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História Lição de Anatomia - DRAMIONE - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Oláaaaa!

Antes de mais quero agradecer à minha Amiga e Beta Sara Mendes que para além de betar também deu o seu contributo neste capítulo.

Preparados para a última parte do acampamento?!

Boa leitura!

Capítulo 13 - Acampamento (Parte III)


Fanfic / Fanfiction Lição de Anatomia - DRAMIONE - Capítulo 13 - Acampamento (Parte III)

Depois de uma tarde bem passada, eis que pudemos apreciar um óptimo pôr do sol na companhia uns dos outros. Como é óbvio não podiam faltar as selfies, as fotografias e os vídeos, para mais tarde recordarmos.

Seguidamente, começámos a pensar o que iríamos jantar, uns diziam para se abrir umas latas de atum e pôr-se no pão, outros queriam abrir latas de salsicha e comer com batatas fritas e eu só pensava, não me apetece comer nada disso.

- Bem, enquanto vocês decidem o que vão jantar, nós os adultos vamos a um restaurante. E vocês crianças, vão portar-se bem. – disse o Blaise a fazer-nos inveja.

- Então, se somos crianças, não podemos ficar aqui sozinhos, não é verdade?! O melhor é levarem-nos convosco. – disse o Ron com o objectivo de picar o Blaise.

- Não, eu disse crianças na brincadeira, porque sei que vocês são responsáveis.

- Ainda bem que sabes, vão lá divertir-se, porque nós vamos fazer a festa e com vocês aqui muitas coisas não poderiam ser feitas. – disse o Harry com um sorriso matreiro.

- Mau, já não estou a gostar da brincadeira! O que é que vocês vão fazer na nossa ausência? – perguntou o Blaise num tom mais sério.

- Oh Xuxu da minha vida, vai lá descansado que nós portamo-nos bem. – disse, abraçando-o de lado e fazendo-lhe um carinho na cara.

- Bem, eu confio em ti para pores ordem no grupo. Nós não voltamos tarde, mas se precisarem de alguma coisa liguem. – disse o Blaise mais calmo.

- Hermione, nada de bebidas alcoólicas, amanhã de manhã vamos ver outro jogo e eu não te quero de ressaca, até porque não é bom para a tua performance e nem para a tua imagem. E já agora, não te deites tarde. – sussurrou a Pansy para que apenas eu ouvisse.

- Está descansada, eu sei as regras! – respondi, piscando-lhe o olho. Vi-os afastarem-se de nós para se dirigirem ao carro.

- Bem, agora que eles se foram embora, o que me dizem de encomendarmos umas pizzas? Se eles podem comer fora, nós também podemos mandar vir comida. – disse o Ron.

- E que morada damos? – perguntou a Ginny.

- Dizemos onde estamos acampados e esperamos no parque de estacionamento. – explicou o ruivo.

- Acho uma excelente ideia, porque não me está a apetecer nenhuma das hipóteses que vocês falaram há pouco. – disse bastante satisfeita com a sugestão.

Pedimos quatro pizzas familiares, duas tropicais, uma marguerita e outra camponesa. Os rapazes, não satisfeitos, ainda pediram pães de alho. Para beber, todos pediram coca-cola e eu pedi um ice tea de manga.

Saboreámos a refeição num ambiente calmo e descontraído, e até a Ginny estava mais comunicativa.

- Bem, e que tal jogarmos ao “verdade ou consequência”? – perguntou o Harry levantando-se.

- Já estava a ver que se tinham esquecido, tenho ali uma garrafa de whiskey no carro para quem não quiser responder ou fazer a consequência. – disse o Theo, pondo-se também de pé. – Vou buscá-la!

Enquanto o Theo foi buscar a garrafa, nós juntámos as caixas vazias das pizzas e os guardanapos utilizados e pusemo-los num saco, bem como as latas de coca-cola e de ice tea.

O Harry foi buscar uma garrafa de água vazia para ser rodada durante o jogo e, também trouxe uma lata de coca-cola que deduzo que seja para mim caso não queira responder ou fazer alguma consequência. E o Ron trouxe os copos.

- Bem, agora que já estamos todos vamos jogar, e posso ser já eu a rodar a garrafa. – disse o Ron, girando-a. A tampa ficou virada para o Theo. – Verdade ou consequência?

- Verdade! – respondeu o Theo.

- Estás apaixonado? – perguntou o Ron.

- Sim! – respondeu o moreno que notei ter ficado um pouco corado.

- Devia ter feito a pergunta de outra maneira, devia ter perguntado quem era a rapariga, assim fiquei na mesma. - disse o Ron e desatámo-nos todos a rir.

- Acho que a partir de agora só vou pedir consequências. – disse o Theo, girando a garrafa que ficou virada na direcção do Harry. – Verdade ou consequência?

- Consequência!

- Liga para o teu 7º contacto da tua lista e faz-lhe uma declaração de amor. – disse o Theo a rir-se.

