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História Lie to me (taekook, vkook) - Capítulo 52


Escrita por:


Notas do Autor


Oieeeee!!
Novamente, desculpem pela demora e pela minha incapacidade de responder os comentários em tempo 😭
Espero que fiquem seguros(as) e saudáveis, e que o capítulo possa trazer um pouco de distração dos problemas que estão acontecendo 💜💜💜

Obrigada pelo apoio 🥺

Capítulo 52 - M is for Meeting


Meeting
encontro
1. junção de pessoas ou coisas que se movem em vários sentidos ou se dirigem para o mesmo ponto.
2. ficar imprevistamente face a face com uma pessoa ou coisa.


A claridade entrando pela fresta da persiana acordou Jungkook. 


Grogue por causa do sono, ele esticou o braço na tentativa de espreguiçar-se, encontrando o corpo de Taehyung a poucos centímetros do seu. 


Virou sua cabeça para o lado, soltando um grunhido.


Não demorou para que as memórias da noite anterior surgissem em sua mente, sentindo borboletas em seu estômago com a mera lembrança do corpo de Taehyung se desfazendo em suas mãos.


Finalmente acordado, apoiou-se de lado em seu braço, uma mão elevando o seu pescoço para que pudesse admirar Taehyung com mais precisão.


Os olhos de Jungkook traçaram o pescoço, o seu torso, vendo as marcas que tinha deixado ali na noite anterior. Jungkook adorava a pele de Taehyung, tanto de uma maneira inocente (Taehyung era lindo em seu todo), como de uma forma mais pecadora.


Quando o marcava, um senso distorcido de orgulho tomava conta de si sem que conseguisse segurar.


Taehyung dormia pacificamente, afundado nos muitos travesseiros que tinha na cama. O lençol cobria apenas as suas pernas, deixando seu tronco descoberto. O rosto dele ainda tinha resquícios de maquiagem, pois ambos tinham adormecido sem cerimônias. Taehyung tinha apenas tirado os inúmeros anéis que tinha na mão e colocado no criado-mudo, e Jungkook ficara arrependido por não ter dado a devida atenção à mão de Taehyung adornada por eles.


E foi esse simples detalhe que fez os seus pensamentos correrem soltos, não para um bom lugar.


Apesar de terem decidido levar o relacionamento devagar, não era exatamente assim que tinham tratado o acordo nas últimas semanas. Passavam a maior parte do tempo livre juntos, muito mais do que sozinhos em seus respectivos apartamentos. Não tinham transado até a noite anterior, mas chegaram ao quase muitas vezes, a masturbação em seu carro sendo apenas um desses eventos. Entretanto, não tinham se conectado de uma maneira mais profunda até horas atrás.


E era esse o problema que pragueava a mente de Jungkook. Algo nessa primeira vez deles depois de cinco anos não parecia certa. Jungkook tinha chegado ao apartamento, visto Taehyung naquelas roupas e acessórios e simplesmente perdido toda a sua compostura. 


Tinha posto Taehyung de quatro e o penetrado como se fosse uma ocorrência do dia-a-dia, não pensando em como aquilo mudava tudo para eles. Sua respiração ficou acelerada, a vergonha de si enorme.


Taehyung escolheu aquela hora para acordar. Seus olhos abriram-se lentamente, encontrando os de Jungkook. Estampava uma surpresa, mas o brilho neles era indubitavelmente de felicidade. Seu sorriso quadrado abriu, iluminando seu rosto amassado.


Isto é, até Jungkook começar a falar. 


– Eu sinto muito, Tae. 


Taehyung franziu o cenho, confuso. Tinha acontecido algo agora? Perguntou em voz alta, mas Jungkook apenas negara com a cabeça vigorosamente.


Jungkook virou-se de costas para ele, sentando-se na cama, não suportando encará-lo. Sentia realmente que fizera algo muito errado, como se o seu desejo tivesse nublado o seu discernimento.


Sentiu dois braços o envolverem por trás, o calor do corpo do outro sendo um lembrete da sua batalha interna.


– Ei, conversa comigo.


Jungkook sabia que deveria, que a comunicação era a parte mais importante do que eles tinham (ou estavam tentando ter), mas de repente sentia-se tímido. Como colocar em palavras todo essa turbulência que se passava em sua cabeça?


Ainda assim, tentou, sua voz soando baixa.


– Ontem a noite... Tae, era pra ser especial, e eu simplesmente perdi o meu controle, e acabamos... – Jungkook não sabia como continuar sem soar que estava arrependido: não estava. Faria de novo, se colocado no mesmo cenário novamente, e era esse o problema. –  Fizemos de uma maneira casual, mas você merecia algo mais especial, depois de cinco anos. 


Uma pausa. 


E, em seguida, a risada de Taehyung, aberta e calorosa. Jungkook virou seu pescoço, encontrando o rosto de Taehyung, que tinha o corpo colado em sua lateral. Ele não parecia ter um traço de irritação.


– Jungkook, nós transamos. E foi, sem querer levantar o seu ego, super gostoso. Você se arrepende?


Jungkook foi rápido em responder.


