História Lie - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Xiumin
Tags Chanbaek, Kaisoo, Xiuchen
Visualizações 130
Palavras 2.608
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI GENTEZINHA LINDA NHONHO
TENHO BOAS NOTÍCIAS AAAA
pelo menos eu acho que são boas
então, o especial xiuchen será separado em duas partes: a primeira (essa) que é "seis anos antes do casamento" e a segunda (a próxima) que é "seis dias depois do casamento"
EU TO TÃO FELIZ A
esse capítulo é pequeno mas tá bonitinho sim, ok?
aaaa, para quem não sabe, youngbae é o taeyang do bigbang, bezos

boa leitura e até as notas finais xoxo

Capítulo 10 - Seis anos antes do casamento


Estar passando seu período de interno em um hospital nunca é fácil, ainda mais quando você é apaixonado por seu próprio residente. E, infelizmente, essa era a vida a qual Kim Minseok passava, tendo de se esforçar vinte e quatro horas por dia, todos os dias da semana, sem descanço, pois como dito, ser interno nunca é fácil. Ele ficava triste por ver outros residentes tão bons ensinando seus internos tão bem, e não acreditava que havia ficado com o pior deles, o mais descuidado e sem educação dos residentes daquele hospital. E pior ainda, ele se apaixonou por ele, mesmo ele fazendo Minseok e seus colegas internos sofrerem tanto sem nem precisar. Começando pelo fato de Jongdae nunca ter sido educado com os internos e isso era um fato que corria solto pelo hospital. Depois, ele ainda tinha aquele rosto sério, que quando olhasse de pertinho você poderia ser petrificado. A verdadeira personificação da Medusa masculina. E ainda havia o fato de ele adorar torturar seus internos com tarefas absurdas e sem noção. Mas mesmo assim, Minseok ainda ficou apaixonado. Se Jongdae era a personificação da Medusa, Minseok era a personificação da burrice.

Em seus poucos vinte e cinco anos, o auge de sua vida e juventude, ele poderia estar em um bar em suas horas livres ou curtindo com seus amigos, pois é o que um adulto de sua idade deve fazer. Mas infelizmente, isso nunca era possível, pois Minseok ficava preso no hospital, dormindo até nos quartos de descanço de lá, fazendo os trabalhos que Jongdae mandava. Afinal, qual interno teria a coragem de discordar de seu próprio residente? E ninguém era louco o suficiente para discordar de Jongdae.

Na verdade, sempre existe um louco na história, e nesse caso o louco era Minseok.

Só que, infelizmente, naquele dia em específico, Minseok não estava nem um pouco animado para ir trabalhar como todos os dias. Ele não estava animado em conversar com seus colegas, ou em observar Jongdae enquanto o mesmo preenchia fichas no balcão da recepção, e nem para comer os muffins maravilhosos que haviam ali. O Minseok louco, desastrado, desajeitado e engraçado estava mais para o Minseok destruído naquele dia. Mas quem poderia ficar animado depois de saber do falecimento de seu próprio pai, que estava do outro lado do país?

- O que vocês acharam da ideia? – Junmyeon, um dos amigos de Minseok e também interno, falava enquanto girava na cadeira e sorria, abrindo os braços como se fosse um gênio que acabou de descobrir uma das maiores invenções dos tempos. – Foi ótima, não é?

- Claro, ótima. – Youngbae sorria sarcástico enquanto balançava as pernas na mesa e olhava preocupado para Minseok que estava tão aéreo, e sem se comunicar direito. – Uma idéia ótima pra sermos expulsos daqui sem nem terminar nosso tempo como internos.

- Ah, vamos lá. – Junmyeon saltou de sua cadeira, andando animadamente enquanto buscava as palavras certas para explicar o porque de seu plano ser ótimo. – É só a gente encurralar o Satã e obrigar ele a pedir perdão pra nós! É ótimo, né Minseok?

O loiro apenas continuou olhando para o nada, se segurando para não chorar, tendo sua mente no rosto sorridente de seu pai enquanto ainda moravam juntos. Minseok se culpava por não ter ido visitar seu pai mais vezes, por ter gastado tanto tempo com o hospital, por pensar que ele nunca morreria. E o pior de tudo aquilo é que ele não podia receber uma folga no hospital, pois assim como seu pai precisou, podiam ter pessoas precisando da ajuda dele, mesmo que fosse a mínima.