- Deixa-me cá ver quem vai ser a vítima... não acredito, é o Fred, o vosso irmão. – disse o Harry a rir-se e a apontar para o Ron e a Ginny. – Fred, ouve-me com atenção e não me interrompas, porque o que eu tenho para te dizer vai mudar a minha ou as nossas vidas se quiseres... - afastou o telemóvel da orelha para se rir. - Eu pensei muito nisto antes de falar contigo, mas já não aguento mais, eu...eu estou apaixonado, Fred... - mais uma pausa para se rir antes de continuar. O Theo veio sentar-se ao meu lado e sussurrou ao meu ouvido que o Harry estava a ir muito bem e que talvez estivesse a ser verdadeiro, porque estava a ser muito credível. Eu ainda me ri mais e disse-lhe que isso era impossível. - Não, tu não estás a perceber, ouve-me até ao fim... eu estou apaixonado por ti... - outra pausa por parte do nosso suposto apaixonado e que nos levou ao rubro de tanto rir, a Ginny era a mais entusiasta, sendo que até se agarrava à barriga. - Eu sei que é difícil de acreditar, mas cansei-me de fingir, eu só comecei a namorar com a Ginny para estar mais perto de ti meu amor... - mais outra pausa para se rir e aqui o Ron já rebolava no chão a rir-se que nem um perdido. - E o pior é que a Ginny já anda desconfiada e eu nunca quis magoá-la, mas és tu quem eu amo, Fred. Dá uma oportunidade a este pobre coração, eu prometo terminar tudo com a tua irmã e se quiseres fugimos para bem longe. Pensa com carinho. Pronto, já disse tudo o que tinha a dizer. - mal disse esta frase as nossas gargalhadas ecoaram de tal modo que até os nossos vizinhos devem ter ouvido. - Calma, Fred, eu vou explicar-te, nós estamos a jogar ao "verdade e consequência" e a minha consequência era ligar para o 7º número da minha lista, e tu foste a vítima. Eu gosto muito de ti, mas amo muito a tua irmã. - disse o Harry antes de desligar o telemóvel.

- Bem, tu davas um bom actor, olha que cheguei a acreditar que estavas a sair do armário. – disse o Theo ainda a gargalhar.

- Muito bem, agora é a minha vez! – disse o Harry, girando a garrafa que apontou   para o Ron. – Verdade ou consequência?

- Consequência!

- Penso que a Luna está desejosa que lhe dês um beijo... na boca, claro! – disse o Harry levando-nos a mais uma onda de gargalhadas.

- Mas... mas assim, sem mais nem menos?! Pessoal, eu sou um cavalheiro e só a vou beijar se ela quiser. Luna, se preferires eu bebo whiskey, eu vou entender! – disse o Ron todo atrapalhado. Acredito que ele quisesse fazer as coisas de outra maneira, mas a Luna não se importou nada, pois agarrou-o pelos colarinhos e beijou-o. Nós para além de surpresos ainda nos rimos e batemos palmas.

- Bem, parece que eu tinha razão! – disse o Harry, fazendo com que o ruivo ainda ficasse mais vermelho. Este rapidamente girou a garrafa que foi parar na Luna, o que originou muitos risinhos.

- Verdade ou consequência? – perguntou o Ron, encarando a loira.

- Verdade!

- Qual foi a coisa mais embaraçosa que já fizeste bêbada? – perguntou o meu amigo.

- Passo, vou ser a primeira a fazer as honras ao nosso querido whiskey. – disse a Luna, abrindo a garrafa. Após dar um gole na bebida, girou a garrafa que foi parar à Ginny. – Verdade ou consequência?

- Consequência!

- Tu que gostas tanto de histórias de terror, vou pedir-te que nos contes um conto... erótico. – disse a Luna com uma voz sedutora. Inicialmente assustei-me, pois pensei que ela fosse pedir à Ginny para contar uma lenda horripilante. – Tens 5 minutos a partir de agora!

- Edward e Helen estavam a ensaiar para uma competição de danças de salão. O belo rapaz moreno num dos movimentos coreográficos puxou de forma possessiva a mulher. Os seus olhares cruzaram-se de forma intensa fazendo com que os dois se esquecessem do propósito que os tinha juntado naquela sala. Edward baixou lentamente a alça do vestido dela e dois dos seus dedos roçaram a sua pele macia. Helen sentiu um arrepio na espinha e uma onda de excitação provocou calor no meio das suas pernas.

Há anos que Edward era o seu par e talvez por isso conhecesse tão bem o seu corpo, indo aos pontos estratégicos, por isso passava logo à acção.

Ela de forma lenta e sensual baixou a outra alça de maneira a que o vestido caísse aos seus pés. Edward sorriu ao perceber que ela não tinha roupa interior e avançou para o seu pescoço e ela inclinou a cabeça para o lado, dando acesso livre àquela zona e começou a desabotoar a camisa dele com urgência... – relatou a ruiva toda envolvida no conto que estava a inventar à pressão.

- Ei, ei Ginny, já chega! – disse o Harry embaraçado.

