História Lie - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin
Visualizações 427
Palavras 1.031
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, pra quem leu o cap anterior e vai bugar nesse inicio de agr, é que eu sem querer apaguei o capitulo, e precisei escrevê-lo de novo, então resumi mais ou menos o que aconteceu no cap que apaguei e coloquei no inicio desse!! Espero que gostem <3 Boa leitura <3

Capítulo 4 - Diabo em pessoa.


Após a morte de minha mãe, dias e semanas haviam passado, e tudo parecia piorar ainda mais. Eu ainda insistia em visitar seu túmulo, e deixar que minhas lágrimas salgadas e teimosas molhassem aquele solo. Foi quando em uma daquelas visitas, Jung Hoseok veio de encontro a mim, e foi a pior coisa que pudera fazer, já que a notícia que ele trazia consigo não era nada agradável. 

— Eu e meu pai... estamos falindo nessas terras, querida... — ele começou, alisando minha bochecha de forma amorosa com o polegar.

— Onde queres chegar com isso, Hoseok? — questionei, afastando sua mão de meu rosto e encarando-o de forma séria.

— Um novo comprador apareceu, viajaremos para Daegu amanhã. — foi naquele momento que meu mundo caiu, e eu sabia que não conseguiria seguir em frente sem ele. Hoseok era meu menino, meu querido menino que eu amava. Minhas lágrimas inundaram mais meu rosto, de forma que eu me vi escondida no peitoral daquele que eu sabia que já não pertencia mais a mim.

— Eu voltarei para ti, amor. Eu voltarei para buscar-te, é uma promessa. — ele falou, afastando-me e encarando-me. Contudo, eu sabia que Hoseok merecia um vida feliz. Eu era uma escrava, e ele, o filho do coronel, que se descobrisse o que acontecia quando eu e seu filho nos encontrávamos sozinhos, era capaz de nos matar. Pensando nisso, eu decidi que deveria deixá-lo ir, deixá-lo ir de vez.

— Não. Vá com teu pai, construa uma família e sejas feliz, não volte. 

— Eu só serei feliz se for com você. — ele falou, aproximando os lábios macios dos meus, e iniciou um beijo cálido.

(...)

O sol começara a manchar o céu nublado, e eu ainda não havia permitido que meus olhos se pregassem. A porta da senzala fora aberta com toda a força, anunciando aos escravos que a hora do ''descanso'' já havia chegado ao fim. Dois dos capangas do Sr. Jung entraram com seus chicotes de couro e, como sempre faziam, começaram a nos assustar com o bater do objeto no chão de madeira.

— Ei, mestiça, venha cá! — chamou-me um dos homens. Eu caminhei até ele, que me recebeu com um olhar nojento de cima a baixo. Meu braço fora agarrado com força e eu lutei para não ser levada, o que foi em vão.

— Quieta! — ele ordenou, machucando-me ainda mais. Fui arrastada até uma carroça que eu nunca havia visto naquela casa. Foi quando percebi que não pertencia ao Sr. Jung, e sim ao que parecia ser o novo comprador da casa, um homem tão amedrontador quanto o antigo dono.

— Você! — o homem que me agarrava exclamou, direcionando seu olhar sério para uma mucama, que carregava uma bacia feita de barro com roupas lavadas até a casa. Ela virou-separa nós, amedrontada. — Venha cá! — ele gritou. A mucama deixou a bacia no chão e caminhou rápido até nós.

— Aqui estão, senhor. — informou o sujeito. O homem nos encarou, intimidador. Uma carroça passou por trás de nós, quase colada conosco e, assustada, desviei meu olhar para a mesma. Foi quando me dei conta de que talvez nunca mais visse Jung Hoseok novamente, pois ele nem havia olhado para trás, ele nem havia olhado para mim uma última vez. Eu sabia que sua promessa não se cumpriria.

— Quero que meu quarto estejas pronto até o fim da tarde, caso contrário, não terei pena em usar as senhoritas no tronco. — falou o homem, que desceu por completo da carruagem  e passou por nós, fazendo-nos abaixar a cabeça em respeito, como fomos todos ensinados a fazer. Eu e a moça, que parecia ser dez anos mais velha que eu, fomos arrastadas novamente até o interior da casa, em seguida fomos levadas ao quarto de limpeza, onde fomos instruídas pelo capanga a não deixar uma poeira sequer no aposento do novo coronel. Acenamos positivamente de cabeça baixa e, quando nos encontramos sozinhas, sentimos o peso do alívio pairar sobre nós.

— Sabes o nome do coronel? — questionei em um sussurro, enquanto arrumava o que precisaria em uma bacia, assim como a outra escrava fazia também.  

— Park Jimin. Foi a única coisa que nos informaram. — respondeu-me. Em seguida ela abriu a porta e pôs-se a caminhar em direção a escadaria, que nos levaria até o quarto do Sr. Park, onde assim que chegamos, começamos a limpeza.

(...)

O pôr do sol se fez presente, informando-nos que a qualquer segundo Park Jimin poderia entrar por aquela porta. Nosso trabalho já havia chegado ao fim, felizmente. Então, juntamos as coisas e saímos do quarto, caminhamos até a escada e descemos, seguindo caminho até o quarto de limpeza, onde guardamos tudo e nos juntamos as mucamas que trabalhavam na cozinha.

A figura de um dos capangas do coronel na porta da cozinha fez todas as mulheres que trabalhavam, deixarem as panelas e as facas para trás, juntarem as mãos em frente ao corpo e abaixar a cabeça em sinal de respeito. 

— Venham comigo. — informou o homem de forma séria. Caminhamos de forma intimidada até a porta, onde uma por uma foi passando, e fomos direcionadas ao lado de fora da casa, onde todos os escravos se encontravam de cabeça abaixada, e os militares com o corpo ereto, o rosto empinado e suas fardas perfeitamente passadas, onde carregavam uma série de medalhas e moedas.

— O que estão esperando? — questionou o capanga, nervoso. Caminhamos até um espaço livre e fizemos o mesmo que os outros. 

— Bom, acredito que estejam informados sobre minha chegada. Serei o novo coronel, Park Jimin. Gostaria de deixar algumas regras básicas esclarecidas. O escravo que se mostrar desrespeitoso a seu coronel, terá seu castigo no tronco; o militar que se mostrar desrespeitoso, terá o mesmo castigo; mucamas e escravas estão avisadas também. Há regras que precisam ser seguidas. Não tereis piedade, então, caso não tenham entendido o que lhe foi instruído, já sabem do fim que tomarás. — ele falou, tirando do cós da calça um grosso chicote de couro.

Park Jimin estava destinado a ser o diabo em pessoa.

 



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