- Minseok? – Youngbae chamou, fazendo ele prestar atenção com um olhar assustado, como se perguntasse o que havia acontecido com ele. Minseok apenas sorriu fraco, se esforçando para aquilo, e balançando a cabeça.

- O que você tava falando? – Minseok perguntou, olhando para Junmyeon que mexia em seus bolsos tentando achar seu pager, mas desistindo logo depois que ouviu o amigo falar.

- Do plano pra derrotar o Satã. – Junmyeon disse sorrindo aos ares, achando que seu plano fosse ótimo sendo que era o único ali que concordava com aquilo. Se sentou logo depois, ouvindo a porta se abrir e Heechul entrar com um copo de café, como era de costume.

- Alguém falou do Jongdae? – Heechul disse sorrindo, sentando-se ao lado de Minseok, que apenas olhou e voltou a vagar em seus pensamentos tristes sobre seu pai. Os três perceberam aquilo e logo se prontificaram de descobrir o que estava acontecendo. – Ei, o que foi?

- Ah, é que... – Minseok abaixou a cabeça para tentar arrumar uma desculpa, mas sentiu alguém o abraçando, e quando viu a cabeleira preta percebeu que era Junmyeon, e quando viu que era seu amigo, ele se soltou ali, chorando pela primeira vez após receber aquela notícia tão trágica.

Pela primeira vez no dia ele deixou as lágrimas tristes caírem em forma de luto, se deixando levar por esse sentimento nos braços de seu amigo, que apenas o apertava mais e afagava seus cabelos loiros. Os outros dois apenas observavam o loiro chorar com um olhar de pena, sem nem saber do motivo mas quase chorando junto com ele. Minseok respirou fundo, apertando o jaleco de seu amigo, limpando os olhos, e levantou a cabeça, engolindo o choro enquanto Junmyeon acariciava o rosto inchado do outro.

- Meu pai morreu hoje de manhã. – disse com muita dificuldade, vendo os outros ficarem mais tristes ainda e Junmyeon o abraçar mais uma vez, o apertando forte em seus braços. Minseok segurou o choro, não era profissional chorar em seu próprio ambiente de trabalho, e assim ele fez, ficou quieto esperando o amigo o abraçar.

- Eu sinto muito. – Junmyeon disse enquanto se soltava do amigo e ficava ao seu lado acariciando suas mãos pequenas. – Você quer que a gente fale com o Satã pra você ir embora?

- Não, não. Eu tenho que trabalhar. – Minseok disse tentando sorrir, e Junmyeon sorriu meigo enquanto Youngbae descia da mesa para ficar mais perto do amigo. E como em um sinal não tão divino, Jongdae bateu na janela fazendo os quatro ali se assustarem e respirarem fundo antes de abrir a porta e saírem de lá seguindo o residente.

- Hora do chá acabou, princesinhas.

 

. . .

 

A tarde havia sido surpreendentemente calma, com poucas emergências e a maior parte do trabalho foi fazer visitas diárias em alguns quartos para checar os pacientes. O mais impressionante (na visão do residente) estava sendo o fato de que seu interno mais novo não havia feito nada de errado, não estava tropeçando como sempre, ou trocando os remédios, ou correndo atrasado para os lugares. E para Jongdae, Minseok estar quieto demais não era um bom sinal. E como Jongdae não era nenhuma flor que se cheire, ele com certeza iria incomodar e atormentar seus internos, como fazia todo dia, mas em especial atormentaria Minseok para tentar descobrir o que estava acontecendo.

Como em um pedido do residente, os internos estavam na biblioteca pesquisando formas decentes de se fazer uma cirurgia neurológica arriscada com um tumor cerebral sem que arriscasse a vida do paciente. Minseok estava sentado repleto de livros junto com Junmyeon, e trocavam informações que achavam de vez em quando, e hora ou outra Junmyeon fazia alguma piada sobre imagens do livro ou sobre o próprio residente, fazendo o clima suavizar em meio as risadas. O pager dos dois tocou, mostrando um chamado do residente, fazendo os dois saírem dali correndo deixando os livros na mesa, batendo em algumas pessoas no caminho. Quando chegaram, viram Jongdae encostado no balcão e Youngbae ao seu lado, sorridente e vitorioso.

- Ele já achou a maneira perfeita. – Jongdae disse quando viu Heechul chegar afobado atrás de Minseok, os três sem entender muito o que acontecia. – Como ele foi o primeiro, irá participar de uma cirurgia com o Dr. Jinyoung.