- Calma, ainda só vou nos preliminares. – disse a Ginny de forma sedutora. - Ela ao ver o seu peito tonificado passou os dedos pelo mesmo, deixando um ligeiro rasto até chegar às calças e desapertá-las. Ele deslizou as suas mãos pelo traseiro dela e deu-lhe uma palmada, arrancando-lhe um gemido. Por essa altura, ela já acariciava a ponta do pénis...

- Ginny, já chega, isto está a ser demasiado constrangedor para mim, porque és minha irmã.

- Oh Ron, não sejas desmancha prazeres, eu disse 5 minutos e ainda só passaram 4. – disse a Luna aborrecida com a interrupção do Ron.

Ginny não se mostrou minimamente afectada pela repreensão do irmão e prosseguiu:

- Edward guiou-a até um dos espelhos e posicionou-se atrás dela de forma a que vissem o reflexo das suas silhuetas. Ele levou a sua mão até à intimidade de Helen e com destreza usou os dedos para a estimular. E... o resto deixo à vossa imaginação. – finalizou a Ginny.

- Estou extasiada com o que acabei de ouvir, não era capaz de fazer melhor. Parabéns! – admiti entre risos e palmas.

- Claro, não podias fazer tudo melhor do que eu. – disse a ruiva com sarcasmo, aniquilando o meu entusiasmo. Ela nunca perde uma oportunidade para me atacar. – Agora é a minha vez e eu não vou ser branda. – a irmã do Ron girou a garrafa e para mal dos meus pecados, a vítima sou eu.

 

XXX

 

Depois do jantar com o Blaise e a Pansy vim-me embora mais cedo para lhes dar alguma privacidade e, ao mesmo tempo tranquilizar o moreno que estava preocupado com o que o grupo pudesse estar a fazer.

Ao chegar ao acampamento reparei que eles estavam bastante envolvidos num jogo, pois só se riam e faziam barulho. Para não os perturbar, contornei as nossas tendas e escondi-me atrás da minha de forma a poder ouvir e ver o jogo que estavam a fazer.

- Hermione, parece que estás nas minhas mãos! – disse a Ginny que as esfregava para enfatizar o seu entusiasmo. – Verdade ou Consequência?

- Consequência!

- Até vou ser simpática contigo, deixo-te escolher o rapaz que vais beijar. – disse a ruiva com ironia na voz.

- Eu... beijar... um rapaz?! – notei que a Granger não estava à vontade com aquela consequência. Da outra vez pude salvá-la das garras da irmã do Ron, mas desta vez não posso fazer nada, pois denuncio-me.

- Tão inteligente para umas coisas, mas para outras... nunca te disseram que não é com um beijo que se engravida?! Estou chocada! Devias perguntar ao Malfoy, porque pelo que percebi ele é Professor de Anatomia, sempre te pode dar umas luzes. – disse a Ginny, pondo teatralmente a mão no peito para simular a sua admiração.

- Tens toda a razão, é Professor de Anatomia e não de Reprodução. Tão inteligente para umas coisas, mas para outras... – disse a Granger num tom cortante. – E é claro que eu sei como se engravida, e como não corro riscos... – vi a morena de olhos castanhos aproximar-se do Nott e depositar-lhe um beijo suave nos lábios dele, afastando-se rapidamente e voltando para o seu lugar. Fechei os olhos e respirei fundo com o que tinha acabado de ver, não queria acreditar que ela tivesse beijado o Nott, mas por outro lado gostei da maneira como desarmou a Ginny, mas aquele beijo, de certa forma, feriu o meu coração.

- Creio que a minha consequência está terminada. – dito isto, girou a garrafa e esta foi parar na Lovegood. – Verdade ou consequência?

- Verdade!

- Estás apaixonada pelo Ron? – perguntou a Granger e pude notar que estava a picar a amiga.

- Preciso de uma bebida forte. – disse a Lovegood, colocando whiskey num copo. Pude reparar que o ruivo não ficou muito contente com o facto de ela não ter respondido. Logo a seguir vi a loira girar a garrafa e esta foi calhar novamente na Granger.

- Verdade ou consequência?

- Verdade!

- Hermione, já alguma vez tiveste um amor platónico? – perguntou a Lovegood muito curiosa.

- Amor platónico por um actor, cantor...? – perguntou a morena, sendo interrompida pela loira.

- Não, por alguém que conheças, mas que aches inalcançável.

- Eu não vou responder, por isso preciso de uma consequência. – respondeu a Hermione decidida.

- Nesse caso tens de beber coca-cola. – disse o Ron entregando-lhe uma lata.

- Coca-cola?! Tu sabes que eu detesto isso sem safari ou whiskey, ainda por cima tem cafeína, vou ter dificuldade em adormecer. – respondeu a Granger, torcendo o nariz.

- Se fosse uma coisa que gostasses não seria uma consequência, e tu não podes beber álcool. Quanto ao resto, conta carneirinhos. – continuou o ruivo e pude ouvir o seu riso.

