História Lies - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias The Seven Deadly Sins (Nanatsu no Taizai)
Personagens Arthur Pendragon, Ban, Cain, Diane, Dreyfus, Elaine, Elizabeth Liones, Escanor, Gilthunder, Gowther, Griamor, Guila, Hauser, Hawk, Helbram, Hendriksen, Jericho, King, King Liones, Liz, Margaret, Meliodas, Merlin, Simon, Twigo, Veronica, Vivian, Zaratras
Tags Melizabeth
Visualizações 345
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Cegos por mentiras - final


Sorrindo Elizabeth cumprimenta a recepcionista e passa pelo lobby do prédio andando rapidamente. Os saltos estalando sobrepõe o cochicho dos funcionários que observam a alegria aparentemente sem motivos da albina.

Ela aperta o botão do elevador e batuca os dedos em sua perna, ela sorri fraco lembrando-se de sua reconciliação com Meliodas e olha em volta procurando pelo mesmo em seu campo de visão.

Elizabeth tenta não demonstrar sua insatisfação em não vê-lo e entra no elevador apertando o botão referente ao andar onde sua sala fica, as portas se fecham lentamente e ela coloca a mão entre a fresta impedindo que se feche totalmente assim que ouve um grito pedindo para esperar.

- Bom dia... - Arthur entra arfando no elevador e em seguida se recompõe, arrumado sua camisa social.

- Bom dia - A Liones responde educadamente e se encosta na parede fria do elevador quando o mesmo começa a subir.

- Café? 

O rapaz mostra para ela a pequena bandeja com dois copos térmicos da cafeteria próxima a empresa. 

- Obrigada - Elizabeth pega um dos copos e levanta a tampa para verificar o conteúdo, fechando em seguida.

Ambos saem assim que as portas do elevador se abrem, a albina toma um gole do capuccino e ergue as sobrancelhas ao sentir o gosto.

- Eu ainda não tinha experimentado os produtos dessa cafeteria - Ela observa e da de ombros - É bom.

- Tem os melhores cafés da cidade - Arthur argumenta e deixa a pasta em sua mesa.

Elizabeth empurra a porta de seu escritório e arqueia a sobrancelha esquerda ao ver Meliodas sentado em sua cadeira enquanto mexe no notebook que ela havia deixado sobre a mesa no dia anterior.

- Bom dia, Ellie. 

O loiro diz sem erguer os olhos para fitá-la.

- Bom dia.

Elizabeth caminha até a mesa e deixa sua bolsa sobre a mesma, dando a volta para ver o que seu amigo está fazendo.

- Transferência escolar? 

- É, preciso colocar o Zeldris em um colégio.

Meliodas suspira e desvia rapidamente o olhar da tela do computador quando a outra apóia o quadril na mesa interessada na pesquisa feita pelo amigo dos melhores colégios em Camelot. Ele estende a mão e pega o copo térmico de Elizabeth, tomando um bom gole do líquido quente.

- Capuccino? - Ele questiona com o cenho franzido.

- Bom não é? 

Concordando Meliodas toma mais um pouco do café e esconde um sorriso vitorioso por trás do copo quando nota a forma que o secretário da albina, o fulmina com o olhar pela aproximação de ambos.

Oh, ele fica irritado.

Isso será interessante.

Com esse pensamento o loiro entrega o copo novamente para a amiga que inconscientemente toma seu café alheia a tensão que exala de seu secretário que causa divertimento no homem sentado ao seu lado.

- Esse é um excelente colégio, dado pelo tanto de elogios - ela aponta para a tela do computador.

- Uhum - Meliodas grunhe e esfrega o ponto específico em sua nuca que ainda doia.

- Você ainda está com dor? 

Elizabeth deixa seu copo sobre a mesa e inclina para frente, substituindo sua mão pela do amigo e com cuidado esfrega o local.

- Um pouco, não deveríamos ter dormido no tapete da sala.

Arthur bufa e se vira de costas pisando duro, a porta da sala bate com força quando o mesmo saí e Meliodas sorri de lado rindo internamente por ser tão fácil provocar o secretário da amiga.

- O que aconteceu? - Ela se vira ao ouvir o som estrondoso.