Os dois (Junmyeon e Heechul) suspiraram derrotados, limpando a testa que ainda suava, e Youngbae sorria ainda, com sua grande vitória. Minseok se mantinha impassível, concordando com a informação sem demonstrar uma emoção sequer. Jongdae olhou curioso para o loiro, sorrindo maldoso enquanto andava em direção aos três que estavam mais atrás.

- O que foi, cara de esquilo? – Jongdae disse, vendo Minseok o olhar assustado, mas se manter do mesmo jeito que estava. Junmyeon tremia atrás, com medo do que o Satã poderia fazer com seu pobre amigo em luto. – Seu papai não te mandou a mesada esse mês e agora você está triste?

O silêncio tomou conta do lugar. Jongdae se mantinha sorrindo maldoso, Minseok apenas continuou impassível olhando com tristeza para o residente que infelizmente era apaixonado. Junmyeon, Youngbae e Heechul pararam, olhando assustados para a cena, com medo do que Minseok pudesse responder para o residente. Mas o que ele fez foi apenas sorrir fraco, abaixando a cabeça e logo depois olhando novamente para Jongdae nos olhos.

- Cale a boca, Satã. – Minseok disse calmo, antes de virar as costas e ir andando em direção à um dos quartos disponíveis para que pudesse se deitar e descansar. Ele sabia que podia pois o período de atendimento havia terminado, e novamente estava em horário de descanso. Os outros três internos seguraram o riso vendo a cara desacreditada do residente após ter recebido tal ordem de seu próprio interno.

Minseok abriu calmamente a porta do quarto, entrando logo depois e fechando a mesma, se encontrando no escuro do quarto, se encaminhando até a cama e sentando ali. E pela segunda vez no dia ele chorou triste, de luto, se sentindo mais sozinho ainda agora que não tinha ninguém além de seus próprios amigos internos. Os outros familiares não gostavam dele, apenas conversavam pelo fato de ele ter se tornado um “médico”, mas não mantinham contato como seus pais. Minseok chorou triste, deixando as lágrimas asperas descerem até o colchão enquanto abraçava suas próprias pernas, encostando as costas na cabeçeira da cama, se deixando soluçar alto e longo.

- GAROTO, VOCÊ ESTÁ LOU... – Jongdae entrou batendo a porta, pronto para brigar com seu interno, mas parou assim que abriu a porta e a iluminação do corredor mostrou um Minseok encolhido no canto da cama chorando enquanto abraçava o próprio corpo. Jongdae sentiu uma leve pontada no peito ao ver o rosto cheinho do interno vermelho e mais inchado por conta do choro que ele tentava conter. Minseok apenas olhou para o residente e continuou chorando, como se agora não conseguisse parar. – Cara de esquilo?

- Cai fora, Jongdae. – Minseok disse entre soluços, se virando a deitando de costas para a porta, ouvindo um suspiro do residente e logo depois a porta sendo fechada. Suspirou aliviado por estar sozinho mais uma vez e continuou chorando, tentando curar o vazio enorme que estava em seu peito. Quando sentiu algo no colchão, virou assustado, vendo ali Jongdae se sentando enquanto olhava para a frente. – Que susto, caramba.

- Foi porque eu falei aquilo, cara de esquilo? Sobre seu pai não dar a mesada? – Jongdae perguntou enquanto bufou olhando seus próprios pés, envergonhado pela primeira vez na vida ao lado de algum “colega” de trabalho. Se fosse o que ele pensava, ele havia sido um babaca com o interno, e se sentia mal com isso. – Seu pai morreu, não é?

O silêncio tomou conta mais uma vez em uma conversa deles. Minseok queria negar, mas seu coração estava acelerado demais por ter o residente ali, tanto que ele parou de chorar e apenas observava Jongdae falar enquanto olhava para o chão. Ele balançou a cabeça positivamente, mesmo que o outro não estivesse vendo, e respirou fundo, tentando conter as lágrimas outra vez.

- Me desculpe, eu não sabia.

- Espera. – Minseok disse surpreso enquanto se sentava, vendo Jongdae virar curioso sem entender sua frase. – Você me pediu desculpas, é isso mesmo?

Jongdae sorriu fraco, entendendo a surpresa do interno, e se virou sentando de frente para o mesmo enquanto fazia falsa indignação na voz.