- Que horror, não sei como é que vocês gostam disto. Bem, vamos avançar! – disse a morena, recompondo-se da bebida. – Theo, és a minha vítima! Verdade ou consequência?

- Verdade!

- Já tiveste sonhos eróticos com alguém da Faculdade? – até eu fiquei surpreendido com esta pergunta da Granger e só consigo questionar o porquê de ela querer saber tal coisa. Para infelicidade dela, ele pegou na garrafa e nem se dignou a colocar o líquido num copo, simplesmente bebeu directo, e não foi um gole, foi mais do que isso, o que me faz concluir que já teve sonhos eróticos e de certeza que foi com ela. Mas será que todos têm esses sonhos com ela?! Logo a seguir, o Nott girou a garrafa e esta foi parar no Harry.

- Verdade ou consequência?

- Verdade!

- Qual é o teu maior fetiche? – perguntou o Nott mostrando o seu sorriso sacana.

- Theo, passa-me a garrafa! – respondeu o cabeça de cicatriz. Depois de ter bebido whiskey girou a garrafa e esta foi parar novamente à Granger.

- Verdade ou consequência?

- Consequência!

- Que corajosa! Ainda bem que gostas de desafios, porque este não vai ser fácil. Viste o carro que acabou de chegar?! É do Blaise! E eu quero que finjas que estás bêbeda e que eles acreditem nisso. – disse o Harry a rir-se, levando os outros a fazer o mesmo.

Esta cena é que eu não perco por nada deste mundo, vai ser bonito, será que a Granger vai conseguir ser bem-sucedida?! Nem quero pensar na reacção da Pansy, sim, porque o Blaise das duas uma, ou fica preocupado ou vai tentar acalmar os ânimos.

Como tal saí detrás da minha tenda e vi a morena de cabelos cacheados precipitar-se para agarrar na garrafa de whiskey antes da Pansy e do Blaise se aproximarem. Logo a seguir, ela virou-se na minha direcção e os nossos olhares cruzaram-se, um meio sorriso sacana brotou nos seus lábios e ela meio a cambalear veio ter comigo. Tive de me conter para não me rir da sua actuação.

- Prof...Professor...nãooo, agora é Malf...Malfoy! – disse com uma voz arrastada.

- Hermione?! Sentes-te bem? – perguntou a Pansy. A Granger ao aproximar-se mais de mim tropeçou nos próprios pés, mas não percebi se foi uma simulação por parte do espectáculo ou se tropeçou mesmo. A sua mão embateu no meu peito e eu amparei-a para não a deixar cair.

- Ops... acho que tropecei, mas tem aqui uns belos amortecedores. – disse, ousando apalpar o meu peitoral. Como resposta apenas lhe sorri.

Observei que o grupo cúmplice da Granger assistia em silêncio, controlando-se para não a comprometer. Por essa altura, a Pansy já estava perto de nós com um semblante furioso, encarando-nos aos dois com um olhar fulminante, não sei se inconscientemente ou não, mas a Granger continuou a procurar contacto e enlaçou-me pela cintura e eu não me importei minimamente.

- Hermione Jean Granger, tu andaste a beber?! – perguntou a Pansy, tirando-lhe a garrafa da mão.

- Ai, obrigada! – disse aproveitando que já tinha a mão disponível para a colocar no meu peito.

- Calma Pan, isto deve ter alguma explicação...

- E então, divertiram-se?! A vossa ausência foi óptima para mim, não vêem como me estou a divertir?! – perguntou a Granger, interrompendo o Blaise.

- Draco o que é que se passou? – perguntou a minha melhor amiga transtornada.

- Eu não sei, acabei de chegar! – respondi atabalhoadamente.

- Meninos, o que é que vocês puseram na bebida da Hermione? – perguntou o Blaise virado para o grupo. Não deu para perceber o que estavam a dizer, visto que falaram todos ao mesmo tempo.

- BLAISE, pára de tentar arranjar culpados, a única culpada é a TUA XUXU, que passas a vida a defender, quando neste caso, não há defesa possível, foi pura irresponsabilidade. – disse a Pansy de forma dura como eu já não me lembrava de a ouvir.

Vi a Granger virar-se para mim, com o olhar pregado nos seus ténis, deduzo que aquilo a tenha afectado, mas não podia demonstrar.

- Estás sempre a dizer que eu nunca me divirto, que estou sempre agarrada aos livros ou focada no treino, e agora estás a criticar-me por ter bebido um copo?

- Um copo?! Tu estás neste estado e tens a lata de me dizer que só bebeste um copo?! Já viste bem quem estás a agarrar?! É o teu Professor, como é que o vais encarar depois?! – a Pansy estava intransigente.

