História Lies - Um contrato milionário - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Comedia, Mentiras, Romance
Visualizações 15
Palavras 1.832
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, sweeties! Como vocês estão?
Bem, esse capítulo vai trazer umas complicações para o Max, preparem-se! Nós acabamos de passar da metade da história, mas não se preocupem que o total de capítulos é 42, ou seja, vocês terão que me aguentar muito ainda.
Queria dedicar esse capítulo, nesse lindo 14 de Novembro, a minha amiga aniversariante de hoje, a Giovanna! Aquela amiga que eu briguei, fiquei quase um ano sem conversar, mas que hoje, depois de superada a crise adolescente não vivo sem. Aquela que aguenta meus dramas e adora uma fofoca sobre a vida dos nossos ídolos. Esse capítulo é pra ela!
Boa leitura, meus amores!

Banner por Fofinha, do Scandall Edits. Obrigada por me aguentar com meus pedidos, lindinha!

Capítulo 23 - Capítulo 23 - Sob o mesmo céu


Fanfic / Fanfiction Lies - Um contrato milionário - Capítulo 23 - Capítulo 23 - Sob o mesmo céu

O sol nasceu na grande Nova York e com ele o despertador de Ken soou por seu pequeno apartamento. A loira que dormia ao seu lado resmungou do barulho e enfiou o rosto no travesseiro, fazendo com que o dono da casa sorrisse. Ele desligou o barulho e virou-se, abraçando o corpo desnudo de Perrie.

—Bom dia... —Ele sussurrou, com a sua voz grave e rouca, no ouvido dela, fazendo com que ela senti-se um arrepio percorrer todo o seu corpo.

—Bom dia... —Ela sorriu sorrindo contra o travesseiro.

Ela então virou-se ficando com seu rosto grudado com o de Kenneth. Ele a roubou um selinho, o que a fez sorrir mais ainda.

—A noite passada realmente aconteceu? —Brincou Perrie passando seus dedos pela barba por fazer de Ken.

—Se quiser posso te lembrar o quão real ela foi. —Ele a respondeu puxando ela para mais perto de si e colando seus corpos.

—Eu não vou negar...

***

Max despertou com Bernard abrindo a porta do seu quarto abruptamente. Ainda em processo de acordar, propriamente dito, ele encarou o filho e viu em seu semblante uma preocupação que nunca vira antes.

—O que foi, Bernard? — Questionou Max encarando o garoto.

—Você tem um problema, sério. —Comentou o garoto jogando em cima do pai o jornal. — Página quatorze.

Max abriu o jornal na página indicada pelo filho. No canto da página, em uma coluna social, havia uma foto de Max e o título do texto era: "As mentiras de Max Taylor, o novo rico com uma fama que não era sua."

"Quem em Nova York não conhece o prédio T&J, onde está a empresa de arquitetura de designer T&J? É um prédio bonito no meio da ilha de Manhattan e seus donos, Max Taylor e Kenneth Julis, também são bonitos. Antes dos quarenta os dois conseguiram transformar uma empresa de porte pequeno, em um mercado selvagem e cheio de concorrentes, em uma empresa de porte grande. A grande movimentação da empresa chamou a atenção de muitos, que investiram pesado na empresa e podemos dizer que nenhum deles se arrependeu, já que a empresa é só lucros desde 2009.

O ano de 2009 também o ano de falecimento da esposa de Max Taylor, Beatrice Julis, a irmã do seu amigo e sócio. Com um filho pequeno e uma irmã adolescente para criar, Max foi taxado muitas vezes de pai ausente. Mas foi em 2011 que a sua fama passou a um nível melhor: o amante.

E não era de uma mulher só!

Max Taylor teve casos com mais mulheres do que se pode contar nos dedos e agora, de repende, a sua sexualidade mudou. A sua opção sexual deixou de ser por mulheres. Há cerca de um mês ele assumiu que é gay e isso gerou o descontentamento de muitas mulheres, mas quem sabe não é só uma fase? Ou será que Max se tornará uma nova Catherine Jenner?

Afinal, depois dessa admissão, quem será Max Taylor?"

—Merda.... —Max resmungou e jogou o jornal na cama. —Será que isso chega ao Sr. Filder?

—Se a esposa dele está preocupada que isso chegasse aos ouvidos dele, acho que não. Agora quanto a Melissa já não sei. —Respondeu Bernard sendo sincero.