- Eu não entendo porque me chamam de Satã se eu sou um amor. – Minseok continuou olhando, sem sorrir, sem chorar, sem nada. Apenas olhou para o rosto sorridente do médico, sentindo o coração pular como uma escola de samba no peito, afobado e apaixonado. – Vocês me odeiam, né?

- Eu gosto de você. – Minseok disse, e Jongdae arregalou os olhos, tentando decifrar a expressão do outro naquela escuridão que estava o quarto. Sem querer, o peito de Jongdae se aqueceu, e ele sentiu uma coisa estranha percorrer seu corpo, enquanto seu estômago embrulhava. Na sua cabeça ele se perguntava como ele nunca tinha percebido o quão bonito aquele interno era, e também o por que de ele ter tanta vontade de beijar ele agora.

Só então Jongdae observou a beleza do loiro. Os cabelos caíam nos olhos, bagunçados, deixando seu rosto ainda mais infantil. As bochechas grandes e a boca pequena, os olhos castanhos tão vivos e grandes no meio daquela escuridão, a pele tão clara e bonita. Ele se perguntava como não havia percebido aquilo a tanto tempo, e só agora, dentro de um quarto no hospital, enquanto o garoto chorava sobre a morte de seu pai, que ele via o quão bonito ele era. Jongdae apertou sua própria pele, como em um ato de acordar para a vida. O que ele estava pensando? Ele era residente e aquele na sua frente era seu interno.

- Você me maltrata as vezes, me faz sentir péssimo como fez hoje. – Minseok suspirou, sentindo o médico lhe observar e seu corpo tremeu, a mente bagunçou e o coração acelerou mais ainda. Estavam em um quarto, sozinhos, um olhando para o outro. Ele teria que se segurar para não fazer algo estúpido. – Mas mesmo assim eu gosto de você.

- Por quê?

- Eu não sei. – Minseok encostou a cabeça na parede enquanto ainda observava Jongdae, que mexia nervosamente em seus próprios dedos. Ao perceber aquilo, Minseok sorriu fraco para o médico. – Você é lindo. Quando você fica preenchendo fichas, eu poderia ficar te olhando por horas porque você parece um anjo quando está destraído. Mas é só abrir a boca que a magia acaba.

- Me desculpe. – Jongdae disse ainda rindo pela frase do outro, o que levou Minseok a rir também. Mais uma vez o clima se suavizava após um longo choro de luto, e mesmo que aquilo fosse bom, ele se sentia incomodado. Ele queria ficar triste pelo menos um tempo para que então caísse a ficha de que seu pai não estava mais com ele. – Você é atrevido, cara de esquilo. Ninguém nunca me enfrentou antes. Me mandar calar a boca foi um ato de coragem.

- Você vai contar pro chefe Park? – Minseok perguntou assustado, se lembrando então de que havia mandado seu próprio residente calar a boca, e percebido o quão estúpido havia sido aquela atitude.

- Talvez. – Jongdae ponderou, forçando a vista para ver a expressão preocupada de Minseok. – Eu não conto se você me deixar te abraçar.

- O quê? – Minseok olhou assustado, sentindo o peito queimar e a respiração travar, enquanto sua cabeça doía. Seriam esses os sintomas do amor?

- Você parece precisar de um abraço, sabe? Um abraço de amigo?

- Amigo?

- É. – Jongdae concordou enquanto se aproximava mais e rodeava os braços no corpo pequeno do outro, sendo recebido com braços trêmulos e uma respiração cortada. Sorriu ao ver que o outro lhe correspondia, e apertou seu corpo ali, como em forma de consolo e segurança, sentindo o outro ficar mole e se deixar abraçar forte. – Eu quero ser seu amigo, cara de esquilo. Eu gosto de você também.


Notas Finais


E FOI ASSIM QUE O ROMANCEZINHO XIUCHEN COMEÇOU A
confesso que o chen era um belíssimo filho da puta, mas pensa: depois disso ele foi só amorzinho com o xiumin ENTÃO TÁ TUDO CERTO, TUDO NOS CONFORMES.
Como eu disse, vai ter mais um que é a continuação, e fala de como vai ser seis dias depois do casamento hehe. To animada pq o próximo capítulo tá um aborzinho.

Muito obrigada pelos comentários e favoritos, vocês são demais e eu amo vocês aaaaaa <3 <3
até o próximo capítulo que, infelizmente, será o último da saga Lie. AMO VOCÊS


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