- Professor... Se bem me lembro ele não queria ser tratado dessa forma, por isso faz do Malfoy... meu amigo?! – o rosto da Granger procurou o meu, fazendo com que ela estivesse a respirar para cima do meu pescoço. Não aguentei continuar a fingir que não sabia de nada, por isso sussurrei ao ouvido dela:

- Granger, eu sei que está a fingir! – com a minha confissão, ela tentou desconectar os nossos corpos, o que me levou a puxá-la pela cintura de forma firme. Senti que ela prendeu a respiração, talvez por se ter sentido embaraçada.

- Olha sabes que mais, o acampamento termina aqui e agora! Vai arrumar as tuas coisas e vamos embora. – disse a Pansy decidida.

- M...mas...

- Não há mas nem meio mas, está decidido, tu vais para casa e é já, podes dizer adeus ao torneio.

 - Pan, estás a ser muito dura, amanhã falas melhor com ela. – disse o Blaise, agarrando-a pelos ombros.

- Cala-te! Isto ultrapassou todos os limites, sabes tão bem quanto eu como este torneio era importante para ela, o que sacrificou durante meses, deixou de ter uma vida social mais activa para deitar tudo a perder por causa de uma bebedeira e tu ainda vais continuar a defendê-la?! – disse a Pansy visivelmente perturbada. Só agora percebi o quão grandioso é este torneio.

- Pansy, eu percebo a tua frustração, mas a Hermione nunca fez nada do género, hoje errou como qualquer outro ser humano e, para além disso, ela não vai jogar amanhã. – rematou o Blaise, tentando amenizar a situação que a meu ver já estava fora de controlo. Esta brincadeira ainda vai sair cara tanto para uma como para a outra.

- Hermione! – chamou o Harry, o verdadeiro responsável pela discussão.

- Vou ter de acabar com esta brincadeira! – sussurrou-me a morena. Embora concordasse com a Granger, tinha de admitir que só o facto de ela se afastar de mim me deixava desiludido, pois estava a gostar do contacto dos nossos corpos, sentir como nos encaixamos na perfeição, mas neste momento não posso dar prioridade a esse sentimento.

- Pansy, desculpa esta confusão, eu não estou bêbada, simplesmente estava a cumprir uma consequência de um jogo, mas nunca pensei que tomasse estas proporções. – admitiu a Granger, virando-se lentamente para encarar a minha amiga de frente.

- Como assim?! Tu estavas com uma garrafa de whiskey na mão, e estava a meio.

- Não fui eu que bebi, foram eles durante as consequências que lhes foram atribuídas. Eu bebi coca-cola, porque sou responsável e nunca poria em causa todo o trabalho que fizemos juntas. – defendeu-se a morena de cabelos cacheados, enquanto que o Harry mostrava com um sorriso amarelo a lata de coca-cola. Senti que a Pansy respirou de alívio e como a conhecia demasiado bem percebi que estava com um sentimento de culpa por ter sido tão rígida com ela. Eram perceptíveis as lágrimas nos seus olhos e até eu me senti culpado por não ter feito nada.

- Pessoal, o jogo acabou, vão todos para as vossas tendas e não quero contestações! – disse num tom autoritário. Mesmo assim ainda vi o Harry a vir ter com a Granger, dar-lhe um beijo na testa e pedir-lhe desculpa.

Todos cumpriram com o que pedi e recolheram-se, ficando apenas eu, a Granger, a Pansy e o Blaise.

- Vês Pan, era só uma brincadeira! – disse o Blaise, tentando descomprimir o ambiente pesado que se tinha formado em torno delas.

- Não sabia que a Granger tinha uma veia para o teatro. – disse indo ao encontro do que o meu amigo estava a tentar fazer.

- Antes de mais peço desculpa, mas sinceramente nunca pensei que fosses acreditar numa coisa destas, eu nunca te dei motivos e não seria agora a meio de um torneio que iria cometer um deslize, porque como referiste e muito bem, eu deixei muitas coisas para trás, com isto não me arrependo de nada. – disse a Granger num tom sério.

- Eu fui apanhada desprevenida, tu tens muito potencial e tens tudo para ganhar, sei que andas tensa e ansiosa, mas não és a única, eu também me dediquei bastante para chegarmos juntas até aqui e não quero que tenha sido em vão. Eu sei que agora tens estado mais descontraída porque estás com os teus amigos, e ainda bem, porque há muito tempo que não te via assim, mas por momentos pensei que te tivesses deixado levar pelo sabor do momento e depois estavas agarrada ao Draco e isso para mim não é normal, porque ele para todos os efeitos é teu Professor. – justificou-se a Pansy. E para mim foi escusado o último argumento que usou.

- Eu precisava de ser credível!

- Bem, vamos pôr uma pedra no assunto e vamos dormir, que estou cheio de sono. – disse o Blaise, fingindo um bocejo.

Os meus amigos foram deitar-se e ficámos só eu e a Granger.

- Obrigada por me ter ajudado no início e desculpe por tê-lo usado e posto numa posição constrangedora.

- Granger, não tem de se desculpar, como disse tinha de ser credível! – disse com ironia na voz, que não lhe passou despercebida. Esboçou um sorriso fraco e murmurou “boa noite” quase inaudível antes de ir para a tenda.

