e seu olhar mostrava as exatas coisas: esperança e súplica, ele queria que eu dissesse "namorado" mas logo após minhas palavras, sua frustração. - Amigo. 

 Matt finalmente olha na direção de Henri e o encara, dando um leve sorriso de talvez satisfação pela palavra com que o descrevi. 

 - Oi Henri, sou Matt - Ele estende a mão para o moreno e a supereducação de Henri superou tudo quando ele apertou a mão do loiro. 

 Mas a expressão dele estava dura, ele nem ao menos respondeu em palavras o comprimento de Matt, apenas acenou com a cabeça. Matt não estava ajudando, ele virou de costas para Henri e olhou pra mim. 

 - Quer beber alguma coisa? Se quiser a gente pode... 

 - Não - Não, definitivamente não foi de minha boca que essa monossílaba saiu, e sim de Henri. Matt virou pra ele novamente. - Ela não vai beber agora.

 Olhei pra ele com confusão e indignação. Como assim ele diz se bebo ou não? 

 - Não entendi, ele é seu amigo ou o quê? - O loiro indaga. 

 - Qual o teu interesse nisso? - Henri pergunta. - O moreno o encara com rosto sério. 

- Henri, para - Advirto. 

 - O interesse é nela. - Matt da um passo a frente. 

 - Eu acho melhor você tirar o teu poney da chuva, como é que diz? Ah é... ela é muita areia pra tua caminhonete velha. 

 O autor dessa frase surpreendeu mais a mim e Henri do que ao pobre Matt, coitado, agora sim, não sabe no que se meteu. 

 - Lucas? - Henri e eu falamos juntos. Lucas sorri  

- Voltei, cadê o abraço Rose? - Lucas se aproxima. 

 - Não encosta. - Henri adverte quase como um grunhido. 

 - Calma irmão, ela ainda não é oficialmente sua, portanto, sim, eu posso. 

 - Pode o que? - Eu falei, ainda tentando me acostumar com Lucas na minha frente, enquanto Matt observava tudo. 

 - Eu acho melhor você sair, rapaz. - Henri fala para Matt. O loiro me olha, não concordando com isso e obtinha parado.

 - Matt, vai, depois encontro você e Olívia, certo? - Ele concorda enfim. 

 - Certo... qualquer coisa me chama. - Diz finalmente saindo. 

 - Que cara babaca. Agora vem, me dá aqui um abraço - Lucas me envolve com seus braços e me aberta contra seu corpo. Como estávamos de lado pude ver o semblante de Henri. 

 Irritado, não. Furioso, um olhar que nunca tinha visto em seu rosto, o olhar de quem é capaz de matar.        



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...