– Não, não, isso nunca... Só estou dizendo que eu deveria ter ido mais devagar? Mais cuidadoso…


Taehyung o cortou. 


– Com toda a tensão sexual que a gente tava guardando? Jungkookie, está tudo bem.  – Jungkook não estava convencido, e voltava a olhar para frente, não suportando mais mirá-lo. Taehyung não aceitou o gesto, gentilmente pousando sua mão no queixo de Jungkook, virando-o para o lado.– Olha mim. O significado do nosso relacionamento não está no sexo Jungkook, está fora dele. A importância está nessa nossa conversa, entende? 


Jungkook concordou. Estava pensando demais. Tentou a relaxar os ombros.


Então Taehyung o puxava de volta para a cama e apoiava-se em seu peito, sentando em seu abdômen. Um sorriso terno tomava as suas feições. Ele corria os dedos pelos ombros de Jungkook, pelo peito, pelo pescoço. Massageava lentamente os seus músculos, e logo Jungkook perdia os resquícios do estresse de antes. 


Um suspiro sofrido escapou de Jungkook, que fechou os seus olhos na tentativa de se conter.


Nenhuma peça de roupa os separava, tendo ambos dormido assim. Por isso, o simples contato com o corpo Taehyung foi o suficiente para deixá-lo excitado novamente. 


– Você sempre me elogia, mas acho que eu não falo o tanto que eu amo sua aparência. – Taehyung disse em um murmúrio baixo, fazendo Jungkook abrir novamente seus olhos, deparando-se com as bochechas coradas de Taehyung. – O seu rosto denuncia que você é mais novo do que eu. – Taehyung acariciou a bochecha macia, traçando o contorno de nariz de Jungkook, dos olhos, da boca.– Não sei como não percebi antes. Acho que era porque você tinha sempre uma expressão mais rígida...


Jungkook segurou o seu fôlego, preso na voz rouca de Taehyung. Seus lábios estavam levemente apartados, e Taehyung aproveitou para desenhar pequenos círculos neles com seu polegar.


– Você tem os olhos tão grandes e expressivos, também. Quando eu olho pra eles, eu juro que me perco, Jungkook. – Taehyung continuou, fazendo questão de olhar nos mesmos profundamente. 


O sentimento que ambos trocavam ali era tão forte que Jungkook sentiu seu olhos encherem de água.


Parecia uma declaração por parte de Taehyung. Parecia o ponto de virada do relacionamento deles. 


Taehyung voltou suas mãos novamente para o peito de Jungkook, dessa vez esboçando um sorriso levado.


– E o seu corpo… É uma obra de arte. – frente ao elogio, Jungkook sentiu o calor subir para o seu rosto. Tinha certeza que estava vermelho. – Principalmente suas coxas… – Como se quisesse provar seu ponto, Taehyung apoiou-se nas coxas musculosas, jogando seu corpo todo para trás, se expondo mais para Jungkook.


Jungkook engoliu em seco. A visão de Taehyung em cima de si o provocando logo pela manhã era de alguma maneira mais sensual do que já era a normalidade para ele.


Automaticamente as suas mãos pousaram no quadril do mais velho, seus dedos apertando a carne com força.


– Você está me matando, Taehyung.


A resposta dele foi aproximar-se do ouvido de Jungkook e, com a voz mais profunda que já tivera, proferir:


– Não queria ir devagar? Então mete devagarinho em mim. 


Era uma provocação. Parecia que Taehyung queria ver até onde ia o seu autocontrole. Ao mesmo tempo, porém, era como se ele soubesse exatamente o que fazer para tirar Jungkook do seu estado de preocupação por completo. 


Jungkook sorriu de lado, afundando seu rosto no pescoço de Taehyung.


– Vai ser no seu ritmo. – disse, voltando sua cabeça para o travesseiro. 


Taehyung sentou-se novamente, mais atrás dessa vez, fazendo com que o seu pênis roçasse no de Jungkook. Mordia o lábio inferior com força, mostrando nervosismo, pois ainda que estivesse iniciando algo, no fundo era acanhado.


O contraste do seu comportamento só fascinava Jungkook mais. 


Tentativamente, levou sua mão para o pênis de Jungkook, inciando uma masturbação dolorosamente lenta.


O gesto fez um choque de prazer correr pelo corpo de Jungkook, que cerrou os dentes para conter o gemido ameaçava sair. Taehyung começou a movimentar a mão, usando o seu polegar para massagear a glande, espalhando o pré-gozo com precisão. Olhava para o rosto de Jungkook a todo momento, deleitando-se nas expressões que fazia. 


O estímulo era demais para o outro, que agarrava os quadris de Taehyung com mais força a cada segundo. 


– Tae… – Foi a única coisa que Jungkook conseguiu dizer, pedindo, sem usar palavras, para ele que fizesse algo. 


Taehyung pegou o pacote de camisinha em cima do criado-mudo e o abriu com os dentes. Sentindo-se audacioso, segurou o preservativo do lado oposto e colocou-o na boca, deixando a parte iria desenrolar para fora; depois, desceu seu rosto até encaixar a camisinha no pênis de Jungkook. Lentamente, desenrolou-a com a ajuda dos lábios.