 

XXX

 

Quando entrei na tenda fiz o que reprimi durante aquela confusão com a Pansy, por isso, deixei que as lágrimas grossas caíssem pelo meu rosto, tentando abafá-las para não acordar a Luna. Seguidamente, sentei-me no meu saco-cama e puxei os meus joelhos até ao meu peito abraçando-os, como se fossem o meu porto seguro. E foi quando me assustei ao sentir uma mão nos meus cabelos, olhei para cima e vi a loira de olhos azuis a encarar-me de forma preocupada.

- Estás assim por causa do que se passou há pouco? – perguntou a Luna, sentando-se ao meu lado e abraçando-me.

- O jogo estava a correr tão bem, estava a divertir-me bastante e agora sinto um peso como se tivesse estragado tudo ao ter aceitado aquela consequência. – disse aos soluços.

- Olha para mim! – pediu-me a Luna, segurando a minha cara nas suas mãos quentes e macias. -  O jogo foi muito divertido, pode não ter terminado como gostaríamos, mas não deixou de ter a sua graça, principalmente quando te fizeste passar por bêbada, fizeste uma boa actuação e nós tivemos de nos controlar para não nos rirmos.

- Eu sei e no início até estava a gostar, mas custou-me ouvir a Pansy ser tão dura comigo, principalmente porque ela nunca me falou daquela maneira. – disse, limpando as lágrimas com as costas das mãos.

- Vais ver que amanhã já vai estar tudo bem, embora ache que a Pansy exagerou no modo como te falou.

- É que de certa forma, apesar de saber que aquilo era tudo a fingir, senti-me humilhada à vossa frente e agora estou triste, porque não sei como vai ser amanhã, será que o ambiente vai estar pesado ou será que quando a vir vai ser como se não tivesse acontecido nada?! – questionei visivelmente mais calma.

- Eu percebo que te tenhas sentido humilhada, só que neste momento tens de pensar que foi apenas uma brincadeira que não correu bem, mas a verdade é que todos nós somos seres humanos e não somos perfeitos, erramos e não temos o controlo de tudo. Amanhã quando saíres da tenda, sai de cabeça erguida como se nada tivesse acontecido, afinal vocês estiveram a falar quando o Malfoy pediu para nos retirarmos, portanto, vais pôr uma pedra no assunto. – disse a Luna, dando-me um beijo na cabeça.

- Obrigada pelas tuas palavras, Luna. Ainda não me sinto a 100%, mas sinto-me um pouco melhor. – disse abraçando-a. – Amanhã tenho de falar com o Harry, porque conhecendo-o bem está com um enorme sentimento de culpa.

- Agora, eu quero saber uma coisa muuuito importante. – disse a loira com a mão no queixo e de ar pensativo. – Adorei o teu atrevimento em teres colocado a mão no peito do Malfoy, mas eu quero saber se é forte, musculado, basicamente se faz jus à alcunha de “jeitoso”? E depois, eu também reparei que ele te pôs o braço à volta da cintura. – continuou a minha amiga com um sorriso travesso.

- Luna?! Eu logo vi que aquela conversa séria era sol de pouca dura... Hum, tem uns peitorais bem definidos, rijos, um aperto firme e sim, é bem jeitoso...

- Ui, que olhar sonhador é esse Miss Granger?! – interrompeu-me a Luna enquanto eu divagava.

- Eu respondi ao que tu perguntaste. – disse, dando de ombros.

- Pois, pois, o melhor é irmos dormir!

- Sim, que amanhã temos de nos levantar cedo para aproveitarmos bem o dia. – usufruí da sua deixa para não falar mais no assunto, porque começo a achar que tenho de ter mais cuidado, não só com os meus actos como também com o que digo.

No dia seguinte, percebi que a Pansy estava tranquila e falava comigo como sempre fez, durante o jogo que fomos assistir ela comentava sobre a performance das duas jogadoras, reparávamos juntas nos seus pontos fracos e a nossa cumplicidade estava patente para quem nos visse a falar, por isso, deduzi que tinha posto o assunto para trás das costas e eu fiquei aliviada.

Antes do almoço o Harry veio ter comigo e afastámo-nos um pouco do grupo, começou por me pedir desculpa pelo sucedido, que nunca pensou que a Pansy fosse tão inflexível e que se soubesse que iria ter problemas, ele nunca teria dado aquela consequência. Apenas lhe disse para não se preocupar, porque eu também tive a minha quota parte de culpa, visto que poderia ter recusado aquele desafio e não o fiz, também nunca pensei que aquilo tomasse aquelas proporções. Posto isto, demos um abraço e fomos ter com o grupo.

 Por volta das 15h fomos para o riacho, onde pudemos aproveitar aquela água cristalina, banhando-nos e atirando água uns para os outros. Também foram feitas corridas, para ver quem nadava mais depressa e o Malfoy superou-se, conseguiu ganhar-nos a todos.

