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História Lie to me - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Finalmente eu consegui escrever outra KakaSaku, espero que gostem!!!!


Eu classificaria essa história como +16 porque não acho tão explícita, mas decidi não arriscar devido a rigorosidade do Spirit, enfim, deleitem-se <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


O silêncio em seu escritório permite que a mente de Kakashi divague por seus pensamentos. Na verdade, o único som que se ouvia eram as batidas do relógio pendurado na parede, que trabalhava incansavelmente – assim como ele – naquele espaço. Em sua mesa, pilhas de papel se acumulavam juntamente com olheiras abaixo de seus olhos. 

Quem diria que um dia ele se tornaria Hokage? Um Hokage compromissado com o que faz, diga-se de passagem. 

Ele nunca quis ser Hokage. 

Mas o que as pessoas não sabiam, e ele gostava de guardar dentro de si e somente para si, é que ele estava fazendo um bom sacrifício, não só pela vila, mas por seu ex aluno, Naruto. A burocracia pós guerra não era para Naruto. Ele havia semeado a sementinha da união, mas a parte ruim, a burocrática e política, Kakashi e Shikamaru tentavam fazer com maestria, ou pelo menos deixar tudo encaminhado para que ele assumisse, e, isso envolvia não dormir e nunca mais chegar atrasado. 

Outro som tomou sua atenção e dessa vez era a porta se abrindo, revelando sua ex aluna. Seus pensamentos vagaram, dessa vez sem rumo, sem pudores, e ele quase instintivamente esticou seu braço para alcançá-la. Gostaria de dizer que tudo aquilo valia a pena se soubesse que ela estaria ali no fim do expediente, mas limitou-se a sorrir de canto por debaixo de sua máscara. Ele desviou o olhar rapidamente para o relógio para se dar conta que era sete e meia da noite. Provavelmente ela acabara de sair do seu plantão no hospital e ele nem viu o tempo passar. 

— Que tal um ou dois saquês? — ela se limitou a dizer, sorrindo. Ele notou que ela estava tão ou mais cansada do que ele. 

Com Sakura era tudo singelo. Ela não precisaria dizer que precisava de companhia, no entanto, ele se sentia feliz por ela requisitá-lo.

Ele apenas organizou as pilhas de papel de sua mesa e tirou sua capa, permanecendo com suas roupas normais de ninja. 

— Vou aceitar — ele disse se levantando. 

.

.

No balcão do bar, os olhos verdes dela refletiam o drink alaranjado que ela degustava. O saquê ficou apenas para ele. Queria perguntar porque a mudança brusca no cardápio e na rotina deles, afinal, o saquê entre eles era como um ritual, mas ele imaginava o que era. Naquele dia fazia um ano que ele havia partido. De novo. 

A data estava riscada com um círculo mal feito em seu calendário e, para ela, estava marcado em sua memória, ele imaginava. Uma data como aquela não precisava ser lembrada, estava marcado no coração dela e sempre estaria. No dele também, entretanto.

Kakashi contornava o dedo indicador na borda do seu próprio copo pensando em como quebrar o silêncio que se instalou logo após seus pedidos chegarem. E ela balançava o líquido alaranjado, entediada e pensativa.

— Hoje eu perdi um paciente no hospital, Kakashi — ela começou, seus olhos vagueando pelas bebidas expostas na prateleira ao fundo do bar. — Ele era tão novo, tão pequeno… E eu não fui o suficiente…

— Tenho certeza que você fez tudo o que estava ao seu alcance — ele concluiu, tomando uma golada extensa de seu saquê.

— Mesmo assim… não foi o suficiente. 

— Sakura, coisas assim vão acontecer, infelizmente. Não se culpe por isso, você é excelente. Se eu tivesse que nomear o quanto você é importante para vila, continuaríamos bebendo saquê até amanhã. De todo modo, não quero que minha melhor médica vá ao plantão amanhã de ressaca — ele sorriu de canto. 

Ela retribuiu o sorriso e deu mais gole de seu drink. 

Como ela era determinada. E linda. 

Ela era tão linda que realmente chegava a doer. 

Ele não se lembra em como eles chegaram nessa situação. Tudo começou com eles se encontrando à caminho de casa depois de extensos plantões e permanências em seus respectivos trabalhos. Começou com um convite tímido ali, uma saída ou outra aqui, e há meses eles desfrutavam da conversa e boa companhia um do outro.

Porém esses encontros casuais só confirmaram o que ele já sabia há algum tempo e queria negar. Se apaixonar por ela foi uma das coisas mais difíceis que teve que suportar. Era dolorido e maravilhoso ao mesmo tempo. Não era como se machucar em uma missão bem sucedida, era um sentimento mais agridoce. Ela era uma pessoa maravilhosa e ele era capaz de admirar todas as suas nuances. Mas sabia que era algo platônico, inalcançável, e por ele às vezes estava tudo bem. E, em outros dias, era difícil de suportar.

— Você nunca quis ter filhos, Kakashi?