- Eu não sei, seu secretário deveria ser mais educado, não é?

- Ele ainda está se adaptando, Meliodas, não cobre tanto dele.

A atenção da albina é atraída para o celular que começar a tocar e piscar sobre o tampo da mesa e ela ri ao ver como amigo salvou o contato do tio em seu aparelho.

Demônio 2.0

- Vai atender? - Ela questiona referindo-se a ligação e recebe um aceno negativo como resposta.

Meliodas abre a primeira gaveta da mesa e observa o conteúdo de dentro, procurando por um bloco de notas e uma caneta. Ele puxa o bloquinho de folhas coloridas destacáveis e com a primeira caneta que encontrou escreve os documentos necessários para matricular seu irmão mais novo no colégio que Elizabeth sugeriu.

- Mais que droga - Ele resmunga quando novamente seu celular começa a tocar, sua música favorita no momento estava se tornando odiada.

- Atenda.

- Não.

- Sabe que ele vai ligar até você atender, não é?

- Te pago um almoço se jogar meu celular pela janela.

- Nem pensar - Elizabeth pega o aparelho na mão ao notar que é novo - O que aconteceu com o antigo?

Meliodas fica em silêncio ao se recordar do momento de fúria em que lançou seu antigo aparelho na parede do apartamento e dá de ombros desinteressado.

- Quebrou.

- Uhm, desastrado.

Suspirando Elizabeth desliza o dedo pelo ecrã do celular e leva o mesmo rente a sua orelha.

- Até que enfim me atendeu, onde você foi logo cedo? Não me diga que se enfiou novamente entre as pernas da filha mais nova do Baltra Liones?

As bochechas normalmente pálidas da garota tornam-se rubras pelo constrangimento e ela encerra a ligação imediatamente.

- O que foi? - Confuso Meliodas tenta entender o motivo do rubor incomum na face da outra.

- Você contou! 

- Contei o que, Elizabeth?

- Não acredito, Meliodas - As íris azuis claras brilham cheias de raiva - Saía daqui, agora.

- O que? Por que tá' me expulsando? 

- Saía da minha sala, por favor!

Confuso Meliodas se levanta da cadeira da garota e pega seu celular das mãos trêmulas dela, encaminhando-se para fora da sala.

- Não suporto suas birras, me mandar ir embora sem dizer o porquê está brava não irá adiantar nada. - Ele resmunga e fecha a porta atrás de si, Arthur sentado em sua cadeira sorri maldosamente provavelmente por ter ouvido o loiro ser expulso da sala da Liones.

- Tenha um bom dia senhor. 

Resmungando o mais novo CEO se afasta controlando a vontade de mandar o outro ir a merda.

~×~

Batucando as unhas contra o tampo da mesa de madeira, Chandler observa o alto dos prédios sem alterar a expressão séria no rosto.

Novamente seus planos estavam saindo da linha por causa da maldita rebeldia de seu sobrinho. A causa desta rebeldia tem nome e sobrenome, Elizabeth Liones. Sem ela por perto fazer o sobrinho andar conforme seus planos era muito mais fácil, desestabilizá-lo era a única forma ainda conhecida de fazê-lo agir como mandava.

Terá problemas sérios eventualmente com essa súbita reaproximação dos dois.

O celular do homem começa a tocar e ele sorri ao ver a foto do sobrinho surgir na tela.

- O quê?

- Que merda você latiu para a Elizabeth?!

Sem entender Chandler franze o cenho e se levanta da cadeira onde estava, enquanto os pensamentos começam a se encaixar devidamente.

Então foi Elizabeth  que atendeu a ligação mais cedo.

Um sorriso diabólico contorna os lábios do outro e ele coloca a mão no bolso da calça. Tinha conseguido fazê-los brigar com tão pouco assim?

- Nada demais, mas devo ter comentado algo sobre você ter ido se meter entre as pernas dela novamente.

- Você o quê?!

Chandler ri com a reação do sobrinho e encerra a ligação, desligando o aparelho em seguida para não ser perturbado pelas ligações que iria receber do loiro.

~×~

- Já está indo? - Arthur questiona assim que vê sua chefe sair de sua sala guardando o celular na bolsa.