Pouco tempo depois saí do riacho e fui para perto de uma árvore onde me sequei com a toalha e aproveitei para fazer duas coisas, bronzear-me e estudar. Os outros continuavam dentro de água e, por um lado gostava de estar com eles, mas por outro sei que tenho de avançar com a matéria para que nada fique atrasado, não vá acontecer algum imprevisto devido aos treinos e assim estou mais à vontade e com margem de manobra.

Enquanto estudava, um pardal pousou na minha toalha. Piava muito, mas era diferente do que estava habituada a ouvir, toquei-lhe e percebi que se afastou quando lhe toquei na asa, provavelmente estava magoada. Observei-o enquanto tentava subir para a árvore e não conseguia. Então, calcei os ténis, peguei no pardal e trepei a árvore deixando-o no ninho.

- Granger, o que está aí a fazer? – perguntou o Malfoy de toalha na mão. Devo dizer que o meu coração perdeu uma batida ao vê-lo em tronco nu, aqueles peitorais que outrora foram tocados por mim, estavam bem tonificados e só me apetecia tocar-lhes novamente, poder sentir a sua pele na minha... Hermione, pára com esses pensamentos, podes agora tratá-lo por Malfoy, mas ele continua a ser teu Professor.

- Eu vim pôr um pardal no ninho, acho que tinha a asa partida, porque não conseguia voar. – disse sentindo-me ruborizar, mais até pelos pensamentos nada inocentes que estava a ter. De repente, vi-o subir e sentar-se num ramo perto do meu. – Pensei que não gostasse de trepar às árvores. – disse admirada por vê-lo tão próximo de mim.

- Há muitas coisas a meu respeito que a Granger não sabe! – disse com um sorriso travesso.

- Este acampamento serviu para o conhecer um pouco melhor. – o riso dele nasalado fez-me pensar que se calhar tinha exagerado nas palavras que proferi. – Desculpe, talvez não me tenha expressado bem.

- Nada disso! Eu também acabei por conhecê-la melhor, percebi que o torneio é algo muito importante para si, que não é apenas um jogo e que depois pode cometer todos os exageros que quiser, percebi que é necessário muita disciplina e sacrifício. – disse o Malfoy, encarando-me de forma penetrante.

- Calculo que deva ter percebido isso depois da discussão de ontem.

- Também, mas vi a maneira como jogou, é precisa nas suas jogadas, é bastante competitiva, no bom sentido, é esforçada e isso só se consegue com trabalho. – disse o loiro, piscando-me o olho.

- Ainda sobre ontem, desculpe a confusão em que o meti, calculo que para si tenha sido constrangedor, afinal acabei por ultrapassar todos os limites consigo. Por muito que tenha dito que estamos em lazer e que o podemos tratar pelo apelido, continuamos a ser aluna e professor. – disse, baixando o olhar. Senti tristeza em pronunciar tais palavras, porque elas remeteram-me para a realidade, é como se fôssemos de mundos diferentes e que não se podem juntar.

- Pense desta forma, estava a fazer um jogo e brincou com a situação, por acaso eu sabia que estava a fingir e até a ajudei, mas podia tê-la denunciado e a afastado de mim, só que optei por entrar na brincadeira. – disse-me sorrindo.

- Eu sei, mas é meu Professor, até a própria Pansy não achou correcto.

- Granger, eu aqui não sou seu Professor e a Pansy exagerou quando disse isso, aliás, eu disse-vos, a si e aos seus colegas, que me podiam tratar por tu e pelo apelido visto que, provavelmente, é mais fácil para vocês.

- Sim, mas se a Pansy pensa isso, as outras pessoas também devem pensar e...

- Granger, eu não sou superior só porque sou vosso Professor, dentro da Faculdade exerço um cargo, cá fora sou igual a vocês, como vê gosto de subir às árvores, gosto de estar com os amigos, sou uma pessoa normal, que no meu horário de trabalho dou-lhe aulas, fora dele...

- Podemos falar como se não fôssemos aluna e professor. – interrompi-o, completando o seu raciocínio.

- Vê como sabe?! – disse-me, descendo a árvore. Segui-lhe o exemplo e fiz o mesmo, mas ao fazê-lo desequilibrei-me e caí... nos braços dele. - Está bem?

- Agora sim! – a nossa batalha de olhares era intensa, os nossos corpos tocavam-se e podíamos sentir as nossas peles roçar uma na outra, visto que eu continuava de biquíni e ele com os calções de banho. Os meus braços estavam enlaçados no seu pescoço e eu podia sentir a sua respiração no meu pescoço. A minha vontade era poder beijar os seus lábios bem desenhados e apetecíveis, mas não podia. Por outro lado, podia jurar que ele sentiu o mesmo, porque o seu olhar recaiu sobre os meus lábios. Lentamente colocou-me no chão sem que quebrássemos o contacto visual.


Notas Finais


O acampamento chegou ao fim, mas virão outras aventuras, por isso, não percam o próximo episódio, porque eu também não!!!