Algo dentro dele estremeceu. Não é como se ele nunca tivesse imaginado um menino de cabelos prateados e olhos verdes por aí. A única vez que ele pensou a respeito, entretanto.

— Eu nunca parei para pensar nisso — ele mentiu. — Mas estou confortável assim. 

— Eu penso nisso com certa frequência agora… Aliás, hoje, é… — ela fechou os olhos. 

O coração dele martelou dolorosamente no peito. 

— Talvez ele nunca volte, Sakura — ele despejou, batendo rudemente o copo no balcão, após dar a última golada. — E mesmo que eu entenda a missão genuína dele de redenção, eu não entendo como ele consegue ficar tanto tempo longe de você — ele a encarava nos olhos. — Eu não conseguiria. 

Era tarde demais, ele tinha dito. Se pensasse a respeito, talvez poderia culpar a bebida depois. Mas o coração dele acelera como se estivesse fazendo uma corrida. Ele está a um passo de estragar tudo ainda mais e ele sabe.

Os olhos dela se arregalaram para ele. 

Porém, ele não se importa.

Ele avança, quebrando o espaço entre eles, abaixa sua máscara rapidamente e beija os delicados lábios dela como desejava há algum tempo. Ele a beija e a beija como gostaria de beijar qualquer parte do corpo alvo dela, sem se importar se seria correspondido ou não. Ela geme contra sua boca e ele não sabe se é de deleite ou negação, porém, momentos depois a língua quente dela corresponde a dele e ele se sente no céu.

.

.

Quando ele a deita sobre a cama delicada dela, ela hesita por um momento sob os lençóis brancos e macios.

Ela lhe lança um olhar de aceitação. 

E depois finge.

Ela o toca por que está lhe desejando? Por que o ama? Ou simplesmente por que quer agradar esse ser miserável por uma única vez?

Ele não sabe e ele não liga. 

Em seu íntimo, no meio daquela onda de torpor prazerosa, o faz pensar que o toque dela, a aceitação dela, o jeito em que ela ansiava pelo corpo dele era um sinal de afeto. Em algum lugar dentro dela existia espaço para mais um sentimento. Um sentimento por ele. 

Migalhas.

Ele beija todo o seu corpo e ela retribui contorno seus músculos com as mãos delicadas. As mãos ásperas de um ninja experiente afaga suas coxas, suas costas e se encaixam perfeitamente naquele quadril macio. Sua língua encontra o caminho entre as pernas dela, o local que ela ruboriza ao suplicar e a faz parecer mais linda do que nunca.

Ela não nega. Ela não diz nada. E ela mente. 

Ele deseja em algum lugar da mente dele que aquela noite dure mais que apenas uma vez.  

E quando ele sente que ela está preparada, ele a olha nos olhos mais uma vez, esperando que ela o negue, esperando que ela se arrependa, mas ela não o faz. Ela finge.

Ela o toca porque o deseja, ele a toca porque além de a desejar, a ama. E está tudo bem. Sakura geme porque se trata de prazer, Kakashi entra em êxtase porque se trata de Sakura. Kakashi se sente conectado a ela, e Sakura precisava de sexo naquela noite, ou talvez se conectar a algo ou a alguém. Não importa, ele não quer saber. A boca dela também percorre todo o corpo dele, mas nunca a sua boca (tudo bem, talvez ela ainda não esteja pronta para esse tipo de coisa).

E ele sabe que ela nunca estaria.

O luar reflete a pele alva dela enquanto eles fodem (ou fazem amor - amor apenas). Kakashi sabe que seu tempo está acabando, então registra aquela cena em sua memória: os olhos dela revirando com o prazer que ele lhe proporcionou, as bochechas rosadas num tom abaixo do seu cabelo, o suor escorrendo sob seu colo. 

O encontro deixa ambos satisfeitos (mas talvez ela esteja fingindo).

Ele rola para o lado dela. Ela o encara. 

A respiração dele para por um momento. 

Kakashi usa a ponta do dedo para tracejar pelo rosto dela, causando arrepios. Ele tira um emaranhado de cabelo suado das bochechas dela, se inclina mais uma vez e a beija. 

E ela o beija de verdade pela primeira vez, ferozmente, desesperadamente, como se o tempo deles estivesse marcado para acabar. E estava.

As mãos dele passeavam pelo seu corpo junto com as dela. Quando eles se separam, ele enterra seu rosto sobre o pescoço dela, sem fôlego. Ele se despede querendo dizer algo mais, mas não o diz.

Ela finge que entende.

E adormece.

.

.

Quando ele entrou em casa, ele automaticamente deitou em sua cama, encarando o teto, os olhos marejados mas ele não tinha certeza do porquê. Ele amava o seu time e amava Sasuke com todo o amor fraternal que ele era capaz de sentir. Mas talvez Sasuke realmente nunca voltaria. E Kakashi desejou que em algum lugar dentro de Sakura, ela desejasse o mesmo. 

Ou pelo menos ela podia mentir.

 


Notas Finais


Eu nunca vou superar essa tensão sexual...


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