Jungkook arfou com o calor da boca de Taehyung em si.


– Taehyung… – falou o nome dele como uma reza.


Taehyung pegou o lubrificante que estava há um braço de distância, espalhando o líquido pelos dedos. Não fez o que Jungkook esperava: ao invés de masturbar-se com os dedos oleados, envolveu o membro de Jungkook em sua palma, espalhando o lubrificante por toda extensão da camisinha.


Então, Taehyung guiou-o até a sua entrada, mesmo sem ter se preparado com os dedos, não cortando o contato visual. Subiu e desceu, pouco a pouco indo mais fundo, soltando suspiros baixos.


Jungkook nunca iria esquecer aquela imagem, como tantas outras de Taehyung que tinha gravado. 


Os movimentos de Taehyung se estenderam por longos minutos, o rebolado do seu quadril hipnotizando Jungkook. Chegava a ser excruciante, e seus olhos já imploravam para que aumentasse a velocidade um pouco.


Taehyung concedeu, acelerando os seus movimentos, ainda que não tanto quanto Jungkook gostaria. Uma linha fina de suor escorria pelo pescoço de Taehyung, sua pele brilhante no sol que batia na cama. Tinha um olhar brincalhão. 


– Não foi v-você que queria ir devagar? –  perguntou, sorrindo.


Jungkook lhe lançou um olhar falsamente acusador, pois também sorria. 


– Você já está beirando à tortura. 


– Desculpe… – disse, genuíno, descendo o tronco para alcançar a boca de Jungkook em um beijo lento e profundo. A língua de Jungkook encontrou a sua, entrelaçando-a de forma erótica. Beijaram-se por longos minutos, o som molhado que seus lábios faziam aumentando de maneira excruciante o prazer deles.


Taehyung ergueu o peito novamente, finalmente trazendo mais agilidade para o movimento de seus quadris. Ficava ofegante com o exercício. Percebendo isso, Jungkook agarrou as duas mãos de Taehyung, entrelaçando os seus dedos ao dele, utilizando sua força para ajudar no equilíbrio do homem que ia por cima.


 – Tae, eu vou gozar assim…


Taehyung apenas assentiu, um gemido ininteligível escapando de seus lábios abertos em um 'o'. Jungkook levou uma mão entre os dois corpos, tocando o membro de Taehyung, tentando alcançar o mesmo ritmo com que Taehyung se fodia em seu pênis.


Taehyung gozou primeiro, jorrando líquido por todo torso de Jungkook, jogando a cabeça pra trás, pontos brancos lhe cegando brevemente. 


A imagem e a forma com que Taehyung contraía em seu pênis trouxe Jungkook ao orgasmo em seguida. Demorou para que recuperassem o fôlego e voltassem para a realidade, e trocaram risadas e olhares evergonhados nesse tempo.


Taehyung buscou uma toalha umedecida no banheiro, limpando o abdômen de Jungkook, já que se o mesmo levantasse daquela faria mais sujeira ainda. O cuidado por parte de Taehyung aqueceu o coração de Jungkook, porém, e ele percebia que não se importava quando Taehyung liderava a situação como agora. Gostava, até.


– Humm… Eu te limpei com segundas intenções, que é de fazer isso. – Taehyung brincou, enquanto aconchegava-se no peito de Jungkook, fazendo o outro rir incrédulo. 


Ficaram assim por um tempo não cronometrado, Jungkook acariciando o cabelo castanho com afeto. 


– Eu te amo tanto, Jungkook. – Taehyung disse, quase inaudível, escondendo o seu rosto na curva do pescoço de Jungkook.


Jungkook já tinha ouvido a frase outras vezes na vida. Da sua mãe, em alguns momentos. De algumas mulheres com que dormira, ou alguma confissão que recebera nos tempos de escola. 


Nunca tinham soado assim, nem carregavam a mesma importância para ele. Com a voz embargada, tentou responder.


– Eu também, Tae, mais do que tudo. Eu amava você cinco anos atrás, e eu te amo hoje. 


Taehyung o abraçou com mais força, mostrando que entendia. 


***


Estava sendo uma boa terça-feira. Eram dez da manhã, e Taehyung sentava-se na mesa de sempre em sua cafeteria favorita. Tinha em suas mãos um envelope com a resposta de uma das entrevistas que fizera, no hospital que mais visava trabalhar.


Estava nervoso demais para abri-lo, então não sabia se tinha sido aceito. Tinha escolhido procrastinar a abertura.


Era um bom dia, porém.


Ouviu o sino que indicava que um novo cliente entrava, não dando muita atenção. Até que sentiu uma presença em sua frente: tinham sentado na sua mesa. 


Levantou os olhos, suas sobrancelhas franzidas. 


A surpresa no rosto de Taehyung estava na sua boca entreaberta, nos seus olhos arregalados. Mas, rapidamente fechava sua expressão. Já esperava por aquilo. 


– Hyungsik. – saudou o homem em sua frente, deixando o envelope que segurava de lado, encontrado o sorriso sempre malicioso do irmão.




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