N/Beta:

Oláaaaa Filipa!
Bom, o que dizer deste capítulo? Eu amei! Tudo, desde a parte divertida até à discussão com a Pansy. Contudo, vou falar de correcções primeiro e depois comento “brevemente” o conteúdo.
Não havia erros, apenas um ou outro pormenor que se teve de modificar, umas vírgulas que faltavam. Por isso, o capítulo foi de fácil leitura, o que é óptimo para mim. Também comeste uma ou outra letra, estavas com fome provavelmente! =P
Quanto ao conteúdo, eu sei que deveria ser um comentário e eu prometo tentar fazê-lo assim que conseguir, e também nos anteriores que não fiz. Tu mereces ter comentários a incentivarem-te, porque a fanfiction está a ficar cada vez melhor e está muito bem escrita. Espero que os leitores estejam a perceber isso e não se esqueçam de deixar umas palavrinhas a mencionar isso.
Este capítulo foi fantástico do início ao fim.
A parte do jogo “Verdade ou Consequência” também achei super divertido, gostei das consequências do Harry (declarar-se ao Fred foi absurdamente ridículo e cómico), a da Ginny também foi caricata, ela safou-se muito bem a improvisar um conto erótico!! Depois, os beijos claro que foram bem lançados como consequências. Gostei que a Hermione tivesse beijado o Theo (tu sabes que eu sou 100% Dramione, mas gosto do Theo ehehe), o facto de ter sido relatado pelo Draco deu-me ainda mais satisfação de ler. Por fim, a parte que foi a transição para o drama neste capítulo: a Hermione fingir que estava bêbeda.
Bom, nessa parte, eu gostei de tudo, foi engraçado ser na visão do Draco, nós sabíamos que ele ouviu que ela tinha essa consequência, mesmo assim não a denunciou e “aproveitou-se” da situação. Amei de paixão a parte em que ele lhe confidencia que sabe que ela está a fingir, a Hermione se pudesse tinha corrido dali para fora, mas ele ainda teve a audácia de a puxar para ele, o que foi incrivelmente bonito. Amei mesmo! Espero que os leitores se tenham apercebido disso, porque para mim foi um factor relevador! Ele praticamente expôs o que sentia nas entre linhas do seu gesto. Ah, não posso deixar de mencionar que a gostei da ousadia da Hermione, colocar-lhe a mão no peito e ainda elogiá-lo, tudo bem que ela pode justificar que tinha de ser credível, mas HERMIONE JEAN GRANGER, não nos atires areia para os olhos, foste uma oportunista! E… parabéns por isso, claro! =D
Depois, a parte do “drama”, a discussão da Pansy com a Hermione. Foi crucial, demonstrou a confiança que a nossa treinadora tem nela. Eu posso dizer que senti a desilusão inicial da Pansy e que, embora ela tenha exagerado, eu consegui perceber melhor a posição dela. Ela é amiga da Hermione, mas também é a sua treinadora! E ela é exigente porque acredita no potencial da morena, quer que ela seja a melhor, isso será bom para ambas. Finalmente, quando se descobriu que foi só uma brincadeira, eu pude sentir a culpa que o Draco sentiu presente na Pansy. O facto de estar com lágrimas nos olhos fez-me querer abraçá-la, sei que a posição da Hermione também não foi fácil e já lá vou, mas a Pansy ficou tão cega que não mediu o exagero que estava a cometer. Eu percebo-a, porque nós exigimos de quem gostamos, inconscientemente cobramos e criamos expectativas acerca delas. E a Hermione é das pessoas em quem a Pansy mais acredita e confia. Acho que mesmo que a Hermione estivesse bêbeda, a Pansy ia perceber o seu exagero, mas naquele momento só conseguiu ver a parte má da situação.
Quando ficou só o Draco e a Hermione fui só eu que percebi que o loiro ficou ligeiramente ofendido com o argumento da Hermione de “tinha de ser credível”?!?!
A conversa com a Luna também demonstrou transparência e a sensibilidade da Hermione. Os sentimentos que ela sentiu, eu consegui senti-los na pele… primeiro, a desilusão por ter “desiludido” a Pansy, em segundo, a vergonha e humilhação por a Pansy ter sido tão dura com ela, afinal ela não estava habituada aquele trato por parte da treinadora e amiga e, por fim...
Gostei muito da parte final, o Draco a subir à árvore, demonstrando à Hermione que é uma pessoa “normal” e acho que aquele momento, embora curto, serviu para os aproximar. Fiquei com o coração apertado quando a Hermione disse que eles eram apenas “Professor e aluna”. E depois aquele momento fulcral em que há obviamente uma “tensão sexual”, um desejo carnal e um interesse romântico da parte de ambos, ainda que estivéssemos só a “ouvir” a Hermione, quase que pudemos sentir a química da parte do Draco também.
Resumindo: um óptimo capítulo, dos meus favoritos até agora, confesso! Mas esta fanfiction promete!
Até jáaaaaaa

Sara Mendes


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