—Como que essa história foi vazar? —Questionou-se Max curioso vendo o nome da colunista. Celina Cardelo. Ele não a conhecia, mas ela tinha ligação com alguém que a conhecia, com certeza.

Ele acabou pegando seu telefone e mandando uma mensagem para Ken, eles precisavam conversar. Precisavam de onde tinha vindo aquela matéria e porquê ela vinha a publico agora.

***

Ken saiu do banho com uma toalha enrolada na cintura. Perrie estava na cozinha e preparava o café da manhã usando apenas uma calcinha e uma camisa dele. Ele sorriu com aquilo. Ele caminhou até ela e depositou um beijo em sua bochecha segurando em sua mão em seguida.

—Deixa que eu cuido disso, vá se arrumar, baby. —Ele segurou a panela onde ela preparava panquecas e tirou do fogo.

—Ken, eu posso fazer isso, depois me arrumo. —Ela contestou, mas ele insistiu e então ela foi em direção ao banheiro para tomar um banho.

Ken voltou a cozinhar as panquecas quando seu celular apitou indicando a chegada de uma nova mensagem. Ele pegou o aparelho que estava em sua mesinha de cabeceira e viu que a mensagem era de Max.

A mensagem era uma foto da matéria e depois uma mensagem em relação ao que poderiam fazer a respeito.

Kenneth respondeu para que eles se encontrassem na empresa em meia hora. Ele voltou a cozinha terminou o restante das panquecas rápido.

Ele vestiu-se e quando Perrie saiu do banheiro com os cabelos molhados ele avisou o que tinha acontecido. Ele terminou de abotoar a sua camisa azul marinho e colocou o cinto na sua calça bege.

—Tudo bem, vão lá. Eu vou até a galeria hoje, você tem que passar na casa do Sr. Filder para ficar de olho na obra. —Avisou a loira sentando-se na cama novamente.

—Beleza, eu vou lá depois que me resolver com Max. —Ele respondeu roubando um beijo de Perrie e saindo avoado pela porta.

***

Max chegou a empresa quase no mesmo momento que Ken. Os dois se encontraram no estacionamento e subiram para as suas salas juntos.

Os dois foram a sala de Max para conversar. Eles se sentaram e começaram a pensar em quem poderia ter dado a dica para a tal Celine Cardelo escrever uma coluna sobre Max. Em mente não vinha ninguém, até que Kenneth se lembrasse que Luana tinha uma amiga chamada Celine, ela seria a madrinha do seu casamento e ela era jornalista.

Ele procurou nas redes sociais e nos perfis de Luana o nome Celine e o sobrenome bateu.

—Ah, ótimo! Sua ex-noiva é louca. Te deu um pé na bunda e agora te quer de volta, maravilhoso! —Debochou Max.

—Eu vou conversar com ela.

—Não! Você pode piorar a situação. —Retrucou Max levantando-se da sua cadeira. Ele começou a sentir um incomodo no tórax, uma falta de ar, mas em segundos passou. Ele respirou fundo e virou-se novamente para o sócio. —Ok, converse com ela, mas não piore a situação.

—Não vou piorar nada!

***

Max chegou na galeria perto das onze horas da manhã. Ele e Kenneth terminaram de resolver as situações pendentes e só depois ele conseguiu sair. Ele estacionou o seu carro e entrou na galeria recebendo o olhar espantado dos os homens ali presentes. Ele ignorou todos e seguiu para a parte de trás da galeria onde Perrie estava com Melissa e o mestre de obras.

—Olá, como vão? Tive um problema agora de manhã que tive que resolver com Kenneth, por isso me atrasei. —Comentou o recém chegado.

—Oi, sem problemas. A Perrie avisou, espero que tenham conseguido resolver o problema da faculdade do Bernard. —Comentou Melissa com um sorriso nos lábios.

—Ah, sim! Conseguimos. —Ele respondeu agradecendo mentalmente por Perrie ter inventado uma boa mentira. — O que perdi até agora?

—Bem, nós decidimos colocar alguns espelhos em algumas colunas e as outras, que permitirem, vamos fazer buracos no meio, o que acha? —Comentou Perrie mostrando um esboço a Max no seu tablet.

—Acho que ficará ótimo. Vão comprar os espelhos quando? —Questionou Max encarando a loira e a morena.