- Sim, tenho que fazer algumas coisas ainda.

- Uhm, eu estava pensando, tem um filme novo em cartaz no cinema... - O rapaz coça a nuca visivelmente constrangido - Se gostaria de ir assistir comigo.

Elizabeth para de mexer em sua bolsa e observa o rapaz antes de sorrir.

- Claro, vamos agora?

- É... Não, quer dizer, sim! 

- Ótimo, vamos então?

- Sim.

Meia hora depois Elizabeth agradece sorridente após pagar pela pipoca e refrigerante. E enquanto carrega dois copos tamanho grande cheios de refrigerante gelado Arthur leva o balde de pipoca Jumbo.

Animadamente ela se acomoda na cadeira da sala e coloca no apoio entre eles os dois copos de refrigerante, esfregando as mãos nas roupas depois ao senti-las geladas.

Sua euforia some de repente e constrangida ela acena para o homem sentado duas poltronas depois de Arthur, acompanhado de uma garota com o cabelo tingido de rosa chiclete. Estarossa sorri de volta e puxa o celular digitando uma mensagem de texto rápida para seu irmão mais velho.

Sua garota está em um encontro. Como é ser traído?    18:25 ✓✓

• Vá para o inferno, babaca. 18:26

Rindo Estarossa deixa o celular de lado e sorri maliciosamente para a garota sentada ao seu lado.

~×~

Encostado na lataria do carro, Meliodas observa o céu noturno completamente desinteressado, mesmo que as primeiras pontadas de uma terrível dor de cabeça começam a lhe assombrar.

- Meliodas? - Ele abaixa a cabeça e encara sério a jovem mulher na sua frente - O que aconteceu?

-  Quer carona? 

- Quero, por favor - Ela pisca surpresa e olha para o rapaz ao seu lado - Até amanhã.

- Até. 

Arthur sorri e acena afastando-se, num gesto impulsivo Meliodas se afasta do carro e tira as mãos dos bolsos da calça.

- Podemos conversar, Arthur?

- Claro, mas acho que você tem que levá-la para casa.

- Eu levo - Estarossa se aproxima com expressão entediada - Minha companhia já foi embora, posso levar a Elizabeth pra casa dela.

Meliodas joga as chaves do carro no ar que é pega pelo outro, sorrindo Estarossa acena para que a amiga de seu irmão entre e em seguida entra no carro, partindo rapidamente.

O loiro cruza os braços e olha sério para o rapaz parado na sua frente, encarando-o desafiadoramente.

- Nada contra, mas não alimente falsas esperanças.

- O quê?

- Vou deixar claro, fique longe da Elizabeth.

- Cara - Arthur ri - Quem você pensa que é para mandar em mim?

- Não estou mandando em você - Meliodas revira os olhos - Estou apenas avisando que te quero longe da Elizabeth.

- Ela não namora e não tem nenhum relacionamento com ninguém, então é ela que decide se me quer ou não por perto.

Grunhindo Meliodas empurra o rapaz contra a parede do estacionamento e olha sério para ele.

- Fique. longe. dela - Ele rosna pausadamente.

Meliodas grunhe irritado com o garoto e com o próprio turbilhão de pensamentos e emoções incoerentes.

A chama do ciúme ardendo no peito apenas piorava tudo.

- Não vou deixar você magoar minha amiga.

Ele esta cego nas próprias mentiras sobre seus sentimentos.

- Quem magoou ela foi você seu otário - Arthur retruca ao se livrar do aperto do loiro - Conheci Elizabeth enquanto ela estava bêbada em uma boate, tentando falar com você enquanto chorava e imagina, faz menos de quarenta e oito horas que te conheço mas já te detesto porque fez ela chorar mais duas vezes.

- O quê? - Meliodas pisca surpreso.

- Seja lá o que você fez hoje, ela chorou de novo quando você foi embora. No final é você quem tem magoado ela.

Quantas vezes mais Meliodas tinha feito Elizabeth chorar sem saber? 

E novamente tinha feito Elizabeth chorar.



Notas Finais


Agora que as coisas entre o Meliodas e a Elizabeth vai se desenrolar


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...