—Hoje mesmo, só que depois do almoço. —Avisou Melissa. —Queria ver também as tintas que podemos usar, quero cores vibrantes.

—Olha, posso dar a minha opinião? —Questionou Max recebendo a permissão de Melissa para que continuasse. —Use cores neutras, gelo ou pérola e a gente faz os detalhes em cores vibrantes. Porque se não as suas roupas ficarão ofuscadas pelas cores da parede. O piso já vai ser preto, acho que as paredes mais claras darão também uma amplitude para o local. O que acha?

—Tudo bem, você é o arquiteto. Sabe o que diz. —Respondeu Melissa sorridente. —Estou tão animada com a galeria que se você me disse que existe um novo conceito aberto que tiraria o teto daqui, acho que eu toparia.

Todos riram.

O mestre de obras então foi conversar com seus operários. Max e Perrie terminaram de ver alguns detalhes do andar de cima com Melissa e decidiram também em transformar parte do piso de cima em vidro, assim a galeria ficaria mais moderna ainda.

Perto do meio dia e meio, quando Max, Perrie e Melissa estavam saindo da galeria para o almoço, alguns homens da obra voltaram a olhar para Max com um olhar debochado. Ele ignorou aquilo, mas depois da volta do almoço não conseguiu mais ignorar aquilo.

Ao pisarem de volta a galeria, um dos homens falou em voz alta:

— Quem diria, pegou mulher a vida toda para virar viadinho depois de velho, que pouca vergonha.

Max virou-se e encarou o homem. O mestre de obras ainda não tinha voltado e ele estava sozinho com as duas mulheres atrás de si.

—Como é? —Questionou Max tentado soar superior.

—Quem diria, o cara que pegou mulher a vida toda na verdade é uma florzinha. —Repetiu o homem e como resposta recebeu um soco na cara.

Max sentiu dor na mão no mesmo instante, afinal fazia anos que não dava porrada em alguém.

—Você é um babaca! —Gritou Max.

Perrie por precaução se colocou no meio dos dois, para que Max não apanhasse.

—Chega! Se você não pode conviver com o fato de ter um chefe gay é melhor se retirar agora mesmo! — Disse Perrie furiosa. —Você está demitido!

—E quem você pensa que é para me demitir? Nenhum de vocês pode me demitir. —Debochou o homem.

—Se nenhum dos dois pode demiti-lo, eu tenho certeza que posso, senhor. —Disse Kenneth chegando a galeria. —Retire-se imediatamente! Você está demitido.

O homem respirou fundo e saiu contrariado.

—Mais algum de vocês tem algum problema com Max ou com a minha noiva? —Questionou o sócio que acabara de chegar. Nenhum dos homens falou mais nada. —Ótimo, se houver mais uma gracinha toda a equipe será demitida. Voltem o trabalho!

Todos voltaram as suas atividades e Max retirou-se para o fundo da galeria com os outros três no seu encalço. O falso gay bateu com força na mesa que havia ali e voltou a sentir o aperto no tórax, que passou rápido novamente.

—Você está bem? —Questionou Ken ao sócio.

—Não sei, essa situação... A falta de respeito... —Começou a falar, mas não sabia nem como reagir aquilo tudo.

—Vai pra casa, vai descansar. —Sugeriu Kenneth. —Eu e Perrie cuidaremos daqui.

Max negava com a cabeça ainda incrédulo com a situação que acabara de acontecer.

—Vá Max, nós terminamos as coisas amanhã. —Sugeriu Melissa. —Nós estamos todos sob o mesmo céu, sob as mesmas leis e todos nós teremos altos e baixos na vida. Não ligue, vai passar e ele vai pagar pela própria língua.

Max acabou concordando, Melissa estava certa. Todos pagam pelo o que fazem. Ele decidiu que era melhor ir também. Despediu-se de todos e seguiu para a sua casa.    


Notas Finais


E aí, o que acharam desse capítulo? Max viveu na pele o preconceito e a homofobia. Situações assim não fáceis de se viver e nem de escrever sobre.
Espero que tenham gostado do capítulo. Não esqueçam de comentar, comentários geram amor no coração de um escritor.
P.S. Vocês viram a capa nova? Eu já falei dela? Se não viram, vejam! Ta lindona! <3
Beijos
~Ana França


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